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    Johnny Depp pode sair da franquia Animais Fantásticos

    4 de maio de 2019 /

    Segundo o site The Blast, Johnny Depp não deve repetir o papel de Gellert Grindelwald no terceiro filme da franquia “Animais Fantásticos”. Uma fonte próxima ao ator revelou ao site que ele ainda não foi procurado pela Warner para atuar no novo filme do spin-off de “Harry Potter”. Depp teria um acordo para cinco filmes de “Animais Fantásticos”, mas, assim como o restante do elenco, precisa assinar com o estúdio antes de cada filme. Alguns executivos da Warner estariam em campanha para que ele deixasse a franquia por conta da grande negatividade ligada a seu nome. Ele próprio tratou de ampliar o problema ao processar sua ex-mulher, Amber Heard, devido à alegações de violência doméstica, o que devolveu à mídia um assunto aparentemente encerrado com seu divórcio. Claro que a falta de um contrato, a esta altura, não significa muita coisa. A produção do terceiro “Animais Fantásticos” só deve começar nos primeiros meses de 2020. O filme foi adiado pela Warner, após o fraco desempenho de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” nas bilheterias. O segundo longa da franquia se tornou o menos lucrativo de todo o universo Potter, arrecadando US$ 653 milhões ao redor do mundo. Um dos motivos apontados para a performance abaixo do esperado foi o destaque dado a Depp, que vive o vilão do título. A escritora J.K. Rowling chegou a defender Depp publicamente na ocasião de sua escalação, o que lhe traria dificuldades para justificar qualquer mudança no papel. Oficialmente, o presidente da Warner, Toby Emmerich, disse em um comunicado que o espaçamento maior entre os lançamentos da franquia tinha o objetivo de “dar aos cineastas a chance de deixar sua arte fluir de verdade”. Detalhe: o ator Dan Fogler, intérprete de Jacob, revelou em entrevista que a história de “Animais Fantásticos 3” vai se passar no Brasil. O filme tem estreia marcada para novembro de 2021.

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    Editoras americanas não querem publicar novo livro de Woody Allen

    3 de maio de 2019 /

    Não foi apenas Hollywood que virou as costas para Woody Allen. A indústria editorial, que já faturou muito com os livros do diretor, também. Uma reportagem do jornal New York Times revelou que Allen tentou vender um livro de memórias e foi rejeitado por pelo menos quatro grandes editoras. A rejeição é resultado da campanha de sua filha Dylan Farrow, que aproveitou o movimento #MeToo para desenterrar acusações contra o cineasta. Ela afirma ter sido molestada quando criança por Allen, há cerca de três décadas. Allen nega tudo e acusa sua ex, Mia Farrow, de lavagem cerebral. Outro de seus filhos, Moses Farrow, confirma a defesa do diretor, que não foi condenado quando o caso foi levado tribunal em 1990, durante a disputa da guarda das crianças, e nunca foi acusado de abuso por nenhuma atriz com quem trabalhou ao longo de meio século de carreira. Mas nada disso faz diferença para a opinião pública. Dylan prometeu, em entrevista televisiva, que iria acabar com a carreira de Woody Allen. E cumpriu. Antes de sua campanha, as memórias do diretor desencadeariam uma guerra de ofertas entre editoras rivais, considerando sua importância cultural. Agora, porém, o New York Times ouviu de executivos de várias editoras, na condição de anonimato, que não publicariam qualquer livro de Allen por causa da publicidade negativa que o lançamento poderia gerar. Alguns editores até se recusaram a receber o material, que aparentemente consistia em um manuscrito completo, oferecido por um agente do diretor. Chamaram Woody Allen de “tóxico”. O agente de longa data de Allen, John Burnham, da ICM Partners, se recusou a comentar, além de dizer: “Nos 30 anos que trabalho com Woody, o mantra sobre qualquer coisa é: ‘não posso discutir seus negócios'”. A rejeição marca um novo golpe na carreira de Allen, que atualmente está envolvido em uma batalha judicial com a Amazon. A empresa descumpriu o contrato que previa a produção de quatro filmes do diretor e mantém o último trabalho, “A Rainy Day in New York”, sem previsão de lançamento. Allen processou a empresa, pedindo pelo menos US$ 68 milhões. A Amazon contra-atacou citando comentários inadequados de Allen sobre o movimento #MeToo, junto com declarações públicas de vários atores que disseram que lamentavam trabalhar com ele como prova de que seria impossível lucrar com seus filmes. O clima só não é de fim de carreira porque há planos para a realização de um novo filme na Espanha, onde Allen rodou com sucesso “Vicky Cristina Barcelona”. Ele fechou acordo com a produtora espanhola Mediapro, uma das maiores distribuidoras independentes da Europa. Mesmo diante disso, o cenário permanece sombrio para Allen nos Estados Unidos. “Pessoalmente, não vejo qualquer trabalho em seu futuro” disse Tim Gray, um dos editores da revista especializada Variety, para a reportagem do NYT. Mas ele acrescentou que acredita que a História será “mais gentil com Woody Allen do que o momento atual parece ser”. “Hollywood adora voltas por cima. Ingrid Bergman, Charlie Chaplin e Elizabeth Taylor foram denunciados no plenário do Congresso americano por problemas em suas vidas privadas, mas acabaram sendo recebidos de braços abertos por Hollywood e pelo público”, comparou.

