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    Disputa Marvel x Scorsese segue entre pré-selecionados ao Oscar de Efeitos Visuais

    16 de dezembro de 2019 /

    A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos divulgou nesta segunda (16/12) diversas listas de filmes pré-selecionados em algumas categorias do Oscar 2020. Além de Filme Internacional e Documentário, também foram divulgados os 10 candidatos que continuam na disputa por vagas ao prêmio de Melhores Efeitos Visuais. A lista inclui três filmes inéditos nos cinemas, entre eles o controvertido “Cats”, cujos efeitos, responsáveis por transformar atores em gatos semi-humanos, tiveram grande rejeição nas redes sociais, por ocasião da divulgação de seu trailer. Os outros dois inéditos são o drama de guerra “1917” e a sci-fi “Star Wars: A Ascensão Skywalker”. Além do novo “Star Wars”, a Disney conseguiu emplacar a animação “O Rei Leão” e mais dois filmes da Marvel, respondendo por 40% do total de títulos listados. Quando consideradas as produções da Fox – dois fracassos produzidos por James Cameron – , a supremacia do estúdio atinge 60%. “O Irlandês”, de Martin Scorsese, também está na competição, pelo uso de efeitos para rejuvenescer seu elenco septuagenário. A inclusão ocorre depois de Scorsese polemizar, dizendo de que os filmes da Marvel “não são cinema”. É esperar para ver se a Academia concorda, numa disputa que pode chegar ao Oscar. Vale destacar ainda a inclusão de “Projeto Gemini”. Embora tenha fracassado nas bilheterias, o longa de Ang Lee aprimorou muito a tecnologia de reprodução de imagens em 3D. Os finalistas de todas as categorias serão anunciados no dia 13 de janeiro e os vencedores conhecidos em 9 de fevereiro, em cerimônia transmitida ao vivo para o Brasil pelos canais TNT e Globo. Confira abaixo a lista dos 10 filmes pré-selecionados para o Oscar 2020 de Melhores Efeitos Visuais. “1917” “Alita: Anjo de Combate” “Capitã Marvel” “Cats” “Projeto Gemini” “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” “O Irlandês” “O Rei Leão” “Star Wars: A Ascensão Skywalker” “Vingadores: Ultimato”

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  • Filme

    Um Dia de Chuva em Nova York mostra desilusão de Woody Allen com a vida

    15 de dezembro de 2019 /

    Chegará o dia em que os filmes dos anos 2010 de Woody Allen serão revalorizados. Claro que isso só o tempo dirá, mas, a impressão que dá, vendo “Um Dia de Chuva em Nova York” (2019), é que o tom do filme lembra bastante o de algumas obras de Éric Rohmer ou de Hong Sang-soo. Não há um compromisso com o naturalismo nas interpretações, no ritmo das falas. No caso do filme de Allen, a velocidade dos acontecimentos é coerente com a agilidade dos diálogos. Há, como sempre, a projeção da própria persona de Woody Allen em seus personagens, e isso se vê em ambos os protagonistas. Enquanto Timothée Chalamet simboliza aquele aspecto mais amargo e pouco entusiasmado com a vida, ainda que não tanto quanto o protagonista de “Homem Irracional” (2015), que chegava ao niilismo, temos também a personagem entusiasmada, vivida com encanto por Elle Fanning. Ele vem de uma família abastada de Manhattan, embora não fique nada à vontade com suas origens e viva fugindo dos familiares e de uma festa que deveria estar presente; ela também vem de família rica, seu pai é um banqueiro em Tucson, Arizona, mas é alvo de chacota, por causa do lugar de origem, pelos amigos nova-yorquinos de Gatsby (personagem de Chalamet), que a consideram uma caipira. O filme começa com uma narração em voice-over por Gatsby, que confessa estar apaixonado por Ashleigh (Fanning), e isso lhe traz mais prazer de viver. Ela precisa ir a Nova York para entrevistar um famoso diretor de cinema para seu trabalho na faculdade e os dois partem para um par de dias em Manhattan. Gatsby tinha seus planos para o dia com Ashleigh: visitar museus, comer em bons restaurantes, passear bastante. Mas aí surgem alguns empecilhos, já que o diretor (Liev Schreiber), muito provavelmente por parecer atraído pela jovem estudante, decide dar-lhe um furo de reportagem, dizer o quanto está desgostoso com o projeto e ainda por cima mostrar uma prévia do novo filme, ainda em fase de produção. Uma oportunidade dessas Ashleigh não ia perder. E por isso vai adiando o encontro com o namorado, que vai sendo cada vez mais deixado de lado. As trajetórias de Gatsby e Ashleigh vão seguindo por caminhos opostos com relação ao encaminhamento de como ver a vida: enquanto ela parece uma criança em uma loja de doces à frente daquele universo hollywoodiano, com homens mais velhos da indústria bastante interessados sexualmente naquela jovem bela e com um figurino que lembra uma colegial, ela parece totalmente dona da situação, tanto por ser desejada até mesmo por um ator símbolo sexual (personagem de Diego Luna). Enquanto isso, sentindo uma falta enorme da namorada, Gatsby visita um set de filmagens de um amigo estudante de cinema e dá de cara com a irmã de uma ex-namorada, Chan (Selena Gomez), uma personagem atraente. Ele acaba participando do filme e a cena de beijo dos dois, num dos takes, é um dos pontos altos da temperatura erótica do filme. A outra cena boa, sensualmente falando, envolve a chegada de Ashleigh à casa do personagem de Diego Luna. Há quem veja a situação de Ahsleigh, ao final dessa situação, como humilhante, e talvez seja mesmo, mas há também algo de belamente erótico e perverso. Paralelamente, enquanto Ashleigh recebe uma bofetada ao ser exposta ao doce e ao amargo do showbizz hollywoodiano, Gatsby, ao ter uma conversa com a mãe, passa a ter uma ideia melhor de sua vida e de suas origens. Assim, “Um Dia de Chuva em Nova York” se torna um filme que apresenta uma visão agridoce da vida, num clima de desilusão que mistura parte do romantismo visto recentemente em “Magia ao Luar” (2014) com a amargura e a certeza de que a vida é que dá as cartas de “Café Society” (2016). Completando tudo isso, a fotografia linda do mestre Vittorio Storaro, que trabalhou com Allen no anterior “Roda Gigante” (2017), apresenta uma luz tão bela e tão própria do trabalho do cinematógrafo, que só é um pouco suavizada pela presença da chuva, símbolo das situações emocionalmente instáveis da vida de todos os personagens. Além do mais, não deixa de ser um alívio poder compartilhar mais uma vez o universo familiar e delicioso dos filmes de Allen, depois de tanta confusão causada pelas acusações de sua filha adotiva, que quase impediram o lançamento do filme, ao resgatar polêmicas da década de 1990 jamais comprovadas, mas revigoradas nesse momento de caça às bruxas. Mesmo agora, depois de ter entrado em um acordo com a Amazon, “Um Dia de Chuva em Nova York” segue inédito em seu país de origem. Enquanto isso, Allen já tem um novo filme em fase de pós-produção, rodado na Espanha.

