Armie Hammer se interna em clínica de reabilitação
O ator Armie Hammer (“Me Chame Pelo Seu Nome”) se internou em uma clínica de reabilitação localizada na Flórida, apurou a revista Vanity Fair. Um amigo próximo do ator declarou à publicação que a iniciativa era “um sinal claro de que ele está retomando o controle de sua vida e sabe que este é um passo em direção ao seu bem-estar geral”. Hammer teria se internado assim que deixou as Ilhas Cayman, onde estava isolado desde março, dois meses após virem à tona mensagens privadas em que se confessava canibal, e na esteira de um processo de uma ex-namorada por estupro e violência sexual, com elementos de tortura. “Ele nunca comeu carne humana, nunca bebeu sangue, nunca cortou um dedo do pé, nunca trancou ninguém em uma gaiola ou o que quer que esteja nessas mensagens malucas. Essas mensagens definitivamente não devem ser interpretadas literalmente, mesmo que ele as tenha enviado”, disse outra fonte amiga, sob anonimato, à revista Variety. Mas em meio a este escândalo, outras mulheres reiteraram diálogos com o ator de 34 anos sobre fetiches envolvendo canibalismo, abuso e estupro. Em entrevista ao Page Six, Courtney Vucekovich, que ficou com o ator por alguns meses do ano passado, disse que conviver com Hammer era como namorar Hannibal Lecter — o famoso personagem canibal de “O Silêncio dos Inocentes” e da série “Hannibal”. Desde o escândalo, a carreira de Armie Hammer implodiu. Ele foi afastado de várias produções, como os filmes “Shotgun Wedding” e “Billion Dollar Spy”, e a série “The Offer”, sobre os bastidores de “O Poderoso Chefão”. Sua agência também o dispensou. Em sua única manifestação durante as acusações, o ator só se manifestou uma única vez, logo que saiu de “Shotgun Wedding”, para qualificar as denúncias como “alegações de m*rda”.
Estrela de “Unbreakable Kimmy Schmidt” se desculpa por ser “rainha” de instituição racista
A atriz Ellie Kemper, conhecida pelas séries “The Office” e “Unbreakable Kimmy Schmidt” (na qual tinha o papel-título), se desculpou em seu Instagram nesta segunda (7/6), após seu nome bombar nas redes sociais pela descoberta de um feito de seu passado. Quanto tinha 19 anos, ela foi eleita rainha de uma instituição de passado racista. A história tomou as redes sociais na última semana, quando uma foto da atriz como debutante foi publicada e fãs começaram a questionar se ela sabia que a Veiled Prophet Organization, responsável pelo baile, tinha um passado racista, sexista e elitista. Fundada em 1877 por homens brancos ricos, a instituição recusou-se a aceitar membros negros até 1979. A atriz nasceu no ano seguinte, 1980. Por isso, disse que na época (em 1999) não sabia do passado da instituição tradicional da alta sociedade de sua cidade natal. “Mas a ignorância não é uma desculpa. Eu tinha idade suficiente para me informar antes de me envolver. Sem dúvidas eu não concordo, denuncio e rejeito a supremacia branca. Ao mesmo tempo, sei que por causa da minha raça e dos meus privilégios, eu me beneficio de um sistema que distribui justiça e recompensas de formas desiguais”, ela escreveu. Na internet, a história foi bastante aumentada e ganhou enorme repercussão, após alguém postar que o baile era um “evento chique organizado pela Ku Klux Klan (KKK) local”, criou-se a falsa narrativa de que a atriz tinha sido eleita a “Rainha da KKK” aos 19 anos. O prêmio que Ellie Kemper recebeu em 1999 foi o de “Rainha do Amor e da Beleza”. “Há uma tentação muito natural quando você vira assunto de críticas na Internet: dizer a si mesmo que seus detratores estão entendendo tudo errado. Mas, em algum momento da semana passada, percebi que muitas das forças por trás das críticas eram forças com as quais eu passei minha vida apoiando e concordando”, a atriz acrescentou. “Passei a minha vida inteira tentando viver de acordo com valores, e se a minha experiência servir de indicativo para que instituições com um passado que não atende a esses valores sejam confrontados, então eu tenho que ver essa experiência como algo positivo”. “Quero me desculpar com as pessoas que desapontei, prometo que vou ouvir e continuar me educando, e usar meu privilégio a favor de uma sociedade melhor que sei que podemos nos tornar”, completou a atriz, agradecendo as pessoas que leram o comunicado. O post completo pode ser visto abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ellie Kemper (@elliekemper)
Tiago Abravanel e Maisa se manifestam após fala de Patrícia Abravanel: Homofobia não é opinião
