Criador de Fuller House é demitido da série após denúncias de abusos
Denúncias de abuso custaram o emprego a mais um produtor de TV. Jeff Franklin, o criador da série “Fuller House”, foi demitido pela Netflix após ser acusado de agressividade verbal e por fazer declarações inadequadas no set da gravações e na sala de roteiristas. Os tempos dos chefes intocáveis parecem definitivamente encerrados. Detalhes das condutas consideradas impróprias não foram revelados. Mas, como resultado das alegações, a Warner resolveu não renovar o contrato de produção do veterano roteirista de TV, criador de “Três É Demais” (Full House) em 1987 e seu spin-off atual na Netflix. Em nota, a divisão televisiva da Warner foi sucinta: “Não renovamos o acordo de produção de Jeff Franklin e ele não estará mais trabalhando conosco”. A Netflix reiterou que, apesar do afastamento do mentor da série, a produção de “Fuller House” não será afetada. A atração foi renovada para sua 4ª temporada em janeiro. Franklin não comentou diretamente as acusações contra ele, mas abordou sua saída da série nas redes sociais. “Estou com o coração partido em deixar ‘Fuller House'”, escreveu ele no seu Instagram, postando um foto em que aparece ao lado de Andrea Barber, Candace Cameron e Jodie Sweetin, as protagonistas da série. Ele ainda colocou na legenda: “Criar e executar ‘Fuller House’ foi a maior alegria. Desejo ao elenco e minha segunda família por mais de 30 anos sucesso contínuo. Estou tão orgulhoso de tudo o que realizamos junto, além de agradecer aos fãs leais”. Veja o post original abaixo. I’m heartbroken to be leaving Fuller House. Creating and running Full House and Fuller House has been the greatest joy. I wish the cast, my second family for over 30 years, continued success. I’m so proud of all we accomplished together, and beyond grateful to our loyal fans. Adios Tanneritos! Uma publicação compartilhada por Jeff Franklin (@fullerhouseguy) em 28 de Fev, 2018 às 6:21 PST
Filhos de Adam Sandler e Chris Rock se casam no trailer da comédia Lá Vem os Pais
A Netflix divulgou um novo trailer de “Lá Vem os Pais” (The Week of), comédia que volta a juntar Adam Sandler e Chris Rock (após “Sandy Wexler” e dois “Gente Grande”). Desta vez, eles convivem de forma relutante, como pais no fim de semana do casamento de seus filhos. Sandler vive o pai pobre da noiva enquanto Rock é pai rico do noivo. E a prévia ilustra o relacionamento passivo-agressivo da dupla, ao demonstrar como Sandler insiste em pagar a festa do casamento, o que resulta em problemas causados pela busca de opções baratas de acomodação para as famílias dos noivos. “Lá Vem os Pais” ainda conta com Rachel Dratch (“Esposa de Mentirinha”), Steve Buscemi (“Os 6 Ridículos”), Rob Morgan (“Mudbound”), Melanie Nicholls-King (série “Rookie Blue”) e Patricia Belcher (série “Bones”) no elenco. A direção é de Robert Smigel, que estreia na função após escrever algumas comédias de Sandler, como “Zoham: O Agente Bom de Corte” (2008), “Cada um tem a Gêmea que Merece” (2011) e a animação “Hotel Transilvânia 2” (2015). Ele também assina o roteiro com Sandler. O lançamento é a quarta comédia de Sandler para a Netflix (de um total de oito previstas) e está marcado para 27 de abril.
Série baseada na Operação Lava-Jato, O Mecanismo ganha novo trailer
A Netflix divulgou um novo trailer de “O Mecanismo”, sua segunda série brasileira, que é livremente inspirada na Operação Lava-Jato. A prévia mostra detalhes conhecidos das investigações, vinculando malas de dinheiro à “campanha presidencial mais rica da história deste país”. “Vai rodar todo mundo”, diz o protagonista, um policial vivido por Selton Mello (“O Filme da Minha Vida”). Além de Selton Mello, o elenco destaca Caroline Abras (“Gabriel e a Montanha”), Enrique Diaz (“Justiça”), Lee Taylor (“Entre Nós”), Antonio Saboia (“Lamparina da Aurora”), Jonathan Haagensen (“Cidade de Deus”), Alessandra Colasanti (“Magnífica 70”), Leonardo Medeiros (“Polícia Federal: A Lei é para Todos”) e Susana Ribeiro (“As Duas Irenes”). Criada pelo diretor José Padilha (“Tropa de Elite”, “Narcos”) e a roteirista Elena Soarez (“A Busca”, “Xingu”), a série estreia no dia 23 de março.
