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  • Etc

    Investigação de estupro contra Gérard Depardieu é encerrada por falta de provas

    4 de junho de 2019 /

    A Justiça francesa encerrou a investigação de uma denúncia de estupro contra o ator Gérard Depardieu, que corria desde agosto do ano passado, por falta de provas. Em comunicado oficial, a promotoria disse que “diversas investigações foram feitas dentro do procedimento recomendado para este tipo de caso”, mas que não foi encontrada evidência significativa para sustentar um processo oficial. Herve Temine, advogado de Depardieu, criticou a demora da investigação e disse que seu cliente sofreu “dano irreparável com a divulgação dessas acusações”. O astro francês foi denunciado por uma atriz de 22 anos em agosto, que disse ter sido atacada durante ensaios para um novo projeto. Depardieu colaborou com a investigação e deu depoimento oficial em novembro. Indicado ao Oscar por “Cyrano” (1990), ele é um dos astros mais conhecidos do cinema francês e completou 70 anos durante a investigação, em dezembro. O ator seria amigo do pai da jovem acusadora, que ele resolveu apadrinhar, aconselhando-a em seus primeiros passos na profissão. O nome da acusadora não foi revelado.

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  • Série

    Henry Cavill anuncia final das gravações da série The Witcher

    1 de junho de 2019 /

    Henry Cavill divulgou uma foto de bastidores de “The Witcher”, em que retira a maquiagem de seu personagem, para celebrar o término das gravações da 1ª temporada. Na legenda da imagem publicada no Instagram, o ator agradeceu à equipe da série e definiu o período da produção como uma “jornada incrível”. Na série da Netflix, Cavill vive Geralt of Rivia, protagonista da famosa saga de fantasia. Iniciada em 1986 pelo escritor polonês Andrzej Sapkowski, “The Witcher” se passa em um mundo de fantasia medieval e inspirou uma coleção bem-sucedida de videogames baseada em suas histórias. Na trama, Geralt of Rivia é um caçador de monstros num mundo onde as pessoas frequentemente se mostram mais maldosas que as próprias criaturas que ele caça. Tudo que ele quer é ser deixado em paz para ficar sozinho, mas o destino coloca em seu caminho uma poderosa feiticeira e uma jovem princesa com um segredo, e os três precisarão aprender a compartilhar juntos a sobrevivência nesse universo. O papel marca a volta de Cavill às séries. Ele ficou conhecido após estrelar “The Tudors”, entre 2007 e 2010. Desde então, o ator britânico virou um dos astros de maior destaque de Hollywood, não só como Superman em “O Homem de Aço”, “Batman vs Superman” e “Liga da Justiça”, mas também em filmes de ação como “Missão: Impossível – Efeito Fallout” e “O Agente da U.N.C.L.E.”. Já as protagonistas femininas são Freya Allan (da série “Into the Badlands”), escalada como a Princesa Ciri, e Anya Chalotra (“Wanderlust”) como a feiticeira Yennefer. A roteirista e produtora Lauren Schmidt Hissrich, que exerceu as duas funções nas séries do “Demolidor” e “Os Defensores”, é responsável pela adaptação, que ainda não tem previsão de estreia. Ver essa foto no Instagram Season 1 of The Witcher has finally come to an end. And although I'm pulling a face here it has been an incredible journey! The cast and crew worked tirelessly throughout, everyone pitched in and brought their A game to set and I couldn't be more proud of you all. Speaking of my immediate team. Jacqui, Ailbhe and Leah are consummate professionals who worked extraordinary hours to bring the Witcher to life, they were non stop improving adjusting and evolving Geralt throughout. Thank you ladies for making this journey a good one. All of those 3 am wake ups were worth it! #GeraltofRivia #TheWitcher #Season1 Uma publicação compartilhada por Henry Cavill (@henrycavill) em 30 de Mai, 2019 às 10:00 PDT

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  • Filme

    Elton John protesta contra censura de Rocketman na Rússia: “Triste reflexo do mundo dividido em que vivemos”

