Caio Blat revê postura após considerar assédio de José Mayer “brincadeira”
O ator Caio Blat tentou se explicar nas redes sociais, após a reação negativa causada por sua defesa de José Mayer, acusado de assédio por uma figurinista da Globo. A rejeição veio após ele tentar minimizar a situação do companheiro de emissora, dizendo não achar “certa” a decisão da Globo de afastar Mayer por tempo indefinido, elogiar o pedido de desculpas do ator e chamar o assédio de “uma brincadeira fora de tom”. Bastou para ser hostilizado. “Gostaria de deixar claro que sou totalmente contra qualquer tipo de assédio e provocação machista, e que apoio e admiro o movimento corajoso das mulheres contra essa covardia. Diferente do que alguns veículos publicaram, distorcendo minha declaração, jamais defendi ou relativizei a violência de uma assédio, apenas elogiei a capacidade de um acusado de se desculpar a assumir seu erro publicamente, que é a única atitude cabível. Espero que esse movimento traga uma nova consciência sobre os resquícios de machismo que ainda existem na nossa sociedade, e que ninguém mais seja constrangido em seu local de trabalho ou em qualquer ambiente”, disse o ator ao lado da imagem de uma obra de Barbara Kruger. A artista norte-americana Barbara Kruger é conhecida por trabalhos que questionam temas como o machismo em campanhas de publicidade. A imagem exibe a frase “Your body is a battleground” (“o seu corpo é um campo de batalha”, em português). Mulheres criticaram o ator na postagem. “Não cabe elogios ao Zé por ter assumido. Foi O MÍNIMO. E vc, casado com uma mulher inteligentíssima, ainda reproduz posições machistas como achar que assédio é uma brincadeira fora do tom”, disse uma seguidora. Blat chegou a ser questionado sobre o que pensaria se a situação tivesse ocorrido com a sua esposa, a também atriz Maria Ribeiro, e afirmou que isso faz parte da cultura e hierarquia. “A Maria passa por isso diversas vezes, me conta. Ainda faz parte da nossa cultura. Ainda mais quando existe uma relação hierárquica. Existe essa tomada de consciência e a mobilização de hoje foi importante. Uma brincadeira que talvez as pessoas estejam acostumadas porque sempre foi assim. A campanha foi muito legal, todo mundo se engajando. Existe essa questão de outras gerações”, completou. A denúncia da figurinista foi feita através de uma postagem num blog do jornal Folha de S.Paulo, em 31 de março, onde a profissional de 28 anos relatou a situação, que começou há oito meses, nos bastidores da novela “A Lei do Amor”. No primeiro momento, José Mayer negou as acusações, mas depois admitiu ter cometido o assédio e foi afastado pela Globo por tempo indeterminado. Gostaria de deixar claro que sou totalmente contra qualquer tipo de assédio e provocação machista, e que apóio e admiro o movimento corajoso das mulheres contra essa covardia. Diferente do que alguns veículos publicaram, distorcendo minha declaração, jamais defendi ou relativizei a violência de uma assédio , apenas elogiei a capacidade de um acusado de se desculpar a assumir seu erro publicamente, que é a única atitude cabível. Espero que esse movimento traga uma nova consciência sobre os resquícios de machismo que ainda existem na nossa sociedade, e que ninguem mais seja constrangido em seu local de trabalho ou em qualquer ambiente. Arte de Barbara Kruger. Uma publicação compartilhada por Caio Blat (@caio_blat) em Abr 5, 2017 às 8:29 PDT
Atores da Globo são criticados nas redes sociais por defenderem José Mayer
