Fuller House: Primeira parte da temporada final ganha trailer e data de estreia
A Netflix divulgou o trailer da “Parte A” da 5ª temporada de “Fuller House”, que marca o final da série. O vídeo também revela a data de estreia dos episódios – além de inaugurar uma nova e estranha nomenclatura alfabética para distinguir as metades da temporada na plataforma. “Fuller House” é uma continuação da clássica “Três É Demais” (Full House, no original) e gira em torno das filhas crescidas da atração original. As primeiras temporadas renderam algumas das maiores audiências da Netflix, segundo medições independentes, mas a produção dos novos episódios foi marcada por bastidores tumultuados. Jeff Franklin, o criador da atração, foi demitido no ano passado, após ser acusado de agressividade verbal e por fazer declarações inadequadas no set das gravações e na sala de roteiristas. Detalhes das condutas consideradas impróprias não foram revelados. E, para completar, a personagem de Lori Loughlin foi cortada da série, após a atriz ser envolvida no escândalo de fraude universitária, em que um grupo de pais ricos foi acusado de comprar vagas em faculdades conceituadas nos Estados Unidos para seus filhos. Ela ainda não foi sentenciada, mas deve pegar prisão. A série original dos anos 1980 acompanhava um pai (Bob Saget) que tinha que criar as três filhas (vividas por Candace Cameron Bure, Jodie Sweetin e as gêmeas Olsen em um papel compartilhado) com a ajuda de dois solteirões (John Stamos e Dave Coulier). Na continuação, uma das filhas, D.J., passa por uma situação similar. Viúva recente e mãe de três filhos – que no começo de “Fuller House” tinham 12, 7 anos e poucos meses de idade – , ela contará com o apoio de sua família para dar conta do recado. A personagem volta a ser vivida pela mesma atriz, Candace Cameron Bure, que tinha 10 anos de idade quando “Três É Demais” começou em 1987 e comemorou 18 ao final da atração, em 1995. O trio principal, desta vez, inclui ainda sua irmã roqueira Stephanie Tanner (Jodie Sweetin), que também virou mamãe na 4ª temporada, e sua melhor amiga Kimmy (Andrea Barber), que tem uma filha adolescente. As três são as novas adultas da atração, que passam a morar juntas no velho cenário da sitcom, com seus respectivos filhos. Além delas, “Fuller House” também traz participações dos adultos originais de “Três É Demais”, agora vivendo a crise da Terceira Idade, especialmente Bob Saget como o pai de D.J., que continua amigo dos personagens de Dave Coulier e John Stamos. Lori Loughlin vivia a Tia Becky, esposa de Jesse (John Stamos) e mãe de dois gêmeos, que ela deu à luz no final da série original. Apenas as gêmeas Olsen optaram por não participar do projeto, afirmando que desistiram de atuar e hoje direcionam suas carreiras para o universo da moda – onde são muito bem-sucedidas, por sinal. A primeira metade (Parte A) da 5ª temporada estreia em 6 de dezembro em streaming.
Doctor Who: 12ª temporada finalmente ganha trailer e pôster
A rede BBC finalmente divulgou o pôster e o primeiro trailer da 12ª temporada de “Doctor Who”. A prévia oferece muitos alienígenas, novos e velhos conhecidos, viagens no tempo, explosões e incontáveis efeitos visuais, além das frases típicas do Doutor, agora Doutora, na interpretação de Jodie Whittaker. O vídeo também mostra as participações especiais de Stephen Fry (“V de Vingança”) e Lenny Henry (“Broadchurch”), e foi liberado três dias após o anúncio do término das gravações dos novos capítulos. A 11ª temporada chegou ao fim em dezembro de 2018, seguida por um especial de Ano Novo no dia 31. Desde então, os fãs aguardam por novos capítulos. Mas a BBC ainda não revelou a data exata de estreia da próxima temporada, apenas que é prevista para “breve” – ou seja, no começo de 2020. Rumores indicam que a demora se deve a uma queda de braços entre a BBC e o atual produtor da série, Chris Chibnall. O problema estaria, ironicamente, no sucesso dos primeiros episódios produzidos por Chibnall. A BBC queria uma nova temporada com 10 episódios e um especial de fim de ano para 2019. Mas, segundo apurou a revista Starburst, Chibnall teria se recusado a apressar a produção, afirmando que não poderia manter a mesma qualidade sem uma pausa maior. O impasse chegou, novamente segundo rumores, a fazer o showrunner considerar sua demissão, já que seu contrato previa apenas cinco episódios (e um especial de Natal) para 2019. Mas nem isso foi produzido. Aparentemente, a exigência de cinco episódios anuais também foi defendida pela nova protagonista, Jodie Whittaker. Um meio termo pode ter sido encontrado no lançamento de 10 episódios em 2020 – cobrindo supostamente os 5 de 2019 e mais 5 que seriam produzidos no ano que vem. Whitaker trabalhou com Chibnall na série “Broadchuch” e foi a escolha do produtor para virar a primeira mulher a estrelar “Doctor Who”. O trabalho dos dois na 11ª temporada registrou ótima audiência para o canal BBC One no Reino Unido – 8,7 milhões de telespectadores consolidados, após a soma de todas as plataformas, bem acima dos 6 milhões da temporada passada. Seja qual for sua data de estreia, a 12ª temporada de “Doctor Who” será exibida no Brasil pela plataforma Globoplay.
