“Sandman” é série mais assistida da semana na Netflix
A série “Sandman” ficou em 1º lugar entre as séries americanas mais assistidas da Netflix durante a primeira semana de agosto. Somente nos primeiros três dias após o seu lançamento, a série arrecadou 69,5 milhões de horas assistidas. Os números surpreendentes reforçam o peso de “Sandman” entre os fãs. Afinal, é incomum dentro do serviço de streaming que novas atrações tenham esse sucesso instantâneo. Normalmente novas séries crescem à partir da segunda semana, quando o boca a boca é maior. Não foi o que aconteceu aqui. “Sandman” foi direto para o 1º lugar, encerrando o reinado da 4ª temporada de “Virgin River”, que estava há duas semanas na primeira posição. Para se ter uma ideia do tamanho do sucesso de “Sandman”, a 2ª colocada no Top 5 semanal foi a série “Respire!” (Keep Breathing), que teve 54,9 milhões de horas assistidas na sua segunda semana (quase 15 milhões a menos do que “Sandman” fez em três dias). Caso essa tendência de crescimento semanal se mantenha, “Sandman” pode quebrar recordes de público na Netflix. Atualmente, a série também está em 1º lugar na Netflix brasileira. Mesmo tendo sido lançada há mais de dois meses, “Stranger Things” continua fazendo sucesso. A série garantiu não um, mas dois lugares no Top 10. A 4ª temporada ficou na quarta posição, com 44 milhões de horas assistidas, somados à 17 milhões de horas acumuladas pela 3ª temporada, que ficou em 10º lugar. Outra série que também apareceu mais de uma vez foi “Manifest”, mas de maneira inversa. Enquanto a 1ª temporada da atração ficou em 5º lugar (com 36 milhões de horas assistidas), a 2ª temporada garantiu o 7º lugar (21 milhões de horas) e a 3ª temporada ficou em 9º lugar (com 19 milhões de horas assistidas). Fechando o top 10 estão duas novidades: “Uncoupled”, comédia com Neil Patrick Harris que ficou em 6º lugar com 26 milhões de horas assistidas, e a série documental “Desastre Total: Woodstock ’99”, que garantiu o 8º lugar, com 20 milhões de horas assistidas. Vale destacar, porém, que esses números se empalidecem quando comparados às atrações internacionais. Nesse caso, o drama jurídico sul-coreano “Uma Advogada Extraordinária” fechou a semana em 1º lugar, com incríveis 67 milhões de horas assistidas. Por sinal, a lista das produções não faladas em inglês ainda destacaram a brasileira “Bom Dia, Verônica” em 6º lugar – vista por 14,7 milhões de horas desde seu lançamento na sexta-feira (5/8). Confira abaixo a lista completa do Top 10 das séries faladas em inglês. 1- “Sandman” 2- “Respire!” 3 – “Virgin River 4” 4 – “Stranger Things 4” 5 – “Manifest” 6 – “Uncoupled” 7 – “Manifest 2” – 8 – “Desastre Total: Woodstock ’99” 9 – “Manifest 3” 10 – “Stranger Things 3”
“Bom Dia, Verônica 2” estreia no Top 10 mundial da Netflix
A 2ª temporada de “Bom Dia, Verônica” estreou em 6º lugar entre as séries de língua não inglesa da Netflix. Revelado nesta terça (9/8), o ranking informa que a produção brasileira foi vista por 14,7 milhões de horas desde seu lançamento na sexta-feira (5/8). Vale apontar que foi uma estreia próxima da 2ª temporada de “Rebelde”, que abriu com 15,31 milhões de horas contabilizadas na semana passada. Além de entrar no Top 10, os novos episódios de “Bom Dia, Verônica” ainda trouxeram a reboque a temporada inaugural, que apareceu em 7º lugar, demonstrando que muita gente começou a descobrir a série no exterior. Foram 9,2 milhões de horas despendidas com os primeiros capítulos. As duas temporadas ficaram à frente de “Rebelde” nesta semana, que caiu para o 9º lugar. Quem lidera essa lista é outro fenômenos sul-coreano, “Uma Advogada Extraordinária”, que está entre as mais assistidas da Netflix há quatro semanas.