O nome de Patrícia Abravanel foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter após a apresentadora pedir que as pessoas respeitassem os conservadores que não concordam com quem é LGBTQIAP+. A fala incomodou o sobrinho de Patrícia, Tiago Abravanel, que é abertamente gay e criticou a tia. Além dele, Maísa Silva, que foi apresentadora da emissora da família Abravanel, fez uma série de posts pedindo respeito à comunidade. Patrícia resolveu se manifestar após a ex-BBB Rafa Kalimann e o ator Caio Castro repostarem um vídeo em que um religioso diz respeitar mas não concordar com membros da comunidade LBGTQIA+. Patrícia, durante seu programa, defendeu o vídeo compartilhado dizendo que são “opiniões diferentes”. “Acho que assim como LGDBTYH, não sei, querem o respeito, acredito que eles têm que ser mais compreensivos com aqueles que hoje ainda não entendem direito”, ela afirmou, desrespeitando a comunidade por errar, propositalmente ou por falta de interesse, a sigla que a identifica. Tiago postou um vídeo nas redes sociais para criticar a tia. “Hoje minha tia, a Patrícia Abravanel, fez um comentário no programa que me pegou de um jeito que não ficou legal. O comentário que ela fez foi em cima de um ocorrido com a Rafa Kalimann e o Caio Castro antes de ontem. Eles postaram um vídeo de um pastor falando que não concordava com o casamento gay, mas que respeitava. Isso gerou algumas retratações deles e aí, a Patrícia e o Gabriel Cartolano comentaram”, ele disse na gravação. “Eu resolvi fazer esse vídeo, porque eu acho que assim como ela falou ao vivo o que ela pensa, eu acho que eu também preciso falar o que eu penso aqui nas minhas redes. Tentar falar para você, tia, o como eu me senti assistindo, tá? Eu acho que em primeiro lugar, orientação sexual não é uma questão de opinião. É uma questão de respeito. Você não precisa ser como eu, mas precisa respeitar quem eu sou e ponto final”, continuou. “Opinar, você opina se uma roupa é bonita ou feia para você. Se você quer café ou chá ou se você gosta de doce ou salgado. A orientação sexual não é da opinião de ninguém. A não ser da pessoa que escolheu ser aquilo que ela é. Escolheu não. Ela nasceu assim, então, não é uma questão de opinião. Ponto. Quando se opina em relação a isso… Esse é um ato homofóbico”, completou. Maísa, que é considerada a prima favorita dos brasileiros e trabalhou com o pai de Patrícia, Sílvio Santos, desde a infância, evitou citar o nome da apresentadora, mas fez publicações em apoio à comunidade, aproveitando que junho é conhecido como o mês de orgulho LGBTQIAP+. Em seus posts, ela fez referência direta à polêmica, ao dizer que deseja para a comunidade “cada vez mais que seus diretos sejam respeitados, que a diversidade e a representatividade cresçam, que as ações preconceituosas como homofobia e transfobia diminuam e que as pessoas parem de achar que ser homofóbico é opinião”. Vejam os posts originais abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tiago Abravanel (@tiagoabravanel) Tenho muito orgulho de ser cercada por pessoas tão incríveis que me ensinam tanto e estão comigo desde que eu era pequena. E claro, orgulho dos meus primos que eu vejo cada vez mais lutando por um mundo mais justo e diverso. Love u 🏳️🌈🏳️⚧️ — +a (@maisa) June 1, 2021
Descaso na Cinemateca: Centenas de filmes já estariam perdidos
Responsável pelo fechamento da Cinemateca Brasileira, o governo Bolsonaro pode ser culpado pela destruição de um patrimônio inestimável da cultura brasileira. Fechada há cerca de 15 meses, desde que um representante da secretaria da Cultura chegou com escolta ostensiva da Polícia Federal para pegar as chaves dos responsáveis pela preservação de seus filmes, a Cinemateca pode já ter perdido parte de seu acervo, que estaria em estado de deterioração avançado, devido à negligência, segundo denúncia publicada pelo colunista Ricardo Feltrin nesta segunda-feira (31/5). Entre 600 e 1.000 filmes, em incontáveis números de rolos, teriam sido perdidos completamente. Os números são estimados por funcionários públicos que preferiram não se identificar, por temerem represálias – relatos de que o secretário da Cultura Mário Frias anda armado durante o trabalho em Brasília nunca foram contestados. O mau estado do acervo teria sido constatado por uma perícia no local a mando do Ministério Público Federal (MPF), que apura denúncias e investiga o que levou o governo a romper com a Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto) de forma unilateral em dezembro de 2019. A inspeção teria apontado vários problemas na manutenção do prédio e do acervo. Fundada em 1946, a Cinemateca guarda registros de valores incalculáveis, como filmes feitos durante as incursões do Exército brasileiro na 2ª Guerra Mundial, clássicos do Cinema Novo, documentários do Brasil do começo do século 20, coleção de imagens raras da TV Tupi, primeira emissora de TV do país, inaugurada em 1950, 1 milhão de documentos relacionados à área do audiovisual, 245 mil rolos de filmes e 30 mil títulos de cinema, entre obras de ficção, documentários, cinejornais, filmes publicitários e registros familiares de personalidades históricas. A Secretaria de Cultura não se manifestou sobre a denúncia. Mas ela é responsável pela situação, na medida em que forçou o despejo dos que preservavam as obras e assumiu publicamente o “compromisso de resguardar a continuidade dos serviços e a segurança do patrimônio cultural preservado pela Cinemateca”. O governo jogou a Cinemateca no limbo quando o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, aquele que Bolsonaro chamava de “um dos meus melhores ministros”, encerrou o contrato da Acerp para a realização da TV Escola, visando colocar olavistas para tocar o canal. Só que os direitos do canal eram exclusivos da Acerp, melando seus planos. Mas não ficou nisso. Além de tirar a TV Escola do ar, ao rasgar o contrato Weintraub criou um imbrólgio jurídico, porque a administração da Cinemateca estava definida num aditivo daquele documento. A Acerp entendeu que a parceria não poderia ser rompida, porque o acordo original para que cuidasse da Cinemateca iria até março de 2021, e continuou a administrar a entidade com recursos do próprio caixa por vários meses. Por conta disso, alega que o governo lhe deve R$ 14 milhões, correspondentes aos valores não repassados inclusive quando o contrato estava vigente. Segundo a Acerp, dos R$ 13 milhões do orçamento previsto em 2019, o governo só entregou R$ 7 milhões – e nada em 2020. O objetivo da secretaria de Cultura, ao congelar o repasse, teria sido justamente inviabilizar o funcionamento da Cinemateca, de modo a assumir o controle administrativo da entidade de forma emergencial. Bolsonaro chegou a posar ao lado da atriz Regina Duarte, dizendo que lhe daria a presidência da Cinemateca como compensação por demiti-la da Secretaria da Cultura. Mas o cargo que ele prometeu nunca existiu, uma vez que a administração da Cinemateca não poderia ser exercita pelo poder federal. Mas apesar do contrato de seção pública da Cinemateca, datado de 1984, proibir o governo de assumir seu controle, em agosto de 2020, com reforço da Polícia Federal, as chaves da Cinemateca Brasileira foram entregues à União e todo corpo técnico da instituição foi demitido. O caso ganhou repercussão internacional e se tornou símbolo da política cultural do governo Bolsonaro – que, conforme apontam as evidências, é simplesmente destruir tudo. Até o diretor do Festival de Cannes, o francês Thierry Frémaux, chegou a protestar contra o descaso do governo em relação à Cinemateca, considerando o desgoverno de Bolsonaro como uma ameaça à Cultura. “Quero expressar meu apoio à Cinemateca Brasileira, ameaçada pelo atual governo”, disse ele, em entrevista coletiva com a participação dos diretores dos sete maiores festivais de cinema da Europa, durante o Festival de Veneza no ano passado.
Marilyn Manson sofre nova acusação de estupro na Justiça
Marilyn Manson sofreu uma nova acusação de estupro na Justiça de Los Angeles na sexta-feira (28/5). A denunciante não teve o nome revelado, mas é identificada como uma ex-namorada. Ela afirma ter iniciado um relacionamento com o cantor em 2011 e o acusa de tê-la “estuprado e agredido sexualmente de forma reiterada”. O caso mais grave teria acontecido quando ela devolveu a chave da casa, ao encerrar o relacionamento. Manson a teria colocado de bruços no chão, cometido o ato e a ameaçado de morte. A acusação também afirma que ela teria sido obrigada a assistir um vídeo em que o artista abusava sexualmente de uma fã. A suposta filmagem era de 1996 e mostrava o cantor forçando a fã a beber urina de um integrante da banda enquanto estava amarrada em uma cadeira. Gravado após um show da banda no Hollywood Bowl, em Los Angeles, o vídeo incluía atos sexuais, humilhações e uma arma. Uma fonte ligada a Manson, ouvida pelo site TMZ, afirmou que o vídeo era “um curta-metragem de ficção” com uma atriz adulta e que nunca foi exibido. Marilyn Manson vem sendo acusado de assédio, abuso e estupro desde fevereiro, quando a atriz Evan Rachel Wood (“Westworld”), que é sua ex-namorada, resolveu contar o que sofreu em suas mãos. “Eu cansei de viver com medo da retaliação, difamação ou de chantagens”, escreveu Wood em suas redes sociais na ocasião. “Estou aqui para expor esse homem perigoso e denunciar as indústrias que o permitem agir, antes que ele arruíne outras vidas. Eu estou ao lado das muitas vítimas que não vão mais se silenciar”. O desabafo estimulou outras mulheres a denunciarem o cantor, como a também atriz Esme Bianco (“Game of Thrones”), que foi a primeira a protocolar ação judicial contra Manson, afirmando ter sido agredida, esfaqueada e perseguida com machado pelo cantor. A ex-assistente de Manson, Ashley Walters, foi a segunda mulher a processá-lo por fatos semelhantes, acusando ainda Manson de tentar prostitui-la, oferecendo-a para seus amigos influentes da indústria. A polícia de Los Angeles encontra-se atualmente investigando estas e outras denúncias contra o roqueiro, que, após a onda de acusações, foi dispensado de sua gravadora, teve suas participações nas séries “American Gods” e “Creepshow” cortadas, e acabou ficando sem empresariamento artístico, encerrado por sua agência de talentos.
