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  • Filme

    Remake de “Emmanuelle” ganha primeiro trailer

    2 de julho de 2024 /

    Novo filme reimagina o clássico erótico dos anos 1970 com atriz de "Retrato de uma Jovem em Chamas"

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  • Filme

    Remake de “Emmanuelle” vai abrir Festival de San Sebastian

    8 de maio de 2024 /

    Nova versão do clássico erótico tem direção da francesa Audrey Diwan e explora a busca por prazer na era pós #MeToo

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  • Filme

    Cara Delevingne e Shailene Woodley vão estrelar biografia da escritora Patricia Highsmith

    11 de maio de 2023 /

    As atrizes Shailene Woodley (“Big Little Lies”) e Cara Delevingne (“Carnival Row”) se reunem com a francesa Noémie Merlant (“Retrato de Uma Jovem em Chamas”) no elenco da nova cinebiografia sobre a escritora Patricia Highsmith. O longa é desenvolvido pela produtora independente Killer Films, responsável pelo premiado “Carol” (2015). Intitulado “The Murderous Miss Highsmith” (“A Assassina Srta. Highsmith” em tradução livre), o filme vai recriar a vida da autora como uma história de terror. A trama foca no período que antecedeu a criação de seu livro mais conhecido, “O Talentoso Ripley”, que teve inspiração em seus relacionamentos fracassados com duas mulheres. A autora será interpretada por Woodley, enquanto Delevingne e Merlant viverão suas companheiras. O projeto planeja explorar a mente de Highsmith e sua tumultuada vida amorosa para entender sua fascinação por assassinatos horríveis que escrevia em suas obras. Com essa imaginação macabra, os livros de Highsmith serviram como inspiração para longas como “Pacto Sinistro” (1951), “O Sol por Testemunha” (1960), “O Amigo Americano” (1977), “O Talentoso Ripley” (1999) e outros, além do romance lésbico “Carol” (2015). Highsmith não era conhecida apenas por seu talento para desenvolver thrillers psicológicos. Ela tinha uma vida pessoal excêntrica bastante comentada, algo que deve ser explorado pelo longa. A juventude da artista foi tema de diversas reportagens pela vida amorosa marcada por casos lésbicos, numa época em que poucos assumiam a preferência sexual por pessoas do mesmo sexo. A direção da cinebiografia está nas mãos de Alexandra Pechman, dos curtas “Thumb” (2021) e “Sleep” (2022). Pechman também trabalhou em roteiros para as séries “Into the Dark” (2021) e “Channel Zero” (2018), e o filme será seu primeiro longa-metragem como diretora. As filmagens devem começar entre os meses de setembro e novembro na Itália, e ainda não há previsão de estreia.

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    Atriz de “Retrato de Uma Jovem em Chamas” será a nova Emmanuelle

