Documentário da Turma do Balão Mágico capricha nas polêmicas. Conheça as principais
A série documental “A Superfantástica História do Balão”, lançada nesta quarta-feira (12/7) na Star+, traz à tona histórias nunca antes contadas sobre a popular banda infantil Turma do Balão Mágico, que foi um fenômeno nos anos 1980. Quatro décadas após seu sucesso estrondoso, os membros originais do grupo, Simony, Tob, Mike e Jairzinho se reuniram em um reencontro que escancara suas diferenças e os efeitos colaterais da fama precoce. São três episódios, que trazem à tona memórias de momentos fofos e outros tantos desconfortáveis. Desabafos polêmicos Logo na abertura do primeiro episódio, Mike, conhecido por ser filho de Ronald Biggs, cúmplice de um famoso roubo na Inglaterra, traz declarações surpreendentes. “Sempre tem aquele que é o dedo do meio”, ele diz. E em seguida confessa que tinha inveja de Tob e Simony, os integrantes originais do grupo. “Sentia inveja da potência vocal. Queria ser um cantor tão bom quanto eles”, recorda ele. Tob, por sua vez, afirma que nunca percebeu tal inveja, pois sempre havia um ambiente descontraído durante suas apresentações. A série documental também revela conflitos internos e diferenças financeiras entre os integrantes da banda. Tob e Mike mencionam a contratação de parentes de Simony para a equipe técnica e a percepção de que a divisão do dinheiro não era equitativa. Tob chega a alegar que “não ganhavam o mesmo” que Simony. A cantora, no entanto, se mantém na defensiva, talvez na tentativa de preservar a “memória afetiva” da banda. Já sua mãe, Maricleuza Benelli, aparece desmentindo as acusações de que teria abocanhado a maior parte dos lucros do conjunto musical. Mas Mike rebate: “Rolou muita grana, roubou-se muito dinheiro na mão de muita gente, e foi-se criando um clima, a coisa tomou uma dimensão assustadora”. Traumas Entre os vários momentos de destaque na série, um dos mais dramáticos é a lembrança de Tob de um incidente com o personagem Fofão, interpretado por Orival Pessini. Durante uma gravação, após repetidas falhas de Tob, Pessini ficou irritado, arrancou a máscara de Fofão e saiu berrando do estúdio. O acontecimento causou um trauma profundo no jovem, que lamentou o episódio e desejou que Pessini, falecido em 2016, tivesse sido mais paciente. “Eu era só uma criança”. A série documental também traz à luz temas delicados como bullying, trabalho infantil e disputas internas. Simony, por exemplo, compartilha o desconforto das constantes mudanças de escola. Mike, por outro lado, se recorda de ser alvo constante de bullying. “Virei o viadinho do Balão”, diz ele, que também surpreende ao revelar que perdeu a virgindade e fumou “o legal e o ilegal” com 11 anos. No segundo episódio, os músicos discutem sobre as mudanças significativas na estrutura do Balão em 1985, com as alterações de formação e a ameaça do surgimento de Xuxa. Tob, demitido do grupo em 1985 por estar mais crescido que os demais, passou por uma despedida prolongada de seis meses durante os shows de fim de semana, uma fase difícil tanto para ele quanto para os outros membros. Seu substituto, Ricardinho, não recebeu a mesma aceitação do público e logo desapareceu dos holofotes. Sua apresentação no programa da TV Globo da época é brevemente mostrada no documentário, porém, com seu rosto ocultado. A produção acabou logo