Os 10 melhores filmes que estreiam em casa
O premiado “Licorice Pizza” e a aventura de ação “Uncharted” são as principais estreias digitais, mas a seleção dos lançamentos também inclui dramas adolescentes em várias línguas – inclusive em português – , filmes europeus consagrados, um anime deslumbrante e um documentário para fãs do Britpop dos anos 1990. Confira abaixo as 10 sugestões de títulos que chegam ao VOD e às plataformas de assinatura nesta semana, com seus respectivos trailers. LICORICE PIZZA | VOD* Indicado a três Oscars, inclusive de Melhor Filme, e vencedor de 58 prêmios internacionais, o novo longa de Paul Thomas Anderson (“O Mestre” e “Trama Fantasma”) gira em torno do crush de um adolescente extremamente bem resolvido por uma mulher mais velha nos anos 1970. Tentando capitalizar sua incipiente carreira de ator, o jovem consegue manter a mulher por perto ao convencê-la a embarcar com ele em empreendimentos mirabolantes, levando-a a conhecê-lo melhor. Este romance entre um casal desencontrado poderia render polêmica, mas acaba se mostrando fofo na tela, justamente por tudo o que tem de equivocado, e acabou cativando a crítica americana, que o aclamou com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. A produção marca a estreia da cantora Alana Haim (do grupo musical Haim), de 30 anos, em seu primeiro papel no cinema. O diretor é muito amigo das irmãs Haim e já dirigiu nada menos que 9 clipes do trio musical (por sinal, Danielle e Heste Haim também aparecem no filme como irmãs da protagonista). Seu parceiro em cena também é estreante: Cooper Hoffman, filho do falecido ator Philip Seymour Hoffman, que fez o filme com 18 anos. O pai do jovem estrelou cinco longas de Anderson. Em contraste com o casal de iniciantes, o elenco de apoio é uma constelação de estrelas, incluindo Bradley Cooper (“Nasce uma Estrela”), Sean Penn (“O Gênio e o Louco”), Maya Rudolph (“O Halloween do Hubbie”), Ben Stiller (“A Vida Secreta de Walter Mitty”), John C. Reilly (“Kong: A Ilha da Caveira”), Emma Dumont (“The Gifted”), Skyler Gisondo (“Santa Clarita Diet”), Benny Safdie (“Bom Comportamento”), Mary Elizabeth Ellis (“Lodge 49”) e o cantor Tom Waits (“Os Mortos Não Morrem”). UNCHARTED – FORA DO MAPA | NOW, VIVO PLAY, VOD* Baseado num game de sucesso, “Uncharted” traz Tom Holland como Nathan Drake, que nos jogos da Naughty Dog é um arqueólogo aventureiro. Só que este Indiana Jones digital é completamente diferente no filme, porque o ator não tem a idade nem a aparência física do papel. Para contornar esse “detalhe”, a trama é apresentada como uma história de origem – nunca vista nos games – , em que Drake ainda é um jovem diletante e tem seu primeiro encontro com um caçador de tesouros que irá se tornar seu mentor na busca por uma fortuna perdida. Mark Wahlberg (“O Grande Herói”) vive o segundo protagonista, após ser cotado para viver Drake numa versão anterior do projeto – em desenvolvimento há mais de uma década. O elenco também inclui Antonio Banderas (“Dor e Glória”), Sophia Ali (“Grey’s Anatomy”) e Tati Gabrielle (“O Mundo Sombrio de Sabrina”). Lançado logo após Holland encabeçar o fenômeno de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, “Uncharted” sofreu o peso de muita expectativa. Sua missão era simplesmente lançar uma nova franquia para a Sony. Mas apesar do entusiasmo dos executivos do estúdio e da bilheteria de estreia, teve sucesso apenas modesto nos cinemas, praticamente se pagando. E foi considerado medíocre pela crítica, com apenas 40% de aprovação no Rotten Tomatoes, mantendo a baixa média dos filmes dirigidos por Ruben Fleischer (o diretor dos 30% de “Venom”). Mesmo