Após queixa de Emilia Clarke, diretores do Reino Unido ganham manual para cenas de nudez
Poucos dias após Emilia Clarke revelar em entrevista que foi pressionada a fazer mais cenas de nudez que esperava durante as gravações de “Game of Thrones”, a associação profissional de diretores do Reino Unido, Directors UK, lançou um manual com diretrizes para a realização desse tipo de gravação – cenas de nudez e simulações de sexo em filmes e séries. Clarke disse ter ficado impressionada com a “quantidade de nudez” da 1ª temporada de “Game of thrones”. A atriz contou que, mesmo tendo lido o roteiro e concordado com as cenas descritas, se sentiu insegura durante o set, que foi sua primeira grande experiência após completar a escola de teatro. “Eu nunca tinha estado em um set como aquele, e agora estava lá completamente nua com todas aquelas pessoas, e não sabia o que fazer e o que era esperado de mim, e não sei o que eu queria ou não queria”, relembrou. Com as novas diretrizes, o Directors UK espera evitar situações de desconforto iguais, com orientações para ensaios, direção de cenas de violência sexual e planejamento de gravações de forma que atendam a cláusulas contratuais. Segundo a entidade, a ideia é “encontrar soluções criativas para os desafios que ocorrem no set”. O manual tem o apoio de outras organizações importantes do audiovisual no Reino Unido, como o Bafta, BFI, o sindicato de diretores de casting e o sindicato dos roteiristas do Reino Unido, assim como grupos que advocam pela igualdade de gênero, como o ERA 50:50 e o Time’s Up UK. Presidente do comitê do Directors UK e vencedora de um Bafta, a diretora Susanna White celebrou o lançamento do guia. “O diretor, como o líder criativo da produção, deve dar o tom para um ambiente profissional e respeitoso no set. Todos nós estamos aqui porque queremos contar histórias emocionantes e impactantes, e nenhum integrante do elenco ou da equipe deve ser colocado numa posição em que se sinta inseguro, explorado ou mal gerenciado — especialmente na hora de filmar conteúdos sensíveis”, disse a cineasta de “Uma Mulher Exemplar” (2017) e “Nanny McPhee e as Lições Mágicas” (2010), em comunicado.
Apple cancela lançamento de The Banker após polêmica com netas de personagem real
A Apple cancelou a pré-estreia mundial e adiou indefinidamente o lançamento do filme “The Banker”, um de seus primeiros filmes originais. O motivo foram alegações das netas de um dos personagens, que apontaram distorções temporais na história, baseada em fatos reais, para acomodar uma versão em que elas não existiriam, quando na verdade já estavam sofrendo abusos sexuais do irmão mais velho. O acusado Bernard Garrett Jr., filho do empresário que inspirou a produção, é produtor do longa. “The Banker” deveria ter estreado na quinta-feira (21/11) em um evento do Instituto Americano de Cinema (AFI, na sigla em inglês), antes de chegar nos cinemas americanos em 6 de dezembro e ter seu lançamento streaming em janeiro. Mas vai ficar na gaveta até a Apple e os demais produtores verem como tratar das acusações disparadas contra o filme. “Adquirimos ‘The Banker’ no início deste ano porque ficamos motivados por sua história divertida e educativa sobre mudança social e conscientização financeira”, disse a Apple em um comunicado. “Na semana passada, chamaram nossa atenção para preocupações relacionadas ao filme”, acrescentou a empresa. “Nós, assim como os cineastas, precisamos de algum tempo para analisar estas questões e determinar os melhores passos a seguir”. O filme é baseado na história real de dois empresários afro-americanos dos anos 1950, que empregaram um branco pobre para se passar por seu testa de ferro e assim conseguir aprovação do sistema financeiro racista para adquirir um banco e realizar empréstimos a negros durante o período de segregação dos Estados Unidos. Os papéis principais são vividos por Anthony Mackie e Samuel L. Jackson, ambos de “Os Vingadores: Ultimato”. O problema se concentra no filho do personagem de Mackie. Duas meia-irmãs de Garret Jr., 15 anos mais jovens que ele, o acusam de ter abusado sexualmente delas durante os vários anos em que a família viveu na mesma casa. “O filme mente para esconder que seu produtor abusou sexualmente de mim e da minha irmã por anos e depois apagou a história de vida da minha mãe ao lado do meu pai. Nossa família não vai continuar em silêncio!”, escreveu Cynthia Garrett no Twitter. O “apagar” faz alusão ao fato de “The Banker” ter mostrado o protagonista casado apenas com a primeira esposa (mãe de Bernard) quando, num dos períodos abordados, ele já estava com a mãe de Cynthia. Em seu comunicado, a Apple não mencionou a razão da polêmica. Veja o trailer da produção abaixo.
