Cidade Invisível: Teaser mostra que 2ª temporada se passa na floresta amazônica
A Netflix divulgou o teaser da 2ª temporada de “Cidade Invisível”, série que mostra entidades do folclore brasileiro vivendo no mundo atual. A prévia revela que a nova leva de episódios da produção será ambientada na floresta amazônica. No teaser, parte da narração é feita por Pajé Jaciara (Ermelinda Yepario) em tukano, uma língua indígena. “Cidade Invisível” foi concebida pelo diretor Carlos Saldanha, em seu primeiro trabalho live-action após dirigir as animações “A Era do Gelo”, “Rio” e “O Touro Ferdinando”, e fez sucesso ao explorar figuras do folclore nacional, como a Cuca, interpretada pela atriz Alessandra Negrini. Mas a produção também foi acusada por ativistas de “apropriação cultural”, por desconstruir figuras da religiosidade indígena, afastando-as de suas raízes para apresentá-las como “criaturas”, sem dar espaço para atores nativos interpretá-las. Por conta disso, a série sofreu mudanças em sua 2ª temporada. “Estamos levando a 2ª temporada para Belém, um centro urbano rico de histórias. Os novos episódios mostram um Brasil indígena, do Norte, plural e com novas entidades e elementos muito interessantes da cultura popular”, explicou Carlos Saldanha, criador e produtor executivo da série. Nos novos episódios, Eric (Marco Pigossi) está sendo procurado por garimpeiros, mas recebe proteção de indígenas num santuário natural perto de Belém do Pará. O policial também descobrirá que sua filha, Luna (Manu Dieguez), e Cuca (Alessandra Negrini) viajaram para aquele local com o objetivo de trazê-lo de volta à vida. Assim, apesar de querer retornar ao Rio, ele percebe que a menina tem uma missão a cumprir na região e, ao tentar protegê-la, se torna uma ameaça para o equilíbrio entre as entidades e a natureza. Apesar da divulgação do teaser, a Netflix ainda não marcou a data da volta da série.
“Hogwarts Legacy” inclui primeira personagem trans no universo de Harry Potter
O jogo “Hogwarts Legacy” está prestes a apresentar Sirona Ryan, a primeira personagem transgênero da franquia de Harry Potter. Sirona é a proprietária da taverna Três Vassouras, no vilarejo de Hogsmeade. Numa de suas missões no RPG, ela se lembra dos tempos de estudante e que seus colegas de bruxaria demoraram algum tempo para reconhecer seus pronomes. Segundo o GameRevolution, em outro momento, Sirona descreve como se tornou amiga do duende Lodgok. Ela ainda acrescenta que não se encontrava com o colega há anos, mas que Lodgok lhe “reconheceu instantaneamente”. Vale ressaltar também que o game permite que o usuário crie um personagem trans. Por exemplo, é possível criar um avatar de aparência feminina com voz masculina. A inclusão de Sirona causou certa perplexidade, já que a criadora de Harry Potter, J.K. Rowling, tem conhecido posicionamento transfóbico. A cruzada de Rowling veio à tona há cerca de três anos nas redes sociais e ataca transexuais da forma mais sensacionalista possível, ao considerá-los estupradores de mulheres em potencial. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes deles”, ela chegou a escrever. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, completou a autora. Ela foi rebatida pela atriz e militante trans Nicole Maines, estrela de “Supergirl”, que sofreu preconceito para usar o banheiro da escola na adolescência e, com a ajuda da família, causou uma mudança nas leis dos EUA. Também recebeu críticas do elenco da franquia cinematográfica de “Harry Potter”, incluindo Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint. Os produtores de “Hogwarts Legacy” explicaram que a escritora não tem envolvimento algum com o projeto, que se passa décadas antes da história apresentada nos livros. O novo jogo da Warner Bros. será lançado para PS5, Xbox Series S/X e PC no dia 10 de fevereiro. As versões para PS4 e Xbox One estarão disponíveis em 4 de abril e os usuários do Nintendo Switch terão que esperar até 25 de julho.