    31 de maio de 2019 /

    O cantor Elton John resolveu se manifestar sobre a censura sofrida por “Rocketman” na Rússia, onde o filme será lançado sem cenas de sexo, consumo de drogas e o texto do final que revela que o cantor se casou com David Furnish e adotou dois filhos. O astro pop e os produtores de “Rocketman” divulgaram um comunicado repudiando os cortes. “Rejeitamos da maneira mais enfática possível a decisão de ceder à leis locais e censurar ‘Rocketman’ para o mercado russo”, diz a nota. “A Paramount Pictures tem sido uma parceira corajosa e ousada ao nos permitir criar um filme que é uma representação verdadeira da vida extraordinária de Elton, com todos os lados negativos. Que o distribuidor local tenha editado certas cenas, negando ao público a oportunidade de ver o filme como foi concebido é um triste reflexo do mundo dividido em que ainda vivemos e como o amor entre duas pessoas ainda pode ser tão cruelmente inaceitável. Nós acreditamos na construção de pontes e diálogo aberto, e continuaremos a pressionar para a quebra de barreiras até que todas as pessoas sejam ouvidas igualmente em todo o mundo.” Desde 2013, uma lei pune com multa ou prisão qualquer ato de “propaganda” homossexual para menores na Rússia. Ela foi criada para impedir celebrações públicas, como a parada do orgulho LGBTQIA+. Apoiadores da legislação argumentam que ela é necessária “para proteger valores familiares e impedir a exposição de menores de idade a orientações sexuais não tradicionais”. No entanto, isso não deveria se aplicar ao filme, que será proibido para menores de 18 anos quando for lançado comercialmente na Rússia, na semana que vem. O ministro russo da Cultura, Vladimir Medinski, desmentiu que sua pasta tenha sido responsável por estes cortes, argumentando que “tudo é decidido pelo distribuidor”, segundo a agência Ria Novosti. Elton John é muito popular na Rússia, lotando shows no país desde 1979, quando ainda existia a União Soviética, e até chegou a cantar um amor soviético (homossexual) no hit “Nikita”, de 1985. Em 2014, o presidente russo Vladimir Putin disse que “Elton John é uma pessoa e um músico incrível. Milhões de nossos compatriotas o amam sinceramente” e acrescentou: “apesar de sua orientação”.

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  • Série

    Silicon Valley é próxima série da HBO a acabar em 2019

    31 de maio de 2019 /

    “Silicon Valley” será a próxima atração a se despedir da HBO. Uma das comédias mais bem-sucedidas do canal pago, a série vai acabar no final da 6ª temporada, que estreia ainda este ano. E será um final sucinto. O sexto ano da produção criada por Mike Judge (“Beavis e Butt-Head”) terá apenas sete episódios, em vez dos oito capítulos das temporadas anteriores. Judge e o showrunner Alex Berg prometeram “um final adequado à jornada dos personagens”, em comunicado oficial. “‘Silicon Valley’ se provou um dos grandes momentos de nossa vida e de nossa carreira”, disseram no texto. “Vamos sentir muita falta da série, e teremos uma dívida eterna com o nosso incrível elenco, nossa equipe e nossos parceiros na HBO”. A série é ambientada no Vale do Silício, região na Califórnia que reúne empresas de tecnologia como Apple e Google, e acompanha um grupo de amigos que tenta emplacar sua própria empresa de informática. Os atores Thomas Middleditch, Kumail Nanjiani, Zach Woods e Martin Starr formam o núcleo principal do elenco. O comediante T.J. Miller (o Fuinha de “Deadpool”) também fez parte da produção até sua 4ª temporada, mas acabou saindo do elenco após uma série de polêmicas envolvendo o seu nome, incluindo abusos de álcool e drogas, acusações de assédio sexual e uma bizarra prisão por fazer falsa ameaça de bomba. O final de “Silicon Valley” vai acontecer no mesmo ano em que a HBO se despediu de dois de seus maiores sucessos de público e crítica, as séries “Game of Thrones” e “Veep”. A data de estreia dos últimos episódios ainda não foi divulgada.

