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    Natalie Portman responde ataque de Rose McGwan

    13 de fevereiro de 2020 /

    A atriz Natalie Portman respondeu o ataque de Rose McGowan, que a chamou de “fraude” por desfilar no tapete vermelho do Oscar com uma capa da Dior, onde era possível ver os nomes das diretoras que fizeram trabalhos de destaque neste ano, mas não foram lembradas na categoria de Melhor Direção nos prêmios da Academia. Apenas homens receberam indicações ao prêmio, vencido pelo sul-coreano Bong Joon Ho. McGowan foi ao Facebook reclamar da aparição da atriz, dizendo que o protesto era, em sua opinião, “profundamente ofensivo”. Ela escreveu: “[É] O tipo de protesto que recebe elogios da grande mídia por sua bravura. Corajoso? Não, nem de longe. Mais como uma atriz representando o papel de alguém que se importa, como muitas fazem”. Ela ainda sugeriu que a vencedora do Oscar por “Cisne Negro” “pendure seu casaco de ativista”, apontando que Portman trabalhou com poucas mulheres cineastas na carreira, além de ter uma produtora que já realizou seis filmes, dos quais apenas um foi dirigido por mulher – por sinal, a própria Portman. “O que há com atrizes do seu tipo? Vocês do primeiro escalão podem mudar o mundo caso se posicionem, em vez de ser o problema”, escreveu McGowan. “Sim, você, Natalie. Você é o problema. O apoio falso a outras mulheres é o problema.”. Na noite de quarta (12/1), Portman respondeu à provocação num comunicado. “Eu concordo com McGowan que é impreciso me chamar de ‘corajosa’ por usar uma roupa com nomes femininos. Bravo é um termo que eu associo mais fortemente a ações como as das mulheres que testemunharam contra Harvey Weinstein nas últimas semanas, sob incrível pressão”. A citação a Weinsten não é casual, porque apesar de se apresentar como líder do movimento #MeToo, McGowan não foi testemunha da acusação contra Weinstein no atual julgamento do ex-produtor por abuso sexual em Nova York. Na verdade, ela nem quis ser entrevistada na reportagem pioneira do New York Times que precipitou o #MeToo e derrubou o poderoso magnata de Hollywood, embora tivesse sido citada e procurada pelas repórteres. Isto porque teria recebido dinheiro para ficar quieta. Já Ashley Judd foi corajosa e deu voz à denúncia, dando início a um movimento. Depois que várias outras atrizes acusaram Weinstein, McGowan trocou a fuga do assunto pelo tom de ativista nas redes sociais, faturando com o lançamento um livro sobre sua suposta coragem. Portman ainda acrescentou: “Nos últimos anos, surgiram oportunidades na direção (de filmes) para as mulheres, devido aos esforços coletivos de muitas pessoas que estão desafiando o sistema. O presente tem sido esses filmes incríveis. Espero que o que foi concebido como um simples aceno para elas não desvie suas grandes realizações”, disse. “É verdade que só fiz alguns filmes com mulheres. Em minha longa carreira, só tive a chance de trabalhar com diretoras algumas vezes – fiz curtas, comerciais, videoclipes e longas-metragens com Marya Cohen, Mira Nair, Rebecca Zlotowski, Anna Rose Holmer, Sofia Coppola, Shirin Neshat e eu mesma. Infelizmente, os filmes não feitos que tentei fazer são como uma história de fantasmas”. Natalie Portman realmente teve vários projetos com direção feminina abortados. Entre eles, um “Thor” dirigido por Patty Jenkins. A atriz jogou sua influência na contratação da futura cineasta de “Mulher-Maravilha”, mas conflitos artísticos no começo da produção de “Thor: O Mundo Sombrio” (2013) fizeram a cineasta ser substituída por Alan Taylor. Portman chegou a ameaçar se demitir, mas precisou cumprir o contrato que assinou quando Jenkins entrou no filme. Outro projeto que deu errado foi o western feminista “Em Busca da Justiça” (2015), que seria originalmente dirigido por Lynne Ramsay. Logo na primeira semana de filmagem, a cineasta inglesa surtou e foi demitida, interrompendo a produção até que um substituto fosse contratado – Gavin O’Connor realizou o filme em situação de emergência – , dando grande prejuízo para a própria Portman, que empenhou seu dinheiro como produtora. Sem contar a história dos fantasmas que assombraram sua carreira, Portman continuou: “Como Stacy Smith da USC bem documentou, os filmes femininos têm sido incrivelmente difíceis de serem feitos nos estúdios ou de serem financiados de forma independente. Se esses filmes são feitos, as mulheres enfrentam enormes desafios durante a realização deles. Eu tive a experiência algumas vezes de ajudar as mulheres a serem contratadas em projetos dos quais elas foram forçadas a sair por causa das condições que enfrentavam no trabalho”, relembrou. “Depois de feitos, os filmes dirigidos por mulheres enfrentam dificuldades para entrar em festivais, obter distribuição e receber elogios por causa de obstáculos de todos os níveis. Então, eu quero dizer, eu tentei e continuarei tentando. Embora eu ainda não tenha tido sucesso, espero que estejamos entrando em um novo dia”, finalizou. A polêmica com Portman é apenas a última de uma série de ataques de McGowan contra colegas da indústria cinematográfica. Em 2018, ela também atacou a iniciativa Time’s Up, criada por um grupo de personalidades femininas para apoiar vítimas de abuso e lutar por maiores oportunidades e igualdade salarial para as mulheres. O motivo, aparentemente, foi o fato de não ter sido convidada a fazer parte de sua liderança. A atriz reclamou especificamente de não ter chamada para os “almoços e eventos” do grupo. “Honestamente, eu nem quero ir. É tudo a m**** de uma mentira. É uma mentira que faz com que elas se sintam melhor”, disse, em entrevista à revista dominical do jornal britânico The Times. “Elas não são campeãs, são perdedoras. Eu não gosto delas. Como você explica o fato de que ganhei um prêmio de ‘homem do ano’ da GQ, mas nenhum grupo de mulheres ou revista de mulheres me apoiou?”. Ela também caluniou e levou Asia Argento a ser demitida de um programa da TV italiana, posteriormente retratando-se com um pedido de desculpas por espalhar “um número de fatos incorretos”, e é acusado pela família de sua ex-empresária, Jill Missick, de tê-la levado ao suicídio. Missick admitiu, em email usado pela defesa de Weinstein, que McGowan teria lhe dito que seu relacionamento com o produtor tinha sido “consensual”. McGowan reagiu como costuma reagir e sua ex-empresária, que sofria de depressão, matou-se em fevereiro de 2018.