assim, fãs de aventuras mirabolantes à la “Piratas do Caribe” podem se satisfazer ao matar a saudade de uma produção repleta de ação, efeitos, piadinhas e buracos narrativos. MEU NOME É BAGDÁ | STAR+ Premiado no Festival de Berlim, o filme de Caru Alves de Sousa (“De Menor”) gira em torno de uma jovem skatista, interpretada pela novata Grace Orsato. Aos 16 anos, ela passa os dias ao lado dos amigos, fazendo manobras na pista local, fumando maconha e jogando baralho. Como a única menina a frequentar a pista de skate do bairro, ela sofre assédio e preconceito, inclusive da polícia. Mas, com sua atitude, abre caminho para outras. Aos poucos, ela conhece mais meninas skatistas, se aproxima de Vanessa (Nick Batista) e estreita novos laços de amizade. A trama é livremente inspirada no livro “Bagdá — O Skatista”, de Toni Brandão, lançado em 2009, mas centrado na figura de um menino. A versão cinematográfica mudou de ponto de vista da trama para incorporar questionamentos de gênero e a opção tem grande importância no desenvolvimento do longa, um dos melhores dramas adolescentes brasileiros recentes. APENAS NÓS | NOW, VIVO PLAY, VOD* O longa de estreia do cineasta inglês Tom Beard é um elogiadíssimo drama familiar, que narra as dificuldades de uma adolescente para lidar com as complexidades de sua família disfuncional e perturbada. Durante a estadia em uma cidade litorânea, a jovem protagonista passa a ter que cuidar da mãe, que está doente, e de seu desobediente irmão mais novo, além de conviver com novos vizinhos com comportamentos que não consegue processar. Com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme impressiona pela qualidade realista das interpretações, não apenas de seus atores famosos, mas de suas crianças. Na verdade, já era um sinal do que aguardava sua atriz principal. A produção é de 2018 e destacava uma inspiradíssima Emilia Jones, então com 16 anos, que agora é mundialmente conhecida por comover o mundo em “No Ritmo do Coração”, filme vencedor do Oscar 2022. O resto do elenco inclui Samantha Morton (“The Walking Dead”), Billie Piper (“Penny Dreadful”), Daniel Mays (“Belas Maldições”) e as crianças Badger Skelton (“O Último Ônibus do Mundo”) e Bella Ramsey (“Game of Thrones”). LOLA E O MAR | FILMICCA Indicado ao César (o Oscar francês) de 2020, o drama belga conta a história de Lola, uma adolescente trans que conta com o apoio de sua mãe para fazer a transição e mudar de vida. Só que a mãe morre repentinamente, o que leva Lola a bater de frente com seu pai distante e homofóbico, embarcando com ele numa jornada rumo ao mar para cumprir o último desejo da pessoa mais querida de sua vida. A estreante Mya Bollaers, que interpreta Lola, é um grande achado do diretor Laurent Micheli e sua performance valoriza muito a produção. ESPÍRITO INDOMÁVEL | NOW, VIVO PLAY, VOD* O drama juvenil de esportes acompanha a vida do indígena canadense Saul Indian Horse, da infância à maturidade, enquanto ele sobrevive ao internato e ao racismo dos anos 1970 para se tornar um talentoso jogador de hóquei. Mas para alcançar seus sonhos, o jovem precisa encontrar seu próprio caminho, superando obstáculos ao lutar contra estereótipos e o alcoolismo. A adaptação do romance de Richard Wagamese (1955–2017) tem direção de Stephen S. Campanelli, que em sua carreira oscilante já comandou até trash de Nicolas Cage (“A Ilha”), mas consagrou-se com esta produção, vencedora de 10 troféus no circuito de festivais e premiações canadenses – a maioria em votação do público. LUZIFER | MUBI O cineasta austríaco Peter Brunner é obcecado por personagens torturados por condições especiais, sejam doenças ou