em seguida. A suposta rixa com Xuxa Além do ex-integrante, outras ausências são sentidas, como Roberto Carlos, que gravou “É Tão Lindo” com o Balão Mágico, e principalmente Xuxa, que ao chegar nas manhãs da Globo em 1986 com sua nave espacial tirou o Balão do ar. Por coincidência, ela também está ganhando uma série documental nesta semana. Em entrevista ao Extra, a diretora Tatiana Issa (também de “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez”) alegou que a rainha dos baixinhos só não participou da produção por conflito de agenda. “Ela tem muito carinho pela turma do Balão, e esse sentimento é recíproco. Muita gente acha que existiu briga, rixa, que nada! Eram apenas pessoas que estavam vivendo o auge de suas carreiras em momentos paralelos e, em certa altura, se cruzaram. Não existe nada de polêmico aí. O Balão já tinha cumprido seu ciclo na TV, continuou na música, e Xuxa veio da TV Manchete assinando com caneta de ouro a programação infantil daquela década”, afirmou Tatiana. O legado de Jairzinho Um dos momentos mais emocionantes ficou por conta da participação do ator Lázaro Ramos. Em um dos episódios, ele destaca o quão significativo foi o papel de Jairzinho na sua formação como artista. Desde jovem, Lázaro nutria um grande fascínio pela Turma do Balão Mágico e se identificava muito com Jairzinho, por se ver representado na televisão. O jovem Lázaro percebia que a presença de Jairzinho naquele contexto, além de ser uma alegria contagiante para todos, era um símbolo de representatividade negra na mídia infantil da época. “Existia uma identificação visual. Por ser um dos poucos negros no universo televisivo infantil, Jairzinho parecia mais próximo de mim”, disse o ator, que a partir daí foi capaz de sonhar mais alto, percebendo que o estrelato e o sucesso no mundo das artes não eram exclusivos a indivíduos de uma única cor. Também ao Extra, Jairzinho refletiu sobre essa representatividade. “Na época, eu não sentia essa responsabilidade. Meu pai, Jair Rodrigues, já era um sucesso, e eu tinha esse modelo de representatividade dentro de casa. Passei a ter noção da minha importância anos depois, quando adultos me relataram que em suas infâncias eu era o espelho deles. Uma moça preta, de periferia, chamada Viviane, me fez chorar ao mandar um relato pelo Facebook dizendo que venceu na vida porque me via na TV e passou a acreditar que também poderia ser notada”, conta o cantor, que hoje tem uma carreira musical solo consolidada. O declínio Além da saída de Toby não ser bem aceita pelos fãs, a mudança de empresário, feita pela mãe de Simony, transformou as crianças, segundo o documentário, em máquinas de caça-níqueis. E isto chamou atenção até na família de Jairzinho, com conhecimento na área musical. Se impressionaram com o excesso de trabalho imposto ao menino. “Hoje, como mãe e com consciência, penso como é cruel com essa criançada. É muito cruel!”, disse a cantora Luciana Mello, irmã de Jair. Acabou saturando. E, com os integrantes crescendo rapidamente, o grupo teve seu programa de TV substituído pelo “Xou da Xuxa” em 1986. “A Superfantástica História do Balão” escancara todos os bastidores do grupo infantil, expondo uma realidade menos alegre que a vista na época. Ao mesmo tempo, traz depoimentos de fãs famosos, que confirmam o impacto duradouro que o Balão Mágico teve na cultura pop brasileira.