Após a manifestação de atrizes e funcionárias da Globo contra o assédio sofrido pela figurinista Su Tonani, na última terça-feira (4/3), Caio Blat e Thiago Rodrigues resolveram defender o ator José Mayer e foram criticados nas redes sociais. A declaração mais polêmica veio de Caio Blat, que afirmou ao site Glamurama não achar “certa” a decisão da Globo de afastar o ator por tempo indefinido. “José Mayer é uma pessoa que a gente conhece. A declaração que ele deu hoje foi brilhante. A forma como ele se colocou foi perfeita. Ele não representa ameaça a ninguém. Fez uma brincadeira fora de tom, e na presença de outras pessoas. Não houve intimidação”. Bastou para Blat se tornar alvo de críticas. Em seu Instagram, vários internautas deixaram comentários afirmando que “assédio não é brincadeira”. Até sua mulher, a atriz Maria Riberio, foi cobrada no Twitter, fazendo-a se posicionar. “Estou do lado da Su, estou com as mulheres”, ela respondeu. O ator Thiago Rodrigues também foi criticado por reclamar da repercussão do caso. “Eu conheço o Zé. Eu gosto dele. Posso te garantir que ele está mal com tudo isso. Que ele pague se tiver que pagar. Apenas sou contra crucificação e ódio”, afirmou ele, nas redes sociais. Já a atriz Marcella Rica, que contracenou com Mayer em “A Lei do Amor”, disse que apoia o movimento “Mexeu com uma, mexeu com todas”, mas foi criticada por elogiar a resposta de Mayer à polêmica. “Fiquei muito triste quando soube de tudo, mas hoje lendo a carta do Zé e vendo toda essa manifestação latente, com tanta gente lutando por algo tão importante e fundamental, eu achei bonito. Não o que aconteceu, claro! Sou do time #MexeuComUmaMexeuComTodas, sempre. Mas o ato de reconhecer, se desculpar e buscar essa mudança. Que todos os muitos, que por pura cultura e costume, invadem e assediam – mesmo que através de leves piadas – em qualquer tipo de ambiente, comecem também a repensar e a lutar contra essa postura já natural. Que natural seja sempre o respeito. Obrigada, Su, pela coragem. E obrigada Zé, pela carta. Que ela provoque ainda mais mudanças”.
Figurinista assediada por José Mayer publica desabafo chocante
A figurinista Su Tonani, da TV Globo, publicou um desabafo chocante sobre o assédio sexual que sofreu em seu ambiente de trabalho, realizado repetidamente pelo ator José Mayer. A ação continuada e cada vez mais grave causou a suspensão do ator, por tempo indeterminado, das produções da emissora. A denúncia foi feita no blog #Agoraéquesãoelas, do jornal Folha de S.Paulo, na última sexta-feira (31/3), e chegou a ser tirada do ar, por conta da gravidade das acusações. Logo depois, foi republicado, com a resposta do ator. Na terça-feira (4/3), após ser afastado da emissora, Mayer admitiu o erro, através de uma carta aberta. “Eu errei. Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava. A atitude correta é pedir desculpas. Mas isso só não basta. É preciso um reconhecimento público que faço agora”, ele disse em um trecho do texto. Abaixo, confira íntegra do texto feito pela figurinista, que recebeu o apoio de diversas colegas de emissora – entre elas, atrizes e apresentadoras que já contracenaram com Mayer – , cuja pressão ajudou a levar a Globo a afastar o ator. “Eu, Susllem Meneguzzi Tonani, fui assediada por José Mayer Drumond. Tenho 28 anos, sou uma mulher branca, bonita, alta. Há cinco anos vim morar no Rio de Janeiro, em busca do meu sonho: ser figurinista. Qual mulher nunca levou uma cantada? Qual mulher nunca foi oprimida a rotular a violência do assédio como “brincadeira”? A primeira “brincadeira” de José Mayer Drumond comigo foi há 8 meses. Ele era protagonista da primeira novela em que eu trabalhava como figurinista assistente. E essa história de violência se iniciou com o simples: “como você é bonita”. Trabalhando de segunda a sábado, lidar com José Mayer era rotineiro. E com ele vinham seus “elogios”. Do “como você se veste bem”, logo eu estava ouvindo: “como a sua cintura é fina”, “fico olhando a sua bundinha e imaginando seu peitinho”, “você nunca vai dar para mim?”