Fotos mostram volta de Vincent D’Onofrio como Rei do Crime
Famosa por guardar segredos de sua trama, a Marvel tem enfrentado cada vez mais problemas com paparazzi. O último furo conseguido por registros de set revelou nesta terça (9/8) a volta de Vincent D’Onofrio ao papel de Wilson Fisk, o Rei do Crime. Publicadas nas redes sociais, as imagens flagram o ator vestido como o vilão durante gravações para a série “Eco” (Echo), indicando um acerto de contas entre Fisk e a personagem do título, que supostamente o matou no final de “Gavião Arqueiro”. Interpretada por Alequa Cox, a personagem Maya Lopez, a Eco, foi introduzida como vilã em “Gavião Arqueiro”. Mas depois de descobrir a participação de Fisk no assassinato de seu pai, resolveu mudar de lado. Boatos também indicam a participação de Matthew Murdock, o Demolidor, em “Eco”. Enquanto o herói é cego, a anti-heroína é surda – e compensa a falta de audição com a capacidade de copiar perfeitamente os movimentos ou estilo de luta de outra pessoa, tornando-a uma oponente formidável num combate corpo-a-corpo. Segundo apuraram diversas publicações, Murdock vai surgir em “Eco” investigando o paradeiro de uma pessoa desaparecida. E segundo o podcast The Weekly Planet, esta pessoa seria ninguém menos que Jessica Jones (Krysten Ritter). Essa última informação, no entanto, não foi confirmada por nenhuma publicação. “Eco” foi escrita pelo casal Etan Cohen (“MIB: Homens de Preto III”) e Emily Cohen, e só vai chegar em 2023 na Disney+. Depois disso, o Demolidor vai reaparecer em sua série própria, atualmente em desenvolvimento pelos produtores-roteiristas Matt Corman e Chris Ord, criadores de “Cover Affairs”. 🚨🚩BREAKING: New #Echo set photos have revealed the first look at Vincent D'Onofrio as Kingpin in the upcoming Disney+ series pic.twitter.com/am3LCxZf10 — The Marvel Nerd (@marvelupdatesin) August 9, 2022
Maya Hawke e Camila Mendes são “Justiceiras” em trailer de comédia
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Justiceiras” (Do Revenge), comédia adolescente em que Maya Hawke (“Stranger Things”) e Camila Mendes (“Riverdale”) se juntam numa vingança. O filme acompanha a união inesperada entre a ex-garota mais popular de uma escola particular e uma aluna lésbica para enfrentar quem as humilhou. A estratégia consiste em juntar forças para acabar com os inimigos de cada uma. Para isso, elas trocam os alvos entre si, visando pegá-los desprevenidos. A trama é basicamente uma versão teen do clássico “Pacto Sinistro”, adaptação de romance de Patricia Highsmith dirigida por Alfred Hitchcock em 1951, desta vez trazendo os protagonistas mais assustadores de todos: adolescentes. Mas sem as mortes e a tensão, que abrem espaço para um humor bastante ácido. Por sinal, a única referência assumida no trailer é de “Atração Fatal” (1987), como uma piada. Repleto de astros de séries teen, o elenco ainda inclui Jonathan Daviss (“Outer Banks”), Alisha Boe (“13 Reasons Why”), Rish Shah (“Ms. Marvel”), Maia Refico (“Pretty Little Liars: Um Novo Pecado”), Austin Abrams (“Euphoria”) e Sophie Turner (“Game of Thrones”). Roteiro e direção são de Jennifer Kaytin Robinson, uma das roteiristas de “Thor: Amor e Trovão”, que estreou como diretora com outra comédia adolescente, “Alguém Especial” (2019), também distribuída pela Netflix. A estreia vai acontecer em 16 de setembro.
Mais um vilão de “Karatê Kid” volta em “Cobra Kai”
A Netflix divulgou diversas fotos da vindoura 5ª temporada da série “Cobra Kai”. E uma das fotos destaca a presença do ator Sean Kanan, que retorna ao papel de Mike Barnes, personagem que ele interpretou em “Karatê Kid 3: O Desafio Final” (1989). Barnes foi o grande antagonista de Daniel LaRusso (Ralph Macchio) em “Karatê Kid 3”, contratado por Terry Silver (Thomas Ian Griffith) para enfrentar o herói da franquia no combate decisivo da competição daquele filme, que definiu o destino do dojo Cobra Kai. Com isso, Kanan se junta à crescente lista de atores da franquia original que retornaram para a série. Alimentada pela nostalgia da década de 1980, “Cobra Kai” foi criada pelos Josh Heald, Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg (os dois últimos de “American Pie: o Reencontro”) e segue os personagens clássicos Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka) mais de 30 anos após os eventos da franquia original. Na trama da 5ª temporada, Terry Silver, o sensei sinistro que assumiu novamente o controle do Cobra Kai, planeja expandir os seus negócios pelo Vale de San Fernando, em Los Angeles. Diante disso, os antigos inimigos Daniel LaRusso e Johnny Lawrence precisaram formar uma aliança e agora vão recrutar alguns rostos novos (e outros familiares) com o intuito de combater o vilão Silver. Outros membros da franquia original que também retornaram para a série são Randee Heller e Yuji Okumoto. O elenco ainda conta com Tanner Buchanan, Xolo Maridueña, Mary Mouser, Courtney Henggeler, Jacob Bertrand, Peyton List e Vanessa Rubio. A 5ª temporada de “Cobra Kai” vai estrear em 9 de setembro.
Franquia “365 Dias” vira novela no trailer de seu final
A Netflix divulgou o trailer de “365 Dias Finais”, o último filme da trilogia “365 Dias”. A franquia trash, com muitos fãs, retorna com mais trocas de olhares do que cenas quentes para dar um desfecho ao romance de Laura (Anna-Maria Sieklucka) e Massimo (Michele Morrone). Baseada nos best-sellers de Blanka Lipińska, a franquia acompanha a história de Laura, uma jovem que é sequestrada pelo mafioso Massimo e acaba se apaixonando por ele no período de um ano. O romance, entretanto, é abalado pela chegada de Nacho, vivido por Simone Susinna. Assim como aconteceu com “Cinquenta Tons de Cinza”, a trama erótica descamba para um melodrama de novela no capítulo final. A prévia mostra Massimo tentando reconquistar a amada, curiosamente sem apelar para a violência que caracterizou o primeiro “encontro”, enquanto ela fica dividida sobre qual dos dois vai escolher. Nos livros, a decisão da protagonista decepcionou os fãs. “365 Dias Finais” tem estreia marcada em 19 de agosto, menos de quatro meses após o lançamento da segunda parte, “365 Dias: Hoje”. E seu lançamento pode realizar uma façanha histórica, transformando “365 Dias” na primeira trilogia a somar 0% de aprovação crítica em todos os capítulos, no Rotten Tomatoes.