Netflix anuncia que investirá US$ 8 bilhões em 700 produções originais em 2018
A Netflix anunciou nesta terça-feira (27/2) que planeja investir US$ 8 bilhões em 700 produções originais… apenas neste ano. As cifras elevadas foram reveladas pelo diretor financeiro da empresa, David Wells, em uma conferência em São Francisco. “Vamos continuar acrescentando conteúdo: está funcionando e gera crescimento”, defendeu o responsável pelas finanças da plataforma. A Netflix fechou 2017 com 117,6 milhões de assinantes em todo mundo, o que Wells considera pouco. “Há mais não-membros do que assinantes no mundo e essa é a nossa oportunidade”, afirmou o executivo, que tomou como parâmetro a existência estimada de 700 milhões de usuários globais “disponíveis” para o conteúdo da companhia. Para isso, estão sendo desenvolvidos produtos para vários países diferentes, desde o Brasil até o Líbano. Além do alto investimento em produções originais, a Netflix também vai aumentar os investimentos em marketing em mais de 50% neste ano. O objetivo é chamar ainda mais atenção para a plataforma. “Costumávamos acreditar que era melhor gastar com conteúdo, mas o marketing multiplica o valor que gastamos com conteúdo”, explicou o executivo sobre a decisão. Apesar do alto investimento em conteúdo original, David Wells afirma que a Netflix pretende continuar fazendo licenciamentos de filmes e séries já exibidos no cinema e na TV. “Não acho que vamos chegar a 100%, mas pode ser que passe dos 50%”, explicou sobre o crescimento do material exclusivo. Esta ênfase na produção de conteúdo original é a estratégia da plataforma para enfrentar ameaças a seus planos de domínio mundial, manifestadas pelo anúncio de novos serviços de streaming, em desenvolvimento por gigantes como Apple e Disney.
Atriz de Jane the Virgin vai estrelar comédia da criadora de Sweet/Vicious
A atriz Gina Rodriguez, que tem o papel-título na série “Jane the Virgin”, vai estrelar e produzir a comédia romântica “Someone Great”, escrita e dirigida por Jennifer Kaytin Robinson, criadora da série “Sweet/Vicious”. A comédia tem produção do cineasta Paul Feig (“Caça-Fantasmas”) e será disponibilizada em 2019 pela Netflix, marcando a estreia de Robinson na direção. A trama gira em torno de uma mulher que, após partir o coração, decide procurar aventura na cidade de Nova York com suas duas melhores amigas antes de se mudar para o interior para começar o trabalho de seus sonhos. “Someone Great” é descrito como um filme sobre perda, crescimento e, acima de tudo, o vínculo eterno das amizades femininas. As filmagens estão previstas para começar em abril. Mas Gina Rodriguez já poderá ser vista na Netflix em 12 de março, como integrante do elenco da sci-fi “Aniquilação”.
Atriz de Supergirl entra na 2ª temporada de O Justiceiro
As chances de reconciliação entre Alex e Maggie foram para o espaço, com a decisão de Floriana Lima trocar a DC pela Marvel. A intérprete de Maggie Sawyer em “Supergirl” entrou no elenco da 2ª temporada de “O Justiceiro” (The Punisher). Na série, ela vai interpretar Krista Dumont, uma psicoterapeuta de militares veteranos. Além de Floriana Lima, a nova temporada também terá participações de Josh Stewart (série “Shooter”) e Giorgia Whigham (série “Chance”). Ele interpretará John Pilgrim, um homem cujo exterior calmo esconde um interior implacável. Apesar de ter deixado para trás uma vida de violência, as circunstâncias o forçarão a usar suas habilidades antigas ao trazê-lo para o mundo de Frank Castle. Já Whigham interpretará Amy Bendix, um golpista com um passado misterioso. Dos três, apenas Amy Bendix já foi vista nos quadrinhos da Marvel e apenas brevemente – por sinal nas páginas do Justiceiro. “Josh, Floriana e Giorgia são todos talentos notáveis e mal podemos esperar que a audiência veja o que temos guardado para eles na 2ª temporada de ‘O Justiceiro'”, disse Jeph Loeb, chefe da Marvel Television, em comunicado. A 1ª temporada encerrou o arco de vingança do personagem, introduzido em sua participação em “Demolidor”, e os próximos episódios devem lidar com uma trama diferente. Por isso, fora Jon Bernthal, intérprete do Justiceiro, nenhum integrante da temporada inaugural está garantido no novo ano, que ainda não tem previsão de estreia.
