The Offer: Série sobre “O Poderoso Chefão” ganha teaser e data
A plataforma Paramount+ divulgou a data de estreia de “The Offer”, minissérie sobre os bastidores do clássico do cinema “O Poderoso Chefão” (1972). A revelação do lançamento em 28 de abril foi feito num teaser e num pôster oficial da produção. A minissérie de 10 episódios foi concebida por Michael Tolkin, de “O Jogador” (1992) e da recente minissérie premiada “Escape from Dannemora” (2021), e é baseada nas experiências nunca antes reveladas de Al Ruddy, o produtor do filme de 1972 – e também criador da cultuada série dos anos 1960 “Guerra, Sombra e Água Fresca” (Hogan’s Heroes). Sempre festejada como um marco do cinema, um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos e um consenso da crítica, a produção vencedora de três Oscars na verdade teve um desenvolvimento turbulento, com muitas reviravoltas e bastidores conturbados. A história será contada com roteiros de Nikki Toscano (“Hunters”) e direção de Dexter Fletcher, que assinou “Rocketman” (2019) e finalizou “Bohemian Rhapsody” (2018). O elenco estelar destaca Miles Teller (“Whiplash”) no papel de Al Ruddy, Colin Hanks (“Fargo”) como o executivo Barry Lapidus, Matthew Goode (“Watchmen”) como o lendário produtor Robert Evans, Justin Chambers (“Grey’s Anatomy”) na pele do astro Marlon Brando e Dan Fogler (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”) vivendo o cineasta Francis Ford Coppola, entre muitos outros atores.
“Yellowstone” bate novo recorde de audiência nos EUA
A série “Yellowstone” bateu seu próprio recorde de audiência ao final da 4ª temporada nos EUA, assistida no canal pago Paramount por 9,3 milhões de telespectadores em seu dia de exibição, um aumento de 81% em relação ao final da 3ª temporada (5,2 milhões). Além disso, o episódio também se tornou o mais visto de toda a série, superando a marca de 8 milhões de telespectadores atingida justamente com a estreia da atual temporada, com grande repercussão devido à morte de um personagem querido. Este desempenho faz de “Yellowstone” a série atual mais vista da TV paga americana, batendo inclusive a audiência da maioria das atrações da TV aberta dos EUA. Juntando as reprises no mesmo dia e exibições alternativas (no canal pago CMT), o season finale chegou a mais de 11 milhões de telespectadores. Para se ter ideia do tamanho da façanha, o final grandioso de “Game of Thrones” atraiu “apenas” 6,6 milhões de telespectadores no dia de sua transmissão em 2019 na HBO. Primeira série semanal estrelada por Kevin Costner (“Robin Hood”, “Dança com Lobos”), que anteriormente só tinha feito a minissérie premiada “Hatfields & McCoys” (2012) para a TV, “Yellowstone” também foi a primeira atração televisiva criada pelo cineasta Taylor Sheridan, que foi indicado ao Oscar 2017 pelo roteiro de “A Qualquer Custo” (2016) e estreou como diretor com “Terra Selvagem” (2017), vencendo um prêmio no Festival de Cannes. Sheridan assina os roteiros, a produção e a direção da atração, que aborda o mesmo universo de seus filmes premiados: o interior rural dos Estados Unidos, onde os homens ainda usam chapéus de cowboy, andam a cavalo (e helicóptero) e são rápidos no gatilho. Por sinal, o ator indígena Gil Birmingham, que trabalhou nos dois filmes citados de Sheridan, também está no elenco da atração. O sucesso é tanto que a série acaba de ganhar um spin-off, “1883”, lançado em dezembro exclusivamente em streaming, na plataforma Paramount+. No Brasil, “Yellowstone” também é disponibilizada na Paramount+.
“Beavis & Butt-head” vai ganhar filme na Paramount+
O criador de “Beavis & Butt-head”, Mike Judge, anunciou no Twitter que está preparando um novo filme da dupla, para ser lançado ainda em 2022 pelo serviço de streaming Paramount+. Junto com o anúncio, Judge revelou as primeiras artes conceituais do projeto, que mostram Beavis e Butt-head em versões envelhecidas. “Eles precisam de um tempo para voltar a ficar em forma”, brincou. Judge volta ao projeto não só como roteirista, diretor e produtor, mas também como dublador dos dois protagonistas. Lançado em 1993, “Beavis e Butt-Head” teve grande impacto na cultura pop, ao trazer dois adolescentes roqueiros comentando clipes de bandas da época. A série durou sete temporadas e no auge de sua popularidade foi parar até nos cinemas, com o longa animado “Beavis e Butt-Head Detonam a América” (1996). O programa foi exibido até 1997 na MTV, saindo do ar quando o consumo de clipes começou a declinar. A dupla até voltou para uma temporada adicional no final de 2011, buscando se reinventar, mas não deu certo na ocasião. Em 2020, Judge fechou contrato para produzir mais duas temporadas para o canal pago Comedy Central, mas até hoje a estreia do revival televisivo não foi marcada. Beavis and Butt-Head will be returning this year with a brand new movie and more on Paramount+. No exact date yet, but soon. They need some time to get back in shape. pic.twitter.com/tN5rePP9Kn — Mike Judge (@MikeJudge) January 5, 2022
Canal americano The CW está à venda
A WarnerMedia e a ViacomCBS estão dispostos a vender parte significativa ou até toda a rede americana The CW, lar das séries do Arrowverso, “Riverdale”, “Legacies”, “Walker” e várias outras atrações de fantasia juvenil. A rede foi inaugurada em 2006 como resultado da união dos antigos canais UPN e Warner nos EUA. Muitos apostaram que a experiência não duraria, mas embora nunca tenha se tornado lucrativa de forma tradicional, a joint venture se provou um bom negócio para os estúdios da CBS e Warner (o C e o W do nome do canal). A CW passou a render dinheiro por sinergia, ao comprar apenas séries produzidas pelas duas empresas. Além disso, as séries da emissora depois são negociadas por seus estúdios para o mercado internacional. Só a Netflix chegou a pagar US$ 1 bilhão pelos direitos de exibição do conteúdo da CW em 2018. Este modelo, porém, sofreu abalos nos últimos anos, acompanhando mudanças internas na Warner e na CBS. A primeira foi desastrosamente comprada pela AT&T, que passou a desmontar a empresa, dissolvendo ou vendendo parte de seu patrimônio – processo que parece seguir mesmo após as negociações para fusão com a Discovery. Já a CBS sobreviveu a um escândalo sexual de seu chefão, Les Mooves, para se fundir com a Viacom. Desde o ano passado, os dois grupos vêm priorizando a expansão de seus serviços streaming, HBO Max e Paramount+, sobre todos os outros projetos. Por isso, romperam o acordo bilionário com a Netflix, interrompendo o fluxo de dinheiro para o canal. Mesmo assim, Warner e CBS querem continuar usando a CW como parceira, tanto como fonte de renda quanto para reduzir os custos de produção de suas séries. A negociação com interessados na compra do canal teria que considerar manter os dois estúdios como sócios e renovar o acordo de exclusividade para a produção de conteúdo. Segundo o Wall Street Journal, que anunciou o negócio, o maior interessado em adquirir a CW é a Nexstar Media Group, empresa televisiva que já transmite o conteúdo da CW e tem se expandido com aquisições de outros grupos, buscando ganhar projeção nacional. Mas a revelação da possível venda atraiu outros interessados. Fala-se até na Netflix.