Novo filme de Clint Eastwood gera polêmica ao mostrar jornalista trocando sexo por informação
O novo filme de Clint Eastwood, “O Caso Richard Jewell” (Richard Jewell), causou polêmica em sua première, realizada na quarta (20/11) em Los Angeles (EUA), por conta de uma cena envolvendo a jornalista Kathy Scruggs, vivida por Olivia Wilde. O filme é baseado num caso real, mas tem uma cena que mostra Scruggs prometendo sexo para o agente do FBI Tom Shaw (interpretado por Jon Hamm) em troca de informações. Não há relatos de que isso tenha acontecido de verdade. A cena teria a função de diminuir a importância da investigação jornalística de Scruggs, que foi a repórter responsável por identificar Richard Jewell (Paul Walter Hauser) como suspeito do atentado à bomba no Centennial Olympic Park, em Atlanta (EUA). Mais tarde, a acusação contra Jewell, um segurança do parque que virou herói por encontrar a bomba em primeiro lugar, além de ter organizado a evacuação do público que estava no local, provou-se falsa. O atentado de Atlanta, em 1996, deixou um morto e mais de 100 feridos. A revista The Hollywood Reporter procurou o atual editor do jornal em que Scruggs trabalhava, o Atlanta Journal-Contitution. Kevin Riley confirmou que leu uma versão do roteiro e fez objeções à cena para os produtores. “Roteiros passam por muitas revisões. Eu só esperei, de boa fé, que eles seguissem um caminho diferente. Esta é uma história naturalmente dramática. Não entendi o porquê de acrescentar um detalhe que não é só insultante, como também desnecessário”, comentou Riley. O editor também apontou que a caracterização de Scruggs é injusta, especialmente porque ela não está aqui para se defender. A jornalista morreu em 2001, vítima de uma overdose de remédios. “Em uma época na qual o jornalismo está sendo atacado por todos os lados, é lamentável que um filme caia nesse tipo de clichê, que reforça um estereótipo falso [de que jornalistas trocam informações por sexo]”, completou o editor. O pôster da produção diz: “O mundo saberá seu nome e a verdade”. “O Caso Richard Jewell” tem estreia marcada para 2 de janeiro no Brasil, três semanas após o lançamento comercial nos Estados Unidos. Veja o trailer legendado abaixo.
Polanski tem a melhor bilheteria de sua carreira em meio a protestos e boicotes feministas na França
“An Officer and a Spy” (J’accuse), novo filme de Roman Polanski, liderou as bilheterias na França em sua primeira semana em cartaz, apesar de piquetes de manifestantes femininas e campanhas de boicote ao cineasta franco-polonês, acusado recentemente de um novo estupro. Com mais de 501 mil ingressos vendidos, a obra teve a “melhor estreia da carreira” do cineasta, segundo o site CBO Box Office, considerando os filmes que Polanski fez após 1995 – de todo modo, os anteriores teriam bilheterias menores, devido aos preços praticados na época. Antes de “J’accuse”, a melhor estreia de Polanski na França tinha sido terror “O Último Portal”, estrelado por Johnny Depp, que vendeu 499 mil ingressos em seu primeiro fim de semana em 1999. “J’accuse” conta a história do maior erro judicial da história da França, o caso de Alfred Dreyfus, acusado falsamente de espionagem no final do século 19, num ato de antissemitismo que antecipou as tendências sombrias do nazismo, que anos depois se espalharia pelo continente europeu. Além da popularidade atestada pelas grandes bilheterias, o filme também agradou à crítica e até venceu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza. Sua estreia na França foi o momento escolhido por uma fotógrafa francesa, Valentine Monnier, para denunciar à imprensa que o diretor a estuprou em 1975, quando ela tinha 18 anos. Polanski negou a acusação por meio de seu advogado. Isto desencadeou uma onda de protestos, alimentada pela hastag #BoycottPolanski nas redes sociais e piquetes na porta de alguns cinemas. A acusação também levou a Sociedade Civil de Diretores e Produtores (ARP) a dizer que pretende mudar suas regras para expulsar ou suspender qualquer um de seus membros que tenha sido acusado pela justiça. Polanski já foi expulso em 2018 da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, organização que concede o Oscar, por ser foragido da justiça americana. O cineasta é considerado fugitivo, porque escapou para a França após se declarar culpado de abusar de uma menor de 13 anos em 1977. Como é cidadão francês, ele não pode ser extraditado. Isto não impediu a própria Academia de lhe dar o Oscar de Melhor Diretor por “O Pianista” (2002). Na época, a condenação não fez a menor diferença. Recentemente, o diretor se viu alvo de mais cinco denúncias de estupro que teriam acontecido nos anos 1970. Elas vieram à tona durante o auge do movimento #MeToo, que Polanski chamou de “histeria coletiva” e “hipocrisia”. O novo filme de Roman Polanski não tem previsão de lançamento no Brasil. Confira o trailer francês abaixo.