obsessões patológicas. Sua nova vítima é Johannes, um homem com o coração de riança, que vive isolado numa cabana alpina com sua mãe. Sua vida diária é regida por orações e rituais. Mas, de repente, a modernidade se intromete em seu mundo de natureza e adoração divina, quando um projeto turístico ameaça envenenar seu paraíso e despertar o diabo. O grande destaque desta fábula moderna sobre a inocência perdida é o ator Franz Rogowski (“Undine”), numa performance que equilibra o encantamento infantil com a raiva extrema. Ele foi premiado como Melhor Ator no Festival de Sitges do ano passado – o festival espanhol é um dos principais eventos mundiais do cinema fantástico. IN THE AISLES | MUBI A plataforma MUBI está realizando um ciclo dedicado ao ator Franz Rogowski, que também inclui o último longa-metragem do alemão Thomas Stuber – lançado há quatro anos. Exibido nos cinemas brasileiros com o título traduzido para “Nos Corredores”, o filme traz Rogowski como um homem recluso que começa a trabalhar como estoquista no turno da noite em um supermercado. Ele logo se vê cativado por sua misteriosa colega de trabalho (Sandra Hüller, de “Toni Erdmann”), encontrando nesta atração uma forma de amenizar a opressão do ambiente, repleto de corredores longos e imponentes com empilhadeiras giratórias, que simbolizam a monotonia do trabalhado de baixa renda. Só que a mulher possui segredos desconhecidos e resolve sair subitamente de licença, deixando o novo funcionário sozinho com seus demônios noturnos. O filme venceu 12 prêmios em importantes festivais europeus, como Berlim, Atenas, Valladolid e Nápoles, além de render o Lola (o Oscar alemão) para Rugowski. BUBBLE | NETFLIX Com um visual de tirar o fôlego, “Bubble” reúne em sua equipe alguns dos maiores nomes do anime atual. A direção é de Tetsurô Araki, responsável por “Ataque aos Titãs”, o roteiro foi escrito por Gen Urobuchi, criador de “Psycho-Pass” e da trilogia animada de “Godzilla” na Netflix, e o responsável pelo design dos personagens é ninguém menos que Takeshi Obata, o autor de “Death Note”. A produção não é baseada em nenhum mangá existente, mas se inspira da fábula de “A Pequena Sereia”, transformada num conto sci-fi pós-apocalíptico. Era uma vez um futuro em que uma chuva de bolhas (bubbles) sugou toda a gravidade de Tóquio, deixando o local proibido, abandonado e sem moradores. Mas não totalmente desabitado. Por conta de suas particularidades, a cidade vira um refúgio de jovens órfãos praticantes de parkour, que desafiam as restrições após perderem os pais na inversão gravitacional. Após um salto arriscado, um dos meninos acaba caindo no mar, à margem da capital japonesa, apenas para ser salvo por uma garota com poderes especiais, que parece surgir de suas próprias bolhas de respiração na água, e esse encontro acaba impactando a vida de todos. OASIS KNEBWORTH 1996 | VOD* O documentário celebra os shows mais famosos da banda Oasis, que ocorreram no Knebworth Park, na Inglaterra, em 10 e 11 de agosto de 1996. As apresentações reuniram mais de 250 mil fãs e são considerados os maiores concertos já realizados no Reino Unido em todos os tempos. Organizados logo após o lançamento do disco “(What’s the Story) Morning Glory?”, que tinha hits como “Wonderwall”, “Don’t Look Back in Anger” e “Champagne Supernova”, os shows esgotaram rapidamente, com 2,5 milhões de pessoas candidatando-se a comprar os ingressos – também a maior procura por um espetáculo na história da cultura britânica. Na época, não havia banda mais popular na Inglaterra. Nem mais arrogante. E o sucesso sem precedentes acabou alimentando egos que já eram grandes antes mesmo da fama. As brigas dos irmãos Liam e Noel Gallgher pelo controle do grupo levaram à mudanças de integrantes e trocas de farpas públicas, mas o Oasis persistiu até 2009. A celebração do auge do Britpop tem direção de Jake Scott (do cult “Corações Perdidos”) e foi lançada nos cinemas no ano passado para comemorar os 25 anos das apresentações. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store, Amazon e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Lady Gaga fez música para a trilha de “Top Gun: Maverick”