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    Deuses Americanos: Orlando Jones é demitido por passar “mensagem errada aos negros dos EUA”

    14 de dezembro de 2019 /

    O ator Orlando Jones revelou nas redes sociais que foi demitido da série “Deuses Americanos” (American Gods), disponibilizada pela Amazon no Brasil. Segundo ele, Charles Eglee, showrunner da 3ª temporada, considerou que a raiva de seu personagem, Mr. Nancy, passa “uma mensagem errada para os negros dos EUA”. “Obrigado, fãs de ‘Deuses Americanos’. Sei que vocês têm MUITAS perguntas sobre a demissão. Como sempre, prometi dizer a vocês a verdade e nada além disso. Sempre, Mr. Nancy”, ele escreveu no Twitter, junto do vídeo. “Fui demitido de ‘Deuses Americanos’. Não haverá mais Mr. Nancy. Não deixem que essas pessoas digam que gostam de Mr. Nancy, porque não é verdade. Não vou dar nomes, mas o novo showrunner da 3ª temporada é nascido em Connecticut e educado em Yale. Então, ele é muito esperto e acha que a raiva de Mr. Nancy é uma mensagem errada para os negros dos EUA”, contou o ator, que tinha sido promovido a produtor durante a 2ª temporada e chegou até a escrever episódios, no período de incerteza da série, após a saída dos showrunners originais, Bryan Fuller e Michael Green, que se desentenderam com a empresa responsável pela atração. “É isso mesmo: esse homem branco está sentado naquela cadeira de decisão. Ele com certeza tem muitos amigos negros que o aconselham e deixaram claro que era preciso se livrar daquele deus negro zangado. Ou ele poderia incitar uma revolta ao estilo de Denmark Vesey neste país. Quer dizer, o que mais poderia ser?”, continuou. Denmark Vesey, citado por Jones, era um escravo que ganhou na loteria, comprou sua própria liberdade, virou dono de marcenaria e pastor da igreja Metodista. Em suma, era um “preto bem sucedido” do século 18, que ainda assim sofria perseguição racial e teve até sua Igreja fechada. Sem se dobrar, ele decidiu usar sua influência entre a população afro-americana para enfrentar o sistema racista e escravista, organizando uma das maiores insurreições civis da história norte-americana. Jones agradeceu ao escritor Neil Gaman, autor do livro em que a série é baseada, e aos showrunners originais pela oportunidade. Mas também acrescentou em suas postagens que Gabrielle Union, Heidi Klum e Nick Cannon “disseram que a Fremantle é um pesadelo”, referindo-se à produtora da série. “Eles te tratam como um cidadão de segunda classe por fazer o seu trabalho bem” e avisou que ainda tem “mais por vir” a respeito da demissão. A atriz Gabrielle Union, que também foi recentemente demitida da 14ª temporada do programa “America’s Got Talent”, produzido por Fremantle, retweetou a mensagem de Jones e acrescentou: “Ohhhhhhhhhhhh … Vamos conversar, meu amigo. #StrongerTogether (Mais fortes juntos)”. Pelo jeito, tem realmente muito “mais por vir”. Thank you #AmericanGods fans.I know ya'll have LOTS of questions about the firing. As always I promise to tell you the truth and nothing but. ❤️ Always, Mr. Nancy🙏🏿 pic.twitter.com/sDouoQlUMd — Orlando Jones (@TheOrlandoJones) December 14, 2019 Correction: I was fired Sept 10, 2019 like @itsgabrielleu @OfficialMelB @NickCannon @heidiklum all have said @FremantleUS is a nightmare. They treated you like a 2nd class citizen for doing your job to well. Stay tuned. More to come. #AngryGetsShitDone pic.twitter.com/DQYtaMfs8O — Orlando Jones (@TheOrlandoJones) December 14, 2019