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    Governo cobra R$ 2,2 milhões de Kleber Mendonça Filho

    3 de maio de 2019 /

    A Secretaria do Audiovisual publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (3/5) a notificação para que Kleber Mendonça Filho devolva R$ 2,2 milhões aos cofres públicos, referentes a irregularidades na captação do filme “O Som ao Redor” (2012). O prazo é de 30 dias. A publicação acontece após a Secretaria Especial da Cultura negar o último dos três recursos apresentado pelo cineasta. A cobrança se deve ao fato de “O Som ao Redor” ter excedido o limite de R$ 1,3 milhão de um edital destinado a produções de baixo orçamento. O filme acabou captando, no total, R$ 1,7 milhão, com R$ 410 mil provenientes de um edital do Governo de Pernambuco. Mendonça Filho argumentou que o segundo valor é estadual e não federal, mas o edital original não fazia essa distinção. O valor que precisa ser devolvido saltou para R$ 2,2 milhões por causa de juros e atualização monetária. Mas este ainda não é o final da questão. Os advogados do diretor pretendem recorrer ao Tribunal de Contas da União. O mesmo TCU que paralisou o investimento da Ancine em novos filmes e séries, justamente por problemas na prestação de contas. Caso também perca nesta esfera e não pague o valor solicitado, a produtora do cineasta, Cinemascópio, ficará proibida de participar de novos editais e programas de incentivos ligados ao Ministério da Cidadania, que absorveu as atividades do finado Ministério da Cultura (MinC). A cobrança começou a ser feita em março de 2018 ainda pelo MinC. A continuidade do processo agora coincide com a política de “desestatização” cultural do governo Bolsonaro e um cenário de terra devastada para a produção cinematográfica nacional. Também coincide com seleção do novo filme de Kleber Mendonça Filho, “Bacurau”, para disputar a Palma de Ouro no Festival de Cannes 2019, que vai acontecer de 14 a 25 de maio na França.

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  • Série

    Empire é renovada para 6ª temporada sem Jussie Smollett

    30 de abril de 2019 /

    A rede americana Fox renovou “Empire” para sua 6ª temporada, mas sem um de seus principais integrantes. O ator Jussie Smollett, intérprete de Jamal Lyon, não tem retorno previsto para os próximos episódios da atração. Smollett se envolveu num escândalo e chegou a ser preso por suspeita de forjar o ataque homofóbico e racista que sofreu em 29 de janeiro. Graças a um acordo com a promotoria e problemas nas evidências materiais, ele se livrou de ir a julgamento. Mas embora mantenha sua versão e jure ser inocente, a polêmica foi grande o suficiente para inspirar dúvidas nos mais crentes. Assim, seu personagem em “Empire” ganhou um final feliz antecipado, via casamento com Kai (Toby Onwumere) e viagem de lua de mel, com possível mudança para Londres. A Fox revelou que fechou um acordo com o ator para estender seu contrato para a 6ª temporada, reservando o direito de incluí-lo novamente na série caso seja necessário ou possível, mas, no momento, não há planos para exercer essa prioridade. O acordo foi feito após os colegas de Smollett assinarem uma carta aberta pedindo aos executivos do estúdio e da rede que mantivessem o ator no programa. “Temos que nos unir como família. Uma família existe nos bons e maus momentos. Ela pode filtrar o barulho e a confusão para entender que há uma pessoa no centro de tudo isso que não merece mais do que seguir em frente com sua vida”, diz o texto com assinatura coletiva. “Entendemos que esta série é um negócio. E esse negócio também é importante para nós. Estamos confiantes de que nossos fãs receberão nosso ‘Jamal’ de volta à família ‘Empire’ com tanto entusiasmo quanto nós.” Apesar da confusão do ator, a produção nunca correu risco de ser cancelada. “Empire” é atualmente a segunda série mais vista da Fox, atrás apenas de “9-1-1”, com média de 2,1 pontos entre adultos de 18 a 49 anos e cerca de 6,6 milhões de telespectadores ao vivo.