Miles Teller substitui Armie Hammer em série sobre “O Poderoso Chefão”
O ator Miles Teller, conhecido por filmes como “Whiplash” e a saga “Divergente”, assumiu o papel principal na minissérie “The Offer”, sobre os bastidores do filme “O Poderoso Chefão”. Ele vai substituir Armie Hammer na produção, após o ator de “Me Chame pelo Seu Nome” ser afastado em meio a um escândalo sexual, que envolve vazamento de supostas conversas em que diz ser canibal e, mais recentemente, o processo de uma ex-namorada por estupro e agressão. A série de 10 episódios foi escrita por Michael Tolkin, do clássico “O Jogador” (1992) e da recente minissérie premiada “Escape from Dannemora”, e é baseada nas experiências nunca antes reveladas de Al Ruddy, o produtor do filme de 1972 – e também criador da cultuada série “Guerra, Sombra e Água Fresca” (Hogan’s Heroes). Sempre festejada como um marco do cinema, um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos e um consenso da crítica, a produção vencedora de três Oscars na verdade teve um desenvolvimento turbulento, com muitas reviravoltas e bastidores conturbados. A direção da minissérie está a cargo de Dexter Fletcher, que assinou “Rocketman” e finalizou “Bohemian Rhapsody”. Fletcher e Teller também serão produtores-executivos, ao lado do próprio Al Ruddy, da showrunner Nikki Toscano (“Hunters”) e do produtor Leslie Greif (“Hatfields & McCoys”). Antes da demissão de Hammer, a expectativa era realizar as gravações durante o verão em Los Angeles (já em junho) para um lançamento em 2022 na plataforma Paramount+. Vale lembrar que “The Offer” não é o único projeto sobre os bastidores de “O Poderoso Chefão” em desenvolvimento. O veterano cineasta Barry Levinson (“Rainman”) está à frente de uma versão cinematográfica da história, “Francis and The Godfather”, que está mais adiantada na escalação de seu elenco.
Astro de “Moonlight” vai estrelar série sobre Mike Tyson
A plataforma Hulu encontrou seu Mike Tyson. O ator Trevante Rhodes, que estrelou o filme vencedor do Oscar “Moonlight” (2016), dará vida ao campeão mundial de boxe na minissérie “Iron Mike”. Segundo a apresentação oficial, “Iron Mike” explorará a carreira e a vida selvagem, trágica e controversa de “uma das figuras mais polarizadoras da cultura esportiva”. A minisssérie de oito capítulos tem roteiro de Steven Rogers, direção de Craig Gillespie e produção a cargo da atriz Margot Robbie, que repetem a parceria de “Eu, Tonya”, na qual desempenharam as mesmas funções – Robbie, claro, também estrelou o filme de 2017, ganhando até indicação ao Oscar. Por sinal, o verdadeiro Mike Tyson já xingou todos eles, porque esse projeto atropelou seus planos de lançar sua própria minissérie sobre sua vida – que será estrelada por Jamie Foxx (“O Espetacular Homem-Aranha 2”), dirigida por Antoine Fuqua (“O Protetor”) e produzida pelo cineasta Martin Scorsese (“O Irlandês”), mas ainda não tem canal. Nenhuma das duas produções tem previsão de lançamento.