10 séries que estreiam na virada do ano
A última semana de 2021 destaca uma nova série do universo “Star Wars”, dedicada a revelar o que aconteceu com Boba Fett após a trilogia cinematográfica original. A programação de estreias também contempla a esperada 4ª temporada de “Cobra Kai”, e após a virada ainda traz o especial de Ano Novo de “Doctor Who”, além de várias séries europeias, com destaque para a produção épica italiana “Romulus”. Confira abaixo os 10 melhores lançamentos para acompanhar antes e depois da virada do ano. O LIVRO DE BOBA FETT | Disney+ Continuação da 2ª temporada de “The Mandalorian”, a série mostra as novas aventuras de Boba Fett (Temuera Morrison) e Fennec Shand (Ming-Na Wen) após tomarem o castelo de Jabba, o Hutt, em Tatooine. E já no primeiro capítulo revela como o protagonista sobreviveu aos eventos de “O Retorno do Jedi” (1983). Os responsáveis pela produção são o criador e o showrunner de “The Mandalorian”, respectivamente o cineasta Jon Favreau e o produtor-roteirista Dave Filoni, além do diretor Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”), que entrou na equipe após dirigir “The Tragedy”, episódio da 2ª temporada daquela série que reintroduziu Boba Fett após sua suposta morte na trilogia original de George Lucas. COBRA KAI | Netflix Depois de três temporadas brigando, Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka) finalmente se unem para enfrentar John Kreese (Martin Kove), o antigo sensei de Johnny que assumiu o controle do dojo Cobra Kai. Apesar dessa nova dinâmica, os dois continuam adeptos de metodologias contrastantes para ensinar seus aprendizes, o que mantém o clima de disputa. Os novos episódios dos roteiristas Josh Heald, Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg (os dois últimos de “American Pie: o Reencontro”) também trazem de volta outro vilão clássico da franquia “Karatê Kid”, o sinistro instrutor de caratê Terry Silver (Thomas Ian Griffith), visto em “Karatê Kid 3: O Desafio Final” (1989). DOCTOR WHO: ESPECIAL DE ANO NOVO | Globoplay Intitulado “Eve Of The Daleks”, o especial é o primeiro de três capítulos extras da 13ª temporada do revival de “Doctor Who” que serão exibidos em 2022. O último será uma homenagem aos 200 episódios da série desde sua volta à produção em 2005 e também marcará a despedida da atriz Jodie Whitaker do papel da Doutora. O capítulo que vai ao ar no sábado (1/1) é uma trama de looping temporal e conta com a volta dos daleks (que nunca vão embora). Na trama, um casal preso numa repetição interminável da noite da virada é morto várias vezes por um dalek perdido no interior de um galpão deserto. Ao virem em seu auxílio, a Doutora (Jodie Whitaker), Yas (Mandip Gill) e Dan (John Bishop) também acabam vítimas da armadilha temporal. ROMULUS | HBO Max A série épica italiana conta a história da fundação de Roma no século 8 a.C., mostrando as lutas entre as tribos primitivas que originaram o império mais poderoso da Antiguidade. Criada por Matteo Rovere, a produção – já renovada para a 2ª temporada – é um desdobramento do filme “Il Primo Re” (2019), que aborda a mesma história e foi escrito pelo mesmo roteirista. Um diferencial curioso da atração é que ela é inteiramente falada em latim arcaico. COBRA | Star+ Criada por Ben Richards (“Fortitude”), “Cobra” é um thriller político que traz Robert Carlyle (“Trainspotting”) como Primeiro Ministro britânico durante uma emergência nacional. A trama se passa durante um blecaute do Reino Unido, causado por uma erupção solar, que gera um apagão energético no país. Ao mesmo tempo em que administra a crise, em meio a atos de violência e vigilantismo, o protagonista ainda precisa contornar disputas de poder e um escândalo pessoal, envolvendo sua filha e a morte de um jovem por overdose. A 2ª temporada, que lida com um ataque cibernético, foi exibida em outubro no Reino Unido, mas ainda não tem previsão de estreia no Brasil. FIQUE COMIGO | Netflix A sexta minissérie da Netflix baseada num romance de Harlan Coben acompanha uma mãe que esconde um segredo de sua família. Quando uma velha amiga do passado a reencontra, o que devia estar enterrado revela-se vivo. Mais especificamente, um serial killer que não morreu como todos suspeitavam e que retoma sua atividade, planejando terminar o que começou. Com roteiro do veterano Lawrence Kasdan (“Os Caçadores da Arca Perdida”), “Fique Comigo” traz Cush Jumbo (“The Good Fight”) no papel principal, além de Richard Armitage e James Nesbitt, que trabalharam juntos na trilogia “O Hobbit”. GENTE ANSIOSA | Netflix Comédia criminal de humor comovente, a minissérie sueca é baseada num livro de Fredrik Backman, autor dos livros que viraram o premiado filme “Um Homem Chamado Ove” (2015) e a ótima série “Beartown”, da HBO Max. Na trama de seis capítulos, um assalto a banco frustrado faz um ladrão mascarado se trancar numa casa à venda, onde encontram-se um corretor imobiliário, dois viciados em IKEA, uma mulher grávida, um milionário suicida e um homem vestido de coelho. À medida que as autoridades e a mídia cercam o local, os reféns se revelam aliados relutantes ao compartilharem verdades surpreendentes sobre si mesmos, colocando em movimento uma cadeia de eventos tão inesperados que até eles tem dificuldades para explicar o que aconteceu e como o ladrão evaporou. BÚNKER | HBO Max A comédia mexicana traz Bruno Bichir (“Sicario: Dia do Soldado”) como um homem que perdeu o respeito da esposa e dos filhos, e só espera o mundo acabar em um bunker no porão de sua casa. Mas sua tranquilidade não dura