Bolsonaros acusam Leonardo DiCaprio de colaborar com incêndios na Amazônia
O clã Bolsonaro resolveu comprar briga com um dos astros mais populares do mundo. Em ação coordenada, Eduardo e Jair Bolsonaro atacaram o ator Leonardo DiCaprio, que é o principal porta-voz da defesa do meio-ambiente em Hollywood, com fake news nas redes sociais na quinta-feira (28/11). À tarde, o deputado Eduardo Bolsonaro publicou no Twitter que o vencedor do Oscar doou US$ 300 mil “para a ONG que tocou fogo na Amazônia”. Disse ainda que a ONG WWF teria pago R$ 70 mil pelas fotos da floresta em chamas. “Macron e Madonna foram mais espertos, só pegaram na internet umas fotos tiradas décadas atrás de alguma floresta pegando fogo e postaram mesmo”, ironizou o filho de Jair Bolsonaro. Entretanto, trata-se, como sempre, de fake news. A WWF rebateu as afirmações por meio de nota, afirmando que “não adquiriu nenhuma foto ou imagem da Brigada, nem recebeu doação do ator Leonardo DiCaprio”. “Tais informações que estão circulando são inverídicas”, acrescentou. Ignorando o desmentido, o presidente Jair Bolsonaro repetiu a fake news do filho e ainda ironizou as doações do ator americano durante a noite, em sua live semanal no Facebook. DiCaprio teria financiado a organização, segundo Bolsonaro, responsável por incêndios criminosos na Amazônia. Ele aproveitou para voltar a criticar ONGs ambientalistas, reforçando uma possível autoria por parte delas nas queimadas. Para basear os comentários, citou a prisão preventiva dos quatro brigadistas da organização Brigadas de Alter do Chão do Pará, acusados de serem os responsáveis por queimadas no mês de setembro. “Primeiro me atacaram na questão de derrubada na Amazônia. Depois vieram as queimadas, me acusaram de ser conivente. Falei que suspeitava de ONGs, pronto. A imprensa comendo meu fígado pelo Brasil, disseram que era irresponsabilidade… Bem, a casa caiu”, disparou. E emendou a fake news: “Uma ONG contratou 70 mil por uma foto de queimadas. Então o que o pessoal da ONG fez? O que é mais fácil? Tocar fogo, tira foto, filma, a ONG divulga, faz campanha contra o Brasil, entra em contato com Leonardo DiCaprio e ele doa US$ 500 mil para essa ONG. Uma parte foi para o pessoal que estava tacando fogo. Ô Leonardo, pô, você está colaborando com a queimada na amazônia, pô, assim não dá”, ironizou Bolsonaro. No mesmo dia em que foi denunciado por crimes contra a humanidade no Tribunal de Haia, na Suíça, por incentivar a devastação da Amazônia, Bolsonaro ainda pediu que não fossem feitas doações às organizações que lutam para preservar a floresta. “Não doe dinheiro para ONG, acabe com essa história. Não estão lá para preservar o meio ambiente, estão lá em causa própria. Estava circulando uma foto dos quatro ongueiros parece que é verdadeiro, não tenho certeza. Os caras vivendo em luxúria de fazer inveja para qualquer trilionário e ganhando a vida como? Tacando fogo na Amazônia! Grande jogada. Taca fogo na Amazônia, divulga as imagens e ganha um dinheirinho do Leonardo DiCaprio. Ô DiCaprio pisou na bola, hein? Pelo amor de Deus”, reiterou o presidente. A foto citada também é fake news. Na melhor das hipóteses, o presidente do Brasil não checou os fatos antes de divulgar mentiras para o povo brasileiro. Infelizmente, não foi a primeira vez. Os Bolsonaros tentaram surfar na operação da Polícia do Pará contra ONGs em que quatro brigadistas foram presos e acusados de provocarem grandes queimadas no paraíso ecológico de Alter do Chão. Entretanto, a ação resultou polêmica e pode ter efeito oposto ao desejado pelo presidente, como um (novo) escândalo de arbitrariedade e (nova) vergonha mundial para o Brasil. Cerca de 180 entidades ambientalistas e de direitos humanos se manifestaram contra a prisão dos jovens voluntários, que tiveram a prisão revogada no final da tarde desta quinta-feira. O caso ganhou repercussão internacional e a linha investigatória que culpava ONGs foi questionada até pelo MPF (Ministério Público Federal). “Ao contrário, a linha das investigações federais, que vem sendo seguida desde 2015, aponta para o assédio de grileiros, ocupação desordenada e para a especulação imobiliária como causas da degradação ambiental em Alter”, disse o Ministério Público em nota, exigindo acesso ao inquérito. Como resultado, o governador do Pará decidiu intervir, mudando o delegado à frente da caso. Já Leonardo DiCaprio foi atacado porque sua fundação, a Earth Alliance, comprometeu-se a doar US$ 5 milhões para a preservação da floresta amazônica e comunidade indígenas, “unindo-se com parceiros locais para proteger a biodiversidade da Amazônia contra o recente crescimento de incêndios