. Quantas vezes tivemos e teremos que nos sentir despidas pelo olhar de um homem, e ainda assim – ou por isso mesmo – sentir medo de gritar e parecer loucas? Quantas vezes teremos que ouvir, inclusive de outras mulheres: “ai que exagero! Foi só uma piada”. Quantas vezes vamos deixar passar, constrangidas e enojadas, essas ações machistas, elitistas, sexistas e maldosas? Foram meses envergonhada, sem graça, de sorrisos encabulados. Disse a ele, com palavras exatas e claras, que não queria, que ele não podia me tocar, que se ele me encostasse a mão eu iria ao RH. Foram meses saindo de perto. Uma vez lhe disse: “você é mais velho que o meu pai. Você tem uma filha da minha idade. Você gostaria que alguém tratasse assim a sua filha?” A opressão é aquela que nos engana e naturaliza o absurdo. Transforma tudo em aceitável, em tolerável, em normal. A vaidade é aquela que faz o outro crer na falta de limite, no estrelato, no poder e na impunidade. Quantas vezes teremos que pedir para não sermos sexualizadas em nosso local de trabalho? Até quando teremos que ir às ruas, ao departamento de RH ou à ouvidoria pedir respeito? Em fevereiro de 2017, dentro do camarim da empresa, na presença de outras duas mulheres, esse ator, branco, rico, de 67 anos, que fez fama como garanhão, colocou a mão esquerda na minha genitália. Sim, ele colocou a mão na minha buceta e ainda disse que esse era seu desejo antigo. Elas? Elas, que poderiam estar no meu lugar, não ficaram constrangidas. Chegaram até a rir de sua “piada”. Eu? Eu me vi só, desprotegida, encurralada, ridicularizada, inferiorizada, invisível. Senti desespero, nojo, arrependimento de estar ali. Não havia cumplicidade, sororidade. Mas segui na engrenagem, no mecanismo subserviente. Nos próximos dias, fui trabalhar rezando para não encontrá-lo. Tentando driblar sua presença para poder seguir. O trabalho dos meus sonhos tinha virado um pesadelo. E para me segurar eu imaginava que, depois da mão na buceta, nada de pior poderia acontecer. Aquilo já era de longe a coisa mais distante da sanidade que eu tinha vivido. Até que nos vimos, ele e eu, num set de filmagem com 30 pessoas. Ele no centro, sob os refletores, no cenário, câmeras apontadas para si, prestes a dizer seu texto de protagonista. Neste momento, sem medo, ameaçou me tocar novamente se eu continuasse a não falar com ele. E eu não silenciei. “VACA”, ele gritou. Para quem quisesse ouvir. Não teve medo. E por que teria, mesmo? Chega. Acusei o santo, o milagre e a igreja. Procurei quem me colocou ali. Fui ao RH. Liguei para a ouvidoria. Fui ao departamento que cuida dos atores. Acessei todas as pessoas, todas as instâncias, contei sobre o assédio moral e sexual que há meses eu vinha sofrendo. Contei que tudo escalou e eu não conseguia encontrar mais motivos, forças para estar ali. A empresa reconheceu a gravidade do acontecimento e prometeu tomar as medidas necessárias. Me pergunto: quais serão as medidas? Que lei fará justiça e irá reger a punição? Que me protegerá e como? Sinto no peito uma culpa imensa por não ter tomado medidas sérias e árduas antes, sinto um arrependimento violento por ter me calado, me odeio por todas as vezes em que, constrangida, lidei com o assédio com um sorriso amarelo. E, principalmente, me sinto oprimida por não ter gritado só porque estava em meu local de trabalho. Dá medo, sabia? Porque a gente acha que o ator renomado, 30 e tantos papéis, garanhão da ficção com contrato assinado, vai seguir impassível, porque assim lhe permitem, produto de ouro, prata da casa. E eu, engrenagem, mulher, paga por obra, sou quem leva a fama de oportunista. E se acharem que eu dei mole? Será que vão me contratar outra vez? Tenho de repetir o mantra: a culpa não foi minha. A culpa nunca é da vítima. E me sentiria eternamente culpada se não falasse. Precisamos falar. Precisamos mudar a engrenagem. Não quero mais ser encurralada, não quero mais me sentir inferior, não quero me sentir mais bicho e muito menos uma “vaca”. Não quero ser invisível se não estiver atendendo aos desejos de um homem. Falo em meu nome e acuso o nome dele para que fique claro, que não haja dúvidas. Para que não seja mais fofoca. Que entendam que é abusivo, é antigo, não é brincadeira, é coronelismo, é machismo, é errado. É crime. Entendam que não irei me calar e me afastar por medo. Digo isso a ele e a todos e todas que, como ele, homem ou mulher, pensem diferente. Que entendam que não passarão. E o que o meu assédio não vai ser embrulho de peixe. Vai é embrulhar o estômago de todos vocês por muito, muito tempo.”