Harry Styles é detonado após vencer principal categoria do Grammy
O cantor Harry Styles causou um rebuliço nas redes sociais após tornar-se vencedor da principal categoria do Grammy Awards, que aconteceu no último domingo (5/2). O discurso do artista pegou tão mal, que foi apontado como “queerbating” pela comunidade LGBTQIAP+. Quando o vencedor da categoria de Melhor Álbum do ano foi anunciado, Harry Styles tentou se apresentar como minoria após vencer com o disco “Harry’s House”. Numa pegada “descontruíde” a lá Tiago Iorc, o artista disparou que o Grammy Awards não tem o costume de enxergar figuras alternativas. “Isso não acontece muito com pessoas como eu”, discursou. O comentário causou revolta ao público LGBTQIAP+, que ficou indignado com a tentativa do artista de se apropriar da comunidade para promover seus discursos. Vale ressaltar que o cantor nunca revelou sua identidade ou preferências sexuais, além do fato de namorar mulheres, e suas características de homem, branco, cisgênero, bonito e popular são claramente evidentes. “Como assim Harry Styles ganhou o Grammy e disse no discurso que ‘essas coisas’ não acontecem com ‘pessoas como ele’? Ele está falando de quê, de ter vindo de boyband? Porque tudo o que o Grammy tem feito desde sempre é premiar pessoas como ele”, disparou uma internauta, acrescentando o Oscar e o Emmy Awards na lista. “Harry Styles praticou ‘gaslighting’ [distorção de informações] contra ele mesmo, usou tanta saia e maquiagem que acabou acreditando que era minoria”, ironizou outra. Além disso, os internautas apontam que a vitória de Harry Styles seria mais uma prova do racismo estrutural do evento, já que a Academia chamou muita atenção para o recorde de troféus atingidos pela cantora Beyoncé no evento, mas, como sempre, só permitiu sua vitória em categorias setorizadas – R&B e dance music. Com o aclamado álbum “Renaissance”, a Rainha chegou a ser aplaudida de pé após receber o 4º troféu da noite, que elevou seu total a 32 estatuetas do Grammy Awards na carreira – nenhuma delas por Melhor Álbum, Gravação do Ano ou Performance Pop, e apenas uma da categoria de Melhor Música – “Single Ladies”, de 2010. “É ridículo o que a academia faz com ela ano após anos, sendo que a mulher é a maior artista feminina da atualidade”, escreveu um usuário do Twitter. O álbum do Harry Styles é ótimo, mas sinceramente não chega nem aos pés do Reinassance da Beyoncé. É ridículo o que a academia faz com ela ano após anos sendo que a mulher é a maior artista feminina da atualidade. #GRAMMYs pic.twitter.com/JnStZ2581R — felipe ⚓️ (@stateoffelipe) February 6, 2023 Quando você ver esse discurso fajuto do Harry Style por ter ganhado o AOTY ontem lembre-se que qnd a ADELE ganhou da Beyoncé, esse aqui foi o discurso dela.GRAMMY RACISTA #GRAMMYs pic.twitter.com/JC4kb34JhQ — Nicole (@NikyVasconcelos) February 6, 2023 é nessas horas que o kanye west deveria tá lá pra tomar o prêmio do harry styles e entregar pra beyonce pic.twitter.com/I1SyEXg01O — bruno rahall (@brunorahall) February 6, 2023 No fim das contas ninguém vai lembrar que Harry Style ganhou o álbum do ano, mas vamos todos lembrar que Beyonce perdeu o álbum do ano — Atailon (@atailon) February 6, 2023 harry styles praticou gaslight contra ele mesmo, usou tanta saia e maquiagem que acabou acreditando que era minoria pic.twitter.com/qxcF54CSoS — sam o anão ☽☾ (@evanpiters) February 6, 2023 “Isto não acontece muitas vezes a pessoas como eu” – Harry Styles no Grammy Awards 2023Deixa só eu te esclarecer um pouco aqui:Não é pq vc vai na porra do Grammy vestido de gelatina Tutti Frutti que vc é minoria. Você só é ridiculo e fedido msm. É isto pic.twitter.com/zIwKNjqh2J — – 𝐴𝑛𝑎. (@anykkah) February 6, 2023
Armie Hammer culpa abuso na infância por comportamento tóxico
O ator Armie Hammer (“Me Chame por Seu Nome”) deu sua primeira entrevista, dois anos após ser acusado de ter conduta sexual tóxica e ser acusado de estupro. Em sua defesa, o ator de 36 anos disse que ter sido abusado sexualmente por um pastor, quando tinha 13 anos, o que o levou a desenvolver esse tipo de comportamento inapropriado. Ele também negou as acusações de violência sexual e disse que pensou em se suicidar devido às denúncias, que arruinaram sua carreira artística. Na entrevista com o Air Mail, Armie disse que, quando tentou contar aos pais sobre o abuso, não encontrou apoio. Os pais acharam que ele estava mentindo, porque “um homem de Deus”, como caracterizavam o agressor, não poderia ter feito algo assim. “O que isso [o abuso] fez foi introduzir a sexualidade em minha vida de uma forma que estava completamente fora do meu controle”, declarou. “Eu estava indefeso nessa situação. Eu não tinha nenhum controle da situação. A sexualidade foi introduzida para mim de uma forma assustadora em que eu não tinha controle. Meus interessantes então se formaram: eu queria ter controle da situação, sexualmente.” Quando as acusações mais polêmicas virem à tona, incluindo tendências canibais, ele entrou numa depressão tão profunda que perdeu o desejo de viver. “Eu entrei no mar e nadei o mais longe que podia, esperando me afogar, ser atingindo por um barco ou devorado por um tubarão”, contou. “Então