Séries online: “Succession”, “Você” e as estreias da semana
O fim de semana traz dois retornos bastante esperados: o drama de excessos “Succession”, vencedor do Emmy de Melhor Série em 2020, e a divertida psicopatia de “Você”, uma espécie de “Dexter” da nova geração. Mas enquanto a briga corporativa de “Succession” desembarca em doses homeopáticas, com episódios semanais aos domingos na HBO Max, “Você” chega com tudo nesta sexta (15/10) na Netflix, 3ª temporada completa, incluindo piadas sangrentas sobre a pandemia. A programação tem mais continuações que estreias, como a sci-fi “Outra Vida”, destruída pela crítica e adorada pelo apelo trash, e “Hightown”, suspense policial estrelado por Monica Raymund (de “Chicago Fire”). Entre as estreias, destaca-se a nova aposta sul-coreana da Netflix, “My Name”, um thriller criminal que entra na plataforma logo após o fenômeno “Round 6”, e os desenhos “The Great North” para adultos e “Aquaman: King of Atlantis” para crianças, entre outras opções. Mas o lançamento que vai dar mais o que falar é “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado”, uma atualização do filme de terror de mesmo nome, grande sucesso dos anos 1990, em nova embalagem para usuários do Instagram. A Amazon disponibilizou os quatro primeiros episódios, que racharam a crítica. Adeptos de maratonas intensas também podem comemorar a disponibilização integral de algumas séries clássicas bastante esperadas, inclusive as sete temporadas de “Pretty Little Liars”, que já era “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado” com celulares há uma década atrás. Basta dizer que “PLL” influenciou todas as séries de mistérios adolescentes dos últimos anos e é considerada tão relevante que já vai ganhar remake (do criador de “Riverdale”). O detalhe é que não deu sorte com spin-offs, como também pode ser verificado na lista abaixo. Para maratonar no Halloween, “Salem” é uma ótima pedida: três temporadas de bruxarias com tema musical e participação de Marilyn Manson (o que pode ser controverso, após os últimos desdobramentos da vida do roqueiro). E o que dizer de “Shameless”, além de que 11 temporadas é pouco para tanta loucura? São, ao todo, 20 indicações de estreias para assistir nas plataformas digitais neste fim de semana. As sugestões podem ser conferidas, com seus respectivos trailers, logo abaixo. Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado | EUA | 1ª Temporada (Amazon Prime Video) My Name | Coreia do Sul | 1ª Temporada (Netflix) Just Beyond | EUA | 1ª Temporada (Disney+) Famous in Love | EUA | 1ª Temporada (Globoplay) Enfermeiros: Uma Nova Era | Dinamarca | 1ª Temporada (Globoplay) The Great North | EUA | 1ª Temporada (Star+) Aquaman: King of Atlantis | EUA | 1ª Temporada (HBO Max) Hightown | EUA | 2ª Temporada (Starzplay) Outra Vida | EUA | 2ª Temporada (Netflix) O Clube das Babás | EUA | 2ª Temporada (Netflix) Vlog da Berê | Brasil | 2ª Temporada (Globoplay) Você | EUA | 3ª Temporada (Netflix) Succession | EUA | 3ª Temporada (HBO Max) Coisas da Vida | Índia | 4ª Temporada (Netflix) Um Milagre | Turquia | 2 Temporadas (HBO Max) Salem | EUA | 3 Temporadas (Star+) Pretty Little Liars | EUA | 7 Temporadas (HBO Max) Pretty Little Liars: The Perfectionists | EUA | 1 Temporada (HBO Max) Shameless | EUA | 11 Temporadas (HBO Max) What Happened, Brittany Murphy? | EUA | 1 Temporada (HBO Max)
Filmes online: “Pedro Coelho 2”, “Maligno” e mais 20 estreias digitais
