Roman Polanski processa organizadores do Oscar após ser expulso da Academia
O diretor Roman Polanski está processando a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que organiza a cerimônia do Oscar, exigindo sua reintegração à organização após ser expulso em maio do ano passado em meio à campanha #MeToo. A ação, registrada no estado da Califórnia, afirma que o processo não seguiu o protocolo adequado e que, por isso, ele deve ser anulado. No processo, Polanski diz ainda que as conclusões da Academia não são “apoiadas por evidências”. Polanski foi expulso da Academia junto do ator Bill Cosby. Ambos foram condenados por estupro, mas o diretor franco-polonês fugiu dos Estados Unidos nos anos 1970, época do crime, e se exilou na França, evitando a prisão. Apesar disso, Polanski foi premiado pela Academia em 2003, com o Oscar de Melhor Direção por “O Pianista”. A Academia só mudou de opinião sobre o diretor após o recente movimento #MeToo, de denúncia aos abusos sexuais acobertados por Hollywood. Ao anunciar a expulsão, a Academia justificou a decisão salientando que a presença de Polanski ia contra “os padrões de conduta da organização” e que, assim, seus representantes esperavam “defender seus valores de respeito à dignidade humana”. A vítima de Polanski, Samantha Geimer, atualmente com 56 anos, apontou a hipocrisia da Academia ao banir Polanski após lhe dar um Oscar, descrevendo a expulsão de “um membro que há 41 anos se declarou culpado de uma única acusação e cumpriu sua sentença” como um “ato cruel que só serve às aparências”. “Isso não contribui em nada para mudar a cultura sexista em Hollywood e prova que eles comeriam uns aos outros para sobreviver”, ela escreveu em seu blog. O advogado do diretor chamou a expulsão de “abuso de idoso”, já que o cineasta tem 85 anos. “O que aconteceu tem a característica de abuso psicológico a nosso cliente, uma pessoa idosa. Colocar Bill Cosby e Roman Polanski no mesmo nível é um mal-entendido, uma perseguição”, manifestou-se o advogado Jan Olszewski na ocasião. “Polanski teve apenas um incidente em sua vida, pelo qual foi considerado culpado, assumiu a responsabilidade, e pelo qual sua vítima o perdoou”, afirmou ainda, comparando o caso do diretor com o de Cosby, que não assumiu erro, foi acusado por mais de 40 mulheres e jamais perdoado. Polanski e Cosby foram os primeiros membros enquadrados no novo código de conduta da Academia, motivado pelo escândalo de Harvey Weinstein. Ele aponta que os membros da organização poderiam ser expulsos por abuso, assédio e discriminação sexual. Assim como Polanski, Woody Allen também se defendeu em tribunal da acusação de abuso de menor (a própria filha Dylan Farrow), mas o caso não resultou em condenação.
Documentário sobre ocupação do Cine Marrocos vence festival É Tudo Verdade
O filme “Cine Marrocos”, de Ricardo Calil, foi o vencedor da competição de longas-metragens brasileiros do festival É Tudo Verdade, o mais importante do gênero documental no país. O anúncio foi feito no domingo (14/4), em São Paulo. O segundo longa do diretor de “Uma Noite em 67” aborda a ocupação do antigo cinema Marrocos, que já foi um dos mais luxuosos do centro de São Paulo, por um grupo de sem-tetos, refugiados e imigrantes. Ótimo jornalista que virou excelente cineasta, Calil convida os atuais moradores do local a reencenar trechos dos filmes que foram exibidos ali, décadas antes. O resultado conquistou notas máximas de várias publicações que cobriram o festival. Já a Abraccine preferiu “Estou Me Guardando para Quando o Carnaval Chegar”, de Marcelo Gomes, que também ganhou menção honrosa do juri oficial. O documentário do veterano cineasta pernambucano retrata a rotina de uma cidadezinha no agreste conhecida por suas confecções de jeans. A competição internacional premiou “O Caso Hammarskjöld”, de Mads Brügger, que acompanha a reabertura das investigações sobre a morte do secretário-geral das Nações Unidas que sofreu um acidente de avião enquanto negociava um cessar-fogo na Zâmbia. O júri ainda concedeu prêmio especial a “Meu Amigo Fela”, do brasileiro Joel Zito Araújo, sobre o ídolo pop nigeriano Fela Kuti, e menção honrosa a “Hungria 2018”, de Eszter Hajdu, que cobre a ascensão da extrema direita ao poder na Hungria. Além destes, também foi premiado “Piazzolla: Anos do Tubarão”, de Daniel Rosenfeld, como Melhor Longa Latino-Americano, por seu retrato de Astor Piazzolla, um dos grandes mestres do tango. Por fim, os melhores curtas foram o brasileiro “Sem Título # 5: A Rotina Terá Seu Enquanto”, de Carlos Adriano, que combina imagens de uma viagem de trem a trechos de um filme de Yasujiro Ozu, e o chileno “Nove Cinco”, de Tomás Arcos, sobre o terremoto que sacudiu o Chile em 1960. Os vencedores do É Tudo Verdade, “Cine Marrocos” e “Sem Título # 5: A Rotina Terá Seu