A cantora Lady Gaga anunciou o lançamento de um novo single, intitulado “Hold My Hand”, que fará parte da trilha sonora de “Top Gun: Maverick”. A novidade foi postada nas redes sociais. Ao lado de uma foto da capa do single, ela deu detalhes da gravação. “Quando escrevi esta canção, ainda não entendia muito bem as múltiplas camadas em que ela tocava dentro do coração do filme, da minha própria psique, e do mundo em que estamos vivendo. Estava trabalhando nela há anos, aperfeiçoando-a, tentando torná-la nossa”, escreveu. E acrescentou que a letra de “Hold My Hand” expressa a “profunda necessidade humana de entender o outro e ser entendido”. Ela também agradeceu ao astro Tom Cruise, ao compositor Hans Zimmer e ao diretor Joseph Kosinski pela oportunidade de contribuir com o filme. “Foi uma experiência linda trabalhar com eles”, definiu. A música será lançada na próxima terça, dia 3 de maio. Já “Top Gun: Maverick” só chega aos cinemas brasileiros em 26 de maio.
Série de The Weeknd será refeita pela HBO
A produção da série “The Idol”, criada e estrelada por The Weeknd, está passando por uma grande reformulação na HBO. O canal pago não teria aprovado os primeiros capítulos entregues, que serão refeitos com mudanças em sua direção criativa. Por conta disso, a cineasta Amy Seimetz (“Vou Morrer Amanhã”), que dirigiria os seis episódios encomendados, saiu do projeto. A HBO confirmou que o trabalho desenvolvido até aqui será refeito, com mudanças na equipe e até no elenco. “A produção fará ajustes em seu elenco e equipe para melhor atender a essa nova abordagem da série. Estamos ansiosos para compartilhar mais informações em breve”, disse o canal pago americano em comunicado. A trama de “The Idol” acompanha uma cantora pop, que começa um romance com um guru de autoajuda e dono de um clube de Los Angeles, sem saber que ele é líder de uma seita secreta. A protagonista é vivida por Lily-Rose Depp (“Viajantes”), filha dos astros Johnny Depp e Vanessa Paradis, enquanto o guru é encarnado por The Weeknd, idealizador da atração em parceria com Sam Levinson, criador de “Euphoria”. O elenco original também inclui os cantores Troye Sivan (“Boy Erased”), Tunde Adebimpe (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”) e Suzanna Son (“Red Rocket”), além de Melanie Liburd (“This Is Us”), Steve Zissis (“A Morte Te Dá Parabéns 2”), Elizabeth Berkley (“Saved by the Bell”), Nico Hiraga (“Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta”) e Anne Heche (“Hung”). Para completar, a cantora Britney Spears também faria uma participação especial. Com a saída de Seimetz, Levinson deve assumir um papel mais ativo na produção, inclusive dirigir os episódios.
Novo clipe de Florence + The Machine traz o ator Bill Nighy
A banda Florence + The Machine divulgou o clipe de uma nova canção chamada “Free”, que traz a cantora Florence Welch ao lado do ator inglês Bill Nighy (“Minamata”). A música é o quarto single do álbum “Dance Fever”, que só será lançado em 13 de maio. Assim como nos vídeos anteriores (os bem mais impressionantes “King”, “Heaven is Here” e “My Love”), a direção é assinada por Autumn de Wilde.