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  • Filme

    Jane Fonda chama Bolsonaro de patético, risível e piada

    13 de dezembro de 2019 /

    Uma das atrizes mais famosas de todos os tempos, também conhecida por suas posições políticas, Jane Fonda chamou o presidente Jair Bolsonaro de “piada”. A declaração foi feita em entrevista à revista Veja, em que ela comentou as acusações feitas contra o ator Leonardo DiCaprio por Bolsonaro. “É patético. É risível. É uma piada (…) Eu acompanho a política brasileira. Estava em Michigan durante as eleições presidenciais brasileiras, quando Bolsonaro foi eleito. Alguns brasileiros me viram e começaram a chorar ao dizer que ele havia ganhado a disputa presidencial. Eles sabiam o que significava para seu país aquela vitória e não conseguiram se conter. Eu me senti muito mal. Já passei um tempo no Brasil, amo o país, amo seu povo, e sinto muito que tenha chegado a esse ponto”, declarou a atriz Ela também comparou o brasileiro a Donald Trump, na medida em que toma decisões que não levam em conta o povo e o futuro, apenas o dinheiro. “É um homem que permite as queimadas na Floresta Amazônica em troca de dinheiro, em nome da produção agrícola, mas sem cuidado algum, suja. Ele não entende que está potencialmente destruindo um órgão vital do planeta, com a Amazônia em chamas — além do ridículo, reafirmo, de culpar Leonardo DiCaprio e os ambientalistas. Respeito a coragem e o sacrifício dos brigadistas que foram injustamente presos, recentemente. Calá-los é como tentar coibir a imprensa livre. Mas vocês vão superar isso. Assim como nós, americanos, conseguiremos superar esse período com Donald Trump”. Aos 81 anos, a atriz estrela atualmente a série “Grace and Frankie”, na Netflix, e lidera manifestações sobre o meio-ambiente nos Estados Unidos. Só neste ano, ela recebeu prêmios do PGA (Sindicato dos Produtores dos EUA) e do BAFTA (Academia Britânica de Cinema de Televisão) pelas realizações de sua carreira, que incluem dois Oscars (por “Klute” e “Amargo Regresso”) e mais cinco indicações ao prêmio máximo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

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  • Série

    The Witcher ganha “trailer final” legendado

    12 de dezembro de 2019 /

    A Netflix divulgou o “trailer final” legendado de “The Witcher”, que apresenta a trama central: a fuga da princesa Ciri (que, curiosamente, é apresentada com seu nome completo e menos popular, Cirilla), após a invasão de seu reino, em busca de proteção com Geralt de Rivia. Na série, Henry Cavill (“Batman vs. Superman”) vive Geralt de Rivia, caçador de monstros num mundo de fantasia medieval, onde as pessoas frequentemente se mostram mais maldosas que as próprias criaturas que ele caça. Tudo que ele deseja é ser deixado sozinho e em paz, mas o destino coloca em seu caminho uma poderosa feiticeira e uma jovem princesa com um segredo, e os três precisarão aprender a compartilhar juntos a sobrevivência nesse universo. O papel marca a volta de Cavill às séries. Ele ficou conhecido após estrelar “The Tudors”, entre 2007 e 2010. Desde então, o ator britânico virou um dos astros de maior destaque de Hollywood, não só como Superman em “O Homem de Aço”, “Batman vs Superman” e “Liga da Justiça”, mas também em filmes de ação como “Missão: Impossível – Efeito Fallout” e “O Agente da U.N.C.L.E.”. Já as protagonistas femininas são Freya Allan (da série “Into the Badlands”), escalada como a Princesa Ciri(lla), e Anya Chalotra (“Wanderlust”) como a feiticeira Yennefer. Mas o elenco é vastíssimo e tem vários outros personagens relevantes. A lista inclui Anna Shaffer (Romilda Vane nos filmes de “Harry Potter”) como Tris Marigold, Jodi May (“Game of Thrones”) como a Rainha Calanthe, Björn Hlynur Haraldsson (“Fortitude”) como o cavaleiro Eist, Adam Levy (“Knightfall”) como o druida Mousesack, MyAnna Buring (“Ripper Street”) na pele de Tissaia, Mimi Ndiweni (“Rellik”) como Fringilla, Therica Wilson-Reed (“Profile”) como Sabrina, Eamon Farren (“Twin Peaks”) como Cahir, Joey Batey (“Knightfall”) como Jaskier, Lars Mikkelsen (“Sherlock”) como Stregobor, Royce Pierreson (“Wanderlust”) como Istredd, Maciej Musiał (“1983”) como Sir Lazlo e Wilson Radjou-Pujalte (“Dickensian”) como Dara. Sem esquecer a multidão de intérpretes secundários: Rebecca Benson (Marilka), Shane Attwooll (Nohorn), Luke Neal (Vyr), Matthew Neal (Nimir), Tobi Bamtefa (Danek), Sonny Serkis (Martin), Roderick Hill (Fletcher), Inge Beckmann (Aridea), Charlotte O’Leary (Tiffania), Natasha Culzac (Toruviel), Amit Shah (Torque) e Tom Canton (Filavandrel). Assim como “Game of Thrones”, a série de streaming é baseada numa famosa saga literária de fantasia, criada pelo escritor polonês Andrzej Sapkowski. A diferença é que “The Witcher” foi adaptado para videogame antes de virar série, criando maior expectativa em relação a seu visual. A adaptação está a cargo da roteirista e produtora Lauren Schmidt Hissrich, que exerceu as duas funções nas séries do “Demolidor” e “Os Defensores”. A estreia vai acontecer em 20 de dezembro e a série já foi renovada para sua 2ª temporada.