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  • Filme

    Rocketman será exibido sem cenas de “propaganda homossexual” na Rússia

    31 de maio de 2019 /

    O filme “Rocketman”, cinebiografia do músico Elton John, será exibido em versão censurada na Rússia, com o corte de cerca de 5 minutos em relação às cenas disponíveis no resto do mundo. A distribuidora do filme confirmou ter realizado essas modificações por razões legais, sem dar mais explicações. Os cortes obedecem uma lei que proíbe a divulgação de “propaganda homossexual” no país, segundo o jornal britânico The Guardian. O crítico de cinema Anton Dolin, um dos mais populares da Rússia, foi o primeiro a apontar os cortes. Em seu Facebook, ele escreveu: “Todas as cenas com beijos, sexo ou sexo oral entre homens foram cortadas… A parte mais terrível é que eles também removeram o texto no fim do filme. Sinto muito, sir Elton”. A versão original de “Rocketman” se encerra com um texto que explica que o cantor é atualmente casado com David Furnish, e que o casal cria dois filhos juntos. Na Rússia, este texto foi removido do filme. Outro jornalista russo que assistiu à exibição afirmou que as cenas sobre drogas também foram suprimidas. Desde 2013, uma lei pune com multa ou prisão qualquer ato de “propaganda” homossexual para menores na Rússia. Ela foi criada para impedir celebrações públicas, como a parada do orgulho LGBTQIA+. Apoiadores da legislação argumentam que ela é necessária “para proteger valores familiares e impedir a exposição de menores de idade a orientações sexuais não tradicionais”. No entanto, isso não deveria se aplicar ao filme, que será proibido para menores de 18 anos quando for lançado comercialmente na Rússia, na semana que vem. O ministro russo da Cultura, Vladimir Medinski, desmentiu que sua pasta tenha sido responsável por estes cortes, argumentando que “tudo é decidido pelo distribuidor”, segundo a agência Ria Novosti. Elton John é muito popular na Rússia, lotando shows no país desde 1979, quando ainda existia a União Soviética, e até chegou a cantar um amor soviético (homossexual) no hit “Nikita”, de 1985. Em 2014, o presidente russo Vladimir Putin disse que “Elton John é uma pessoa e um músico incrível. Milhões de nossos compatriotas o amam sinceramente” e acrescentou: “apesar de sua orientação”.

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  • Etc,  Série

    Novos estudos ligam 13 Reasons Why ao aumento de suicídios entre jovens

    31 de maio de 2019 /

    Duas pesquisas diferentes, divulgadas nos últimos dias, apontaram aumento no número de suicídios de jovens americanos após a estreia da série “13 Reasons Why”, cujo tema é exatamente este. Os estudos não vinculam diretamente o aumento de mortes à popularidade da atração, mas fazem sugestões neste sentido. A primeira pesquisa foi realizada em conjunto por diversas universidades e hospitais dos Estados Unidos e o Instituto Nacional de Saúde Mental (INSM). Publicada na semana passada no periódico científico Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, mostrou que o número de mortes por suicídio nos Estados Unidos em abril de 2017 superou o registrado em qualquer outro mês durante o período de cinco anos analisado pelos pesquisadores. Ao individualizar os índices de acordo com o sexo da vítima, foi notado um aumento significativo entre homens jovens no mês seguinte à estreia da série. Houve um crescimento entre o sexo feminino, mas ele foi considerado estatisticamente insignificante. “Os resultados devem servir de alerta de que os jovens são especialmente sensíveis ao que é exibido pela mídia”, disse Lisa Horowitz, cientista do INMS e autora do estudo. “Todos os profissionais, inclusive da mídia, devem se preocupar em serem construtivos e cuidadosos ao lidar com temas relacionados a crises de saúde pública.” O segundo estudo, publicado nesta quinta (30/5) na revista Jama Psychiatry, tem dados diferentes, mas afirma que houve um aumento de 13% nos suicídios de jovens de 10 a 19 anos entre abril e junho de 2017, com uma maior incidência em mulheres. O estudo foi realizado por uma equipe dirigida por Thomas Niederkrotenthaler, do Centro de Saúde Pública da Universidade de Medicina de Viena, usando os dados de suicídios dos Centros de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. “As associações identificadas aqui devem ser interpretadas com certa cautela, mas parecem demonstrar um aumento dos suicídios que é consistente com o potencial de contágio da mídia”, escreveram. No começo da semana, Brian Yorkey, criador de “13 Reasons Why”, e Rebecca Hedrick, psiquiatra consultora na série, defenderam a atração na revista The Hollywood Reporter, apontando que “o impacto positivo da série [também] foi observado em inúmeras pesquisas. Em um estudo, a maioria dos que admitiram ter praticado bullying antes de assistir à 1ª temporada disse que mudou seu comportamento após a série”. “Outro estudo apontou que assistir ’13 Reasons Why’ deu a estudantes uma melhor compreensão do suicídio, mas não gerou pensamentos ou comportamentos suicidas”, escreveram na coluna. Os dois ainda apontaram que em 2018 a série ganhou um prêmio por encorajar conversas “entre pais, estudantes e defensores da saúde mental acerca da epidemia de suicidio, depressão e bullying em adolescentes”. Além disso, contestam relatos de aumento de suicídios depois da estreia da série com a informação de que a série gerou mais ligações para canais de ajuda. Em outras palavras, a série teria incentivado as pessoas a procurarem ajuda. À imprensa, a Netflix disse analisar os resultados de todos os estudos. E citou outros que conflitam com os dados atuais. “Especialistas concordam que não existe uma única razão para as pessoas tirarem suas próprias vidas – e que as taxas de adolescentes que tomam essa atitude vêm aumentando tragicamente por anos nos Estados Unidos. Os dois estudos levantam questões importantes, mas são conflitantes entre eles, ainda que sejam baseados nos mesmos dados fornecidos pelo governo dos Estados Unidos. Eles também não explicam o aumento de casos entre meninas em novembro de 2016, e entre meninos em março de 2017 – antes do lançamento da série”, disse a plataforma em comunicado oficial. “’13 Reasons Why’ aborda a realidade desconfortável da vida para muitos jovens hoje e nós ouvimos deles, e de médicos especialistas, que a série ajudou muitos espectadores a terem coragem de falar sobre o assunto e procurar ajuda”, conclui o texto. A 1ª temporada de “13 Reasons Why” foi ao ar em 31 de março de 2017. Ela conta a história de uma adolescente que se mata e deixa 13 gravações que explicam os motivos que a levaram a fazer isso. A 2ª temporada foi lançada em maio de 2018 e uma 3ª está atualmente em produção.