por toda a região”. DiCaprio também enalteceu o trabalho dos brigadistas, como os jovens de Alter, nas redes sociais, revelando algo que até então não era de conhecimento amplo. Ele trabalhou em combate a incêndios na Amazônia em 2017. “Na Amazônia, eles freqüentemente trabalham com nada além de facões, sopradores de folhas e pequenos tanques de supressores de fogo. Eu trabalhei com uma tropa deles no leste do Brasil em 2017. Foi um trabalho duro e às vezes sem esperança. Alguns deles eram homens de tribos Guajajara que dedicaram suas vidas a proteger o que restou de suas florestas ancestrais – a maioria já havia sido explorada e queimada. Alguns deles foram assassinados por tentarem proteger a região. Tem sido brutal e trágico e todos nós devemos nos curvar a eles pelo que eles fazem”. Esta experiência também permitiu DiCaprio selecionar pessoalmente as entidades que considera mais comprometidas com a floresta. Assim, o dinheiro da sua organização será enviado diretamente para ONGs, sem passar por intermediação do governo Bolsonaro – cuja ingerência fez com que Alemanha e Noruega paralisassem o Fundo da Amazônia. As entidades favorecidas são Instituto Associação Floresta Protegida (Kayapo), Coordination of the Indigenous Organizations of the Brazilian Amazon (COIAB), Instituto Kabu (Kayapo), Instituto Raoni (Kayapo) e Instituto Socioambiental (ISA). Em 17 de novembro, a revista científica Global Change Biology publicou um estudo que atestou que as queimadas deste ano na Amazônia foram as piores registradas em quase uma década. Cientistas e servidores de instituições federais de ensino brasileiras ligadas ao meio ambiente decidiram não assinar o trabalho sobre a devastação da Amazônia por medo de retaliações do atual governo. No início de agosto, Ricardo Galvão, ex-presidente do Inpe, foi exonerado do cargo por Bolsonaro ao apresentar os números oficiais do desmatamento. Ele demonstrou que o número de queimadas na região Amazônica brasileira triplicou em relação a agosto do ano passado, passando de 10.421 em 2018 para 30.901 em 2019, conforme o relatório do Inpe. Diante do avanço desmedido da devastação, o Tribunal Penal Internacional recebeu uma denúncia contra o presidente Jair Bolsonaro por sua omissão em relação às queimadas na Amazônia e por incitar a violência contra populações indígenas. É neste contexto que ele lança campanha de fake news contra DiCaprio e as ONGs que atuam onde seu governo é acusado (real news) de não atuar. Importante lembrar, ainda, que Bolsonaro foi pela primeira vez à Amazônia na quarta-feira (27/11), ignorando a região durante toda a crise incendiária. Os brigadistas foram presos horas antes da viagem, permitindo a retomada do discurso anti-ONG do presidente, que já tinha culpado “ongistas” pelas queimadas, sem evidências, assim que a situação chamou atenção internacional. O presidente ainda não viajou ao litoral nordestino, que enfrenta outra crise ambiental, onde a ação de voluntários e ONGs também se prova crucial para impedir o pior. Leonardo DiCaprio doou USD 300.000 para a ONG que tocou fogo na Amazônia, a ONG @WWF pagou R$ 70.000 pelas fotos da floresta em chamas. Macron e Madonna foram mais espertos, só pegaram na internet umas fotos tiradas décadas atrás de alguma floresta pegando fogo e postaram mesmo. pic.twitter.com/8bPF6jrjPV — Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) November 28, 2019
Cineasta que passou cinco anos preso na Rússia ganha prêmio do Parlamento Europeu
Libertado de uma prisão russa após cinco anos, o cineasta ucraniano Oleg Sentsov recebeu nesta terça (26/11) o Prêmio Sakharov para Liberdade de Pensamento, oferecido pelo Parlamento Europeu. O troféu foi criado em 1985 pela União Europeia para homenagear pessoas ou organizações que dedicaram as suas vidas ou ações à defesa dos direitos humanos e à liberdade. Oleg Sentsov venceu o prêmio do ano passado, mas só agora pôde receber pessoalmente a honraria. Ele estava preso desde 2014, após a Rússia anexar o território ucraniano da Crimeia. Diretor do filme “Gámer”, exibido na Mostra de São Paulo em 2012, Sentsov foi aprisionado após denunciar a Rússia por ataques terroristas na Crimeia, onde morava. Detido em sua casa, em maio de 2014, foi condenado a 20 anos de prisão por um tribunal militar sob a acusação de ter coordenado um grupo de ativistas filiados ao movimento paramilitar ucraniano Pravy Sektor (Setor de Direita), que planejaria atentados contra as organizações pró-russas e as infraestruturas da península. O movimento teria colocado fogo em dois prédios, um deles pertencente ao atual partido do governo da Rússia. Ele se declarou inocente à época, afirmando