Renata Lo Prete dá sermão em Flávio Bolsonaro por fake news na Globo
Jornalista interrompe candidato duas vezes ao contestar acusações falsas sobre Lula para evitar perguntas sobre Daniel Vorcaro
Veja é soterrada por contradições ao defender reportagem contra Lula
Revista muda versão sobre documentos entregues à PGR, contradiz seu próprio editor e confunde regras de fundos de pensão
Oliver Stone volta a negar dinheiro de Vorcaro para filme sobre Lula
Diretor afirma que sequer conhecia o ex-banqueiro e rejeita acusação divulgada pela Veja sobre suposto repasse de R$ 30 milhões
Veja mente? PF e PGR negam suposta “delação-bomba” de Vorcaro contra Lula
Revista atribuiu acusações a anexo de colaboração, mas PF e PGR negam o relato, defesa não autentica áudio e celular não traz pagamentos
Equipe de Oliver Stone nega dinheiro de Vorcaro em filme de Lula e promete processo
Produtores rechaçam acusações e colunista sugere que informação pode ter sido plantada por aliados de Flávio Bolsonaro
Documentário de “Lula” é aclamado no Festival de Cannes e vira ato de apoio ao presidente
Filme retrata trajetória política e pessoal de Lula com foco nas eleições de 2022 e na Operação Lava Jato
Festival de Cannes começa sob tensão, com possível greve e protestos
Programação do evento terá blockbusters, filmes artísticos, cinema brasileiro e marco de protesto do movimento #MeToo
Oliver Stone vai lançar documentário sobre Lula em Cannes
O cineasta americano vai levar ao festival francês o filme sobre o Presidente do Brasil, destacando sua prisão e retorno ao poder
Oliver Stone anuncia ter finalizado documentário sobre Lula
O filme do vencedor de dois Oscars de Melhor Direção vai abordar o período recente, da prisão de Lula à vitória nas últimas eleições presidenciais
Lula e Fernando Morais pegam covid-19 em viagem a Cuba para documentário de Oliver Stone
O ex-presidente Lula e o escritor Fernando Morais (“Wasp Network: Rede de Espiões”) foram diagnosticados com covid-19 no dia 26 de dezembro em Cuba. Lula foi ao país caribenho participar de um documentário de Oliver Stone (“Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme”), e precisou passar 14 dias da viagem em quarentena. Já Morais chegou a ser internado num hospital. Os dois estão curados e desembarcaram no Brasil na quarta-feira (20/1), junto com os acompanhantes, que também passaram por confinamento. Três dias antes de embarcar, Lula, Morais e a comitiva, formada por mais sete pessoas, fizeram exames de RT-PCR, em que a coleta é feita com cotonete pelo nariz. Deu negativo. Um dia depois da chegada, todo o grupo repetiu o teste, que voltou a dar negativo. Mas Cuba exige que o exame seja refeito depois de cinco dias, pois existe a possibilidade de o RT-PCR não detectar o vírus logo depois da infecção, devido ao período de incubação. Foi então que se descobriu que, dos nove viajantes, oito estavam contaminados: Lula, a noiva dele, Rosangela da Silva, Fernando Morais, o fotógrafo Ricardo Stuckert e mais quatro assessores. A conclusão da investigação epidemiológica foi de que eles contraíram o vírus durante o deslocamento da viagem, em aeroportos ou no avião. O petista voou em um jato alugado pela produção do documentário. Depois do diagnóstico, Lula fez uma tomografia que acusou que ele tinha lesões pulmonares compatíveis com covid-19. Sem sintomas, ele foi encaminhado para uma casa com os outros que testaram positivo. Apenas Fernando Morais foi para o hospital. A evolução da doença foi acompanhada, no Brasil, pelo deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), ex-ministro da saúde, médico formado pela Universidade de Campinas (Unicamp) e especializado em infectologia pela USP. que conversava quase todos os dias com Lula e com os médicos que acompanhavam o grupo, tomando ciência dos medicamentos receitados – e que integram os protocolos desenvolvidos por Cuba (que são diferentes dos brasileiros). Nesta quinta (21/1), Lula divulgou um comunicado, que foi publicado em seu Instagram oficial, em que agradece a “dedicação dos profissionais de saúde e do sistema de saúde pública