Larissa Manoela e Thati Lopes se juntam em comédia da Netflix
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Diários de Intercâmbio”, sua segunda comédia com Larissa Manoela (após o debut com “Modo Avião” no ano passado). Roteiro e direção são de um especialista em comédias teen brasileiras: Bruno Garotti, que assinou “Cinderela Pop” e “Tudo por um Pop Star” (estrelados por outra ex-“Carrossel”, Maisa). Mas desta vez a temática é um pouco mais adulta. E conta com um diferencial: Thati Lopes (“Socorro, Virei uma Garota!”) e seu maravilhoso humor ácido, que até no cabelo azul contrasta com a colega de roupa cor-de-rosa. Larissa e Thati vivem melhores amigas que embarcam numa viagem de intercâmbio para os EUA, onde enfrentam vários problemas de adaptação, além da falta de habilidade para trabalhar como babás, mas também as possibilidades de uma típica comédia romântica (heterossexual) hollywoodiana. O elenco inclui Bruno Montaleone (“O Outro Lado do Paraíso”), David Sherrod (“The Deuce”) e Emanuelle Araújo (“Samantha!”). E a estreia está marcada para 18 de agosto.
Séries online: “Eu Nunca…” e as melhores maratonas do fim de semana
Os destaques deste fim de semana são comédias, que garantem maratonas divertidas. Há duas novidades, mas o ponto alto é a volta de “Eu Nunca…” com episódios mais engraçados que a 1ª temporada. A série inspirada na juventude de Mindy Kaling (“Project Mindy”) se supera nos novos capítulos ao explorar as situações inadequadas em que a alter-ego da comediante, Devi (Maitreyi Ramakrishnan), se mete ao decidir ter dois namorados simultâneos sem que eles ou sua família tradicional indiana desconfiem. A estreante “Young Rock” também é baseada na juventude de um astro conhecido, ninguém menos que Dwayne “The Rock” Johnson. A atração apresenta três fases diferentes de sua vida, acompanhando a infância em uma família envolvida com o circuito de luta-livre profissional, a puberdade passada entre diversas escolas e o início da maturidade como jogador de futebol americano na Universidade de Miami – décadas antes de ele virar um astro de Hollywood. A relação com o pai lutador e a convivência com veteranos do esporte rendem as melhores piadas. A terceira comédia é uma produção mais elaborada. “Schmigadoon!” acompanha um casal em crise que vai parar, durante uma caminhada na floresta, num lugar mágico em que todos cantam, dançam e agem como se estivessem num musical clássico. O detalhe é que, uma vez que chegam lá, não conseguem mais escapar daquele vilarejo onde a felicidade é uma obrigação. A produção é a primeira série da dupla Cinco Paul e Ken Daurio, roteiristas de “Meu Malvado Favorito” (2010) e “Pets: A Vida Secreta dos Bichos” (2016). Os lançamentos ainda oferecem a 2ª temporada da série medieval espanhola “El Cid”, indicada para quem anda com saudade das batalhas históricas de “Vikings”, a estreia (no domingo) de mais uma série criminal derivada de “Power” e a despedida de duas adaptações de quadrinhos, “Raio Negro” (Black Lightning) e “Van Helsing”, que chegam a seus episódios finais. Confira abaixo a seleção (com os trailers) das 10 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. Eu Nunca… | EUA | 2ª Temporada (Netflix) Young Rock | EUA | 1ª Temporada (HBO Max) Schmigadoon! | EUA | 1ª Temporada (Apple TV+) El Cid | Espanha | 2ª Temporada (Amazon Prime Video) Power Book III – Raising Kanan | EUA | 1ª Temporada (Starzplay) FBI: Os Mais Procurados | EUA | 2ª Temporada (Globoplay) Biohackers | Alemanha | 2ª Temporada (Netflix) Beastars – O Lobo Bom | Japão | 2ª Temporada (Netflix) Raio Negro | EUA | 4ª Temporada (Netflix) Van Helsing | EUA | 5ª Temporada (Netflix)
Filmes online: Final de “Rua do Medo” e as estreias do cinema em casa
O desfecho da trilogia “Rua do Medo” é o grande destaque do cinema em casa deste fim de semana. O formato do lançamento, com filmes disponibilizados ao longo de três sextas consecutivas, representa uma nova ruptura da Netflix no negócio cinematográfico. Em vez de esperar um ano pelo próximo capítulo, como nas produções da Marvel, o público teve que aguardar pouquíssimo tempo para ter as respostas sugeridas pela trama. A própria estrutura narrativa, com “rewind” a cada filme para explorar diferentes épocas, foi outro exemplo de criatividade. A partir de situações da coleção literária de mesmo nome escrita por R.L. Stine, o “Stephen King da literatura