Enquanto” estão automaticamente qualificados para tentar uma vaga no Oscar nas categorias de Melhor Documentário e Melhor Documentário em Curta-metragem, respectivamente. Confira abaixo a lista completa dos filmes premiados. COMPETIÇÃO BRASILEIRA “Cine Marrocos”, de Ricardo Calil (SP) – Melhor Filme “Estou Me Guardando para Quando o Carnaval Chegar”, de Marcelo Gomes (PE) – Prêmio da Crítica (Júri Abraccine), Menção Honrosa do Juri Oficial, Menção Honrosa do Júri ABD-SP (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas) “Soldados de Borracha”, de Wolney Oliveira (CE) – Prêmio ABD-SP de Melhor Longa “Sem Título #5: A Rotina Terá seu Enquanto”, de Carlos Adriano (SP) – Melhor Curta e Prêmio Mistika “A Primeira Foto”, de Tiago Pedro (CE) – Prêmio Aquisição Canal Brasil “Planeta Fábrica”, de Julia Zakia (SP) – Prêmio da Crítica (Júri Abraccine) e Menção Honrosa no Prêmio ABD-SP “Vento de Sal”, de Anna Azevedo (RJ) – Prêmio ABD-SP de Melhor Curta COMPETIÇÃO INTERNACIONAL “O Caso Hammarskjöld”, de Mads Brügger (Dinamarca/Noruega/Suécia) – Melhor Longa “Meu Amigo Fela”, de Joel Zito Araújo (Brasil) – Prêmio Especial do Júri “Hungria 2018: Bastidores da Democracia”, de Eszter Hajdú (Hungria) – Menção Honrosa “Nove Cinco”, de Tomás Arcos (Chile) – Melhor Curta “Lily”, de Adrienne Gruben (EUA) – Menção Honrosa COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA “Piazzolla: Os Anos do Tubarão”, de Daniel Rosenfeld (Argentina) – Melhor Longa “Maricarmen”, de Sérgio Morkin (México) – Menção Honrosa
Emmy 2019 tira American Horror Story da disputa de série limitada
Colecionadora de prêmios Emmy como Série Limitada (ou Telefilme!), “American Horror Story” não poderá competir nesta categoria na premiação deste ano da indústria televisiva americana. Ao reprisar personagens durante o arco “Apocalypse”, exibido em sua 8ª temporada, a produção do canal FX caiu numa tecnicalidade, que diferencia as séries limitadas das convencionais pela falta de personagens contínuos em suas temporadas. “American Horror Story: Apocalypse” retomou personagens vistos em temporadas anteriores – respectivamente, no primeiro e no terceiro ano da série. Por isso, foi desqualificada como minissérie/série limitada. Além dela, “The Sinner” e “American Vandal” também foram enquadradas na mesma situação e não poderão concorrer como séries limitadas. Para disputar prêmios em 2019, elas devem ser inscritas como séries de drama ou comédia. A qualificação do que é série limitada tem sido motivo de controvérsia constante no Emmy. O caso de “American Horror Story” aconteceu após várias reclamações de concorrentes, pelo fato de a série produzir temporadas e apresentar o mesmo elenco todos os anos, ainda que em diferentes papéis. Outro fator recente de polêmica na categoria foi a premiação de “Big Little Lies” no ano passado, simultaneamente à revelação de que a atração teria 2ª temporada, virando série convencional na HBO. Por outro lado, o mesmo canal pago inscreveu “True Detective” como Drama e não Série Limitada em sua 1º temporada, o que pode ter custado maior reconhecimento à produção no Emmy 2014, quando enfrentou de frente o final consagrado de “Breaking Bad”.
Malhação: Viva a Diferença vence o Emmy Kids Internacional como Melhor Série de 2018
A série “Malhação: Viva a Diferença” foi a grande vencedora da cerimônia do Emmy Kids Internacional, realizada em Cannes, na França. A premiação dos melhores programas infantis da TV mundial premiou a produção da rede Globo como Melhor Série de 2018. Foi a quarta indicação de “Malhação” ao Emmy Kids e a primeira vitória, superando obras da Alemanha, Austrália e Canadá. Pela primeira vez ambientada em São Paulo, a temporada, concebida por Cao Hamburger e dirigida por Paulo Silvestrini, celebrou a diversidade, tendo como fio condutor a história de amizade entre cinco garotas, Keyla (Gabriela Medvedovski), Lica (Manoela Aliperti), Ellen (Heslaine Vieira), Benê (Daphne Bozaski) e Tina (Ana Hikari). Com a vitória, a Globo aproveitou para confirmar oficialmente a produção de uma série derivada da temporada premiada de “Malhação”. “As Five” vai mostrar as cinco protagonistas se reencontrando anos depois da história mostrada na TV. E será exibida primeiro no Globoplay, antes de surgir na TV aberta. Para Hamburger, o reconhecimento internacional é importante para lembrar os brasileiros de valores essenciais, “como respeito e valorização dos direitos humanos e das diferenças religiosas, culturais, raciais e de orientação sexuais, assim como da educação pública, único caminho para o desenvolvimento do pais.” “É também o reconhecimento ao trabalho de alto nível de todo o elenco e equipe técnica e artística”, completou o criador da temporada, que já tinha vencido o Emmy Kids na categoria Séries em 2014, por “Pedro & Bianca”, da TV Cultura.