Cantor Tiee é condenado à prisão por ameaçar expor fotos íntimas de ex-namorada
O pagodeiro Tiee foi condenado a um mês e 18 dias de prisão pelo crime de ameaça à ex-namorada, Ingrid Freitas. A decisão do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) estabeleceu o início do cumprimento da pena em regime inicialmente aberto, conforme anunciado pelo juiz Alberto Fraga, do 1º Juizado Especial Criminal e de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, da Comarca de Nilópolis. As investigações apontaram que as ameaças iniciaram em 2020, dois anos após o começo do namoro entre Diogines Ferreira de Carvalho, o Tiee, e Ingrid Freitas. De acordo com a vítima, eles chegaram a morar juntos em um apartamento em Nilópolis, na Baixada Fluminense. O relacionamento foi rompido quando ela descobriu que o cantor era casado e mantinha outros relacionamentos. A partir deste ponto, a estudante de odontologia alega que começou a receber ameaças do artista. Em 2021, Ingrid publicou nas redes sociais um print de uma das ameaças feitas pelo cantor. Nas mensagens, Tiee afirma: “Posta que eu mando você pelada pra todo mundo. Me causa problema para você ver. Se não eu mando você pelada pro seu pai e pro batalhão dele todo”. Versão da defesa O advogado de Tiee, José Estevam Macedo Lima, informou que irá recorrer da decisão quando o pagodeiro for “oficialmente comunicado”. A defesa argumenta que “não existe qualquer prova no processo que autorize uma condenação”, citando a quebra da cadeia de custódia nos “prints” de supostas mensagens de WhatsApp, além de apontar a ausência de perícia para comprovar a veracidade da prova e a realidade do contexto fático narrado por Ingrid. A defesa de Tiee nega até que o cantor tenha se relacionado com a acusadora. Por sua vez, o juiz Alberto Fraga afirmou que os depoimentos e as provas consistem em elementos suficientes que comprovam que Ingrid sofreu ameaças de Tiee. No entendimento do magistrado, “as provas da autoria e materialidade são firmes e indiscutíveis, suficientes para escorarem um juízo de reprovação”.
Artista plástica processa viúva de Gal Costa por danos morais e materiais
A artista plástica Daniela Cutait, que vendeu em 2020 sua casa no Jardim Europa, em São Paulo, para a cantora Gal Costa, entrou na última sexta-feira (7/7) com uma ação de danos morais e materiais contra Wilma Petrillo, viúva da cantora. Em sua ação, Daniela citou o “envolvimento (de Wilma) em histórias de trambiques e humilhações”, afirmando ter se tornado “mais uma vítima do comportamento contumaz de humilhações da ré”. Contas atrasadas Os advogados de Daniela Cutait detalham no processo que a titularidade das contas de gás e luz do imóvel não foram transferidas, o que causava problemas para sua cliente. Daniela “passou a receber diversas mensagens de cobrança dos débitos de luz e gás atrasados, sempre com a observação de que, não havendo o pagamento, seu CPF seria ‘negativado nos próximos dias’ (…) e avisos de inscrição nos órgãos de proteção ao crédito.” No caso da fatura de luz, a artista plástica se viu obrigada a pagar o débito (de R$ 2.999) para que a Enel, empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica, desligasse a energia da casa — permitindo assim a transferência de titularidade. Já em relação à fatura de gás, Daniela afirma que Wilma a “bloqueou no WhatsApp, ignorou todas as solicitações, desligou o telefone em sua cara e proibiu a entrada dos funcionários da Comgás para realizar o desligamento”. A defesa de Daniela Cutait solicita que a Justiça obrigue Wilma Petrillo a realizar a troca da titularidade da conta de gás, a indenizá-la em R$ 20 mil por danos morais e a reembolsá-la pelo valor pago à Enel. A ação inclui ainda o pedido “ao pagamento das custas, despesas processuais e demais verbas decorrentes do ônus sucumbencial, em especial, dos honorários advocatícios a serem fixados”. Bate-boca As acusações de contas atrasadas vieram à tona no final de junho. Na ocasião, Wilma Petrillo se defendeu afirmando que “tem todos os comprovantes de pagamentos” e que irá “colocar o jurídico para resolver”. Ela também acusou Daniela de estar mentindo e de viver “pendurada nos maridos ingênuos”, além de criticar a carreira da artista plástica. Daniela Cutait respondeu às acusações de Wilma afirmando que “ela está me confundindo. Eu não sou pendurada em marido algum. Graças a Deus” e avisou que tomaria as atuais medidas legais contra Wilma por danos morais. Polêmicas envolvendo Wilma Petrillo Wilma Petrillo foi alvo de uma reportagem de denúncia na revista Piauí na semana passada, que envolveu seu nome em vários escândalos. Ela foi alvo de acusações de extorsão e até agressões, levantando suspeitas de golpes em empresários, produtores culturais e outras pessoas, além de assédio moral contra ex-funcionários de Gal Costa e de ações prejudiciais à carreira da cantora. A morte da cantora Gal Costa, em novembro de 2022, aos 77 anos, adicionou mais um elemento de controvérsia em torno de Petrillo. Como a causa da morte não foi revelada, pessoas próximas à cantora decidiram pedir uma exumação e autópsia ao suspeitar do envolvimento da viúva no caso.