que seu julgamento era uma farsa com motivações políticas. Sentsov chegou a entrar em greve de fome – interrompida à força – para alertar que havia mais 64 presos políticos na sua prisão, que foram detidos sem nada terem feito além de protestar contra a invasão da Rússia na Ucrânia. Sentsov foi identificado como inimigo da Rússia por ter trabalhado como voluntário para levar comida e mantimentos aos soldados ucranianos que enfrentaram o avanço russo. Ele também ajudou a organizar protestos pacíficos. O Departamento de Defesa dos EUA e o Parlamento Europeu condenaram sua prisão, assim como artistas e cineastas europeus, inclusive russos, e principalmente a Academia Europeia de Cinema, que realizou vigílias para sua libertação. Mas o presidente Vladimir Putin afirmou repetidas vezes que não interviria em um problema da Justiça russa, reforçando que ele estava preso por acusações de terrorismo. A liberdade de Sentsov aconteceu apenas no dia 7 de setembro passado, quando os governos da Ucrânia e da Rússia concordaram em fazer uma troca de prisioneiros. 35 russos presos na Ucrânia foram libertados para que o país recebesse 35 ucranianos aprisionados na Rússia. Na ocasião, Mike Downey, vice-presidente da Academia Europeia, disse: “Finais felizes raramente acontecem, exceto nos filmes. Mas no caso de Oleg Sentsov, embora seja uma vitória amarga depois de mais de cinco anos de luta no gulag e meses em greve de fome, ele nunca desistiu de sua posição ou de seus princípios.” Nesta terça, em seu discurso de agradecimento ao prêmio do Parlamento Europeu, Sentsov voltou a se manifestar sobre a ameaça representada por Vladimir Putin à democracia da Ucrânia. “É uma honra imensa e também uma responsabilidade imensa. Eu aceito esse prêmio em nome de todos os presos políticos da Ucrânia que estiveram em prisões russas”, disse Sentsov, antes de acrescentar: “Eu não confio em Putin e eu peço que vocês também não confiem nele. A Rússia e o Sr. Putin irão traí-los. Eles querem ver a Ucrânia de joelhos”, completou.
Diane Lane, Piper Perabo e Amber Valletta são presas em protesto nos Estados Unidos
As atrizes Diane Lane (a mãe da Superman nos filmes da DC), Piper Perabo (“Covert Affairs”) e Amber Valletta (“Revenge”) fora presas nesta sexta (22/11) durante protesto da campanha Fire Drill Fridays, que organiza demonstrações semanais em Washington, exigindo que o governo americano adote medidas de combate ao aquecimento global. A organização ganhou notoriedade graças à participação de Jane Fonda nos protestos. A atriz de 81 anos foi presa por três semanas seguidas, e continua comparecendo às demonstrações, agora evitando os policiais. As três atrizes presas no protesto desta semana não tiveram a mesma sorte que Fonda e o ator Manny Jacinto, conhecido pelo papel de Jason na série “The Good Place”, que também compareceu à manifestação e — assim como Fonda — conseguiu evitar a prisão.
Clive Owen viverá Bill Clinton na 3ª temporada de American Crime Story
O ator inglês Clive Owen (“Projeto Gemini”) vai interpretar Bill Clinton na próxima temporada de “American Crime Story”, que abordará o processo de impeachment contra o então presidente dos Estados Unidos, que aconteceu entre 1998 e 1999. Indicado ao Oscar em 2005 por sua performance em “Closer”, Owen vai contracenar com a atriz Beanie Feldstein (“Fora de Série”) no papel de Monica Lewinsky, a estagiária que teve um affair com o presidente e foi estopim do processo. O elenco ainda inclui Sarah Paulson (“American Horror Story”) como Linda Tripp, a mulher que gravou telefonemas em que Lewinsky admitia o caso com Clinton, e Annaleigh Ashford (“Masters of Sex”) como Paula Jones, que processou o ex-presidente por assédio sexual. O papel de Hillary Clinton, mulher do presidente, que continuou ao seu lado durante todo o escândalo sexual e o processo de impeachment, ainda não foi preenchido. A própria Monica Lewinsky é uma das produtoras da 3ª temporada da antologia premiada, que recebeu o título oficial de “Impeachment: American Crime Story”. A trama é baseada em “A Vast Conspiracy: The Real Sex Scandal That Nearly Brought Down a President”, best-seller de 2000 escrito por Jeffrey Toobin, mesmo autor do livro “The Run of His Life: The People v. O.J. Simpson”, que inspirou a bem-sucedida 1ª temporada da série. A adaptação foi feita por Sarah Burgess (“Compliance”) e dá sequência a duas temporadas muito premiadas, que abordaram o julgamento de O.J. Simpson e o assassinato de Gianni Versace. A produção é de Ryan Murphy, que também produz “American Horror Story” e “Pose” no mesmo canal pago americano, FX, além de “The Politician” e vários projetos novos na Netflix.