O cinema em casa da semana tem lançamentos para públicos muito diversos, como “Pedro Coelho 2” para as crianças e “Maligno” para os adultos. Ambos passaram pelos cinemas, mas “Maligno” chega em formato digital apenas um mês depois de entrar em cartaz, demonstrando como a janela cinematográfica diminuiu durante a pandemia. “Pedro Coelho 2” aprimora o humor e a fofura do primeiro filme dos personagens infantis de Beatrix Potter, trazendo – em inglês – vários astros famosos como as vozes dos coelhos falantes – James Corden (“Cinderela”) no papel-título e nada menos que Margot Robbie (a Arlequina de “O Esquadrão Suicida”), Daisie Ridley (a Rey da nova trilogia “Star Wars”) e Elizabeth Debicki (“Tenet”) como coelhinhas. A programação infantil ainda destaca “Zarafa”, uma animação francesa premiada, entre outros desenhos. A proximidade do Halloween aumenta a oferta de filmes de terror, gênero em que se encaixa “Maligno”, a volta do diretor James Wan (“Invocação do Mal”) ao horror sobrenatural após dirigir o blockbuster “Aquaman” (2018). E se trata de um retorno com vingança, extremamente autoral e divisivo (pra amar ou odiar), mas com um dos finais mais perturbadores e inesperados do ano. Duas produções sul-americanas também se destacam no filão: “O Fio Invisível”, suspense psicológico da premiada cineasta peruana Claudia Llosa, vencedora do Festival de Berlim por “A Teta Assustada” (2010), e “História do Oculto”, do argentino Cristian Ponce, que se tornou cult após vencer prêmios em festivais internacionais. Para fãs de humor sombrio, há ainda “The Trip”, do norueguês Tommy Wirkola (do cult “Zumbis na Neve”), que transforma Noomi Rapace (“Prometheus”) e Aksel Hennie (“Hedhunters”) numa espécie de versão psicopata de “Sr. e Sra. Smith” (2005). Entre os lançamentos cinéfilos, “Shadow” eclipsa todos os demais. O filme é um show expressionista de sombras, luzes e artes marciais do mestre Zhang Yimou (“Herói”), que venceu “apenas” 38 prêmios internacionais e tem 94% de aprovação no Rotten Tomatoes. A lista ainda inclui dramas brasileiros premiados e o importante documentário investigativo “Controlling Britney Spears”, empurrão que faltava para Britney Spears se livrar da tutela do pai, Jamie Spears, no fim de setembro. Mas o documentário que autodeclarados fãs de música precisam ver neste fim de semana é “The Velvet Underground”, recebido com aplausos e elogios rasgados em sua première no Festival de Cannes deste ano. Dirigido por Todd Haynes (“Carol”) e com 97% de aprovação no site Rotten Tomatoes, conta a história da lendária banda nova-iorquina liderada por Lou Reed e apadrinhada por Andy Warhol, que revolucionou o rock nos anos 1960 e influenciou gerações, de David Bowie a Jesus and Mary Chain. São, ao todo, 22 indicações de estreias para assistir nas plataformas digitais neste fim de semana. As sugestões podem ser conferidas, com seus respectivos trailers, logo abaixo. Maligno | EUA | Terror (Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) O Fio Invisível | Peru, Chile, Espanha | Terror (Netflix) História do Oculto | Argentina | Terror (Netflix) Lucky – Uma Mulher de Sorte | EUA | Terror (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) The Trip | Noruega | Thriller (Netflix) Entre Frestas | Polônia | Thriller (Netflix) A Batalha Esquecida | Holanda | Guerra (Netflix) Shadow | China | Ação (Apple TV, Google Play, Looke, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Nunca mais Nevará | Polônia | Comédia (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Sole | Itália | Drama (MUBI) Moving On | Coreia do Sul | Drama (MUBI) Suk Suk – Um Amor em Segredo | Hong Kong | Drama (Apple TV, Google Play, NOW, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Veneza | Brasil | Drama (Star+) Piedade | Brasil | Drama (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes) Abe | EUA, Brasil | Drama (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Pedro Coelho 2: O Fugitivo | EUA | Infantil (Google Play, Looke, NOW, YouTube Filmes) Zarafa | França, Bélgica | Animação (Reserval Imovision) Bright: Alma de Samurai | EUA, Japão | Animação (Netflix) Violet Evergarden – O Filme | Japão | Animação (Netflix) Vil, Má | Brasil | Documentário (MUBI) Controlling Britney Spears | EUA | Documentário (Globoplay) The Velvet Underground | EUA | Documentário (Apple TV+)
Coreia do Norte diz que “Round 6” representa fracasso violento do capitalismo
