Netflix anuncia A Facção, nova série brasileira sobre o crime organizado
A Netflix anunciou nesta quarta-feira (11/7) que vai produzir mais uma série original brasileira: “A Facção”, sobre o universo do crime organizado no país. Com oito episódios e estreia prevista para 2019, a produção vai se passar em São Paulo durante os anos 1990 – época em que PCC (Primeiro Comando da Capital) foi fundado nos presídios paulistas. Diz a sinopse: “O thriller irá seguir a história de Cristina, uma advogada honesta e dedicada, que descobre que seu irmão desaparecido há anos está preso e é líder de uma ascendente facção criminosa. Coagida pela polícia, ela é obrigada a se tornar informante e trabalhar contra o próprio irmão. Mas conforme se infiltra na facção, começa a questionar os próprios valores sobre a lei e a justiça, e entra em contato com um lado sombrio de si mesma que não imaginava ter”. “A Facção” foi criada pelo cineasta Pedro Morelli (“Zoom”, “Entre Nós”), que vai assinar a direção dos episódios, com produção da O2 Filmes, a produtora do diretor Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”). “Estamos muito animados em produzir para a Netflix essa série temática tão relevante. Em um país em que as pessoas praticamente se acostumaram a conviver com níveis aterrorizantes de violência, ‘A Facção’ aborda a contraditória realidade brasileira, procurando entender melhor a origem do problema”, disse Morelli em comunicado oficial. Erik Barmack, Vice-presidente de Conteúdo Original Internacional da Netflix, deu alguns outros detalhes da série em declaração sobre o projeto: “O que nos guiou até ‘A Facção’ é que, através da perspectiva de Cristina, a série convida o público a explorar o universo inóspito do sistema penitenciário de São Paulo dos anos 1990 com um dramático suspense. A trajetória de Cristina de empoderamento e corrupção é entrelaçada com as práticas da facção”. “A Facção” será a 9ª série brasileira da Netflix, após as já exibidas “3%”, “O Mecanismo” e “Samantha!”, e as anunciadas “Sintonia”, “Coisa Mais Linda”, “Cidades Invisíveis”, “Ninguém Tá Olhando” e a animação “Super Drags”.
Sierra Burgess É uma Loser: Trailer legendado revela Cyrano de Bergerac da geração Netflix
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de mais uma comédia romântica adolescente. “Sierra Burgess É uma Loser” traz a atriz Shannon Purser, que ficou conhecida como a Barb de “Stranger Things”, no papel-título, novamente às voltas com as angústias do colegial. Na prévia, ela se assume como uma garota “excluída” que sofre bullying por não caber nos manequins das bonitinhas. Mas o acaso faz com que comece a se corresponder por mensagens de texto e ligações telefônicas com o bonitão atlético da escola (Noah Centineo, de “The Fosters”) por quem é apaixonada. Quando ele pressupõe que a jovem é na verdade a popular líder de torcida Veronica (Kristine Forseth, de “O Rebelde no Campo do Centeio”), principal atormentadora de Sierra, ela decide fazer com pacto com a rival, convencendo-a a emprestar sua cara a uma farsa elaborada para se aproximar do rapaz. Logicamente, isso só vai tornar as coisas mais complicadas. Afinal, se a trama parece muito, mas muito conhecida, é porque se trata de uma apropriação da premissa de “Cyrano de Bergerac”, o clássico teatral do dramaturgo francês Edmond Rostand, em que um homem deformado, porém eloquente e romântico, pedia ajuda a um bonitão para conquistar a garota de seus sonhos. A história é basicamente a mesma, com a troca da idade, do sexo e da época dos protagonistas. Saem as longas cartas românticas, entram emojis. Saem os encontros furtivos nas sombras, entram os facetimes. Mas a diferença nos fatores não altera o produto. O elenco ainda inclui uma homenagem aos filmes de adolescentes dos anos 1980, com a escalação de Alan Ruck (o melhor amigo de Ferris Bueller em “Curtindo a Vida Adoidado”) e Lea Thompson (a namorada de Marty McFly em “De Volta Para o Futuro”) como os pais da protagonista. O roteiro é de Lindsey Beer (do vindouro “Mundo em Caos”) e a direção ficou a cargo do estreante em longas Ian Samuels (do curta premiado em Sundance “Myrna the Monster”). A estreia de “Sierra Burgess É uma Loser” está marcada para 7 de setembro na plataforma de streaming.