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    Rose McGowan ataca feminismo de Natalie Portman: “Fraude”

    12 de fevereiro de 2020 /

    A atriz Rose McGowan, uma das primeiras a denunciar o produtor Harvey Weinstein, criticou a colega Natalie Portman pelo look pseudo-feminista que ela adotou na cerimônia do Oscar 2020, chamando-a de “fraude”. Portman usou uma capa no qual apareciam os sobrenomes das cineastas esnobadas pela Academia: Lorene Scarfaria (“As Golpistas”), Lulu Wang (“A Despedida”), Greta Gerwig (“Adoráveis Mulheres”), Mati Diop (“Atlantique”), Marielle Heller (“Um Lindo Dia na Vizinhança”), Melina Matsoukas (“Queen & Slim”), Alma Har’el (“Honey Boy”) e Céline Sciamma (“Retrato de uma Jovem em Chamas”). Nenhuma diretora mulher foi indicada ao Oscar 2020, categoria vencida pelo sul-coreano Bong Joon Ho na cerimônia realizada no domingo (9/2) passado. Para McGowan, a iniciativa não foi realmente feminista e mostrou apenas que Portman representou um “papel” de feminista. “[É] O tipo de protesto que recebe elogios da grande mídia por sua bravura. Corajoso? Não, nem de longe. Mais como uma atriz representando o papel de alguém que se importa, como muitas fazem”, escreveu McGowan nas redes sociais. “Não estou escrevendo isso com amargura, estou escrevendo com nojo. Eu só quero que ela e outras atrizes mostrem que se importam”, continou. Para demonstrar a hipocrisia da colega, McGowan apontou que Portman trabalhou com poucas mulheres cineastas na carreira, além de ter uma produtora que já realizou seis filmes, dos quais apenas um foi dirigido por mulher -por sinal, a própria Portman. “O que há com atrizes do seu tipo? Vocês do primeiro escalão podem mudar o mundo caso se posicionem, em vez de ser o problema”, escreveu McGowan. “Sim, você, Natalie. Você é o problema. O apoio falso a outras mulheres é o problema.” Para McGowan, Portman é uma “fraude”, já que ela “não diz nada e não faz nada”. E ainda sugere que a vencedora do Oscar por “Cisne Negro” “pendure seu casaco de ativista”. “Estou dizendo para parar de fingir que você é algum tipo de militante de algo que não seja você mesma. Quanto a mim, estarei aqui levantando minha voz e lutando por mudanças sem qualquer compensação financeira. Isso é ativismo.” Cinismo por cinismo, vale lembrar que Rose McGowan lançou recentemente um livro em que se apresenta como ativista feminista, que esse tipo de “papel” militante ajuda a divulgar. Em 2018, ela também atacou a iniciativa Time’s Up, criada por um grupo de personalidades femininas para apoiar vítimas de abuso e lutar por maiores oportunidades e igualdade salarial para as mulheres. O motivo, aparentemente, foi o fato de não ter sido convidada a fazer parte de sua liderança. A atriz reclamou especificamente de não ter chamada para os “almoços e eventos” do grupo. “Honestamente, eu nem quero ir. É tudo a m**** de uma mentira. É uma mentira que faz com que elas se sintam melhor”, disse, em entrevista à revista dominical do jornal britânico The Times. “Eu acho que elas [os membros do Time’s Up] são umas cretinas”, acrescentou. “Elas não são campeãs, são perdedoras. Eu não gosto delas. Como você explica o fato de que ganhei um prêmio de ‘homem do ano’ da GQ, mas nenhum grupo de mulheres ou revista de mulheres me apoiou?”. As diatribes que ela dispara geralmente são dirigidas a colegas de profissão, em contraste à afirmação da sororidade que costuma ser defendida pela nova geração de feministas. Para piorar, McGowan chegou a fazer alegações mentirosas contra a atriz Asia Argento, acusando-a de ter tido relações com um ator-mirim de 12 anos que foi seu filho num filme. A bomba serviu de farto material para a imprensa sensacionalista e prejudicou a italiana. Depois de Argento perder o emprego e a reputação, McGowan veio à público pedir desculpas, dizendo-se “profundamente” arrependida por ter divulgado “um comunicado sobre Asia Argento que agora eu sei que continha um número de fatos incorretos”. E ficou tudo por isso mesmo.

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    Jussie Smollett volta a ser indiciado por suposta mentira sobre ataque racista e homofóbico

