Aubrey Plaza e Bill Murray parodiam O Farol em comercial dos Independent Spirit Awards
O Film Independent Spirit Awards 2020 divulgou um teaser de sua premiação, que traz Bill Murray (“Encontros e Desencontros”) e Aubrey Plaza (“Legion”) em uma paródia de “O Farol”. A atriz é a apresentadora oficial da cerimônia, que será realizada no sábado (8/2) em Santa Monica, nos EUA, um dia antes do Oscar. A premiação, criada em 1985, celebra anualmente os melhores filmes independentes dos EUA. Mas nunca antes sua seleção esteve tão diferente da relação dos indicados ao Oscar quanto em 2020. Se no passado recente os vencedores do Spirit e do Oscar chegavam até a coincidir (“O Artista”, “12 Anos de Escravidão”, “Birdman”, “Spotlight” e “Moonlight”), neste ano apenas um longa indicado à Melhor Filme independente foi selecionado para os troféus da Academia. Os candidatos ao troféu principal são “A Hidden Life”, “Clemency”, “A Despedida” (The Farewell), “História de um Casamento” e “Joias Brutas” (Unuct Gems). Outros filmes com destaque na premiação são “O Farol”, “Honey Boy”, “As Golpistas”, “The Mustang”, “Luce” e “Judy”. Além disso, o brasileiro “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, concorre como Melhor Filme Internacional. Veja aqui a lista completa dos indicados.
Kleber Mendonça Filho vai integrar o júri do Festival de Berlim 2020
O diretor brasileiro Kleber Mendonça Filho, de “Aquarius” e “Bacurau”, foi convidado a integrar o júri principal do Festival de Berlim 2020, responsável por escolher os melhores do evento e entregar o troféu Urso de Ouro ao vencedor da competição cinematográfica. Ele se junta ao ator britânico Jeremy Irons, presidente do comitê, e a outros cinco jurados anunciados nesta terça (4/2): a atriz franco-argentina Bérenice Bejo (de “O Artista” e “O Passado”), a produtora alemã Bettina Brokemper (parceira dos filmes de Lars von Trier, de “Dogville” a “A Casa que Jack Construiu”), a diretora palestina Annemarie Jacir (“Wajib – Um Convite de Casamento”), o diretor e roteirista americano Kenneth Lonergan (“Manchester à Beira Mar”) e o ator italiano Luca Marinelli (“Entre Tempos”). Este ano, Berlim vai deixar de entregar um prêmio, o Alfred Bauer, que reconhece o melhor filme que “abre novas perspectivas sobre a arte cinematográfica”. A decisão foi tomada após a imprensa alemã publicar acusações sobre o passado nazista de Bauer. Antes de se tornar o primeiro diretor do Festival de Berlim, de 1951 a 1976, ele teria trabalhado com Joseph Goebbels na máquina de propaganda nazista. Ainda não está claro se o prêmio será reintroduzido com um novo nome. Entre os 18 filmes que Kleber Mendonça Filho e seus colegas de júri avaliarão para a premiação está o brasileiro “Todos os Mortos”, dirigido por Marco Dutra (“As Boas Maneiras”) e Caetano Gotardo (“O que se Move”). A lista tem seis filmes dirigidos por mulheres, entre eles “First Cow”, da americana Kelly Reichardt, “The Roads Not Taken”, da inglesa Sally Potter, e “El Prófugo”, da argentina Natalia Meta. Outros candidatos de “pedigree” são “Undine”, do alemão Christian Petzold, “Siberia”, do americano Abel Ferrara, “The Woman Who Ran”, do sul-coreano Hong Sangsoo, “Irradiated”, do cambojano Rithy Panh, “There Is No Evil”, do iraniano “Mohammad Rasoulof”, e “Le Sel des Larmes” (The Salt of Tears), do veterano cineasta francês Philippe Garrel. O Festival de Berlim 2020 ocorrerá entre os dias 20 de fevereiro e 1º de março.