Extinção: Ator de Homem-Formiga enfrenta invasão alienígena em trailer de sci-fi da Netflix
A Netflix divulgou pôster, fotos e o primeiro trailer legendado da sci-fi “Extinção” (Extinction), que traz o ator Michael Peña num papel bem diferente do que ele interpreta nos filmes do “Homem-Formiga”. Na prévia, Peña vive um trabalhador atordoado por pesadelos de morte e destruição, o que leva sua mulher (Lizzy Caplan, de “Truque de Mestre 2”) a insistir para que ele procure ajuda psicológica. Até que invasores alienígenas descem do espaço, revelando que os pesadelos eram na verdade premonições. E as visões do protagonista se tornam a única chance de sobrevivência para sua família. O que parece um mashup de “Premonição” (2000) e “Skyline – A Invasão” (2010) tem roteiro final de Eric Heisserer (indicado ao Oscar por “A Chegada”), direção de Ben Young (“Predadores do Amor”) e ainda inclui no elenco Mike Colter (série “Luke Cage”), Emma Booth (série “Glitch”), Israel Broussard (“A Morte te Dá Parabéns”), Tom Riley (série “Da Vinci’s Demons”) e a menina Lilly Aspell (a versão criança da “Mulher-Maravilha”). “Extinção” chega à Netflix no dia 27 de julho.
Ben Affleck e Anne Hathaway vão estrelar thriller político da Netflix
Os atores Ben Affleck (“Liga da Justiça”) e Anne Hathaway (“Interestelar”) vão contracenar pela primeira vez em “The Last Thing He Wanted”, novo filme da diretora Dee Rees (“Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi”) com produção da Netflix. Trata-se de um thriller baseado no livro homônimo de Joan Didion, que gira em torno de uma jornalista política (Hathaway). Ela abandona a cobertura de uma campanha presidencial para ir ajudar o pai em um acordo de negócios que se releva cada vez mais sórdido e perigoso. O detalhe é que o negócio do pai é comercialização de armas e a trama se passa na época do escândalo Irã-Contras, no qual figuras chave da CIA facilitaram o tráfico de armas para o Irã, que estava sujeito a um embargo internacional de armamento, para assegurar a libertação de reféns e para financiar os Contras (guerrilheiros de direita) nicaraguenses. O elenco também incluirá Willem Dafoe (“O Amigo Hindu”), Toby Jones (“Jurassic World: Reino Ameaçado”) e Rosie Perez (série “Rise”) “The Last Thing He Wanted” já está sendo filmado em Porto Rico e deve ser lançado em 2019.
Netflix testa assinatura mais cara e diminui capacidade de planos existentes
A Netflix incluiu o mercado brasileiro em seu teste de um novo plano mais caro do que os existem atualmente. Ele é chamado Ultra e se posiciona acima do Premium, que era o mais caro disponível. A empresa oferece duas opções diferentes de preços para o novo plano: R$ 45,90 e R$ 53,90. A diferença visa descobrir o quanto os usuários estariam dispostos a pagar por melhorias no streaming. No Ultra, os clientes teriam acesso a filmes e séries em resolução 4K com suporte para HDR, uma tecnologia presente nas TVs mais recentes que melhora brilho e contraste das imagens. E para tornar o plano ainda mais atrativo, a Netflix está “piorando” o que já oferece. A assinatura Premium, que já oferece resolução 4k e hoje sai por R$ 37,90 ao mês, passaria a permitir a reprodução simultânea de apenas duas telas, em vez das quatro que são oferecidas atualmente. Assim, quem quiser acessar Netflix por quatro dispositivos, precisará assinar o Ultra. Para aumentar ainda mais diferença, o pacote básico, cujo valor é de R$ 27,90, também sofrerá deterioração, passando a incluir apenas uma transmissão por vez, e não mais duas. Como trata-se de um teste, é possível que a nova política de preços não seja efetivamente aplicada ao mercado. A empresa constantemente realiza testes desse tipo que podem ou não se tornarem realidade, dependendo dos resultados. Em comunicado, a empresa afirmou: “Nós testamos continuamente novas coisas na Netflix e esses testes normalmente variam em duração. Nesse caso, estamos testando preços e recursos ligeiramente diferentes para entender melhor como os consumidores valorizam a Netflix. Nem todo mundo vai ver esse teste e talvez não possamos oferecer os preços ou recursos específicos contemplados”.