cubano”. “Jamais esqueceremos a solidariedade cubana e o compromisso com a ciência de seus profissionais. Sentimos na pele a importância de um sistema público de saúde que adota um protocolo unificado, inspirado na ciência e nas diretrizes da OMS. E quero estender as minhas saudações a todos os profissionais de saúde que se esforçam para fazer o mesmo aqui no Brasil, apesar da irresponsabilidade do presidente da República e do ministro da Saúde”, ele acrescentou. Lula também disse que volta de Cuba com uma única certeza: somente a vacinação da humanidade pode livrá-la do coronavírus. “Parabéns a todos que trabalham no sistema de saúde brasileiro, que estão cuidando com muito sacrifício do nosso povo. E a todos os pesquisadores dos institutos Butantan e Fiocruz, que trabalharam no desenvolvimento destas vacinas. Elas representam nossa única saída nessa pandemia que vitimou milhares de brasileiros”. “Estou preparado pra tomar a vacina, assim que tivermos vacina para todos. Sigo esperando minha vez na fila, com o braço à disposição para tomar assim que puder. E enquanto todos não se vacinam, vou continuar com máscara, evitando aglomerações e passando muito álcool gel”, acrescentou. Veja o post original abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Luiz Inácio Lula da Silva (@lulaoficial)
Lula viaja a Cuba para filmar documentário de Oliver Stone
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja neste sábado (19/12) para Cuba, com o objetivo de participar de um documentário do cineasta americano Oliver Stone (“Wall Street”) sobre a América Latina. A informação é do Granma, jornal oficial do Partido Comunista Cubano. “Será a terceira viagem internacional do fundador do Partido dos Trabalhadores após sair da prisão em 8 de novembro de 2019 depois de ser condenado por supostos atos de corrupção”, disse o jornal sem dar detalhes sobre sua estadia na ilha. As viagens anteriores foram ao Vaticano em fevereiro, quando conheceu o papa Francisco, e para a Europa em março. Como na primeira vez, a defesa de Lula enviou um comunicado à Justiça sobre sua saída do país, embora o ex-presidente não necessite de autorização judicial para viajar. Segundo a colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, Lula só deve voltar ao Brasil em janeiro. Sua trajetória será o fio condutor do longa de Stone, que abordará as crises democráticas na América Latina. Stone já filmou um documentário em Cuba, “Comandante”, em 2002, com uma longa entrevista com Fidel Castro, que ainda era o ditador da ilha no período. Ele também já gravou entrevista com Lula para um documentário sobre a América do Sul, “Ao Sul da Fronteira”, feito em 2009 sob o impacto do fenômeno chavista na Venezuela.
Oliver Stone acha “ridículo” filmar sob regras contra abuso sexual e prevenção de covid-19
Oliver Stone mostrou-se um diretor fora da realidade, em entrevista ao New York Time Magazine neste fim de semana. Ele afirmou que não se vê trabalhando sob as regras e medidas de segurança que se tornaram obrigatórias para a produção cinematográfica atual. “Tudo se tornou muito frágil, muito sensível. Na Hollywood de hoje, você não consegue fazer um filme sem um especialista em coronavírus, sem um conselheiro de sensibilidade [contra situações de assédio sexual]. É ridículo”, acusou. “É um mundo politicamente correto agora, e eu acho que não tenho vontade de retornar a ele. Eu nunca vi o showbusiness tão doido assim. É como uma festa do chá em ‘Alice no País das Maravilhas'”, comparou ainda. Embora já existissem antes, os conselheiros de sensibilidade se tornaram mais comuns em Hollywood após o movimento #MeToo, que denunciou casos de assédio e abuso sexual no ambiente de trabalho — especialmente na indústria do cinema. Depois disso, o coronavírus implicou na criação de um novo protocolo de segurança para que as filmagens possam ser retomadas durante a pandemia. As regras foram idealizado por sindicatos e companhias de produção de Hollywood, e são uma medida que pode salvar vidas de pessoas como… Oliver Stone, que faz parte do grupo de risco da covid-19, com 73 anos de idade.