Netflix revela teaser da série com as cantoras Lucy Alves e Agnes Nunes
A Netflix também está entrando no universo dramático da música mais popular brasileira. A plataforma divulgou pôsteres e o primeiro teaser da série nacional “Só Se For Por Amor”, protagonizada pela cantora Lucy Alves (“Tempo de Amar”) e Felipe Bragança (“Dom”), que estreia em 21 de setembro. A prévia apresenta os protagonistas, que também incluem a cantora Agnes Nunes, em sua estreia como atriz. Na trama, que se passa em Goiás, Deusa (Lucy Alves) e Tadeu (Filipe Bragança) são um casal apaixonado que decide criar uma banda, a Só Se For por Amor. Mas assim que começam a fazer sucesso, Deusa recebe uma proposta de carreira solo. Ao seguirem rumos diferentes, a relação deles sofre abalos, enquanto o grupo procura uma nova vocalista. É quando surge a misteriosa Eva (Agnes Nunes). Lucy Alves aproveitou a divulgação para comentar o lançamento nas redes sociais. “Um conto quente que nem sertão, cheio de prazer e de paixão. Deusa está chegando, minha gente! Ansiosa pra dividir com vocês. ‘Só Se For Por Amor’ é um presente e um projeto que eu tenho o imenso prazer em fazer parte. Obrigada, Netflix Brasil! Tô pronta! Estreia dia 21 de Setembro”, ela escreveu.
Klara Castanho e Tainá Müller celebram “Bom Dia, Verônica” com fotos de bastidores
As atrizes Klara Castanho e Tainá Müller celebraram o lançamento da 2ª temporada de “Bom Dia, Verônica” na Netflix com a postagem de fotos dos bastidores da produção. “Estreamos há quase semana e seguimos no TOP 3. Obrigada por abraçarem nossa arte!”, escreveu Castanho ao lado das imagens, referindo-se à lista dos programas mais vistos da plataforma no Brasil. Já Tainá Müller ironizou o título da atração diante de tanto drama da trama: “Aguardando o dia em que a Verônica vai ter um dia realmente bom”. A 2ª temporada da atração da Netflix troca o tema da violência doméstica, que marcou os episódios iniciais, pela violência sexual, aprofundando o abuso psicológico de homens dominadores. O ponto de partida é uma narrativa que lembra os crimes denunciados contra João de Deus, que já foi um dos médiuns mais famosos do Brasil, antes de ser condenado à prisão. O vilão interpretado por Reynaldo Gianecchini abusa sexualmente de mulheres ao prometer a elas a cura para diferentes mazelas. Dentro de casa, ele também assedia sexualmente a própria filha, vivida por Klara Castanho. Quando a atriz revelou em junho ter sido vítima de um estupro, depois de sofrer exposição de uma gravidez, houve muita preocupação com sua participação na trama. Mas as cenas de assédio à sua personagem não incluem agressões. Os novos episódios também revelam que o personagem de Gianecchini é quem está por trás da perigosa organização criminosa da série, responsável por infiltrar aliados em cargos importantes na polícia e no judiciário. Na trama, a Verônica vivida por Tainá Müller tentará tornar públicos os crimes do vilão e da organização criminosa que ele comanda. Produção da Zola Filmes, a série é baseada no romance policial de mesmo nome de Ilana Casoy e Raphael Montes (autores de “A Menina que Matou os Pais”), lançado originalmente sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Os dois também escrevem e produzem a atração, concebida pelo próprio Raphael Montes. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Klåra Cåstanho (@klarafgcastanho) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tainá Müller (@tainamuller) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tainá Müller (@tainamuller)
Netflix cancela “Força Queer” após uma temporada
A Netflix cancelou a série animada “Força Queer” (Q-Force), sobre um grupo desvalorizado de superespiões LGBTQIAP+ em aventuras pessoais e profissionais. Como a plataforma não anuncia cancelamentos, a notícia foi dado por um dos dubladores, Matt Rogers (do podcast “Las Culturistas”), durante uma aparição no podcast “Attitudes!”. “As pessoas que adoraram realmente adoraram, e a boa notícia é que sempre estará na Netflix”, disse Rogers. “Não teve uma 2ª temporada, mas saiu e existe.” Lançada em setembro do ano passado, a série girava em torno de Steve Maryweather, mais conhecido como Agente Mary, que é punido com uma relocação após revelar ser homossexual para a empresa em que trabalha, a Agência de Inteligência Americana (AIA). Entretanto, em vez de se acomodar com a “punição”, Mary acaba formando sua própria equipe de agentes queer. A atração lembrava a animação brasileira “Super Drags”, também da Netflix, com super-heróis LGBTQIAP+, que também foi precocemente cancelada após a 1ª temporada. A animação americana foi criada por Gabe Liedman (roteirista de “Brooklyn Nine-Nine”), Sean Hayes (o Jack de “Will & Grace”) e Michael Schur (criador de “Brooklyn Nine-Nine”) e destacava em seu seu elenco o próprio Sean Hayes como a voz do agente Mary.