The Witcher: Série de fantasia estrelada por Henry Cavill ganha novo pôster
A Netflix divulgou um novo pôster de “The Witcher”, que reúne Geralt de Rivia (Henry Cavill), Yennefer (Anya Chalotra) e Ciri (Freya Allan), os protagonistas da nova série de fantasia. Assim como “Game of Thrones”, a série de streaming é baseada numa famosa saga literária de fantasia, criada pelo escritor polonês Andrzej Sapkowski. A diferença é que “The Witcher” foi adaptado para videogame antes de virar série, criando maior expectativa em relação a seu visual. Na série, Henry Cavill (“Batman vs. Superman”) vive Geralt of Rivia, caçador de monstros num mundo de fantasia medieval, onde as pessoas frequentemente se mostram mais maldosas que as próprias criaturas que ele caça. Tudo que ele deseja é ser deixado sozinho e em paz, mas o destino coloca em seu caminho uma poderosa feiticeira e uma jovem princesa com um segredo, e os três precisarão aprender a compartilhar juntos a sobrevivência nesse universo. O papel marca a volta de Cavill às séries. Ele ficou conhecido após estrelar “The Tudors”, entre 2007 e 2010. Desde então, o ator britânico virou um dos astros de maior destaque de Hollywood, não só como Superman em “O Homem de Aço”, “Batman vs Superman” e “Liga da Justiça”, mas também em filmes de ação como “Missão: Impossível – Efeito Fallout” e “O Agente da U.N.C.L.E.”. Já as protagonistas femininas são Freya Allan (da série “Into the Badlands”), escalada como a Princesa Ciri, e Anya Chalotra (“Wanderlust”) como a feiticeira Yennefer. Mas o elenco é vastíssimo, com vários outros personagens relevantes. A lista inclui Anna Shaffer (Romilda Vane nos filmes de “Harry Potter”) como Tris Marigold, Jodi May (“Game of Thrones”) como a Rainha Calanthe, Björn Hlynur Haraldsson (“Fortitude”) como o cavaleiro Eist, Adam Levy (“Knightfall”) como o druida Mousesack, MyAnna Buring (“Ripper Street”) na pele de Tissaia, Mimi Ndiweni (“Rellik”) como Fringilla, Therica Wilson-Reed (“Profile”) como Sabrina, Eamon Farren (“Twin Peaks”) como Cahir, Joey Batey (“Knightfall”) como Jaskier, Lars Mikkelsen (“Sherlock”) como Stregobor, Royce Pierreson (“Wanderlust”) como Istredd, Maciej Musiał (“1983”) como Sir Lazlo e Wilson Radjou-Pujalte (“Dickensian”) como Dara. Sem esquecer a multidão de intérpretes secundários: Rebecca Benson (Marilka), Shane Attwooll (Nohorn), Luke Neal (Vyr), Matthew Neal (Nimir), Tobi Bamtefa (Danek), Sonny Serkis (Martin), Roderick Hill (Fletcher), Inge Beckmann (Aridea), Charlotte O’Leary (Tiffania), Natasha Culzac (Toruviel), Amit Shah (Torque) e Tom Canton (Filavandrel). A adaptação está a cargo da roteirista e produtora Lauren Schmidt Hissrich, que exerceu as duas funções nas séries do “Demolidor” e “Os Defensores”. A estreia vai acontecer em 20 de dezembro e a série já foi renovada para sua 2ª temporada.
