MTV Movie & TV Awards tem pior audiência de sua História



A premiação de cinema e TV da MTV, o MTV Movie & TV Awards, registrou a pior audiência de sua História, visto por apenas 1,8 milhões de telespectadores na noite de segunda (17/6) nos Estados Unidos.

O detalhe é que esta não é a audiência apenas da MTV, mas a soma de todo o público que assistiu ao evento ao vivo em diversos canais da Viacom, como VH1, Comedy Central, Nickelodeon, BET e CMT, que transmitiram a premiação na América do Norte.

Os números representam uma queda dramática de público: menos 42% da audiência do evento do ano passado, visto por 3 milhões de telespectadores na mesma rede de canais pagos.

Já o público que viu o prêmio da MTV na própria MTV foi de apenas 434 mil pessoas – menos da metade das 903 mil que sintonizaram o programa no ano passado.

As razões da queda podem ter relação com a mudança da data do evento. Até 2018, a premiação acontecia no começo da temporada cinematográfica americana de verão, durante o mês de maio. Este ano, porém, foi ao ar na metade de junho, após a maioria dos grandes lançamentos já estar em cartaz.


A justificativa é dar tempo para o público votar nos grandes sucessos do ano. E, realmente, foi o que aconteceu.

Mas, graças a isso, o programa perdeu seu apelo comercial como divulgador de blockbusters ainda inéditos. Tanto que, ao contrário de outros anos, não houve exibição de cena exclusiva com participação de algum elenco durante a transmissão e nem os estúdios bancaram comerciais especiais nos intervalos.

Pior que isso: a atração foi totalmente desprestigiada pelas produções que festejou. Os elencos de “Vingadores: Ultimato” e “Game of Thrones”, Melhor Filme e Melhor Série, passaram longe do palco da premiação – também ao contrário de outros anos.

Com fracasso em tantas áreas, a continuidade do prêmio corre risco.



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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