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  • Série

    Trailer da 2ª temporada de O Mecanismo foca impeachment de Dilma

    29 de abril de 2019 /

    A Netflix divulgou o pôster e o trailer da 2ª temporada de “O Mecanismo”, série baseada na Operação Lava-Jato. A trama mostra a prisão de empreiteiros importantes e a traição política que levou ao impeachment de Dilma (chamada de Janete Ruscov na série), tirada da presidência numa tentativa de impedir os avanços da investigação de corrupção no governo federal. Mas, como no castelo de cartas montado pelo personagem de Selton Mello, quando um cai, caem todos os demais. A série estreou no ano passado e dividiu opiniões por conta da forma como optou por retratar os fatos da vida real. Grande parte da polêmica foi dedicada à decisão de atribuir ao personagem inspirado no ex-presidente Lula a frase “estancar a sangria”, dita por Romero Jucá em um áudio divulgado ao público em 2016. Ele se referia a esforços para deter os trabalhos da Operação Lava Jato. A ex-presidente Dilma Rousseff, inclusive, divulgou nota criticando a Netflix e, principalmente, o diretor José Padilha, produtor da série. Ela disse que, apesar de “O Mecanismo” se dizer “baseada em fatos reais”, o cineasta distorcia a realidade, propagava mentiras e praticava o “assassinato de reputações”. A estreia dos novos episódios foi marcada para 10 de maio. Data em que também devem ser emitidas novas notas de políticos bem conhecidos pelos brasileiros.

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  • Filme

    Críticia: O Mau Exemplo de Cameron Post denuncia a chamada “cura gay”

    21 de abril de 2019 /

    Quando a religião se opõe ao conhecimento científico e tem poder para agir neste sentido, muito sofrimento humano vem à tona. Não apenas no que se passou na Idade Média, nem em relação a Galileu Galilei. Mas hoje, no século 21 e na absurda ideia da chamada “cura gay”, assunto do filme “O Mau Exemplo de Cameron Post”. Tratamento ou cura só podem se referir a uma doença que, no caso, não existe. O desejo homossexual é legítimo e não constitui nenhum tipo de problema ou enfermidade. Até alguns anos atrás, ainda havia dúvidas ou reticências. Hoje, não. A medicina, a psicologia, as ciências humanas em geral, já se manifestaram de forma muito clara quanto a isso. Cito a Organização Mundial de Saúde e as instituições médicas mundo afora. Os órgãos normativos de psicologia no Brasil, os Conselhos Regionais e o Conselho Federal de Psicologia, condenam qualquer tipo de psicoterapia que tenha por objetivo transformar o desejo homossexual em heterossexual como charlatanismo e aplicam as devidas sanções aos profissionais que infringem a norma. No entanto, existem instituições religiosas que persistem nessa ideia, falando em pecado, ações do demônio e coisas desse tipo, altamente opressivas, ainda que apresentadas de forma delicada e com aparente boa intenção. Acontece que é um grande equívoco – é algo inadequado, inútil e cruel, que só reforça o preconceito social e o sentimento de autorrejeição nos sujeitos elegíveis para esse gênero de tratamento. O filme, dirigido por Desiree Akhavan, baseia-se no romance de inspiração autobiográfica de Emily M. Danforth, que trata daquelas jornadas de descobertas da sexualidade das meninas adolescentes, numa pequena cidade interior dos Estados Unidos, em torno dos 12, 13 anos de idade. A busca inocente de um beijo e de um toque em outra menina, sem muito clareza do que isso significa, acende um desejo ainda indefinido, mas capaz de carregar culpa frente ao modo como a sociedade age nesse assunto. Algo que ocorre para a jovem Cameron (Chloë Grace Moritz) em meio a uma grande tragédia familiar, a perda dos pais num acidente terrível na cidade. O fato é que a tentativa de “solucionar o problema” da homossexualidade de Cameron acaba por levá-la ao centro de recuperação para jovens “Promessa de Deus”, em 1993, onde se pratica a tal da cura gay. Na vulnerabilidade daquele momento de vida, e de um desejo que vai se moldando, a jovem vai viver uma experiência opressiva, agressiva, totalitária, com luvas de pelica, disciplina e muitas orações. Lá, ela acabará por encontrar parceiros com quem se identificar e poderá, finalmente, entender quem ela é e como deve se comportar no mundo. À margem da farsa daquele tratamento, é claro. O filme é importante por revelar as entranhas dessa história toda e focar nos sentimentos e desejos da garota. É uma produção indie, que venceu o Festival de Sundance, teve ótima acolhida crítica e prêmios em outros festivais. A distribuição brasileira é da Pandora Filmes, que acertou uma parceria com a rede Cinépolis, presente em cinemas de shopping de todo o Brasil, para lançar quinzenalmente filmes independentes, de boa qualidade artística. Isso é importante porque abre uma janela de exibição nacional para filmes que não costumam chegar ao grande público.