Sylvia Miles (1924 – 2019)
A atriz Sylvia Miles, duas vezes indicada ao Oscar de Melhor Coadjuvante – por “Perdidos na Noite” (1969) e “O Último dos Valentões” (1975) – , morreu nesta quarta-feira (12/6) em sua casa em Nova York, aos 94 anos. Miles era nova-iorquina, filha de um fabricante de móveis, e estudou no célebre Actors Studio antes de fazer sua estréia como atriz numa peça off-Broadway em 1956. Ela chegou a gravar o piloto da série de comédia “The Dick Van Dyke Show”, mas perdeu o papel para Rose Marie quando a produção foi aprovada. Assim, foi aparecer primeiro no cinema, em pequenos papéis em “Assassinato S.A.” (1960) e “No Vale das Grandes Batalhas” (1961), antes de virar coadjuvante do episódio da semana de inúmeras séries televisivas. Já tinha 45 anos quando ganhou o papel que mudou sua carreira, embora ele parecesse igual a muitos outros. Na pele de uma prostituta chamada Cass, Miles apareceu apenas em seis minutos de “Perdidos na Noite”, drama pesado de John Schlesinger em que Jon Voight (o pai de Angelina Jolie) interpretava um garoto de programa em Nova York. A cena que chamou atenção envolvia sexo com Voight, e em uma entrevista de 2006 para o jornal The Scotsman, ela contou que os dois ensaiaram muito para o resultado ser convincente – como de fato foi – e contribuíram com ideias próprias. “Jon vinha para o meu apartamento no Central Park South vestido com chapéu de cowboy, jeans e botas [como seu personagem]. Meus vizinhos achavam que eu tinha esse cowboy toyboy. Ah, se fosse verdade!” Sua segunda indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante foi por um papel com mais tempo em cena. Em vez de seis, ela apareceu em oito minutos de “O Último dos Valentões”, novamente como uma mulher durona, que esconde um grande segredo do célebre detetive noir Philip Marlowe (em interpretação de Robert Mitchum). Entre uma indicação e outra, ela ficou conhecida por sua personalidade extravagante. Em um incidente famoso, jogou um prato cheio de comida no crítico de teatro John Simon, que havia detonado uma de suas performances, após encontrá-lo em uma festa. Festeira, ela era figura frequente nas baladas da era das discotecas, descrita em diversas reportagens da época como a juba loira que adornava os principais eventos de Nova York. Nesse contexto, acabou se aproximando da entourage de Andy Warhol na lendária Factory, e topou estrelar “Heat” (1972), filme cultuadíssimo em que aparecia nua e tinha uma cena de sexo com o jovem Joe Dallesandro sob direção de Paul Morrissey. Incentivada por Warhol, o produtor, ela atuou sem roteiro, inventando cada linha de seu diálogo filmado. Sua filmografia pouco convencional também inclui participação no drama contracultural “O Último Filme” (1971), de Dennis Hopper, um papel de zumbi lésbica alemã enlouquecida no terror “A Sentinela dos Malditos” (1977), de Michael Winner, a interpretação de uma cartomante assassinada no terror “Pague para Entrar, Reze para Sair” (1981), de Tobe Hooper, uma performance inesquecível como a agente imobiliária agressiva de Charlie Sheen em “Wall Street: Poder e Cobiça” (1982), de Oliver Stone e a senhoria vulgar de uma casa de striptease em “Go Go Tales” (2007), de Abel Ferrara. Ela também apareceu na série “Sex and the City”, como uma velhinha excêntrica que enfeita seu sorvete de chocolate com comprimidos anti-depressivos. Seu último papel foi sua única continuação, em “Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme”, que encerrou sua carreira em 2010. Sofrendo com a idade, ela vivia num asilo de artistas, mas pediu para sair nos últimos meses. Não queria morrer num lugar de velhos.