Emicida será primeiro artista brasileiro com show no “Fortnite”
O rapper Emicida vai se tornar o primeiro artista brasileiro a se apresentar no “Fortnite”, game online que já realizou shows virtuais de artistas como Ariana Grande, DJ Marshmello e Travis Scott. Emicida se apresenta na próxima sexta (29/4), às 19h, num show que será disponibilizado globalmente por 72 horas ininterruptas. A participação do brasileiro faz parte do projeto Onda Sonora, que pretende trazer representantes de várias regiões do mundo em uma ação interativa dentro do jogo. Além do show, a participação de Emicida dentro do Fortnite contará a história do rapper e passará por cenários que dialogam com a sua trajetória. O público também poderá assistir à performance em 15 salas do circuito de cinemas do Cinemark pelo Brasil, em datas a serem divulgadas. AVISO DE FOTOSSENSIBILIDADE / CONVULSÕES – Este evento possui luzes piscantes. — Fortnite Brasil (@Brasil_Fortnite) April 22, 2022
Final do BBB terá shows de Naiara, Maria e Linn da Quebrada
A final do “BBB 22”, programada para a próxima terça-feira (26/4), terá um verdadeiro “festival” de música com shows de vários convidados. O mais curioso na lista é a presença de três eliminadas da edição, Naiara Azevedo, Maria e Linn da Quebrada, que cantarão para os finalistas – e rivais delas no jogo. Além das cantoras, o programa contará com apresentações de Léo Santana, Xamã, Matheus & Kauan, Jão e o indefectível Paulo Ricardo. Com apresentação de Tadeu Schmidt, o final do “BBB 22” será exibido na Globo depois da novela “Pantanal”, por volta das 22h30. Mas depois disso os confinados da edição ainda voltarão a se encontrar mais duas vezes durante a semana, no programa “A Eliminação” de quarta (27/4), no Multishow, e no “BBB Dia 101”, especial de reencontro que vai ao ar na noite de quinta (28/4) na tela da Globo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Big Brother Brasil (@bbb)
Clipe de Baco Exu do Blues transforma cidades brasileiras em Gotham City
A HBO Max divulgou um clipe do rapper baiano Baco Exu do Blues. Chamada de “Gotham é Aqui”, a produção foi feita para divulgar o lançamento do filme “Batman” na plataforma de streaming. Dirigido por Gotacx (Cristiano Trindade), o vídeo referencia a Gotham City do cinema com elementos de várias cidades brasileiras – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Salvador, entre outras. E também com os problemas sociais destas cidades. “Batman” chegou na HBO Max na segunda-feira (18/4) e também foi disponibilizado nas plataformas de VOD, para compra e aluguel digitais. Além disso, o filme continua em cartaz nas salas de cinema do Brasil.
Gabriel Leone será Ney Matogrosso em série da Globoplay
O ator Gabriel Leone (o “Dom”) vai estrelar um novo projeto ligado à história da música brasileira. Depois de viver Roberto Carlos em “Minha Fama de Mau” e dar vida ao Eduardo de “Eduardo e Mônica”, baseado na música da Legião Urbana, ele será Ney Matogrosso numa série da Globoplay sobre o grupo Secos & Molhados, que revolucionou a MPB no início dos anos 1970. A produção definiu os protagonistas com Gabriel Leone no papel de Ney Matogrosso, Mauricio Destri (“Os Dias Eram Assim”) como João Ricardo e Caio Horowitz (“Lov3”) como Gérson Conrad – o trio Secos & Molhados. Gabriel e Ney, inclusive, já se encontraram para falar do projeto e, nesta semana, o ator revelou em seu Instagram estar lendo a biografia do cantor, “Ney Matogrosso: Vira-lata de Raça”. Com produção da O2 Filmes, a série é baseada no livro “Primavera nos Dentes: A História do Secos & Molhados”, de Miguel de Almeida. As gravações devem começar em junho para uma estreia em streaming no ano que vem.
