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Veja é soterrada por contradições ao defender reportagem contra Lula
Revista muda versão sobre documentos entregues à PGR, contradiz seu próprio editor e confunde regras de fundos de pensão
Reportagens da Veja entram em contradição
A tentativa da revista Veja de defender sua reportagem sobre supostos pagamentos de Daniel Vorcaro ao documentário “Lula”, de Oliver Stone (“Platoon”), expôs uma série de contradições na própria cobertura do caso. Uma comparação entre a reportagem de capa de sexta-feira (9/10), as matérias complementares e os seis esclarecimentos publicados neste sábado (10/10) revela versões incompatíveis sobre a entrega de documentos à Procuradoria-Geral da República (PGR), declarações contraditórias sobre a participação da Polícia Federal, diferenças nos valores atribuídos ao esquema e uma interpretação equivocada das regras previdenciárias usadas para sustentar a denúncia. A revista também reconheceu ter editado as gravações divulgadas, mas apresentou o reconhecimento parcial da voz de Vorcaro como confirmação da autenticidade do áudio.
O anexo foi entregue à PGR ou apenas prometido?
A primeira contradição envolve a principal prova documental anunciada pela revista. Na reportagem original, assinada por Robson Bonin, a Veja afirmou categoricamente que Vorcaro havia reunido detalhes de pagamentos de aproximadamente R$ 30 milhões em espécie para o documentário sobre Luiz Inácio Lula da Silva num anexo entregue à PGR. A entrega do documento foi mencionada duas vezes, inclusive com a informação de que teria ocorrido em junho, durante a 2ª tentativa de colaboração premiada do banqueiro. A publicação sustentou ainda que a Procuradoria havia descartado o material porque os pagamentos em dinheiro vivo seriam difíceis de comprovar.
Na resposta deste sábado, intitulada “A capa de VEJA com áudio e denúncias de Vorcaro: 6 mitos e verdades sobre a reportagem”, a revista apresentou uma versão diferente. Passou a afirmar que os advogados do banqueiro apenas relataram as acusações à Procuradoria e prometeram apresentar documentos e provas caso a delação fosse aceita. Como a negociação fracassou, esses elementos não teriam sido entregues. A diferença é fundamental: uma acusação documentada e apresentada formalmente às autoridades não equivale à promessa de produzir provas no futuro. A Veja não explicou por que sua reportagem original descreveu a entrega como fato consumado.
O que a revista cortou da gravação?
A Veja reconheceu que suprimiu cinco intervenções do interlocutor de Vorcaro, totalizando 15 segundos, sob a justificativa de preservar o sigilo da fonte. A edição impede que o público tenha acesso à sequência completa da conversa e avalie o contexto das respostas do banqueiro. A supressão de trechos não demonstra, por si só, falsificação ou alteração do sentido das declarações, mas pode esconder uma indução das falas. A revista não disponibilizou a versão integral para comparação independente. Também não providenciou perícia independente sobre a autenticidade da gravação.
Uma divergência envolve justamente a suposta autenticação do material. Ao responder às críticas, a Veja afirmou que o advogado Daniel Bialski havia confirmado a veracidade do áudio. Entretanto, a declaração publicada pela própria revista é mais restrita. “A voz realmente é dele em um dos áudios”, disse o defensor, acrescentando que desconhecia quando e em quais circunstâncias a gravação havia sido feita. Bialski também afirmou que somente seu cliente poderá confirmar ou negar os fatos narrados. Reconhecer uma voz não equivale a atestar a integridade da gravação ou a veracidade das acusações.
A defesa apresentou ainda uma informação ignorada na conclusão da revista: Daniel Bialski disse que não era advogado do banqueiro durante as negociações, desconhecia o anexo e nunca havia ouvido de seu cliente qualquer menção ao assunto. O advogado também esclareceu que, desde que assumiu o caso, o banqueiro não prestou depoimento sobre o tema à Polícia Federal ou a qualquer outro órgão. A Veja publicou as ressalvas, mas não as considerou ao enfatizar apenas o reconhecimento da voz como confirmação da veracidade do áudio.
Editor contradiz a própria revista sobre a PF
A 4ª explicação da Veja afirma que a reportagem nunca disse que Vorcaro havia apresentado sua confissão à Polícia Federal. A afirmação corresponde ao texto original da capa, que relacionava a suposta entrega do anexo à PGR. Entretanto, numa matéria complementar publicada neste sábado, às 12h11, a própria revista reproduziu uma declaração de Robson Bonin no programa “Os Três Poderes” em que o jornalista afirma que Vorcaro apresentou o relato aos investigadores da Polícia Federal e da Procuradoria. “O Daniel Vorcaro apresentou esse relato aos investigadores da Polícia Federal e da PGR. O que aconteceu foi que a PGR não quis ficar com esse material”, afirmou Bonin.