John Cena pede desculpas à China por chamar Taiwan de país
O ator John Cena se submeteu nesta terça (25/5) à censura voluntária de Hollywood para agradar ao Partido Comunista Chinês, após cometer o “erro” de chamar Taiwan de país. As redes sociais chinesas descobriram uma entrevista em que Cena chamou Taiwan de país e começaram a planejar um boicote ao novo filme do ator, “Velozes e Furiosos 9”, que estourou nas bilheterias chinesas em seu lançamento no fim de semana. Por menos, o próprio governo de Pequim tirou filmes de cartaz. Os nacionalistas chineses consideram Taiwan, que tem governo próprio democrático, como uma província rebelde, que deve retornar ao controle do Partido Comunista – à força, se necessário. Qualquer tentativa diplomática de reconhecê-la como nação irrita o governo e também o público chinês, que costuma seguir cegamente a política estatal – na verdade, não há alternativa. Para evitar prejuízo e outras complicações ao estúdio Universal, Cena se desculpou no Weibo, o Twitter da China. E em mandarim! “Dei muitas entrevistas para ‘Velozes e Furiosos 9’ e cometi um erro durante uma delas”, reconheceu em vídeo. O chamado “erro” aconteceu quando deu uma entrevista à emissora taiwanesa TVBS e disse “Taiwan é o primeiro país que pode assistir [ao filme].” “Agora eu tenho que dizer uma coisa que é muito, muito, muito importante: eu amo e respeito a China e o povo chinês”, ele disse no novo vídeo. “Estou muito arrependido pelo meu erro. Sinto muito”, acrescentou o ator, sem repetir o polêmico termo. O vídeo com as desculpas já teve mais de 2,5 milhões de visualizações na rede social, que é estritamente controlada pelo governo. Muitos usuários consideram que a desculpa não foi sentida e permanece incompleta. “Por favor, diga ‘Taiwan faz parte da China’ em chinês. Caso contrário, não aceitaremos suas desculpas”, disse um internauta no Weibo. Cena tem a seu favor o fato de ter estudado mandarim por anos e costumar postar regularmente no Weibo. A interação atual não foi pontual, mas parte de uma campanha do ator e ex-campeão de luta livre para se tornar mais conhecido no país. “Velozes e Furiosos 9” estreou em 21 de maio na China, arrecadando US$ 148 milhões em seu primeiro fim de semana. Foi a segunda maior bilheteria de estreia da Universal no país, atrás apenas de “Velozes e Furiosos 8”. No filme, Cena interpreta o novo vilão, que também é o irmão (que nunca tinha sido citado) do protagonista Dominic Toretto, vivido por Vin Diesel. O lançamento de “Velozes e Furiosos 9” só vai acontecer no Brasil em 22 de julho.
Showrunner de “Bull” é demitido por abusos morais
A rede CBS demitiu o produtor Glenn Gordon Caron, showrunner da série “Bull”, após denúncia dos roteiristas da produção sobre abusos morais e a transformação do ambiente de trabalho num local tóxico. O ator Freddy Rodriguez, que estava na atração desde estreia, também deixou o elenco, mas sua saída não foi acompanhada por maiores justificativas. Segundo apurou a revista The Hollywood Reporter, a CBS iniciou uma investigação privada sobre os bastidores da produção após roteiristas reclamarem que foram demitidos sem razão aparente pelo showrunner após a conclusão da 5ª temporada, no último dia 17 de maio, nos EUA. Escritores envolvidos na produção falaram à reportagem, sob condição de anonimato, que o produtor era desrespeitoso com os funcionários. “Todo mundo ficava tenso o tempo todo. No mínimo, todos ali tinham crises de ansiedade”, denunciou um roteirista. Não é a primeira vez que o produtor é acusado de ser abusivo. Roteiristas de sua série anterior, “Medium” (2005-2011), também denunciaram o mau comportamento. “Era um ambiente tóxico enquanto estive lá. E, agora que tenho mais experiência, posso dizer que há outras maneiras de dizer que os roteiros não funcionam sem precisar atacar os escritores de maneira cruel”, disse Melinda Hsu Taylor ao Hollywood Reporter. Também não é a primeira vez que abusos são denunciados nos bastidores de “Bull”. A atriz Eliza Dushku chegou a receber US$ 9,5 milhões em compensações da CBS depois de acusar a rede de demiti-la por ter denunciado assédio do protagonista da atração, Michael Weatherly. Apesar da acusação da atriz, a rede continuou a renovar a série e manter Weatherly como astro. “Mais de 10 milhões de pessoas veem ‘Bull’ toda semana. Michael é adorado pelo nosso público e, mesmo depois dessas denúncias, todo mundo continua assistindo. Então, é uma atração popular que queremos manter no ar”, disse sem rodeios o presidente da emissora, Kelly Kahl, em 2019. Renovada para sua 6ª temporada, a série agora será comandada por duas mulheres, Kathryn Price e Nichole Millard, que já faziam parte do time de roteiristas da atração. Nem o produtor Glenn Gordon Caron e nem o ator Freddy Rodriguez emitiram pronunciamentos sobre suas saídas. No Brasil, “Bull” é exibida pelo canal pago A&E.