infanto-juvenil”, a cineasta Leigh Janiak (do terror “Honeymoon”) reinventou o gênero do terror adolescente conectando velhos clichês, como o psicopata mascarado de acampamento de férias à beira de um lago, para transformar ícones conhecidos em ponto de partida para o inesperado, incluindo possessões e bruxaria. O melhor é que a história completa veio à tona em sessões de qualidade progressiva. Se o primeiro título, “Rua do Medo: 1994”, teve 83% de aprovação no Rotten Tomatoes, uma cotação muito boa, o segundo, “Rua do Medo: 1978” atingiu 89% e o desfecho, “Rua do Medo: 1666”, chega ao streaming com impressionantes 92% de críticas positivas. É outro clichê, mas é verdade: trata-se de um filme melhor que o outro. Quem ainda quiser continuar no gênero pode se arriscar em outra opção da semana: “Iniciação”, mais um terror com psicopata mascarado acima da média – mas bem abaixo da realização da Netflix. Entre os títulos comerciais, há ainda um suspense de serial killer com grande elenco – “Pequenos Vestígios” reúne três vencedores do Oscar: Denzel Washington (“Dia de Treinamento”), Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”) e Jared Leto (“Clube de Compra Dallas”) – e um besteirol brasileiro de tema sobrenatural – “Missão Cupido” é quase uma sátira da obra literária de Neil Gaiman com humor escrachado nacional. A curiosidade ainda sugere a improvável sci-fi uruguaia “Olhos Cinzentos” e sua convincente atmosfera pós-apocalíptica. Entre os destaques cinéfilos que completam a seleção, nenhum é mais premiado que “Linha Tênue”, do russo Boris Khlebnikov, que venceu nada menos que 28 troféus internacionais em festivais como Karlovy Vary, Trieste e Sochi, além do Nika (o Oscar russo) de Melhor Filme. Confira abaixo a seleção (com os trailers) das 10 melhores opções de filmes disponibilizadas nas plataformas digitais nesta semana. Rua do Medo: 1666 | EUA | Terror (Netflix) Iniciação | EUA | Terror (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Pequenos Vestígios | EUA | Suspense (Apple TV, Google Play, HBO Max, YouTube Filmes) Missão Cupido | Brasil | Comédia (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Olhos Cinzentos | Uruguai | Sci-Fi (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play) Shock Wave 2 | China | Ação (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Linha Tênue | Rússia | Drama (NOW) Mães de Verdade | Japão | Drama (Apple TV, Google Play, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Aviva | EUA | Musical (Apple TV, Google Play, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Medo de Amar | Reino Unido | Drama (Apple TV, Google Play, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes)
Netflix celebra cinco anos de “Stranger Things” com fotos do elenco
A Netflix comemorou os cinco anos de “Stranger Things”, completados nesta quinta (15/7), com a divulgação de fotos do elenco mais jovem da atração. Um post publicado nas redes sociais da plataforma trouxe imagens da 1ª temporada e do visual atual dos atores, permitindo comparar como eles mudaram com a passagem do tempo. Apesar de ter cinco anos, a série só lançou três temporadas até agora. Por conta da pandemia, as gravações da 4ª temporada tiveram que ser interrompidas, atrasando a estreia dos novos episódios e ainda não há previsão de estreia para os próximos capítulos. Hoje Stranger Things completa 5 anos, eu tô muito nostálgica! A série já entrou em 196 milhões de lares no mundo todo e é aquele ditado: o que o Demogorgon uniu, ninguém pode separar. pic.twitter.com/MBMbg4ggCD — netflixbrasil (@NetflixBrasil) July 15, 2021
Teaser de “The Witcher: Lenda do Lobo” mostra mentor de Geralt de Rívia
A Netflix divulgou um novo teaser de “The Witcher: Lenda do Lobo” (Nightmare of The Wolf), série animada derivada de “The Witcher”. A prévia apresenta o visual de Vesemir, mentor de Geralt de Rívia (vivido por Henry Cavill na série live-action), no começo de sua própria jornada como um bruxo. A série vai contar a história de Vesemir, dublado por Theo James (“Divergente”) na versão em inglês do desenho, que enfrenta monstros por moedas, mas é assombrado por seu próprio passado. O roteiro é assinado por Beau DeMayo (“The Originals”), a animação vem do Studio Mir (“Avatar: A Lenda de Korra”) e a produção está a cargo de Lauren Schmidt Hissrich, showrunner de “The Witcher”. A estreia está marcada para 23 de agosto.