Segredos Oficiais pertence à melhor tradição dos thrillers políticos
“Segredos Oficiais” é um thriller político na tradição dos melhores produzidos pela Nova Hollywood nos anos 1970, mas com aquele toque de maior realismo das produções britânicas. O filme conta a história real de Katharine Gun, vivida com brilhantismo por Keira Knightley (“Colette”). Funcionária de uma agência de inteligência da Inglaterra, ela obteve um memorando bombástico que revelava uma tentativa dos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido de pressionar os demais países para obter apoio da ONU à guerra contra o Iraque em 2003, tendo como principal desculpa a existência das notórias – e inventadas – “armas de destruição em massa”. O filme é narrado com uma maestria impressionante, ainda que de maneira bem clássica. Talvez o maior mérito seja do roteiro, que foi coescrito pelo diretor Gavin Hood e consegue amarrar bem todos os personagens, apresentados nos momentos certos, e costurar a trama complexa de uma forma envolvente. É interessante como certos filmes, mesmo tratando de eventos ocorridos com uma distanciamento temporal relativamente grande, ainda falam sobre o momento atual. Afinal, vazamentos de informações privilegiadas estampam cada vez mais manchetes de jornais. Mas Gun não é retratada como uma heroína. O filme a mostra como uma pessoa comum que sente a necessidade de agir para impedir uma guerra (infelizmente, os Estados Unidos iniciam o ataque, mesmo sem o apoio da ONU) e que tem sua vida virada do avesso ao tomar essa decisão. O risco não é só dela, que pode ser presa, mas para seu marido, por ser imigrante, que enfrenta ameaças de deportação. O enredo vai sendo tecido com cuidado e esmero. Após a apresentação da personagem de Keira Knightley e as ações fundamentais para que o memorando ganhe o mundo, somos apresentados aos jornalistas do The Observer, principalmente àquele que escreveria a história, Martin Bright (em interpretação de Matt Smith, de “The Crown”). Depois, entra em cena o advogado Ben Emmerson (Ralph Fiennes, de “O Grande Hotel Budapeste”), que será responsável pela defesa da jovem. O excelente trabalho dos atores e o modo como o filme lida de forma realista com o mundo dos jornais, o circo da mídia e todo o drama kafkiano enfrentado por Gun, contribui para que “Segredos Oficiais” não deva nada a outras obras recentes de denúncias jornalísticas, como “Spotlight – Segredos Revelados”, de Tom McCarthy, “Conspiração e Poder”, de James Vanderbilt, ou “The Post – A Guerra Secreta”, de Steven Spielberg. E para quem não conhece a história real de Katharine Gun, o melhor é não pesquisar nada, pois o final é surpreendente.
Homem que chamou Fernanda Montenegro de “sórdida” é o novo Secretário da Cultura do Brasil
O presidente da República Jair Bolsonaro, que não cansa de demonstrar seu verdadeiro apreço pela cultura brasileira, nomeou o dramaturgo Roberto Alvim para o cargo de secretário especial de Cultura. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (7/11). Alvim exercia cargo de diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte (Fundação Nacional de Artes) e conquistou a simpatia do presidente quando, em setembro, usou seu Facebook para atacar e xingar a atriz Fernanda Montenegro, de 89 anos. Na publicação, o dramaturgo usou palavras como “sórdida” para descrever a estrela, grande patrimônio da cultura nacional e única atriz do país já indicada a um Oscar. O ataque gratuito foi consequência da capa da edição de outubro da revista literária Quatro cinco um, em que Fernanda é retratada como uma bruxa sendo queimada em uma fogueira de livros. A imagem é uma metáfora da forma como o governo Bolsonaro lida com a cultura. A “promoção” do incendiário Alvim apenas confirma a atualidade e a força da imagem. Em seu ataque a maior diva viva do teatro, cinema e TV do Brasil, Alvim também chamou a “classe artística que está aí” de “corja”, “podre”, “canalha” e responsável por deturpar “os valores mais nobres de nossa civilização, propagando suas nefastas agendas progressistas, denegrindo nossa sagrada herança judaico-cristã”. Por conta disso, afirmou que não pretendia dialogar, ameaçando retaliações. “Não há dialogo possível”. Ele acaba de ganhar mais poder para fazer isso. Importante lembrar ainda que o presidente da Funarte, Miguel Proença, foi demitido por Bolsonaro após afirmar ao jornal O Globo ter ficado “completamente chocado” com as palavras de Alvim. Alvim assume o cargo no mesmo dia em que o presidente jogou a atual Secretaria da Cultura em outra pasta, tirando-a do Ministério da Cidadania para transformá-la em linha auxiliar do Ministério do Turismo. Assim, o homem que considera os artistas podres e canalhas estará subordinado ao ministro Marcelo Álvaro Antônio, denunciado pelo Ministério Público Federal por envolvimento no escândalo de corrupção que é chamado pelo próprio Bolsonaro de “laranjal” do PSL. Na quarta, o antigo Secretário de Cultura, o economista Ricardo Braga, foi exonerado do cargo para assumir um novo posto no governo. Ele esteve à frente da pasta por menos de três meses, após seu antecessor, Henrique Pires, pedir demissão, afirmando que preferia “cair fora” a “ficar e bater palma para censura”, aludindo a perseguição do governo às produções de temática LGBTQIA+. Com Alvim, Jair Bolsonaro põe mais lenha em sua fogueira cultural e parte para o confronto, no momento em que seu nome aparece ligado a uma investigação de assassinato e seus filhos surgem em outras investigações criminais. Enquanto isso, Fernanda Montenegro volta a representar o país no Oscar, integrando o elenco de “A Vida Invisível”, candidato brasileiro a uma vaga na disputa de Melhor Filme Internacional na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos.