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  • Filme

    Netflix dá susto no Festival de Cannes ao comprar dois filmes recém-premiados

    25 de maio de 2019 /

    A Netflix assustou os organizadores do Festival de Cannes, poucos minutos após o encerramento do evento neste sábado (25/5), ao adquirir dois filmes recém-premiados: os franceses “Atlantique”, de Mati Diop, vencedor do Grande Prêmio do Júri, e “J’ai Perdu Mon Corps” (perdi meu corpo), de Jeremy Clapin, vencedor da mostra paralela Semana da Crítica. Proibida de disputar a competição francesa com os filmes que produz, a plataforma simplesmente esperou para comprar dois longas premiados pelo festival, minutos após o encerramento oficial da competição. Independente da vontade dos organizadores do evento, vai agora lançar em streaming dois filmes premiados em Cannes. O acordo tira “Atlantique” e “J’ai Perdu Mon Corps” dos cinemas – ou pelo menos da janela tradicional cinematográfica – no mercado internacional, mas preserva o lançamento original na França, onde os filmes só serão disponibilizados em streaming depois de 36 meses da estreia em tela grande (a janela francesa é a maior do mundo). Essa solução é, ao mesmo tempo, um susto no festival, mas também um aceno de comprometimento com a agenda pró-cinemas franceses do evento. A organização de Cannes optou por barrar as produções da Netflix na competição da Palma de Ouro após a inclusão de dois títulos de streaming há dois anos, o que mobilizou o parque exibidor francês em protestos e levou o festival a mudar suas regras. Ficando do lado dos donos de cinema, Cannes recusou no ano passado a inscrição de “Roma” em sua disputa. Vetado na França, o filme de Alfonso Cuarón foi vencer o Festival de Veneza e três Oscars. “Atlantique” é um drama de temática imigratória. A história acompanha um casal de namorados do Senegal que se separa depois que o rapaz tenta a sorte em uma travessia a barco para a Europa. Além do prêmio conquistado, o filme da franco-senegalesa Mati Diop chamou atenção por ter sido o primeiro de uma diretora negra a competir pela Palma de Ouro. A cineasta é sobrinha de um dos diretores mais importantes do continente africano, Djibril Diop Mambéty (de “A Viagem da Hiena”, de 1973). Já “I Lost My Body” conta a jornada animada de uma mão decepada que busca o resto de seu corpo. A animação marca a estreia em longas do parisiense Jérémy Clapin.