10 clipes: Conheça a nova geração shoegazer
A seleção de clipes de rock independente desta semana reúne novos lançamentos de shoegaze e dreampop, gêneros que marcaram os anos 1990 com muita microfonia e vozes angelicais, num resgate feito por artistas que, em sua maioria, nem eram nascidos quando My Bloody Valentine transformou o rock murmurado ensurdecedor em hit dançante. O Top 10 semanal (sem rankeamento) é disponibilizado em dois formatos: convencional, com breves informações sobre os artistas abaixo de cada vídeo, e via playlist (localizada no final do post), para quem preferir uma sessão contínua – método mais indicado para assistir numa Smart TV (opção Transmitir, na aba de configurações do Chrome, ou Mais Ferramentas/Transmitir etc no Edge). HATER | SUÉCIA Na ativa desde 2016, a banda sueca liderada por Caroline Landahl é conhecida por seu shoegaze de levada pop, ao estilo de Lush. A música “Far From a Mind” acrescenta influência de Sonic Youth à sua versão do rock indie dos anos 1990, em antecipação a seu segundo álbum, “Sincere”, que tem lançamento marcado para 5 de maio. CIEL | INGLATERRA Formada em Brighton, na costa inglesa, do encontro de três músicos de diferentes países – a cantora Michelle Hindriks tinha até carreira solo na Holanda – , a banda começou com baladas de dreampop antes de lançar “Fine Everything”, em que abraça o shoegaze. A música faz parte do terceiro EP do trio, que ainda não tem previsão de lançamento. WOMBO | EUA O trio do Kentucky se destaca pelos vocais twee de Sydney Chadwick, que evocam uma sensação etérea ao colidirem com a parede de guitarras de Cameron Lowe – ex-integrante da banda punk Debauchees. A formação com o baterista Joel Taylor é de 2016. Já “One of This” é sua guinada shoegaze após o EP pós-punk “Keesh Mountain” do ano passado. WHIMSICAL | EUA Veteranos da turma, o quarteto de Indiana lançou seu primeiro álbum em 2000 – o cultuado “Setting Suns Are Semi-Circles”. Depois de implodir em 2005, volta a ativa junto da redescoberta do shoegaze pela nova geração. “Rewind” é a música que abre seu novo disco, “Melt”, lançado há duas semanas. SUGAR FOR THE PILL | GRÉCIA Apesar de formada só há dois anos, a banda de Atenas já tem um álbum, “Wanderlust”, lançado no mês passado. Com melodias etéreas e um vídeo repleto de coreografias, “Quicksand” foi o segundo single do grupo. KRAKÓW LOVES ADANA | ALEMANHA A dupla forjada nos clubes de Hamburgo resolveu revistar três músicas de seu mais recente álbum eletrônico (“Follow The Voice”), trocando a proeminência dos sintetizadores por guitarras. “Open The Door” é a versão etérea de “Dream House” e o destaque do novo EP “Swim In The Blue”, numa guinada sonora radical que pode influenciar futuros trabalhos. HATCHIE| AUSTRALIA Harriette Pilbeam, a cantora e baixista australiana conhecida pelo apelido Hatchie, lança seu segundo álbum solo na próxima sexta (22/4). “This Enchanted” é a segunda faixa de “Giving the World Away”, e sua combinação de guitarras e sintetizadores é o dreampop mais dançante da atualidade. Todo o disco foi composto em parceria com Joe Agius, líder da banda Rinse, que, inclusive, conta com Hatchie entre seus integrantes. BLUSHING | EUA Faixa exemplar do dreampop da banda texana, “Ours” evoca tanto Cocteau Twins quanto My Bloody Valentine. A música faz parte do segundo álbum, “Possessions”, lançado há dois meses com contribuições de ícones do gênero das cascatas elétricas de guitarras. A produção é de Elliott Frazier (Ringo Deathstarr), a masterização de Mark Gardener (Ride) e o disco ainda inclui uma colaboração com Miki Berenyi (Lush). AVALYN | INGLATERRA Mark Gardener também trabalhou em “When We Were Nothing”, primeiríssimo single do quarteto shoegazer de Liverpool. E o resultado parece Ride mesmo, inclusive na apresentação visual. JUST MUSTARD | IRLANDA O quinteto irlandês lançou seu álbum de estreia em 2018, explorando o lado mais melancólico do dreampop, com baladas de guitarras infinitas. “Mirrors” é o primeiro single de “Heart Under”, o segundo álbum, previsto para 27 de maio. | PLAYLIST |