Secretaria da Cultura é transferida para o Ministério do Turismo
Lembram quando o Brasil tinha Ministério da Cultura? Foi criado em 1985 pelo primeiro presidente civil após o fim da ditadura militar no Brasil. Antes, durante o período em que generais presidiam o país, ele era subordinado ao Ministério da Educação. Um dos primeiros atos do ex-capitão Jair Bolsonaro, ao assumir a presidência em janeiro, foi extinguir o Ministério, voltando a transformá-lo em apêndice de outro departamento, no caso o Ministério da Cidadania, invenção do atual mandatário de Brasília. Isso durou 300 dias. Nesta quinta (7/11), Bolsonaro jogou a atual Secretaria da Cultura em outra pasta, transformando-a em linha auxiliar do Ministério do Turismo. Também foram transferidas para o Turismo o Conselho Nacional de Política Cultural, a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura e a Comissão do Fundo Nacional de Cultura e outras seis secretarias não especificadas, além de atribuições como a proteção do patrimônio histórico, artístico e cultural, e regulação dos direitos autorais. Vale lembrar que o atual Ministro do Turismo é Marcelo Álvaro Antônio, denunciado pelo Ministério Público Federal por envolvimento no escândalo de corrupção que é chamado pelo próprio Bolsonaro de “laranjal” do PSL. O deputado Alexandre Frota aproveitou o decreto que oficializou a mudança para fazer piada nas redes sociais. “Com a ideia de Bolsonaro transferir a Secretaria de Cultura que estava na Cidadania para o Ministério do Turismo acho que o primeiro filme a ser realizado poderia ser o Meu Pé de ‘LARANJA’ Lima”, postou o político, aludindo tanto ao escândalo quanto à adaptação do famoso romance de José Mauro de Vasconcelos, lançado em 1968. Questionado sobre os motivos da transferência, a assessoria do Ministério Turismo disse à imprensa não ter detalhes ainda sobre a decisão do presidente, nem o nome de quem comandará a Secretaria, que, para completar, está sem chefia. Na quarta, o antigo Secretário de Cultura, o economista Ricardo Braga, foi exonerado do cargo para assumir um novo posto no governo. Braga assumiu a pasta da Cultura após Henrique Pires, que ocupou o mesmo cargo, pedir demissão em agosto. Na ocasião, Pires disse que preferia “cair fora” a “ficar e bater palma para censura”, aludindo à perseguição do governo à produções de temática LGBTQIA+. O descaso chamou atenção do atual Secretário da Cultura de São Paulo, que foi às redes sociais protestar. “Que absurdo a cultura do nosso país sendo tratada dessa forma. Atacada, sucateada, censurada. E agora, jogada como uma sub pasta de um ministério para outro”, escreveu Alexandre Youssef no Instagram. “A classe cultural precisa se levantar unida, para erguer a bandeira da nossa identidade nacional. É disso que se trata: cultura é identidade!” Ver essa foto no Instagram Que absurdo a cultura do nosso país sendo tratada dessa forma. Atacada, sucateada, censurada. E agora, jogada como uma sub pasta de um ministério para outro. Alvo da sanha de grupos obscurantistas raivosos. A classe cultural precisa se levantar unida, para erguer a bandeira da nossa identidade nacional. É disso que se trata: cultura é identidade! Precisamos estabelecer um novo modelo de desenvolvimento econômico e social para o Brasil, que tenha a cultura como eixo central. A hora é agora. ✊??? Uma publicação compartilhada por Alexandre Youssef (@aleyoussef) em 7 de Nov, 2019 às 5:21 PST
Democratização do cinema no Brasil vira tema do ENEM
O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2019 foi “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Segundo divulgado pelo INEP neste domingo (3/11), os candidatos deveriam elaborar um texto dissertativo de até 30 linhas sobre o assunto. A escolha do tema foi considerado uma surpresa para os professores de cursinhos, mas a repercussão foi positiva, já que o cinema é algo com o que qualquer candidato pode relacionar com o seu dia a dia. Chama atenção, nessa escolha, o fato de o governo brasileiro ter declarado guerra ao cinema no Brasil, via fim de apoios de estatais à eventos cinematográficos, colocando em risco a realização de festivais importantes. O Anima Mundo e o Festival do Rio precisaram recorrer a vaquinhas virtuais de financiamento coletivo para realizarem suas edições neste ano. Além disso, o governo também limou o apoio financeiro à divulgação de filmes brasileiros no exterior, quer intervir na Ancine para decidir que filmes podem ou não podem ser feitos, e suspendeu edital de produções com temática LGBTQIA+, numa atitude de confronto que fez o secretário de Cultura denunciar censura e pedir demissão. As questões da prova já foram alvo de polêmicas com o atual presidente. No ano passado, já eleito, Jair Bolsonaro criticou uma pergunta que tratava do “dialeto secreto” utilizado por gays e travestis e disse que sua gestão no Ministério da Educação “não tratará de assuntos dessa forma”. A questão à qual Bolsonaro se refere está no caderno de linguagens. Nela, o teste mostrou um texto sobre “pajubá, o dialeto secreto dos gays e travestis” e questionava o candidato quanto aos motivos que faziam a linguagem se caracterizar como “elemento de patrimônio linguístico”. “Uma questão de prova que entra na dialética, na linguagem secreta de travesti, não tem nada a ver, não mede conhecimento nenhum. A não ser obrigar para que no futuro a garotada se interesse mais por esse assunto. Temos que fazer com que o Enem cobre conhecimentos úteis”, disse Bolsonaro na ocasião.