As 10 melhores séries de julho
Com cada vez mais séries lançadas todas as semanas nos diversos serviços de streaming em operação no Brasil, nem os melhores maratonistas de sofá estão conseguindo acompanhar o ritmo do mercado. Considere essa seleção mensal como um lembrete para reforçar o que pode estar perdendo. Encabeçada pelo inescapável fenômeno “Stranger Things”, a mostra de julho também chama atenção por incluir três produções brasileiras, refletindo o avanço do conteúdo nacional de qualidade no streaming. Confira abaixo o Top 10 com detalhes e trailers de cada destaque. | STRANGER THINGS 4,5 | NETFLIX Depois de quebrar recordes e virar a maior audiência entre todas as séries em inglês da Netflix, “Stranger Things” retornou em 1 de julho para os instantes finais de sua temporada com o aguardado confronto entre Onze (ou Eleven, em inglês) e Vecna – a luta da super-heroína contra o monstro, como a própria Onze (Millie Bobby Brown) sugeriu no começo da história. Com Kate Bush e Metallica na trilha sonora, os episódios finais eletrizaram os fãs com seu mergulho no Mundo Invertido e seu resgate de clássicos do rock – que teve impacto nas paradas de sucesso do mundo real. Não por acaso, as músicas que se destacaram foram ligadas à performances de Joseph Quinn, intérprete de Eddie Munson, e Sadie Sink, a Max, que conquistaram mais atenção e elogios que qualquer um dos protagonistas originais. Em clima de pesadelo, a temporada celebrou uma guinada forte para o terror e apertou pause em pleno gancho apocalíptico, para explodir a ansiedade dos fãs pelo quinto ano e o final definitivo da história. | HARLEY QUINN 3 | HBO MAX A série animada adulta da Arlequina volta ainda mais imprópria, com violência sanguinária, muitos palavrões e uma cena de sexo entre Batman e a Mulher-Gato que fez a diretoria da DC intervir na produção. O que não foi censurado foi o romance entre Harley e Ivy (a Hera Venenosa). Elas aprofundam o namoro assumido na temporada passada, mas o relacionamento enfrenta sua primeira briga diante do plano da vilã esverdeada de transformar Gotham City numa floresta. Harley acaba se aliando aos heróis, o que seus comparsas estranham. Criação de Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey, produtores da subestimada série de comédia da DC “Powerless”, a animação reúne um time de dubladores de peso, com destaque para Kaley Cuoco (a Penny de “Big Bang Theory”) como a anti-heroína do título, Lake Bell (“Bless This Mess”) como a voz de Hera Venenosa, Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”) como o Coringa e Cara de Barro, Jim Rash (“Community”) como o Charada, Ron Funches (“Doze é Demais”) como Tubarão Rei, Diedrich Bader (“Veep”) como Batman, Sanaa Lathan (“Alien vs. Predador”) como Mulher-Gato e Wayne Knight (o Newman de “Seinfeld”) como o Pinguim. | ONLY MURDERS ON THE BUILDING 2 | STAR+ A série de comédia traz Selena Gomez, Steve Martin e Martin Short como três vizinhos obcecados por documentários criminais, que resolvem criar um podcast ao se depararem em seu prédio com um mistério igual aos que amam assistir – o que, por azar, também os transforma nos principais suspeitos do crime. A trama continua na 2ª temporada, quando os três se veem confrontados por uma pessoa misteriosa interessada em incriminá-los e vê-los presos, ao mesmo tempo em que surge um podcast rival e todos no prédio passam a olhá-los com desconfiança. Para completar, a trama ainda passa a contar com novas e variadas participações especiais, incluindo a premiada atriz Shirley MacLaine (vencedora do Oscar por “Laços de Ternura”), a comediante Amy Schumer (“Descompensada”) e a modelo/atriz Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”). Criada por Steve Martin e John Robert Hoffman (roteirista de “Grace and Frankie”), a atração é a primeira série da carreira do veterano comediante de e marca a volta de Selena Gomez ao formato, uma década após “Os Feiticeiros de Waverly Place” – encerrada em 2012 no Disney Channel. | PRETTY LITTLE LIARS: UM NOVO PECADO | HBO MAX Vinte anos atrás, uma morte sem explicações agitou a cidadezinha de Millwood. Agora, nos dias atuais, cinco garotas adolescentes são atormentadas por um agressor desconhecido por culpa de algo que tem a ver com os segredos de suas mães. Parece o começo de uma história de terror dos anos 1980. Mas é a terceira série derivada de “Pretty Little Liars”, que junta as mensagens anônimas da atração original com um ambientação de slasher, bem mais violenta que o clima de intriga teen anterior, onde não falta sequer um serial killer mascarado. Refletindo a tendência dos últimos anos, as novas protagonistas são mais diversificadas. O elenco é encabeçado por Bailee Madison (da série “A Bruxa do Bem”), Chandler Kinney (Riana Murtaugh na série “Máquina Mortífera”/Lethal Weapon), Maia Reficco (estrela da série infantil argentina “Kally’s Mashup”), Zaria Simone (vista em “Black-ish”) e Malia Pyles (de “Baskets” e “Batwoman”), além de Mallory Bechtel (“Hereditário”) no papel de gêmeas malvadinhas da escola. Com personalidades bastante distintas, as personagens envolvem rapidamente o espectador, especialmente a cinéfila, que encaixa inúmeras citações a diretores e filmes em suas frases. Para os fãs da primeira versão, o spin-off é imperdível. Mas dá para se envolver com a intriga, a tensão e o mistério mesmo sem conhecer a outra série, enquanto as garotas tentam descobrir quem é A. Vale lembrar que, apesar do sucesso da primeira atração – que durou sete temporadas, de 2010 a 2017 – , a produtora I. Marlene King nunca conseguiu repetir o desempenho com seus spin-offs, “Ravenswood” (2013) e “The Perfectionists” (2019), ambos cancelados na 1ª temporada. Por isso, “Um Novo Pecado” é o primeiro spin-off sem relação com a equipe original. Em seu lugar está o criador de “Riverdale”, Roberto Aguirre-Sacasa, que produz e assina os roteiros com sua colaboradora de “O Mundo Sombrio de Sabrina”, Lindsay Calhoon Bring. E os primeiros episódios disponibilizados já deixam claro que a série é melhor escrita e possui um orçamento maior que a primeira “Pretty Little