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    Petição contra Especial de Natal do Porta dos Fundos passa de 1 milhão de assinaturas

    12 de dezembro de 2019 /

    A petição contra o especial de Natal “A Primeira Tentação de Cristo”, do grupo Porta dos Fundos, foi turbinada por campanhas de grupos religiosos e conservadores e já reuniu mais de 1 milhão de assinaturas pelo “Impeachment” do filme. O objetivo da manifestação no site Change.org é para que a Netflix retire a produção do seu catálogo. O conteúdo do programa, que satiriza Jesus Cristo no Natal, irritou profundamente uma parcela da população. Além da petição, um bispo de Pernambuco pediu boicote à Netflix e houve até requerimento para que a Câmera de Deputados divulgue nota de repúdio contra a plataforma. No especial, Jesus (Gregorio Duvivier) retorna para a casa dos pais, após uma viagem de 40 dias no deserto, a tempo de festejar seu aniversário de 30 anos, mas chega acompanhado por Orlando (Fabio Porchat), um rapaz espalhafatoso e afetado. A partir daí, os diálogos trazem uma série de insinuações de que os dois têm um relacionamento amoroso. Também há várias piada sobre a traição sofrida por José e o interesse carnal de Maria em Deus. Houve até famosos que se manifestaram, como o ator Carlos Vereza, que atacou o grupo de humoristas nas redes sociais: “Porta dos Fundos. Vocês são lamentáveis como viventes. Embora Jesus não precise de defesa, principalmente a minha, vocês imaginam que podem debochar, não do Mestre, que é perdão antecipado, mas do maior país católico do planeta e dos que creem num Ser que modificou a história, antes e depois Dele”, escreveu o ator em um texto publicado no Facebook. Como de praxe, o tema foi bastante explorado por políticos. Além do pedido de requerimento, pedido pela deputada federal Chris Tonietto, seu colega Eli Borges fez um discurso em plenário repudiando a produção que, segundo ele, zomba da fé cristã, e Eduardo Bolsonaro usou o Twitter para divulgar um cartaz onde afirma que a “Netflix ataca cristãos”. Diante da polêmica, o Porta dos Fundos disse, por meio de sua assessoria, que “valoriza a liberdade artística e faz humor e sátira sobre os mais diversos temas culturais e da nossa sociedade”. Já a Netflix informou que não irá se pronunciar sobre o ocorrido, mas salientou que valoriza a liberdade de expressão artística e lembrou que a parceria com o Porta dos Fundos rendeu recentemente o Emmy Internacional de Melhor Comédia, vencido pelo especial de Natal do ano passado.

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  • Etc

    Novos quadrinhos de Batman zoam Bolsonaro

    12 de dezembro de 2019 /

    Uma nova história em quadrinhos do universo do super-herói Batman está chamando atenção por fazer referência política ao Brasil. Lançado na quarta-feira (11/12) nos EUA, o primeiro volume de “Dark Knight Returns: The Golden Child” mostra Gotham City tomada por protestos e a repercussão disso na mídia. O detalhe é que um dos “tuítes” desenhados evoca Bolsonaro, com uma frase que poderia realmente ter sido dita pelo presidente tuiteiro do Brasil. No desenho, o Twitter se chama, na verdade, Peegeon, e é lá que um usuário chamado JM Bozo escreve: “Se dependesse de mim, todo cidadão de bem teria uma arma de fogo em casa”. Ao lado do texto, há uma caricatura que remete ao rosto de JM Bolsonaro. Nos EUA, “todo cidadão de bem” pode ter uma arma de fogo em casa. Mas a frase armamentista é incluída na trama em contraste com a violência desenfreada que toma conta da cidade, virando praticamente uma piada no contexto. “Dark Knight Returns: The Golden Child” também já rendeu polêmica na China, onde os desenhos foram condenados por evocar os manifestantes pela democracia em Hong Kong. Os quadrinhos foram escritos por Frank Miller e tem desenhos do quadrinista gaúcho Rafael Grampá. A história é protagonizada pela Batwoman, que comanda um levante contra o vilão Coringa, durante uma violenta campanha pela reeleição do “Governador” – personagem que é uma alusão a Donald Trump, atualmente também em campanha para se reeleger nos Estados Unidos. Curiosamente, a Marvel também abordou o Brasil recentemente, mostrando o país como uma nação hostil, ao lado de Venezuela, Irã e Coreia do Norte, em quadrinhos dos “X-Men”. A tentativa do prefeito bispo do Rio, Marcelo Crivella, de censurar quadrinhos dos X-Men na Bienal do Livro, e ataques do presidente polemista, Jair Bolsonaro, a astros de Hollywood apenas alimentam a impressão negativa do país na mídia americana.