Democracia em Vertigem é indicado ao prestigioso Gotham Awards
A primeira grande premiação cinematográfica americana da temporada, o Gotham Awards 2019, anunciou seus indicados. O troféu, dedicado aos melhores do cinema independente, tradicionalmente abre a temporada de premiações da indústria e serve para apontar os primeiros favoritos aos prêmios mais cobiçados, entre eles o Oscar. E o documentário brasileiro “Democracia em Vertigem” entrou na lista. O filme de Petra Costa sobre o processo de impeachment de Dilma Rousseff, também recebeu indicações ao IDA Awards, premiação realizada pela Associação Internacional de Documentário, e ao Critics Choice Documentary Awards, mas esta é sua primeira indicação numa competição de cinema em geral (isto é, não apenas de documentários). A produção compete com quatro outros documentários: “Indústria Americana”, título da Netflix produzido pelo casal Barack e Michelle Obama, “Apollo 11”, que aborda a missão que colocou o homem na Lua, “Midnight Traveler”, sobre a fuga de um cineasta afegão do Talibã, e “One Child Nation”, que examina as consequências da política chinesa que proibia famílias de terem mais de um filho. Os últimos sete vencedores do Gotham na categoria também foram indicados ao Oscar. Entre os longas de ficção, os títulos que se destacaram foram “História de um Casamento”, “Uncut Gems”, “The Farewell” e “The Last Black Man in San Francisco”. Todos tiveram três indicações. Os dois primeiros já estavam sendo incensados pela crítica, após passarem pelo circuito de festivais, em especial pela performance de seus atores. Adam Driver (mas não Scarlett Johansson) e Adam Sandler foram nomeados, respectivamente, por “História de um Casamento” e “Uncut Gems”. “The Farewell” e “The Last Black Man in San Francisco” foram surpresas, que podem ganhar impulso na temporada de premiações. O primeiro ainda deu holofotes para Awkwafina, indicada ao troféu de Melhor Atriz. Nos últimos anos, os vencedores do Gotham foram “Birdman” (2014), “Spotlight” (2015), “Moonlight” (2016), “Me Chame pelo Seu Nome” (2017) e “Domando o Destino” (2018). Três deles também venceram o Oscar de Melhor Filme, um foi finalista e o mais recente nem sequer figurou na lista da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos – mas rendeu à diretora Chloé Zhao um contrato com a Marvel. O Gotham Awards vai anunciar seus vencedores em 2 de dezembro, em cerimônia em Nova York. Confira abaixo a relação dos indicados. Melhor Filme The Farewell As Golpistas História de Um Casamento Uncut Gems Waves Melhor Documentário Indústria Americana Apollo 11 Democracia em Vertigem Midnight Traveler One Child Nation Melhor Diretor Revelação Laure de Clermont-Tonnerre, por The Mustang Kent Jones, por Diane Joe Talbot, por The Last Black Man in San Francisco Olivia Wilde, por Fora de Série Phillip Youmans, por Burning Cane Melhor Roteiro Lulu Wang, por The Farewell Tarell Alvin McCraney, por High Flying Bird Jimmie Fails, Joe Talbot & Rob Richert, por The Last Black Man in San Francisco Noah Baumbach, por História de um Casamento Ari Aster, por Midsommar: O Mal Não Espera a Noite Melhor Ator Willem Dafoe, por O Farol Adam Driver, por História de Um Casamento Aldis Hodge, por Clemency André Holland, por High Flying Bird Adam Sandler, por Uncut Gems Melhor Atriz Awkwafina, por The Farewell Elisabeth Moss, por Her Smell Mary Kay Place, por Diane Florence Pugh, por Midsommar: O Mal Não Espera a Noite Alfre Woodard, por Clemency Melhor Ator Revelação Julia Fox, por Uncut Gems Aisling Franciosi, por The Nightingale Chris Galust, por Give Me Liberty Noah Jupe, por Honey Boy Jonathan Majors, por The Last Black Man in San Francisco Taylor Russell, por Waves Melhor Série Estreante de Capítulos Longos Chernobyl David Makes Man My Brilliant Friend Unbelievable Olhos Que Condenam Melhor Série Estreante de Capítulos Curtos PEN15 Ramy Boneca Russa Tuca & Bertie Undune
Democracia em Vertigem é indicado a prêmio da Associação Internacional de Documentário
O documentário “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa, sobre o processo de impeachment de Dilma Rousseff, recebeu três indicações ao IDA Awards, prestigiada premiação realizada pela Associação Internacional de Documentário (IDA, na sigla em inglês), que vai acontecer em 7 de dezembro, em Los Angeles. Distribuído internacionalmente pela Netflix, o filme está concorrendo na categoria de Melhor Documentário do ano com mais nove produções e ainda disputa os prêmios de Roteiro e Direção com Petra Costa. Por coincidência, todos os cinco candidatos na categoria de Melhor Direção são mulheres. “Democracia em Vertigem” também foi indicado em duas categorias ao Critics Choice Documentary Awards, que vai revelar seus vencedores no dia 10 de novembro, em cerimônia em Nova York. No filme, a diretora faz um retrato do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, a partir de um ponto de vista pessoal, misturando sua história familiar com a trajetória política do país.