BAFTA Awards 2020: 1917 é o grande vencedor do “Oscar britânico”
A Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA, na sigla em inglês) consagrou “1917” como o grande vencedor de sua premiação anual, em cerimônia realizada neste domingo (2/2) em Londres. O filme de guerra de Sam Mendes venceu sete BAFTA Awards, equivalente ao Oscar britânico, incluindo Melhor Filme duas vezes (em geral e britânico), além de Direção, Fotografia (do veterano Roger Deakins) e praticamente todos os prêmios técnicos que disputou. “1917” estava indicado a nove BAFTA Awards. Só perdeu dois, de Melhor Penteado e Maquiagem, para a equipe de “O Escândalo”, e Trilha Sonora para o trabalho da islandesa Hildur Guonadottir, uma das unanimidades da temporada em “Coringa”. Líder em indicações, “Coringa” disputou 11 troféus e perdeu a maioria. Além da trilha, conquistou o prêmio de Casting (escalação de elenco) e Melhor Ator para Joaquin Phoenix, que, ao receber seu BAFTA Award, deu o discurso mais contundente da noite. “Acho que enviamos uma mensagem muito clara às pessoas de cor de que não são bem-vindas aqui”, disse no palco centenário do Royal Albert Hall, ao condenar o fato de apenas atores brancos terem sido lembrados nas categorias de interpretação. Outra queixa foi externada pela atriz Rebel Wilson, que ironizou a falta de mulheres ao apresentar o prêmio de Melhor Direção. “Eu não acho que poderia fazer o que eles fazem. Honestamente. Não tenho saco”, apontou, acertando as partes baixas da Academia Britânica – sua versão americana deve esperar igual tratamento. A lista de atores premiados ainda incluiu Renée Zellweger (por “Judy”) como Melhor Atriz, e Brad Pitt (“Era Uma Vez em Hollywood”) e Laura Dern (“História de um Casamento”) como Coadjuvantes. Adicionando Phoenix, trata-se do mesmo quarteto que venceu SAG Awards (prêmio do Sindicato dos Atores dos EUA), Critics Choice e Globo de Ouro, numa tendência anticlimática que ajuda a tornar o Oscar previsível. Entre as animações, “Klaus”, da Netflix, que já tinha causado comoção ao vencer o Annie Awards (considerado o “Oscar da animação”), repetiu a dose, desbancando as produções da Disney, “Toy Story 4” e “Frozen 2”, e até um favorito britânico, “Shaun, o Carneiro: Farmageddon”. “Parasita” e “Jojo Rabbit” também bisaram seus prêmios no WGA Awards (do Sindicato dos Roteiristas dos EUA), respectivamente como Melhor Roteiro Original e Adaptação, com o suspense sul-coreano de Bong Joon ho confirmando ainda seu franco favoritismo como Melhor Filme em Língua Estrangeira. Para completar, outra tendência da temporada se materializou com clareza: a falta de prêmios para “O Irlandês”, superestimado longa (longuíssimo) de Martin Scorsese, que custou o dobro de “1917”. Veja a lista completa dos premiados abaixo. Melhor Filme – 1917 O Irlandês Coringa Era Uma Vez em… Hollywood Parasita Melhor Filme Britânico – 1917 Bait For Sama Rocketman Sorry We Missed You Dois Papas Melhor Direção – Sam Mendes (1917) Martin Scorsese (O Irlandês) Todd Phillips (Coringa) Quentin Tarantino (Era Uma Vez em? Hollywood) Bong Joon-ho (Parasita) Melhor Ator – Joaquin Phoenix (Coringa) Leonardo DiCaprio (Era Uma Vez em Hollywood) Adam Driver (História de um Casamento) Taron Egerton (Rocketman) Jonathan Pryce (Dois Papas) Melhor Atriz – Renée Zellweger (Judy) Jessie Buckley (As Loucuras de Rose) Scarlett Johansson (História de um Casamento) Saoirse Ronan (Adoráveis Mulheres) Charlize Theron (O Escândalo) Melhor Ator Coadjuvante – Brad Pitt (Era Uma Vez em Hollywood) Tom Hanks (Um Lindo Dia na Vizinhança) Anthony Hopkins (Dois Papas) Al Pacino (O Irlandês) Joe Pesci (O Irlandês) Melhor Atriz Coadjuvante Laura Dern (História de um Casamento) Scarlett Johansson (Jojo Rabbit) Florence Pugh (Little Women) Margot Robbie (O Escândalo) Margot Robbie (Era Uma Vez em Hollywood) Melhor Filme em Língua Estrangeira – Parasita The Farewell For Sama Dor e Glória Retrato de Uma Jovem em Chamas Melhor Documentário – For Sama Indústria Americana Apollo 11 Diego Maradona The Great Hack Melhor Animação – Klaus Frozen 2 Shaun, o Carneiro: Farmageddon Toy Story 4 Melhor Roteiro Original – Bong Joon ho e Han Jin-won (Parasita) Fora de Série Entre Facas e Segredos História de um Casamento Era Uma Vez em Hollywood Melhor Roteiro Adaptado – Taika Waititi (Jojo Rabbit) Coringa O Irlandês Adoráveis Mulheres Dois Papas Roteirista, Diretor ou Produtor Revelação – Bait – Mark Jenkin, Kate Byers e Lunn Waite For Sama – Waad Al-Kateab e Edward Watts Maiden – Alex Holmes Only You – Harry Wootliff Retablo – Álvaro Delgado – Aparicio