me lembrei que meus filhos estavam na praia e eu não podia fazer isso com eles. Hammer é pai de três filhos, fruto do casamento com Elizath Chambers, que chegou ao fim em 2020. Apesar de admitir que se comportou de forma tóxica e “abusiva emocionalmente” com as mulheres que o acusaram, ele nega que tenha cometido os crimes dos quais foi acusado. “Eu estava com essas mulheres jovens, de 20 e poucos anos, enquanto eu tinha mais de 30. Eu era um ator de sucesso naquele momento. Elas poderiam ter ficado felizes só por estarem comigo, podem ter dito ‘sim’ para as coisas às quais talvez elas não diriam por vontade própria. Havia um desequilíbrio de poder na situação”, admitiu. Armie garante que se tornou “uma pessoa mais saudável, mais feliz e mais equilibrada”, ao se afastar de Hollywood. “Sou capaz de estar ao lado dos meus filhos de uma forma que nunca estive… Sou muito grato pela minha vida, minha recuperação e tudo mais. Eu não voltaria e desfaria tudo o que aconteceu comigo”, continuou. Com isso, ele se diz pronto para assumir seus erros. “Quero assumir meus erros e a responsabilidade pelo fato de de que fui um idiota, que fui egoísta, que usei as pessoas para me fazer sentir melhor e, quando terminei, segui em frente”. Entretanto, critica a “cultura do cancelamento” e o “linchamento da lacração”, que não permite a “redenção” da pessoa que errou – ele contou que apenas o ator Robert Downey Jr. o apoiou quando “estava no fundo do poço”. “No minuto em que alguém faz algo errado, essa pessoa é dispensada. Não há chance para reabilitação. Quando jogam alguém como eu no fogo para se protegerem, tudo que estão fazendo é tornar o fogo maior. E agora esse fogo está fora de controle e vai queimar todo mundo”, comentou. Os múltiplos relatos de violência sexual contra Hammer surgiram em 2021 e fizeram com que ele fosse dispensado de vários projetos. O ator acabou se mudando para as Ilhas Cayman, onde se internou em uma clínica e foi visto trabalhando como vendedor.
1ª temporada de “Percy Jackson e os Olimpianos” completa gravações
O escritor Rick Riordan anunciou em seu Instagram que a 1ª temporada de “Percy Jackson e os Olimpianos” terminou de ser gravada. Autor dos livros em que a série se baseia, ele também é um dos responsáveis pela adaptação. Ao lado da foto de uma escultura de gelo que decorou o último almoço no set de gravação, Riordan escreveu: “Acabou, pessoal! […] Meses e meses de pós-produção ainda restam, mas a fotografia principal terminou para ‘Percy Jackson e os Olimpianos’, primeira temporada!” A série acompanha o adolescente Percy Jackson, que descobre ser filho do deus grego Poseidon e é enviado ao Acampamento Meio-Sangue, retiro exclusivo para semideuses, onde conhece seus novos companheiros de aventuras: Annabeth e Grover. Filha da deusa da sabedoria Atena, Annabeth se revela uma caçadora e estrategista que acaba se envolvendo com o recém-chegado, enquanto Grover é um jovem meio-sátiro, meio-humano, que se torna o melhor amigo e protetor de Percy dentro e fora do Acampamento. O ator-mirim Walker Scobbell (“O Projeto Adam”) interpreta o personagem-título, Leah Sava Jeffries (“Empire”) vive Annabeth Chase e Aryan Simhadri (“Doze é Demais”) tem o papel de Grover Underwood. O elenco também conta com Megan Mullally (“Will & Grace”), Glynn Turman (“A Voz Suprema do Blues”), Jason Mantzoukas (“The Good Place”), Virginia Kull (“NOS4A2”), Timm Sharp (“Juntos Mas Separados”), Lance Reddick (“John Wick”), Lin-Manuel Miranda (“Em um Bairro de Nova York”) e Toby Stephens (“Perdidos no Espaço”). A produção está a cargo de Jon Steinberg (“The Old Man”) e a direção é de James Bobin, que já trabalhou várias vezes com a Disney, nos filmes “Os Muppets” (2011), “Muppets 2: Procurados e Amados” (2014), “Alice Através do Espelho” (2016) e na série “A Misteriosa Sociedade Benedict”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rick Riordan (@rickriordan)
Participantes acusam reality show de “Round 6” de ser “cruel” e “manipulado”
A Netflix está produzindo um reality show inspirado na sua série de maior sucesso, “Round 6”, reunindo competidores numa disputa por US$ 4,5 milhões Mas “Squid Game: The Challenge” tem sido alvo de muitas críticas e denúncias de participantes. Desde o primeiríssimo dia de gravação (em 23/1) começaram a surgir relatos de que a produção tem sido problemática. “Foi a coisa mais cruel e mesquinha pela qual já passei”, disse um ex-participante à revista Rolling Stone. Entre as reclamações apontadas, estão o frio intenso e o fato de que as competições seriam manipuladas para que certas pessoas vençam. A revista Rolling Stone entrevistou quatro ex-participantes não identificados, que confirmaram relatos anteriores de que os competidores foram forçados a jogar o jogo “Red Light, Green Light” em condições desumanas, passando até nove horas dentro de um hangar de aeroporto gelado, incapazes de se mover, com médicos correndo para atender pessoas que não conseguiam suportar o frio extremo. “Há US$ 4,5 milhões em disputa e, se você se mexer, está fora”, disse um. “Percebi muitas pessoas com a ideia de que iam mudar a vida da família, e essas pessoas estavam dispostas a morrer. Alguém