    13 de fevereiro de 2023 /

    A atriz Noémie Merlant, conhecida por seu papel em “Retrato de Uma Jovem em Chamas” (2019), será a nova Emmanuelle do cinema. Ela vai substituir a atriz Léa Seydoux (“Azul É a Cor Mais Quente”), anteriormente escalada para o papel. Merlant não é estranha a histórias de cunho sexual. Além de “Retrato de Uma Jovem em Chamas”, sobre uma pintora e uma modelo que se apaixonam em uma ilha isolada no final do século 18, ela também estrelou o drama “Curiosa” (2019), uma história sobre liberdade sexual, e “Jumbo” (2019), que mostra uma jovem tímida que trabalha em um parque de diversões e se apaixona por um dos brinquedos – chegando a fazer sexo com a máquina. Mais recentemente, ela foi vista na comédia “L’innocent” (2022) e no drama “Tár” (2022). “Ela é uma escolha artística pura, óbvia, como foi Anamaria Vartolomei em meu filme anterior”, disse a diretora Audrey Diwan, que ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza por “O Acontecimento” (2021), um filme sobre aborto passado nos anos 1960. “Eu amo Léa Seydoux, quero fazer um filme com ela um dia. Mas para mim, ela não era a personagem que eu imaginava. De ‘Retrato de uma Jovem em Chamas’ a ‘Tár’, nunca deixei de me deixar seduzir pela força da atuação de Noémie. Ela abraça a ideia da personagem, capaz de desempenhar ao mesmo tempo a autoridade e a sedução. Noémie redefine a mulher francesa. Sua atitude, seu sorriso, aquela pitada de insolência que sempre vem à tona. Também sou sensível à ideia de encontrar na minha atriz uma parceira intelectual, aquela com quem crio a personagem. O filme requer um enorme envolvimento, confiança mútua. E eu sei que encontrei a pessoa certa”. Como diretora, Diwan explicou que pretende priorizar o ponto de vista feminino da trama. “Adoro histórias contadas por meio do corpo”, disse Diwan ao site Deadline. “Com ‘O Acontecimento’, passei os últimos anos explorando a ideia da dor. Então, eu diria que ‘naturalmente’ eu queria explorar o prazer. Gostaria de devolver-lhe as suas cartas de nobreza, gosto de filmar o corpo olhando-o com atenção mas não de forma provocativa. E quero abraçar uma gramática própria da noção de erotismo. O erotismo se baseia tanto no que mostramos quanto no que escondemos. É daí que vem a emoção.” Além de dirigir, Diwan também escreveu o roteiro da nova versão, ao lado de Rebecca Zlotowski (“A Prima Sofia”). “Inicialmente, quando escrevo, sempre sinto a necessidade de buscar uma conexão íntima com a história”, disse a diretora. “Então meu filme vai se passar nos dias de hoje, e Emmanuelle é uma mulher que tem quase a minha idade. Quis explorar a busca dela por prazer, o que ela representa quando você já abriu um caminho na vida. Quando não estamos em descoberta, mas em pesquisa. Com minha co-roteirista Rebecca Zlotowski, imaginamos uma mulher que tem poder, que lutou para escapar, escalou sua montanha e também construiu uma armadura para si mesma. Ela se sente sozinha. Mas como sair da solidão? ‘Emmanuelle’ é a história de uma mulher tentando se deixar ir. Todo o filme é sobre traçar um caminho para o outro.” Em relação à trama, Diwan explicou que a história vai se passar num hotel de luxo em Hong Kong, onde a protagonista trabalha. “Gosto da ideia dos corredores onde meus personagens se tocam, se encontram, se procuram”, contou ela. “Além da questão dos corpos, quero explorar a idea de um mundo que formata qualquer forma de relacionamento, buscar como esse sistema pode dar errado, como nos conectamos com os outros, como tocamos nossa própria vulnerabilidade. O que tecem entre eles laços cada vez mais profundos. Com um estranho em particular, um cliente do hotel. Mas não direi mais por enquanto. Este é o princípio, o que mostramos e o que escondemos.” Clássico do cinema erótico, o filme original chegou a ser proibido no Brasil pela ditadura militar e só foi liberado no começo da abertura política, seis anos depois de escandalizar o mundo. A produção de 1974 do diretor Just Jaeckin transformou a holandesa Sylvia Kristel na maior símbolo sexual da década pela quantidade de aventuras que protagonizou, tanto com homens quanto com mulheres, durante férias na Tailândia. O repertório era um verdadeiro manual de sexo, começando pelo seleto “mile high club” (sexo em avião). Silvia Kristel ficou tão famosa que até trabalhou em novela da Globo (“Espelho Mágico”) no período em que o público estava impedido de ver o filme no país. A trama, por sua vez, é baseada no livro “Joys of Woman”, escrito por Marayat Rollet-Andriane em 1959 e publicado com o pseudônimo Emmanuelle Arsan em 1967 – e rebatizado de “Emmanuelle” em seu lançamento no Brasil. Hoje, claro, o filme original perdeu a capacidade de escandalizar, mas suas cenas ainda continuam superando a trilogia “Cinquenta Tons de Cinza”. A expectativa é que a nova versão seja ainda mais picante, além de assumir em linhas mais claras a “subtrama” de empoderamento de Emmanuelle, a esposa entediada que descobre a liberdade sexual. A nova “Emmanuelle” ainda não tem data para chegar aos cinemas. Veja abaixo o trailer não explícito do filme original.