José Mayer é suspenso da Globo após atrizes se unirem em protesto contra assédio
A denúncia de assédio de uma figurinista da Globo, durante as gravações de “A Lei do Amor”, levou ao afastamento do ator José Mayer das próximas produções da emissora por tempo indeterminado. O caso veio à tona em relato de Susllen Tonani a um blog do jornal Folha de S. Paulo na semana passada. E, a princípio, a rede de TV soltou comunicado afirmando que iria apurar. Aguinaldo Silva chegou a confirmar o ator em sua próxima novela, “até segunda ordem”. Porém, atrizes da Globo se uniram em protesto, vestindo a camisa da rebelião. Literalmente. Uma camiseta branca, com os dizeres “Mexeu com uma, mexeu com todas” passou a ser usada por estrelas como Taís Araújo, Fernanda Lima, Tainá Müller, Bruna Marquezine, Fátima Bernardes, Sophie Charlotte, Drica Moraes, Tatá Werneck, Alice Wegmann, Bruna Linzmeyer, Luisa Arraes, Carla Salle, Julia Rabello e Cissa Guimarães, repercutindo uma campanha na web contra o assédio sexual. A hashtag #ChegadeAssédio também apareceu em posts de diversas outras atrizes da emissora. Como consequência, a Globo se solidarizou com o protesto e José Mayer, que vinha negando assédio, acabou confessando e pedindo desculpas. Leia abaixo a íntegra dos comunicados da emissora e do ator. “Em relação à denúncia de assédio envolvendo o ator José Mayer e a figurinista Susllen Tonani, a Globo reafirma o teor da nota divulgada na última sexta-feira, quando afirmou que o caso foi apurado e que as devidas providências estavam sendo tomadas. Naquela nota, a emissora enfatizou que repudia toda e qualquer forma de desrespeito, violência ou preconceito. E que zela para que as relações entre funcionários e colaboradores se deem em um ambiente de harmonia, de acordo com o Código de Ética e Conduta do Grupo Globo. Esta convicção da Globo foi reafirmada para um grupo de atrizes, diretoras e produtoras, reunidas no domingo à noite, quando a emissora informou que, apurado o caso, tomou a decisão de suspender o ator José Mayer de produções futuras dos Estúdios Globo por tempo indeterminado. O ator foi notificado na segunda-feira dessa decisão. Sobre a iniciativa de funcionários, colaboradores e executivos de usar hoje camisetas com os dizeres ‘Mexeu com uma, Mexeu com todas’, a Globo se solidariza com a manifestação, que expressa os valores da empresa. O ator José Mayer, de enorme talento e com grandes serviços prestados à Globo e às artes brasileiras, certamente terá oportunidade de expressar seus sentimentos em relação ao triste episódio e esclarecer que atitudes pretende tomar. A Globo lamenta que Susllen Tonani tenha vivido essa situação inaceitável num ambiente que a emissora se esforça cotidianamente para que seja de absoluto respeito e profissionalismo. E, por essa razão, pede a ela sinceras desculpas.” A carta de José Mayer: “Eu errei. Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava. A atitude correta é pedir desculpas. Mas isso só não basta. É preciso um reconhecimento público que faço agora. Mesmo não tendo tido a intenção de ofender, agredir ou desrespeitar, admito que minhas brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito com que devo tratar minhas colegas. Sou responsável pelo que faço. Tenho amigas, tenho mulher e filha, e asseguro que de forma alguma tenho a intenção de tratar qualquer mulher com desrespeito; não me sinto superior a ninguém, não sou. Tristemente, sou sim fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas. Não podem. Não são. Aprendi nos últimos dias o que levei 60 anos sem aprender. O mundo mudou. E isso é bom. Eu preciso e quero mudar junto com ele. Este é o meu exercício. Este é o meu compromisso. Isso é o que eu aprendi. A única coisa que posso pedir a Susllen, às minhas colegas e a toda a sociedade é o entendimento deste meu movimento de mudança. Espero que este meu reconhecimento público sirva para alertar a tantas pessoas da mesma geração que eu, aos que pensavam da mesma forma que eu, aos que agiam da mesma forma que eu, que os leve a refletir e os incentive também a mudar. Eu estou vivendo a dolorosa necessidade desta mudança. Dolorosa, mas necessária. O que posso assegurar é que o José Mayer, homem, ator, pai, filho, marido, colega que surge hoje é, sem dúvida, muito melhor”.