muito, porque criminosos atrapalhados invadem o local para usá-lo como esconderijo e cárcere de um empresário sequestrado, iniciando uma série de confusões. BAPTISTE | Starzplay O detetive francês Julien Baptiste (Tchéky Karyo), introduzido na série “The Missing”, investiga um novo caso de pessoas desaparecidas a partir de domingo (2/1). A principal novidade da 2ª temporada de “Baptiste” é a participação da atriz Fiona Shaw (“Killing Eve”) no papel de uma embaixadora britânica em busca do marido e filhos, que sumiram durante um passeio de esqui nas montanhas da Hungria. ONE PUNCH MAN | Netflix Há tempos disponível na Crunchyroll, a 2ª temporada chega na Netflix com um diferencial: a opção de dublagem nacional. Para quem não conhece, o anime de ação e humor acompanha Saitama, um herói incrivelmente forte que escolheu a vida de combate ao crime apenas para se divertir. Capaz de derrotar os inimigos com apenas um soco, o homem mais forte do mundo acaba entediado enquanto busca oponentes à sua altura. Baseado num wecomic de 2009, “One Punch Man” deve ganhar seu primeiro filme live-action em 2023.
Séries: Natal traz “Motherland – Fort Salem” ao Brasil. Veja outras estreias
O Natal traz um presentão para os fãs de séries: a estreia da “Motherland – Fort Salem” no Brasil. Maratona de fim de ano, a atração chega à plataforma Star+ com duas temporadas completas e já renovada para seu terceiro – e último – ano de produção. Entre as demais novidades, destacam-se ainda a estreia da primeira coprodução internacional da Globo, a volta de “Emily in Paris” e duas novas atrações sul-coreanas com atores de “Round 6” e “Parasita” na Netflix. As 10 sugestões de streaming da semana podem ser conferidas com mais detalhes logo abaixo. MOTHERLAND – FORT SALEM | Star+ Uma das séries mais cultuadas da atualidade, a criação original de Eliot Laurence (que também criou “Claws”) se passa numa realidade alternativa, onde as bruxas de Salem escaparam das fogueiras com uma proposta irrecusável: obter a independência dos EUA em troca do fim de sua perseguição. Séculos depois, elas representam a força armada mais perigosa do país, responsável pela supremacia americana no cenário internacional. A trama gira em torno de três recrutas desse exército sobrenatural, desde seus treinamentos iniciais até situações de combate, primeiro contra bruxas terroristas e depois contra uma conspiração sofisticada, que usa biotecnologia avançada para exterminar as feiticeiras e seu modo de vida. Em meio às lutas, o trio formado pelas carismáticas Taylor Hickson (a Petra de “Deadly Class”), Jessica Sutton (“A Barraca do Beijo”) e a estreante Ashley Nicole Williams também descobrem o amor e algumas verdades, que abalam sua fé em suas líderes. EMILY EM PARIS | Netflix A 2ª temporada encontra Emily (Lily Collins) mais adaptada à França, deixando de lado os clichês que tanto irritaram a imprensa francesa na 1ª temporada, mas não o costume de viver em cartões postais, desta vez incluindo Saint Tropez e Versailles. O clima romântico continua a dar o tom, assim como os figurinos exagerados – que às vezes parecem cosplay da “Gossip Girl” original. Eles popularizam a série entre as blogueiras de moda e evocam um aspecto hedonista que embala fantasias femininas desde “Sex and the City”, matriz estética e espiritual da atração. Nunca é demais lembrar que “Emily in Paris” é uma criação do mesmo Darren Starr que desenvolveu “Sex and the City” – e que não tem culpa nenhuma por “And Just Like That”. PASSAPORTE PARA LIBERDADE | Globoplay Feita em parceria com a Sony, a minissérie da Globo conta a saga de Aracy Moebius de Carvalho (1908-2011), funcionária do consulado brasileiro em Hamburgo durante a 2ª Guerra Mundial, que teria ajudado famílias judias perseguidas pelo regime nazista a escaparem para o Brasil. Ela trabalhava com o vice-consul brasileiro, o escritor Guimarães Rosa, com quem posteriormente se casou, e, segundo a ficção, aproveitou sua posição na Embaixada para conceder vistos a judeus, salvando cerca de 200 famílias da prisão e da morte na Alemanha nazista. Há controvérsias históricas, como também houve com “A Lista de Schindler” (1993) – que nem por isso deixou de ser um filme potente. O mais estranho, porém, foi a decisão de gravar todas as cenas em inglês para o mercado internacional e exibir no Brasil uma versão dublada em português – em que os movimentos dos lábios não batem com as falas. O elenco destaca Sophie Charlotte (“Reza a Lenda”) e Rodrigo Lombardi (“Carcereiros”) como Aracy de Carvalho e João Guimarães Rosa. O roteiro é escrito por Mário Teixeira, autor da novela “Liberdade, Liberdade”, e a direção-geral está a cargo de Jayme Monjardim, que filmou “Olga” (2004), sobre Olga Benário Prestes, morta em 1942 justamente em um campo de extermínio nazista. O MAR DA TRANQUILIDADE | Netflix A sci-fi sul-coreana traz Gong Yoo (“Round 6”) e Bae Doona (“Sense8”) como astronautas, que buscam uma alternativa para a sobrevivência da humanidade na Lua, após a Terra se tornar quase inabitável. O problema é que a base do Mar da Tranquilidade, responsável pela descoberta importante e misteriosa, cessou suas comunicações. A missão dos protagonistas é viajar ao local em busca de pistas sobre o que aconteceu e qual foi a descoberta capaz de dar esperanças para o mundo. A série foi desenvolvida por Park Eun-kyo, roteirista do impactante suspense “Mother: A Busca pela Verdade”, dirigido por Bong Joon-ho (“Parasita”) em 2009, e o elenco ainda inclui o ator e cantor Lee Joon (“Vampire Detective”), que é integrante