Jane Fonda é presa em protesto político pela segunda vez
A atriz Jane Fonda foi presa pela segunda vez nos últimos dias ao participar de um protesto em frente ao prédio do Capitólio, em Washington, capital dos Estados Unidos. Na semana passada, ela já havia sido detida em um ato semelhante. Desta vez, Fonda estava acompanhada de um colega do elenco da série “Grace and Frankie”, o ator Sam Waterston, que também é conhecido por seu papel em “Law & Order”. Os dois foram presos no protesto. Segundo declaração da porta-voz do Capitólio, as acusações contra Fonda, Waterston e os outros 15 indivíduos detidos hoje são as mesmas da semana passada: “aglomeração, obstrução e importunação”. Os atores estavam protestando ao lado do grupo Oil Change International, exigindo mudanças nas políticas norte-americanas de preservação do meio-ambiente. Fonda, que completa 82 anos em dezembro, prometeu comparecer todas as sextas-feiras ao Capitólio até que atitudes sejam tomadas pelo governo. Ela se disse “inspirada e encorajada pelo incrível movimento [contra o aquecimento global e as mudanças climáticas] criado pela nossa juventude”. Duas vezes vencedora do Oscar, a atriz que atualmente estrela a série “Grace and Frankie” na Netflix, foi bastante militante em sua juventude. Em novembro, vai fazer 49 anos que ela foi presa pela primeira vez por motivos políticos, após participar de protestos contra a Guerra do Vietnã. Ela foi detida no aeroporto de Cleveland, ao voltar de uma manifestação, sob a acusação de tráfico de drogas, mas testes nas pílulas encontradas em sua mala comprovaram que elas eram apenas vitaminas. Na época, Fonda disse que os policiais que a prenderam disseram estar agindo “sob ordens da Casa Branca de Richard Nixon”. A foto de Fonda na cadeia, com o punho erguido, se tornou uma das imagens mais conhecidas e reproduzidas de sua trajetória pública.
Democracia em Vertigem é indicado ao Critics Choice nos Estados Unidos
O documentário “Democracia em Vertigem”, narrativa do Impeachment de Dilma Rousseff dirigida por Petra Costa, foi indicado em duas categorias ao Critics Choice Documentary Awards. A premiação celebra o melhor do cinema documental ao redor do mundo, e vai revelar seus vencedores no dia 10 de novembro, em cerimônia na cidade de Nova York. O filme distribuído pela Netflix disputa prêmios nas categorias de Melhor Documentário Político e de Melhor Narração, pelo texto recitado pela cineasta, que mistura sua história pessoal com a história recente do país. Além da cineasta, concorrem ao troféu os co-roteiristas Carol Pires, David Barker e Moara Passoni. Confira a lista completa de indicados à premiação. Melhor Documentário Indústria Americana Apollo 11 The Biggest Little Farm The Cave Honeyland The Kingmaker Virando a Mesa do Poder Maiden One Child Nation Eles Não Envelhecerão Melhor Direção Waad Al-Kateab & Edward Watts, por For Sama Steven Bognar & Julia Reichert, por Indústria Americana John Chester, por The Biggest Little Farm Feras Fayyad, por The Cave Peter Jackson, por Eles Não Envelhecerão Todd Douglas, por Apollo 11 Nanfu Wang & Jialing Zhang, por One Child Nation Melhor Documentário Político Indústria Americana Democracia em Vertigem Hail Satan? The Kingmaker Virando a Mesa do Poder One Child Nation Melhor Documentário Musical Amazing Grace David Crosby: Remember My Name Linda Ronstadt: The Sound of My Voice Miles David: Birth of the Cool Pavarotti Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese Western Stars Melhor Documentário Esportivo Bethany Hamilton: Unstoppale Diego Maradone Maiden Rodman: For Better or Worse The Spy Behind Home Plate What’s My Name: Muhammad Ali Melhor Sujeito de Documentário Dr. Armadi Ballor – The Cave David Crosby – David Crosby: Remember My Name Tracy Edward – Maiden Imelda Marcos – The Kingmaker Hatidze Muratova – Honeyland Alexandria Ocasio-Cortez, Amy Vilela, Cori Bush & Paula Jean Swearengin – Virando a Mesa do Poder Linda Ronstadt – Linda Ronstadt: The Sound of My Voice Dr. Ruth Westheimer – Ask Dr. Ruth Documentário mais Inovador Aquarela Cold Case