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  • Filme

    Roman Polanski: “Há anos tentam fazer de mim um monstro”

    11 de dezembro de 2019 /

    O diretor Roman Polanski falou pela primeira vez sobre a mais recente denúncia de estupro de que foi acusado, apresentada pela francesa Valentine Monnier em novembro passado. Chamando a acusação de uma “história bizarra”, ele acabou atacando o produtor Harvey Weinstein, grande catalizador do ultraje que originou o movimento de denúncias #MeToo, como responsável pela onda de difamações que o acompanha nos últimos anos. Em entrevista à revista Paris Match, que chega às bancas na quinta-feira (12/12), trazendo Polanski na capa, o cineasta de 86 anos “nega absolutamente” tudo do que acusado, como já tinha feito há um mês através de seu advogado. Monnier disse ter sido agredida e estuprada por Polanski em 1975, na Suíça, quando tinha 18 anos. Ao declarar que se lembra dela “vagamente”, o diretor de cinema acrescentou que “evidentemente não guarda na memória o que ela conta, pois é falso”. Em um depoimento publicado no início de novembro pelo jornal francês Le Parisien, dias antes do lançamento do mais recente filme de Polanski, “An Officer and a Spy” (J’accuse), a fotógrafa e ex-modelo contou que, que quando foi esquiar em Gstaad (Suíça), junto com outra jovem, hospedou-se na casa do cineasta e que ele a “agrediu” e em seguida “a estuprou, fazendo-a sofrer todos os tipos de mazelas”. “Isso é uma loucura! (…) Toma como testemunhas três amigos meus presentes no chalé: meu assistente Hércules Bellville, Gérard Brach e sua esposa, Elizabeth. Os dois primeiros morreram – muito conveniente, pois já não podem confirmar ou refutar o que ela disse. Em relação à senhora Brach, o jornal não a encontrou”, prossegue o cineasta, que classifica essa história como “bizarra”. Valentine Monnier disse não ter feito uma denúncia porque o crime estava prescrito. Mas que havia decidido apresentar publicamente esta denúncia devido à estreia do novo filme do diretor, que faz referência a um famoso erro judicial francês, o caso Dreyfus, em que um inocente é injustamente condenado por um crime que não cometeu. Polanski já teceu comentários comparando o seu caso, em que foi julgado por estupro em 1977, com o de Dreyfus. Ela foi a sexta mulher a acusar Polanski de estupro. O cineasta é considerado foragido pela justiça dos Estados Unidos, após se exilar na França em meio ao julgamento de 1977 em que se declarou culpado de ter mantido relações sexuais com Samantha Geimer, então com 13 anos. Ela foi compensada financeiramente por Polanski e ainda escreveu um livro sobre sua história, e nos últimos anos vem defendendo o diretor por considerar que ele cumpriu sua pena – ficou preso alguns dias nos anos 1970 e novamente em 2009, além de ficar impedido de trabalhar em Hollywood mulheres surgiram com denúncias de abuso sexual de décadas atrás. As denúncias anteriores também relataram casos acontecidos nos anos 1970. A atriz alemã Renate Langer, vista em “Amor de Menina” (1983) e “A Armadilha de Vênus” (1988), relatou ter sido estuprada duas vezes em 1972, quando ela tinha 15 anos e Polanski 39, também na casa do cineasta em Gstaad, na Suíça. Logo após o primeiro ataque, Polanski teria convidado Langer para figurar em seu filme “Que?”, como pedido de desculpas. O segundo abuso teria acontecido durante as filmagens, em Roma. A atriz revelou que, para se defender, chegou a jogar uma garrafa de vinho e outra de perfume no diretor. Outras acusações partiram da atriz britânica Charlotte Lewis (“O Rapto do Menino Dourado”), que denunciou ter sido estuprada em 1983, quando ela tinha 16 anos, de uma mulher identificada apenas como Robin, que acusa o diretor de tê-la estuprado nos anos 1970, também quando tinha 16 anos, e de Marianne Barnard, atacada em 1975 aos 10 anos de idade, durante uma sessão de fotos em que Polanski lhe pediu que posasse usando apenas um casaco de pele em uma praia de Los Angeles. A maioria das denúncias só veio à tona recentemente, durante o auge do movimento #MeToo, que Polanski já chamou de “histeria coletiva” e “hipocrisia”. Por conta das novas denúncias, o cineasta foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que lhe premiou com o Oscar de Melhor Direção por “O Pianista”, em 2003. Na conversa com a Paris Match, o cineasta francês culpou o produtor Harvey Weinstein, denunciado de abuso sexual por mais de 80 mulheres e catalizador do movimento #MeToo, pela perseguição que diz sofrer. Ele acusou Weinstein de ter “desenterrado” seu caso com Samantha Geimer, que “não interessava a ninguém”, durante a campanha do Oscar de 2003, para prejudicar o favoritismo de seu filme “O Pianista” – e que mesmo assim conquistou três estatuetas, inclusive uma para o próprio Polanski. “Seu assessor de imprensa foi o primeiro a me chamar de ‘estuprador de crianças'”, declarou o cineasta na entrevista, acrescentando que “há anos tentam fazer de mim um monstro”. A denúncia mais recente chegou a gerar piquetes de manifestantes femininas na frente de cinemas e campanhas de boicote ao novo filme do cineasta. Mesmo assim, “An Officer and a Spy” (J’accuse) liderou as bilheterias na França em sua primeira semana em cartaz. Com mais de 501 mil ingressos vendidos, a obra teve a “melhor estreia da carreira” do veterano diretor.