MC Kátia terá que amputar metade do pé: “Está necrosado”
MC Kátia, conhecida como a “Fiel”, desabafou sobre seu estado de saúde no último domingo (9/7). Segundo o jornal Extra, a funkeira terá que amputar metade do pé devido a um mioma no útero. Após clamar por ajuda, Kátia realizou uma cirurgia para retirar o tumor benigno, que afetou seus órgãos reprodutivos, prejudicou suas atividades renais e a impediu de andar nos últimos meses. “Sigo me recuperando da cirurgia do mioma, mas ainda tenho uma luta, pois ainda estou com problemas na perna de circulação. Infelizmente, vou perder metade do pé, que está necrosado”, contou a Fiel. Kátia acrescentou não ter escolha, já que a condição também teria sido consequência de maus hábitos de saúde. “Estou engolindo a seco, mas conformada, pois não tem outro jeito”, lamentou a artista. “Os médicos estão fazendo de tudo, mas a minha vida vale mais. Se tem que ser assim… Meus dedos estão todos pretos. Infelizmente, o mioma e o cigarro fizeram isso comigo.” Saúde de MC Kátia No mês passado, a Fiel relatou que estava “totalmente debilitada”, sem poder andar e disse que aguardava sua vez na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar a cirurgia de retirada do tumor. “Disseram que o cirurgião que vai me operar está com a agenda cheia. Os meus rins estão no limite. Estou com muita dor meu pé. Ele queima, doí. Estou urinando e evacuando pouco. Estou há semanas sem dormir por causa da dor. […] Além disso, estou com trombose.” A funkeira também aproveitou o desabafo para pedir ajuda financeira nas redes sociais, pois gostaria de retomar seus trabalhos musicais. “Isso tudo que está acontecendo comigo, fez com que eu parasse dentro de casa. Não ando dentro de casa, estou de repouso, o meu trabalho é o funk, eu não tenho outro recurso”, afirmou a precursora do funk nacional.
Lexa defende MC Guimê no “Altas Horas”: “Excelente marido”
Um mês após reatar o casamento com MC Guimê, Lexa abriu o jogo sobre a decisão de perdoar o funkeiro após o episódio de importunação sexual a Dania Mendez no “BBB 23”. O casal participou junto do “Altas Horas” de sábado (8/7), e a cantora aproveitou para defender o marido. “Não desisto tão fácil assim, nem das pessoas nem da minha vida”, ela justificou. Lexa disse ter sofrido muita pressão social para encerrar seu casamento, em meio à repercussão do caso. “Me senti muito pressionada a ir para uma direção que as pessoas queriam que eu fosse. Na verdade, parei e precisei lembrar quem eu sou”, disse a artista, ressaltando oito anos de um relacionamento geralmente positivo com MC Guimê. Ela desabafou: “Será que eu jogo isso pro ar? Tem gente que jogaria isso para o ar. Não é o meu lugar. Decidi estar com ele, assessorá-lo. É uma história de amor, carinho e admiração”. A repercussão do assédio A cantora relatou como soube do episódio: “Eu estava fazendo uma festa. Quando tudo começou a acontecer… Sendo muito sincera, eu me enchi de tranquilizante para ficar bem. Eu fiquei completamente atordoada”. Ela agradeceu também o apoio que recebeu das pessoas e relembrou os momentos de angústia, entre ataques de pânico e um apagão dissociativo. “Sendo muito sincera: eu me enchi de tranquilizantes”, contou, chorando. Por outro lado, Lexa buscou ressaltar a trajetória de Guimê no reality show: “É muito triste que as pessoas fixem só a imagem dele naquele momento, e não do excelente jogador que ele foi, assim como ele foi um excelente marido para mim”. Segundo ela, MC Guimê sempre foi um marido extraordinário e, apesar do erro grave, ela acredita em sua capacidade de recomeço. Guimê, por