    12 de fevereiro de 2020 /

    O ator americano Jussie Smollett, que interpretou Jamal Lyon na série “Empire”, voltou a ser indiciado por supostamente forjar um crime e mentir para a polícia. Em janeiro de 2019, ele alegou ter sido vítima de um ataque racista e homofóbico de apoiadores do presidente americano Donald Trump, em Chicago. O caso foi marcado por contradições de parte da polícia, que no curso da investigação transformou o registro de crime de preconceito em suspeita contra o próprio ator. Problemas em relação ao tratamento público da investigação fez a promotora do caso desistir do processo, o que nunca caiu bem entre as autoridades de Chicago. Insatisfeito com a decisão da promotora Kim Foxx, o juiz do caso, Michael Toomin, resolveu nomear um novo promotor, Dan K. Webb, que retomou as investigações e, após a conclusão do levantamento de provas e testemunhos, indiciou Smollett em seis acusações relacionadas a relatos falsos à polícia, enquanto “sabia que ele não foi vítima de um crime”. Smollett, por sua vez, já tinha decidido processar o município e autoridades de Chicago por considerar que o prefeito e o chefe de polícia da cidade “arruinaram” sua reputação. Ele foi demitido da série “Empire” após a polícia prendê-lo e declarar que ele forjou o ataque que alegou ter sofrido. Em 29 de janeiro do ano passado, Smollett foi levado a um hospital com ferimentos leves, afirmando ter sido atacado por dois homens durante a madrugada nas ruas de Chicago. O ator, que é negro e gay, contou que eles gritavam ofensas racistas e homofóbicas. A investigação da polícia, no entanto, chegou aos irmãos Ola e Avel Osundairo, personal trainers de descendência nigeriana que já haviam aparecido como figurantes em “Empire”. Eles testemunharam que o ator lhes pagou para que o atacassem, depois que a polícia os ameaçou de prisão e deportação para a Nigéria. Na verdade, as autoridades policiais cometeram diversas irregularidades no caso. Ao prender o ator, a polícia afirmou que o ataque foi “um golpe publicitário” para chamar atenção visando obter um aumento de salário. Mas a revista The Hollywood Reporter fez sua própria investigação sobre essas afirmações e descobriu que Smollett já tinha um dos maiores salários do elenco de “Empire”, acabara de receber aumento recente e não negociava com os produtores por mais dinheiro. Nem seus agentes nem a Fox sabiam que ele queria receber mais. Antes desta hipótese ser apresentada, a investigação teria vazado que o objetivo do suposto falso ataque seria evitar que ele fosse dispensado da série. Só que os roteiristas de “Empire” e a rede Fox também rechaçaram essa teoria, alegando que nunca houve planos para dispensá-lo. Em entrevista coletiva pouco antes da prisão do ator, o superintendente da polícia de Chicago, Eddie Johnson, apresentou um cheque assinado por Smollett para os irmãos como prova das acusações. Entretanto, em depoimento à polícia, os irmãos supostamente contratados por Smollett disseram que o dinheiro que receberam do ator na verdade era pagamento pela prestação de serviços como personal trainers. Há fotos no Instagram desse trabalho. Johnson também afirmou à imprensa que Smollett havia escrito uma carta de conteúdo ameaçador contra si mesmo, que chegou à produção de “Empire” alguns dias antes do ataque. Na realidade, segundo o TMZ, as investigações da polícia e do FBI não conseguiram determinar que o ator foi autor da carta. Diante dessa avalanche de equívocos, trazidos à público pela própria polícia, a promotora Kim Foxx desistiu de processar o ator. Ela explicou que, se fosse a julgamento, Smollett teria no máximo que prestar serviço comunitário, mas como o ator já realiza trabalho voluntário em Chicago, a condenação seria redundante. No entanto, caso fosse inocentado, deixaria a polícia numa situação difícil. Isto, porém, não impediu o Prefeito de Chicago, Rahm Emanuel, e o chefe de polícia da cidade, Eddie Johnson, de continuar atacando o ator publicamente e insistindo na versão de ataque de mentira. Por isso, os advogados do ator alegam que a cidade deve uma indenização a ele. “Apesar do descarte de todas as acusações contra o Sr. Smollett, a conduta da polícia de Chicago e as declarações falsas dos irmãos Osundairo fizeram com que ele fosse sujeitado ao ridículo em público e o prejudicaram muito”, diz o processo movido pelo ator. “O Sr. Smollett também sofreu, e continua sofrendo, substanciais perdas monetárias. Ele perdeu oportunidades de emprego e precisou pagar muito dinheiro a advogados que o defenderam durante o caso”, continua o texto. O ator foi limado da 6ª e última temporada de “Empire”, que foi ao ar sem o seu personagem, e não aparece nas telas desde então. O processo contra a cidade de Chicago ainda cita que Smollett sofre de “angústia e estresse agudos” por causa do caso. Ele também alega ser vítima de racismo duplo, de seus atacantes e da polícia. E sempre manteve a mesma história, declarando-se inocente das acusações. Seu estresse e angústia agora tendem a aumentar. A justiça de Chicago decidiu ir para o “tudo ou nada”, com o objetivo de provar que Smollett mentiu e, no processo, desmoralizar a promotora original, que, como o ator, também é negra. Em sua declaração à imprensa, o novo promotor frisou que “ainda” não encontrou evidências de má conduta da equipe anterior de acusação. A advogada do ator, Tina Glandian, também emitiu um comunicado, observando que está em litígio com o Departamento de Polícia de Chicago e levantou questões sobre se seria justo para Webb basear parcialmente sua investigação nas evidências desse departamento. Ela aproveitou a frase de Web para destacar o fato de que ele disse não ter encontrado evidências de irregularidades por parte dos promotores. “A tentativa de processar novamente Smollett um ano depois, na véspera da eleição do procurador do estado de Cook, é claramente uma questão de política e não de justiça”, disse ela no comunicado. A promotora original, Kim Foxx, está concorrendo à reeleição e enfrenta uma primária no próximo mês, na qual seus oponentes criticam a forma como lidou com o caso Smollett. Apesar das “evidências robustas” que Webb afirma possuir, não será um caso fácil de provar.

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    A Caçada: Universal lança novo trailer e retoma estreia do filme que Trump chamou de racista