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  • Filme

    Bolsonaro volta a atacar o “bonito” Leonardo DiCaprio, a “pirralha” Greta Thunberg e ONGs da Amazônia

    11 de dezembro de 2019 /

    O presidente polemista Jair Bolsonaro voltou a atacar o ator Leonardo DiCaprio nesta quarta-feira (11/12), além de criticar a ativista Greta Thurnberg, retomar a fake news das ONGs incendiárias e difamar os quatro brigadistas de Alter do Chão, que foram soltos em novembro após terem sido apontados como suspeitos de terem iniciado incêndios em área de proteção ambiental em contestado inquérito da Polícia Civil. Na conversa com um grupo de eleitores na entrada do Palácio do Alvorada, Bolsonaro repetiu a fake news de que DiCaprio doou recursos a uma ONG que comprou a fotografia do incêndio de Alter do Chão. Mesmo já tendo sido desmentido pela ONG em questão e pelo próprio DiCaprio, o homem com a faixa presidencial segue divulgando a sua versão, agora uma mentira assumida – historicamente, Bolsonaro difama até ser condenado pela Justiça. Para completar, afirmou que a imprensa só apoia o ator porque ele é “mais bonito” que o presidente brasileiro. Em tom ofensivo, ele também atacou a jovem ativista sueca Greta Thunberg, que tem ganhado destaque mundial na luta contra os efeitos das mudanças climáticas e foi recentemente escolhida a Pessoa do Ano pela revista americana Time. “Uma pirralha de 16 anos fala qualquer besteira lá fora, qualquer besteira, falou para dar porrada no Brasil, e o pessoal dá destaque. Ela, inclusive, disse agora que os índios morreram porque estavam defendendo a Amazônia. Ninguém sabe a causa ainda, estão apurando”, disse, repetindo um insulto que tinha feito na terça. Após a primeira declaração, a palavra “pirralha” foi inserida na descrição do perfil oficial de Greta nas redes sociais. Em agosto, a conta da ativista também tinha sido alterada em uma resposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acrescentando os “elogios” que ele lhe prestou. Bolsonaro, porém, não fez apenas “discurso de ódio”. Ele também compartilhou elogios, saudando a prisão dos quatro brigadistas de Alter do Chão, voluntários que combatem incêndios na região amazônica e que foram vítimas de uma das ações mais contestadas do ano. Na investigação federal, diferentemente da realizada pela Polícia Civil, nenhum elemento apontou para a participação deles nas queimadas amazônicas, e após o inquérito ter sido questionado, o governador do Pará, Helder Barbalho, até trocou o delegado que comandava as investigações. A apuração do Ministério Público Federal em Santarém apontou como possíveis responsáveis pelo incêndio o assédio de grileiros, a ocupação desordenada da região e a especulação imobiliária. Desde o mês passado, os quatro brigadistas respondem ao processo em liberdade, enquanto a região queimada é loteada por especuladores não importunados pela polícia local. Ao parabenizar a Polícia Civil por apresentar “provas” do envolvimento dos brigadistas no crime ambiental, Bolsonaro lembrou que, no passado, já havia dito que recursos de ONGs (Organizações Não-Governamentais) poderiam ter relação com os incêndios. “Impressionante o trabalho, no meu entender, bastante objetivo. Pegou pessoal que ganhava dinheiro de ONGs para tocar fogo no Brasil e a imprensa em grande parte defendendo agora esses quatro caras que foram presos e foram postos em liberdade”, disse. Os ataques desta quarta aumentam a lista de ofensas e difamações de Bolsonaro, que já foi condenado na Justiça a pagar multas por declarações homofóbicas e racistas, e por um ataque pessoal à deputada federal Maria do Rosário, quando ainda era deputado.

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  • Etc,  Filme

    Petição contra Especial de Natal do Porta dos Fundos passa de 730 mil assinaturas

    11 de dezembro de 2019 /

    Lançado na semana passada pela Netflix, o especial de Natal “A Primeira Tentação de Cristo”, do grupo Porta dos Fundos, vem despertando a fúria de grupos religiosos. Além de um pedido de boicote à Netflix publicado nas redes sociais por um bispo de Pernambuco, um abaixo-assinado no site Change.org já reuniu mais de 730 mil assinaturas pelo “Impeachment” do filme, para que a plataforma retire a produção do seu catálogo. Na trama, Jesus (Gregorio Duvivier) retorna à sua casa, após uma viagem de 40 dias no deserto, para a sua festa de aniversário de 30 anos, e chega acompanhado por Orlando (Fabio Porchat), um rapaz espalhafatoso e afetado. A partir daí, os diálogos trazem uma série de insinuações de que os dois têm um relacionamento amoroso. Houve até famosos que se manifestaram, como o ator Carlos Vereza, que atacou o grupo de humoristas nas redes sociais: “Porta dos Fundos. Vocês são lamentáveis como viventes. Embora Jesus não precise de defesa, principalmente a minha, vocês imaginam que podem debochar, não do Mestre, que é perdão antecipado, mas do maior país católico do planeta e dos que creem num Ser que modificou a história, antes e depois Dele”, escreveu o ator em um texto publicado no Facebook. Como de praxe, o tema também foi explorado por políticos. O deputado federal Eli Borges fez um discurso em plenário repudiando a produção que, segundo ele, zomba da fé cristã, a deputada federal Chris Tonietto apresentou pedido de requerimento para que a Câmara divulgue nota oficial de repúdio contra a Netflix, e Eduardo Bolsonaro usou o Twitter para divulgar um cartaz onde afirma que a “Netflix ataca cristãos”. Diante da polêmica, o Porta dos Fundos disse, por meio de sua assessoria, que “valoriza a liberdade artística e faz humor e sátira sobre os mais diversos temas culturais e da nossa sociedade”. Já a Netflix informou que não irá se pronunciar sobre o ocorrido, mas salientou que valoriza a liberdade de expressão artística e lembrou que a parceria com o Porta dos Fundos rendeu recentemente o Emmy Internacional de Melhor Comédia, vencido pelo especial de Natal do ano passado.