disse: ‘Vou para casa com isso, não me importa o que aconteça’. Acho que os produtores queriam isso. Eles queriam que as pessoas não pensassem em saúde, não se preocupassem com sua segurança”. Um participante conta que sofreu uma hérnia de disco e um tendão do joelho rompido. “As minhas pernas ficaram completamente dormentes”, explicou, acrescentando que, ao tentar ir ao banheiro depois de ter sido eliminado do jogo, caiu das escadas porque não sentia os pés e as pernas. Outra jogadora diz que desenvolveu pneumonia e uma infecção no ouvido. “Todo o tormento e trauma que vivemos não foi devido ao jogo ou ao rigor do jogo”, acrescentou um deles. “Foram as incompetências de escala – eles morderam mais do que podiam mastigar”, completou, apontando que a produção não estava preparada para as condições das provas. A Netflix declarou anteriormente que três participantes haviam procurado atendimento médico por problemas menores, mas defendeu que a produção era segura, afirmando que havia “investido em todos os procedimentos de segurança apropriados”. “Embora estivesse muito frio no set – e os participantes estavam preparados para isso – quaisquer alegações de ferimentos graves são falsas”, disse a plataforma em comunicado. Entretanto, as fontes da revista apontam que a empresa minimizou a gravidade dos problemas. Além disso, eles também disseram que outro ponto importante ignorado: o fato de o jogo parecer ter sido fraudado desde o início. Os ex-participantes afirmam que alguns competidores – várias deles celebridades da internet – pareciam ser pré-selecionados para avançar para a próxima rodada, independentemente do resultado das provas que disputavam. Uma das evidências apontadas é que esses jogadores “preferidos” usavam microfones de verdade, enquanto os outros tinham microfones falsos. Da mesma maneira, um competidor disse que viu um desses jogadores ser eliminado em uma prova, apenas para ser trazido de volta em seguida. “Realmente não foi um game show. Era um programa de TV e éramos basicamente figurantes em um programa de TV”, explicou. Os participantes também afirmam que terminaram uma prova antes do tempo previsto, mas em seguida foram informados que haviam sido eliminados, sem a menor explicação. E para piorar a situação, eles contam que suas passagens de volta já tinham sido compradas quando eles embarcaram para participar do programa, sendo que a passagem de volta deveria ser comprada apenas após a eliminação, visto que a Netflix não teria como saber a data em que eles seriam eliminados. Ou teria? “O engraçado é que igualdade e justiça eram os temas principais do ‘Round 6’ original”, disse um deles. Os entrevistados informaram que estão em contato com advogados, para verificar se é possível entrar com um processo contra a gigante de streaming. O reality de competição está sendo gravado em dois estúdios no Reino Unido e começou com 456 competidores de todo o mundo. Até o momento, a Netflix ainda não divulgou quando será o lançamento do programa. Veja a propaganda do anúncio da produção abaixo.
Monark perde processo contra desmonetização de seus vídeos no YouTube
Monark foi derrotado no processo judicial em que exigia que a Google voltasse a monetizar o seu canal no YouTube. A medida foi tomada no final do ano passado após Monark ter defendido a legalização do partido nazista no Brasil. Na ocasião, o youtuber afirmou também que “se o cara quiser ser antijudeu, eu acho que ele tinha o direito de ser”. A fala repercutiu na internet e foi interpretada como criminosa. Monark afirma que a desmonetização foi uma “clara perseguição” e que “acelerou o movimento chamado de cancelamento” que ele passou a sofrer na internet. Em sua defesa, os advogados Victor Lourenzon, Rafael Enjiu e Paulo Mendes questionaram se uma empresa privada podia tomar essa iniciativa. “Será que a empresa, detentora praticamente do monopólio das mídias sociais de vídeo, sem ter nenhum controle do Estado, pode ter o poder absoluto e ilimitado de decidir o que considera ofensivo ou não frente à liberdade de expressão, a ponto de ‘anular’ uma pessoa e aniquilar qualquer direito à monetização de seu canal?”, disseram os advogados de Monark, que também afirmaram que Monark não praticou “discurso de ódio nem fake news”. Em contrapartida, a empresa Google classificou o vídeo do youtuber como um “desserviço”: “Ao buscar publicar vídeos polêmicos, defendendo pautas nazistas. A liberdade de expressão encontra limite na legalidade das proposições”, declarou a empresa. Na defesa apresentada a Justiça, a Google declarou que uma das regras do YouTube prevê que “o criador de conteúdo deve se comportar de forma responsável dentro e fora da plataforma”. “E ele violou essa política”, finalizou a empresa. Outro detalhe importante é que o Youtube não retirou o vídeo do site, preservando a liberdade de expressão, mas impedindo Monark de lucrar com pautas radicais, por meio da desmonetização. Vale lembrar que, depois dessa polêmica, ele se envolveu em outras. E após postagens manifestando simpatia pelos vândalos que atacaram os prédios dos Três Poderes em Brasília, também teve seus perfis bloqueados nas redes sociais por decisão da Justiça.