    12 de fevereiro de 2020 /

    A Universal divulgou um novo trailer, poster e data de estreia para “A Caçada” (The Hunt), filme que quase desistiu de lançar. O cartaz, inclusive, faz referência ao fato de que a produção estava originalmente prevista para setembro passado, mas agora chegará aos cinemas americanos em 13 de março. O thriller satírico foi adiado em meio a uma onda de atentados nos EUA e um dia após sofrer um ataque explícito do presidente Trump no Twitter. “A Hollywood liberal é racista no maior nível, com muita raiva e muito ódio”, escreveu Trump em agosto. “Eles gostam de se definir como ‘elite’, mas não são elite. Na verdade, são as pessoas às quais eles fazem oposição que são elite. O filme que está para sair foi feito para inflamar e causar o caos. Eles criam sua própria violência e tentam culpar os outros. Eles são os verdadeiros racistas, e muito ruins para o nosso país”, completou o presidente dos EUA. “A Caçada” mostra uma dúzia de integrantes da extrema direita americana que acordam em uma clareira e percebem que estão sendo caçados por milionários da esquerda liberal. Tramas de caçada humana por esporte fazem parte do DND de Hollywood desde o clássico “Zaroff, o Caçador de Vidas” (1932). Mas “A Caçada” injeta crítica social no contexto. Isto incomodou Trump que, vale lembrar, costuma usar o termo “racista” apenas para se referir a ataques contra pessoas brancas. Ele chamou Spike Lee de “racista” após o cineasta fazer um discurso político no Oscar 2019, e chegou a se referir à série “Black-ish”, sobre uma família negra, como “racismo no maior nível”. Por outro lado, quando precisou se manifestar a respeito do ataque de supremacistas brancos contra ativistas negros, que resultou numa morte, Trump preferiu dizer que havia pessoas de bem dos dois lados. O trailer e o pôster demonstram que, após ponderar, o estúdio resolveu transformar o ataque de Trump em marketing. Um letreiro no meio do vídeo afirma que “o filme mais falado do ano é um que ninguém ainda viu”, enquanto o cartaz destaca frases sensacionalistas contra a produção. Para completar, a prévia ainda destaca clichês e preconceitos odiosos, seja nas falas dos direitistas pobres, que sugerem que atores não são pessoas reais, seja nos diálogos dos esquerdistas ricos, que transformam correção política numa caricatura insensível. “A Caçada” foi escrita por Nick Cuse e Damon Lindelof, que estabeleceram sua parceria criativa na série “The Leftovers”, onde o primeiro atuou como roteirista da equipe comandada pelo segundo – um episódio escrito pelos dois foi indicado a prêmio do Sindicato dos Roteiristas. Lindelof ainda trabalhou famosamente com o pai de Nick, Carlton Cuse, na série “Lost”. A direção é de Craig Zobel, que também dirigiu episódios de “The Leftovers”, além dos filmes “Obediência” (2012) e “Os Últimos na Terra” (2015). A produção é de Jason Blum, que ainda produziu o “racista” (no sentido trumpiano da palavra) “Corra!” (2017), indicado ao Oscar de Melhor Filme. Já o elenco traz vários astros de séries, como Betty Gilpin (“GLOW”), Emma Roberts (“American Horror Story”), Justin Hartley (“This Is Us”), Ike Barinholtz (“The Mindy Project”), Glenn Howerton (“It’s Always Sunny in Philadelphia”) e Hilary Swank (“Trust”). Todos brancos, como destaca uma das falas do vídeo abaixo. Ainda não há previsão para a estreia no Brasil.

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    Sindicato dos técnicos de efeitos visuais reclamam do Oscar por piada com Cats

    10 de fevereiro de 2020 /

    A Visual Effects Society (VES), sindicato dos técnicos de efeitos visuais dos EUA, emitiu uma nota oficial em protesto contra uma piada da transmissão do Oscar 2020 às custas dos responsáveis pelos efeitos de “Cats”, um dos piores filmes e maiores fracassos do ano passado. Os efeitos de “Cats” são amplamente considerados responsáveis pela rejeição do público ao filme. Mas esse consenso informal ganhou peso oficial durante o evento de domingo (9/2), quando James Corden e Rebel Wilson subiram ao palco do Dolby Theatre para entregar o Oscar de Melhores Efeitos Visuais. Além de surgirem fantasiados como seus personagens em “Cats”, eles ironizaram a própria produção: “Como membros do elenco de ‘Cats’, ninguém melhor do que nós entende a importância de bons efeitos visuais!”. A piada rendeu gargalhadas e aplausos entre os presentes na cerimônia de premiação. Mas a Sociedade de Efeitos Visuais não achou graça. “Em uma noite que trata de homenagear o trabalho de artistas talentosos, é imensamente decepcionante que a Academia tenha feito dos efeitos visuais o alvo de uma piada”, manifestou-se a VES em nota oficial. “Ela degradou a comunidade global de profissionais especializados em efeitos visuais, que vem realizando um trabalho excelente, desafiador e visualmente impressionante para alcançar a visão dos cineastas”. “Nossos artistas, técnicos e inovadores merecem respeito por suas notáveis ​​contribuições ao entretenimento filmado e não devem ser apresentados como o bode expiatório conveniente para fazer o público rir. No futuro, esperamos que a Academia honre adequadamente o ofício de efeitos visuais – e todos os ofícios, incluindo cinematografia e edição de filmes – porque todos nós o merecemos”, encerra a nota. Curiosamente, os efeitos de “Cats” também foram zoados na própria premiação do sindicato, o VES Awards, que aconteceu em janeiro passado. Na ocasião, o ator Patton Oswalt brincou: “A franquia ‘Star Wars’ terminou após 50 anos e, após uma exibição, a franquia ‘Cats’ também”.

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  • Divulgação/Globo
    Etc

    Pedro Bial se diz vítima, não se desculpa e repete frase machista contra Petra Costa

    9 de fevereiro de 2020 /

    O apresentador Pedro Bial dobrou sua aposta no discurso machista contra Petra Costa, diretora do documentário “Democracia em Vertigem”, indicado ao Oscar 2020. Em artigo publicado no jornal O Globo deste domingo (9/2), ele disse que “experimentou um linchamento virtual” por ter criticada a diretora brasileira pelo filme, que tem 97% de aprovação no site Rotten Tomatoes, e voltou a repetir uma das frases machistas de seu ataque original. A polêmica começou numa entrevista à Rádio Gaúcha nesta semana, em que Bial afirmou que “Democracia em Vertigem” é uma “ficção alucinada”, “vai contando as coisas num pé com bunda danado”, com “narração miada, insuportável, onde ela [Petra Costa] fica choramingando o filme inteiro”. Acusado de machismo, inclusive por colegas, como a ex-repórter da Globo Cristina Serra, Bial ainda arrematou: “É um filme de uma menina dizendo para a mamãe dela que fez tudo direitinho, que ela está ali cumprindo as ordens e a inspiração de mamãe, somos da esquerda, somos bons, não fizemos nada, não temos que fazer autocrítica”. O ataque gratuito e de tom machista, que desrespeita a carreira premiada da jovem cineasta, foi amplamente criticado nas redes sociais. Por conta disso, Bial resolveu se defender. Mas sem pedir desculpas, assumindo papel de vítima e reforçando o machismo de suas convicções. “É com a carcaça moída e esfolada de tanta pancada virtual que venho a público acenar: bandeira branca. Amor. Eu peço paz”, escreveu, vitimista e parafraseador. “Esta semana, experimentei, mais uma vez, o que é estar na parte linchada de um linchamento virtual. Eu, que vivo de acolher as opiniões das pessoas, caí na temeridade de dar a minha. Eu não peço desculpas, nem peço que me peçam desculpas”, continuou. “Apanho sem berrar, só não me venham com o machismo de tratar como menina indefesa uma mulher que sabe bem se defender”. Importante lembrar que quem chamou a cineasta de menina foi o próprio Bial, não as pessoas que reclamaram desse menosprezo machista do apresentador. Além disso, como afirmou, ele não pediu desculpas. Bial disse ainda não reclamar, reclamando, “da prática jornalística de tirar de contexto e contrastar, a fim de buscar a essência da notícia”. “Parece fácil, mas é um exercício difícil, onde se erra mais do que se acerta. Por exemplo, publica-se antes a frase editada “é uma menina sob as ordens de mamãe”, do que a integral ‘numa leitura psicanalítica mais profunda, é uma menina sob as ordens de mamãe'”, escreveu. Ou seja, ele repetiu a crítica machista para defender-se, num jornal de grande circulação nacional, e ainda acrescentou justificativa pseudo-científica. Numa leitura psicanalista mais profunda, o caso não se encaixa como ato falho. Já se estabeleceu como padrão de comportamento.