O sucesso de “Round 6” cruzou a fronteira extremamente vigiada entre as Coreias e passou a ser usado pela ditadura repressiva da Coréia do Norte como prova de que a cultura capitalista da Coréia do Sul é um fracasso “violento”. O site de propaganda norte-coreano Arirang Meari publicou uma crítica do drama de sobrevivência, descrevendo-o como um retrato da “triste realidade de uma sociedade sul-coreana violenta”. “’Round 6′ ganhou popularidade porque expõe a realidade da cultura capitalista sul-coreana”, diz o texto publicado na terça (12/10), e revela “um mundo em que só o dinheiro importa – um horror infernal”, no qual “a corrupção e os canalhas imorais são comuns”. “É a atual sociedade sul-coreana, onde o número de perdedores da competição acirrada por empregos, imóveis e ações aumenta dramaticamente”, segue o artigo de Arirang Meari. A Netflix não comentou a crítica comunista negativa. A trama da atração acompanha 456 competidores que, sufocados por dívidas, aceitam participar de uma competição mortal de origem misteriosa, lutando uns contra os outros em uma série de jogos infantis pela chance de ganhar 45,6 bilhões de won (cerca de US$ 38,5 milhões) em dinheiro. Um arco de história que pode ter enfurecido particularmente o regime da Coreia do Norte envolve a principal personagem feminina da história, Kang Sae-byeok (Jung Ho-yeon), que é um desertora norte-coreana e entrou no torneio para tirar seu irmão mais novo de um orfanato e resgatar sua mãe, detida na China depois de fugir da Coreia do Norte. Série mais popular da Netflix em todos os tempos, “Round 6” bateu o recorde de visualizações da plataforma ao ser assistida por 111 milhões de perfis de assinantes em todo o mundo, nos primeiros 25 dias de sua disponibilização.
Halle Berry vira lutadora de MMA no trailer de “Ferida”
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Ferida” (Bruised), estreia da atriz Halle Berry na direção. Ela também estrela a produção no papel de Jackie Justice, uma lutadora de MMA fracassada, que abandonou o filho recém-nascido seis anos atrás. Mas quando o pequeno Manny inesperadamente retorna para sua vida, ela precisa sustentar a criança e a forma de fazer isso é dar a volta por cima, num esforço para retomar a carreira e recuperar o prestígio perdido em lutas contra estrelas jovens do esporte. Para as filmagens, a atriz de 53 anos treinou com a brasileira Cris Cyborg, lutadora profissional e campeã de MMA. O treino foi puxado, mas ela encerrou a preparação para o papel com uma barriga tanquinho – “não há melhor sensação”, chegou a postar no Instagram. O roteiro foi escrito pela estreante Michelle Rosenfarb e o projeto tem produção da equipe de “John Wick 3” – filme que Berry também estrelou. A estreia está marcada para 24 de novembro.
Netflix lança concurso para descobrir “novos talentos” africanos
A Netflix se juntou à UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) para lançar um concurso de curtas-metragens que busca descobrir “novos talentos” entre jovens diretores da África subsaariana. O projeto é para jovens, mas não para amadores. Os participantes do concurso devem ter entre 18 e 35 anos, viver e serem originários de um país da África subsaariana e ter pelo menos dois anos de experiência profissional na indústria audiovisual. Isto porque eles receberão um orçamento de US$ 75 mil para criar, filmar e produzir seus curtas-metragens. “A ideia da iniciativa é encontrar grandes talentos, grandes histórias populares que são parte importante da nossa história e herança na África”, explicou o diretor de conteúdo original e aquisições da Netflix na África, o nigeriano Ben Amadasun. Com inscrições abertas até 14 de novembro, o concurso premiará seis vencedores com US$ 25 mil e treinamento com profissionais da indústria, e os melhores serão disponibilizados pela Netflix em 2022. A plataforma já emplacou um sucesso do continente, a série sul-africana “Sangue e Água”, mas seu filme mais bem cotado, o senegalês “Atlantique”, não foi concebido para o streaming, e sim adquirido após vencer o Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes em 2019.