Ghoul: Série de terror indiana da Netflix ganha trailer demoníaco
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Ghoul – Trama Demoníaca”, sua segunda série indiana. Trata-se de um terror sobrenatural, que mistura terrorismo e possessão demoníaca. A prévia revela como um interrogatório acaba dando terrivelmente errado, prendendo soldados com um demônio no interior de uma instalação militar. A 1ª temporada de “Ghoul” terá apenas três episódios, todos escritos e dirigidos por Patrick Graham (criador da série indiana “Phir Se”). A produção é do estúdio Blumhouse, responsável pelos sucessos de terror “Fragmentado” e “Corra!”, e é estrelada por astros indianos como Radhika Apte (de “Jogos Sagrados”, a primeira série indiana da plataforma) e Manav Kaul (“Maroon”). “Ghoul” é a mais recente aposta internacional da Netflix, após sucesso com produções alemãs (“Dark”), espanholas (“La Casa de Papel”), mexicanas (“Club de Cuervos”), francesas (“Marseille”), brasileiras (“O Mecanismo”) e dinamarquesas (“The Rain”). Todos os episódios serão disponibilizados em 24 de agosto.
Versão animada do clássico Caninos Brancos ganha trailer
A Netflix divulgou o trailer de “White Fang”, versão animada do clássico literário “Caninos Brancos”, de Jack London. Produção francesa dirigida por Alexandre Espigares, que venceu o Oscar de Melhor Curta Animado por “Mr Hublot” (2013), o filme conta a famosa história do lobo mestiço que conhece a amizade e o ódio dos humanos ao longo de sua existência, durante a Corrida do Ouro no Alasca, ao final do século 19. Sofrendo mil tormentos, o animal aprende que para sobreviver é preciso adaptar-se sempre e sempre. O filme teve première no Festival de Sundance 2018 e foi disponibilizado em streaming no fim de semana nos EUA. Entretanto, ainda não está disponível na Netflix do Brasil.