Liars”. | SANTA EVITA | STAR+ A minissérie gira em torno do cadáver da ex-primeira dama argentina Eva Perón, narrando a intrigante história de Evita depois de sua morte por câncer aos 33 anos de idade – que nesta semana completou 70 anos! Adorada pela população argentina, Evita foi embalsamada e velada por milhões de pessoas. Até que a ditadura militar destituiu Perón do poder e decidiu sequestrar o cadáver da ex-primeira dama para que não se convertesse em objeto de culto. Mesmo assim, seu cadáver se multiplicou, por meio de réplicas, e deu origem a um número incrível de incidentes, vividos por militares do Serviço de Inteligência do Exército Argentino. Alguns fatos parecem comédia, mas aconteceram de verdade. A adaptação está a cargo das autoras e atrizes argentinas Marcela Guerty e Pamela Rementería (criadoras de “O Homem da Sua Vida”, que ganhou remake brasileiro na HBO), e traz a atriz uruguaia Natalia Oreiro (de “Infância Clandestina” e ex-Paquita da versão em espanhol do Xou da Xuxa”) no papel-título, acompanhada pelo argentino Darío Grandinetti (“Vermelho Sol”) no papel do ex-presidente Juan Domingo Perón, e o conterrâneo Ernesto Alterio (“Narcos: Mexico”) como o coronel Moori Koenig, que, trabalhando no serviço diplomático na Alemanha, recebe o corpo ao qual deve dar sumiço, apenas para vê-lo ser roubado e reaparecer nos lugares mais inacreditáveis. A série tem direção do argentino Alejandro Maci (criador da versão argentina de “Em Terapia”) e do colombiano Rodrigo García (“Últimos Dias no Deserto”), que é filho do escritor Gabriel García Márquez. Além disso, tem fotografia de Félix Monti (“O Segredo dos Seus Olhos”, “O Quatrilho”), que é o melhor cinematógrafo da Argentina, e produção a cargo da estrela mexicana Salma Hayek (“Frida”). | QUEER AS FOLK | STARZPLAY A produção que retoma o título da série gay clássica chegou no último dia de julho em streaming, acompanhando um novo grupo diversificado de amigos da cena LGBTQIAP+ de Nova Orleans, cujas vidas são transformadas após uma tragédia. A estreia registra um massacre promovido por um atirador homofóbico num clube gay, com direito a mortos e feridos. É impactante. Mas apesar dessa densidade, há muitos momentos leves na produção, que destaca personagens adoráveis e carrega muita ressonância cultural. Esta é a segunda vez que o título da série britânica de 1999, criada por Russel T. Davies (também responsável pelo revival de “Doctor Who”), é usado numa adaptação para o público dos Estados Unidos. Um ano após a estreia da atração original, Ron Cowen e Daniel Lipman fizeram uma versão ambientada em Pittsburgh para o canal pago Showtime, que pegou as histórias passadas na Inglaterra e as expandiu ao longo de cinco temporadas, entre 2000 e 2005. O remake acabou se tornando o primeiro drama da TV americana protagonizado por homens gays, o que ajudou a inaugurar uma nova era de programação, abrindo caminho para inúmeras séries LGBTQIA+. A nova versão foi desenvolvida por Stephen Dunn (“Little America”) e reúne um grande elenco, formado por Jesse James Keitel (“Big Sky”), Johnny Sibilly (“Hacks”), Fin Argus (“Agents of SHIELD”), Devin Way (“Grey’s Anatomy”), Ryan O’Connell (“Special”), Lukas Gage (“The White Lotus”), Chris Renfro (“Two Dollar Therapy”), Armand Fields (“Work in Progress”), Megan Stalter (“Hacks”) e os veteranos Juliette Lewis (“Yellowjackets”), Kim Cattrall (“Sex and the City”) e Ed Begley Jr. (“Young Sheldon”). | PAPER GIRLS | PRIME VIDEO A adaptação dos quadrinhos premiados de Brian K. Vaughan (criador também de “Os Fugitivos”) se passa na manhã seguinte ao Halloween de 1988, quando quatro jornaleiras adolescentes, interpretadas por Riley Lai Nelet (“Altered Carbon”), Sofia Rosinsky (“Fast Layne”), Camryn Jones (“Perpetual Grace, LTD”) e Fina Strazza (“A Mulher Invisível”), fazem um desvio inesperado em sua rota de entrega de jornais, chegando sem querer no futuro – que é 2019 – onde encontram suas versões adultas. Além de serem pegas de surpresa no meio de uma guerra entre facções do futuro, elas passam a ser perseguidas pela polícia do tempo, que as considera criminosas pela viagem ilegal. O aspecto sci-fi da trama é um pouco simplificado, mas a relação das personagens compensa com um aprofundamento rico em complexidade. Produção da Legendary Television em associação com a Plan B, empresa de Brad Pitt, a adaptação é assinada por Stephany Folsom, co-roteirista de “Toy Story 4”, que também produz a atração em parceria com os roteiristas Christopher Cantwell e Christopher C. Rogers (criadores de “Halt and Catch Fire”) e os autores dos quadrinhos. | TURMA DA MÔNICA: A SÉRIE | GLOBOPLAY Continuação dos filmes da “Turma da Mônica”, a série volta a reunir os mesmos atores do cinema: Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão), além de Milena (Emilly Nayara), que foi introduzida em “Turma da Mônica: Lições” e está sendo considerada a quinta integrante da Turma. Só que os personagens não são mais crianças – com Mônica e Magali descobrindo o batom – , mas, segundo Cebolinha, também não viraram ainda adolescentes. Quem vem para atualizar o mundinho deles é Carminha Frufru (Luiza Gattai, que estreia como atriz após o “The Voice Kids”), uma menina mais ligada nas expectativas da sociedade, que “chega chegando” no bairro do Limoeiro. E junto com ela vem um mistério, com direito à referência de uma cena famosa do terror “Carrie, a Estranha” (1976) – em versão de banho de lama, em vez de sangue. A atração é comandada por Daniel Rezende, que dirigiu “Turma da Mônica: Laços” e “Turma da Mônica: Lições”, e conta ainda com os personagens Madame Frufru, interpretada por Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”), e Feitoso Araújo, o Capitão Feio, encarnado por Fernando Caruso (“Vai que Cola”). | SINTONIA 3 | NETFLIX A série brasileira mais vista da Netflix volta a acompanhar os destinos de três amigos que cresceram juntos na mesma favela, influenciados pelo fascínio do funk, do tráfico de drogas e da fé religiosa. Cada um deles transformou suas experiências em caminhos muito divergentes. Na 3ª temporada, MC Doni (Jottapê) se...