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    Trailer de “Tár” destaca desempenho premiado de Cate Blanchett

    13 de outubro de 2022 /

    A Universal Pictures divulgou o trailer nacional de “Tár”, que traz Cate Blanchett (“O Beco do Pesadelo”) em seu novo papel premiado, como uma maestrina virtuosa. Blanchett vive a fictícia Lydia Tár, uma aclamada compositora que se torna a primeira maestrina feminina de uma orquestra alemã após conquistar consagração em diferentes indústrias do entretenimento – vencedora do Emmy, do Grammy, do Oscar e do Tony. Mas apesar de suas realizações, encontra-se sob pressão durante em Berlim, durante a gravação de sua última sinfonia. “Tár” é o terceiro longa do diretor Todd Field, que foi indicado ao Oscar por “Entre Quatro Paredes” (2001) e “Pecados Íntimos” (2006) e estava há 16 anos sem filmar. Mas tão importante quanto a direção e o roteiro na produção, a música do filme será fornecida por Hildur Guðnadóttir, a compositor islandesa que venceu o Oscar 2020 de Melhor Trilha por “Coringa”. O elenco de apoio inclui a alemã Nina Hoss (“Fênix”), a francesa Noémie Merlant (“Retrato de uma Jovem em Chamas”), os ingleses Mark Strong (“Shazam!”) e Julian Glover (“Game of Thrones”), o sueco Allan Corduner (“Homeland”) e instrumentistas reais em papéis de músicos da orquestra. Bastante elogiado, “Tár” atingiu 96% de aprovação no Rotten Tomatoes e rendeu o troféu de Melhor Atriz para Blanchett no recente Festival de Veneza. A previsão para seu lançamento no Brasil é apenas para 26 de janeiro.

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    Novo filme de Cate Blanchett é aplaudido de pé no Festival de Veneza

    2 de setembro de 2022 /

    O novo filme de Cate Blanchett (“O Beco do Pesadelo”) foi aplaudido de pé por seis minutos após sua première mundial no Festival de Veneza, na noite de quinta (1/9). Intitulada “Tár”, a obra marca o retorno do cineasta Todd Field 16 anos após o lançamento do seu filme anterior, “Pecados Íntimos” (2006). Na trama, Blanchett interpreta Lydia Tár, uma maestrina gay e tirânica que se tornou a primeira mulher a conduzir uma grande orquestra alemã, mas se encontra na mira de um escândalo do movimento #MeToo. Durante a coletiva de imprensa, Blanchett disse que o papel “parecia urgente e inegável”, mas afirmou que nem pensou no gênero ou na sexualidade da sua personagem. “Eu amo isso no filme. É um retrato muito humano. E acho que amadurecemos o suficiente como espécie para que isso [sexualidade] não seja uma manchete ou uma questão. Achei isso muito emocionante.” “Embora haja muitos tópicos quentes que surgem neste filme, o filme não é sobre nenhuma dessas coisas”, disse ela, referindo-se à temática do #MeToo. “São dispositivos de enredo. O filme foi feito na época em que vivemos. Há muitas coisas explosivas nos filmes – não quero soar muito arrogante – mas é muito mais existencial.” O diretor, que também escreveu o roteiro, explicou que o papel “não foi escrito com Cate Blanchett em mente, foi escrito para Cate Blanchett”. Como preparação para o papel, Blanchett aprendeu sozinha a falar alemão, a tocar piano e a conduzir uma orquestra. Toda essa dedicação deve gerar frutos. As críticas do filme destacam o trabalho da atriz, muitas deles apontando que ela deve conseguir a sua oitava indicação ao Oscar – e, possivelmente, a sua terceira vitória depois de “O Aviador” (2005) e “Blue Jasmine” (2014). O elenco ainda conta com Nina Hoss (“Minha Irmã”), Noémie Merlant (“Retrato de uma Jovem em Chamas”), Julian Glover (“Game of Thrones”), Mark Strong (“Shazam!”) e Allan Corduner (“Homeland”). “Tár” ainda não tem previsão de estreia no Brasil. Assista ao trailer do filme.

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    Cate Blanchett é maestrina obcecada pelo tempo no trailer de “Tár”