Melhor Fotografia – Roger Deakins (1917) O Irlandês Coringa Ford vs Ferrari O Farol Melhor Trilha Sonora – Hildur Guonadottir (Coringa) 1917 Jojo Rabbit Adoráveis Mulheres Star Wars: A Ascensão Skywalker Melhor Casting – Coringa História de Casamento Era Uma Vez em Hollywood The Personal History of David Copperfield Dois Papas Melhor Edição – Andrew Buckland e Michael McCusker (Ford vs Ferrari) O Irlandês Jojo Rabbit Coringa Era Uma Vez em Hollywood Melhor Design de Produção – Dennis Gassner e Lee Sandales (1917) O Irlandês Jojo Rabbit Coringa Era Uma Vez em Hollywood Melhor Figurino – Jacqueline Durran (Adoráveis Mulheres) O Irlandês Jojo Rabbit Judy Era Uma Vez em Hollywood Melhor Som – Scott Millan, Oliver Tarney, Rachael Tate, Mark Taylor e Stuart Wilson (1917) Coringa Ford vs Ferrari Rocketman Star Wars: A Ascensão Skywalker Melhores Efeitos Especiais – Greg Butler, Guillaume Rocheron e Dominic Tuohy (1917) Vingadores: Ultimato O Irlandês O Rei Leão Star Wars: A Ascensão Skywalker Melhor Maquiagem e Cabelo – Vivian Baker, Kazu Hiro e Anne Morgan (O Escândalo) 1917 Coringa Judy Rocketman Melhor Curta Britânico – Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl) Azaar Goldfish Kamali The Trap Melhor Curta Animado Britânico – Grandad Was a Romantic In Her Boots The Magic Boat Artista Revelação (votação do público) – Micheal Ward Awkwafina Jack Lowden Kaitlyn Dever Kelvin Harrison Jr
Filme de terror LGBTQIA+ vence Mostra de Tiradentes
A 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes premiou o filme de terror cearense “Canto dos Ossos”, da dupla Petrus de Bairros e Jorge Polo, como melhor longa-metragem da sua seção competitiva, a mostra Aurora, em cerimônia realizada na noite de sábado (1/2) na cidade mineira que lhe batiza. O filme vencedor acompanha um grupo de jovens LGBTQIA+ envolvidos com a presença de “vampiros” que sobrevivem através das gerações. Poderia ser um divertido trash. Mas, nas palavras do júri, parece algo bem mais intelectual, acadêmico e chato: o filme “aposta na imaginação como potência gestada coletivamente e acolhe seu caráter disjuntivo”. Como é que é? Sério, a justificativa do júri para o prêmio ainda inclui uma aulinha básica sobre o que pode nos dizer um filme: “Um filme pode nos dizer coisas pela metade, pode errar ou exagerar e, no entanto, pode, à sua maneira, revelar epifanias que nos oferecem o intempestivo cristal de um segmento de tempo, de gesto, de susto privilegiado”. Academicismo ululante, que todo bom estudante de Humanas trata de esquecer quando sai da faculdade para lidar com o resto da humanidade. A eleição de “Yãmiyhex: As Mulheres-Espírito”, de Sueli Maxacali e Isael Maxacali, como melhor longa da mostra paralela Olhos Livres, também inspirou o júri a adjetivar “a delirante efervescência da terra, a estética do estar, um manifesto de atravessamentos”, num jorro de crítica onanista do qual é preciso desviar para não ficar melecado. A diretora Sueli Maxacali foi muito mais efetiva ao dizer simplesmente: “Esse filme é importante para mostrar nossa realidade a vocês”, referindo-se à temática indígena, mas também ao fato de o longa ter sido rodado por nativos brasileiros e mostrar a força das mulheres nas aldeias. A mensagem precisa ser clara para ter potência. Não é por acaso que Tiradentes é o mais universitário dos festivais brasileiros, o único que expõe tema anual, sem deixar a crítica pensar por si mesma. Mas tem seu valor, ao revelar novas gerações de cineastas independentes, ainda que prefira premiar temáticas à realizações. Sobre isto, o júri também premiou o curta carioca “Egum”, de Yuri Costa, de temática racial. Já os vencedores do voto popular foram obras dirigidas por mulheres e com personagens femininas fortes: o longa baiano “Até o Fim”, de Glenda Nicácio e Ary Rosa e curta potiguar “A Parteira”, de Catarina Doolan. Confira abaixo a lista completa de premiados. Júri oficial Melhor longa-metragem: “Canto dos Ossos”, de Petrus de Bairros e Jorge Polo Melhor curta-metragem: “Egum”, de Yuri Costa Júri popular Melhor longa-metragem: “Até o Fim”, de Glenda Nicácio e Ary Rosa Melhor curta-metragem: “A Parteira”, de Catarina Doolan Prêmios paralelos Melhor longa-metragem da Mostra Olhos Livres: “Yãmiyhex: As Mulheres-Espírito”, de Sueli Maxacali e Isael Maxacali Prêmio Canal Brasil de Curtas: “Perifericu”, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira Prêmio Helena Ignez para destaque feminino: Lílis Soares, diretora de fotografia do longa “Um Dia com Jerusa” e dos curtas “Ilhas de Calor” e “Minha História É Outra”.