Imprensa americana elogia Pabllo Vittar “estelar” em Coachella
Depois de Anitta, foi a vez de Pabllo Vittar brilhar no Festival de Coachella. Mesmo no palco Gobi, um espaço bem menor – Anitta cantou no palco principal – , recebeu elogios entusiasmados da imprensa americana, que destacou o feito histórico proclamado pela cantora ao iniciar sua apresentação. “Meu nome é Pabllo e sou uma drag queen do Brasil – a primeira drag queen a se apresentar no Coachella”, disse a brasileira, declaração repercutida pela mídia americana, como o site PopCrave, que destacou fotos da apresentação no Twitter, e as revistas Billboard e Fader. Descrevendo a apresentação como um “set de alta energia e feroz”, a Billboard afirmou que Pabllo eletrizou o público, “que nem uma vez parou de dançar ao som de seu techno trilíngue e hinos de música pop”. E ainda destacou a emoção transmitida pela performance. “Ao se despedir, Pabllo não conseguiu deixar de chorar”. A revista Fader ecoou os elogios, mencionando o “set poderoso” e “uma performance eletrizante”. Mas foi a resenha da revista Rolling Stone (a original) que chamou mais atenção pela conclusão entusiasmada. Após definir o show como “estelar”, o texto afirmou ser “um mistério por que a artista brasileira ainda não se tornou uma estrela pop internacional”. Pabllo Vittar já tinha se apresentado no festival americano em 2019, quando cantou uma música com Major Lazer e outra com Sofi Tukker, mas foi a primeira vez que fez um show solo no evento. E contou até com uma convidada, a nipo-britânica Rina Sawayama, sua parceira em “Follow Me”. Ao se entregar à emoção, ainda se declarou para outra parceira antiga, que arrasou no primeiro dia do evento, “Eu te amo, Anitta”, gritou, antes de cantar “Sua Cara”. Ela terminou a apresentação chorando no chão do Gobi. A performance foi transmitida ao vivo pelo canal do YouTube do festival e atraiu mais audiência que as atrações exibidas simultaneamente em dois outros palcos – inclusive no palco principal. Pabllo Vittar becomes the first drag queen to perform at #Coachella. pic.twitter.com/rzi6aLWYDC — Pop Crave (@PopCrave) April 17, 2022
Ludmilla e Anitta fazem as pazes: “Viva o funk, p****!”
A música que originou o desentendimento entre Anitta e Ludmilla também está sendo responsável por encerrar a briga. Anitta escolheu “Onda Diferente”, sua parceria com Ludmilla e o rapper Snoop Dogg, para abrir seu show histórico de sexta (15/4) no festival de Coachella, nos Estados Unidos, sem cortar a voz da “rival”. E Ludmilla elogiou o impacto da música no palco americano. “Muito f*** ver nossa música ganhando o mundão. Viva o funk, p****!”, escreveu Ludmilla, junto com um emoji de foguete, no Twitter. O comentário foi muito elogiado pelos fãs das duas artistas, entre eles a cantora Inês Brasil: “Glória a Deus. Manos, é o milagre da Páscoa. Tem que fazer as pazes mesmo. Anitta e Ludmilla, lindas, belas mulheres. Amo vocês, manas!”. A briga entre as duas aconteceu na época do lançamento de “Onda Diferente”, em 2019. A música foi feita por Ludmilla, mas acabou registrada como se Anitta também fosse uma das autoras. Quando Ludmilla anunciou que a composição era sua, os fãs de Anitta começaram a atacá-la, inclusive com ofensas racistas. Foi o fim da parceria e da amizade. O desentendimento chegou, inclusive, a repercutir no “BBB 22”. No começo do programa, Brunna Gonçalves, mulher de Ludmilla, fechava a cara ao ouvir elogios para Anitta, mas depois de um tempo até dançou música da cantora. Glória a Deus 🙏🙏🙏 manos é o milagre da Páscoa 🐣 tem que faze as pazes mesmo Anitta e ludmilla lindas belas mulheres negra como eu 🙏🙏🙏❤️❤️❤️❤️🥰🥰🥰🥰🙏🙏🙏🐣🐣🐣 amo@vocês manas dalhe funk dalhe Anitta e ludmilla adoro 🙏🙏🙏❤️❤️❤️❤️❤️❤️ viva Páscoa — Inês Brasil 🧬 (@inesbrasiltv) April 16, 2022