Irmão do Jorel vence prêmio de Melhor Série Animada Ibero-Americana
A 3ª temporada de “Irmão do Jorel” venceu na noite de sábado (6/4) em Tenerife, na Espanha, o prêmio de Melhor Série de Animação da segunda edição dos Prêmios Quirino, instituídos para promover a indústria ibero-americana da animação. A série criada em 2014 por Juliano Enrico, que acompanha o cotidiano de uma família brasileira nos anos 1980, exibe atualmente sua 3ª temporada no Cartoon Network. Enrico dedicou o reconhecimento a todos os artistas, roteiristas, animadores, produtores e atores brasileiros, e ressaltou que a animação no país é “muito mais” que entretenimento. “É um negócio, são muitos artistas e muito talento, e tem que continuar”, declarou. Outra produção brasileira, “Guaxuma”, de Nara Normande, também foi premiada no evento, na categoria Melhor Curta de Animação. O Brasil também estava na disputa do prêmio de Melhor Longa-Metragem Animado com “Tito e os Pássaros”, de Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar e André Catoto. Mas o vencedor foi o colombiano “Virus Tropical”, de Santiago Caicedo, que adapta a graphic novel homônima sobre uma menina que cresce entre Cali (Colômbia) e Quito (o Equador) e luta para tomar as rédeas da sua vida. O prêmio tem o nome do criador do primeiro longa-metragem de animação da história, Quirino Cristiani, que em 1917 dirigiu “El Apóstol”, uma produção argentina na qual foram utilizados 58.000 desenhos feitos à mão e várias maquetes que representavam edifícios públicos e ruas de Buenos Aires.
Governo americano adverte Academia contra mudanças no Oscar para prejudicar a Netflix
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos advertiu a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas sobre eventuais mudanças nas regras do Oscar que limitem a elegibilidade da Netflix e outros serviços de streaming. De acordo com um documento obtido pela revista Variety, o chefe da divisão antitruste, Maka Delrahim, escreveu à diretora executiva da Academia para expressar sua preocupação de que as novas regras estariam sendo escritas “de maneira que tende a suprimir a concorrência”, o que seria violação da lei de antitruste. “No caso de a Academia, uma associação que inclui vários concorrentes, estabelecer certos requisitos de elegibilidade para o Oscar que eliminam a concorrência sem justificativa pró-competitiva, pode levantar preocupações antitruste”, escreveu Delrahim. “Acordo entre concorrentes para excluir novos competidores podem violar as leis antitruste quando seu objetivo ou efeito é impedir a concorrência que ameaçam os lucros das empresas estabelecidas”, explicou o representante federal. O documento foi redigido após relatos de que Steven Spielberg, membro da diretoria da Academia, estaria planejando mudanças de regras para impedir a concorrência de filmes que estreiam em streaming e tem apenas distribuição limitada nos cinemas. Spielberg defende que filmes lançados por empresas de streaming deveriam concorrer ao Emmy, não ao Oscar, porque seriam filmes feitos para a TV. Entretanto, a Netflix tem exibido seus títulos de maior prestígio nos cinemas em circuito limitado, alguns dias antes de disponibilizá-los em sua plataforma. Atualmente, as regras estabelecem que essa distribuição limitada é suficiente para qualificar uma produção a disputar o Oscar, tanto que vários lançamentos acontecem em circuito bastante restrito (meia dúzia de salas em Nova York e Los Angeles) para se tornarem elegíveis, ampliando sua distribuição apenas após o prazo qualificatório – geralmente, a partir de janeiro do ano seguinte. “Lincoln”, dirigido pelo próprio Spielberg e indicado ao Oscar de 2013, foi originalmente lançado em 11 salas antes de ampliar seu circuito. “Roma” foi distribuído em 17 cinemas norte-americanos durante duas semanas, antes de ser disponibilizado em streaming. E não teve maior distribuição porque as grandes redes se recusaram a distribuí-lo. A produção da Netflix venceu três Oscars: Melhor Filme Estrangeiro, Direção e Fotografia, todos recebidos pelo cineasta mexicano Alfonso Cuarón.