Netflix pretende oferecer games para assinantes
A Netflix planeja começar a oferecer games em sua plataforma a partir de 2022. Para isso, anunciou a contratação de Mike Verdu, ex-executivo da produtora de games EA (de títulos como FIFA e Apex) como presidente de desenvolvimento da nova divisão de games da plataforma. A empresa ainda não revelou se pretende criar títulos próprios ou oferecer games de terceiros. Nesse segundo caso, ela vai disputar mercado com a Microsoft, que, neste ano, colocou o Game Pass e o Xbox Cloud Streaming como pontos centrais de sua estratégia de crescimento – tentando criar o que muitos analistas chamaram, justamente, de “a Netflix dos games”. O novo serviço deve ser incluído dentro do pacote atual de assinaturas – ou seja, um único login e um único pagamento mensal darão acesso não apenas a filmes e séries, mas também a jogos. A ampliação dos negócios da empresa já tinha sido revelado em maio, quando a Netflix anunciou que buscava um executivo para a vaga que foi preenchida por Verdu. Anteriormente, a Netflix já havia se arriscado com o lançamento de programas interativos que tiveram boa repercussão, iniciando com o episódio “Bandersnatch”, da série “Black Mirror” em 2018. Além disso, também encomendou um game tradicional baseado na 3ª temporada de “Stranger Things”. A iniciativa da Microsoft pode ter chamado atenção para um filão ainda pouco explorado, que para a Netflix poderia suprir o esvaziamento constante e cada vez maior de seu catálogo, após o lançamento de plataformas rivais de streaming criadas pelos principais estúdios produtores de conteúdo de Hollywood.
Meghan Markle anuncia série animada para a Netflix
A atriz e duquesa Meghan Markle está desenvolvendo sua primeira série animada, que ela irá produzir em parceria com David Furnish, o marido de Elton John. Chamada “Pearl” (pérola), a atração vai girar em torno das aventuras de uma garota de 12 anos que é inspirada por mulheres influentes da História. A série está atualmente em fase de desenvolvimento para a Netflix, onde a atriz e seu marido, o Príncipe Harry, têm um contrato de produção. Markle deu mais detalhes do projeto nas redes sociais de sua produtora, a Archewell. “Como muitas meninas de sua idade, nossa heroína Pearl está numa jornada de autodescoberta enquanto tenta passar pelos desafios diários da vida. Estou muito entusiasmada que a Archewell Productions, em parceria com a poderosa plataforma da Netflix, e esses produtores incríveis, irão trazer juntos esta série animada, que celebra mulheres extraordinárias pela história. David Furnish e eu estamos ansiosos para trazer esta série especial à luz, e eu estou encantada de poder anunciar isso hoje”, escreveu. Além de Markle e Furnish, a série terá produção de Carolyn Soper (“Enrolados”) e dos vencedores do Emmy Liz Garbus (“What Happened, Miss Simone?”) e Dan Cogan (“Ícaro”). Para completar, Amanda Rynda (“The Loud House”) está a bordo como showrunner. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Archewell by Harry and Meghan (@archewell_hm)
Maisa anuncia fim das gravações de sua primeira série na Netflix
A atriz Maisa Silva anunciou o final das gravações de sua primeira série na Netflix, “De Volta aos 15” (DV15, como ela chama). “Primeiro ciclo encerrado em ‘DV15’ e eu não poderia estar mais grata. As lágrimas que derrubei inesperadamente ontem, são símbolo de gratidão, saudade, felicidade e um pouco de cansaço também”, ela revelou no Instagram, ao lado de vários registros. “De Volta aos 15” é um “De Repente 30” ao contrário, acompanhando uma mulher chamada Anita, que aos 30 anos não teve a vida que imaginava na adolescência. Ela queria sair da cidade pequena, viajar o mundo e conhecer muita gente, mas na verdade fez poucos amigos, foi morar em um apartamento pequeno e não tem vida amorosa. Anita volta à cidade natal para o casamento da irmã e, depois de eventos desastrosos, se refugia no quarto