WGA Awards: Parasita e Jojo Rabbit vencem prêmio do Sindicato dos Roteiristas dos EUA
O Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA, na sigla em inglês) revelou os vencedores de seu prêmio anual, consagrando as histórias de “Parasita” e “Jojo Rabbit”. Enquanto o suspense de Bong Joon Ho recebeu o prêmio de Melhor Roteiro Original, a comédia de Taika Waititi ficou com o troféu de Roteiro Adaptado na cerimônia, realizada na noite de sábado (1/2) em Nova York. Ambos foram escritos por estrangeiros – os sul-coreanos Bong Joon Ho e Jin Won Hane e o neozelandês Taika Waititi – e vão disputar o Oscar nas mesmas categorias. O roteiro de “Parasita” concorria com “1917”, “Fora de Série”, “Entre Facas e Segredos” e “História de um Casamento”. Mas vale ressaltar que Quentin Tarantino, vencedor do Globo de Ouro de Melhor Roteiro por “Era Uma Vez em Hollywood”, não disputou o prêmio por não ser membro do Sindicato – graças a uma briga antiga, ele se recusa a participar do WGA. Isto nunca o impediu de conquistar o Oscar de Roteiro Original – já tem dois e é novamente favorito neste ano. Na categoria de “Jojo Rabbit”, por sua vez, estavam também “Um Lindo Dia na Vizinhança”, “O Irlandês”, “Coringa” e “Adoráveis Mulheres”. O WGA Awards ainda premiou o documentário “The Inventor: Out for Blood in Silicon Valley”, e várias categorias televisivas. As séries “Succession” e “Barry” venceram como Melhores Roteiros de Drama e Comédia, enquanto “Watchmen” ficou com o troféu de Melhor Roteiro de Série Nova. Foi uma lavada da HBO, que ainda conquistou, entre as minisséries, o prêmio de Roteiro Original por “Chernobyl”. Completa a lista “Fosse/Verdon”, do canal pago FX, como Melhor Roteiro Adaptado de Minissérie. “Parasita” estreou em novembro no Brasil e “Jojo Rabbit” finalmente chega na quinta (6/2), quase quatro meses depois de passar pelos cinemas americanos.