    26 de agosto de 2022 /

    O estúdio americano Focus Features divulgou o pôster e o trailer de “Tár”, que traz Cate Blanchett (“O Beco do Pesadelo”) obcecada pelo tempo, numa metáfora sobre o papel do condutor numa orquestra. “Tár” é o terceiro longa do diretor Todd Field, que foi indicado ao Oscar por “Entre Quatro Paredes” (2001) e “Pecados Íntimos” (2006) e estava há 16 anos sem filmar. Embora os detalhes da trama sejam escassos, Blanchett vive a fictícia Lydia Tár, uma aclamada compositora que se torna a primeira maestrina feminina de uma orquestra alemã. A história vai segui-la durante sua vida cotidiana em Berlim, levando à gravação de sua última sinfonia. O elenco de apoio inclui a alemã Nina Hoss (“Fênix”), a francesa Noémie Merlant (“Retrato de uma Jovem em Chamas”), os ingleses Mark Strong (“Shazam!”) e Julian Glover (“Game of Thrones”), o sueco Allan Corduner (“Homeland”) e instrumentistas reais em papéis de músicos da orquestra. Tão importante quanto a direção e o roteiro, a música do filme será fornecida por Hildur Guðnadóttir, a compositor islandesa que venceu o Oscar 2020 de Melhor Trilha por “Coringa”. “Tár” será exibido no Festival de Veneza, que começa na próxima quarta (31/8), antes de chegar aos cinemas americanos em 7 de outubro. A previsão para seu lançamento no Brasil é apenas para 26 de janeiro.

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    Cate Blanchett é maestrina no teaser de “Tár”

    25 de julho de 2022 /

    O estúdio americano Focus Features divulgou o teaser de “Tár”, o terceiro longa do diretor Todd Field, que foi indicado ao Oscar por “Entre Quatro Paredes” (2001) e “Pecados Íntimos” (2006) e estava há 16 anos sem filmar. A prévia é uma cena longa da atriz Cate Blanchett (“Carol”) exalando fumaça dos pulmões, enquanto uma narração explica o que é poder. Após um minuto e meio de seu rosto sendo coberto por fumaça em câmera lenta, a cena se altera para mostrar a atriz conduzindo energicamente uma orquestra sinfônica. Embora os detalhes da trama de Field sejam escassos, “Tár” traz a estrela australiana como a fictícia Lydia Tár, uma aclamada compositora que se torna a primeira maestrina feminina de uma orquestra alemã. A história vai segui-la durante sua vida cotidiana em Berlim, levando à gravação de sua última sinfonia. O elenco de apoio inclui a alemã Nina Hoss (“Fênix”), a francesa Noémie Merlant (“Retrato de uma Jovem em Chamas”), os ingleses Mark Strong (“Shazam!”) e Julian Glover (“Game of Thrones”), o sueco Allan Corduner (“Homeland”) e instrumentistas reais em papéis de músicos da orquestra. Tão importante quanto a direção e o roteiro, a música do filme será fornecida por Hildur Guðnadóttir, a compositor islandesa que venceu o Oscar 2020 de Melhor Trilha por “Coringa”. “Tár” deve ser exibido no Festival de Veneza, antes de chegar aos cinemas americanos em 7 de outubro. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.

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    Retrato de uma Jovem em Chamas é uma história de amor tão romântica quanto política

    19 de janeiro de 2020 /

    A relação que temos com alguns filmes é semelhante a uma história de amor: queremos que o filme fique um pouco mais com a gente, que aqueles sentimentos experienciados durante a sessão permaneçam não só na memória afetiva, mas também em nosso próprio corpo. “Retrato de uma Jovem em Chamas”, de Céline Sciamma (“Tomboy”), narra de maneira lenta e gradual a história de amor de duas jovens mulheres. Uma delas, Marianne (Noémie Merlant, de “Curiosa”), é a pintora e chega a uma ilha afastada para pintar o retrato de uma mulher recém-saída de um convento para o noivado com um desconhecido italiano. A outra, que dá título ao filme, é Héloïse (Adèle Haenel, de “Amor à Primeira Briga”), e, a princípio, o sentimento que mais passa no olhar e nos gestos dessa jovem é de raiva. Casar com um homem que sequer viu na vida não lhe parece algo muito agradável. A missão de Marianne é acompanhar Héloïse em caminhadas e, a partir da observação atenta de artista, ir formando a memória do rosto e do corpo da retratada. Isto porque não pode revelar que está pintando um retrato, pois a jovem se recusaria, como já fez anteriormente. Apresentada como dama de companhia, o olhar íntimo de Marianne é prontamente aceito. E logo acaba se tornando um olhar de desejo. Como o filme não deixa claro os pensamentos de cada uma, grande parte dessa expressão se dá por meio de gestos. E é curioso como esses gestos são verbalizados pelas duas protagonistas em determinada cena, quando elas passam a se conhecer melhor. Essa verbalização também é um ponto crucial para a criação de uma das cenas mais lindas do filme: em que as duas falam da memória de sua história de amor vivida. Compartilhar essas experiências é um privilégio que poucos casais têm. E eis o motivo de tal cena, tão impregnada de melancolia, ser também um momento de alegria. Um detalhe importante neste trabalho da cineasta francesa Céline Sciamma, que venceu o troféu de Melhor Roteiro no Festival de Cannes, é que praticamente não há homens em sua narrativa. Nem mesmo o sujeito que engravida a empregada (Luàna Bajrami, de “O Professor Substituto”) aparece em cena. Aquele espaço é das mulheres, e por isso há tantas situações em que elas compartilham alegria (jogando cartas, ouvindo um coral ao redor de uma fogueira etc) e também dor, como na cena do aborto. Aliás, essa cena foi construída de tal maneira para que expressasse uma dor muito além da dor física. A diretora de fotografia, Claire Maton, que contribui muito para a criação de texturas belíssimas, semelhantes a pinturas, é a mesma de “Um Estranho no Lago” e “Atlantique”, para citar dois filmes consagrados pela crítica. Quanto ao envolvimento afetivo das duas mulheres, cada plano é de fundamental importância, por mais que as duas, lá no final, digam ter perdido tempo, ao demorarem em sua aproximação. Essa verbalização serve mais para deixar claro o sentimento mencionado no primeiro parágrafo: a vontade de querer mais tempo ao lado de quem se ama. Como um filme escrito e dirigido por uma mulher e também como um exemplar deste momento de conscientização mais clara a respeito do papel da mulher na sociedade, “Retrato de uma Jovem em Chamas” é uma das obras mais importantes do cinema recente, conseguindo ser tanto uma história de amor impossível (e por isso tão bela quanto as mais belas tragédias clássicas) quanto um manifesto político.