Justiça americana se recusa a encerrar processo de 40 anos sem a prisão de Polanski
O cineasta Roman Polanski não conseguiu encerrar o caso em que é acusado de estupro de uma adolescente de 13 anos, cometido na década de 1970. A Justiça de Los Angeles negou, na segunda-feira (3/4), o pedido do cineasta para ter garantias de que não seria preso caso fosse ao país espontaneamente dar seu depoimento, reforçando que ele é considerado foragido. Em uma decisão de 13 páginas, o juiz Scott Gordon, do Tribunal Superior, declarou que Polanski “não pode se aproveitar do tribunal ao mesmo tempo em que o desacata”. Cidadão francês, o diretor de 83 anos passou 48 dias na prisão após fazer um acordo com a promotoria há 40 anos, mas ao receber a informação de que o juiz poderia mudar de ideia e condená-lo a 50 anos de prisão, ele aproveitou a liberdade condicional para fugir para a França, onde vive desde então. Durante uma audiência em março, o advogado de Polanski, Harland Braun, pediu ao juiz decidir se o diretor já havia cumprido sua pena. Em petição, demandou uma transcrição secreta do depoimento do promotor no caso original. Braun acredita que o testemunho, que tinha se tornado secreto, apóia a afirmação de Polanski de que ele fechou um acordo para ficar 48 dias preso em 1977. Deste modo, teria sido sentenciado e cumprido a pena. Mas, após este período, o já falecido juiz Laurence Rittenband alegadamente renegou o acordo e disse aos promotores que tinha decidido manter Polanski preso por até 50 anos. Foi apenas após esse desdobramento que Polanski fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado por conta de sua cidadania. E assim continuou filmando e conquistando reconhecimentos da indústria cinematográfica. Chegou até a vencer o Oscar nos EUA, por seu trabalho em “O Pianista” (2002). Só que o caso de quatro décadas não foi esquecido pela justiça americana, que, em 2009, conseguiu convencer a Suíça a prendê-lo, quando ele desembarcou no país a caminho do Festival de Zurique. Polanski passou 334 dias sob custódia na Suíça, enquanto as autoridades dos EUA tentavam extraditá-lo. Entretanto, o caso repercutiu negativamente e, com o apoio da comunidade artística, Polanski lutou contra a extradição e ganhou, voltando para sua casa na França. Logo em seguida, foi premiado como Melhor Diretor no Festival de Berlim por “O Escritor Fantasma” (2010). Há quase dois anos, os Estados Unidos voltaram a solicitar a extradição de Polanski da justiça polonesa, depois de ele ter aparecido em Varsóvia, em 2014, planejando rodar um longa no país. Um tribunal distrital da cidade de Cracóvia, onde Polanski tem um apartamento, rejeitou o pedido em novembro de 2015. E, após o procurador-geral da Polônia pedir a anulação desse julgamento, argumentando que ser uma celebridade ajudou Polanski a escapar da justiça, a Suprema Corte do país encerrou definitivamente o caso, dando reconhecimento aos argumentos do diretor. O juiz observou que Polanski “já tinha cumprido sua sentença”. E é este argumento que o advogado de Polanski estava usando para tentar dar um fim no caso nos EUA, incluindo no processo o acordo original do diretor com a promotoria do estado. Polanski foi acusado de drogar Samantha Geimer, durante uma sessão de fotos, antes de violentá-la na casa de um amigo em 1977, em Los Angeles. Ele confessou ter tido “relações sexuais ilegais” com uma menor, mas negou o estupro como parte do acordo e ficou 48 dias preso em uma penitenciária do estado da Califórnia, antes de ser libertado. Em 2013, Samantha Geimer publicou um livro contando sua história, intitulado “A Menina”.