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  • Etc

    Harvey Weinstein fecha acordo de US$ 44 milhões com vítimas de abuso

    24 de maio de 2019 /

    O ex-produtor de cinema Harvey Weinstein chegou, por meio de seus advogados, a um acordo com as mulheres que o acusam de abuso sexual, os ex-membros do conselho de sua produtora e a Procuradoria-Geral de Nova York. O acordo prevê um pagamento de US$ 44 milhões por Weinstein para concluir os processos e indenizar as pessoas que o denunciaram, informou o Wall Street Journal, mencionando fontes envolvidas. Caso não encontre objeções, o acordo encerrará o processo civil instaurado pela Procuradoria-Geral de Nova York no ano passado, que acusa os executivos e o conselho da Weinstein Company de não proteger os funcionários de um ambiente de trabalho hostil e da conduta sexual inadequada de Weinstein. Este processo não tem relação com o caso criminal pendente contra Weinstein em Nova York, no qual ele é acusado de estupro e outros crimes de teor sexual. O julgamento sobre o caso está agendado para começar em setembro. Weinstein, que conquistou inúmeros prêmios com sua empresa e seu estúdio anterior, o Miramax, por filmes como “Shakespeare Apaixonado”, “Pulp Fiction” e “O Discurso do Rei”, foi acusado por mais de 70 mulheres, na maioria jovens atrizes e outras trabalhadoras da indústria cinematográfica, de condutas sexuais inadequadas ao longo de quatro décadas. Por conta das acusações, o produtor foi demitido da Weinstein Company, que decretou falência, foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e acabou inspirando o movimento #MeToo, que expôs assédios e abusos cometidos por diversos homens poderosas em diferentes áreas, embora tenha atingido com mais força a indústria do entretenimento.

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  • Etc

    Jornal terá que pagar quase US$ 2 milhões por acusar Geoffrey Rush de assédio

    23 de maio de 2019 /

    O ator Geoffrey Rush venceu o processo por difamação contra um tabloide australiano que citou fontes anônimas para acusá-lo de assédio sexual. O caso abalou a carreira do ator, que conquistou o Oscar por “Brilhante” em 1997 e foi indicado mais três vezes, a última por “O Discurso do Rei” (2010). Logo após a divulgação da reportagem, ele se demitiu de seu cargo de presidente da Academia Australiana de Cinema. O jornal, que pertence ao grupo News Corp (donos da “nova” Fox), foi condenado a pagar o equivalente a US$ 1,9 milhão, a maior pena da história do país em processos do gênero. O Tribunal Federal da Austrália estipulou o valor considerando danos passados e futuros na carreira de Rush. Este montante ainda se soma a um pagamento inicial de 850 mil dólares australianos concedidos em abril. Rush, de 67 anos, disse que os artigos publicados no Daily Telegraph de Sydney foram feitos às pressas porque o jornal queria uma versão australiana para as acusações de abuso sexual feitas contra o produtor de cinema norte-americano Harvey Weinstein. O jornal havia dito que o ator foi acusado de conduta imprópria não especificada por uma colega de elenco, também não especificada, da peça “Rei Lear”, encenada pela Sydney Theatre Company em 2015. Segundo o advogado de Rush, a reportagem insinuava que o ator era um “grande pervertido” ou culpado de uma grande depravação. Ao apresentar sua decisão, em abril, o juiz Michael Wigney classificou as reportagens como “temerariamente irresponsáveis” e “jornalismo sensacionalista do pior tipo”. O jornal vai apelar contra a sentença. Desde que o caso ganhou proporções midiáticas, o nome da atriz e a acusação foram detalhados. Geoffrey Rush foi acusado de tocar nos seios de Eryn-Jean Norvill (“Segredos de Um Crime”), durante um ensaio da peça “Rei Lear”. Além disso, a atriz Yael Stone, que interpreta Lorna Morello na série “Orange Is the New Black”, aproveitou a polêmica para assinalar seu momento #MeToo, também denunciando o ator em uma entrevista para o canal ABC de seu país. Stone disse ter enfrentado assédio constante de Rush quando os dois contracenaram em uma produção teatral de “O Diário de um Louco”, em 2010 e 2011, afirmando que ele dançou nu na frente dela, usou um espelho para assisti-la tomar banho e lhe enviou mensagens de texto eróticas. Em sua entrevista, ela justificou não ter revelado o assédio anteriormente porque temia que as leis de difamação da Austrália a colocassem em problemas legais e financeiros.