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    Roman Polanski processa organizadores do Oscar após ser expulso da Academia

    19 de abril de 2019 /

    O diretor Roman Polanski está processando a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que organiza a cerimônia do Oscar, exigindo sua reintegração à organização após ser expulso em maio do ano passado em meio à campanha #MeToo. A ação, registrada no estado da Califórnia, afirma que o processo não seguiu o protocolo adequado e que, por isso, ele deve ser anulado. No processo, Polanski diz ainda que as conclusões da Academia não são “apoiadas por evidências”. Polanski foi expulso da Academia junto do ator Bill Cosby. Ambos foram condenados por estupro, mas o diretor franco-polonês fugiu dos Estados Unidos nos anos 1970, época do crime, e se exilou na França, evitando a prisão. Apesar disso, Polanski foi premiado pela Academia em 2003, com o Oscar de Melhor Direção por “O Pianista”. A Academia só mudou de opinião sobre o diretor após o recente movimento #MeToo, de denúncia aos abusos sexuais acobertados por Hollywood. Ao anunciar a expulsão, a Academia justificou a decisão salientando que a presença de Polanski ia contra “os padrões de conduta da organização” e que, assim, seus representantes esperavam “defender seus valores de respeito à dignidade humana”. A vítima de Polanski, Samantha Geimer, atualmente com 56 anos, apontou a hipocrisia da Academia ao banir Polanski após lhe dar um Oscar, descrevendo a expulsão de “um membro que há 41 anos se declarou culpado de uma única acusação e cumpriu sua sentença” como um “ato cruel que só serve às aparências”. “Isso não contribui em nada para mudar a cultura sexista em Hollywood e prova que eles comeriam uns aos outros para sobreviver”, ela escreveu em seu blog. O advogado do diretor chamou a expulsão de “abuso de idoso”, já que o cineasta tem 85 anos. “O que aconteceu tem a característica de abuso psicológico a nosso cliente, uma pessoa idosa. Colocar Bill Cosby e Roman Polanski no mesmo nível é um mal-entendido, uma perseguição”, manifestou-se o advogado Jan Olszewski na ocasião. “Polanski teve apenas um incidente em sua vida, pelo qual foi considerado culpado, assumiu a responsabilidade, e pelo qual sua vítima o perdoou”, afirmou ainda, comparando o caso do diretor com o de Cosby, que não assumiu erro, foi acusado por mais de 40 mulheres e jamais perdoado. Polanski e Cosby foram os primeiros membros enquadrados no novo código de conduta da Academia, motivado pelo escândalo de Harvey Weinstein. Ele aponta que os membros da organização poderiam ser expulsos por abuso, assédio e discriminação sexual. Assim como Polanski, Woody Allen também se defendeu em tribunal da acusação de abuso de menor (a própria filha Dylan Farrow), mas o caso não resultou em condenação.