Netflix vai produzir sua primeira série árabe, um terror sobre o “gênio da lâmpada”
A Netflix prepara sua primeira série original árabe. Intitulada “Jinn”, a produção libanesa é um terror adolescente sobre um grupo de amigos que tem suas vidas ameaçadas quando um ser sobrenatural, o Jinn do título, aparece para eles na forma de um adolescente na antiga cidade de Petra. Suas amizades e romances jovens serão testados enquanto as trevas ameaçam destruir o mundo. “Jinn” é criação do roteirista Bassel Ghandour, produtor assistente do premiado “Guerra ao Terror” e escritor de “O Lobo do Deserto”, indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira em 2016. Com direção do cineasta libanês Mir-Jean Bou Chaaya (“Very Big Shot”), a série terá seis episódios e começa a ser gravada na Jordânia no final do ano, para um lançamento na Netflix de todo o mundo em 2019. Criaturas da mitologia islâmica, jinns – às vezes referidos como “gênios” – marcam presença na cultura popular desde as “Mil e Uma Noites”, de onde saiu a fábula clássica de Aladim e o gênio da lâmpada, várias vezes filmada por Hollywood. Mas os jinns não costumam ser retratados como seres benevolentes como o dublado por Robin Williams na animação da Disney de 1992. Eles são mais parecidos com as criaturas malévolas do filme de terror “O Mestre Dos Desejos” (1997). “É muito comum no Oriente Médio que as pessoas conheçam alguém que tenha uma história de jinns, por isso é bom levar isso e transformá-lo em uma aventura adolescente divertida e misteriosa que todos podem desfrutar”, disse Ghandour, em comunicado. “Em um aspecto mais amplo, acho ótimo que a Netflix invista na região, o que pode representar uma virada. Temos uma cultura narrativa muita rica e, finalmente, poderemos desfrutar de conteúdo árabe com a qualidade da Netflix”. Erik Barmack, diretor internacional de séries da Netflix, completou o comunicado, dizendo: “Estamos muito felizes em trabalhar com tal variedade de talentos para lançar nossa primeira série original árabe no Oriente Médio. Estamos extremamente entusiasmados por trazer esta história para um público global e para celebrar a juventude e a cultura árabes. Mal podemos esperar para compartilhar mais detalhes no final deste ano”. “Jinn” é, na verdade, o segundo projeto da Netflix no Oriente Médio, após produzir o show de comédia stand-up “Adel Karam: Live From Beirut”, que deverá ser lançado em 1º de março.