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  • Filme

    Novo filme de Woody Allen ganha data de estreia no Brasil

    21 de maio de 2019 /

    O último filme do diretor Woody Allen, “A Rainy Day in New York”, vai ser lançado no Brasil. O cineasta readquiriu direitos sobre a obra, após processar a Amazon por descumprir seu contrato de distribuição – o processo, por sinal, ainda segue na justiça. Com isso, a obra começa a ganhar datas de estreia em vários países. As exibições vão começar pela França, em 18 de setembro, e passarão por Itália, Espanha, Alemanha, Portugal e até Argentina antes de chegar ao Brasil, onde será lançado pela Imagem Filmes em 26 de dezembro. Alterações nestas datas, no entanto, ainda podem ser feitas. O contrato de Allen com a Amazon garantia a produção e distribuição de quatro filmes do cineasta, incluindo “A Rainy Day in New York”. Após o lançamento ser cancelado, Allen entrou com um processo de US$ 68 milhões contra o estúdio, alegando quebra de contrato. De acordo com o cineasta, a desistência se deu por uma “acusação sem fundamento (de abuso sexual) de 25 anos atrás”, que não contém nenhum fato novo. A Amazon alega que o fato novo é o movimento #MeToo, que tornou inviável financeiramente a continuidade do contrato. Pronto há mais de um ano, o filme foi engavetado pela Amazon após o diretor virar alvo de uma campanha destrutiva de sua filha Dylan Farrow, que aproveitou o movimento #MeToo para desenterrar antigas acusações de abuso contra o cineasta. Ela afirma ter sido molestada quando criança por Allen, há cerca de três décadas. O diretor nega tudo e acusa sua ex, Mia Farrow, de lavagem cerebral. Outro de seus filhos, Moses Farrow, confirma a versão de Allen, que não foi condenado quando o caso foi levado a tribunal em 1990, durante a disputa da guarda das crianças, e nunca foi acusado de abuso por nenhuma atriz com quem trabalhou ao longo de meio século de carreira. Mas o movimento #MeToo decidiu apoiar Dylan, que prometeu, em entrevista televisiva, que iria acabar com a carreira de Woody Allen. Graças à pressão contra o diretor, vários atores que trabalharam com Allen disseram publicamente que não voltariam a filmar com ele, inclusive dois integrantes do elenco de “A Rainy Day in New York”, Timothée Chalamet (“Me Chame pelo Seu Nome”) e Rebecca Hall (“Vicky Cristina Barcelona”), que decidiram doar seus salários para instituições de caridade após a entrada do #MeToo em cena. Para complicar ainda mais, o tema do filme entrou na usina de rumores das redes sociais, levando muitas publicações a noticiarem que a trama explorava o relacionamento de uma adolescente, vivida por Elle Fanning (“Espírito Jovem”), com um homem muito mais velho, que seria o personagem de Jude Law (“Capitã Marvel”) ou de Liev Schreiber (“Ray Donovan”). Isto toraria o filme difícil de ser aceito nos tempos atuais. Entretanto, o primeiro trailer da obra, divulgado pelo próprio Woody Allen em seu Facebook no fim de semana, não mostra nada disso – há um motivo plausível para a atração da personagem de Fanning por homens mais velhos e não é sexo – , deixando claro que Allen tem sido vítima de fake news.