sua vez, também falou sobre sua participação no BBB: “Foi uma experiência muito bacana para o meu aprendizado. Se eu não tivesse aceitado o convite, talvez me arrependeria depois”. Ele reconheceu a tristeza pelo episódio final, mas enfatizou que se orgulhava de todos os outros dias do programa. A culpa é da bebida? Em meio à polêmica, Lexa apontou a bebida como um agravante do comportamento de Guimê, mas não como justificativa: “É até um alerta, gente. Não tô jogando jamais a culpa na bebida, porque a gente não tem transferir culpa. É um erro e ponto. Ele sabe disso. Mas a bebida realmente, quando você perde a mão, ela traz desgraça”. As declarações de Lexa geraram repercussão negativa nas redes sociais, com muitos acusando a cantora de minimizar a gravidade da situação. Apesar das críticas, o casal segue junto e tenta lidar com as consequências do episódio do BBB 23. O cantor foi acusado, junto com Cara de Sapato, de importunar sexualmente a mexicana Dania Mendez durante uma festa do “BBB 23” na madrugada do dia 16 de março. Após a expulsão do reality show, Guimê pediu desculpas publicamente em um vídeo. “Entendo a gravidade da situação e venho aqui para me desculpar. Sinto muito por tudo o que aconteceu no programa, peço desculpas sinceras a Dania, a Lexa, a Bruna e a todas as mulheres que, de certa forma, se sentiram ofendidas.” Lexa sobre ela e MC Guimê."Foram 8 anos sem me fazer nada, então assim. Eu acho que, é a gente tá sujeito sim a cometer falhas graves, mas a gente tá sujeito a recomeçar, e saber pedir desculpas, ele soube, então, é o que vale pra mim." #AltasHoras pic.twitter.com/ASJOA1RCQL — Brenno De Moura (@mbrenno_) July 9, 2023 A Lexa falou sobre importunação sexual de Guimê no BBB 23 #AltasHoraspic.twitter.com/WB2vzynqFk — Allan (@limalblue) July 9, 2023 A cara da Adriana Esteves vendo a Lexa e Guime relembrando o caso de assédio no bbb e o fato dela ter perdoado e reatado o casamento. #AltasHoras pic.twitter.com/d4v0cv0oAt — Fillipe Conegundes (@Fconegundes) July 9, 2023
Justiça libera músicas do Secos & Molhados em série sobre o grupo musical
A Santa Rita Filmes venceu na Justiça o direito de usar músicas do grupo Secos & Molhados na série documental “Primavera nos Dentes”. O Tribunal de Justiça de São Paulo deu ganho de causa à empresa contra o integrante do grupo, João Ricardo, que vetou o uso. João Ricardo tem um histórico de tentar barrar obras sobre a história da banda. Há dez anos, ele proibiu que sua imagem aparecesse no livro de memórias de Gerson Conrad, integrante do trio, e recentemente também teria proibido a Globo de usar sua história numa minissérie sobre o Secos & Molhados – o que fez o projeto ser descartado. Ele é um dos autores de dois dos maiores hits do grupo, “Sangue Latino” e de “O Vira”, e se recusava a autorizar o uso de suas composições, embora Ney Matogrosso e Conrad estivessem de acordo. A decisão da Justiça cria uma importante jurisprudência no direito autoral brasileiro. Além dos dois sucessos, outras três canções foram liberadas para serem ouvidas na série: “Fala”, “El Rey” e “Mulher Barriguda”. Baseada no livro de Miguel de Almeida (que está sendo relançado pela Record neste mês), com direção dele próprio, a série em quatro capítulos pretende contar a história e a época do Secos & Molhados, grupo que vendeu mais de 1 milhão de discos na década de 1970 e revelou Ney Matogrosso, além de incomodar conservadores com sua imagem andrógina e letras de duplo sentido sobre sexualidade. A série tem estreia prevista para o segundo semestre, comemorando os 25 anos do Canal Brasil.