Robin Wright aborda pela primeira vez o escândalo sexual de seu colega de House of Cards
Robin Wright começou a divulgação da 6ª e última temporada de “House of Cards”, tendo que abordar um assunto inevitável em sua primeira entrevista sobre a volta da série: as denúncias de assédio sexual contra seu antigo colega Kevin Spacey, intérprete de seu marido na atração da Netflix. Questionada pela jornalista Savannah Guthrie do programa “Today” sobre possíveis sinais que indicariam o comportamento inadequado do ator, ela afirmou que seu relacionamento se limitava ao trabalho. Na última temporada, a personagem da atriz, Claire Underwood, assumirá o lugar do personagem de Spacey, Frank Underwood, como protagonista da série – e presidente dos Estados Unidos na trama fictícia. E ela já discursa de forma presidencial, ao repetir o que ex-presidentes costumam dizer diante de escândalos: “eu não sabia”. “Nós éramos colegas de trabalho”, falou a atriz. “Nós nunca socializamos fora do trabalho. Era uma relação respeitosa e profissional. Ele foi incrível comigo. Ele nunca foi desrespeitoso comigo. Então, essa é a minha experiência pessoal. É a única coisa que eu sinto que eu tenho direito de dizer a respeito”, afirmou. A atriz reforçou ainda que não conhecia Kevin Spacey fora do set. “Kevin e eu nos conhecíamos entre o ‘ação!’ e o ‘corta!’ e entre as preparações de cena, quando dávamos risadinhas. Não conhecia o homem. Conhecia o incrível ator que ele é”, ela afirmou. “Eu acho que todas ficamos surpresos, é claro, e muito tristes”, disse, sobre o momento em que as denúncias vieram à tona. “Nós avançamos e ficamos muito agradecidas por termos conseguido terminar a série como planejado”. Ela falou também reforçou seu apoio ao movimento #MeToo, que combate o assédio sexual em Hollywood. “Eu não me importo quem é. A questão é sobre poder. E uma vez que você tem poder sobre uma pessoa, essa pessoa fica vulnerável. O último ano nos mostrou um novo caminho que nos permitiu iniciar uma nova conversa. Então, nós precisamos mudar o paradigma”. Kevin Spacey caiu em desgraça e foi demitido da série após uma denúncia do colega Anthony Rapp (série “Star Trek: Discovery”) e de atores que trabalharam no teatro Old Vic, de Londres, quando ele dirigiu o estabelecimento, definido como ambiente tóxico, graças aos assédios do ator. Isto encorajou pelo menos oito pessoas da produção de “House of Cards”, segundo reportagem do canal de notícias CNN, a revelarem assédio e abuso sexual de Spacey nos bastidores da produção premiada. Diante disso, houve a decisão de cancelar a série, mas após negociações ficou estabelecido que ela teria uma última temporada, com Robin Wright à frente do elenco. A temporada final, porém, será reduzida, com apenas oito capítulos, cinco a menos que nas temporadas anteriores. Ainda não há data para o retorno da série. Veja abaixo um vídeo da entrevista de Robin Wright ao programa “Today”, da rede americana NBC.
Trailer da 6ª temporada de Orange Is The New Black mostra protagonistas em prisão de segurança máxima
A Netflix divulgou as primeiras imagens e o primeiro trailer da 6ª temporada de “Orange Is The New Black”. As imagens mostram seis protagonistas trancafiadas e segurando cartazes que foram a palavra “trailer”. Já o vídeo acaba de vez com a dúvida sobre se a série é drama ou comédia, ao mostrar a vida das presidiárias na nova prisão de segurança máxima. Não faltam lágrimas. Após a rebelião ocorrida na 5ª temporada, 10 prisioneiras foram apontadas como líderes e encaminhadas para segurança máxima: Piper (Taylor Schilling), Taystee (Danielle Brooks), Red (Kate Mulgrew), Suzanne (Uzo Aduba), Nicky (Natasha Lyonne), Cindy (Adrienne C. Moore), Gloria (Selenis Leyva), Blanca (Laura Gomez) e Frieda (Dale Soules) aparecem no trailer. Alex (Laura Prepon) também foi transferida, mas não aparece no vídeo, embora seja possível ver Piper perguntando por ela. A sinopse divulgada pela Netflix informa que as mulheres de Litchfield vão testar suas amizades e novas alianças serão formadas na “nova casa”. A 6ª temporada estreia no dia 27 de julho.