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  • Etc

    Johnny Depp diz ter sido vítima de Amber Heard em processo contra a atriz

    21 de maio de 2019 /

    Durante depoimento judicial na última segunda-feira (20/5), o ator Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”) alegou que sua ex-esposa Amber Heard (a Mera de “Aquaman”) forjou machucados utilizando maquiagem para poder acusá-lo de violência doméstica. “Eu nego as acusações da senhora Heard veementemente desde que elas foram feitas em maio de 2016, quando ela entrou na Justiça para obter uma ordem de restrição temporária com hematomas pintados que testemunhas e imagens de câmeras de segurança mostram que ela não tinha na semana anterior”, afirmou o ator, de acordo com a revista People. Em maio de 2016, Amber Heard recorreu à Justiça para obter uma ordem de restrição contra o então marido, alegando ter sido vítima de violência doméstica. Ela estava com o rosto marcado por hematomas e foi atendida pelo juiz. Na época, o ator acusou Heard de querer aparecer e ganhar dinheiro às suas custas. A resposta da atriz foi prometer doar todo o dinheiro que recebesse do divórcio à instituições de apoio à mulheres, o que ela realmente fez. “Como descrito na ordem de restrição e no acordo do divórcio, dinheiro não teve nenhum papel para mim pessoalmente e não tem, exceto pelo fato de que eu posso doá-lo para a caridade e, fazendo isso, espero ajudar aqueles com menor capacidade para se defender”, declarou a atriz na ocasião. Depp, que a princípio não queria pagar nada, acabou cedendo e assinando rapidamente o divórcio, um dia antes do caso de violência doméstica ir parar nos tribunais. Junto do divórcio, o casal também assinou um comunicado conjunto, chamando a relação entre eles de “intensamente passional e às vezes volátil, mas sempre ligada pelo amor”, acrescentando que “nunca houve qualquer intenção de danos físicos e emocionais”. Mas o próprio ator achou boa ideia trazer o caso de volta à justiça, após a continuidade de comentários de Heard e especificamente um artigo sobre violência doméstica que ela escreveu para o jornal Washington Post – sem nomear Depp. Quando se divorciou, ele pagou US$ 7 milhões para Heard. Agora, quer que ela lhe pague US$ 50 milhões por difamação. “Ela era a perpetradora, e eu era a vítima”, garantiu Depp, em sua audiência. “Enquanto misturava receitas de anfetaminas e outros remédios com álcool, a senhora Heard cometeu inúmeros atos de violência doméstica contra mim, frequentemente na presença de terceiros, o que, em algumas circunstâncias, me causou sérios danos corporais”. O ator ainda disse que a ex-mulher “batia, socava e chutava” seu corpo, além de jogar objetos nele, incluindo “garrafas pesadas, latas de refrigerante, velas acesas, controles remotos e latas de solvente”. Além de se dizer ele próprio vítima de violência doméstica, Depp alega em sua ação judicial que as acusações de Heard causaram danos à sua carreira. Ele sofreu rejeição do público após ser escalado como o vilão de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” e foi removido da franquia “Piratas do Caribe”, onde interpretava o protagonista Jack Sparrow. Entretanto, após entrar com essa ação na justiça, o caso que vinha sendo esquecido voltou à mídia. E a continuidade de Depp na franquia “Animais Fantásticos” passou a ser considerada de baixa probabilidade. O antigo astro de cinema não tem mais nenhum outro projeto em andamento em Hollywood. Seus trabalhos mais recentes foram dois longas independentes de baixo orçamento, que ele já terminou de filmar e atualmente estão em fase de pós-produção, visando chegar aos cinemas em 2020.

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  • Filme

    Novo filme de Woody Allen rompe boicote, ganha primeiro trailer e desmascara fake news