Marvel admite que Tilda Swinton em “Doutor Estranho” foi um erro
O presidente do Marvel Studios, Kevin Feige, admitiu que a controversa escalação de Tilda Swinton em “Doutor Estranho” foi um erro. Em entrevista à revista Men’s Health, ele avaliou que as críticas e reações negativas do público foi um “despertador”. “Achamos que estávamos sendo muito inteligentes e inovadores. Não vamos fazer o clichê do homem asiático enrugado, velho e sábio. Mas foi um sinal de alerta dizer: ‘Bem, espere um minuto, existe alguma outra maneira de descobrir isso? Existe alguma outra maneira de não cair no clichê e escalar um ator asiático?’ E a resposta para isso, claro, é sim.” Na época, a Marvel foi acusada de embranquecer o personagem, um homem asiático nos quadrinhos, que foi interpretado por uma mulher inglesa no filme. O estúdio chegou a precisar se manifestar em defedesa da escalação de Tilda Swinton, dizendo que apoiava a diversidade e a liberdade criativa na indústria cinematográfica. “A Marvel tem um registro muito forte de diversidade em sua seleção de filmes e regularmente se afasta de estereótipos e material de origem para dar vida ao seu MCU [Universo Cinematográfico da Marvel]. O ancião é um título que não pertence exclusivamente a um personagem, mas sim um apelido transmitido ao longo do tempo, e neste filme em particular a personificação é celta. Estamos muito orgulhosos de ter a extremamente talentosa Tilda Swinton retratando esse personagem único e complexo ao lado de nosso elenco ricamente diversificado”, disse o Marvel Studios em comunicado. A própria Tilda Swinton disse que escalá-la para o papel foi uma tentativa de evitar estereótipos raciais ofensivos, como o “tipo de Fu Manchu, um homem antigo sentado no topo de uma montanha chamada O Ancião. Eles tomaram a decisão de não perpetuar esses estereótipos raciais”, ela afirmou. Uma sequência do filme de 2016, chamada “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, está sendo filmada atualmente para um lançamento em março de 2022.
Diretores de “Bad Boys Para Sempre” farão filme da Batgirl
A Warner contratou os diretores Adil El Arbi e Bilall Fallah, responsáveis pelo sucesso de “Bad Boys Para Sempre” (2020), para comandarem o filme da Batgirl. A escolha quebra uma regra não escrita dos estúdios, que vinham escalando mulheres para dirigir filmes de heroínas dos quadrinhos. A própria Warner fez isso com “Mulher Maravilha” (dirigido por Patty Jenkins) e “Aves de Rapina” (de Cathy Yan). Por outro lado, a dupla de “Bad Boys” sucede outra opção masculina para a adaptação. Joss Whedon começou a escrever o primeiro filme solo de Barbara Gordon em 2017, mas nunca encontrou o tom e desistiu (antes de se envolver em várias polêmicas por mau comportamento nos bastidores de “Liga da Justiça” e se queimar em Hollywood). Com sua saída, o roteiro ficou a cargo de Christina Hodson, que escreveu “Aves de Rapina” e também assina o vindouro filme do “Flash”. Em março desse ano, a Warner confirmou que, em meio a essas mudanças, continuava a avançar com o filme. A revelação aconteceu durante a apresentação de uma lista de produções em desenvolvimento com conteúdo baseado em propriedades da DC Comics. “Batgirl”, porém, não deve chegar aos cinemas e sim ser lançada diretamente na HBO Max. “Com ‘Batgirl’, esperamos levar o público a um passeio divertido e mostrar um lado diferente de Gotham”, disse a produtora Kristin Burr (que também está à frente de “Cruella”). “O roteiro de Christina é repleto de espírito. Adil e Bilall têm uma energia entusiasmada e alegre, que é contagiante, tornando-os os cineastas perfeitos para este Batprojeto. E estou empolgada por fazer parte do universo DC, o que é muito legal”, completou. El Arbi e Fallah nasceram no Marrocos e estudaram cinema na Bélgica, mas se destacaram na TV americana. Eles comandaram a série “Snowfall”, que lhes rendeu o convite para dirigir o terceiro filme de “Bad Boys”, maior bilheteria de 2020. Depois disso, ainda adquiriram experiência com adaptações de quadrinhos e super-heroínas, ao assumirem a direção de episódios da vindoura série “Ms. Marvel”, da editora rival da DC Comics, que deve estrear na Disney+ no fim do ano. Curiosamente, o novo filme da Warner tende a conflitar com a primeira aparição da personagem na HBO Max, já que Barbara Gordon será deficiente na 3ª temporada de “Titãs”, que estreia ainda este ano em streaming. Embora a sinopse não tenha sido revelada, “Batgirl” deve contar a história de como a filha do Comissário Gordon se inspirou em Batman para adotar sua identidade secreta e combater o crime. Esta origem já foi apresentada em formato live-action, logo na estreia da personagem. Batgirl surgiu em 1967, quando executivos de televisão encomendaram uma heroína para atrair público feminino para a série “Batman”, que estava perdendo audiência em sua 3ª temporada. Escolhida como intérprete da personagem, a atriz Yvonne Craig acabou também servindo como modelo físico para as primeiras artes da personagem, quando Batgirl foi integrada aos quadrinhos – quase simultaneamente à sua