Imprensa americana rasga elogios para show de Anitta no Festival de Coachella
Anitta foi, viu e venceu. O show da cantora foi um dos mais aclamados do primeiro dia do festival americano de Coachella, que começou na sexta-feira (15/4). E quem afirma isso é a imprensa dos EUA. As revistas Variety, Billboard, Rolling Stone e o jornal Los Angeles Times rasgaram elogios para a apresentação da brasileira, que entrou no palco de mototáxi, performou com muitos dançarinos diante de caixas de som poderosas, evocando suas origens no Furacão 2000, fez parcerias com Snoop Dog, Saweetie e Diplo, e transformou o evento num baile funk internacional. A Variety rasgou elogios desde o título da cobertura: “Anitta impressiona Coachella com set selvagem e sexy”. E elaborou: “A cantora brasileira Anitta é uma superestrela na América Latina há anos, mas só agora está dando um passo em direção aos EUA – e esse movimento ganhou um grande ponto de exclamação com sua apresentação elaborada, abrangente e sexy no festival Coachella na noite de sexta-feira”. Depois de descrever os detalhes da produção, a revista ainda conclui: “É seguro dizer que Anitta deixou sua marca”. O LA Times exaltou Anitta como a “maior atração brasileira no mundo atualmente” e disse que ela “trouxe um gostinho do Rio para o palco do Coachella”. A Billboard declarou que o show foi “um marco” e uma “estreia muito esperada”, afirmando que “a apresentação de Anitta foi emocionante, pois os fãs não conseguiam tirar os olhos dela e de seus dançarinos”. Ao revisar o show na análise completa da primeira noite do festival, a publicação ainda acrescentou que foi “um set pra fazer História”. “Difícil destacar só um melhor momento da performance de Anitta, repleta de estrelas e rebolados”. A Rolling Stone americana completou a exaltação com frases como “um triunfo”, “digna de atração principal” e “momento mais energético da primeira noite do festival”.
Lizzo lança seu clipe mais dançante
A cantora americana Lizzo lançou o clipe de “About Damn Time”, em que participa de um grupo de suporte para pessoas “estressadas e sexy”. No vídeo assinado por Christian Breslauer (que trabalhou com Anitta em “Boys Don’t Cry”), ela coloca todos os funcionários do prédio em que acontece a reunião, do faxineiro ao pintor, para dançar. Um detalhe é que, enquanto dança, Lizzo assume uma persona glamourosa, com cabelo laqueado e traje azul brilhante. A imagem de queen combina com a letra de “About Damn Time”, que embala um refrão sobre sair do armário (“I’m comin’ out tonight”). Estrela de várias paradas Pride, Lizzo já tinha mencionado sua bissexualidade em entrevistas e agora canta que precisa de “um homem ou uma mulher sentimental” para se sentir motivada. Primeiro single da cantora desde agosto do ano passado, quando lançou “Rumors”, sua parceria com Cardi B, a música também aponta uma nova direção para Lizzo. Extremamente dançante, segue a linha nu disco, uma versão moderna e também nostálgica da disco music, que vigorou na época do Daft Punk e ressurgiu há alguns anos com hits de The Weeknd, até explodir nas paradas com Dua Lipa no ano passado. O novo álbum de estúdio de Lizzo deve sair ainda este ano, embora não haja data confirmada.