Billie Eilish fará apresentação especial no Oscar 2020
Grande vencedora do Grammy 2020, Billie Eilish também será destaque no Oscar 2020. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA anunciou que a cantora fará uma apresentação especial durante a cerimônia de premiação dos melhores do cinema. Embora o anúncio, via redes sociais, não inclua detalhes sobre a performance da cantora, há especulações de que ela possa levar ao palco do Dolby Theatre a nova música-tema de 007, que vai cantar na abertura do filme “007 – Sem Tempo Para Morrer”. A 92ª edição do Oscar será realizada em 9 de fevereiro no Teatro Dolby, em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT. Are you ready? @billieeilish will take to the #Oscars stage for a special performance! Watch live on @ABC. pic.twitter.com/CsNmjDD2Bi — The Academy (@TheAcademy) January 29, 2020
César 2020: Novo filme de Polanski lidera lista de indicados ao “Oscar francês”
A Academia francesa ignorou a polêmica em torno do cineasta Roman Polanski para consagrar seu novo filme, “O Oficial e o Espião” (J’accuse), na lista de indicados ao César, o equivalente francês ao Oscar. O longa de Polanski sobre o julgamento histórico do militar judeu Alfred Dreyfus foi o que mais recebeu indicações ao prêmio, aparecendo 12 vezes na relação oficial. Com isso, superou “Os Miseráveis”, que disputa o Oscar de Melhor Filme Internacional, e outro favorito, “La Belle Époque”, de Nicolas Bedos. Ambos atingiram 11 indicações cada. “O Oficial e o Espião” teve sua estreia marcada por protestos feministas na França, após o surgimento de mais uma acusação de estupro contra o diretor, que, como as demais, teria acontecido há várias décadas. Polanski chegou a ser expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA em 2018, quando o movimento #MeToo relembrou seu caso e disparou acusações antigas. Na ocasião, o diretor chamou a atitude de hipocrisia, já que sua condenação por abuso de menor era pública desde os anos 1970, e isso não impediu a Academia americana de lhe consagrar com um Oscar, por “O Pianista” (2002). Contrariando a nova posição dos organizadores do Oscar, o presidente da Academia Francesa, Alain Terzian, disse que o César “não deve adotar posições morais”, ao anunciar os indicados nesta quarta-feira. “Se eu não estiver equivocado, 1,5 milhão de franceses assistiram ao filme”, completou. De fato, a estreia de “O Oficial e o Espião” foi a mais bem-sucedida da carreira de Polanski, batendo o recorde de público de sua trajetória como cineasta, apesar de enfrentar uma ameaça de boicote, depois que a fotógrafa Valentine Monnier disse à imprensa que Polanski a violentara em 1975, quando ela tinha 18 anos. O diretor negou a acusação por meio de seu advogado. Polanski é considerado foragido da Justiça dos Estados Unidos, onde em 1977 foi condenado de estuprar uma menor de 13 anos. Além das indicações ao César, “O Oficial e o Espião” também concorreu ao prêmio da Academia Europeia, mas perdeu. Em compensação, venceu o Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza no ano passado. O filme finalmente teve sua estreia no Brasil confirmada. “O Oficial e o Espião” chega por aqui em 13 de março. Já a cerimônia do César 2020 acontecerá em 28 de fevereiro, em Paris.
Petra Costa compartilha fotos de encontros com Brad Pitt e Leonardo DiCaprio
A diretora brasileira Petra Costa postou no Instagram fotos em que aparece confraternizando com Brad Pitt e Leonardo DiCaprio. O encontro com os astros de “Era Uma Vez em… Hollywood” aconteceu durante o tradicional almoço de confraternização dos indicados ao Oscar 2020. Petra concorre ao prêmio da Academia pelo documentário “Democracia em Vertigem”. Ela fez mistério em relação ao assunto conversado com Pitt. Ao lado da foto, em que os dois aparecem gesticulando, escreveu: “Adivinha do que falávamos?”