estreia na TV. Apesar de ter se tornado uma das heroínas mais populares da DC Comics, ela só apareceu no cinema 30 anos depois, quando Alicia Silverstone vestiu seu capuz em “Batman & Robin” (1997). O fracasso de público e crítica daquela produção acabou reforçando a aposentadoria da personagem, que nos quadrinhos virou tetraplégica e passou a adotar a identidade de Oráculo, especializando-se em computação e serviços de inteligência para outros heróis. Essa versão de Barbara Gordon também já foi vista em carne e osso, na série “Birds of Prey” (lançada no Brasil com o título equivocado de “Mulher Gato”), interpretada por Dina Meyer em 2002. Duas outras heroínas assumiram sua identidade, mantendo o nome de Batgirl vivo nos quadrinhos. Até que a DC Comics passou por dois reboots e mudou tudo, voltando a trazer Barbara Gordon em forma e de volta à ação como a Batgirl original.
Ex-assistente processa Marilyn Manson por abusos sexuais
Marilyn Manson está sofrendo um segundo processo por abusos sexuais. Segundo apurou a Page Six – coluna e site de celebridades do jornal New York Post – , desta vez as denúncias partem de uma ex-assistente, Ashley Walters. Os dois se conheceram em 2010 por uma rede social. Manson teria se mostrado interessado em seu trabalho como fotógrafa e fez uma proposta para que ela o retratasse. Ashley conta que foi até a casa do cantor, onde ele insistiu em realizar um ensaio fotográfico tarde da noite e, em um certo ponto, pediu para que ela tirasse a blusa. Em sua acusação, a ex-assistente alega que, depois das fotos, Manson a empurrou para a cama, usou o peso de seu próprio corpo para prendê-la e tentou beijá-la à força. Ele ainda teria mordido a orelha de Ashley e colocado a mão da profissional em sua cueca. Ela disse que, na época, acreditou que Manson “provavelmente” não havia cometido abuso, pois as coisas pararam naquele ponto. Depois disso, ele lhe ofereceu um emprego como sua assistente pessoal, propondo o dobro do salário que recebia. Mas quando começou a trabalhar, a jovem se viu forçada a virar noites para acompanhar a agenda noturna do cantor, regada a festas e drogas. Ela alega que Manson a ameaçava, jogava pratos nela e a empurrava contra a parede por qualquer coisa. Ela denunciou que Manson até teria enviado uma foto de ferimentos que causou na atriz Esmé Bianco com a mensagem “está vendo só o que acontece?”. Integrante do elenco de “Game of Thrones”, Esmé Bianco é responsável pelo primeiro processo aberto contra Manson na Justiça, afirmando ter sido agredida, esfaqueada e perseguida com machado pelo cantor. Em seu próprio processo, Ashley Walters ainda acusa Manson de tentar prostitui-la, oferecendo-a para seus amigos influentes da indústria, incluindo um diretor que teria abusado sexualmente dela. Ela diz que se sentia como propriedade do ex-chefe. Um membro da equipe de Manson “negou veementemente” todas as acusações de abuso para a Page Six. Mas uma fonte próxima ao cantor, que preferiu não se identificar, afirmou que aquele era realmente o comportamento de Manson, que mandava a ex-assistente sentar no colo de outros homens. Outros detalhes da acusação incluem obrigar Ashley e a ex-noiva de Manson, Evan Rachel Wood, a posar junto com a coleção de itens nazistas do cantor, que usava as fotos para chantageá-las. Estrela da série “Westworld”, Evan Rachel Wood foi a primeira a denunciar publicamente o comportamento de Manson, mencionado que estava cansada de se calar por medo de chantagens, enquanto outras garotas continuavam a ser abusadas. “Eu cansei de viver com medo da retaliação, difamação ou de chantagens”, escreveu Wood em suas redes sociais em fevereiro passado. “Estou aqui para expor esse homem perigoso e denunciar as indústrias que o permitem agir, antes que ele arruíne outras vidas. Eu estou ao lado das muitas vítimas que não vão mais se silenciar”. Walters afirma que o abuso físico e psicológico que Wood e Esmé Bianco denunciaram foram muito similares à sua própria experiência. Marilyn Manson demitiu Walters em 2011. Antes disso, teria invadido o Facebook da ex-assistente. Segundo a denunciante, o cantor a acusou de roubo e continuou ameaçando-a de forma contínua mesmo depois de sua demissão. Em sua primeira e até aqui única manifestação sobre as denúncias, antes das ações na Justiça, Manson alegou que os abusos denunciados eram práticas consensuais entre adultos. “Obviamente, minha arte e minha vida sempre foram ímãs para polêmica, mas essas afirmações recentes sobre mim são horríveis distorções da realidade”, ele escreveu no Instagram em fevereiro. “Meus relacionamentos íntimos sempre foram inteiramente consensuais com parceiros que pensam como eu. Independentemente de como – e por que – os outros agora estão optando por representar mal o passado, essa é a verdade. ” Após a onda de acusações, Manson foi dispensado de sua gravadora, teve suas participações nas séries “American Gods” e “Creepshow” cortadas, e acabou ficando sem empresariamento artístico, com o rompimento de seu contrato pela agência de talentos CAA, uma das maiores de Hollywood.