onde passou a adolescência. É quando, como mágica, volta a ser uma adolescente de 15 anos. A trama fantasiosa, originalmente apresentada no livro homônimo de Bruna Vieira, não é só fruto de muitas Sessões da Tarde (e de sessões da série “Do Over”, de 2002), mas também de leituras de Jane Austen, por transformar Anita numa típica Emma, que tenta consertar a vida de todos ao seu redor: de Carol (Klara Castanho), sua prima que está envolvida com o maior um boy lixo da cidade; de Luiza (Amanda Azevedo), sua irmã que vive presa no papel de princesinha da cidade; de César (Pedro Vinicius), seu novo amigo que precisa de coragem para ser quem é; e de Henrique (Caio Cabral), seu melhor amigo nerd que é secretamente apaixonado por ela. Só que cada mudança no passado impacta o futuro de todos – e nem sempre para melhor. A adaptação para série foi desenvolvida por Janaina Tokitaka (“Spectros”) com produção da Glaz Entretenimento e gravada em Bananal, interior de São Paulo. Ao final das gravações, Maisa agradeceu a equipe da série: “Ao elenco maravilhoso que tornou tudo mais divertido, a Bruna Vieira por ter escrito um livro tão viciante e gostoso de ler, a todos os envolvidos no projeto e a Netflix Brasil por mais uma oportunidade!”. Ela ainda fez um segundo post para mostrar os profissionais envolvidos na produção “e tantos outros que não apareceram nesse registro”, despedindo-se com um “Até breve”. A série de seis episódios ainda não ganhou previsão de estreia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por +A (@maisa) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por +A (@maisa)
Trailer mostra origem da maldição de “Rua do Medo”
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado do final da trilogia de terror “Rua do Medo” (Fear Street). Intitulado “Rua do Medo: 1666”, o desfecho mostra a origem da maldição de Sarah Fier (Kiana Madeira, de “Gatunas”), levando a trama para a época da caça às bruxas do século 17. Inspirados na famosa coleção literária de mesmo nome escrita por R.L. Stine, o “Stephen King da literatura infanto-juvenil” (e autor também de “Goosebumps”), os três filmes têm direção de Leigh Janiak (do terror “Honeymoon” e de episódios da série “Pânico”/Scream) e estão sendo lançados semanalmente desde 2 de julho em streaming. O capítulo final chega nesta sexta (16/7).
Outer Banks: Trailer legendado retoma caça ao tesouro
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado da 2ª temporada de “Outer Banks”. Além de mostrar a volta à caça ao tesouro, a prévia destaca muitas ameaças, correrias e tensão. O título da série é nome de uma sequência de ilhas estreitas da Carolina do Norte, nos EUA. A atração acompanha um grupo de jovens pobres – com aparência de modelos – que vivem numa comunidade litorânea, trabalhando para os ricaços que veraneiam no local, em meio a grandes divisões sociais. Tudo muda quando os protagonistas encontram um mapa de tesouro, ligado ao desaparecimento do pai de um deles, e se convencem da existência de uma fortuna em ouro escondida que pode transformá-los em milionários. Os novos episódios vão encontrar John B e Sarah tido como mortos e vivendo como fugitivos nas Bahamas, enquanto seus amigos Kiara, Pope e JJ encaram novos inimigos em casa. A prévia entrega que a separação não dura muito tempo. “Outer Banks” é uma criação dos irmãos gêmeos Josh e Jonas Pate (criadores de “Surface”), em parceria com o produtor Shannon Burke (de “Sem Pistas”), e seu elenco inclui Chase Stokes (“Between Waves”), Madelyn Cline (“Boy Erased: Uma Verdade Anulada”), Madison Bailey (“Black Lightning”) Jonathan Daviss (“Age of Summer”) e Rudy Pankow (“Solve”), respectivamente nos papéis de John B, Sarah, Kiara, Pope e JJ, além de Caroline Arapoglou (“The Resident”), Adina Porter (“The 100”) e Charles Esten (“Nashville”) como o vilão da história. A estreia da 2ª temporada está marcada para daqui a duas semanas, em 30 de julho.