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    Trailer de Nada a Perder 2 continua história de Edir Macedo

    19 de abril de 2019 /

    A Paris Filmes divulgou o primeiro trailer de “Nada a Perder 2”, continuação da cinebiografia do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. A prévia tem cenas de protestos, polícia, documentos queimados, o infame chute na santa e viagem a Israel, além de mostrar o crescimento do negócio religioso. Acusado de ser exibida para salas vazias de cinema – enquanto a Igreja Universal negou ter comprado e distribuído tíquetes entre fiéis, exibidoras confirmaram ter vendido pacotes para pastores – , o primeiro filme vendeu 12 milhões de ingressos, o que representou metade do total de espectadores de todos os filmes brasileiros em 2018. A continuação vai cobrir os anos entre a saída do bispo da prisão, em 1992, e a inauguração do Templo de Salomão, em São Paulo, em 2014. Petrônio Gontijo volta ao papel de Macedo e o elenco também inclui Day Mesquita, Beth Goulart, Dalton Vigh, Eduardo Galvão e César Mello, entre outros. Muitos outros. Foram mais de 60 atores e 6 mil figurantes em locações no Brasil, África do Sul e Israel Novamente dirigido por Alexandre Avancini, “Nada a Perder 2” tem estreia marcada para 15 de agosto.

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    Selecionado para Cannes, Kleber Mendonça Filho é processado pelo governo

    18 de abril de 2019 /

    No dia em que seu segundo filme consecutivo foi selecionado para o Festival de Cannes, o diretor Kleber Mendonça Filho recebeu um desincentivo para sua carreira da Secretaria Especial da Cultura. O cineasta vai disputar a Palma de Ouro com “Bacurau”, seu terceiro longa, após participar do festival com o segundo, “Aquarius” (2016). Entretanto, ainda está sendo cobrado pelo governo pelas prestações de contas do primeiro, “O Som ao Redor”, de 2012. A Secretaria negou o último dos três recursos do cineasta referentes a irregularidades na captação de incentivos do longa lançado há seis anos. A produtora do diretor, Cinemascópio, terá 30 dias após a notificação para devolver R$ 2,2 milhões aos cofres públicos. Mendonça Filho ainda pode recorrer ao Tribunal de Contas da União (TCU). Caso também perca nesta esfera e não pague o valor solicitado, a produtora vai ficar impossibilitada de participar de editais e programas de incentivos ligados ao Ministério da Cidadania, que absorveu as funções do finado Ministério da Cultura no governo Bolsonaro. A primeira notificação desse caso foi entregue à Cinemascópio em março de 2018 ainda pelo Ministério da Cultura (MinC). A ação afirma que “O Som ao Redor” excedeu o limite de R$ 1,3 milhão de um edital destinado a produções de baixo orçamento. “O Som ao Redor” acabou captando, no total, R$ 1,7 milhão, com R$ 410 mil provenientes de um edital do Governo de Pernambuco. O valor que precisa ser devolvido saltou para R$ 2,2 milhões por causa de juros e atualização monetária. Na ocasião da notificação, Mendonça Filho defendeu-se afirmando que “o projeto não ultrapassou o valor de R$ 1,3 milhão de recursos federais” — R$ 1 milhão vindos do ministério e R$ 300 mil da Petrobras. Segundo ele, os R$ 410 mil que foram captados além do teto estabelecido no edital do MinC vieram de outro edital, do governo de Pernambuco. O cineasta também afirma que esse acúmulo de fontes foi aprovado pela Ancine. O edital do MinC, no entanto, não faz distinção entre verbas federais e de outras fontes, determinando que o custo total não poderia ultrapassar R$ 1,3 milhão. Não há manifestação da Ancine sobre o caso. Considerado pela crítica um dos melhores longas brasileiros desta década, “O Som ao Redor” venceu o Festival do Rio, a Mostra de São Paulo, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, levou vários prêmios também em Gramado e no exterior – nos festivais de Roterdã, Toronto, Oslo, Lleida, Lima, CPH Pix, CinePort, Cinemanila, etc. Ironicamente, ao ter seu novo filme selecionado para o mais prestigioso dos festivais internacionais, Kleber Mendonça Filho teria direito a verba da Ancine de apoio à viagem e divulgação da obra. Mas o TCU paralisou os investimentos da agência. A política do governo Bolsonaro tem sido de desmonte cultural, com cortes de patrocínios de estatais e projeto de revisão da Lei Rouanet, numa visão de que o Estado tem incentivado o “marxismo cultural”. O Festival de Cannes acontece de 14 a 25 de maio.