Netflix pretende gastar US$ 13 bilhões em conteúdo, mais que qualquer estúdio ou TV dos EUA em 2018
A Netflix deve gastar até US$ 13 bilhões em programação original ao longo de 2018. Os números impressionantes, que ultrapassam muito os gastos dos maiores estúdios e as principais redes de TV dos Estados Unidos, foram revelados por uma reportagem da revista inglesa The Economist. Os valores são quase o dobro do originalmente anunciado – entre US$ 7 e $8 bilhões – em outubro passado. Na ocasião, já eram números atordoantes, que deixavam na sombra os US$ 4 bilhões previstos pela Amazon para investimento em conteúdo original e o US$ 1 bilhão que a Apple usaria para dar início à produção de séries para seu serviço de streaming. Segundo a publicação, a Netflix pretende gastar este montante em 82 filmes e até 700 programas televisivos – entre séries originais e licenciadas – e especiais de humor e jornalísticos. Este material inclui atrações produzidas em 21 países diferentes. Só os 82 filmes que a Netflix pretende lançar em 2018 equivalem a mais estreias que os grandes estúdios programaram para este ano – todos juntos. Como comparação, o estúdio com mais estreias previstas, a Warner, levará 22 filmes aos cinemas norte-americanos até o fim do ano. A Disney, por sua vez, terá só 10 lançamentos – incluindo títulos da Marvel, Pixar e Lucasfilm. O objetivo da empresa é se preparar para enfrentar a saída anunciada da Disney em 2019 e potencialmente de outros estúdios de seu catálogo, como já fez a Fox, produzindo material suficiente para manter o público disposto a manter suas assinaturas. E de preferência, claro, obter novos assinantes interessados em sua oferta avassaladora de conteúdo original e exclusivo.
Diretor argentino defende-se da acusação de fazer pornografia infantil para a Netflix
Incluído no catálogo da Netflix, o suspense sexual argentino “Desejarás o Noivo da Sua Irmã” precisou ser defendido por seu diretor, após causar polêmica entre o público conservador dos Estados Unidos. Alguns espectadores acusaram a produção de veicular pornografia infantil, por conta de sua primeira cena. A sequência que provocou reações envolve uma adolescente experimentando um orgasmo de forma inconsciente, depois de assistir a um filme de cowboy de John Ford com uma amiga e usar uma almofada entre as pernas para fingir andar a cavalo – o que vira um ato de masturbação. Sua irmã, que observou a “brincadeira”, interpreta que ela simplesmente “passou mal”. A comentarista conservadora Megan Fox escreveu um post no blog da PJ Media dizendo que ela havia reportado a Netflix ao Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas. “A Netflix está violando a lei com a distribuição de pornografia infantil, porque a criança em questão está claramente envolvida no ato sexual da masturbação”, escreveu ela, “e isso excede o requisito mínimo de ser meramente sugestivo”. Os grupos de pressão conservadores têm usado as redes sociais para pedir à Netflix que tire o filme de seu catálogo e ameaçando boicotar o serviço de streaming caso isso não aconteça. Diante da polêmica, o diretor Diego Kaplan divulgou um comunicado defendendo seu suspense e contestando a categorização. Ele ainda disse ao site Indiewire que as filmagens das cenas foram feitas “sob a cuidadosa vigilância das mães das meninas” e nenhuma das garotas estava ciente do que elas estavam representando. Elas foram apenas orientadas a imitar o caubói. E há filmagens dos bastidores para comprovar. Para completar, a garota está vestida durante toda a cena e a insinuação do orgasmo é obtida por meio de artifícios como câmera lenta e closes no rosto ofegante da garotinha. Para ele, a polêmica está apenas na cabeça de certos espectadores, que veem o que querem ver, dependendo do “seu nível de depravação” – palavras do diretor. O filme foi lançado na Argentina em 2017, sob o título original “Desearás Al Hombre de Tu Hermana”, e chegou ao catálogo internacional da Netflix em dezembro, com classificação indicativa de 18 anos. Como de costume, a companhia não se posicionou sobre a controvérsia. Esta não é a primeira vez que a Netflix sofre ataques de grupos conservadores. Outros militantes norte-americanos da moral e dos bons costumes fizeram a mesma ameaça de boicote contra o serviço por causa da série “13 Reasons Why” e até a animação brasileira, ainda inédita, “Super Drags”. A plataforma também enfrentou grupos políticos em vários países por conta de sua programação internacional, como petistas que apelaram ao mesmo pedido de boicote da direita por conta da série “O Mecanismo”. Em todos os casos, a Netflix capitalizou as polêmicas como propagandas de seus produtos e aumentou ainda mais sua audiência, sem ceder às pressões. Confira abaixo a íntegra do comunicado do diretor Diego Kaplan: “‘Desejarás o Noivo da Sua Irmã’ é um filme. Quando você vê um tubarão devorando uma mulher em um filme, ninguém pensa que a mulher realmente morreu ou que o tubarão era real. Nós trabalhamos com um mundo de ficção; e, para mim, antes de ser um diretor, eu sou um pai. É claro que a cena do filme foi gravada usando um truque, no qual as meninas estavam copiando uma cena de caubói de um filme de John Ford. Elas nunca entenderam o que estavam fazendo, elas simplesmente copiaram o que viram na tela. Nenhum adulto interagiu com as meninas além do diretor de atuação infantil. Tudo foi feito sob a vigilância cuidadosa das mães das meninas. Como eu sabia que a cena poderia causar certa polêmica, existe uma gravação dos bastidores da filmagem de toda a cena. Tudo acontece dentro da cabeça do espectador, e como você acha que a cena foi filmada vai depender do seu nível de depravação.”