da boy band MBLAQ. NOSSO ETERNO VERÃO | Netflix O K-drama acompanha um casal que teve seu namoro transformado em documentário na escola, apenas para passar por um terrível separação e desejar nunca mais se ver. Dez anos depois, o tal documentário se torna popular e volta a aproximar o casal, que aceita ter seu cotidiano filmado novamente. Os protagonistas românticos são Choi Woo-sik, o jovem astro de “O Parasita”, e Kim Da-Mi, de “A Bruxa: Parte 1” e “Parte 2”. HIERRO | HBO Max O premiado thriller espanhol acompanha uma juíza que, ao assumir um cargo na ilha mais distante do arquipélago das Canárias, depara-se com uma série de assassinatos. A investigação leva ao principal traficante da região, que na 2ª temporada volta a virar alvo da magistrada. O detalhe é que ele também está na mira de um assassino profissional. Os novos episódios, liberados semanalmente, tentam desvendar quem quer vê-lo morto. Criada por Pepe Coira (“Luci”), a série é estrelada por Candela Peña (“Kiki: Os Segredos do Desejo”) e o argentino Darío Grandinetti (“Relatos Selvagens”). SEGREDO ENTRE AMIGAS | Globoplay A minissérie australiana acompanha três melhores amigas que enfrentam um dilema, quando o casamento perfeito de uma delas traz um facínora para suas vidas. Os efeitos dessa convivência desencadeiam uma reação mortal que revela um mundo oculto de muitos segredos. Baseada numa peça de Elizabeth Coleman (“Os Segredos de Miss Fisher”), a produção dramática tem como principal destaque o elenco formado por Abbie Cornish (“Sucker Punch”), Katie McGrath (“Supergirl”) e Georgina Haig (“Once Upon a Time”). MOONSHINE | Paramount+ A comédia canadense de Sheri Elwood (roteirista de “Lucifer”) gira em torno de meio-irmãos em pé de guerra, que disputam o controle do negócio da família: um resort decadente de verão batizado com o título da série. O elenco destaca Jennifer Finnigan (“Salvation”), Anastasia Phillips (“Bomb Girls”), Emma Hunter (“Mister D”), Tom Stevens (“Deadly Class”) e Alexander Nunez (“A Teacher”) como os irmãos em briga. MÃE SÓ TEM DUAS | Netflix A série mexicana tem como premissa a decisão de duas mulheres de formar uma família inusitada após descobrirem que suas bebês foram trocadas na maternidade. Após o final da 1ª temporada, elas resolvem seguir destinos diferentes e os novos episódios refletem as mudanças em suas vidas. A criação é de Carolina Rivera, que antes escreveu “Devious Maids”, “Jane the Virgin”, “Roswell, New Mexico” e “Luis Miguel: A Série”. THE FIRST TEAM | HBO Max Criada por Damon Beesley e Iain Morris, conhecidos pelo hit “The Inbetweeners” (ou “Zoados”), a comédia britânica se foca num trio de jogadores jovens de um time (fictício) de futebol inglês, enquanto enfrentam diversos problemas dentro e fora do campo.
Estreia de “1883” bate recorde de audiência nos EUA
A estreia da série “1883”, western derivado de “Yellowstone”, estabeleceu alguns recordes nos EUA. De acordo com a auditoria de audiência da empresa Nielsen, a atração foi vista por 4,9 milhões de telespectadores em sua estreia no domingo passado (19/12) no canal pago Paramount, tornando-se o maior lançamento de série nova na TV paga americana desde 2015 (ocasião da estreia de “Into the Badlands” no canal AMC). “1883” também teve exibição simultânea no canal pago CMT. Somando o público dos dois canais, mais reprises no mesmo dia, atingiu um total de 6,4 milhões de telespectadores em seu primeiro dia de transmissão. Além disso, teria também estabelecido um novo recorde de audiência na plataforma Paramount+. Esta informação, porém, foi repassada pelo conglomerado ViacomCBS à imprensa sem fornecer quaisquer números ou dados de comparação. “Os resultados da estreia de ‘1883’ são verdadeiramente fenomenais”, disse Tanya Giles, diretora de Programação de Streaming da ViacomCBS sobre o desempenho digital. “Os números de streaming do dia 1, juntamente com os resultados do esforço de amostragem linear e a resposta social do nosso público, mostram a tremenda promessa desta série.” Atualmente, a série mais vista da TV paga americana é “Yellowstone”, sintonizada por 7,5 milhões de pessoas. As duas séries são criações do roteirista e cineasta Taylor Sheridan, indicado ao Oscar por “A Qualquer Custo”. Além dessas, ele também assina “The Mayor Of Kingstown”, vista por 2,6 milhões de telespectadores. Todas as três fazem parte da programação do canal pago Paramount. Um dos diferenciais de “1883” é ser estrelada por dois astros famosos da música country: o casal da vida real Tim McGraw (“Um Sonho Possível”) e Faith Hill (“Dixieland”). O spin-off é um desdobramento do sucesso contínuo de “Yellowstone”. Mas enquanto a série estrelada por Kevin Costner se passa no Oeste contemporâneo dos EUA, a nova atração é um western autêntico situado no final do século 19, que conta a origem da fortuna da família da atração original. Os novos protagonistas são ancestrais de John Dutton (Costner), que fogem da pobreza em busca de um futuro melhor na terra prometida de Montana, através das Grandes Planícies, em meio a índios e foras-da-lei. McGraw vive o primeiro John Dutton, Hill é sua esposa e a família ainda inclui a adolescente Isabel May (“Young Sheldon”) e o menino Audie Rick. Além deles, o elenco destaca Sam Elliott (“Nasce uma Estrela”) e LaMonica Garrett (do crossover “Crise nas Infinitas Terras”) como guias e seguranças da viagem, e Billy Bob Thornton (“Goliath”) como um famoso ex-xerife texano – Jim Courtright, que em 1883 se transformou em fora-da-lei. A série ainda não tem previsão de estreia no Brasil.