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    The Witcher: Protagonistas da série ganham vídeos legendados sobre suas jornadas

    9 de dezembro de 2019 /

    A Netflix divulgou três vídeos de “The Witcher”, que destacam individualmente as jornadas do trio central de personagens: Geralt de Rivia, Yennefer e Ciri (que, curiosamente, é apresentada com seu nome completo e menos popular, Cirilla). Na série, Henry Cavill (“Batman vs. Superman”) vive Geralt de Rivia, caçador de monstros num mundo de fantasia medieval, onde as pessoas frequentemente se mostram mais maldosas que as próprias criaturas que ele caça. Tudo que ele deseja é ser deixado sozinho e em paz, mas o destino coloca em seu caminho uma poderosa feiticeira e uma jovem princesa com um segredo, e os três precisarão aprender a compartilhar juntos a sobrevivência nesse universo. O papel marca a volta de Cavill às séries. Ele ficou conhecido após estrelar “The Tudors”, entre 2007 e 2010. Desde então, o ator britânico virou um dos astros de maior destaque de Hollywood, não só como Superman em “O Homem de Aço”, “Batman vs Superman” e “Liga da Justiça”, mas também em filmes de ação como “Missão: Impossível – Efeito Fallout” e “O Agente da U.N.C.L.E.”. Já as protagonistas femininas são Freya Allan (da série “Into the Badlands”), escalada como a Princesa Ciri(lla), e Anya Chalotra (“Wanderlust”) como a feiticeira Yennefer. Mas o elenco é vastíssimo e tem vários outros personagens relevantes. A lista inclui Anna Shaffer (Romilda Vane nos filmes de “Harry Potter”) como Tris Marigold, Jodi May (“Game of Thrones”) como a Rainha Calanthe, Björn Hlynur Haraldsson (“Fortitude”) como o cavaleiro Eist, Adam Levy (“Knightfall”) como o druida Mousesack, MyAnna Buring (“Ripper Street”) na pele de Tissaia, Mimi Ndiweni (“Rellik”) como Fringilla, Therica Wilson-Reed (“Profile”) como Sabrina, Eamon Farren (“Twin Peaks”) como Cahir, Joey Batey (“Knightfall”) como Jaskier, Lars Mikkelsen (“Sherlock”) como Stregobor, Royce Pierreson (“Wanderlust”) como Istredd, Maciej Musiał (“1983”) como Sir Lazlo e Wilson Radjou-Pujalte (“Dickensian”) como Dara. Sem esquecer a multidão de intérpretes secundários: Rebecca Benson (Marilka), Shane Attwooll (Nohorn), Luke Neal (Vyr), Matthew Neal (Nimir), Tobi Bamtefa (Danek), Sonny Serkis (Martin), Roderick Hill (Fletcher), Inge Beckmann (Aridea), Charlotte O’Leary (Tiffania), Natasha Culzac (Toruviel), Amit Shah (Torque) e Tom Canton (Filavandrel). Assim como “Game of Thrones”, a série de streaming é baseada numa famosa saga literária de fantasia, criada pelo escritor polonês Andrzej Sapkowski. A diferença é que “The Witcher” foi adaptado para videogame antes de virar série, criando maior expectativa em relação a seu visual. A adaptação está a cargo da roteirista e produtora Lauren Schmidt Hissrich, que exerceu as duas funções nas séries do “Demolidor” e “Os Defensores”. A estreia vai acontecer em 20 de dezembro e a série já foi renovada para sua 2ª temporada.

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  • Etc,  Filme

    Artistas estrangeiros vestem camisetas com pôsteres do cinema brasileiro em protesto internacional