Após polêmica, Academia resolve manter indicação de Andrea Riseborough ao Oscar
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA decidiu manter a indicação de Andrea Riseborough na categoria de Melhor Atriz do Oscar deste ano. Em comunicado, o CEO da Academia Bill Kramer informou que a atividade da equipe da artista não atingiu um nível que justifique a rescisão da indicação. “A Academia determinou que a atividade em questão não atinge um nível que leve a indicação do filme a ser rescindida. No entanto, descobrimos mídias sociais e táticas de campanha de divulgação que causaram preocupação. Essas táticas estão sendo abordadas diretamente com as partes responsáveis”, diz a nota. O nome de Andrea Riseborough foi envolvido num forte burburinho após ser considerada a maior surpresa do Oscar, obtendo indicação como Melhor Atriz por “To Leslie”, um drama indie pouco visto e comentado. A atriz e o longa passaram em branco na maioria das premiações da temporada, não tiveram muita repercussão na mídia nem investiram numa campanha massiva para buscar a indicação. Algo totalmente incomum no Oscar. Ao investigar ao caso, a Academia teria percebido que os produtores do filme tomaram alguns atalhos irregulares para conseguir essa façanha. O Oscar tem regras específicas contra lobby e algumas delas teriam sido infligidas pela campanha da atriz, que no filme de Michael Morris vive uma mãe solteira que ganha na loteria, mas começa a torrar dinheiro de forma irresponsável. Duas infrações foram apontadas. Casada com Michael Morris, o diretor de “To Leslie”, a atriz Mary McCormack mandou um e-mail para amigos da indústria pedindo ajuda na promoção do filme e de Riseborough na campanha pelo Oscar. Na mensagem, ela pedia que as pessoas fizessem posts no Instagram sobre o filme e sugeria até hashtags. Ela foi atendida por várias estrelas de peso, como Sally Field, Liam Neeson, Jane Fonda, Laura Dern, Catherine Keener, Geena Davis e Mira Sorvino, que fizeram publicações sobre o longa nas redes sociais. Além disso, Charlize Theron, Gwyneth Paltrow, Demi Moore, Courteney Cox e Edward Norton se envolveram em sessões especiais para votantes da Academia, convocando eleitores do Oscar. Este tipo de campanha, com apelo direto e nominal a votantes, é proibida pela Academia, que permite apenas comunicação genérica – que custa cara – com disparos de e-mail pelos próprios servidores da entidade e via anúncios na mídia paga. O filme também ficou em maus lençóis por causa de um post no Instagram. O perfil oficial do longa compartilhou uma publicação, já deletada, com destaque para uma frase de crítica publicada no jornal Chicago Sun Times. Além de elogiar Riseborough, o trecho citava uma concorrente, o que é vetado pela Academia. “Por mais que tenha admirado o trabalho de (Cate) Blanchett em ‘Tár’, minha performance favorita por uma mulher foi entregue por Andrea Riseborough”, dizia o texto destacado, escrito pelo respeitado crítico Richard Roeper. A Academia proíbe campanhas que promovam a competição entre nomes e títulos, como a menção a outros atores e filmes concorrentes em materiais de divulgação. Diante da ameaça de rescisão da indicação, vários artistas se manifestaram em apoio à atriz, lembrando que produções independentes têm muito mais dificuldade em promover seus talentos, diante das campanhas milionárias dos grandes estúdios, e a única forma de haver um mínimo de equilíbrio são táticas de guerrilha. O ponto central da questão foi melhor defendido por Christina Ricci (vista recentemente em “Wandinha”), que foi ao Instagram reclamar do elitismo da Academia, que, na prática, estaria sugerindo que só produções milionárias teriam chances de chegar ao Oscar, enquanto um filme independente pouco visto, como “To Leslie”, jamais poderia ser aceito no clubinho das indicações por não poder pagar seu lugar. “Parece hilário que a ‘indicação surpresa’ (o que significa que toneladas de dinheiro não foram gastas para posicionar essa atriz) de uma atuação legitimamente brilhante esteja sendo investigada”, escreveu Ricci. “Então são apenas os filmes e atores que podem pagar pelas campanhas que merecem reconhecimento? Parece elitista e exclusivista e, francamente, muito retrógrado para mim”. Pela declaração disponibilizada nesta terça (31/1), a Academia pretende apertar ainda mais o cerco, impedindo quem não se dispuser a investir em campanhas caras de concorrer ao Oscar. Neste ano, os filmes de maior bilheteria em Hollywood suplantaram as produções independentes de forma visível, deixando de fora da premiação muitas obras aclamadas pela crítica.