David Fincher fará série documental “para celebrar o cinema”
A Netflix anunciou uma nova parceria com David Fincher após o filme “Mank”. O cineasta vai dirigir e produzir “Voir”, descrita pela plataforma nas redes sociais como “uma nova série documental de ensaios visuais para celebrar o cinema, da mente de um dos mestres modernos dos filmes”. “Voir” ainda contará com produção executiva de outro cineasta, David Prior (“O Mensageiro do Último Dia”), e roteiros de Drew McWeeny (“Mestres do Terror”), que acrescentou, em comunicado, que a série terá ensaios de 10 a 30 minutos sobre “algo que nos intriga ou nos perturba ou que tem a ver com nossa conexão com o cinema”. Sem outros detalhes revelados, a atração deve permanecer um mistério por mais algumas semanas, até sua première mundial, agendada para 13 de novembro no AFI Fest, em Los Angeles. From executive producer David Fincher… VOIR, a new documentary series of visual essays celebrating cinema, from the mind of one of film’s modern masters. Premiering at AFI Fest and coming soon to Netflix. pic.twitter.com/gqHqlvbxZF — NetflixFilm (@NetflixFilm) October 13, 2021
Netflix renova “Você” para 4ª temporada
A Netflix anunciou a renovação da série “Você” (You) para a 4ª temporada. Publicado nas redes sociais, o anúncio foi feito dois dias antes da estreia do terceiro ano de produção, que retratará a transformação do protagonista num pai de família suburbano. A reviravolta acontece após o nascimento do filho de Joe Goldberg (Penn Badgley, de “Gossip Girls”) e Love Quinn (Victoria Pedretti, de “A Maldição da Mansão Bly”), que normaliza o relacionamento do casal desequilibrado, pelo menos até que a compulsão de Joe e o ciúmes de Love se tornem mais fortes que seus instintos paternais. Lançada em 2018, “Você” conta a história de Joe, um homem aparentemente comum até se apaixonar por alguém. A partir deste ponto, ele fica completamente obcecado para transformar seu objeto de desejo numa vítima. Foi assim até que finalmente encontrou o verdadeiro amor, ou melhor Love (amor, em inglês), uma desequilibrada à altura para viver sua versão de conto de fadas “até que a morte os separe”. A história é baseada em livros da escritora Caroline Kepnes e tem produção de Greg Berlanti (criador de todas as séries da DC Comics do canal CW) e Sera Gamble (criadora de “The Magicians”). A nova leva de episódios inéditos será disponibilizada na sexta-feira (15/10). 1ª temporada: 🧢2ª temporada: 🧢3ª temporada: 🧢4ª temporada: ❓ Faltam dois dias para a 3ª temporada de Você e a quarta já está confirmada! 👀 pic.twitter.com/ULnVDlRA0T — netflixbrasil (@NetflixBrasil) October 13, 2021
Teaser do final de “La Casa de Papel” mostra quem restou do bando
A Netflix divulgou um teaser inédito da parte final de “La Casa de Papel”. Em tom tenso e triste, a prévia mostra quem restou do bando dentro do Banco da Espanha, enquanto o Professor (Alvaro Morte) promete não deixar ninguém mais morrer. No começo de setembro, o criador da série, Álex Pina, revelou que reescreveu o encerramento da série nada menos que 33 vezes, buscando a conclusão perfeita. Dividida em dois “volumes”, a Parte 5 terá seus cinco episódios finais disponibilizados no dia 3 de dezembro.
Netflix fecha contrato de exclusividade com astro de “Lupin”
A Netflix fechou um contrato com o astro francês Omar Sy, estrela da série “Lupin”, para desenvolver novos projetos com exclusividade para a plataforma de streaming. O acordo prevê que a empresa de produção de Sy, sediada em Paris, crie novos filmes originais para a Netflix, que também deverão ser estrelados pelo ator. Antes de fazer sucesso na série “Lupin”, ele já tinha estrelado um fenômeno mundial, o filme “Intocáveis”, de 2011, que ganhou remake em vários países. O negócio é mais uma iniciativa da Netflix para se consolidar como uma plataforma mundial, com produções de conteúdo original e exclusivo de vários países. Só em 2021, os lançamentos franceses do streamer incluíram o thriller “Oxigênio”, de Alexandre Aja, a comédia de ação “O Último Mercenário”, com Jean-Claude Van Damme, a comédia romântica “O Melhor Amigo” e o drama de época “Os Segredos de Madame Claude”. Sy já tem um novo projeto da Netflix no horizonte, retomando a parceria com o diretor de “Lupin”, Louis Leterrier, numa comédia de ação chamada “Tour de Force”, que tem lançamento previsto na plataforma para 2022. “Estou muito feliz por ter a oportunidade de estender o relacionamento com a Netflix e espero ansiosamente por esta próxima etapa de nossa jornada juntos”, disse o ator num comunicado.