Hammarskjöld Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese Screwball Serendipity Eles Não Envelhecerão Melhor Documentário Biográfico David Crosby: Remember My Name The Kingmaker Linda Ronstadt: The Sound of My Voice Love, Antosha Mike Wallace is Here Pavarotti Toni Morrison: The Pieces I Am Melhor Documentário Científico/Natural Anthropocene: The Human Epoch Apollo 11 Aquarela The Biggest Little Farm The Elephant Queen Honeyland Penguins Sea of Shadows Melhor Fotografia Ben Bernhard & Viktor Kossakovsky, por Aquarela John Chester, por The Biggest Little Farm Fejmi Daut & Samir Ljuma, por Honeyland Nicholas de Pencier, por Anthropocene: The Human Epoch Muhammed Khair Al Shami, Ammar Suleiman & Mohammad Eyad, por The Cave Richard Ladkani, por Sea of Shadows Melhor Edição Georg Michael Fischer & Verena Schönauer, por Sea of Shadows Todd Douglas Miller, por Apollo 11 Jabez Olssen, por Eles Não Envelhecerão Amy Overbeck, por The Biggest Little Farm Lindsay Utz, por Indústria Americana Nanfu Wang, por One Child Nation Melhor Trilha Sonora Jeff Beal, por The Biggest Little Farm Matthew Herbert, por The Cave Matt Morton, por Apollo 11 Plan 9, por Eles Não Envelhecerão H. Scott Salinas, por Sea of Shadows Eicca Toppinen, por Aquarela Melhor Narração Alicia Vikander, por Anthropocene: The Human Epoch John Chester & Molly Chester, por The Biggest Little Farm Petra Costa, por Democracia em Vertigem Chiwetel Ejiofor, por The Elephant Queen Waad Al-Kateab, por For Sama Adam Driver, por Joseph Pulitzer: Voice of the People Nanfu Wang, por One Child Nation Bruce Springsteen, por Western Stars Melhor Documentário de Estreia Midge Costin, por Making Waves: The Art of Cinematic Sound A.J. Eaton, por David Crosby: Remember My Name Pamela B. Green, por Be Natural: The Untold Story of Alice Guy-Blaché Tamara Kotevska & Ljubomir Stefanov, por Honeyland Richard Miron, por For the Birds Garret Price, por Love, Antosha Melhor Documentário de Imagens de Arquivo Amazing Grace Apollo 11 Maiden Mike Wallace is Here Pavarotti Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese Eles Não Envelhecerão What’s My Name: Muhammad Ali Melhor Documentário em Curta-Metragem The Chapel at the Border Death Row Doctor In the Absence Lost World Mack Wrestles Period. End of Sentence. The Polaroid Job Sam and the Plant Next Door The Unconditional The Waiting Room
Vietnã tira animação Abominável dos cinemas devido a mapa polêmico
Os cinemas vietnamitas pararam de exibir a animação “Abominável” no último fim de semana, após uma cena que mostra um mapa com a “linha de nove raias” viralizar nas redes sociais. Esta linha tem conotação política, pois foi declarada unilateralmente pela China no Mar do Sul da China. A linha em forma de U consta de mapas chineses para ilustrar suas reivindicações sobre vastos trechos do Mar do Sul da China, entre eles porções que o Vietnã considera como sua plataforma continental, onde, inclusive, concedeu permissões para prospecção de petróleo. China e Vietnã travam uma disputa sobre rotas marítimas desde que, no início de julho, a China despachou uma embarcação para realizar uma pesquisa de energia em águas controlada pelo Vietnã. “Abominável”, que conta a história de uma menina chinesa que descobre um ieti morando em seu telhado, foi coproduzido pelo estúdio chinês Pearl Studio e pela DreamWorks Animation, e estreou nos cinemas vietnamitas em 4 de outubro. O filme foi tirado de cartaz no domingo depois que imagens da cena com o mapa foram amplamente compartilhadas em redes sociais. “Nós revogaremos”, disse Ta Quang Dong, vice-ministro da Cultura, dos Esportes e do Turismo, sobre a licença de exibição do filme, segundo o jornal Thanh Nien. O ministério está encarregado de autorizar e censurar filmes estrangeiros. Depois disso, uma recepcionista do estatal Centro Nacional de Cinema de Hanói confirmou que o Ministério da Cultura emitiu uma ordem exigindo que todos os cinemas vietnamitas parem de exibir o filme por causa da cena do mapa. Ele já não está mais em exibição no Vietnã, mas ainda pode ser visto no resto do mundo, inclusive nos cinemas brasileiros.