Asa Butterfield anuncia começo das gravações de “Sex Education 4”
O ator Asa Butterfield anunciou o início das gravações da 4ª temporada de “Sex Education” no Twitter. “Adivinha quem voltou?”, ele escreveu, compartilhando uma foto em que toma café na entrada de seu trailer de produção. As gravações acontecem após quatro atrizes anunciarem sua saída da série. Simone Ashley (Olivia), Rakhee Thakrar (professora Sands), Patricia Allison (Ola) e Tanya Reynolds (Lily) não vão aparecer nos novos episódios e suas ausências serão explicadas no contexto da nova trama, que vai se passar após o fechamento da escola dos personagens. Após o fim de Moordale High, eles serão relocados para outra instituição, onde se integrarão com novos personagens. Mas nem todos continuarão juntos na mesma escola. A criadora, roteirista e produtora executiva de “Sex Education”, Laurie Nunn, segue à frente da série, que ainda não há previsão para o lançamento dos novos episódios. Guess who’s back pic.twitter.com/IBQBPCOs11 — Asa (@asabfb) August 5, 2022
Dave Bautista negocia estrelar comédia policial na Netflix
A Netflix negocia com Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”) para estrelar “Unleashed”, comédia sobre um policial e seu parceiro canino. O ator interpretará o policial, que é o melhor amigo de um parceiro canino que pode farejar qualquer crime. Mas quando o animal morre durante o trabalho, o policial decide nunca mais fazer parceria com outro cachorro. Mas então a divisão o junta a Zeus. O roteiro é dos irmãos Jim e Brian Kehoe (“Não Vai Dar”) e a direção está a cargo de Jeff Tomsic (“Te Peguei!”). Bautista será visto a seguir na própria Netflix, no elenco grandioso da continuação de “Entre Facas e Segredos”, e está filmando “Duna: Parte 2” para a Warner Bros.
Estreias: “Sandman”, “Verônica” e as principais séries pra ver em streaming
A aguardada estreia de “Sandman”, adaptação de quadrinhos que fãs esperam ver desde os anos 1980, e duas produções nacionais, “Boa Noite, Verônica 2” e “Rensga Hits!”, são as séries que tendem a mobilizar maiores atenções neste fim de semana. Mas os destaques da programação do streaming ainda incluem animações para adultos e documentários sobre festivais de rock, entre outras opções. Confira abaixo as sugestões para maratonar. | SANDMAN | NETFLIX A adaptação dos famosos quadrinhos criados por Neil Gaiman nos anos 1980 foi um sonho alimentado pelos fãs durante anos. E agora o Sonho ganha carne, osso e interpretação de Tom Sturridge (“Longe Deste Insensato Mundo”). Com episódios baseados nos dois primeiros volumes da coleção em sua 1ª temporada, “Sandman” impressiona por sua capacidade de ser visualmente fiel aos quadrinhos, apesar dos contrastes na apresentação dos personagens, muitos deles escalados com intérpretes de raças e sexos diferentes das páginas originais – incluindo o Lúcifer vivido por Gwendoline Christie (a Brienne de “Game of Thrones”), a Morte interpreta por Kirby Howell-Baptiste (“The Good Place”) e Lucienne (antigamente conhecida como o assistente Lucien) em interpretação de Vivienne Acheampong (“The One”). A história também foi transposta para os dias atuais – em vez dos anos 1980 – , embora comece nos primeiros anos do século 20, quando o eterno conhecido como Sonho é preso pelo ritual de um mago. Ao se libertar após várias décadas, ele dá início a uma jornada para retomar o domínio do reino dos sonhos. Para isso, precisa recuperar três ferramentas que lhe foram roubadas – uma algibeira cheia de areia, um rubi e um elmo – , numa busca que o leva até o inferno. A narrativa é tão rica e ampla que os primeiros episódios parecem filmes diferentes entre si. Com uma mitologia complexa, que inclui a concepção dos irmãos do Sonho – eternos que representam Morte, Destino, Delírio, Desejo, Destruição e Desespero (em inglês, todos os nomes começam com a letra D) – a trama de “Sandman” capturou a imaginação de uma geração e ajudou a lançar o conceito de quadrinhos adultos numa época em que quadrinhos eram sinônimo de super-heróis. A ironia é que a situação não é muito diferente agora, com o lançamento da série num mercado cada vez mais dominado por adaptações de super-heróis. | BOM DIA, VERÔNICA 2 | NETFLIX A 2ª temporada da atração da Netflix troca o tema da violência doméstica, que marcou os episódios iniciais, pela violência sexual, aprofundando o abuso psicológico de homens dominadores. O ponto de partida é uma narrativa que lembra os crimes denunciados contra João de Deus, que já foi um dos médiuns mais famosos do Brasil, antes de ser condenado à prisão. O vilão interpretado por Reynaldo Gianecchini abusa sexualmente de mulheres ao prometer a elas a