Pais de vítimas querem processar Netflix pela série sobre incêndio na boate Kiss
Um grupo de pais de vítimas do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, pretende processar a Netflix pelo lançamento de “Todo Dia a Mesma Noite”, série dramática sobre a tragédia. O incêndio, que completou dez anos na última sexta (7/1), deixou 242 mortos e mais de 600 feridos. “Nós fomos pegos de surpresa, ninguém nos avisou, ninguém nos pediu permissão”, disse o empresário Eriton Luiz Tonetto Lopes, coordenador do grupo de pais, ao jornal gaúcho Zero Hora. Ele perdeu a filha Évelin Costa Lopes, de 19 anos, na tragédia. “Nós queremos saber quem está lucrando com isso. Não admitimos que ninguém ganhe dinheiro em cima da nossa dor e das mortes dos nossos filhos”, acrescentou. Ao todo, mais de 40 pais se juntaram para tomar uma medida contra a plataforma, em protesto contra a transformação da tragédia em entretenimento. Segundo a advogada da causa, Juliane Muller Korb, as famílias não são contra documentários (como a Globoplay também lançou na semana) ou obras jornalísticas, mas se opõem à forma como a Netflix lidou com a história. “A comercialização da tragédia incomodou muitos. A morte de pessoas vai gerar lucro à Netflix”, disse a representante à imprensa. Segundo ela, alguns pais voltaram a ter crise de ansiedade e de pânico só por ver o trailer sendo exibido na televisão. A série é baseada no livro de mesmo nome, escrito pela jornalista Daniela Arbex, e mistura realidade e ficção ao acompanhar a história de quatro familiares específicos, todos interpretados por atores. Curiosamente, o protesto dos 40 pais não conta com apoio da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, criada para representar todas as vítimas do incêndio em 2013. Essa associação emitiu uma nota defendendo a série. “A produção não retrata de forma individual os 242 jovens assassinados, mas sim um recorte das quatro famílias de pais que foram processados. Todos familiares de vítimas e sobreviventes retratados por personagens da obra estavam cientes e em concordância. Além disso, reiteremos que não estamos movendo nenhum processo contra as produções, nem pretendemos, por acreditarmos na potência das produções na luta por justiça e a luta por memória”, diz o comunicado da entidade.
Cassia Kis se diz desempregada para evitar indenização alta em ação por homofobia
A atriz Cassia Kis, atualmente no ar na novela “Travessia”, alegou que está desempregada para tentar diminuir o valor de uma ação civil pública movida pelo Grupo Arco Íris de Cidadania LGBT. A associação acusa a atriz de ter proferido declarações homofóbicas durante uma live com a jornalista Leda Nagle em outubro passado e entrou com um pedido de danos morais coletivos no valor de R$ 250 mil contra a atriz. A defesa de Cassia afirmou que ela estaria passando por problemas financeiros e, por isso, pediu para que o valor da possível indenização fosse reduzido. Seu advogado afirma que o valor pedido é muito elevado e, caso a atriz perca a causa, a sentença estaria “impossibilitando sua subsistência e o sustento da sua família”. Revelado pelo Metrópoles, o texto da defesa diz: “Em caso de procedência do pedido elaborado na exordial, que o valor arbitrado com indenização por danos morais seja substancialmente reduzido, pelo fato da ré ser uma pessoa física e por estar desempregada no momento.” Apesar dessa alegação, ela segue atuando na novela “Travessia” e, segundo informações na imprensa, teve seu contrato renovado recentemente com a Globo até 2025. O Grupo Arco Íris de Cidadania LGBT considera que as declarações de Cassia Kis são prejudiciais à comunidade LGBT e pede que a atriz seja responsabilizada pelos danos causados. Na entrevista polêmica, ela afirmou que casais LGBTQIAP+ estão causando a “destruição das famílias”. A defesa da atriz contesta a ação, afirmando que a fala “não traz qualquer agressão, preconceito, incitação ao ódio, ou discriminação em relação às famílias homoafetivas”. Segundo os advogados de Cassia, “a ré é apenas uma cristã que acredita nos conceitos e dogmas da religião católica e quer viver sua vida segundo a doutrina cristã”. Além das falas homofóbicas, Cassia Kis participou de uma manifestação antidemocrática em um acampamento bolsonarista, no Rio de Janeiro.
Cristina Ricci ataca Academia por polêmica com Andrea Riseborough: “Elitista”
A polêmica em torno da investigação anunciada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas sobre a campanha de Andrea Riseborough para conseguir uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz resultou numa polêmica enorme neste sábado (28/1), com vários artistas famosos condenando a iniciativa e saindo em defesa da colega. A atriz britânica foi indicada por “To Leslie”, produção independente pouco vista, que, sem dinheiro, não investiu em campanha na mídia, optando por trabalhar com e-mails, redes sociais e contatinhos. Segundo a Academia, isso fere as regras da instituição. O ponto central da questão foi melhor defendido por Christina Ricci (vista recentemente em “Wandinha”), que foi ao Instagram reclamar do elitismo da entidade, já que, na prática, a Academia estaria sugerindo que só produções milionárias teriam chances de chegar ao Oscar, enquanto um filme independente pouco visto, como “To Leslie”, jamais poderia ter entrado no clubinho das indicações por não poder