Filmes: 10 lançamentos para assistir em streaming
A tradicional polêmica de Natal do Porta dos Fundos e o novo drama premiado do cineasta italiano Paolo Sorrentino, que venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional por “A Grande Beleza” (2013), são as principais estreias das plataformas de streaming. Confira abaixo quais são os demais filmes que completam o Top 10 dos serviços de assinatura nesta semana. PORTA DOS FUNDOS: TE PREGO LÁ FORA | Paramount+ Desta vez, o especial de Natal do Porta dos Fundos é uma animação. Mas a capacidade de gerar polêmica com evangélicos e bolsonaristas continua a mesma, ao apresentar os dilemas de Jesus (dublado por Rafael Portugal) durante a adolescência, como aluno novato na Escola Municipal Eva & Adão. Visando esconder que é o Messias e escapar do diretor pedófilo Herodes, o menino Jesus tenta deixar para trás o comportamento benevolente para ficar irreconhecível como um “bad boy”. Uma deputada baiana, que se define no Instagram como “serva de um Deus vivo”, já tomou a iniciativa de apresentar uma moção de repúdio na Assembleia Legislativa de seu estado contra o que ela define “como produto de péssima qualidade feito por quem apenas falhou na vida”. E a Associação Centro Dom Bosco, que já tinha tentado censurar um especial passado, entrou novamente com processo para tirar o desenho do ar. O roteiro é de Fabio Porchat, que também dubla Herodes. A MÃO DE DEUS | Netflix Vencedor do Leão de Prata e mais três troféus do Festival de Veneza, o filme mais pessoal de Paolo Sorrentino lembra sua juventude em Nápoles, quando Diego Maradona eletrizava a cidade como jogador do Napoli e fazia italianos torcerem pela seleção argentina. Foi durante a Copa do Mundo de 1986 que o craque marcou o gol que batiza o longa, usando a “mão de deus” (dele próprio, Maradona) para vencer a Inglaterra. Ao mesmo tempo, Maradona também salvou a vida de Sorrentino, sem nunca saber. O filme conta como isto aconteceu, numa história sobre destino e família, esportes e cinema, amor e perda. AS BOAS MANEIRAS | Reserva Imovision Um dos filmes brasileiros mais premiados dos últimos anos é uma história de terror, que começa com uma gravidez monstruosa e termina como uma fábula sobre a intolerância. Na trama, uma enfermeira da periferia de São Paulo (Isabél Zuaa, de “Joaquim”) é contratada por uma mulher rica, grávida e misteriosa (Marjorie Estiano, de “Sob Pressão”), para ajudar nos afazeres domésticos e, após o nascimento, ser babá de seu filho. As duas desenvolvem uma forte relação de amizade, mas a gravidez se revela um horror, especialmente nas noites de lua cheia, a ponto de transformar a mulher conforme chega a hora do parto. Mas esta é apenas metade da história, que acompanha em sua segunda parte o que acontece com o bebê quando ele se torna adolescente. O segundo terror realizado em parceria pelos diretores Juliana Rojas e Marco Dutra (de “Trabalhar Cansa”) foi o grande vencedor do Festival do Rio 2017, onde arrematou os troféus de Melhor Filme, Atriz Coadjuvante (Marjorie Estiano) e Fotografia (o português Rui Poças, de “Uma Mulher Fantástica”). Além disso, também venceu o Festival do Uruguai, o Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno, na Suiça, o Prêmio do Público no L’Etrange Festival, na França, e o Prêmio da Crítica no Festival de Sitges, na Espanha, entre muitas outras consagrações internacionais. AS LEIS DA FRONTEIRA | Netflix Uma das boas surpresas recentes da Netflix, este thriller espanhol passado nos anos 1970 gira em torno de um adolescente cansado de sofrer bullying, que faz amizade com um casal de assaltantes e acaba se envolvendo no crime e num perigoso triângulo amoroso. Com direção de Daniel Monzón (que há 12 anos assinou outro drama criminal intenso: “Cela 211”), o filme concorre a seis troféus no prêmio Goya (o Oscar espanhol) de 2022. O CANTO DO CISNE | Apple TV+ Sci-fi dramática estrelada por Mahershala Ali, que já venceu duas vezes o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (por “Moonlight” e “Green Book”), o filme gira em torno de um homem com doença terminal, que planeja criar um clone de si mesmo antes de morrer para cuidar de sua família. O elenco também inclui Glenn Close (“Era uma Vez um Sonho”) e Naomie Harris (repetindo a parceria de “Moonlight”). A 200 METROS | Netflix O título se refere à distância física entre um pai e sua família. O palestino Mustafa e a esposa vivem separados pelo muro que dividiu a Cisjordânia e Israel. Quando recebe uma ligação de que seu filho sofreu um acidente e está internado, ele tenta atravessar a fronteira, mas é impedido por soldados israelenses. Proibido de cruzar 200 metros, ele acaba partindo numa odisseia de 200 quilômetros apenas