Heróis de “Eternos” ilustram novos pôsteres
A Marvel divulgou uma coleção de pôsteres de “Eternos”, produção dirigida pela vencedora do Oscar Chloé Zhao (“Nomadland”). As artes destacam os personagens que formam o grupo de heróis do título. Para quem não conhece – e é muita gente, porque os quadrinhos originais estão entre os trabalhos mais obscuros de Jack Kirby – , “Eternos” são alienígenas antigos que vivem em segredo na Terra por milhares de anos. Segundo a sinopse oficial, após os eventos de “Vingadores: Ultimato”, uma tragédia inesperada faz com que eles saiam das sombras e se reúnam contra os inimigos mais antigos da humanidade, os Deviantes. Os heróis são vividos por Richard Madden (“Game of Thrones”), Gemma Chan (“Capitã Marvel”), Kumail Nanjiani (“Silicon Valley”), Angelina Jolie (“Malévola: Dona do Mal”), Barry Keoghan (“Dunkirk”), Salma Hayak (“Dupla Explosiva”), Brian Tyree Henry (“Brinquedo Assassino”), Lauren Ridloff (“The Walking Dead”), Don Lee (“Invasão Zumbi”) e Lia McHugh (“American Woman”). Além deles, o elenco também destaca Dan Stevens (“Legion”) como o líder dos Deviantes e Kit Harington (“Game of Thrones”) como Dane Whitman, o Cavaleiro Negro. A estreia está marcada para 4 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Erro revela número de assinantes da Netflix no Brasil
Um erro cometido pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), entidade federal responsável por fiscalizar abusos do poder econômico, revelou o número de assinantes da Netflix no Brasil. Tratado como confidencial pela plataforma de streaming, o dado vazou com a divulgação de um documento que deveria ser privado, mas acabou liberado ao público em um processo judicial. A informação revela que o serviço tinha uma base de 19 milhões de clientes no país em janeiro deste ano. O número integra um processo movido pela Neo TV, associação que representa pequenas operadoras de TV paga do Brasil – detentoras de 2,5% do mercado – contra a fusão entre WarnerMedia e Discovery, prevista para ser concluída até o começo de 2022. “É verdade que as plataformas de streaming conquistaram muitos clientes nos últimos anos, mas também é nítido que parcela relevante dos consumidores considera os serviços OTT (Over-the-top, como a Netflix) como complementares à TV por assinatura – a Netflix, por exemplo, já foi capaz de conquistar 19 milhões de assinantes no Brasil sozinha”, informava o documento. Para chegar nesse número, a NeoTV remeteu a um documento sigiloso, compartilhado pela Netflix em outro processo do CADE, que investigava o pagamento de bônus de volume para o mercado publicitário feito pela Globo. Estes dados não deveriam se tornar públicos. De todo modo, já que ficaram conhecidos, demonstram que a Netflix tem cerca de 20 mil assinantes no Brasil, considerando um aumento extremamente modesto de assinaturas desde janeiro passado. Na verdade, o mais provável é que já tenha chegado a 25 mil. A projeção se deve ao fato de a empresa ter dobrado seu número de assinantes em dois anos, já que em 2019 admitiu, em comunicado, ter ultrapassado a marca de 10 milhões de contratos firmados no país.