. Um seguidor da cineasta arriscou que “foi golpe”, já que essa é a narrativa do filme sobre o Impeachment de Dilma. Mas também teve quem apostasse na futilidade, sobre a volta de Brad e Jennifer Aniston, que já foram casados e estão atualmente amiguinhos. Mas vale lembrar que, além de ator, Brad Pitt é um produtor muito ativo, dono da Plan B, que já venceu dois Oscars de Melhor Filme com “12 Anos de Escravidão” e “Moonlight”. A cineasta foi mais direta ao falar sobre o encontro com DiCaprio, que posou para a foto, ao lado dela, da produtora britânica de seu filme, Joanna Natasegara, e de sua convidada especial, a líder indígena Sonia Guajajara. “Com Leonardo DiCaprio falamos da Amazônia e agradecemos ele por tudo que ele tem feito”, Petra escreveu. Anteriormente, ela tinha dito para seus seguidores no Twitter que, se tivesse a oportunidade de encontrar DiCaprio nos eventos do Oscar, pretendia dizer um “thank you” e pedir desculpas pelos ataques que ele recebeu de Jair Bolsonaro. “Eu diria “i’m sorry” (desculpas) a Leonardo DiCaprio em nome do povo brasileiro e agradeceria por tudo que ele tem feito pelo meio ambiente e pela Amazônia”. Ela também postou fotos com as documentaristas indicadas ao Oscar e com os integrantes de sua “mesa”, que incluíram um segundo convidado: o produtor Lawrence Bender, que trabalhou com Quentin Tarantino de “Cãos de Aluguel” a “Bastardos Inglórios”. Um contato importante em Hollywood e sinal de provável encaminhamento de seu próximo trabalho. “Democracia em Vertigem” é considerado o maior azarão na categoria de Documentário do Oscar, já que é o único filme na disputa sem premiação prévia importante. Mesmo assim, a direita brasileira acredita que sua provável derrota deva ser comemorada. Trata-se de (outra) estupidez ideológica. Petra não precisa da estatueta. A simples indicação já foi um, digamos, “golpe” enorme para a carreira da cineasta, que se tornou mundialmente conhecida e agora tem acesso a todos os nomes citados. Mesmo quem questiona a narrativa de “Democracia em Vertigem” admite o enorme talento e capacidade técnica da cineasta. E Hollywood também parece ter percebido isso. A 92ª edição do Oscar será realizada em 9 de fevereiro no Teatro Dolby, em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT. Ver essa foto no Instagram Adivinha do que falávamos? Guess what we were talking about? #oscarnomineeluncheon #theedgeofdemocracy #democraciaemvertigem #bradpitt Styling @andersonrodriguez Beleza @romuloflores Uma publicação compartilhada por Petra Costa (@petracostal) em 27 de Jan, 2020 às 11:30 PST Ver essa foto no Instagram Que dia ♥️ gratidão imensa por todos que plantaram esse filme conosco 🌱 Fomos no almoço do Oscar (foto 2) com nossos produtores Joanna Natasegara, Shane Boris, Tiago Pavan e nossos convidados de honra, Sonia Guajajara (a incrível líder indigena) e Lawrence Bender produtor entre outras obras primas de Reservoir Dogs. Com @leonardodicaprio falamos da Amazônia e agradecemos ele por tudo que ele tem feito. E a última fotinho com todas as diretoras nomeadas na categoria de melhor documentário celebrando a força das mulheres 👊🏾 Julia Reichert, @waadalkateab and @tamarakotevska ****** What a day ♥️ gratitude to all who planted this film with us 🌱 We went to the Oscar lunch (photo 2) with our producers Joanna Natasegara, Shane Boris, Tiago Pavan and our guests of honor, Sonia Guajajara (the incredible indigenous leader) and Lawrence Bender producer, among other masterpieces, of Reservoir Dogs. With @leonardodicaprio we talked about the Amazon rainforest, we thank him for everything he has done. And the last photo with all the directors nominated in the category of best documentary celebrating the strength of women 👊🏾 Julia Reichert, @waadalkateab and @tamarakotevska Styling @andersonrodriguez make @romuloflores #democraciaemvertigem #theedgeofdemocracy Thank you @heartofj @glenn.silber @pameladyates @juliapacetti @cressly300 Uma publicação compartilhada por Petra Costa (@petracostal) em 28 de Jan, 2020 às 8:57 PST
Academia divulga foto oficial dos indicados ao Oscar 2020
A Academia de Ciências e Artes Cinematográficas divulgou na noite de segunda-feira (27/1) o retrato oficial dos indicados ao Oscar 2020. O clique foi feito após o tradicional almoço de confraternização entre os candidatos, organizado antes da premiação. Na imagem, os indicados às 24 categorias aparecem enfileirados, incluindo o já potencial vencedor do Oscar de Melhor Direção Sam Mendes, além dos atores Brad Pitt, Joaquin Phoenix, Renée Zellweger e Laura Dern, favoritos às estatuetas, entre outros. Confira a lista completa de quem disputa a premiação neste link. A 92ª edição do Oscar será realizada em 9 de fevereiro no Teatro Dolby, em Los Angeles, com transmissão ao vivo no Brasil pelos canais Globo e TNT. Veja a imagem completa abaixo. Clique para ampliá-la.