    18 de maio de 2019 /

    Woody Allen divulgou em sua página no Facebook o primeiro trailer de “A Rainy Day in New York”. Pronto há mais de um ano, o filme foi engavetado pela Amazon, após o diretor virar alvo de uma campanha destrutiva de sua filha Dylan Farrow, que aproveitou o movimento #MeToo para desenterrar acusações de abuso contra o cineasta. Ela afirma ter sido molestada quando criança por Allen, há cerca de três décadas. O diretor nega tudo e acusa sua ex, Mia Farrow, de lavagem cerebral. Outro de seus filhos, Moses Farrow, confirma a versão de Allen, que não foi condenado quando o caso foi levado a tribunal em 1990, durante a disputa da guarda das crianças, e nunca foi acusado de abuso por nenhuma atriz com quem trabalhou ao longo de meio século de carreira. Mas Dylan prometeu, em entrevista televisiva, que iria acabar com a carreira de Woody Allen. E cumpriu. Vários atores que trabalharam com Allen disseram publicamente que não voltariam a filmar com o diretor, inclusive parte do elenco de “A Rainy Day in New York”, após a repercussão da campanha negativa. Para complicar ainda mais, o tema do filme entrou na usina de rumores das redes sociais, levando muitas publicações a noticiarem que a trama explorava o relacionamento de uma adolescente, vivida por Elle Fanning (“Espírito Jovem”), com um homem muito mais velho, que seria o personagem de Jude Law (“Capitã Marvel”) ou de Liev Schreiber (“Ray Donovan”). Isto toraria o filme difícil de ser aceito nos tempos atuais. Entretanto, o trailer não mostra nada disso – há um motivo plausível para a atração da personagem de Fanning por homens mais velhos e não é sexo – , deixando claro que Allen tem sido vítima de fake news. A prévia detalha toda a história, que é bastante envolvente. Elle Fanning é uma universitária que consegue uma entrevista exclusiva com um importante diretor de cinema (Liev Schreiber) em Nova York, e viaja com seu namorado (Timothée Chalamet, de “Me Chame pelo Seu Nome”) para passar um fim de semana romântico na cidade. Mas em plena entrevista o diretor revela passar por uma crise e convida a jovem a acompanhar os bastidores de seu novo filme, colocando-a em contato com outros integrantes da indústria, como os personagens de Jude Law e Diego Luna (“Rogue One”), um galã seguido por paparazzi que confundem Fanning com uma namorada. Ao mesmo tempo, ela se entusiasma com o acesso irrestrito e a possibilidade de um furo de reportagem, esquecendo o namorado. As horas passam, o namorado fica cada vez mais nervoso, mas também acaba se envolvendo numa filmagem, onde precisa beijar uma atriz interpretada por Selena Gomez (“Os Mortos Não Morrem”). A trama se complica e começa a chover. Allen processou a Amazon por não lançar o filme nem cumprir o contrato que previa a produção de seus próximos longas. A Amazon topou a briga e disse que não ia lançar mesmo, porque Allen ficou radioativo devido ao #MeToo. Mas a história não termina assim. Uma distribuidora italiana resolveu ignorar a campanha contra Allen e rompeu o boicote. Foi seguida por outra distribuidora na Alemanha. Com o lançamento na Europa, críticas positivas podem influenciar no futuro não apenas de “A Rainy Day in New York” mas do próprio cineasta, que tem planos para filmar sua próxima obra na Espanha. Confira abaixo como a acusação de pedofilia disparada contra “A Rainy Day in New York” não passa de fake news. Rainy Day trailer The official trailer for "A Rainy Day in New York". Publicado por Woody Allen em Sexta-feira, 17 de maio de 2019

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  • Etc

    Estúdio de Harvey Weinstein entra com pedido de liquidação total

    16 de maio de 2019 /

    O estúdio de cinema que pertencia aos irmãos Bob e Harvey Weinstein protocolou um pedido para liquidar todos os seus bens, como garantia para pagar os processos contra seus executivos e diretores decorrentes da quebra de contratos e das acusações de abuso sexual que derrubaram Harvey. Em documentos anexados ao processo de falência, os advogados da antiga The Weinstein Company pedem ao juiz de falências de Delaware que converta a ação em uma liquidação total, em vez do plano de reestruturação que havia sido protocolado em março de 2018. Diversas rodadas de mediação nos últimos 10 meses foram incapazes de resolver os pedidos de responsabilização decorrentes da conduta de Weinstein, disseram os advogados, que vem negociando com seguradoras, credores e mulheres que processaram a empresa. Não está claro o que há para ser liquidado, já que a empresa vendeu sua livraria de filmes para a empresa de investimentos Lantern Capital, sediada no Texas, além de seu negócio de produção de televisão e um punhado de filmes inéditos. A empresa caiu em desgraça depois que cerca de 100 mulheres, a maioria jovens atrizes e outras profissionais da indústria cinematográfica, acusaram Harvey Weinsten de assédio, abusos e até estupros em denúncias que remontam a décadas. A onda de denúncias deu origem ao movimento #MeToo, que acabou passando a limpo a conduta de produtores e astros poderosos das indústrias do cinema e da TV dos Estados Unidos. Algumas acusações de abusos mais recentes de Weinstein, que não foram prescritas, irão a julgamento em setembro. Ele se diz inocente e alega que todos os contatos com as mulheres foram consensuais.

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