Killing Eve lidera indicações ao principal prêmio da TV britânica
A série “Killing Eve” liderou a lista de indicações do BAFTA TV, o prêmio televisivo anual da Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas. Entretanto suas 14 indicações quebram uma regra fundamental da premiação da TV britânica. De acordo com as normas do BAFTA, uma série precisa ser produzida e transmitida originalmente no Reino Unido para concorrer. “Killing Eve”, série em que Sandra Oh e Jodie Comer brincam de pega-pega num contexto de espionagem, tem uma criadora (Phoebe Waller-Bridge) e um estúdio (Sid Gentle Films) britânicos, mas foi produzida originalmente por uma emissora norte-americana: a BBC America. Trata-se de uma filial da rede BBC, que só exibiu a atração posteriormente no Reino Unido. A premiação também destacou as minisséries “A Very English Scandal” (12 indicações) e “Patrick Melrose” (6 indicações), além do drama “Bodyguard” (5 indicações). E vale mencionar que “Derry Girls”, uma das séries mais engraçadas e subestimadas no catálogo da Netflix está na disputa de Melhor Comédia. Assim como o Emmy americano, o BAFTA TV vai acontecer em duas cerimônias, dividindo-se entre premiação técnica e artística, nos dias 12 e 28 de maio. Confira abaixo a lista da indicados do segundo dia, que concentra as principais categorias. Melhor Série de Drama “Bodyguard” “Informer” “Killing Eve” “Save Me” Melhor Série de Comédia “Derry Girls” “Mum” “Sally4Ever” “Stath Lets Flats” Melhor Minissérie “A Very English Scandal” “Kiri” “Mrs. Wilson” “Patrick Melrose” Melhor Telefilme “Black Mirror: Bandersnatch” “Killed By My Debt” “On The Edge: Through the Gates” Melhor Ator em Drama Benedict Cumberbatch, por “Patrick Melrose” Chance Perdomo, por “Killed By My Debt” Hugh Grant, por “A Very English Scandal” Lucian Msamati, por “Kiri” Melhor Atriz em Drama Jodie Comer, por “Killing Eve” Keeley Hawes, por “Bodyguard” Ruth Wilson, por “Mrs. Wilson” Sandra Oh, por “Killing Eve” Melhor Ator em Comédia Alex Macqueen, por “Sally4Ever” Jamie Demetriou, por “Stath Lets Flats” Peter Mullan, por “Mum” Steve Pemberton, por “Inside No. 9” Melhor Atriz em Comédia Daisy May Cooper, por “This Country” Jessica Hynes, por “There She Goes” Julia Davis, por “Sally4Ever” Lesley Manville, por “Mum” Melhor Ator Coadjuvante Alex Jennings, por “Unforgotten” Ben Whishaw, por “A Very English Scandal” Kim Bodnia, por “Killing Eve” Stephen Graham, por “Save Me” Melhor Atriz Coadjuvante Billie Piper, por “Collateral” Fiona Shaw, por “Killing Eve” Keeley Hawes, por “Mrs. Wilson” Monica Dolan, por “A Very English Scandal” Melhor Roteiro em Drama David Nicholls, por “Patrick Melrose” Lennie James, por “Save Me” Phoebe Waller-Bridge, por “Killing Eve” Russell T. Davies, por “A Very English Scandal” Melhor Roteiro em Comédia Daisy May Cooper & Charlie Cooper, por “This Country” Peter Kay, Sian Gibson & Paul Coleman, por “Peter Kay’s Car Share” Stefan Golaszewski, por “Mum” Time de roteiristas, por “Cunk on Britain” Melhor Direção Harry Breadbeer, por “Episode 1” (“Killing Eve”) Mahalia Belo, por “The Long Song” Stephen Frears, por “A Very English Scandal” Thomas Vincent, por “Episode 1” (“Bodyguard”) Melhor Série Internacional “54 Hours: The Gladbeck Hostage Crisis” “The Handmaid’s Tale” “Reporting Trump’s First Year: The Fourth Estate” “Succession”
Kid’s Choice 2019 premia Riverdale, Vingadores e Hotel Transilvânia