A contradição aparece na cobertura oficial da publicação, não em interpretações de terceiros. Bonin também declarou que a PGR não quis receber o material e que informações sobre o caso teriam sido colocadas debaixo do tapete. A versão contrasta com a nota oficial da Procuradoria, que afirma ter recebido todas as propostas formalizadas pela defesa na forma em que foram apresentadas, sem recusas prévias. A PF, por sua vez, negou expressamente ter recebido depoimentos, anexos, documentos ou informações com o conteúdo descrito na reportagem.
Lista exaustiva não autorizava os fundos citados
Uma inconsistência técnica compromete outro eixo da denúncia. A Veja atribuiu especial importância à entrada do Banco Master na chamada “lista exaustiva” do Ministério da Previdência, em 29 de abril de 2024. A reportagem descreveu o episódio como a abertura dos cofres de Previ, Petros e Postalis, entidades ligadas aos funcionários do Banco do Brasil, da Petrobras e dos Correios. Em matéria complementar, a publicação chegou a apresentar o cadastro como uma espécie de certificado governamental de idoneidade e avaliação positiva de risco, concedido ao banco apesar de suas dificuldades financeiras.
O documento oficial tem outra finalidade. A lista exaustiva do Ministério da Previdência estabelece critérios de elegibilidade para aplicações dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), responsáveis pela aposentadoria de servidores de estados e municípios. Previ, Petros e Postalis pertencem ao sistema de previdência complementar fechada e não são abrangidos por essa autorização. Mesmo para os RPPS, a presença na lista não dispensa análise de riscos, credenciamento e avaliação das instituições antes dos investimentos. Portanto, sua publicação não representava a liberação de recursos dos fundos federais citados pela revista.
A comparação dos documentos oficiais revela uma distinção adicional. Na versão atualizada em 6 de maio de 2024, consta a Master S.A. Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, identificada como integrante do conglomerado Banco Master. O Banco Master S.A. não aparece ali como instituição individualmente habilitada para emitir ativos de renda fixa. Já na relação de abril de 2025, o banco passa a constar nominalmente na categoria de emissores elegíveis. A Veja não distinguiu as instituições do conglomerado nem explicou por que tratou o cadastro de 2024 como autorização geral para operações com letras financeiras do banco.
A contradição é ainda maior porque a própria Veja reconhece, mais adiante, que os investimentos pretendidos pelo Banco Master não se concretizaram. Depois de apresentar a inclusão na lista exaustiva como a abertura dos cofres dos fundos de pensão, a reportagem admite que Vorcaro passou mais de um ano tentando obter recursos de Previ, Petros e Postalis sem sucesso. A negociação de R$ 500 milhões com a Caixa Asset também fracassou. Assim, além de confundir as regras aplicáveis aos fundos previdenciários, a revista apresentou uma habilitação administrativa como se tivesse liberado operações que jamais foram realizadas. As próprias mensagens divulgadas mostram Vorcaro cobrando resultados até agosto de 2025, quando desistiu das negociações.
R$ 30 milhões ou mais de R$ 60 milhões?
Os valores atribuídos ao documentário também não encontram correspondência precisa entre os materiais publicados. A reportagem de capa sustenta que Vorcaro teria destinado aproximadamente R$ 30 milhões em espécie ao filme sobre Lula. Entretanto, na gravação divulgada pela própria revista, a voz atribuída ao banqueiro compara o suposto financiamento ao dinheiro investido em “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, e sugere que teria colocado na produção de Oliver Stone uma quantia ainda maior. A Veja informa que o projeto sobre Bolsonaro recebeu mais de R$ 60 milhões. Assim, o áudio sugere um valor superior ao dobro daquele apresentado como referência central da denúncia.
A reportagem tampouco mantém uma distinção clara entre os destinatários do dinheiro. Em um trecho, apresenta os R$ 30 milhões como pagamento ao Instituto Lula para financiar o documentário. Em outro, reproduz um relato que separa a quantia destinada à produção de pagamentos adicionais à instituição dirigida por Paulo Okamotto. Essa diferença altera a identificação dos supostos beneficiários e não foi esclarecida nas reportagens posteriores. Tanto o Instituto Lula quanto os realizadores do filme negam ter recebido recursos de Vorcaro. O cineasta Oliver Stone também afirma que o filme não tem patrocínio do Instituto Lula ou de investidores brasileiros.
O patrocínio era regular ou ilegal?
Outra contradição aparece quando o áudio é confrontado com a proposta de colaboração premiada obtida pelos jornalistas Natália Portinari, Fabio Serapião e Cézar Feitoza, do UOL. Na 2ª proposta, apresentada em junho, Vorcaro incluiu um anexo sobre o financiamento de “Dark Horse”. Nesse documento, afirmou ter patrocinado anteriormente filmes sobre Lula e Michel Temer nos mesmos moldes da produção sobre Bolsonaro. O texto não descreve pagamentos irregulares ao documentário nem apresenta detalhes de transferências clandestinas.