para dar ir ao outro lado da rua e reencontrar a sua família. Vencedor de 16 prêmios internacionais, o drama humanista destaca a atuação de Ali Suliman, nascido na cidade de Nazaré, em Israel, que é conhecido por muitas produções americanas, como “O Grande Herói” (2013) e a 1ª temporada de “Jack Ryan” (2018). Além das Palavras | MUBI A vida da poeta Emily Dickinson (1830-1886) é imaginada pelo veterano diretor britânico Terence Davies num drama introspectivo, estrelado por Cynthia Nixon (a Miranda da série “Sex and the City”), e inspirado nas muitas cartas e poemas que ela deixou ao morrer desconhecida. As questões de gênero, que impediram seu talento literário de brilhar, são o foco da trama, especialmente no ambiente familiar, que deveria ser acolhedor, mas se torna fonte de opressão e complexos. Rebelde e feminista, numa época em que o feminismo não existia, ela encontra forças em si mesma ao recusar-se a se submeter às expectativas da sociedade da época. THÉO & HUGO | Filmicca Vencedor de vários prêmios LGBTQIAP+ em festivais internacionais, incluindo o Teddy na Berlinale de 2016, o romance gay começa num clube de sexo e termina nas ruas de Paris, ponderando se o tesão pode virar amor. É o filme mais premiado dos diretores Olivier Ducastel e Jacques Martineau, que são casados e conhecidos por filmar dramas gays – outro destaque de suas carreiras é o ambicioso “Nés en 68”, de quase três horas de duração. VOYAGE OF TIME | MUBI Inédito nos cinemas brasileiros, o documentário de Terrence Malick sobre a origem do universo chega ao streaming em, ironicamente, sua versão IMAX. Trata-se da edição narrada por Brad Pitt, com quem o diretor trabalhou em “A Árvore da Vida” (2011) – a versão “normal” tem narração de Cate Blanchett e é mais longa. Como é típico nos trabalhos de Malick, a obra se destaca por uma direção de fotografia deslumbrante, a cargo do cinematógrafo Paul Atkins, que comandou viagem cinematográfica similar para a Disney no documentário “Terra” (2007). Outro destaque da produção, a trilha sonora é do já falecido Ennio Morricone, que venceu o Oscar em 2016 por seu trabalho em “Os Oito Odiados”. INTO THE ABYSS | HBO Max Premiado nos festivais de Londres e Torino, o documentário do veterano cineasta alemão Werner Herzog (“Fitzcarraldo”) é sobre assassinos condenados à morte no Texas – em especial um homem terrível que matou a namorada e seus filhos deficientes mentais. No filme, Herzog conversa com os criminosos, suas famílias e as das vítimas, buscando entender porque as pessoas – e o estado – matam. O resultado é cru, devastador e ao mesmo tempo o trabalho menos sensacionalista já feito sobre o tema.
Yellowjackets: Série canibal com Christina Ricci é renovada para 2ª temporada
O canal pago Showtime renovou “Yellowjackets” para a 2ª temporada, série que tem 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes com 47 resenhas positivas. A produção estrelada por Christina Ricci (“Z: The Beginning of Everything”), Juliette Lewis (“Segredos e Mentiras”), Melanie Lynskey (“Mrs. America”) e Tawny Cypress (“The Blacklist”) tem como ponto de partida uma história similar a de “Sobreviventes dos Andes” (1976), sobre o acidente real de um avião com um time uruguaio de rúgbi que apelou para o canibalismo para não morrer de fome no meio da neve das montanhas chilenas. Em “Yellowjackets”, o acidente acontece com jogadoras adolescentes de futebol, que sobrevivem a uma queda de avião apenas para se verem perdidas em montanhas geladas, famintas e ameaçadas por lobos. A trama se desdobra em dois tempos diferentes. Além de mostrar o período do acidente, também lida com as mentiras que elas contaram após serem resgatadas, reencontrando as personagens já adultas, 25 anos depois, quando são interpretadas pelas atrizes famosas, em busca de um ajuste de contas pelo que aconteceu no passado. Escrita por Ashley Lyle e Bart Nickerson (que trabalharam juntos em “The Originals” e “Narcos”), a série que estreou em 14 de novembro nos EUA está atualmente na metade de sua temporada inaugural. “’Yellowjackets’ tem sido uma sensação pura para o Showtime”, disse o presidente de entretenimento do canal pago americano, Gary Levine. “Estamos maravilhados com a aclamação e a resposta do público à nossa série, incluindo várias listas de ‘Melhores de 2021’, uma pontuação de 100% no Rotten Tomatoes e uma bola de neve de audiência. Claramente há uma fome por originalidade e audácia, e nossos incríveis showrunners Ashley, Bart e Jonathan (Lisco), junto com seu elenco perfeito, entregaram isso e muito mais. Mal posso esperar para ver as surpresas que eles nos reservam na 2ª temporada. ” No Brasil, “Yellowjackets” é disponibilizada semanalmente pela plataforma Paramount+.