Doctor Who: Terminam as gravações da 12ª temporada
A rede BBC anunciou que a 12ª temporada de “Doctor Who” terminou de ser gravada. O anúncio foi feito pelo Instagram oficial da série britânica, acompanhado por um vídeo com cenas de bastidores. Com estreia prevista para 2020, a 12ª temporada também teve duas participações especiais confirmadas: Stephen Fry (“V de Vingança”) e Lenny Henry (“Broadchurch”). Seus papéis não foram revelados, mas devem ser importantes porque o anúncio também foi feito, com pompa e vídeo, pelo Instagram oficial do programa. Veja os dois vídeos abaixo. A 11ª temporada chegou ao fim em dezembro de 2018, seguida por um especial de Ano Novo no dia 31. Desde então, os fãs aguardam por novos capítulos. A BBC ainda não revelou a data de estreia para a próxima temporada. Rumores indicam que a demora se deve a uma queda de braços entre a BBC e o atual produtor da série, Chris Chibnall. O problema estaria, ironicamente, no sucesso dos primeiros episódios produzidos por Chibnall. A BBC queria uma nova temporada com 10 episódios e um especial de fim de ano para 2019. Mas, segundo apurou a revista Starburst, Chibnall teria se recusado a apressar a produção, afirmando que não poderia manter a mesma qualidade sem uma pausa maior. O impasse chegou, novamente segundo rumores, a fazer o showrunner considerar sua demissão, já que seu contrato previa apenas cinco episódios (e um especial de Natal) para 2019. Mas nem isso foi produzido. Aparentemente, a exigência de cinco episódios anuais também foi defendida pela nova protagonista, Jodie Whittaker. Um meio termo pode ter sido encontrado no lançamento de 10 episódios em 2020 – cobrindo supostamente os 5 de 2019 e mais 5 que seriam produzidos no ano que vem. Whitaker trabalhou com Chibnall na série “Broadchuch” e foi a escolha do produtor para virar a primeira mulher a estrelar “Doctor Who”. O trabalho dos dois na 11ª temporada registrou ótima audiência para o canal BBC One no Reino Unido – 8,7 milhões de telespectadores consolidados, após a soma de todas as plataformas, bem acima dos 6 milhões da temporada passada. Seja qual for sua data de estreia, a 12ª temporada de “Doctor Who” será exibida no Brasil pela plataforma Globoplay. Ver essa foto no Instagram That’s a wrap, we’ve finished filming! Are you ready for series 12? #DoctorWho ? Uma publicação compartilhada por Doctor Who Official (@bbcdoctorwho) em 19 de Nov, 2019 às 4:00 PST Ver essa foto no Instagram ⭐ Guest Star Announcement! ⭐ Stephen Fry and Sir Lenny Henry CBE to appear in the new series of #DoctorWho Uma publicação compartilhada por Doctor Who Official (@bbcdoctorwho) em 20 de Nov, 2019 às 2:00 PST
Jussie Smollett decide processar a cidade de Chicago por destruir sua carreira de ator
O ator Jussie Smollett decidiu processar Chicago, após considerar que o prefeito e o chefe de polícia da cidade americana “arruinaram” sua reputação. Demitido da série “Empire” após a polícia declarar que ele forjou um ataque homofóbico e racista contra si mesmo, Smollett iniciou um processo contra a polícia da cidade e Eddie Johnson, que era superintendente na época. Em 29 de janeiro, Smollett foi levado a um hospital com ferimentos leves, alegando ter sido atacado por dois homens durante a madrugada nas ruas de Chicago. O ator, que é gay, contou que eles gritavam ofensas racistas e homofóbicas. A investigação da polícia, no entanto, chegou à conclusão que Smollett havia encenado o ataque. Os irmãos Ola e Avel Osundairo, personal trainers que já haviam aparecido como figurantes em “Empire”, testemunharam que o ator pagou para que eles o atacassem. A polícia os ameaçou de prisão e deportação para a Nigéria para obter esse depoimento. Na verdade, as autoridades policiais cometeram diversas irregularidades no caso, que levaram a promotoria de Chicago a decidir abandonar o processo contra Smollett, sem aprofundar explicações. Ao prender o ator, a polícia afirmou que o ataque foi “um golpe publicitário” para chamar atenção visando obter um aumento de salário. Mas a revista The Hollywood Reporter fez sua própria investigação sobre essas afirmações e descobriu que Smollett já tinha um dos maiores salários do elenco de “Empire”, acabara de receber aumento recente e não negociava com os produtores por mais dinheiro. Nem seus agentes nem a Fox sabiam que ele queria receber mais. Antes desta hipótese ser apresentada, a investigação teria vazado que o objetivo do suposto falso ataque seria evitar que