“Round 6” bate recorde e vira série mais vista da Netflix
É oficial. A Netflix confirmou nas redes sociais que “Round 6” bateu recorde de audiência e se tornou a série mais assistida da plataforma. Primeira produção vista por mais de 100 milhões de perfis de assinantes do serviço, a série foi sintonizada, ao todo, por 111 milhões de lares. Os números foram revelados nesta terça (12/10), 25 dias após a estreia da atração. A audiência massiva superou com larga vantagem o sucesso de “Bridgerton”, até então a série mais assistida da Netflix, com 82 milhões de visualizações. O volume de tráfego gerado pela produção foi tão grande que uma das maiores empresas provedoras de internet da Coreia do Sul resolveu processar a plataforma por monopolizar seus serviços. A SK Broadband está cobrando na justiça os custos de manutenção e a quantidade de banda larga utilizados por seus usuários para ver “Round 6”. O lado mais sombrio do fenômeno é que a série está sendo vista por muitas crianças, que tentam recriar os jogos com colegas. O apelo encontra-se no fato de os desafios mortais serem baseados em brincadeiras infantis. Mas por conter muita violência a produção é imprópria para menores de 16 anos. O sucesso se reflete ainda na popularidade repentina dos atores da série. A estreante Jung Ho-yeon, que interpreta a jogadora 067, tornou-se a atriz sul-coreana mais seguida do Instagram praticamente da noite para o dia. Até então modelo, ela viu seu número de seguidores saltar de 400 mil para o nível Juliette de quase 20 milhões em três semanas. O impacto, claro, também virou pressão para que a história continue. Embora este não fosse o plano original do criador, o cineasta Hwang Dong-hyuk (“A Fortaleza”) já começou a comentar seus planos para retomar a série. Já a Netflix decidiu aproveitar a popularidade da atração para promover outras séries sul-coreanas de seu catálogo. São muitas, mas para cada “Kingdom” há uma dúzia de doramas românticos que não compartilham o menor denominador comum com o apelo dos jogos vorazes e violentos de “Round 6”. A propósito, a atração mais próxima de “Round 6” na Netflix é uma série japonesa, “Alice in Borderland”, lançada em dezembro passado e renovada para a 2ª temporada. Fica a dica. Não vou dizer quem ganhou o jogo, mas posso dizer oficialmente que a Coreia ganhou a Netflix. Assistida por 111 milhões de lares, Round 6 é a minha maior série de todos os tempos. pic.twitter.com/7dDUzESEKt — netflixbrasil (@NetflixBrasil) October 12, 2021
Netflix fica mal com comunidade LGBTQIAP+ por especial de humor
A Netflix se envolveu numa grande polêmica com a comunidade LGBTQIAP+ por conta de um especial de humor. Sem saber como reagir às críticas, seus executivos disseram frases e tomaram decisões que pioraram muito a situação, transformando algo que poderia ser solucionado com um simples pedido de desculpas num pesadelo de relações públicas. O problema começou com o lançamento de um novo especial de comédia de Dave Chappelle na semana passada. O humorista já havia criado mal-estar quando uma mulher transexual citada em seu especial anterior, “Stick and Stones” (2019), suicidou-se dois meses após a disponibilização do programa em streaming. Mesmo com esse antecedente, seu novo especial, “Encerramento” (The Closer), voltou a fazer piadas às custas das pessoas trans. Polemista politicamente incorreto, Chappelle costuma achar engraçado defender outros ofensores. Em 2019, ele atacou os criadores dos documentários que denunciaram os cantores Michael Jackson e R. Kelly por abusos. Agora, agrediu a comunidade trans para defender J.K. Rowling, criadora da franquia “Harry Potter” e também transfóbica assumida. “Cancelaram J. K. Rowling, Meu Deus. Efetivamente, ela disse que gênero era um fato. A comunidade trans ficou furiosa e começou a chamá-la de TERF [sigla em inglês para feminista radical trans-excludente]. Eu sou time TERF. Concordo. Gênero é um fato”. Em seu monólogo, o comediante faz diversas outras afirmações consideradas transfóbicas, além de reafirmar estereótipos de gêneros e fazer outras declarações problemáticas. Imediatamente após o especial chegar no catálogo da Netflix, Jaclyn Moore, a showrunner da série “Cara Gente Branca” (Dear White People), encerrada em 22 de setembro, anunciou no Twitter que nunca mais trabalharia com a Netflix devido aos “comentários transfóbicos e perigosos” de Dave Chappelle em seu especial. Além dela, outros funcionários da Netflix e organizações de direitos LGBTQIAP+ e da comunidade negra protestaram nas redes sociais. A