Grupo evangélico volta a pedir censura contra Porta dos Fundos
Derrotada no STF em sua tentativa de reimplantar a censura no Brasil, a Associação Centro Dom Bosco atacou de novo nesta quarta (15/12). O grupo evangélico entrou com uma ação no TJ de SP contra as empresas que administram a Paramount no Brasil e o grupo Porta dos Fundos pelo lançamento do novo especial de Natal da trupe. Primeira versão animada do já tradicional especial de Natal, “Te Prego lá Fora” foi lançado também nesta quarta, com exclusividade no serviço de streaming Paramount+. Com roteiro de Fabio Porchat, a produção acompanha a adolescência de Jesus Cristo no ensino médio, quando precisa se fingir de bad boy para escapar da perseguição do diretor pedófilo da escola, Herodes, obcecado em encontrar aquele que seria o Messias. Segundo a Associação Centro Dom Bosco, o pedido de censura contra o novo especial tem a “necessidade de proteger o sentimento religioso de uma violação grave”. A petição cita ainda que a censura busca evitar “que a onda de intolerância contra àqueles que professam alguma religião não se agrave ainda mais”. Importante lembrar que os únicos registros conhecidos de intolerância religiosa no Brasil são ataques de evangélicos que chutam santas católicas e rotulam religiões afro-brasileiras como satânicas. Os exemplos de religiosos intolerantes são bem mais numerosos. A própria Associação Centro Dom Bosco já tentou censurar um especial de Natal feito pelo Porta dos Fundos, divulgado pela Netflix em 2019. A Justiça carioca, inclusive, deu ganho de causa ao grupo religioso, mas a decisão foi revertida no STF. Na decisão, o ministro relator Gilmar Mendes destacou que os ofendidos pelo material podiam simplesmente não assistir ao vídeo. Cármen Lúcia concordou e disse que o especial não está exposto aos que não querem vê-lo. Curiosamente, foi a mesma conclusão da primeira juíza a analisar a ação de 2019. Adriana Sucena Monteiro Jara Moura citou o artigo 5º da Constituição, que assegura a liberdade de expressão, e abordou o argumento de suposto “abuso desse direito” à luz da jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal). Ela concluiu dizendo que “não há exposição a seu conteúdo a não ser por opção daqueles que desejam vê-lo. Resta assim assegurada a plena liberdade de escolha de cada um de assistir ou não ao filme e mesmo de permanecer ou não como assinante”. A Associação Centro Dom Bosco apelou na justiça contra a decisão original e encontrou um simpatizante no desembargador Benedicto Abicair, que justificou ser favorável à censura como uma medida “para acalmar os ânimos”, após o Porta dos Fundos ter sua sede atacada por uma célula terrorista de direita. Se mantida, a decisão serviria de estímulo para outras organizações de extrema direita agirem para proteger a “sociedade brasileira”. Não por acaso, a censura foi comemorada pelo autor confesso do atentado terrorista contra a sede do grupo. O STF reforçou a liberdade de expressão e o Porta dos Fundos continuou rindo por último. Veja abaixo o trailer do novo especial.
Novo Especial de Natal do Porta dos Fundos ganha trailer
A Paramount+ divulgou o trailer de “Te Prego Lá Fora”, novo especial de Natal do Porta dos Fundos, que desta vez será uma animação. A prévia chega uma semana após o primeiro teaser, que fez bolsonaristas e envangélicos surtarem nas redes sociais. Uma deputada baiana, que se define no Instagram como “serva de um Deus vivo”, já tomou a iniciativa de apresentar uma moção de repúdio na Assembleia Legislativa de seu estado contra o que ela define “como produto de péssima qualidade feito por quem apenas falhou na vida”. E isto que só viu 30 segundos da produção. Graças à reação, o desenho mantém a tradição natalina do Porta dos Fundos de disputar com Jesus Cristo a preferência temática dos evangélicos brasileiros no fim do ano. O grupo também já sofreu atentado terrorista por um de seus lançamentos anteriores. A nova produção apresenta os dilemas de Jesus (dublado por Rafael Portugal) durante a adolescência, como aluno novato na Escola Municipal Eva & Adão. Visando esconder que é o Messias e escapar do terrível diretor Herodes, ele deixa para trás o comportamento benevolente e se torna um “bad boy”. Além de Rafael Portugal como Jesus, Fábio de Luca foi escalado como Lázaro e Fabio Porchat, que assina o roteiro, vai dublar Herodes. Vale lembrar que Fábio de Luca já tinha sido Lázaro no especial “A Primeira Tentação de Cristo”, da Netflix, que também incluiu no elenco Porchat e Portugal. A estreia está marcada para a próxima semana, no dia 15 de dezembro.
Séries: Estreias incluem “Titãs” e revival de “Sex and the City”
A programação de séries desta semana reúne super-heróis, sci-fi espacial, terror religioso, aventura de espionagem, comédia antológica e animada e drama, muito drama. Preparem os lenços para ver os dois episódios iniciais de “And Just Like That”, continuação da outrora divertida “Sex and the City”. E não esqueçam da pipoca para maratonar a 3ª temporada completa de “Titãs”, que também tem seus momentos de pausar para acreditar. A seleção abaixo apresenta ainda mais sugestões e trailers, reunindo 10 novidades para assistir nas plataformas de streaming. Titãs | Netflix “Titãs” se consagra como a série de super-heróis mais ousada da DC Comics em sua 3ª temporada, ao levar para as telas a adaptação da infame saga “Morte em Família”, em que Robin (Curran Walters) é assassinado pelo Coringa. Os produtores foram adiante mesmo sem autorização para mostrar o Coringa… ou Batman (só Bruce Wayne foi liberado). E a trama ainda emendou “Sob o Capuz” (2004), que reintroduziu Jason Todd, o Robin “morto”, como um novo vilão. O detalhe é que entre as duas publicações originais aconteceram quase duas décadas de histórias em quadrinhos, que os roteiristas da série suaram para simplificar e encaixar entre os arcos de outros personagens. Para resumir, ainda há o reencontro entre Estelar (Anna Diop) e sua irmã vilã Estrela Negra (Damaris Lewis), a ressureição de Donna Troy/Moça Maravilha, morta de forma besta no segundo ano, a introdução de Tim Drake (Jay Lycurgo), o terceiro Robin, o estabelecimento de Dick Grayson (Brenton Thwaites) como Asa Noturna, a complexa versão cadeirante de Barbara Gordon (Savannah Welch), uma morte chocante e a ameaça do vilão Espantalho, num trabalho memorável de Vincent Kartheiser (“Mad Men”). And Just Like That | HBO Max “Sex and the City” retorna com novo nome, uma protagonista a menos e ainda sofre outra perda terrível logo na estreia, desta vez como parte