ele fosse dispensado da série. Só que os roteiristas de “Empire” e a rede Fox também rechaçaram essa teoria, alegando que nunca houve planos para dispensá-lo. Em entrevista coletiva pouco antes da prisão do ator, o superintendente da polícia de Chicago, Eddie Johnson, apresentou um cheque assinado por Smollett para os irmãos como prova das acusações. Entretanto, em depoimento à polícia, os irmãos supostamente contratados por Smollett disseram que o dinheiro que receberam do ator na verdade era pagamento pela prestação de serviços como personal trainers. Há fotos no Instagram desse trabalho. Johnson também afirmou à imprensa que Smollett havia escrito uma carta de conteúdo ameaçador que chegou ao set de “Empire” alguns dias antes do ataque. Na realidade, segundo o TMZ, as investigações da polícia e do FBI não conseguiram determinar que o ator foi autor da carta. Diante dessa avalanche de equívocos, trazidos à público pela própria polícia, a promotora Kim Foxx desistiu de processar o ator. Ela explicou que, se fosse a julgamento, Smollett teria no máximo que prestar serviço comunitário, mas como o ator já realiza trabalho voluntário em Chicago, a condenação seria redundante. No entanto, caso fosse inocentado, deixaria a polícia numa situação difícil. Isto, porém, não impediu o Prefeito de Chicago, Rahm Emanuel, e o chefe de polícia da cidade, Eddie Johnson, de continuar atacando o ator publicamente com ameaças de processo, insistindo na versão de ataque de mentira, o que, no final, acabou lhe custando o emprego, mesmo não sendo processado. Agora, os advogados do ator alegam que a cidade lhe deve uma indenização a ele. “Apesar do descarte de todas as acusações contra o Sr. Smollett, a conduta da polícia de Chicago e as declarações falsas dos irmãos Osundairo fizeram com que ele fosse sujeitado ao ridículo em público e o prejudicaram muito”, diz o processo. “O Sr. Smollett também sofreu, e continua sofrendo, substanciais perdas monetárias. Ele perdeu oportunidades de emprego e precisou pagar muito dinheiro a advogados que o defenderam durante o caso”, continua o texto. O ator foi limado da 6ª e última temporada de “Empire”, que foi ao ar sem o seu personagem, e não apareceu nas telas desde então. O processo contra a cidade de Chicago ainda cita que Smollett sofre de “angústia e estresse agudos” por causa do caso.
Emilia Clarke revela brigas por cenas de nudez em Game of Thrones
A atriz Emilia Clarke disse ter sido pressionada a fazer cenas de nudez em “Game of Thrones” “para não decepcionar os fãs”. A atriz, que interpretou Daenerys Targaryen na série, revelou brigas no set por causa de cenas em que precisava aparecer sem roupas, mas não chegou a nomear os membros da equipe da série que a pressionaram. A revelação foi feita durante entrevista ao podcast Armchair Expert, em que ela comentou: “Eu sou mais consciente hoje em dia sobre o que me deixa confortável ou desconfortável, o que eu sinto que é OK fazer, e o que eu sinto que não é OK”. “Eu tive brigas no set em que dizia: ‘Não, o lençol vai me cobrir até o pescoço’. E eles diziam: ‘Você não quer decepcionar os fãs de ‘Game of Thrones’, quer?’. E eu respondia: ‘Vão se f*der'”, contou. Ela afirmou que não sabia sobre a quantidade de nudez na história até ler o roteiro. “Eu consegui o papel e recebi os scripts. Quando estava lendo, pensei: ‘Ah, bom, agora entendi qual é o lado ruim disso'”, disse. “Eu tinha acabado de sair da escola de teatro, e abordei aquilo como qualquer outro trabalho. Se está no roteiro, eu pensei, claramente é algo necessário para a trama”, completou. Clarke acrescenta que sua inexperiência profissional também a impediu de brigar com a produção. “Eu nunca tinha estado em um set de gravações daquele tamanho antes. Eu nunca tinha ficado nua na frente de uma multidão de pessoas. Com ou sem nudez, eu nunca seria capaz de me impor e pedir por algo que eu queria na 1ª temporada. Eu pensava que meus sentimentos estavam errados, ia chorar no banheiro, e voltava para filmar a minha cena de nudez como se tudo estivesse bem”, continuou. A estrela britânica contou que a ajuda neste momento veio de um de seus colegas de elenco, Jason Momoa, que viveu Khal Drogo, personagem que se torna marido de Daenerys na 1ª temporada. “Foi realmente muito difícil. Por isso que as cenas, quando eram com Jason, acabavam sendo muito melhores. Foi ele quem me confortou [concordando com o ponto de vista]: ‘Não, querida, não está tudo bem'”, completou.