A premiação mais melecada da TV aconteceu no sábado (23/3), em Los Angeles, como exibição pelo canal infantil Nickelodeon. O Kid’s Choice Awards 2019 premiou os artistas favoritos do público infantil americano e ainda deu banho de gosma em várias estrelas do cinema, da TV e da música. Apresentado pelo DJ Khaled, o evento registrou um recorde de reconhecimento à cantora e atriz Selena Gomez, que ao vencer o troféu de Dubladora Favorita de Filme (por “Hotel Transilvânia 3”), tornou-se a artista com maior número de vitórias na premiação em todos os tempos – 11 ao todo. Ela ultrapassou Will Smith, que tem dez vitórias. Mas Selena não compareceu na premiação para receber seu prêmio. Nem Ariana Grande, que levou dois troféus – Artista Feminina Favorita e Música Favorita (“Thank U, Next”). Ela mandou um vídeo explicando que estava fazendo um show. Em compensação, Will Smith, Chris Pratt, Adam Sandler e Josh Peck não só estavam presentes como receberam banho de gosma verde. Confira abaixo a lista dos premiados, que destaca os filmes, músicas, séries e artistas favoritos das crianças. E o detalhe é que a exibição no Brasil só vai acontecer na terça (26/3), quando também serão revelados os vencedores nacionais em duas categorias de “Influencer” – que as crianças conhecem como “influenciador”. TELEVISÃO Série de Comédia Favorita “Fuller House” Série de Drama Favorita “Riverdale” Reality Show Favorito “America’s Got Talent” Apresentador de TV Favorito Ellen DeGeneres (“Ellen’s Game of Games”) Jurados de TV Favoritos Simon Cowell, Mel B, Heidi Klum, Howie Mandel (“America’s Got Talent”) Desenho Favorito “Bob Esponja” Ator de TV Favorito Jace Norman (“Henry Danger”) Atriz de TV Favorita Zendaya (“Agente K.C.”) FILMES Filme Favorito “Vingadores: Guerra Infinita” Ator de Filme Favorito Noah Centineo (“Para Todos os Garotos que Já Amei”) Atriz de Filme Favorita Joey King (“A Barraca do Beijo”) Super-Herói Favorito Robert Downey Jr. (Tony Stark/Homem de Ferro, em “Vingadores: Guerra Infinita”) Personagem que Detona Chris Pratt (Owen Grady, em “Jurassic World: Reino Ameaçado”) Filme Animado Favorito “Os Incríveis 2” Dublador Favorito Adam Sandler (Dracula, em “Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas”) Dubladora Favorita Selena Gomez (Mavis, em “Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas”) MÚSICA Grupo Favorito Maroon 5 Artista Masculino Favorito Shawn Mendes Artista Feminina Favorita Ariana Grande Música Favorita “Thank U, Next” (Ariana Grande) Artista Revelação Favorito Billie Eilish Colaboração Favorita “No Brainer” (DJ Khaled feat. Justin Bieber, Chance the Rapper, Quavo) Youtuber Musical Favorito JoJo Siwa Estrela Global Favorita América do Norte: Taylor Swift OUTRAS CATEGORIAS Video Game Favorito Just Dance 2019 Youtuber Favorito David Dobrik
Roma lidera indicações ao Prêmio Platino, o “Oscar ibero-americano”
“Roma”, de Alfonso Cuarón, é o grande favorito da sexta edição do Prêmio Platino, liderando a lista de indicados à premiação do cinema ibero-americano com um total de nove nomeações. A produção da Netflix, que venceu o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, é seguida na relação pelo uruguaio “Uma Noite de 12 Anos” e o colombiano “Pássaros de Verão”, concorrentes em seis categorias, e ainda pelo espanhol “Campeones” e o paraguaio “As Herdeiras”, com cinco indicações. “Uma Noite de 12 Anos”, “Pássaros de Verão”, “Campeones” e “Roma” estão na disputa do prêmio principal, de Melhor Filme Ibero-Americano, enquanto seus cineastas concorrem na categoria de Melhor Direção. Além de conquistar o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, “Roma” também venceu a premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos nas categorias de Direção e Fotografia, que Cuarón disputa no Prêmio Platino. A premiação ainda reconhecerá a melhor produção televisiva, e as séries que concorrem são “Arde Madrid” (Espanha), “El Marginal II” (Argentina), “La Casa de Las Flores” (México) e “Narcos: México” (México). A cerimônia será realizada em 12 de maio na cidade de Playa del Carmen, região turística do litoral do México.