Ellen DeGeneres anuncia o final de seu programa de televisão
A apresentadora Ellen DeGeneres anunciou que seu talk show, “The Ellen DeGeneres Show”, um dos mais populares dos EUA, vai acabar no ano que vem, na 19ª temporada. Em entrevista à revista The Hollywood Reporter na quarta-feira (12/5), ela justificou a decisão dizendo que quer continuar sendo desafiada em sua carreira. “Quando você é uma pessoa criativa, você precisa ser constantemente desafiado – e por mais que o show seja incrível e divertido, não é mais desafiador”. DeGeneres deu a notícia para a equipe um dia antes de revelar o destino do programa para o público. Ela também contou que vai discutir o encerramento com Oprah Winfrey na edição desta quinta (13/5). Segundo a apresentadora, a atração deveria ter acabado na 16ª temporada, mas ela aceitou assinar contrato para mais três anos, já imaginando que seriam os últimos. “Esse foi o plano o tempo todo”, jurou. Entretanto, planos podem não ter nada a ver com o destino do programa, que foi colocado em cheque no ano passado, após uma reportagem do site BuzzFeed trazer à tona denúncias de abusos e maus tratos à funcionários em seus bastidores. A situação chegou a ponto do estúdio Warner, responsável pela produção, iniciar uma investigação interna, com promessas de mudanças e justificativas da própria DeGeneres. Mas isso apenas serviu de desculpa para artistas famosos falarem mal da apresentadora. O comediante Brad Garrett (“Single Parents”), que apareceu seis vezes no “Ellen DeGeneres Show”, tuitou que era de “conhecimento comum” que a equipe era “tratada horrivelmente” pela própria DeGeneres. Ele afirmou: “Conheço mais de uma [pessoa] que foi tratada horrivelmente por ela”, acrescentando que os problemas denunciados vinham “do topo”. A acusação foi reforçada pela atriz Lea Thompson (“Sierra Burgess É uma Loser”), que replicou a denúncia com uma mensagem afirmando que se tratava de “História verdadeira”. Outros dois convidados, que não quiseram revelar a identidade, disseram ao site Page Six que os produtores exigiam que as pessoas bajulassem DeGeneres ao vivo. “Elogie Ellen, diga a ela que grande fã você é”, lembrou uma das fontes. Um dos entrevistados, que esteve na atração há três anos, revelou ter ficado desconfortável ao receber aquelas orientações. As declarações pintaram DeGeneres como hipócrita, já que ela costuma dizer “seja gentil” com frequência, quase como um slogan, enquanto seus funcionários eram maltratados pelos chefes de sua equipe. Depois disso, notas sobre um suposto cancelamento e até mesmo da vontade de DeGeneres de desistir do programa, no ar desde 2003 na TV americana, começaram a aparecer em publicações especializadas em fofoca. Se era suposição ou simples desejo, o fato é que o fim já tem previsão para acontecer. Na entrevista ao THR, DeGeneres garantiu que as denúncias não foram o motivo do encerramento. “Se eu fosse sair do show por causa disso, eu não teria voltado para essa temporada”, afirmou. Ela também revelou que sente vontade de voltar a fazer cinema e TV: “Uma sitcom parece um ‘passeio no parque’ comparado com um talk show de 180 episódios por ano. Não sei se é isso o que quero fazer em seguida, mas filmes com certeza. Se aparecer um grande papel, vou conseguir fazer, algo que eu não consigo agora”. No Brasil, “The Ellen DeGeneres Show” já foi exibido nos canais pagos Warner e GNT.