Na gravação divulgada pela Veja, a versão é diferente. O banqueiro distingue o financiamento ao filme de Bolsonaro, apresentado como regular, do suposto pagamento à produção sobre Lula, que classifica como irregular. Entretanto, o financiamento de “Dark Horse” foi inicialmente negado pelo próprio Flávio Bolsonaro, que só admitiu ter solicitado dinheiro a Vorcaro em 13 de maio, depois que o Intercept Brasil divulgou gravações e mensagens em que ele cobrava os pagamentos. A produtora Go Up Entertainment manteve a negativa mesmo após a confissão do senador. Sua responsável, Karina Ferreira da Gama, afirmou que não havia recebido qualquer recurso de Vorcaro e atribuiu o financiamento a investidores estrangeiros.
A origem do dinheiro acabou revelada pelo rastreamento das operações financeiras e pela delação premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, dono da Entre Investimentos. Ele confirmou sete transferências que somaram US$ 12,3 milhões ao Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, a pedido de Vorcaro. Os repasses contrariaram também a versão posterior de Flávio, que havia afirmado que os pagamentos terminaram em maio de 2025. Um relatório do Coaf identificou mais US$ 1,67 milhão transferido em setembro daquele ano. A Go Up passou então a sustentar que os valores estavam registrados em sua prestação de contas, embora os documentos apresentados à Justiça não identificassem o banqueiro como financiador. O dinheiro percorreu intermediários financeiros e teve sua origem negada publicamente pelos envolvidos até que documentos e gravações desmontaram as versões anteriores.
Projeção bilionária também muda
A inconsistência numérica se estende ao suposto esquema de acesso aos fundos previdenciários. A reportagem original afirma que a operação poderia movimentar R$ 10 bilhões, com R$ 1 bilhão destinado a propinas e R$ 9 bilhões para o Banco Master. A mesma projeção foi repetida por Bonin no programa “Os Três Poderes”, como parte da explicação sobre a dimensão do caso.
Entretanto, na reportagem deste sábado sobre Júlio Cezar, apontado como operador das negociações, a Veja descreve uma estrutura que renderia R$ 8 bilhões e manteria uma comissão de 10% para os envolvidos. A publicação não explica se mudou a estimativa total, passou a considerar um valor líquido ou utilizou outro critério de cálculo. A diferença não comprova falsidade do esquema denunciado, mas acrescenta outra inconsistência à apresentação dos números.
Quais pagamentos têm provas documentais?
A cobertura da Veja apresenta mensagens que documentam contatos de Vorcaro com intermediários, negociações para obter reuniões com dirigentes de fundos de pensão e tentativas de viabilizar investimentos. Há também uma informação sobre pagamento que encontra respaldo independente: mensagens examinadas pelo UOL mostram que o banqueiro confirmou ter repassado R$ 500 mil ao operador Júlio Cezar, com a previsão de descontar a quantia de negócios futuros. Isso não demonstra, por si, que o valor tenha chegado a quem a Veja acusa de ter recebido propina ou que tenha sido pago em troca de uma decisão ilegal.
A investigação sobre fundos municipais também possui elementos concretos. Segundo o UOL, o fundo previdenciário de Aparecida de Goiânia investiu R$ 40 milhões em títulos do Master em junho de 2024, operação que passou a ser investigada pela PF. O próprio banqueiro relatou dificuldades para conseguir aplicações nos grandes fundos federais. Previ, Petros, Postalis e Caixa Asset não concretizaram os investimentos pretendidos, apesar dos contatos e das negociações descritos nas mensagens.
Já o suposto pagamento de R$ 30 milhões ao documentário de Oliver Stone permanece sem comprovação nos materiais examinados. O UOL analisou mensagens extraídas do celular de Vorcaro, que abrangem o período de produção do filme, e não encontrou registros de transferências para o longa. Em contraste, identificou conversas sobre investimentos em produções relacionadas a Bolsonaro e Temer.
Resposta da Veja não resolve a origem das acusações
Os seis esclarecimentos divulgados neste sábado também não identificam a proveniência da gravação nem demonstram que o anexo específico descrito na reportagem tenha integrado alguma das propostas de colaboração. A PGR informou que Vorcaro nunca prestou depoimento oral à instituição e que as negociações ocorreram exclusivamente por intermédio de advogados. Integrantes da Procuradoria ouvidos pela Folha de S.Paulo e pelo UOL negaram ter recebido o material apresentado pela revista como prova das acusações contra Lula. O próprio advogado de Vorcaro afirma desconhecer as denúncias feitas pela publicação.