Netflix diz que ama o cinema, em resposta a Spielberg
A Netflix respondeu indiretamente a Steven Spielberg, que pretende impedir que plataformas de streaming disputem os prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. Em publicação em seu perfil no Twitter, a plataforma afirmou que ama o cinema e que o está deixando mais acessível. “Nós amamos cinema. Aqui estão mais algumas coisas que amamos: Acesso para pessoas que nem sempre podem pagar, ou vivem em cidades sem cinema; Deixar todo mundo, em qualquer lugar, aproveitar os lançamentos ao mesmo tempo; Dar aos cineastas mais maneiras de compartilhar a arte. Essa coisas não são mutuamente exclusivas”, publicou a Netflix. Spielberg quer que o comitê que organiza o Oscar mude as regras para proibir filmes lançados em streaming de concorrer ao prêmio. Integrante do comitê, ele pretende votar a alteração na próxima reunião, marcada para abril. Quando jornalistas buscaram confirmar, ele deu seu recado por meio de um porta-voz. “Steven tem fortes opiniões sobre as diferenças entre lançamentos para o streaming e para os cinemas”, disse o assessor de imprensa da Amblin Entertainment, produtora do cineasta. “Ele ficará feliz se outros o apoiarem nesta campanha quando a hora chegar.” We love cinema. Here are some things we also love: -Access for people who can't always afford, or live in towns without, theaters -Letting everyone, everywhere enjoy releases at the same time-Giving filmmakers more ways to share art These things are not mutually exclusive. — Netflix Film (@NetflixFilm) March 4, 2019
Steven Spielberg quer impedir a Netflix de disputar o Oscar
Steven Spielberg não gostou nada de ver “Roma” vencer três Oscars na recente cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. O famoso cineasta, que é representante do ramo dos diretores no grupo que organiza a premiação, quer usar sua posição e prestígio para impedir que outro filme da Netflix possa voltar a disputar as estatuetas. Várias publicações da imprensa americana receberam informação de que ele iniciou um movimento para barrar as produções de serviços de streaming, tornando-as inelegíveis à premiação. Quando jornalistas buscaram confirmar, Spielberg deu seu recado por meio de um porta-voz. “Steven tem fortes opiniões sobre as diferenças entre lançamentos para o streaming e para os cinemas”, disse o assessor de imprensa da Amblin Entertainment, produtora do cineasta. “Ele ficará feliz se outros o apoiarem nesta campanha quando a hora chegar.” A hora vai chegar em abril, quando acontecerá a próxima reunião de dirigentes da Academia, visando a organização do próximo Oscar. Ao saber desses planos, a cineasta Ava DuVernay, que venceu um Oscar por seu documentário “A 13ª Emenda”, uma produção da Netflix, revoltou-se nas redes sociais. Lembrando que não poderá se manifestar no encontro, porque o comitê da Academia é restrito apenas aos representantes de cada ramo cinematográfico, ela decidiu deixar demarcar sua posição. “Se isso for verdade, espero que haja cineastas presentes ou que sejam lidas declarações de diretores que, como eu, pensam diferente”. Não é a primeira vez que Spielberg se posiciona contra serviços como a Netflix. O diretor de 72 anos já havia dito que filmes lançados por empresas de streaming deveriam concorrer ao Emmy, não ao Oscar, porque seriam filmes feitos para a TV. A aposta da Netflix para o Oscar 2020 é “O Irlandês”, de Martin Scorsese, filme que nenhum estúdio quis bancar.
Vingadores: Guerra Infinita lidera indicações ao Kids’ Choice Awards 2019
O canal pago Nickelodeon revelou nesta terça-feira (26/2) os indicados ao Kids’ Choice Awards 2019, premiação dos melhores filmes, séries, músicas e artistas votada pelo público infantil. “Vingadores: Guerra Infinita” foi o principal destaque disparado da lista, com 10 indicações, seguido por “Pantera Negra”, com metade desse número. A rapper Cardi B e a animação “Hotel Transilvânia 3” empataram em 3º lugar, cada um recebendo quatro indicações. Cinco artistas foram nomeados pela primeira vez ao prêmio. São eles Jason Momoa (“Aquaman”), Emilia Clarke (por “Han Solo: Uma História Star Wars”), Noah Centineo (“Para Todos os Garotos que Já Amei”), o apresentador James Corden (que dublou “Pedro Coelho”) e a cantora Bebe Rexha. A lista de indicações de 2019 inclui cinco novas categorias: apresentador de TV favorito, jurados de TV favoritos, super-herói favorito, jogador favorito e “Como você quer ajudar?”, uma