Preacher pega a estrada no trailer da 2ª temporada
O canal pago americano AMC divulgou o trailer da 2ª temporada de “Preacher”, que mostra os protagonistas na estrada, cercados pela polícia e caçados por um cowboy do inferno (chamado de o Santo dos Assassinos nos quadrinhos), ao som do sucesso folk “Come On Eileen”, clássico da banda Dexy’s Midnight Runners. A série é baseada nos quadrinhos homônimos da Vertigo (subdivisão adulta da DC Comics) criados por Garth Ennis e Steve Dillon, e foi desenvolvida pelo roteirista Sam Catlin (série “Breaking Bad”) em parceria com a dupla Evan Goldberg e Seth Rogen (“A Entrevista”). A trama gira em torno do pastor Jesse Cutler (Dominic Cooper), que, após ser atingido por uma entidade sobrenatural, adquire o poder da Palavra de Deus, que é a capacidade de ser obedecido por todos. Isto também o torna alvo de burocratas violentos do Céu. Em busca de respostas, Jesse se junta ao vampiro bêbado Cassidy (Joseph Gilgun) e a sua ex-namorada pistoleira Tulip (Ruth Negga). Mas enquanto a trama dos quadrinhos conduzia o trio numa jornada que cruzava o interior dos EUA em busca de Deus, a série passou quase toda sua temporada inaugural na cidadezinha do pastor, para iniciar esta jornada apenas agora, na 2ª temporada. Com 13 episódios, a 2ª temporada vai estrear em 19 de junho nos EUA.
Vin Diesel e Dwayne Johnson estariam brigados desde as filmagens de Velozes e Furiosos 8
A briga entre Vin Diesel e Dwayne “The Rock” Johnson durante as filmagens de “Velozes e Furiosos 8” foi para valer ou não passou de marketing para promover o filme, já que os dois aparecem brigados na nova produção? Afinal, o estúdio diz que os dois “fizeram as pazes”. Mas pessoas próximas à produção alegaram ao site The Hollywood Reporter que eles estão sendo enviados para eventos em países distintos. “Eles estão deixando os dois separados sempre que possível”, disse uma fonte à publicação. Na terça-feira (29/3), eles estiveram em Las Vegas em um mesmo evento, mas com 12 horas de diferença para divulgar o filme. Nunca ficou muito claro porque a briga teria acontecido. Na reta final das filmagens, Johnson desabafou no Instagram sobre os bastidores tensos: “Alguns se comportam como homens e profissionais de verdade, outros não. Os que não, são muito covardes para dizer algo a respeito, de toda forma. Bunda-moles”, escreveu, desaforado, lembrando seus dias de luta-livre, quando “candy ass” (bunda-mole) era uma de suas expressões favoritas para atacar seus adversários. “Quando vocês assistirem ao filme no próximo mês de abril e parecer que não estou atuando em algumas cenas e que meu sangue está literalmente fervendo – vocês estarão certos. No final das contas, ficará ótimo no filme e encaixará muito bem neste personagem Hobbs que adentrou meu DNA”, completou. Depois disso, Johnson ainda se “esqueceu” de citar Vin Diesel, astro e produtor da franquia, num post sobre o encerramento da produção, no qual citou nominalmente o estúdio Universal, o diretor F. Gary Gray e os atores Scott Eastwood, Nathalie Emmanuel e Tyrese Gibson. O longa chega nos cinemas brasileiros no dia 13 de abril.
Academia vai manter empresa responsável por confusão no Oscar 2017
O conselho da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos decidiu manter os serviços da empresa de contabilidade e auditoria PwC (PricewaterhouseCoopers), que foi responsável pela maior gafe da história do Oscar: a troca de envelopes que resultou no anúncio do vencedor errado como Melhor Filme na cerimônia de 2017. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, o conselho se reuniu na noite de terça-feira (28/3), em Beverly Hills, por seis horas para tomar sua decisão. Na ocasião, o presidente da divisão americana da PwC, Tim Ryan, se desculpou novamente pela confusão, em nome dos consultores Brian Cullinan e Martha Ruiz, que estavam no palco da festa e foram os responsáveis diretos pelo erro. Em um email enviado aos membros da Academia nesta quarta-feira, a presidente Cheryl Boone Isaacs lembrou que a empresa está a 83 anos a serviço do Oscar e que apresentou propostas de melhoria na segurança e nos protocolos da operação para as próximas cerimônias. “Por isso, o conselho decidiu continuar o trabalho com a PwC.” A decisão não agradou a todos os membros. A diretora executiva da Academia, Dawn Hudson, afirmou que descobriu que Cullinan havia usado seu celular ao trabalhar em cerimônias de anos anteriores e o orientou a não fazer a mesma coisa neste ano. Ele a desobedeceu e publicou várias fotos da festa de 2017, uma delas, inclusive, de Emma Stone, poucos minutos antes de entregar o envelope errado aos apresentadores. Brian Cullinan e Martha Ruiz não voltarão ao Oscar. Entre as novas medidas de segurança prometidas pela PwC, estão a volta de Rick Rosas para a entrega dos envelopes – ele teve essa função entre 2002 e 2013 – e o próprio presidente Tim Ryan servirá como supervisor de todo o trabalho. Além disso, um terceiro consultor da empresa vai ficar na sala de controle da cerimônia para garantir que, caso haja algum erro nas festas futuras, ele seja corrigido mais rapidamente.