Viúva de Gal Costa teria dado golpes e prejudicado carreira da cantora
A empresária Wilma Petrillo virou tema de uma reportagem polêmica da revista Piauí. O texto da edição de julho, escrito por Thallys Braga, revelou que a viúva de Gal Costa teria praticado golpes financeiros em nome da cantora. Segundo a reportagem, Wilma é acusada de assédio moral contra ex-funcionários, ameaças e golpes financeiros. A empresária ainda teria sido a responsável pela falência de Gal, uma das maiores artistas da Música Popular Brasileira (MPB). Chantagens Um dos depoimentos que chamam a atenção foi feito por Bruno Prado, médico próximo do casal. Ele afirmou ter emprestado entre R$ 10 mil e R$ 15 mil para uma cirurgia nos olhos, que demorou a ser paga. Prado acrescentou que, como forma da retaliação, deixou de ser convidado em eventos sociais de Gal. A matéria também destaca que Wilma teria ameaçado contar a sexualidade de Prado para seus familiares. “Se você continuar me cobrando, eu vou fazer uma coisa muito bonitinha: conto pro teu pai que você é viado”, ela teria dito. Com medo das consequências, Prado teria escrito um e-mail sobre a história para Gal, que prometeu o pagamento da dívida. O médico ainda decidiu contar sua orientação sexual e recebeu acolhimento familiar. As ameaças de Wilma teriam continuado, o que resultou em um boletim de ocorrência feito por Prado. “Você vai tomar uma surra tão bonita que vai aprender a respeitar os outros”, relatou o médico. Shows perdidos O produtor Ricardo Frugoli também se diz uma das vítimas de Wilma Petrillo. Na reportagem, ele conta que Gal teria perdido oportunidades de show no Brasil e na Europa devido ao comportamento da esposa. A cantora soube por Frugoli que a esposa era acusada de intriga, furtos e humilhação nos bastidores. Porém, ela se recusou a acreditar nas alegações intensas e nunca mais tocaram no assunto. “Durante muito tempo, fui o cara que não deixou a bomba explodir. Continuar ali era importante para protegê-la do que vinha acontecendo na carreira e dentro de casa”, contou o produtor, que também abriu um boletim de ocorrência e acabou demitido quatro dias depois. Relato semelhante foi dado por Rodrigo Bruggermann, produtor responsável pelos shows de “Recanto” nas cidades do sul do Brasil. “Além de ser grosseira, ela fazia mudanças de última hora e aplicava taxas surpresa”, disse ele que define Wilma como “a pior pessoa com quem lidei nesse meio”. O empresário Maurício Pessoa teria sido outro prejudicado por Wilma. Em 2013, ele sofreu um rombo financeiro após conseguir um patrocínio de R$ 700 mil da Natura Musical. A cantora deveria realizar seis shows e a gravação de um álbum ao vivo, mas a empresária pediu retorno imediato de 80% do valor. Os primeiros shows só aconteceram anos depois. Dentre outras coisas, Wilma Petrillo também é acusada de ter barrado um show de Gal no prestigiado Carnegie Hall, em Nova York. A empresária dizia que a cantora “não gostava de se apresentar nos Estados Unidos”. Fontes próximas negaram a informação e disseram que a cantora não retornava aos EUA por medo de ser presa, já que Wilma teria vendido um de seus imóveis e se recusou a pagar os impostos da venda. Tóxica e abusiva Um dos dois funcionários revelou que chegou a testemunhar uma discussão de Gal e Wilma, em meados de 2015. A cantora estaria indignada com os serviços prestados pela esposa e acabou envolvida em um embate físico. “O dinheiro entra e some, as dívidas não param de chegar. Que tipo de empresária é você?”, teria dito Gal. “Você é uma velha, as pessoas não querem mais te contratar”, rebateu Wilma. Buraco negro financeiro A reportagem da Piauí questiona sobre a fortuna deixada por Gal Costa após sua morte. No entanto, amigos próximos revelaram que as finanças da cantora eram um “buraco negro” e foram minadas por conta de Wilma. Segundo apuração, Gal deixou apenas um imóvel valioso que será herdado por seu filho único, Gabriel Costa. A residência foi comprada por R$ 5 milhões em 2020 e está localizada no bairro dos Jardins.