categoria focada em como as crianças querem ajudar o mundo. Mas o que chama atenção é a inclusão de conteúdo que não é produzido para crianças, como a série de terror “The Walking Dead”. A premiação vai acontecer em 23 de março, em Los Angeles, com apresentação de DJ Khaled – que também concorre a três prêmios. A votação está aberta para as crianças no site KCA2019.com – e também nas redes sociais, por meio de hashtags do evento. Confira abaixo a lista completa dos indicados TELEVISÃO: Programa Engraçado Favorito The Big Bang Theory BUNK’D Fuller House Henry Danger Modern Family A Casa de Raven Programa Dramático Favorito Desventuras em Série Chilling Adventures of Sabrina The Flash Riverdale Stranger Things The Walking Dead Reality Show Favorito America’s Got Talent American Idol American Ninja Warrior Dancing with the Stars: Juniors Double Dare The Voice Apresentador Favorito Ellen DeGeneres (Ellen’s Game of Games) Kevin Hart (TKO: Total Knock Out) Liza Koshy & Marc Summers (Double Dare) Nick Cannon & JoJo Siwa (Lip Sync Battle Shorties) Ryan Seacrest (American Idol) Tyra Banks (America’s Got Talent) Jurado Favorito Simon Cowell, Mel B, Heidi Klum, Howie Mandel (America’s Got Talent) Luke Bryan, Katy Perry, Lionel Richie (American Idol) Len Goodman, Bruno Tonioli, Carrie Ann Inaba, (Dancing with the Stars) Sean “Diddy” Combs, DJ Khaled, Meghan Trainor (THE FOUR: BATTLE FOR STARDOM) Kelly Clarkson, Jennifer Hudson, Adam Levine, Blake Shelton (The Voice) Jennifer Lopez, Derek Hough, NE-YO (World of Dance) Desenho Animado Favorito Alvinnn! E Os Esquilos O Chefinho: De Volta aos Negócios The Loud House Rise of the Teenage Mutant Ninja Turtles Bob Esponja Calça Quadrada Os Jovens Titãs em Ação! Ator Favorito Caleb McLaughlin (Lucas Sinclair, Stranger Things) Grant Gustin (Barry Allen/The Flash, The Flash) Jace Norman (Henry Hart/Kid Danger, Henry Danger) Jim Parsons (Sheldon Cooper, The Big Bang Theory) Karan Brar (Ravi Ross, BUNK’D) Neil Patrick Harris (Count Olaf, Desventuras em Série) Atriz Favorita Candace Cameron Bure (DJ Tanner-Fuller, Fuller House) Kaley Cuoco (Penny, The Big Bang Theory) Millie Bobby Brown (Eleven, Stranger Things) Peyton Elizabeth Lee (Andi Mack, Andi Mack) Raven-Symoné (Raven Baxter, A Casa de Raven) Zendaya (K.C. Cooper, Agente K.C.) CINEMA: Filme Favorito Aquaman Vingadores: Guerra Infinita Pantera Negra O Retorno de Mary Poppins A Barraca do Beijo Para Todos os Garotos que Já Amei Ator Favorito Chadwick Boseman (T’Challa/Pantera Negra, Pantera Negra) Chris Evans (Steve Rogers/Capitão America, Vingadores: Guerra Infinita) Chris Hemsworth (Thor, Vingadores: Guerra Infinita) Dwayne Johnson (Will Sawyer, Arranha-Céu: Coragem Sem Limite) Jason Momoa (Arthur Curry/Aquaman, Aquaman) Noah Centineo (Peter Kavinsky, Para Todos os Garotos que Já Amei) Atriz Favorita Emily Blunt (Mary Poppins, O Retorno de Mary Poppins) Joey King (Shelly “Elle” Evans, A Barraca do Beijo) Lupita Nyong’o (Nakia, Pantera Negra) Rihanna (Nine Ball, Oito Mulheres e um Segredo) Scarlett Johansson (Natasha Romanoff/Viúva Negra, Vingadores: Guerra Infinita) Zoe Saldana (Gamora, Vingadores: Guerra Infinita) Super-Herói Favorito Chadwick Boseman (T’Challa/Pantera Negra, Pantera Negra) Chris Evans (Steve Rogers/Capitão America, Vingadores: Guerra Infinita) Chris Hemsworth (Thor, Vingadores: Guerra Infinita) Jason Momoa (Arthur Curry/Aquaman, Aquaman) Robert Downey Jr. (Tony Stark/Homem de Ferro, Vingadores: Guerra Infinita) Scarlett Johansson (Natasha Romanoff/Black Widow, Vingadores: Guerra Infinita) Chutador de Bundas Favorito Chris Pratt (Owen Grady, Jurassic World: Reino Ameaçado) Danai Gurira (Okoye, Pantera Negra) Dwayne Johnson (Will Sawyer, Arranha-Céu: Coragem Sem Limite) Emilia Clarke (Qi’ra, Han Solo: Uma História Star Wars) Michael B. Jordan (Adonis Johnson, Creed II) Zoe Saldana (Gamora, Vingadores: Guerra Infinita) Animação Favorita O Grinch Hotel Transilvânia 3 Os Incríveis 2 Pedro Coelho WiFi Ralph: Quebrando a Internet Homem-Aranha no Aranhaveso Voz Masculina Favorita de Animação Adam Sandler (Dracula, Hotel Transilvânia 3) Andy Samberg (Johnny, Hotel Transilvânia 3) Benedict Cumberbatch (Grinch, O Grinch) Channing Tatum (Migo, PéPequeno) James Corden (Pedro Coelho, Pedro Coelho) Shameik Moore (Miles Morales/Spider-Man, Homem-Aranha no Aranhaveso) Voz Feminina Favorita de Animação Gal Gadot (Shank, WiFi Ralph: Quebrando a Internet) Hailee Steinfeld (Gwen Stacy/Spider-Gwen, Homem-Aranha