cura para diferentes mazelas. Dentro de casa, ele também assedia sexualmente a própria filha, vivida por Klara Castanho. Quando a atriz revelou em junho ter sido vítima de um estupro, depois de sofrer exposição de uma gravidez, houve muita preocupação com sua participação na trama. Mas as cenas de assédio à sua personagem não incluem agressões. Os novos episódios também revelam que o personagem de Gianecchini é quem está por trás da perigosa organização criminosa da série, responsável por infiltrar aliados em cargos importantes na polícia e no judiciário. Na trama, a Verônica vivida por Tainá Müller tentará tornar públicos os crimes do vilão e da organização criminosa que ele comanda. Produção da Zola Filmes, a série é baseada no romance policial de mesmo nome de Ilana Casoy e Raphael Montes (autores de “A Menina que Matou os Pais”), lançado originalmente sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Os dois também escrevem e produzem a atração, concebida pelo próprio Raphael Montes. | RENSGA HITS | GLOBOPLAY Depois do recorde de audiência em sua “première” na Globo, os primeiros quatro episódios chegam ao streaming. Com clima de novela das sete, a atração escrita por Renata Corrêa (“Silêncio da Chuva”) aborda o universo das mulheres da música sertaneja. A trama acompanha Raíssa (Alice Wegmann, de “Onde Nascem os Fortes”), uma jovem do interior que viaja para a cidade grande com o intuito de se tornar cantora. Ela começa a fazer pequenas apresentações em um restaurante, mas logo descobre que uma de suas composições foi roubada e gravada por outra cantora, Gláucia (Lorena Comparato, de “Impuros”), o que inicia uma rivalidade entre as duas. A produção também destaca em seu elenco Deborah Secco (“Salve-se Quem Puder”), Stella Miranda (“Carnaval”), Guida Vianna (“Valentins”), Jeniffer Dias (“Amor de Mãe”), Sidney Santiago (“Segunda Chamada”), Maurício Destri (visto num clipe recente de Manu Gavassi), Alejandro Claveaux (“Coisa Mais Linda”) e ainda marca a volta de Lúcia Veríssimo às telas, oito anos após “Amor à Vida” (2013). Além disso, há participações da apresentadora Rafa Kalimann e da cantora Naiara Azevedo. | CANDY | STAR+ A minissérie de “true crime” estrelada por Jessica Biel (“The Sinner”) conta a história verídica da dona de casa crente Candy Montgomery, que chocou os EUA em 1980 ao assassinar à machadadas sua vizinha e amiga de igreja Betty Gore. Criada por Robin Veith e Nick Antosca, que trabalharam juntos na premiada minissérie de “true crime” “The Act”, a trama acompanha o julgamento da personagem do título e flashbacks de seu relacionamento com Gore, interpretada por Melanie Lynskey (“Yellowjackets”), enquanto revela o que motivou crime tão bárbaro. | NINGUÉM MANDOU SE METER COM A GENTE | NETFLIX A série teen britânica gira em torno de um trio de cheerleaders em uma escola particular chique, que resolve reviver o clube anti-bullying de seus ex-colegas de classe para combater as injustiças e expor os valentões de sua escola. A produção é derivada de “Get Even”, também disponível na Netflix, apresentando uma história independente com novos personagens, mas com a mesma premissa da atração original de 2020. Ambas foram criadas por Holly Phillips (“Nearly Famous”) e são inspiradas nos livros da franquia “Don’t Get Mad”, de Gretchen McNeil. | PUSHING DAISIES | HBO MAX Pela primeira vez em streaming, a série vencedora de sete Emmys traz sua história completa (22 episódios de duas temporadas) para encantar quem nunca a viu e matar as saudades de quem amou sua narrativa peculiar. Apresentada como um “conto de fadas forense”, com um visual colorido, único e deslumbrante entre 2007 e 2009, “Pushing Daisies” girava em torno do dom especial de Ned (Lee Pace, de “Guardiões da Galáxia”), um confeiteiro que descobre ser capaz de trazer mortos de volta à vida com um simples toque. Porém, ele logo descobre que há consequências para o uso desse dom excepcional. Se ele tocar a pessoa que reviveu pela segunda vez, essa pessoa morre instantaneamente e não pode mais ser ressuscitada. Além disso, se ele deixar um morto reviver por mais de 60 segundos, outra pessoa nas proximidades acaba morrendo em seguida em seu lugar. Com a ajuda de um detetive particular (Chi McBride, de “Havaí Cinco-0”), ele passa a capitalizar esse dom revivendo mortos por alguns segundos para desvendar assassinatos. Até que descobre que Charlotte “Chuck” Charles (Anna Friel, de “Marcella”), a paixão da sua infância, morreu de repente. Ao sucumbir ao impulso de ressuscitá-la, Ned dá início a mais platônica das relações televisivas, pois tocá-la novamente seria fatal. Para piorar, ela se torna sua companheira