Pôster do Festival de Cannes 2017 homenageia Claudia Cardinale e cria polêmica
A atriz italiana Claudia Cardinale é a homenageada deste ano no pôster oficial do Festival de Cannes. Ela aparece jovem, descalça, sorridente e dançante no pôster do evento, que comemora 70 anos em 2017. Mas o tratamento da imagem acabou criando uma polêmica. O jornalista francês David Honnorat acusou o festival de afinar as pernas e a cintura da estrela no Photoshop, alterando – blasfêmia! – sua beleza voluptuosa para um padrão mais próximo da magreza das modelos atuais. As diferenças entre a imagem original e a arte são bastante claras, como pode ser visto abaixo. Procurada pela imprensa, a agência Bronx, responsável pelo cartaz, e a organização do Festival de Cannes ainda não se manifestaram sobre o assunto. Em comunicado, a atriz se disse orgulhosa por ter sido escolhida para ilustrar o pôster da edição de 70 anos do festival. “Estou honrada e orgulhosa por estar segurando a bandeira para o 70º Festival de Cannes. E encantada com a escolha da foto. É a imagem que eu mesma tenho do festival, um evento que ilumina tudo ao seu redor. Essa dança nos telhados de Roma aconteceu em 1959. Ninguém lembra o nome do fotógrafo… Eu também esqueci”, disse Cardinale, em comunicado à imprensa. “Essa foto me faz lembrar das minhas origens, e de um tempo em que eu nunca tinha sonhado em subir os degraus da sala de cinema mais famosa do mundo. Feliz aniversário!”, ela desejou ao festival. Ícone do cinema italiano, Cardinale iniciou sua carreira em 1958 e emprestou seu talento e beleza para grandes clássicos do cinema, como “Oito e Meio” (1963), de Federico Fellini, “O Leopardo” (1963), de Luchino Visconti, “A Pantera Cor-de-Rosa” (1963), de Blake Edwards, “Era Uma Vez no Oeste” (1968), de Sergio Leone, e “Fitzcarraldo” (1982), de Werner Herzog. Atualmente com 78 anos, ela segue atuando e está prestes a participar de duas produções italianas em 2017: “Niente di Serio” e “Piccolina Bella”. A 70ª edição do Festival Cannes, que terá o espanhol Pedro Almodóvar como presidente do júri, vai acontecer entre os dias 17 e 28 de maio.
Trailer da continuação de Uma Verdade Inconveniente denuncia terrorismo ambiental de Donald Trump
No dia em que Donald Trump assinou resoluções voltadas a retroceder a política ambiental norte-americana, estimulando a emissão de gases estufas por usinas de carvão, a Paramount divulgou o primeiro trailer completo da continuação do premiado documentário “Uma Verdade Inconveniente”, vencedor do Oscar 2007 de sua categoria. A prévia vai na jugular daqueles que, como Trump, consideram um exagero a teoria do aquecimento global, mostrando como a situação se agravou nos dez anos que se passaram desde o primeiro filme e como o mundo vem se unindo para impedir uma catástrofe em escala global. Não por acaso, a primeira cena é um discurso do atual presidente dos EUA, em que ele faz troça do fenômeno. Mais adiante, Trump promete abandonar os esforços das Nações Unidas para impedir o aquecimento global, o que ganha tom de ameaça terrorista na edição do vídeo. Intitulado “An Inconvenient Sequel: Truth to Power”, a produção conta com direção de direção de Bonni Cohen (“The Rape of Europa”) e Jon Shenk (“The Island President”) e traz novamente o ex-vice presidente Al Gore como apresentador e produtor. Para quem não lembra, o longa original foi um marco na conscientização sobre o impacto da poluição na elevação da temperatura na Terra, ao registrar, junto de cientistas, as consequências do derretimento de blocos de gelo das calotas polares e do aumento progressivo do nível do mar. Entretanto, Trump não acredita em nada disso. Ele e Al Gore pertencem a partidos políticos rivais. Após abrir o Festival de Sundance 2017, o filme tem estreia marcada para 28 de julho nos EUA e ainda não possui previsão de lançamento no Brasil.