South Park é acusada de transfobia por mais um episódio politicamente incorreto
A série animada “South Park”, que recentemente foi banida da China por conta de suas piadas controversas, nesta semana voltou a enfrentar críticas negativas do público americano por seu humor politicamente incorreto. Seu episódio mais recente foi considerado transfóbico por muitos espectadores e ativistas. Exibido na quarta-feira (13/11) nos EUA, o episódio da 23ª temporada da série gira em torno de um homem que decide se passar por mulher transgênero para participar de um competição de “força feminina”. O personagem se identifica na competição como Heather Swanson e é desenhado pelos criadores da série como um homem musculoso, de óculos de sol, chapéu de caubói, cabelo longo e barba. Em uma das falas do episódio, Swanson comenta que começou a se identificar como mulher “há duas semanas”. “Eu nem consigo te dizer o quanto eu me sinto livre. Agora que estou competindo como mulher, estou pronta para esmagar as outras garotas”, ele completa. Rachel McKinnon, uma ciclista transgênero e ativista da causa, manifestou-se de forma direta, chamando o episódio de transfóbico e a série de irrelevante. “Sim, é transfóbico. Sim, é preguiçoso. Sim, contribui para machucar mulheres e meninas trans. Mas eles são preguiçosos e cada vez mais irrelevantes”, escreveu no Twitter. Ela ainda lembrou que a série animada “‘Futurama’ contou a mesma história estúpida em um episódio de 2003. Transfóbicos não conseguem achar novas piadas. ‘South Park’ tem sido extremamente transfóbico há muito tempo. Esta não é a primeira vez, nem será a última. [Matt] Stone e [Trey] Parker são transfóbicos. Parem de ligar para eles. Ignorem a série preguiçosa deles”, completou. O comentário reverberou e encontrou eco. “Quando insistimos em afirmar que pessoas trans são nojentas ou estranhas por causa de suas identidades, é simplesmente rude e doloroso, e reforça estigmas negativos”, argumentou outro usuário. “O último episódio de ‘South Park’, sobre atletas trans, é baseado em uma falsidade, algo que não acontece, especialmente em competições de alto nível”, completou outro, ao reforçar a apelação da piada. Veja abaixo a cena integral da piada considerada transfóbica.
The Witcher ganha novos fotos com diversos personagens
A Netflix divulgou mais 28 fotos de “The Witcher”, que destacam os diversos personagens, além do clima de “épico medieval” da produção. Assim como “Game of Thrones”, a série de streaming é baseada numa famosa saga literária de fantasia, criada pelo escritor polonês Andrzej Sapkowski. A diferença é que “The Witcher” foi adaptado para videogame antes de virar série, criando maior expectativa em relação a seu visual. Na série, Henry Cavill (“Batman vs. Superman”) vive Geralt of Rivia, caçador de monstros num mundo de fantasia medieval, onde as pessoas frequentemente se mostram mais maldosas que as próprias criaturas que ele caça. Tudo que ele deseja é ser deixado sozinho e em paz, mas o destino coloca em seu caminho uma poderosa feiticeira e uma jovem princesa com um segredo, e os três precisarão aprender a compartilhar juntos a sobrevivência nesse universo. O papel marca a volta de Cavill às séries. Ele ficou conhecido após estrelar “The Tudors”, entre 2007 e 2010. Desde então, o ator britânico virou um dos astros de maior destaque de Hollywood, não só como Superman em “O Homem de Aço”, “Batman vs Superman” e “Liga da Justiça”, mas também em filmes de ação como “Missão: Impossível – Efeito Fallout” e “O Agente da U.N.C.L.E.”. Já as protagonistas femininas são Freya Allan (da série “Into the Badlands”), escalada como a Princesa Ciri, e Anya Chalotra (“Wanderlust”) como a feiticeira Yennefer. Mas o elenco é vastíssimo, com vários outros personagens relevantes. A lista inclui Anna Shaffer (Romilda Vane nos filmes de “Harry Potter”) como Tris Marigold, Jodi May (“Game of Thrones”) como a Rainha Calanthe, Björn Hlynur Haraldsson (“Fortitude”) como o cavaleiro Eist, Adam Levy (“Knightfall”) como o druida Mousesack, MyAnna Buring (“Ripper Street”) na pele de Tissaia, Mimi Ndiweni (“Rellik”) como Fringilla, Therica Wilson-Reed (“Profile”) como Sabrina, Eamon Farren (“Twin Peaks”) como Cahir, Joey Batey (“Knightfall”) como Jaskier, Lars Mikkelsen (“Sherlock”) como Stregobor, Royce Pierreson (“Wanderlust”) como Istredd, Maciej Musiał (“1983”) como Sir Lazlo e Wilson Radjou-Pujalte (“Dickensian”) como Dara. Sem esquecer a multidão de intérpretes secundários: Rebecca Benson (Marilka), Shane Attwooll (Nohorn), Luke Neal (Vyr), Matthew Neal (Nimir), Tobi Bamtefa (Danek), Sonny Serkis (Martin), Roderick Hill (Fletcher), Inge Beckmann (Aridea), Charlotte O’Leary (Tiffania), Natasha Culzac (Toruviel), Amit Shah (Torque) e Tom Canton (Filavandrel). A adaptação está a cargo da roteirista e produtora Lauren Schmidt Hissrich, que exerceu as duas funções nas séries do “Demolidor” e “Os Defensores”. A estreia vai acontecer em 20 de dezembro e a série já foi renovada para sua 2ª temporada. Veja ainda mais fotos aqui.