inseparável, querendo ajudar a desvendar crimes, enquanto se esconde de suas tias, que poderiam morrer de susto ao descobrir que ela foi ressuscitada. Além desses personagens, ainda há outros coadjuvantes esquisitos e maravilhosos, como a garçonete Olive Snook, vivida por Kristin Chenoweth, vencedora do Emmy pelo papel. A repercussão crítica da atração consagrou o showrunner Bryan Fuller, que se tornou um dos roteiristas-produtores mais requisitados da TV americana, vindo a criar posteriormente “Hannibal”, “Star Trek: Discovery” e “Deuses Americanos” (American Gods). Mas muito do tom de “Pushing Daisies” se deve à direção de Barry Sonnenfeld, que comandou os episódios inaugurais com a excentricidade lúdica de seus dois filmes de “A Família Addams”. | HARVEY BIRDMAN: ATTORNEY AT LAW | HBO MAX Bem antes da Mulher-Hulk, outro super-herói marcou época como advogado na televisão. Lançado no ano 2000, “Harvey, o Advogado” (Harvey Birdman: Attorney at Law) se tornou um dos desenhos mais cultuados do Adult Swim por resgatar, em tom de paródia, o protagonista da série animada “Homem-Pássaro”, criada em 1967 por Alex Toth (criador também de “Space Ghost” e “Os Herculóides”). Na atração, o super-herói retorna como um advogado sério em histórias nonsense, defendendo clientes sem tirar a máscara e as asas nas sessões formais de julgamentos. Mas o que mais chama atenção é ver personagens do estúdio Hannah-Barbera, como Peter Potamos, Capitão Caverna, Salsicha e Scooby-Doo, Manda-Chuva, Fred Flintstone, Catatau e o Dr. Benton Quest (o pai de Jonny Quest) como clientes, enquanto Harvey enfrenta os vilões de seus desenhos clássicos como advogados rivais nos tribunais. As quatro temporadas (todas disponíveis) de “Harvey, o Advogado” também destacaram a coadjuvante Birdgirl, personagem obscura (vista num único episódio) do desenho de 1967, que recentemente ganhou série própria, com duas temporadas já lançadas na HBO Max. | BOB’S BURGUER 12 & THE GREAT NORTH 2 | STAR+ Duas vezes vencedora do Emmy de Melhor Série Animada, “Bob’s Burgers” é exibida desde 2011 e acompanha Bob Belcher, sua esposa e três filhos na missão de manter um restaurante e os membros da família unidos. Entre as histórias da 12ª temporada, os fãs da série vão se deparar com uma epidemia em particular, um novo emprego temporário para Bob, que vai dar a eles muita diversão e problemas às crianças, uma visita estranha ao aeroporto e uma mentira que persegue Bob e Linda após muitos anos. Da mesma equipe de “Bob’s Burgers”, também chega a 2ª temporada de “The Great North”. A série acompanha as aventuras dos Tobin, uma família formada por um pai solteiro e quatro filhos que levam uma vida “comum” no distante e gélido Alasca. A atração é uma criação das irmãs Wendy Molyneux e Lizzie Molyneux-Logelin, que se destacaram escrevendo episódios de “Bob’s Burgers”. Elas também atuam como showrunners da atração, que ainda conta, entre seus produtores, com Loren Bouchard, o criador de “Bob’s Burgers”. | ROCK IN RIO: A HISTÓRIA | GLOBOPLAY A série documental conta a história do festival, que já foi muito importante para a cultura jovem, trazendo artistas que nunca tinham vindo antes ao Brasil numa celebração histórica. Com capítulos divididos por edição do evento, o primeiro é disparado o melhor pela importância representada de seu lançamento em 1985, em meio ao processo de abertura política do Brasil e ao surgimento da melhor geração do rock brasileiro. Da noite de metal com Iron Maiden e Ozzy Osbourne ao new wave de B-52’s e Go-Go’s, passando pelo megashow do Queen, foi um retrato marcante de sua época, até hoje lembrado pelas imagens de Freddie Mercury comandando um coro de centenas de milhares em “Love of My Live” e de Cazuza cantando “pro dia nascer feliz” – que virou um hino das Diretas Já. Seu renascimento em 1991 trouxe Guns ‘N Roses e Faith No More, mas também iniciou seu afastamento do rock, abrindo espaço para o pop excepcional de Prince e George Michael, além de ampliar a inclusão de ritmos brasileiros. A partir dos anos 2000, o Rock in Rio se agigantou ainda mais, virou franquia e foi para Lisboa, virando basicamente um parque temático, em vez de evento musical. Longe da inovação da estreia, passou a montar escalações repetitivas, tornando-se um festival de nostalgia. Uma experiência altamente previsível de velhos artistas conhecidos – Iron Maiden vem pela quinta vez em 2022! – , que só deu o que falar nos últimos tempos por demorar a abrir seu palco para o funk brasileiro. | DESASTRE TOTAL: WOODSTOCK 99 | NETFLIX O Festival de Woodstock entrou para História como ponto alto da era hippie, mas seus organizadores perderam uma fortuna...