Chichezão sci-fi, The Cloverfield Paradox faz a Terra e a lógica desaparecerem
Lançado de surpresa (na noite do Super Bowl), numa estratégia até então inédita da Netflix, “The Cloverfield Paradox” é o terceiro capítulo da saga “Cloverfield”. Enquanto o primeiro era um típico filme de monstros, que se utilizou da estética “found footage” como forma de inovar a sua narrativa, o segundo, “Rua Cloverfield, 10”, foi um thriller claustrofóbico passado quase que inteiramente em um abrigo subterrâneo. Este terceiro se assemelha ao anterior na sua ambientação, trocando o abrigo por uma estação espacial, mas apresenta um tom não só diferente como bem mais convencional que os demais. Escrito por Oren Uziel (“Anjos da Lei 2”) e dirigido por Julius Onah (“The Girl Is in Trobule”), acompanha Hamilton (Gugu Mbatha-Raw) – única personagem que ganha algum tipo de desenvolvimento dramático e história prévia –, uma cientista que precisa lidar com o trauma da perda recente dos filhos, ao mesmo tempo em que a Terra sofre com o fim iminente das suas fontes de energia – o que inicia conflitos internacionais e a possibilidade de uma guerra. Convencida pelo marido Michael (Roger Davies), ela decide fazer parte da equipe de cientistas e astronautas que, a bordo de uma estação espacial, realizará um experimento com o intuito de gerar energia suficiente para alimentar todo o planeta. O experimento, porém, dá errado e a equipe passa a presenciar estranhos acontecimentos, ao passo que a população da Terra sofre as consequências dessa falha. As referências do texto de Uziel são claras e nem um pouco originais. De “Alien – O 8º Passageiro” (1979) ele tirou a cena em que o peito de John Hurt explode com o nascimento do alien. De “2010 – O Ano Em Que Faremos Contato” e “Projeto Filadélfia” (ambos de 1984) vieram, respectivamente, o conceito de tratar os astronautas como um microcosmo da nossa sociedade, refletindo lá em cima os conflitos que acontecem aqui embaixo, e a ideia da mulher fundida à fiação da estação. JJ Abrams, produtor do longa, construiu a sua carreira em cima da nostalgia, mas é inegável que o novo “Cloverfield” exagera e tropeça em alguns aspectos básicos da narrativa. Afinal, é bastante conveniente que alguém explique o problema do paradoxo do título poucos segundos antes de o tal paradoxo acontecer, o que se mostra uma estratégia preguiçosa para avançar a trama. Além disso, existem diversas incongruências grosseiras. Numa cena, é dito que são necessárias três pessoas para desacoplar uma parte da estação espacial – o velho truque do desacoplamento manual de toda sci-fi – , mas, quando chegam lá, duas ficam observando a terceira fazer todo o trabalho sozinha. Isso sem falar como é incrível a capacidade da estação em continuar funcionando após tantas explosões, perdas de energia e peças faltando. As incongruências são muitas e atrapalham, sim, mas, ao mesmo tempo em que chuta a lógica, o filme também diverte com suas situações absurdas, como a que envolve um braço com vida própria, personagens que surgem dentro das paredes, além do desaparecimento da própria Terra. É tudo tão bizarro que se torna impossível levar a trama a sério. O diretor Julius Onah parece ter ciência disso, ao imbuir as cenas de tensão com toques de humor (além de um pouco de humor involuntário). E ainda que avance em cima de clichês, consegue manter o ritmo da narrativa em meio às viradas na história, fazendo que só ao final o espectador perceba o quanto a subtrama do marido da protagonista foi perda de tempo, por exemplo. “The Cloverfield Paradox” não é tão bom quanto os anteriores, mas, ao menos, a ideia de construir uma franquia com personagens e tons completamente diferentes a cada lançamento mantém um aspecto criativo na obra. O fato de ser o clichezão de sci-fi espacial do trio, porém, não a torna nem mais nem menos memorável. Visto isoladamente, é mais do mesmo, descartável e esquecível como uma produção feita diretamente para DVD – que, neste século 21, sai direto em streaming.
Série sobre a guerra de Troia lidera audiência e vira polêmica racial no Reino Unido