Manifestantes impedem première do novo filme de Polanski na França
Um grupo de cerca de 40 manifestantes bloqueou a entrada de um cinema que receberia a première de “An Officer and a Spy” (J’Accuse), novo filme de Roman Polanski, na noite de terça-feira (12/11) em Paris, resultando no cancelamento da exibição. Vestindo preto e equipado com sinalizadores vermelhos e cartazes com os nomes das mulheres que acusaram o diretor de estupro, o grupo se manifestou por cerca de uma hora em frente ao cinema Le Champo, até a sessão ser cancelada. Mas essa não foi a première principal do longa. A sessão de gala aconteceu na mesma hora no cinema UGC Normandie, nos Champs-Elysées, com a presença de Polanski, sem encontrar protestos semelhantes. Polanski foi recentemente acusado por um fotógrafa francesa, Valentine Monnier, de estuprá-la em seu chalé suíço em 1975. Ele negou as acusações por meio de seu advogado. Mas ela é a sexta mulher a acusar o diretor de violência sexual cometida nos anos 1970. O vencedor do Oscar vive na França desde que fugiu dos EUA em 1978, no meio de um julgamento em que se declarou culpado de fazer sexo com uma garota de 13 anos. Monnier disse que resolveu revelar o estupro justamente devido à estreia de “An Officer and a Spy” (J’accuse), em que Polanski filma um famoso erro judicial francês, o caso Dreyfus, em que um inocente é injustamente condenado por um crime que não cometeu. O diretor já teceu comentários comparando-se a Dreyfus. O longa foi lançado no Festival de Cinema de Veneza, onde venceu o Prêmio do Grande Júri. Na semana passada, o filme foi indicado a quatro European Film Awards pela Academia Europeia. Mas quanto mais prestígio conquista a obra, mais intensos se tornam os protestos. No início desta semana, o ator Jean Dujardin, indicado a Melhor Ator Europeu por “An Officer and a Spy”, cancelou uma entrevista com a principal emissora francesa, TF1, alegando que não queria responder perguntas sobre novas acusações contra Polanski. Também na terça-feira, embora sem mencionar Polanski pelo nome, a Associação Francesa de Cineastas, ARP, divulgou um comunicado dizendo que “apoia fortemente todas as vítimas de violência moral e sexual” e que “deve levar em conta que nossas profissões, pelo poder que exercem, podem abrir a porta a excessos repreensíveis ”. A declaração ainda avisa que a ARP “proporá ao próximo conselho de administração que, a partir de agora, qualquer membro considerado culpado de uma ofensa sexual seja excluído e que qualquer membro denunciado pelo mesmo motivo seja suspenso”. Polanski é membro da organização. “An Officer and a Spy” estreia comercialmente nesta quarta (13/11) na França, sob campanha de boicote de vários grupos de pressão. Não há previsão para seu lançamento no Brasil. Vale lembrar que manifestantes também impediram a première de outro filme europeu na semana passada, por motivos bem diferentes e num espectro político oposto na escala do radicalismo cultural. Manifestantes de extrema direita atacaram o público da estreia do premiado “And Then We Danced”, de Levan Akin, em Tbilisi, capital da Geórgia, por prestigiarem uma história de amor LGBTQIA+, entre dois jovens dançarinos georgianos de balé. Eles também querem impedir o filme vencedor de prêmios internacionais de ser exibido nos cinemas do país.