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    Crusoé copia frases machistas de Pedro Bial para atacar Petra Costa

    7 de fevereiro de 2020 /

    A revista digital de direita Crusoé, ligada ao site O Antagonista, copiou as frases machistas de Pedro Bial para atacar Petra Costa, a diretora de “Democracia em Vertigem”, que concorre ao Oscar de Melhor Documentário no domingo (9/2). Em entrevista à Rádio Gaúcha na segunda-feira (3/2), Bial afirmou que “Democracia em Vertigem”, que conta uma versão assumidamente parcial dos últimos anos da política brasileira, “vai contando as coisas num pé com bunda danado”, com “narração miada, insuportável, onde ela [Petra Costa, diretora e narradora] fica choramingando o filme inteiro”. Acusado de machismo, inclusive por colegas, como a ex-repórter da Globo Cristina Serra, Bial ainda arrematou: “É um filme de uma menina dizendo para a mamãe dela que fez tudo direitinho, que ela está ali cumprindo as ordens e a inspiração de mamãe, somos da esquerda, somos bons, não fizemos nada, não temos que fazer autocrítica”. “Nem que fosse por respeito às mulheres que fazem parte da sua vida (certamente, as há), Bial não poderia ter sido tão grosseiro na crítica que fez ao filme, usando os termos rasteiros que usou”, escreveu Cristina Serra em seu Facebook. Pois nesta sexta (7/2) a Crusoé fez copy-paste desse ataque. “’Democracia em Vertigem’ não oferece sequer material para debate ou discordância: é só o desabafo narcisista de uma garota inconformada porque o Brasil não é o país que sua mãe queria”, escreveu Jerônimo Teixeira na revista digital de direita, atacando também, entre outras coisas, “a voz chorosa de Petra”. Petra Costa, claro, não é uma “garota inconformada” nem uma “menina”, muito menos filhinha “chorosa” fazendo documentário para agradar a mãe. É uma cineasta que merece respeito por mais de uma década de reconhecimento internacional, que exibe seus filmes em festivais como Sundance, Locarno e Veneza, já venceu o Festival de Brasília, do Rio, de Havana, coleciona prêmios em vários eventos do mundo e vive atualmente o auge da carreira, com uma indicação ao Oscar. Pode-se discordar da narrativa claramente petista de “Democracia em Vertigem”, que de ingênua não tem nada – é uma aula de marketing político – , mas usar argumentos machistas para tentar diminuir a qualidade do trabalho (com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes) e o talento amplamente reconhecido de sua diretora apenas demonstra o baixo nível a que chegou a discussão cultural neste país de presidente “imbroxável” e compartilhador de “golden shower”. “R-E-S-P-E-I-T-O”, já cantava Aretha Franklin (em versão traduzida), pedindo em nome das mulheres há meio século: “descubra o que isso significa”.

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    Secretário de Direitos Humanos da PGR aciona Justiça contra José de Abreu

    6 de fevereiro de 2020 /

    Após José de Abreu atacar a ex-colega Regina Duarte com palavras de baixo nível, o secretário de Direitos Humanos da Procuradoria Geral da República, Ailton Benedito, encaminhou ofício ao Ministério Público Federal de São Paulo sugerindo que o órgão tome providências em relação às ofensas. Convidada pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a Secretaria Especial da Cultura, Regina Duarte aguarda apenas a nomeação para tomar posse. “Ainda hoje, 4 de fevereiro de 2020, será encaminhado ofício ao Ministério Público Federal no Estado de São Paulo, a fim de que tome conhecimento do fato e promova as medidas que entender cabíveis nas suas atribuições em face do sujeito que ofendeu todas as mulheres brasileiras”, escreveu Benedito no Twitter, para em seguida confirmar o envio do ofício ao Ministério Público, que de fato recebeu o documento. Benedito encaminhou o ofício após criticar, também no Twitter, as declarações dadas por José de Abreu em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo para justificar agressividade anterior contra Regina. Ao comentar a ida de atriz para o governo Bolsonaro, ele afirmou: “Facista não tem sexo. Vagina não transforma uma mulher em um ser humano. Eu não vou parar, eu sou radical mesmo e estou em um caminho sem volta”. Antes da entrevista, José de Abreu já havia sido criticado, tanto pela esquerda quanto pela direita, por um post no Instagram em que ameaçava “desmascarar” Regina, citando os cabelos brancos, rugas e banhas da atriz e dizendo que sabia o que “fizemos” no passado. “Eu sei o que fizemos na sua casa, na Barra da Tijuca. Eu sou artista, assumo meus vícios e me libertei deles. Mas você, assumindo um cargo público, vai ter que prestar conta deles”, escreveu o ator no post, posteriormente deletado. “Lembra de quantos gays lhe tiraram rugas? Coloriram seus cabelos brancos? Criaram figurinos para esconder suas banhas? Você está cagando na cabeça deles! Eles me ligam, desesperados, com sua postura! Tenha vergonha nessa cara! Vou até o fim. Regina Duarte, vou lhe desmascarar! Assuma seu cargo de apoiadora de fascista se tiver coragem. E aguente as consequências”, completou Abreu na mesma publicação. Com suas declarações, Abreu conseguiu envergonhar até petistas que o consideravam seu ator de estimação. Mas não foi sua primeira manifestação execrável. Em 2016, ele chegou a cuspir num casal em um restaurante e ainda se vangloriou no Twitter, orgulhoso: “Cuspi na cara do coxinha e da mulher dele! Não reagiu! Covarde”, mudando o sentido do que significa covardia. Além disso, desde outubro de 2017 ele é procurado por oficiais de justiça, que tentam citá-lo num processo aberto pela então primeira-dama da capital paulista, Bia Doria — hoje primeira-dama do estado. O motivo foi outra manifestação machista do ator, que escreveu no Twitter, em 9 de outubro de 2016: “STF proíbe vaquejada mas permite que a Bia Doria dê entrevista? É um crime contra os animais…”. Para o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o ator “se encontra em local incerto e não sabido”. Os ataques recentes foram publicados no exterior, enquanto Abreu curtia uma lua de mel com sua nova mulher, 51 anos mais jovem. Em um post de quarta-feira (6/2), ele avisou que o casal não volta ao Brasil, planejando morar na Nova Zelândia.