A série “Troy: Fall of a City”, produção da BBC sobre a lendária Guerra da Troia, virou um dos assuntos mais comentados das redes sociais inglesas na última semana. A atração estreou em 1º lugar na audiência no sábado passado (17/2), com 3,2 milhões de telespectadores britânicos ao vivo, mas a repercussão foi muito maior na mídia e nas redes sociais, graças à escalação controversa de atores negros como intérpretes de heróis e deuses gregos. A grande repercussão foi consequência da escalação controversa de atores negros como intérpretes de heróis e deuses gregos. A decisão foi toma em nome da liberdade artística dos produtores, que optaram por anacronismo politicamente correto para retratar personagens descritos como brancos por Homero e retratados em afrescos, estátuas e até em moedas da Grécia antiga dessa forma. As mudanças mais significativas envolveram Aquiles, interpretado por David Gyasi (“Interestelar”), Eneias, vivido pelo “brasileiro” Alfred Enoch (“How To Get Away With Murder”), e até Zeus, maior deus dos gregos, representado por Hakeem Kae-Kazim (“Black Sails”) – jogando por terra inúmeras representações pictóricas do velhinho de barbas, roupas e pele claras, soltando raios nos pobres mortais. Como as escalações dizem mais respeito ao século 21 do que ao século 13 antes de Cristo, alegraram os defensores de uma agenda de inclusão, mas frustram quem esperava uma recriação mais fiel do épico de Homero, a ponto de gerar editoriais sobre o assunto. “Por que a nova série da BBC ‘Troy: Fall of a City’, passada há 1,2 mil anos antes de Cristo, sente a necessidade de nos doutrinar sobre raça e gênero?’, indagou uma manchete do tabloide The Sun. “Controvérsia espreita a escalação do mítico Aquiles com um ator negro no novo épico da BBC”, publicou o site Greek Hollywood Reporter. Os produtores defenderam as escalações em entrevista à revista Variety, afirmando que o “mundo dos mitos” permite “uma liberdade maravilhosa” de casting. “Diversidade está no coração do nosso casting e no coração do que a BBC e a Netflix querem. Isto só é controverso se as pessoas tentam criar uma controvérsia a partir disso”, afirmou Derek Wax, numa frase digna, como diriam os gregos, dos melhores sofistas. Comentários no Twitter lembram que os africanos não tem nenhuma relação com a mitologia grega ou com a história da Grécia antiga. Alguns se disseram “chocados” com a “tentativa da BBC de reescrever a História da Grécia”. Poderia se argumentar que pelo menos os troianos não eram europeus brancos, já que sua cidade ficava na Turquia. Mas a verdade é que até eles eram gregos. A região de Anatólia foi colonizada pelos gregos e pertencia à civilização helênica, compartilhando, inclusive, os mesmos deuses, como descreve o poema épico de Homero. Enquanto alguns se limitaram à discussão histórica, a polêmica também traz à tona argumentos francamente racistas. Nunca falta tampouco quem lembre situação oposta, um filme sobre o Pantera Negra estrelado por um ator branco. Entretanto, antes de “Pantera Negra” existiu “O Fantasma” (1996), herói branco de quadrinhos passados na África. A cultura e a sociedade simplesmente evoluem. Mas a polêmica não é realmente sobre os avanços do presente, mas a respeito do anacronismo representado pela ação afirmativa da escalação. Recriar o passado sob uma ótica politicamente correta pode, em seu extremo, levar à situação-limite de retratar o período da escravidão sem escravos negros. A abordagem inclusiva também falha em respeitar os povos e culturas originais, tendo efeito oposto ao esperado. Criador da série, David Farr defendeu sua opção dizendo que lidou com mitos e não com História factual para justificar suas decisões de elenco. “Ninguém sabe se a versão de Homero, que foi escrita 500 anos depois [da Guerra de Troia], é fiel aos fatos ou se é inteiramente mítica”, ele afirmou, referindo-se ao poema épico “A Ilíada”, de 3,2 mil anos atrás. É bom lembrar que o mesmo poderia ser dito sobre a Bíblia.
Edha: Trailer da primeira série argentina da Netflix revela suspense passado no mundo da moda
A Netflix divulgou o trailer completo de “Edha”, sua primeira série argentina, que revel ama trama de suspense passada no mundo da moda e do luxo de Buenos Aires. A trama gira em torno da personagem-título (vivida por Juana Viale, de “Manuel Espera”), uma famosa estilista que se aproxima de Teo (o espanhol Andrés Velencoso, de “Fim dos Tempos”), um modelo estrangeiro que se torna seu muso. A sintonia entre os dois inspira Edha a criar uma coleção para as passarelas e, durante o processo de criação, alguns segredos são revelados, dando um tom de suspense dramático para a série. Na verdade, Teo entrou nesse universo em busca do responsável pela morte da irmã, carbonizada no incêndio de uma fábrica clandestina de roupas para grifes de moda. Com 13 episódios, a série foi criada pelo cineasta Daniel Burman (“O Décimo Homem”) e estreia em 16 de março.