A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell ganha vídeo em 360 graus
A Paramount divulgou um pequeno video em 360 graus da cena de abertura de “A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell”. Com menos de um minuto, a prévia mostra a paisagem urbana, vista dos arranha-céus da cidade futurista da trama e termina ao chegar na Major, a personagem de Scarlett Johansson (“Os Vingadores”), no momento em que ela se prepara para pular do prédio. O filme é uma adaptação do mangá criado em 1989 por Masamune Shirow (também autor de “Appleseed”) e o cultuado anime (longa animado) feito em 1995 por Mamoru Oshii. Na trama, Scarlett surge com o mesmo visual do anime/mangá, mas os produtores batizaram seu papel de Major, sua patente, visando evitar muitas críticas à etnia da atriz, trazidas à tona em meio às queixas de embranquecimento de personagens orientais por Hollywood. O elenco ainda inclui o dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”) como o policial Batou, o lendário cineasta japonês Takeshi “Beat” Kitano (“Zatoichi”) como Daisuke Aramaki, o chefe da Seção 9, além de diversos atores orientais no elenco de apoio, como Rila Fukushima (“Wolverine – Imortal”), Kaori Momoi (“Memórias de uma Gueixa”), Yutaka Izumihara (“Invencível”) e Chin Han (“Contágio”). Com direção de Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador”), a estreia acontece em 30 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Trailer final de A Vigilante do Amanhã revela mistura de tramas do mangá e da série animada
A Paramount divulgou mais dois pôsteres e o trailer final de “A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell”. Para quem conhece a franquia, a nova prévia deixa mais claro que o filme será uma mistura de cenas do mangá criado em 1989 por Masamune Shirow (também autor de “Appleseed”) e também vistas no cultuado anime (longa animado) feito em 1995 por Mamoru Oshii, com a trama da série animada “Ghost in the Shell: Stand Alone Complex” (2002–2005). No filme, Scarlett Johansson (“Os Vingadores”) surge com o mesmo visual do anime/mangá, mas os produtores batizaram seu papel de Major, sua patente, visando evitar muitas críticas à etnia da atriz, trazidas à tona em meio às queixas de embranquecimento de personagens orientais por Hollywood. O elenco ainda inclui o dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”) como o policial Batou, o lendário cineasta japonês Takeshi “Beat” Kitano (“Zatoichi”) como Daisuke Aramaki, o chefe da Seção 9, a francesa Juliette Binoche (“Godzilla”) como uma cientistas, além de diversos atores orientais no elenco de apoio, como Rila Fukushima (“Wolverine – Imortal”), Kaori Momoi (“Memórias de uma Gueixa”), Yutaka Izumihara (“Invencível”) e Chin Han (“Contágio”). A estreia acontece em 30 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Veja 63 fotos em alta resolução de A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell
A Paramount divulgou 63 fotos em alta resolução de “A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell”. As imagens incluem todos os personagens e até bastidores das filmagens, com destaque para Scarlett Johansson (“Os Vingadores”), que dá vida à cenas extraídas do mangá criado em 1989 por Masamune Shirow (também autor de “Appleseed”) e também vistas no cultuado anime (longa animado) feito em 1995 por Mamoru Oshii, além de uma sequência que referencia a série animada “Ghost in the Shell: Stand Alone Complex” (2002–2005). Na trama, Scarlett surge com o mesmo visual do anime/mangá, mas os produtores batizaram seu papel de Major, sua patente, visando evitar muitas críticas à etnia da atriz, trazidas à tona em meio às queixas de embranquecimento de personagens orientais por Hollywood. O elenco ainda inclui o dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”) como o policial Batou, o lendário cineasta japonês Takeshi “Beat” Kitano (“Zatoichi”) como Daisuke Aramaki, o chefe da Seção 9, a francesa Juliette Binoche (“Godzilla”) como uma cientistas, além de diversos atores orientais no elenco de apoio, como Rila Fukushima (“Wolverine – Imortal”), Kaori Momoi (“Memórias de uma Gueixa”), Yutaka Izumihara (“Invencível”) e Chin Han (“Contágio”). A estreia acontece em 30 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Clique nas imagens abaixo para ampliá-las em tela inteira.