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    Gwyneth Paltrow é acusada de promover charlatanismo em série sobre saúde da Netflix

    1 de fevereiro de 2020 /

    A atriz Gwyneth Paltrow (“Vingadores: Ultimato”) está às voltas com uma nova polêmica envolvendo seu negócio como empresária-celebridade. A série da Netflix em que divulga sua grife de produtos femininos e dá dicas para mulheres foi considerada um “risco considerável à saúde” por Simon Stevens, diretor-executivo do respeitado Serviço Público de Saúde Britânico (NHS, na sigla em inglês). Durante um evento acadêmico realizado na quinta (30/1) em Oxford, Stevens condenou os “produtos duvidosos de bem-estar e tratamentos suspeitos” oferecidos pela Goop, empresa de Paltrow, que são abordados na série de streaming “The Goop Lab”, apresentada pela atriz. Para ele, a série serve apenas para espalhar “mitos” e “desinformação”. A crítica contundente levou a Netflix a divulgar uma nota, em que afirma que o programa foi “criado para entreter e não para fornecer orientações médicas”. “The Goop Lab”, que estreou em 24 de janeiro, testa a suposta eficácia de terapias alternativas para doenças físicas e mentais — e é gravada na sede da Goop. Uma porta-voz da empresa também disse que eles são “transparentes ao abordar tópicos que podem não ter respaldo científico ou estar em estágios iniciais de avaliação”. Ao longo da série de seis capítulos, Paltrow se cerca de médicos, pesquisadores e profissionais de medicina alternativa para avaliar práticas que variam de “exorcismos energéticos” ao uso de drogas psicodélicas no tratamento de distúrbios de saúde mental. Mas, para Stevens, o resultado é a simples promoção do charlatanismo às custas da saúde dos espectadores. “A Goop acaba de lançar uma nova série de TV, na qual Gwyneth Paltrow e sua equipe testam tratamentos como ‘facelift do vampiro’ e apoiam um massagista que afirma curar tanto traumas psicológicos agudos quanto efeitos colaterais, simplesmente ao mover as mãos duas polegadas acima do corpo do cliente”, disse o chefe do NHS. “A marca dela vende repelente para vampiros, diz que filtro solar químico é uma péssima ideia, promove a lavagem intestinal e máquinas para enema de café, apesar de apresentarem riscos consideráveis à saúde.” “Enquanto antes as notícias falsas costumavam passar de boca em boca, agora todo mundo sabe que mentiras e informações incorretas podem circular pelo mundo com um clique”, continuou Stevens. “Os mitos e a desinformação foram turbinados pela disponibilidade de informações equivocadas online. Embora o termo ‘fake news’ leve a maioria das pessoas a pensar em política, a preocupação natural com a própria saúde e, especialmente, com a de seus entes queridos, torna esse terreno particularmente fértil para charlatães, impostores e excêntricos”, acrescentou. A Goop surgiu em setembro de 2008 como uma newsletter sobre estilo de vida produzida por Paltrow para seus amigos. Desde então, se transformou em um negócio de beleza e estilo de vida avaliado em US$ 250 milhões, com um site, loja online, lojas físicas, uma revista e, agora, a série da Netflix. Mas todo esse crescimento foi acompanhado por polêmicas e até processos judiciais. Em 2018, a Goop fez um acordo para pagar uma multa de US$ 145 mil por ter feito “afirmações não científicas” sobre o uso de “ovos vaginais” de pedras e cristais, que estava vendendo. A empresa dizia que os ovos de jade e quartzo rosa, inseridos no canal vaginal, eram capazes de equilibrar os hormônios e regular o ciclo menstrual, entre outras coisas. Segundo especialistas médicos, o uso de tais ovos não tinha embasamento científico e poderia até ser perigoso para a saúde. O pagamento foi feito rapidamente num acordo dentro de um processo de propaganda enganosa movido pelo Departamento de Proteção ao Consumidor da Califórnia, que acusou a Goop de fazer afirmações infundadas sobre supostos benefícios para a saúde do ato de inserir pedras na vagina. Apesar disso, os chamados “ovos de jade” continuam a ser comercializados até hoje no site da companhia. Veja abaixo o trailer da série de Paltrow.