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    Retrato de uma Jovem em Chamas: Drama francês mais premiado do ano ganha trailer legendado

    9 de dezembro de 2019 /

    A Supo Mungam divulgou o trailer legendado de “Retrato de uma Jovem em Chamas”, o filme francês mais premiado de 2019. Escrito e dirigido pela francesa Céline Sciamma (“Tomboy”), que venceu o troféu de Melhor Roteiro no Festival de Cannes, o drama de época gira em torno de uma jovem pintora chamada Marianne (Noémie Merlant), contratada para pintar o retrato de casamento de Héloïse (Adèle Haenel), uma jovem que acabou de deixar o convento. Por ela ser uma noiva relutante, Marianne chega sob o disfarce de dama de companhia, observando Héloïse de dia e a pintando secretamente à noite. Conforme as duas se aproximam, a intimidade e a atração crescem, enquanto compartilham os primeiros e últimos momentos de liberdade de Héloïse, antes do casamento iminente. “Retrato de uma Jovem em Chamas” também venceu a Palma Queer no Festival de Cannes deste ano, o prêmio de Melhor Roteiro da Academia Europeia de Cinema, foi considerado o Melhor Filme nos festivais de Chicago, Hamburgo, Melbourne, etc, é destaque nas listas de fim de ano da crítica internacional e disputa o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro. Parte da programação do Festival do Rio, o filme tem estreia comercial no Brasil marcada para 9 de janeiro.

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    Diretora de Tomboy vence a Palma Queer com romance lésbico em Cannes

    25 de maio de 2019 /

    O drama francês “Portrait de la Jeune Fille en Feu” (retrato da garota em fogo, em tradução literal), da diretora Céline Sciamma (“Tomboy”), venceu a Palma Queer, premiação paralela do Festival de Cannes para o Melhor Filme LGBTQIA+. O longa, que também disputa a Palma de Ouro, narra a história de amor impossível entre duas mulheres na Bretanha do século 18. O romance é protagonizado por Noémie Merlant (“Curiosa”) e Adèle Haenel (“A Garota Desconhecida”). E a crítica amou cada segundo da projeção, com elogios rasgados e 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Não é só uma história lésbica, mas, acima de tudo, um grande filme”, disse em comunicado o júri da 10ª edição da Queer Palm, que foi presidido pela atriz francesa Virginie Ledoyen (“Adeus, Minha Rainha”). Curiosamente, a diretora Céline Sciamma já tinha conquistado o equivalente à Palma Queer no Festival de Berlim com um de seus primeiros filmes. Ela venceu o prêmio Teddy com “Tomboy”, em 2011. Ao todo, 19 produções concorriam ao prêmio paralelo de Cannes, incluindo o brasileiro “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. A Palma Queer também premiou o curta-metragem “The Distance Between Us and The Sky”, do grego Vasilis Kekatos.

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