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    Kristen Stewart finge ser escritor homossexual no primeiro trailer de J.T. LeRoy

    3 de abril de 2019 /

    A Universal divulgou o primeiro trailer de “J.T. LeRoy”, em que Kristen Stewart (“Personal Shopper”) encarna a maior farsa literária do século. O filme dramatiza a história verídica por trás do sucesso do personagem-título. Jeremiah “Terminator” LeRoy foi o pseudônimo usado pela autora norte-americana Laura Albert com o objetivo de alcançar o sucesso com falsos livros autobiográficos. Com um passado de prostituição, drogas e homossexualidade, LeRoy, o jovem autor fictício, causou sensação com a publicação de seu primeiro livro, “Sarah”, em 1999. Fez tanto sucesso que surgiram pedidos para entrevistas, negociações de adaptações cinematográficas, etc. A saída da escritora para não ser desmascarada foi convencer sua cunhada andrógina a fingir ser a autora transexual dos livros. Com uma peruca loira e visual fashionista/trash, Savannah Knoop virou LeRoy e encantou Hollywood, mesmo fingindo timidez para não dizer nada. Chegou até produzir filmes, como “Elefante” (2003), de Gus Van Sant, e “Maldito Coração” (2004), de Asia Argento, baseado num livro de JT LeRoy. A farsa durou seis anos e enganou inúmeras celebridades, roqueiros, mídia, o mundo da moda, o círculo literário e a indústria cinematográfica, até ser desmascarada numa reportagem do jornal The New York Times em 2005. A história do filme é baseada no livro de memórias de Savannah, “Girl Boy Girl: How I Became JT LeRoy”, sobre o período em que fingiu ser o escritor homossexual. Roteiro e direção são de Justin Kelly, que dirigiu “I Am Michael”, outra história controversa sobre celebridade real – no caso, um ex-ativista gay que se torna pastor homofóbico. Além de Kristen Stewart como Savannah/LeRoy, o elenco destaca Laura Dern (“Big Little Lies”) como Laura Albert, Jim Sturgess (“Hard Sun”) como Geoffrey Knoop (o marido de Laura), e participações de Diane Kruger (“Em Pedaços”), James Jagger (o filho de Mick, da série “Vinyl”) e da cantora Courtney Love (“Sons of Anarchy”). A première de “J.T. LeRoy” aconteceu no encerramento do Festival de Toronto 2018 e a estreia nos cinemas americanos será em 26 de abril, simultaneamente ao lançamento em VOD. Não há previsão para o Brasil.

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    James Gunn é creditado como produtor de Vingadores: Ultimato

    31 de março de 2019 /

    Uma atualização da ficha técnica de “Vingadores: Ultimato” no site oficial do Walt Disney Studios confirmou o nome de James Gunn como um dos produtores executivos do filme. Ele tinha exercido a função em “Vingadores: Guerra Infinita”, por sua contribuição com diversas ideias para a trama – especialmente no que se referia à participação dos Guardiões da Galáxia. Como ambos os filmes foram filmados em sequência, era natural que seu nome voltasse a ser creditado em “Ultimato”. Mas após a polêmica dos antigos tuítes controversos, numa campanha da direita americana que levou à sua demissão, Gunn deixou de ser listado entre os produtores do longa. A confirmação de seus créditos aconteceu após ele ser readmitido pela Disney para dirigir “Guardiões da Galáxia Vol. 3″. Gunn sempre contou com o apoio do elenco de “Guardiões da Galáxia” e dos fãs.