Super-heróis são a grande novidade do Emmy 2021
A tendência mais visível do Emmy 2021, além do aumento de diversidade e inclusão, foi a grande quantidade de indicações obtidas por séries de super-heróis. As produções do gênero surpreenderam com um total de 39 indicações. A surpresa, claro, não tem nenhuma relação com a qualidade das atrações, reverenciadas de forma quase unânime pela crítica – exceto por um comentarista piadista do UOL – , mas pelo preconceito histórico do Emmy em relação à conteúdos de fantasia. É importante lembrar que a primeira adaptação de quadrinhos de super-heróis indicada à prêmios da Academia de Televisão dos EUA foi “Watchmen”. E isto aconteceu no ano passado. Até 2019, o total de indicações obtidas por super-heróis no Emmy era zero. “Arrow”, por exemplo, acabou sem que o impressionante trabalho de seus dublês fosse reconhecido. Em conversa com o site Deadline, Frank Scherma e Maury McIntyre, respectivamente CEO e presidente da Academia, ponderaram que, além de eleitores mais jovens e integrados à indústria televisiva atual, um dos fatores responsáveis pela mudança em relação ao reconhecimento de produções de fantasia foi o fenômeno de “Game of Thrones”. A atração da HBO deixou claro que era para adultos com as primeiras cenas de nudez em sua temporada inaugural. Isto ajudou a estabelecer que conteúdo de fantasia não era só para crianças ou adolescentes, podendo ser apreciado por pessoas com idade para votar no Emmy. Para completar, a chegada da Disney+ trouxe os orçamentos – e os elencos – dos filmes da Marvel para as séries, o que elevou a qualidade técnica das produções. Mas as produções do Marvel Studios, “WandaVision” e “Falcão e o Soldado Invernal”, não foram as únicas reconhecidas. O humor ácido e violento de “The Boys”, atração da Amazon que se manifesta como uma sátira adulta do universo dos super-heróis, também obteve grande aceitação. Ao todo, “WandaVision” teve 23 indicações (uma a menos que “The Crown” e “The Mandalorian”, as mais nomeadas), seguida por “Falcão e o Soldado Invernal” e “The Boys”, ambas com cinco citações cada. A lista de adaptações de quadrinhos do Emmy 2021 também inclui “The Umbrella Academy” (4) e “Lucifer” (1) da Netflix, além de “Patrulha do Destino” (1) da HBO Max.
Amazon descarta série da “Máfia dos Tigres” com Nicolas Cage
A Amazon desistiu de produzir uma minissérie baseada na vida de Joe Exotic, que seria estrelada por Nicolas Cage. Diante da reviravolta, a produtora CBS Television Studios deve levar o projeto para outras plataformas. A decisão da Amazon pode ter levada em conta a ligação do personagem com sua maior rival na guerra dos streamings. A história de Joe Exotic se tornou mundialmente conhecida após ser transformada na série documental “A Máfia dos Tigres” (Tiger King), da Netflix. De todo modo, a trama não é uma adaptação do programa, visto por 34,3 milhões de assinantes americanos em seus dez primeiros dias, segundo informações não auditadas da Netflix, mas em reportagens da revista Texas Monthly sobre como Exotic ganhou seu apelido, construiu um zoológico particular em Oklahoma e alimentou sua rivalidade mortal com Carole Baskin, ativista de direitos de animais. Criada pelo roteirista Dan Lagana (“American Vandal”), a atração teria entre sete e oito episódios, e deveria marcar a estreia de Nicolas Cage numa série. Com o impasse entre Amazon e CBS, agora a NBCUniversal ganhou tempo para preparar sua própria minissérie sobre Joe Exotic, que será o primeiro programa exibido simultaneamente na TV aberta (rede NBC), TV paga (USA Network) e numa plataforma de streaming (Peacock). Esta produção vai trazer Kate McKinnon como Carole Baskin e John Cameron Mitchell (“Hedwig: Rock, Amor e Traição”) como Joe Exotic, mas ainda não tem previsão de estreia.