    8 de dezembro de 2019 /

    O diretor Kleber Mendonça Filho (“Bacurau”) publicou em suas redes sociais duas fotos de um protesto internacional contra a decisão da Agência Nacional de Cinema (Ancine) de retirar cartazes de filmes nacionais de sua sede e interromper a divulgação de eventos e obras brasileiras em seu site. A foto principal reúne os integrantes do júri do Festival de Cinema de Marrakesh, no Marrocos, vestindo camisetas estampadas com pôsteres do cinema nacional. Os manifestantes ao lado diretor brasileiro são o cineasta australiano David Michot (“O Rei”), a diretora francesa Rebecca Zlotovsky (“Além da Ilusão”), a diretora inglesa Andrea Arnold (“Aquário”), o diretor afegão Atiq Rahimi (“A Pedra da Paciência”), o documentarista marroquino Ali Essafi (“Sheikhates Blues”), a atriz francesa Chiara Mastroianni (“3 Corações”) e a inglesa Tilda Swinton (“Suspiria”), que também aparece numa segunda imagem ao lado de Mendonça Filho. As manifestações da classe artística contra o ato da Ancine começaram na quarta-feira (4/12), dia em que a Agência interrompeu a divulgação dos filmes nacionais. A instituição já se manifestou sobre o assunto, afirmando que a ação visa a isonomia, impessoalidade e o interesse público ao não favorecer determinadas obras sobre outras. Fato é que, sob o governo Bolsonaro, o cinema brasileiro parece enfrentar uma batalha nova por semana, geralmente envolvendo uma ação deliberada de censura, cometida sob a desculpa paradoxal de que não se trata de censura, mas outro nome para a mesma coisa. Cada vez mais consagrado no exterior, o cinema nacional sofreu diversos revezes em 2019 na esfera pública federal – inclusive nas instituições que existem para incentivá-lo. Ver essa foto no Instagram Essa semana a Ancine tirou das suas paredes cartazes dos filmes brasileiros que a instituição sempre promoveu como parte da sua missão. O júri oficial do #festivaldemarrakech composto por atrizes, roteiristas, cineastas e escritores mandou fazer camisas para vestir no peito cartazes de filmes brasileiros e assim mostrar apoio ao Cinema Brasileiro. A comunidade internacional está de olho. Com David Michot (Austrália), REBECCA ZLOTOWSKI (França), eu, Tilda Swinton (Escócia), Chiara Mastroianni (Itália/França), ATIQ RAHIMI (Afeganistão/França), Andrea Arnold (Inglaterra)e ALI ESSAFI (Marrocos). ——— It was widely reported this week that at the Brazilian Film Agency Ancine all Brazilian film posters were taken down from walls and from its official site. Ancine’s mission has always been for almost 20 years to regulate and promote Brazilian cinema. The jury at the Marrakech International Film Festival composed by actors, screenwriters and filmmakers shows solidarity wearing some of those posters on this picture taken yesterday. With Tilda Swinton, REBECCA ZLOTOWSKI, Chiara Mastroianni, David Michot, ATIQ RAHIMI, Andrea Arnold e ALI ESSAFI. #cinemabraaileiro aidentidadedocinemabrasileiro #Ancinesemfilmeesemcartaz #brasilnocinema #ocinemabrasileiroemcartaz #audiovisualbrasileiro #conteudobrasileiro #acaradocinemabrasileiro Uma publicação compartilhada por Kleber Mendonça Filho (@kleber_mendonca_filho) em 7 de Dez, 2019 às 7:17 PST Ver essa foto no Instagram Com Rojas, Dutra, Coutinho e Tilda. Uma publicação compartilhada por Kleber Mendonça Filho (@kleber_mendonca_filho) em 7 de Dez, 2019 às 7:22 PST

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  • Filme

    Greed: Trailer de comédia mostra mau gosto e exploração descarada dos podres de ricos

    6 de dezembro de 2019 /

    A divisão britânica da Sony divulgou o primeiro trailer de “Greed”, comédia sobre o universo de opulência, mau gosto, falto de tato e exploração descarada dos podres de ricos, que teria sofrido censura do próprio estúdio. O filme traz Steve Coogan (“Philomena”) como um multimilionário inspirado pelo presidente do Arcadia Group, Sir Philip Green, e teria sofrido uma série de cortes para proteger as “relações corporativas” da Sony, devido a seu tema polêmico. A denúncia foi feita pelo diretor Michael Winterbottom (“O Assassino em Mim”) em entrevista publicada há dois meses no jornal inglês The Guardian. Originalmente, o filme de Winterbottom terminava com uma lista de marcas que lucravam com salários baixos de trabalhadores em fábricas asiáticas, mas Winterbottom afirmou que Laine Kline, chefe da Sony Pictures International, que cofinanciou o filme e o distribui globalmente, ordenou que essas referências fossem removidas, assim como citações a pessoas como Beyoncé, Stevie Wonder, Robbie Williams, Tom Jones, Jennifer Lopez e as Destiny’s Child, que recebiam dinheiro para ir às festas de Philip Green, o milionário que inspira a produção. A trama se passa justamente durante uma festa grandiosa de seu protagonista, enquanto um jornalista investiga as condições de semi-escravidão dos funcionários das fábricas asiáticas responsáveis por tamanha riqueza. O tom da prévia chega a lembrar “O Lobo de Wall Street”. Mas não deve ser tão bom quanto a referência, porque, mesmo antes dos cortes, ao ser exibido nos festivais de Toronto e Londres, dividiu a crítica, atingindo 63% de aprovação na média registrada pelo agregador Rotten Tomatoes. Além de Coogan como o dono de uma grife de moda multimilionária, o elenco inclui Isla Fisher (“Um Truque de Mestre”), Asa Butterfield (“Sex Education”), Shirley Henderson (“T2: Trainspotting”), Sophie Cookson (“Kingsman: O Círculo Dourado”), Stephen Fry (“The Great Indoors”), David Mitchell (“Peep Show”) e Jamie Blackley (“O Homem Irracional”). A estreia comercial está marcada para 21 de fevereiro no Reino Unido e nos Estados Unidos, mas ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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