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    Rammstein volta após dez anos com clipe superproduzido e polêmico

    30 de março de 2019 /

    A banda alemã de metal industrial Rammstein voltou à ativa de forma bombástica, após dez anos sem lançar discos. Primeiro clipe de seu novo álbum, “Deutschland” (Alemanha) explodiu no YouTube e impactou as redes sociais por trazer menções ao holocausto, gerando críticas da comunidade judaica. A presidente do Congresso Judeu Europeu, Charlotte Knobloch, chegou a dizer que a banda passou dos limites. “Com esse vídeo, eles passaram do ponto. A instrumentalização e tratar o Holocausto como algo trivial, como mostram as imagens, é irresponsável”, ela reclamou ao tabloide Bild. Felix Klein, da comissão que combate antissemitismo no governo alemão, foi no mesmo tom. “É uma exploração desrespeitosa em nome de uma liberdade artística.” O clipe é uma superprodução. E uma porrada como a música da banda, repleto de imagens violentas, que traçam a História da Alemanha, sempre cercada de mortes, desde os tempos do império romano até um enterro sci-fi no espaço sideral. O nazismo faz parte desta História, assim como as cruzadas, os conflitos entre católicos e protestantes, os comunistas de Berlim Oriental, a tragédia do zepelim de Hindeburg, os terroristas da extrema esquerda dos anos 1970 e os protestos incendiários da extrema direita atual, todos representados na obra. Os integrantes da banda atuam como personagens dessa convulsão histórico-social, enquanto a própria Alemanha (Germania) é representada por uma modelo negra (Ruby Commey), que simboliza as lutas do país e seu destino inexorável, rumo à morte. Cheio de simbolismo, o clipe tem quase 10 minutos, que passam voando diante de tanta criatividade – numa das cenas, Germania dá luza a um lobo, pelas mãos ensanguentadas de um cardeal. Polêmico, claro, como a música da banda – e como se espera de seus clipes após “Mein Teil”(2004). Mas não antissemita. Muito antes pelo contrário. A direção é de Specter Berlin, pseudônimo de Eric Remberg, um respeitado diretor alemão de publicidade, designer e fundador do selo de rap Aggro Berlin, que em 2017 transformou um álbum do rapper Marteria em filme – “Antimarteria”.

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  • Etc

    Liam Neeson volta a se desculpar por confissão racista

    30 de março de 2019 /

    O ator Liam Neeson voltou a se desculpar pela revelação polêmica feita durante a divulgação de seu novo filme “Vingança a Sangue-Frio”. Numa entrevista do começo de fevereiro, ele confessou que já teve desejo “de matar um homem negro” após uma amiga ser estuprada. A frase pegou mal e as explicações do contexto só pioraram a situação, gerando impacto negativo nas bilheterias do novo filme do ator. “Vingança a Sangue Frio” registrou a pior estreia do astro desde 2010. Desde então, ele disse ter refletido bastante. “Ao longo das últimas semanas, tenho refletido e falado com várias pessoas que foram prejudicadas pela minha lembrança impulsiva de um estupro brutal de uma querida amiga há quase 40 anos e meus pensamentos e ações inaceitáveis”, disse o ator em novo comunicado. “O horror do que aconteceu com minha amiga deu início a pensamentos irracionais que não representam a pessoa que eu sou. Para explicar essas declarações: eu passei do ponto e magoei muitas pessoas em um momento em que a linguagem é tão frequentemente armada e uma comunidade inteira de pessoas inocentes é alvo de atos raivosos”, acrescentou. “O que não consegui perceber é que não se trata de justificar minha raiva há tantos anos, mas também do impacto que minhas palavras têm hoje. Eu estava errado em fazer o que fiz. Eu reconheço que, embora os comentários que fiz não reflitam, de forma alguma, meus verdadeiros sentimentos, eles foram prejudiciais e divisivos. Eu peço desculpas profundamente.”, concluiu. Durante a entrevista realizada ao jornal Independent, Neeson contou que pretendia se vingar do estupro de uma de suas melhores amigas. “Minha reação imediata foi… Eu perguntei se ela sabia quem foi, e ela disse que não. Perguntei se era alguém branco ou negro, e ela disse negro”, disse Neeson. “Eu fui para a rua com um cassetete, esperando que alguém me abordasse. Eu sinto vergonha de dizer isso hoje em dia. Eu fiquei andando pela rua todas as noites por uma ou duas semanas, esperando que algum negro viesse para cima de mim ou algo assim. Para que eu pudesse matá-lo”, completou. Após as declarações, o ator de 66 anos negou ao programa “Good Morning America”, da emissora americana ABC, ter preconceito. “Não sou racista”, garantiu, explicando que “nunca tinha experimentado esse sentimento antes”. “Foi um impulso primitivo de atacar alguém”. Após a polêmica, “Vingança a Sangue-Frio” chegou a ser adiado no Brasil por algumas semanas, estreando no dia 14 de março.

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