Números do Emmy: HBO Max, “The Crown” e “The Mandalorian” lideram indicações
As séries “The Crown” e “The Mandalorian” lideram em número de indicações a disputa do Emmy Awards 2021, que visa premiar os melhores conteúdos e artistas televisivos/streamers do ano. Ambas tiveram 24 nomeações na premiação da Academia de Televisão dos EUA. As duas produções vão competir entre si pelo Emmy de Melhor Série de Drama, categoria que também inclui “The Handmaid’s Tale” (21 indicações), “Lovecraft Country” (18), “Bridgerton” (12), “Pose” (9), “This Is Us” (6) e “The Boys” (5). Igualmente acirrada está a disputa entre as minisséries, que coloca frente a frente “WandaVision” (23), “O Gambito da Rainha” (18), “Mare of Easttown” (16), “I May Destroy You” (9) e “The Underground Railroad” (7). Já a concorrência a Melhor Série de Comédia abre com grande vantagem de “Ted Lasso”, com 20 indicações, contra “Hacks” (15), “The Flight Attendant” (9), “O Método Kominsky” (5), “Black-ish” (5), “Cobra Kai” (4), “Pen15” (3) e o azarão “Emily em Paris” (2). Este ano, a HBO apresentou todos os seus candidatos como produções da HBO Max, fazendo com que a soma combinada de seus conteúdos de TV paga (94) e streaming (36) superassem os esforços dos concorrentes. Na batalha frontal com a Netflix, a vantagem foi de um título apenas, 130 contra 129, respectivamente. A guerra de números entre a HBO e a Netflix faz parte da História recente do Emmy, chegando a dominar as duas últimas edições. Em 2018, a Netflix superou pela primeira vez a concorrente com 112 indicações contra 108, mas no ano passado a HBO recuperou a coroa com 137 nomeações versus 118. A Netflix protestou contra o favorecimento à HBO Max (via consolidação de TV e streaming) em seu primeiro ano na premiação, mas o comunicado oficial da Academia de Televisão manteve a vantagem do rival. Os organizadores da premiação ainda apresentaram uma tabulação dos números de cada conglomerado, que colocou a Disney à frente de todos os outros, com 146 indicações somadas das plataformas Disney+ (71), Hulu (25), rede ABC (23), canais pagos FX (16), National Geographic (10) e Freeform (1). Mas só o número da Disney+ já seria suficiente para impressionar, comparado ao seu desempenho inaugural no ano passado – quanto somou 19 nomeações. O sucesso da plataforma é puxado pelas séries “The Mandalorian” (24), “WandaVision” (23), “Falcão e o Soldado Invernal” (5) e o telefilme/especial “Hamilton” (12). A Apple TV+ (35) e a Hulu (25) também registraram grande representatividade, puxados, respectivamente, pelos sucessos de “Ted Lasso” (20) e “The Handmaid’s Tale” (21). Em compensação, a Amazon submergiu. Graças a “The Underground Railroad” (7), ainda conseguiu assegurar 18 nomeações, sem entretanto impedir o forte declínio em relação as 30 citações do ano passado. O pior desempenho de streaming ficou para a recém-lançada plataforma Peacock, que obteve apenas duas indicações. Com a supremacia do streaming, a TV convencional vê seu prestígio diminuir ainda mais, ocupando menos vagas que HBO Max e Netflix: 102 somadas por todas as redes no Emmy, bem menos que as 121 do ano passado. O NBC lidera entre os canais abertos, graças ao humorístico “Saturday Night Live” (21), ao reality “The Voice” (7) e à série “This Is Us” (6). Mas é a TV paga, após a “conversão” da programação da HBO em catálogo de streaming, quem mais sofreu o impacto da concorrência online, disputando somente 51 prêmios com os canais FX (16), VH1 (11), Nat Geo (10), Bravo (8) e Showtime (6). Veja a lista realmente completa com todos os indicados aqui. O Emmy Awards 2021 será entregue em uma cerimônia em Los Angeles no dia 19 de setembro, com apresentação do comediante Cedric the Entertainer (da série “The Neighborhood”).