de seu drama. A narrativa depressiva pode surpreender pelo contraste com o passado da atração, conhecida por ser alegre, leve e até fútil. Mas chegar aos 50 anos não é um mar de rosas, como demonstra o reencontro dos fãs com Carrie (Sarah Jessica Parker), Miranda (Cynthia Nixon) e Charlotte (Kristin Davis). A cidade é a mesma, mas o resto está completamente diferente, e agora Carrie tem que recomeçar a vida na meia idade, longe de seus dias de sexo casual e festas inconsequentes. The Expanse | Amazon Prime Video A série sci-fi chega ao fim com episódios épicos e repletos de ação, em meio a uma guerra espacial contra a facção terrorista do Cinturão de Asteroides responsável por dizimar a Terra. Caríssima, a atração foi resgatada pela Amazon após ter sido cancelada pelo canal pago SyFy ao final de sua 3ª temporada. Com o novo e agora definitivo cancelamento, a plataforma iguala a quantidade de episódios produzidos no Syfy, mas dá aos criadores Mark Fergus e Hawk Ostby (roteiristas de “Homem de Ferro”) a oportunidade de escolher como terminar a história. Love, Victor | Star+ A série derivada do filme “Com Amor, Simon” (Love, Simon) lança sua 2ª temporada no Brasil já renovada para o terceiro ano. Os novos episódios se passam depois que Victor (Michael Cimino) se assume para os pais. Mas a revelação faz seu lugar no time de basquete da escola ser questionado devido a sua sexualidade. Além disso, a relação de Victor com Benji (George Sear) precisa se reafirmar no dia a dia, enfrentando novos desafios. Os showrunners são Isaac Aptaker e Elizabeth Berger (ambos de “This Is Us”). Landscapers | HBO Max A nova minissérie de “true crime” destaca a interpretação de Olivia Colman, vencedora do Oscar por “A Favorita” e do Emmy por “The Crown”, numa trama absurda demais para ser verdadeira. Mas é. A personagem de Colman e seu marido, interpretado por David Thewlis (da franquia “Harry Potter”), vivem uma história de amor interrompida pela polícia britânica, que descobre dois corpos enterrados no jardim da sua casa. Com performances brilhantes, os dois se tornam suspeitos e favoritos a prêmios no Emmy 2022. Los Enviados | Paramount+ Dirigida pelo argentino Juan José Campanella (vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional por “O Segredo dos Seus Olhos”), a série de terror acompanha dois padres da Congregação das Causas dos Santos, que viagem ao México em missão do Vaticano para verificar curas milagrosas de outro clérigo num hospital psiquiátrico. No entanto, ao chegarem ao seu destino, descobrem que o padre que procuravam desapareceu e a colônia psiquiátrica está mergulhada num mistério que desafia sua fé. Os protagonistas são vividos por Miguel Ángel Silvestre (“Sense8”) e Luis Gerardo Méndez (“As Panteras”), e a estreia vai acontecer no domingo (12/12). Alex Rider | Amazon Prime Video Baseada nos best-sellers juvenis de mesmo nome, a série traz Otto Farrant (das minisséries “Guerra e Paz” e “The White Queen”) como Alex Rider, adolescente londrino que, sem saber, foi treinado desde a infância para fazer parte do perigoso mundo da espionagem. Enquanto a 1ª temporada foi baseada no segundo livro, “Desvendando Point Blanc”, os novos episódios adaptam “O Ataque da Águia”, quarto romance da franquia, que mostra o jovem às voltas com a tentativa de assassinato do pai de uma nova amiga, trazendo como principal suspeito um astro da música pop. Inside Nº 9 | HBO Max Cultuadíssima, esta série já foi chamada de “Black Mirror” do humor sombrio. Trata-se de uma antologia de episódios fechados, que a cada capítulo conta uma história diferente com novo elenco – embora os dois atores-criadores, Steve Pemberton e Reece Shearsmith, estejam sempre presentes. Todas as histórias são comédias sobre crimes, que se passam em construções (residenciais ou comerciais) identificadas pelo número 9. Exibida desde 2014, a série continua a ser produzida e já está renovada para sua 7ª temporada. Por enquanto, porém, a HBO Max disponibilizou apenas o primeiro ano da produção. Duncanville | Star+ Criada pela comediante Amy Poehler (estrela de “Parks and Recriation”) e pelo casal Mike e Julie Scully (produtores de “Os Simpsons”), a animação mostra a peculiar vida de Duncan, um jovem medíocre de 15 anos que vive submerso em seu mundo de fantasias e sonhos com fama, dinheiro e liberdade – embora não saiba como conseguir nada disso. A 2ª temporada mostra que ele continua a tomar decisões erradas, com o empurrão da família (pai, mãe e duas irmãs) e de seu crush intermitente. A própria Amy Poehler dubla o personagem-título e o elenco de vozes originais ainda inclui Ty Burrell (“Modern Family”), Rashida Jones (“On the Rocks”), Kathy Najimy (“Mudança de Hábito”) e o rapper Wiz Khalifa (“Dickinson”). Irmão do Jorel | HBO Max Todas as temporadas do sucesso brasileiro do Cartoon Network estão sendo disponibilizadas em streaming, incluindo a 4ª e mais recente temporada, encerrada em abril passado. A criação de Juliano Enrico foi lançada em setembro de 2014 como primeira animação original do Cartoon Network feita no Brasil e na América Latina, e logo atingiu grande sucesso. Seu único problema é cada nova temporada demora um intervalo muito longo – de dois anos – para chegar ao público.
Sylvester Stallone vai estrelar primeira série da carreira
O ator Sylvester Stallone vai estrelar a primeira série de suas cinco décadas de carreira. Aos 75 anos, o intérprete de Rambo será o protagonista de “Kansas City”, nova série da Paramount+ criada por Taylor Sheridan (criador de “Yellowstone”). Na trama, ele vai interpretar um poderoso mafioso de Nova York que se vê obrigado a mudar para a cidade do título, no estado norte-americano do Missouri. É a segunda vez que Sheridan convence um grande astro de Hollywood e estrelar uma de suas criações televisivas. Um dos motivos do sucesso de “Yellowstone” é a participação de Kevin Costner. Em “Kansas City”, ele vai trabalhar ao lado de outro produtor reconhecido do universo das séries: Terence Winter, roteirista de “Família Soprano” e criador de “Boardwalk Empire”. Sheridan, Winter e Stallone assinam em conjunto a produção. Antes de ficar famoso, Stallone chegou a aparecer num episódio de “Kojak” e outro de “Os Novos Centuriões” nos anos 1970, mas a maior quantidade de capítulos que acumulou numa mesma atração foram dois episódios como coadjuvante em “Las Vegas”. Além destas ocasiões, ele também apareceu como si mesmo em “O Show dos Muppets”, “Dream On” e “This Is Us” – uma aparição por série. “Kansas City” ainda não tem data para estrear.