pagar seu lugar. “Parece hilário que a ‘indicação surpresa’ (o que significa que toneladas de dinheiro não foram gastas para posicionar essa atriz) de uma atuação legitimamente brilhante esteja sendo investigada”, escreveu Ricci. “Então são apenas os filmes e atores que podem pagar pelas campanhas que merecem reconhecimento? Parece elitista e exclusivista e, francamente, muito retrógrado para mim”. Ricci ainda acrescentou que tem certeza de que Riseborough “não teve nada a ver com a campanha” para a indicação, lembrando que isso nunca é orquestrado pelo ator, “mas agora sua indicação será manchada por isso”. E concluiu: “Se a indicação for tirada, a vergonha será deles [Academia].” A Academia trouxe o caso à tona ao divulgar um comunicado na sexta-feira dizendo que está “conduzindo uma revisão dos procedimentos de campanha em torno dos indicados deste ano”. A organização também disse que está ponderando “se mudanças nas diretrizes podem ser necessárias em uma nova era de mídia social e comunicação digital”. Embora a declaração não mencione um filme ou indivíduo específico, todas as matérias da imprensa dos EUA sobre o assunto citaram o caso de Riseborough, considerada a grande surpresa nas indicações deste ano, já que seu filme fez meros US$ 27 mil nas bilheterias em seu lançamento no mês de outubro nos EUA, o que significa que poucos viram e comentaram a obra. O problema é que o Oscar tem regras específicas contra lobby e algumas delas teriam sido infligidas pela campanha da atriz, que no filme de Michael Morris vive uma mãe solteira que ganha na loteria, mas começa a torrar dinheiro de forma irresponsável. Duas infrações podem anular a indicação dela. Casada com o diretor de “To Leslie”, Michael Morris, a atriz Mary McCormack mandou um e-mail para amigos da indústria pedindo ajuda na promoção do filme e de Riseborough na campanha pelo Oscar. Na mensagem, ela pedia que as pessoas fizessem posts no Instagram sobre o filme e sugeria até hashtags. Ela foi atendida por várias estrelas de peso, como Sally Field, Liam Neeson, Jane Fonda, Laura Dern, Catherine Keener, Geena Davis e Mira Sorvino, que fizeram publicações sobre o longa nas redes sociais. Além disso, Charlize Theron, Gwyneth Paltrow, Demi Moore, Courteney Cox e Edward Norton se envolveram em sessões especiais para votantes da Academia, convocando eleitores do Oscar. Este tipo de campanha, com apelo direto e nominal a votantes, é proibida pela Academia, que permite apenas comunicação genérica – que custa cara – com disparos de e-mail pelos próprios servidores da entidade e via anúncios na mídia paga. O filme também ficou em maus lençóis por causa de um post no Instagram. O perfil oficial do longa compartilhou uma publicação, já deletada, com destaque para uma frase de crítica publicada no jornal Chicago Sun Times. Além de elogiar Riseborough, o trecho citava uma concorrente, o que é vetado pela Academia. “Por mais que tenha admirado o trabalho de (Cate) Blanchett em ‘Tár’, minha performance favorita por uma mulher foi entregue por Andrea Riseborough”, dizia o texto destacado, escrito pelo respeitado crítico Richard Roeper. A Academia proíbe campanhas que promovam a competição entre nomes e títulos, como a menção a outros atores e filmes concorrentes em materiais de divulgação. Agora, a governança da instituição vai se reunir na próxima terça (31/1) para decidir se houve violação nas regras da cerimônia. Caso isso seja constatado, o nome de Riseborough será retirado da lista de indicados, que ficará com apenas quatro artistas (não haverá substituição). Além de disputar o Oscar pela primeira vez na carreira, a atriz britânica venceu o Festival Raindance pelo desempenho em “To Leslie” e também concorre ao Spirit Awards, o “Oscar” do cinema independente dos EUA.
Andrea Riseborough pode perder indicação ao Oscar por culpa de e-mail e Instagram
Após a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA informar que estava investigando irregularidades em campanhas de indicações ao Oscar 2023, o nome de Andrea Riseborough foi envolvido num forte burburinho em Hollywood. Ela foi considerada a maior surpresa do Oscar, ao obter indicação como Melhor Atriz por “To Leslie”, um drama indie pouco visto e comentado. A atriz e o longa passaram em branco na maioria das premiações da temporada, não tiveram muita repercussão na mídia nem investiram numa campanha massiva para buscar a indicação. Algo totalmente incomum no Oscar. Entretanto, a Academia teria percebido que os produtores do filme tomaram alguns atalhos irregulares para conseguir sua façanha. O Oscar tem regras específicas contra lobby e algumas delas teriam sido infligidas pela campanha da atriz, que no filme de Michael Morris vive uma mãe solteira que ganha na loteria, mas começa a torrar dinheiro de forma irresponsável. Duas infrações podem anular a indicação dela. Casada com o diretor de “To Leslie”, Michael Morris, a atriz Mary McCormack mandou um e-mail para amigos da indústria pedindo ajuda na promoção do filme e de Riseborough na campanha pelo Oscar. Na mensagem, ela pedia que as pessoas fizessem posts no Instagram sobre o filme e sugeria até hashtags. Ela foi atendida por várias estrelas de peso, como Sally Field, Liam Neeson, Jane Fonda, Laura Dern, Catherine Keener, Geena Davis e Mira Sorvino, que fizeram publicações sobre o longa nas redes sociais. Além