Netflix renova Aggretsuko para a 2ª temporada
A Netflix anunciou a renovação da série animada japonesa “Aggretsuko”, com a divulgação de um vídeo que pode ser visto abaixo. O anime é estrelado por uma simpática panda vermelha de 25 anos chamada Retsuko, que tem um trabalho burocrático de estagiária durante o dia, mas à noite se transforma numa estrela de karaokê, soltando vômito pelas entranhas como cantora endemoniada de death metal – quando vira Aggretsuko, a versão agressiva de Retsuko. Sua criadora, conhecida apenas como Yeti, descreveu a personagem para a rede CNN como a “irmã metaleira, cervejeira e raivosa da Hello Kitty”. A artista desenvolveu o design de Aggretsuko para a empresa Sanrio, especializada em produtos voltados para a subcultura kawaii (fofa) japonesa, que tem justamente em Hello Kitty seu maior sucesso. “Aggretsuko” foi concebida para representar uma parcela da população japonesa que sofre com o excesso de trabalho. “Observamos os trabalhadores do Japão e sentimos gritos vindos do coração. O ambiente de trabalho no Japão virou um problema e muita gente lida com o estresse”, explicaram os produtores pelo desenho, em entrevista à rede BBC. A série animada foi lançada em abril na Netflix e volta com novos episódios em 2019.
Lily James se apaixona por desconhecido em trailer de romance de época britânico
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society”, drama romântico britânico estrelado por Lily James (“Em Ritmo de Fuga”). Baseado no best-seller homônimo, a história começa em janeiro de 1946, quando a escritora Juliet Ashton (Lily James), em busca de inspiração, passa a se corresponder com um homem que ela nunca conheceu pessoalmente, um morador da ilha de Guernsey, localizada no Canal da Mancha, um dos poucos territórios britânicos que chegou a ser invadido pelos nazistas, e decide escrever sobre as experiências dos habitantes locais na 2ª Guerra Mundial. Para isso, Juliet resolve ir até a pequena comunidade dos ilhéus, onde descobre que seu correspondente desconhecido é um rapaz jovem e belo (vivido por Michiel Huisman, da série “Game of Thrones”). Entretanto, essa atração coloca sua vida do avesso, já que ela está de casamento marcado. O filme tem roteiro final de Kevin Hood (“Amor e Inocência”), direção do veterano Mike Newell (“Harry Potter e o Cálice de Fogo”) e um elenco com Matthew Goode (série “The Crown”), Jessica Brown Findlay (série “Downton Abbey”), Glen Powell (“Estrelas Além do Tempo”), Tom Courtenay (“45 Anos”), Katherine Parkinson (série “Humans”) e Penelope Wilton (“O Exótico Hotel Marigold”). Já exibido nos cinemas britânicos em abril, tem 79% de aprovação no Rotten Tomatoes e chega ao streaming em 10 de agosto.