Drew Barrymore começa a se decompor nas fotos da 2ª temporada de Santa Clarita Diet
A Netflix divulgou oito fotos da 2ª temporada de “Santa Clarita Diet”, a série em que Drew Barrymore (“Juntos e Misturados”) vira zumbi. Criada por Victor Fresco (série “Better Off Ted”), a série também traz Timothy Olyphant (série “Justified”) como o marido de Barrymore, Liv Hewson (série “Dramaworld”) como a filha do casal e Skyler Gisondo (“Férias Frustradas”) como o nerd adolescente que os ajuda a lidar com a transformação da mãe suburbana numa morta-viva canibal. As imagens antecipadas mostram alguns dos desdobramentos surreais da situação da protagonista, além de alguns dos convidados dos próximos episódios, entre eles Gerald McRaney (série “House of Cards”), Joel McHale (série “Community”) e Zachary Knighton (“As Calouras”). A 2ª temporada estreia em 23 de março.
Richard Coyle viverá vilão sombrio da nova série da aprendiz de feiticeira Sabrina
O ator inglês Richard Coyle (séries “Hard Sun” e “The Collection”) entrou em “Chilling Adventures of Sabrina” no papel de um dos principais antagonistas da jovem aprendiz de feiticeira do título. Ele vai viver o Padre Blackwood, reitor da Academia das Artes Ocultas e sacerdote da Igreja da Noite, cujos objetivos sombrios o colocam em conflito direto com Sabrina e outros membros do conselho das bruxas. A produção que reinventa “Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira” como uma série de terror traz Kiernan Shipka (da série “Mad Men”) como a protagonista, Miranda Otto (“Flores Raras”, série “24: Legacy”) e Lucy Davis (a Etta Candy de “Mulher-Maravilha”) como suas tias Zelda e Hilda, Chance Perdomo (série “Midsummer Murders”) como o primo inglês Ambrose, Jaz Sinclair (série “The Vampire Diaries”) como a melhor amiga humana Rosalind Walker, e Michelle Gomez (série”Doctor Who”) como a professora/vilã Mary Wardell/Madame Satã. Seguindo o reboot realizado nos quadrinhos, a série tem o mesmo título da nova versão dark da personagem, que reimagina a origem e as aventuras da aprendiz de feiticeira como uma história de horror, ocultismo e, claro, feitiçaria. Bem diferente da comédia teen “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira” dos anos 1990, a protagonista lutará para reconciliar sua natureza dupla – meio bruxa, meio mortal – e contra as forças do mal que ameaçam sua família e o mundo em que os seres humanos habitam. O responsável pela produção é Roberto Aguirre-Sacasa, criador de “Riverdale” e editor da Archie Comics, que novamente trabalhará com o produtor Greg Berlanti e o diretor Lee Toland Krieger (que dirigiu o piloto de “Riverdale”). Originalmente, a bruxinha faria parte do mesmo universo de “Riverdale”, mas acabou indo para a Netflix, em vez da rede CW – porque a CW preferiu apostar num remake de “Charmed”. Assim, não está claro se as duas séries ainda terão ligação. De todo modo, a Netflix também exibe “Riverdale” no mercado internacional. A 1ª temporada terá 10 episódios e deve estrear no final de 2018.
Netflix fecha contrato para produção de quatro filmes dos irmãos Duplass
Os irmãos Jay e Mark Duplass, diretores-roteiristas de diversas comédias indies e criadores da série “Room 104”, da HBO, fecharam um contrato com a Netflix para desenvolver quatro filmes. Em comunicado, os irmãos se pronunciaram sobre o contrato. “Acontece que quando você faz filmes para a Netflix, milhões de pessoas do mundo todo os assistem, o que não é algo ruim para um diretor independente. Pela forma como a Netflix continua a crescer e desenvolver novas maneiras de alcançar os espectadores, nós não poderíamos estar mais entusiasmados com nossa parceria.” O primeiro projeto é um longa sobre a amizade de dois homens de meia idade, vividos por Mark Duplass e Ray Romano (série “Everybody Loves Raymond”), que deve chegar na plataforma ainda em 2018. Detalhes das outras produções ainda não foram revelados. A contratação reforça a iniciativa da Netflix de virar um estúdio de cinema, que desenvolve seus próprios projetos desde o início em parceria com produtores contratados, em vez de uma distribuidora de filmes prontos, adquiridos em festivais. Sintoma disso, o total de filmes adquiridos pela plataforma durante o último Festival de Sundance foi: zero. Apenas um mês depois do evento, a Netflix comprou os direitos de uma animação exibida no evento.