ASC Awards: Roger Deakins vence prêmio do Sindicato dos Diretores de Fotografia por 1917
O Sindicato dos Diretores de Fotografia dos EUA, conhecido pela sigla ASC, consagrou o veterano Roger Deakins por seu trabalho em “1917”, em evento realizado na noite de sábado (25/1), em Los Angeles. Segunda parceria premiada de Deakins com o diretor Sam Mendes (que trabalharam juntos em “007: Operação Skyfall”, vencedor do ASC Award de 2013), a direção de fotografia de “1917” era favorita ao prêmio, pelo virtuosismo das câmeras, que enfrentam correrias e o terreno acidentado para retratar o filme inteiro como uma longa tomada contínua – o que é especialmente difícil em filmagens feitas ao ar livre. Foi o quinto prêmio do Sindicato dos Diretores de Fotografia conquistado por Deakins, que já tem até um ASC Award especial pelas realizações da carreira, recebido em 2011. Apesar de só contar com um Oscar, por “Blade Runner 2049” (2017), deve incluir uma segunda estatueta da Academia entre seus troféus neste ano. Por sinal, enquanto Deakins comemorava sua vitória, seu parceiro Sam Mendes venceu o troféu do Sindicato dos Diretores (DGA), apontando “1917” como o filme a ser batido no Oscar 2020. Outros prêmios de cinematografia foram para “Honeyland”, na categoria de Documentário, e “O Farol”, com o troféu Spotlight, dedicado a obras com exibição limitada. Veja a lista completa dos vencedores do ASC Awards 2020 abaixo. MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA – 1917 – Roger Deakins Ford vs. Ferrari – Phedon Papamichael O Irlandês – Rodrigo Prieto Era Uma Vez em… Hollywood – Robert Richardson Coringa – Lawrence Sher PRÊMIO SPOTLIGHT – O Farol – Jarin Blaschke Honey Boy – Natasha Braier Monos – Jasper Wolf MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA EM DOCUMENTÁRIO – Honeyland – Fejmi Daut e Samir Ljuma Anthropocene: The Human Epoch Obscuro Barroco MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA EM SÉRIE PREMIUM – The Handmaid’s Tale – Episódio “Night” – Colin Watkinson The Marvelous Mrs. Maisel – Episódio “Simone” Das Boot – Episódio “Gegen die Zeit” Carnival Row – Episódio “Grieve No More” Titãs – Episódio “Dick Grayson” MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA EM SÉRIE – Project Blue Book – Episódio “The Flatwoods Monster” – Kim Miles Legion – Episódio “Chapter 20” Legion – Episódio “Chapter 23” Vikings – Episódio “Hell” Gotham – Episódio “Ace Chemicals” MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA EM MINISSÉRIE, TELEFILME OU PILOTO DE SÉRIE – The Terror: Infamy – Episódio “A Sparrow in a Swallow’s Nest” – John Conroy The Rook – Episódio “Chapter 1” Doom Patrol – Episódio “Pilot” Catch-22 – Episódio “Episode 5” The Twilight Zone – Episódio “Blurryman”
DGA Awards: Sam Mendes vence prêmio do Sindicato dos Diretores por 1917
O Sindicato dos Diretores dos EUA, conhecido pela sigla DGA, premiou Sam Mendes como Melhor Diretor do ano por “1917”. A cerimônia, realizada na noite de sábado (25/1) em Los Angeles, aumentou o favoritismo do filme de guerra no Oscar. Os vencedores do prêmio sindical também costumam levar o Oscar da categoria. Foi o que aconteceu, por exemplo, com os mexicanos Guillermo del Toro e Alfonso Cuarón nos dois últimos anos. O DGA Awards ainda premiou Alma Har’el como Melhor Diretora Estreante por “Honey Boy” – a cinebiografia do ator Shia LaBeouf – , refletindo o aumento de cineastas femininas com trabalhos de qualidade em Hollywood. Ela não foi a única mulher premiada. Nicole Kassel também recebeu um prêmio por “Watchmen”, como diretora de “It´s Summer, and We’re Running Out of Ice”, o primeiro da série, superando dois diretores de “Game of Thrones”. Nas categorias televisivas, Johan Renck, por “Chernobyl”, e o ator Bill Hader, por “Barry”, também saíram vencedores da cerimônia. Confira a lista de vencedores e indicados abaixo. Melhor Direção em Longa-Metragem – Sam Mendes, por 1917 Bong Joon Ho, por Parasita Martin Scorsese, por O Irlandês Quentin Tarantino, por Era Uma Vez Em… Hollywood Taika Waititi, por Jojo Rabbit Melhor Direção em Filme de Estreia – Alma Har’el, por Honey Boy Mati Diop, por Atlantique Melina Matsoukas, por Queen & Slim Tyler Nilson