organização não governamental GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation) foi taxativa, afirmando que “a marca de Dave Chappelle se tornou sinônimo de ridicularizar pessoas trans e outras comunidades marginalizadas”. “As várias críticas negativas e a condenação ruidosa de seu último especial é uma mensagem para a indústria de como o público não apoia mais injúrias anti-LGBTQIA+.” David Johns, diretor executivo da National Black Justice Coalition (NBJC), também criticou Chappelle e pediu para a Netflix remover o especial de seu catálogo. “É profundamente decepcionante como a Netflix permite que a transfobia e homofobia preguiçosa e hostil de Dave Chappelle vá ao ar”, declarou em comunicado. “Com 2021 a caminho de ser o ano mais mortal para pessoas trans nos EUA – cuja maioria é formada por transgêneros negros – a plataforma deveria saber melhor. Perpetuar transfobia perpetua violência.” Encurralada por várias críticas, a Netflix começou a reagir nesta segunda (11/10). E foi a pior reação possível. A empresa afastou uma funcionária transexual e mais dois que protestaram contra os comentários transfóbicos de Chappelle. A engenheira Tara Fied criou uma thread no Twitter que se tornou viral, sobre a forma como o comediante ataca pessoas trans e o próprio significado do que é ser transexual. No especial, Chappelle também diz que a comunidade LGBTQIAP+ se tornou “sensível demais”. Ao viralizar, a thread provocou um debate sobre os limites da liberdade de expressão e a cultura do cancelamento. Fied quis levar a discussão para a empresa e acabou suspensa, após tentar comparecer a uma reunião para a qual não tinha sido convidada com mais dois funcionários. Diante disso, outro funcionário trans teria se demitido em solidariedade. A situação começou a sair de controle, levando a empresa a se manifestar. Um comunicado explicou que a suspensão não foi por causa dos tuítes, mas pela tentativa de invasão da reunião agendada entre os principais executivos da plataforma. “Nossos empregados são encorajados a manifestarem abertamente qualquer contrariedade, e nós apoiamos o seu direito de fazê-lo”, garantiu o texto. O detalhe é que a decisão de Fied foi reação a um memorando assinado pelo chefão da empresa, Ted Sarandos, obtido pelo site The Hollywood Reporter, que alertou a equipe sênior de que “alguns talentos podem se juntar a terceiros para nos pedir para remover o especial nos próximos dias, o que não faremos”. O memorando também defendeu o comediante. “Chappelle é um dos comediantes de stand-up mais populares da atualidade e temos um contrato de longa data com ele… Assim como acontece com nossos outros talentos, trabalhamos muito para apoiar sua liberdade criativa – mesmo que isso signifique que sempre haverá conteúdo na Netflix que algumas pessoas acreditam ser prejudicial, como ‘Mignonnes’, ‘365 Dias’, ’13 Reasons Why’ ou ‘Nada Ortodoxa”, escreveu Sarandos. O texto segue, ainda mais polêmico. “Vários de vocês também perguntaram onde traçamos o limite do ódio. Não permitimos títulos na Netflix destinados a incitar o ódio ou a violência e não acreditamos que ‘Encerramento’ ultrapasse essa linha. Reconheço, no entanto, que distinguir entre comentário e dano é difícil, especialmente com a comédia stand-up, que existe para ultrapassar os limites. Algumas pessoas acham que a arte do stand-up é mesquinha, mas nossos membros gostam dela, e é uma parte importante de nossa oferta de conteúdo. ” Sarandos continua, falando que o compromisso da Netflix com a inclusão pode ser aferido por algumas das séries disponíveis em seu catálogo, como a popular “Sex Education”, e o documentário “Disclosure”, que retrata o impacto da indústria do entretenimento na imagem das pessoas trans. Só que, ao ver sua obra citada no contexto do especial, o diretor de “Disclosure” deixou claro que a Netflix nunca investiu para produzir seu documentário como fez com Chapelle e ainda pagou barato para exibi-lo. A GLAAD também voltou a se manifestar após a suspensão de funcionários e do memorando controverso. “A Netflix tem uma política de que conteúdo ‘projetado para incitar ódio ou violência’ não é permitido na plataforma, mas todos nós sabemos que conteúdo anti-LGBTQ faz exatamente isso. Embora a Netflix seja o lar de histórias LGBTQ inovadoras, agora é a hora de seus executivos ouvirem os funcionários LGBTQ, líderes do setor e o público e se comprometerem a seguir seus próprios padrões.” Os especiais de comédia de Dave Chappelle continuam disponíveis no catálogo da Netflix.