A origem do áudio também passou a ser objeto de suspeitas. Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha, integrantes da PGR consideram a possibilidade de a gravação ter sido produzida ilegalmente durante a prisão de Vorcaro para utilização na campanha presidencial. Essa hipótese ainda não foi comprovada. A Polícia Federal confirmou o recebimento de uma notícia-crime com pedido de investigação dos fatos relacionados à publicação. A campanha de Lula também anunciou medidas judiciais contra a revista e o banqueiro.
Enquanto a origem e a integridade das gravações permanecem sem confirmação independente, as contradições documentais da cobertura podem ser verificadas diretamente nas publicações da Veja e nos registros oficiais. A revista mantém a denúncia contra Lula, mas ainda não apresentou a comprovação dos supostos pagamentos ao documentário. A existência de mensagens sobre reuniões e tentativas de investimentos do Banco Master não demonstra que o filme tenha recebido dinheiro ilícito nem resolve as divergências entre as sucessivas versões publicadas.
Fórum antecipou suspeita de armação
A possível utilização eleitoral das acusações já havia sido denunciada antes da publicação da reportagem da Veja. Na quinta-feira (8/10), às 22h13, Renato Rovai, fundador da revista Fórum, publicou um alerta sobre uma suposta articulação entre Daniel Vorcaro e a campanha de Flávio Bolsonaro. Às 22h34, a publicação apresentou uma denúncia do grupo jurídico Prerrogativas, que acionou a Polícia Federal para investigar informações de que o banqueiro teria sido incentivado a prestar um depoimento falso sobre o financiamento do documentário “Lula”. A capa da Veja entrou no ar à 1h da madrugada seguinte, duas horas e 26 minutos depois da reportagem da Fórum.
O pedido de investigação foi apresentado pelos advogados Marco Aurélio Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida. Segundo as informações recebidas pelo Prerrogativas, Vorcaro teria aceitado relacionar Lula ao escândalo do Banco Master em troca de promessas de benefícios judiciais. O banqueiro passaria à prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica no início de 2027, caso Flávio fosse eleito, enquanto seu pai, Henrique Vorcaro, seria libertado imediatamente. A denúncia também mencionava um HD com gravações atribuídas ao banqueiro, entregue a terceiros fora dos canais formais de colaboração premiada, e negociações de entrevistas com a Globo e a Record para divulgar o material.
A precisão das informações antecipadas chama a atenção: antes de a Veja publicar sua capa, o grupo já denunciava a existência de um relato que atribuiria a Vorcaro o financiamento do filme de Oliver Stone. A suspeita era de uma tentativa de criar equivalência entre o documentário sobre Lula e “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro comprovadamente financiada pelo banqueiro. Na manhã de sexta-feira (9/10), Marco Aurélio Carvalho declarou à Fórum: “Isso é um escândalo. Nós não temos a menor dúvida que se, eventualmente o Flávio ganhar – e não vai ganhar –, seguramente o Vorcaro vai ser solto. Nós temos um grande acordão”.
Promessa de canal de TV da Abril
Outra denúncia foi publicada na noite de sexta-feira pelo Diário do Centro do Mundo (DCM). Em reportagem assinada por Kiko Nogueira, o portal afirmou que Flávio Bolsonaro teria prometido à Editora Abril uma concessão de televisão aberta em troca da publicação das acusações contra Lula. A informação foi atribuída a uma fonte que disse ter ouvido os detalhes diretamente de um diretor da revista. Segundo o relato, a negociação permitiria à empresa ampliar seus negócios audiovisuais com um canal semelhante ao da Jovem Pan. “A matéria foi pedida pela direção da empresa e a Veja topou dar dentro dessa negociação pra depois obter uma TV aberta”, afirmou a fonte ao DCM. O portal não apresentou documentos que comprovassem o suposto acordo.
A suspeita ganhou repercussão também porque o cineasta João Moreira Salles (“Entreatos”), fundador da revista piauí, havia incluído Fábio Carvalho, controlador da Editora Abril, numa relação de empresários que participaram de encontros com Flávio Bolsonaro. A Veja rebateu a informação neste sábado, afirmando que seu publisher não compareceu ao jantar de 27 de agosto, em São Paulo. Segundo a revista, Carvalho deixou a cidade pelo aeroporto de Congonhas às 11h daquele dia e só retornou em 30 de agosto, por volta das 14h. A publicação acusou a piauí e os veículos que reproduziram a informação de divulgar uma notícia falsa.
A resposta da Veja, entretanto, concentrou-se na alegação sobre o jantar e em outra notícia envolvendo uma transação imobiliária. Não abordou diretamente a denúncia do DCM sobre a suposta promessa de concessão de televisão. A existência dessa negociação permanece sem comprovação e sem desmentido específico da Veja.
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