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    Regina Duarte irrita colegas que a apoiavam e culpa “resistência ideológica”

    1 de fevereiro de 2020 /

    A polêmica de Regina Duarte com os colegas de classe aumentou. A decisão de juntar no Instagram diversas fotinhas de atores que apoiaram sua decisão de assumir a Secretaria Especial de Cultura do governo Bolsonaro causou inúmeras reclamações. Poucas horas após colocar o post no ar, na sexta (31/1), ela precisou retirar uma das fotos, atendendo ao pedido de Carolina Ferraz. Regina substituiu a imagem por uma foto de Carla Daniel, que também reclamou, pedindo para que sua imagem não fosse usada. Na própria noite de sexta, foi ao ar uma terceira versão da montagem com apoiadores. Mas logo outros artistas se manifestaram. E Regina acabou tirando o post inteiro do ar neste sábado (1/2), reclamando de “resistência ideológica”. No post original, as imagens apareciam reunidas sob o título: “Artistas quebram o silêncio e apoiam Regina Duarte”. Vendo a montagem, Carolina enviou um áudio de WhatsApp, que vazou na internet, desaprovando o uso de sua foto pela equipe da colega. “Eu não imaginei que você fosse colocar minha foto ou de qualquer um né, colega nosso, sem pedir autorização da gente, né”, disse a atriz no áudio, que a Folha confirmou ser de autoria de Carolina. Na mensagem, ela admite que torce pela colega, mas não quer ter seu nome associado a “um governo que desprestigia tanto a classe artística”. “Realmente, torço para que você consiga exercer e fazer a diferença em um governo que desprestigia tanto a classe artística, que persegue tanto a classe artística”, continuou a atriz. “Mas eu não quero ser usada como alguém que está ali no seu Instagram, porque dá a entender que apoio o governo Bolsonaro e eu não apoio, Regina. Eu nunca aprovei e nunca compactuei com esse governo e inclusive não votei no Bolsonaro”, completou. Ao aparecer na montagem, Carla Daniel também reclamou publicamente. “Regina, vamos deixar claro uma coisa com todo carinho. Apoiei a sua coragem e seu amor à Cultura. Não compactuo com esse governo e nem o anterior. Torço pela sua gestão”, escreveu Carla nas redes sociais. Além de Carolina Ferraz e Carla Daniel, também sumiram da montagem Beth Goulart e Mario Frias, que não se manifestaram publicamente. Maitê Proença, que vinha defendendo a atriz em entrevistas, registrou: “Eu também NÃO GOSTEI de ter sido usada em uma montagem que dá a entender o apoio a um governo que não aprovo. Que fique claro. Não aprovo este governo mas apoiarei até a morte o direito de quem pensa diferente de mim”. O comediante Luiz Fernando Guimarães ficou ainda mais revoltado. Ele publicou: “Pessoal, sobre a minha imagem estar sendo divulgada fazendo menção ao apoio do governo atual, é MENTIRA! Apoio a querida Regina, e espero que ela faça um belo trabalho, porém não concordo com a administração atual, e não compactuo dos mesmos pensamentos e ideias. Já solicitei que retirassem minha imagem das postagens”. Questionado por fãs em sua conta no Instagram se apoia o governo, já que foi incluído nas montagens divulgadas por Regina Duarte, Ary Fontoura repetiu mais de uma vez: “Não apoio ninguém”. Em suma, Regina Duarte confundiu o afeto dos colegas com apoio político. Ao publicar suas imagens sem autorização, percebeu que está realmente isolada, praticamente sozinha entre os atores da Globo, ao se posicionar a favor de Bolsonaro. Carlos Vereza é a exceção, tendo comparecido em Brasília neste sábado para manifestar seu apoio. Ao excluir a montagem polêmica de seu perfil, ela publicou nova mensagem dizendo: “Vou tirar post com artistas porque agora é a Maitê pedindo pra sair”. Para justificar porque publicou fotos de artistas sem autorização, optou por politizar o incômodo que causou. “Meu desejo de pacificar, de UNIFICAR a classe artística já mostra que a RESISTÊNCIA IDEOLÓGICA vai bater forte e tentar impedir que a polarização reinante possa ser vencida. Vou, no entanto, lutando para que a CULTURA do nosso país possa estar acima de ideologias e partidos.”

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    Atrizes reclamam após Regina Duarte incluí-las em foto-montagem de apoio

    1 de fevereiro de 2020 /

    A atriz Regina Duarte arrumou a primeira polêmica com os colegas de classe na noite de sexta (31/1), ao resolver juntar no Instagram diversas fotinhas de atores que apoiaram sua decisão de assumir a Secretaria Especial de Cultura do governo Bolsonaro. Poucas horas após colocar o post com as imagens no ar, ela precisou retirar uma das fotos, atendendo ao pedido de Carolina Ferraz. Carolina enviou um áudio de WhatsApp, que vazou na internet, desaprovando o uso de sua imagem pela equipe da colega. No post original, as imagens apareciam numa montagem sob o título: “Artistas quebram o silêncio e apoiam Regina Duarte”. “Eu não imaginei que você fosse colocar minha foto ou de qualquer um né, colega nosso, sem pedir autorização da gente, né”, disse a atriz no áudio, que a Folha confirmou ser de autoria de Carolina. Na mensagem, ela admite que torce pela colega, mas não quer ter seu nome associado a “um governo que desprestigia tanto a classe artística”. “Realmente, torço para que você consiga exercer e fazer a diferença em um governo que desprestigia tanto a classe artística, que persegue tanto a classe artística”, continuou a atriz. “Mas eu não quero ser usada como alguém que está ali no seu Instagram, porque dá a entender que apoio o governo Bolsonaro e eu não apoio, Regina. Eu nunca aprovei e nunca compactuei com esse governo e inclusive não votei no Bolsonaro”, completou. O post foi substituído por um novo, trazendo a atriz Carla Daniel no lugar de Carolina. Mas a troca rendeu outro problema. Carla Daniel também reclamou publicamente. “Regina, vamos deixar claro uma coisa com todo carinho. Apoiei a sua coragem e seu amor à Cultura. Não compactuo com esse governo e nem o anterior. Torço pela sua gestão”, escreveu Carla nas redes sociais. Assim, uma terceira versão do post, sem título sensacionalista, foi ao ar, desta vez com Rosamarinho Murtinho ao lado de Ary Fontoura, Maitê Proença, Márcio Garcia, Carlos Vereza, Beth Goulart e a autora de novelas Gloria Perez, entre outros. Regina, porém, não deixou barato. Ela também fez questão de publicar as mensagens originais que recebeu de Carolina e Carla apoiando a sua nomeação. Precisava? Nenhuma das duas negou o apoio crítico. Anteriormente, Antonio Fagundes disse ter pena de Regina por ter aceitado o cargo. “Tenho pena de artista que entra nessa jogada“, disse o ator. “Temos tanta coisa para fazer e o jogo sujo da política só pode trazer coisa ruim”. Ver essa foto no Instagram 🥰🤩👍🙏🙏🙏💞💞💝💝 Uma publicação compartilhada por Regina (@reginaduarte) em 31 de Jan, 2020 às 5:28 PST