no Aranhaveso) Kristen Bell (Jade Wilson, Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas) Selena Gomez (Mavis, Hotel Transilvânia 3) Yara Shahidi (Brenda, PéPequeno) Zendaya (Meechee, PéPequeno) MÚSICA: Grupo Musical Favorito The Chainsmokers Fall Out Boy Imagine Dragons Maroon 5 Migos twenty one pilots Artista Masculino Favorito Bruno Mars DJ Khaled Drake Justin Timberlake Luke Bryan Shawn Mendes Artista Feminina Favorita Ariana Grande Beyoncé Camila Cabello Cardi B Selena Gomez Taylor Swift Canção Favorita Delicate (Taylor Swift) In My Blood (Shawn Mendes) In My Feelings (Drake) Natural (Imagine Dragons) thank u, next (Ariana Grande) Youngblood (5 Seconds of Summer) Artista Revelação Favorito Billie Eilish Cardi B Dan + Shay Juice WRLD Kane Brown Post Malone Colaboração Favorita Girls Like You (Maroon 5, com Cardi B) Happier (Marshmello, com Bastille) I Like It (Cardi B, Bad Bunny, J Balvin) Meant to Be (Bebe Rexha, com Florida Georgia Line) No Brainer (DJ Khaled, com Justin Bieber, Chance the Rapper, Quavo) SICKO MODE (Travis Scott, com Drake) Artista Favorito das Redes Sociais Baby Ariel Chloe x Halle Jack & Jack JoJo Siwa Max & Harvey Why Don’t We Artista Favorito de Música Internacional Africa: Davido Asia: BLACKPINK Australia/New Zealand: Troye Sivan Europe: David Guetta North America: Taylor Swift Latin America: J Balvin United Kingdom: HRVY OUTRAS CATEGORIAS: Video Game Favorito Just Dance 2019 LEGO® The Incredibles Marvel’s Spider-Man Super Smash Bros.™ Ultimate Super Mario Party™ Estrela Social Favorita David Dobrik Emma Chamberlain Guava Juice Lilly Singh Miranda Sings Ryan ToysReview Gamer Favorito DanTDM Jacksepticeye Markiplier Ninja PopularMMOs SSSniperWolf Como Eu Quero Ajudar? Ajudar Pessoas Necessitadas (abrigos, comida, etc) Ajudar Escolas (material escolar, atividades, artes, etc) Ajudar o Meio Ambiente (auxílio a desastres, reciclagem, etc) Ajudar Animais (resgate de animais, preservação da vida silvestre, etc) Ajudar a Previnir o Bullying (apoio emocional, estimular respeito, etc)
Oscar 2019 registra segunda pior audiência televisiva da história da premiação nos EUA
Sem apresentador e sem filmes independentes, mas com Queen e Lady Gaga, o Oscar 2019 foi um relativo sucesso ou um relativo fracasso na TV dos Estados Unidos, dependendo de como seus números são apresentados. A audiência da cerimônia contabilizou um aumento de 11,5% em relação ao ano passado e registrou 7,7 pontos na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Ao todo, 29,6 milhões de telespectadores sintonizaram a transmissão da rede ABC. Um bom resultado diante dos 25,5 milhões que assistiram à premiação do ano passado, quando se registrou o recorde negativo da transmissão. Entretanto, o alento é pequeno, já que o resultado contabiliza o segundo menor público televisivo da história do Oscar. Antes, o segundo pior desempenho tinha sido registrado em 2008, quando a exibição foi vista por 32 milhões de americanos. Os produtores da cerimônia não esconderam que o objetivo deste ano era dar mais atenção à premiação de cinema como um programa televisivo. E tinham muitas ideias para atrair público. A maioria delas acabou rejeitada após reação negativa dos membros da Academia – que, nostálgicos, ainda defendem que o Oscar deve ser sobre cinema e não TV. Entre os planos engavetados estavam um Oscar para Melhor Filme Popular (também conhecido como o Oscar para “Pantera Negra”), exclusão da maioria das performances de candidatos a Melhor Canção e a apresentação de quatro categorias nos intervalos comerciais. O objetivo de jogar alguns prêmios para fora da transmissão ao vivo era encurtar a premiação. A rede ABC queria uma cerimônia de 3 horas. Com a entrega de todos os troféus, o Oscar acabou durando 3h21. Ainda assim, foi uma das menores cerimônias dos últimos anos. A falta de um apresentador oficial agilizou o programa. Em vez de um monólogo de abertura, houve rock da banda Queen. E em vez de artistas desconhecidos de filmes independentes, multiplicaram-se os astros da televisão no evento. Quatro deles venceram os Oscars de interpretação. Apesar de todo esse esforço, que culminou numa péssima seleção de candidatos blockbusters, o programa do Oscar continuou a apresentar números muito baixos, quando comparado aos anos anteriores. Para se ter noção, em 2014 cerca de 43,7 milhões de pessoas assistiram a “12 Anos de Escravidão” vencer o Oscar ao vivo nos Estados Unidos.