e Michael Schwartz, por The Peanut Butter Falcon Joe Talbot, por The Last Black Man in San Francisco Melhor Direção em Documentário – Steven Bognar e Julia Reichert, por Indústria Americana Feras Fayyad, por The Cave Alex Holmes, por Maiden Ljubomir Stefanov e Tamara Kotevska, por Honeyland Nanfu Wang e Jialing Zhang, por One Child Nation Melhor Direção em Minissérie ou Telefilme – Johan Renck, por Chernobyl Ava Duvernay, por Olhos Que Condenam Vince Gilligan, por El Camino: A Breaking Bad Movie Thomas Kail, por “Nowadays” (Fosse/Verdon) Minkie Spiro, por “All I Care About is Love” (Fosse/Verdon) Jessica Yu, por “Glory” (Fosse/Verdon) Melhor Direção em Série de Drama – Nicole Kassell por Watchmen – Episódio: “It’s Summer and We’re Running Out of Ice” Mark Mylod por Succession – Episódio: “This Is Not For Tears” David Nutter por Game of Thrones – Episódio: “The Last of the Starks” Miguel Sapochnik por Game of Thrones – Episódio: “The Long Night” Stephen Williams por Watchmen – Episódio: “This Extraordinary Being” Melhor Direção em Série de Comédia – Bill Hader por Barry – Episódio: “ronny/lily” Dan Attias por The Marvelous Mrs. Maisel – Episódio: “It’s the Sixties, Man!” David Mandel por Veep – Episódio: “Veep” Amy Sherman Palladino por The Marvelous Mrs. Maisel – Episódio: “It’s Comedy or Cabbage” Daniel Palladino por The Marvelous Mrs. Maisel – Episódio: “Marvelous Radio”
Annie Awards: Klaus, Perdi Meu Corpo e Netflix dominam “Oscar da Animação”
O Annie Awards, premiação considerada uma espécie de “Oscar da animação”, surpreendeu expectativas com a vitória avassaladora de “Klaus”, produção natalina da Netflix, que venceu todos os sete troféus a que concorria na noite de sábado (25/1), incluindo Melhor Filme Animado do ano. O personagem-título de “Klaus” é um misterioso carpinteiro que vive sozinho em uma casa cheia de brinquedos feitos à mão. Vendo a facilidade do velho para fabricar brinquedos, o carteiro Jesper se propõe a distribuir suas criações às crianças da cidade, causando uma revolução da pequena Smeerensburg, cidade fria e triste em que os vizinhos não se falam. O filme marcou a estreia na direção do espanhol Sergio Pablos, que é o autor da história original de “Meu Malvado Favorito” (2010) e chegou a trabalhar em “Rio” (2011). Produtora de “Klaus”, a Netflix dominou a premiação, vencendo ao todo 19 categorias, incluindo Melhor Filme Independente com o francês “Perdi Meu Corpo”, que também venceu as categorias de Roteiro e Música, e Melhor Série Animada com “BoJack Horseman”. Outras atrações da plataforma que conquistaram troféus foram as séries “Love, Death & Robots”, “Carmen Sandiego” e a precocemente cancelada “Tuca & Bertie”. Outros destaques do Annie 2020 foram “Mickey Mouse”, como Melhor Série Animada Infantil, “Frozen 2”, que levou os prêmios de Melhor Dublagem em Filme Animado (Josh Gad como Olaf), e “Vingadores: Ultimato”, que ficou com o troféu de Melhor Animação de Personagens em Filme Live-Action. “Klaus” e “Perdi Meu Corpo” também vão disputar o Oscar 2020 com “Toy Story 4” (Disney/Pixar), “Como Treinar o Seu Dragão: O Mundo Secreto” (DreamWorks Animation) e “Link Perdido” (Laika).
Goya 2020: Dor e Glória é o grande vencedor do “Oscar espanhol”
“Dor e Glória” foi o grande vencedor dos prêmios Goya, a mais importante distinção do cinema espanhol. O novo longa de Pedro Almodóvar venceu ao todo sete estatuetas na cerimônia realizada na noite de sábado (26/1), incluindo Melhor Filme. O próprio Almodóvar levou para casa dois troféus, de Melhor Direção e Roteiro Original, enquanto Antonio Banderas conquistou o prêmio de Melhor Ator. Banderas também disputa o Oscar de Melhor Ator, enquanto “Dor e Glória” está indicado na categoria de Melhor Filme Internacional na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. O “Oscar espanhol”, por sua vez, também concentrou troféus em “Mientras Dure la Guerra”, de Alejandro Amenábar, que conquistou 5 categorias, entre elas Melhor Ator Coadjuvante para Eduard Fernández. Os prêmios internacionais foram para o francês “Os Miseráveis”, considerado o Melhor Filme Europeu, e o argentino “A Odisséia dos Tontos”, Melhor Filme Ibero-Americano.