disso, Charlize Theron, Gwyneth Paltrow, Demi Moore, Courteney Cox e Edward Norton se envolveram em sessões especiais para votantes da Academia, convocando eleitores do Oscar. Este tipo de campanha, com apelo direto e nominal a votantes, é proibida pela Academia, que permite apenas comunicação genérica – que custa cara – com disparos de e-mail pelos próprios servidores da entidade e via anúncios na mídia paga. O filme também ficou em maus lençóis por causa de um post no Instagram. O perfil oficial do longa compartilhou uma publicação, já deletada, com destaque para uma frase de crítica publicada no jornal Chicago Sun Times. Além de elogiar Riseborough, o trecho citava uma concorrente, o que é vetado pela Academia. “Por mais que tenha admirado o trabalho de (Cate) Blanchett em ‘Tár’, minha performance favorita por uma mulher foi entregue por Andrea Riseborough”, dizia o texto destacado, escrito pelo respeitado crítico Richard Roeper. A Academia proíbe campanhas que promovam a competição entre nomes e títulos, como a menção a outros atores e filmes concorrentes em materiais de divulgação. Agora, a governança da instituição vai se reunir na próxima terça (31/1) para decidir se houve violação nas regras da cerimônia. Caso isso seja constatado, o nome de Riseborough será retirado da lista de indicados, que ficará com apenas quatro artistas (não haverá substituição). A indicação foi a primeira da carreira da atriz britânica, que pelo desempenho em “To Leslie” também foi indicada ao Spirit Awards, o “Oscar” do cinema independente dos EUA. Diante da ameaça da Academia, vários artistas tem protestado contra as suspeitas e manifestado apoio à atriz, lembrando que produções independentes têm muito mais dificuldade em promover seus talentos, diante das campanhas milionárias dos grandes estúdios, e a única forma de haver um mínimo de equilíbrio são táticas de guerrilha.
Indicação inesperada de Andrea Riseborough ao Oscar gera investigação da Academia
A maior surpresa do Oscar 2023 foi, sem dúvidas, a inesperada indicação de Andrea Riseborough (de “Birdman”) para a categoria de Melhor Atriz pelo filme “To Leslie”. Andrea e o longa passaram em branco na maioria das premiações, não tiveram muita repercussão na mídia nem investiram numa campanha massiva para a temporada de premiações. Algo totalmente incomum no Oscar. Mesmo assim, a atriz acabou surgindo entre as indicadas a Melhor Atriz do ano. O filme de Michael Morris estreou no SXSW do ano passado e conta com Riseborough no papel de Leslie, uma mãe solteira que ganha na loteria, mas começa a torrar dinheiro de forma irresponsável. Após o anúncio dos indicados, os especialistas que acompanham as previsões do prêmio foram pegos de surpresa e questionaram como a artista alcançou a almejada indicação. E durante o questionamento, o site Puck News apontou que a campanha pela indicação pode ter tido irregularidades. Diante da denúncia, a Academia se prontificou a investigar se alguma norma da premiação não foi burlada. É expressamente proibido, por exemplo, que a produção de um filme entre em contato com membros da instituição para promover um artista ou um filme. Só que, no caso de “To Leslie”, a esposa do diretor Michael Morris, Mary McCormack, e outros integrantes da produção teriam entrado em contato com dezenas de estrelas influentes em Hollywood para pedir apoio. Edward Norton tuitou sobre “To Leslie”. Amy Adams e Charlize Theron realizaram exibições da obra para votantes da Academia. Gwenyth Paltrow e Jennifer Aninston colocaram o filme em suas redes sociais. Howard Stern mencionou no seu podcast. Casada com Morris desde 2003, Mary é bem conectada na indústria. E, ao invés de gastar milhões em campanha de publicidade ou eventos para chamar atenção dos eleitores da Academia para a obra, McCormack simplesmente acionou seus conhecidos através de e-mails e mensagens pedindo para as pessoas assistirem ao filme. Se elas gostassem, então poderiam divulgá-lo. Mas é justo dizer que Norton, Adams e companhia fizeram bem mais que isso. A Academia agora irá investigar a questão. Uma reunião está marcada para a próxima terça-feira (31/1), para decidir se a produção do filme infringiu as regras e contatou membros da Academia diretamente para promover a atuação de Risenborough. Para se ter noção, a Academia tem inúmeras regras que precisam ser seguidas para a campanha dos candidatos ao Oscar, inclusive sobre o que pode ser enviado por e-mail e qual tipo de e-mail é permitido. Até a quantidade de comida e bebida em eventos é controlada. Agora, com a repercussão do caso, a Academia deve focar toda a sua atenção para verificar em detalhes a campanha de “To Leslie”. Há muitas questões a serem avaliadas, mas, por enquanto, Andrea Riseborough ainda está na disputa pelo seu primeiro o Oscar. É importante lembrar que a derrocada do Globo de Ouro aconteceu justamente pela falta de transparência na avaliação dos filmes e pela cultura ferrenha de lobby entre os votantes da Associação de Críticos, o que fatalmente influenciava no resultado final da premiação. Com a indicação de Andrea, nomes de peso como Viola Davis e Danielle Deadwyler, ambas atrizes negras, ficaram de fora do Oscar, apesar de seus elogiados trabalhos no filmes “A Mulher Rei” e “Till”, respectivamente. O que aumentou – ainda mais – o burburinho em torno de Andrea e sua inesperada indicação.