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  • Série

    Onisciente: Depois da polêmica, Netflix divulga trailer da nova série brasileira

    30 de janeiro de 2020 /

    A Netflix finalmente disponibilizou o trailer de “Onisciente”, nova série brasileira da plataforma, em sua página na Youtube. A divulgação aconteceu nesta quinta (30/1), um dia após o lançamento da série e reclamação geral nas redes sociais contra o silêncio da empresa, que simplesmente jogou o conteúdo no ar, sem informar ao público que existia ou do que se tratava. A primeira migalha de atenção da Netflix para a nova produção de Pedro Aguilera, o criador de “3%”, resumiu-se a isso mesmo: o trailer tardio no YouTube. E com um detalhe: apesar de a série ter sido distribuída internacionalmente, o vídeo não foi disponibilizado na página do YouTube da Netflix americana ou de outros países. A empresa tampouco acionou seu mailing de imprensa para repercutir a estreia, nem usou suas redes sociais para promover a série. Fez até pior que isso. Ignorou completamente a série no evento grandioso que realizou em São Paulo até quarta (28/1) para promover, vejam só, sua programação nacional, dando espaço enorme para atrações em hiato ou ainda não produzidas, esquecendo a que estava pronta e que estreava no dia seguinte. O que se pode deduzir disso? Até sua estreia, as informações da série podiam ser encontradas apenas em páginas específicas de “Onisciente” e de “3%” nas redes sociais. Quem conseguisse encontrar a conta oficial da série no Instagram, descobria o trailer (o mesmo disponibilizado tardiamente no YouTube). As páginas do Facebook e do Twitter traziam, além do trailer, algumas imagens e tentativas de engajamento com o público, sem resultados, porque ninguém foi informado sobre esses endereços. Os poucos que assistiram começaram logo a elogiar a produção nas redes sociais. Mas também a reclamar… contra a Netflix. O próprio perfil oficial da série no Twitter começou a retuitar as queixas, transformando a omissão em polêmica. “Não é possível a Netflix Brasil ficar tão calada com essa aclamação”, escreveu uma usuária. “O silêncio do Brasil sobre ‘Onisciente’ é ensurdecedor. Só assistam!!!!!!”, acrescentou outra. Com clima de suspense e ambientação futurista, “Oniscente” está mais para “Black Mirror” que “3%”. A série se passa em um futuro próximo, onde cada cidadão é seguido constantemente por um pequeno (e quase imperceptível) drone. A máquina alimenta um supercomputador com dados, aos quais ninguém tem acesso. Mas, graças a essa vigilância, as taxas de criminalidade são quase zero, uma vez que os criminosos sabem com certeza que serão capturados. O Sistema Onisciente parece perfeito, até que uma jovem chamada Nina descobre uma falha: o assassinato de seu pai não foi relatado pelo Sistema. Agora, cabe a ela descobrir o que o sistema está tentando esconder. Além de roteiros e produção de Pedro Aguilera, a atração destaca as participações de Isabel Valiante (“Psi”) e Julia Jordão (“O Negócio”) como diretoras dos episódios e o elenco formado por Carla Salle (“Os Dias Eram Assim”), Jonathan Haagensen (“Cidade de Deus”), Luana Tanaka (“3%”), Guilherme Prates (“Motorrad”), Sandra Corveloni (“Linha de Passe”) e Marcello Airoldi (“Flores Raras”).. São, ao todo, seis episódios da 1ª e provavelmente única temporada, já que a falta de vontade de divulgar só pode resultar em cancelamento. Veja abaixo o trailer disponibilizado no YouTube.

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  • Filme

    José de Abreu ameaça revelar o que sabe de Regina Duarte

    29 de janeiro de 2020 /

    José de Abreu sabe o que Regina Duarte fez em algum verão passado. O ator publicou uma mensagem agressiva nas redes sociais, em que promete contar segredos da atriz, caso ela compactue, ao entrar no governo, com a discriminação da diversidade estabelecida por decisões de Jair Bolsonaro. “Eu sei o que fizemos na sua casa, na Barra da Tijuca. Eu sou artista, assumo meu vícios e me libertei deles. Mas você, assumindo um cargo público, vai ter que prestar conta deles. E eu vou cobrar isto de você”, escreveu Abreu, em tom tão ofensivo quanto ameaçador. “Regina Duarte, vou lhe desmascarar! Assuma seu cargo de apoiadora de fascista se tiver coragem. E aguente as consequências”, acrescentou. Ele também desafiou a atriz, que nessa quarta (29/1) confirmou ter aceito o cargo de secretária especial da Cultura, para um debate. Veja abaixo o post completo. Ver essa foto no Instagram Topa, apoiadora de fascista? Ministra- nem isso – secretária! de um presidente sem legitimidade, um escroto, que quer que você discrimine a diversidade? Que discrimine LGBTS? Eu sei o que fizemos na sua casa, na Barra da Tijuca. Eu sou artista, assumo meu vícios e me libertei deles. Mas você, assumindo um cargo público, vai ter que prestar conta deles. E eu vou cobrar isto de você. Lembra de quantos gays lhe tiraram rugas? Coloriram seus cabelos brancos? Criaram figurinos para esconder suas banhas? Você está cagando na cabeça deles! Eles me ligam, desesperados, com sua postura! Tenha vergonha nessa cara! Vou até o fim. REGINA DUARTE, vou lhe desmascarar! Assuma seu cargo de apoiadora de fascista se tiver coragem. E aguente as consequências. Outra coisa, EU NÃO ESTOU SÓ! Arrisco minha carreira para impedir que uma colega minha se atire num poço sem fundo. Uma publicação compartilhada por josedeabreu (@josedeabreu) em 29 de Jan, 2020 às 6:33 PST

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