Sophie Charlotte é Gal Costa no primeiro trailer da cinebiografia
A Paris Filmes divulgou o pôster e o trailer de “Meu Nome É Gal”, cinebiografia de Gal Costa que traz Sophie Charlotte (“Passaporte para a Liberdade”) no papel principal. A prévia foca o começo da carreira da cantora, que faleceu em novembro passado aos 77 anos, mostrando a escolha de seu nome artístico, a convivência com os colegas baianos durante Tropicália, a época do desbunde e o enfrentamento da repressão durante a ditadura militar. Tudo isso com vários visuais marcantes incorporados por Sophie. As imagens do filme de Dandara Ferreira (que escreveu e dirigiu a série documental “O Nome Dela É Gal”) e Lô Politii (“Alvorada”) também mostram o baiano Rodrigo Lelis (“A Matriarca”) como Caetano Veloso, Dan Ferreira (“Pixinguinha, Um Homem Carinhoso”) como Gilberto Gil e a própria Dandara Ferreira como Maria Bethânia. A estreia está marcada para 19 de outubro nos cinemas brasileiros.
MC Mirella reclama de convidados que roubaram decoração de chá revelação
MC Mirella e Dynho Alves realizaram um luxuoso chá de revelação para anunciar o sexo do bebê que a cantora está esperando. Contudo, a celebração terminou com reclamações por parte da artista, que usou suas redes sociais para expressar insatisfação com alguns convidados que, segundo ela, roubaram itens da decoração do evento. A cantora afirmou que os convidados se apropriaram indevidamente de ursos de pelúcia, que pertenciam a ela e à decoradora da festa. “Parem de ser sem noção! Vocês vêm para a festa e saem pegando e levando embora a decoração da festa, levando meus ursos embora, que são meus e da decoradora. Vocês são doidos? Eu quero meus ursos de volta! Quem pegou, faça o favor de devolver”, desabafou Mirella em seu Instagram. A cantora continuou, expressando sua indignação: “Eu fiz um monte de lembrancinhas para dar de brinde, mas como vocês pegam a decoração e levam embora?” A decoração da festa contou com ursos feitos à mão pela irmã de Mirella, que depois seriam colocados no quarto do bebê. “Esses ursinhos aqui foram feitos à mão, minha irmã que faz esses ursinhos, ela fez para eu colocar no quarto do bebê e eu trouxe para decorar aqui a festa e vocês levaram embora. Então, quem pegou, pode devolver”, ressaltou a cantora. “Me devolve! Não irrita a grávida! Obrigada”, completou. Os ursos e o sexo do bebê Após as publicações de Mirella no Instagram, ela começou a receber de volta alguns dos ursos. Ainda assim, a cantora se viu na posição de ter que pagar o custo dos animais de pelúcia da decoradora, devido à confusão causada pelos convidados. Apesar do incidente, a celebração teve seu ponto alto com a revelação do sexo do bebê. O casal descobriu que será pai de uma menina, cujo nome já foi escolhido: Serena. A revelação foi feita através do clipe da música “Número 1”, lançada no mesmo dia – com os tais ursos da decoração. Veja o clipe abaixo.
4ª temporada de “Sintonia” ganha trailer megatenso
A Netflix divulgou o trailer completo da 4ª temporada de “Sintonia”, que mostra uma coleção de tragédias e cenas tensas. A prévia começa no ponto tenso em que o terceiro ano foi interrompido. Com o traficante Nando (Christian Malheiros) e os amigos em meio a um fogo cruzado entre policiais e criminosos. No tiroteio que se segue, o funkeiro Doni (Jottapêe) e o próprio Nando são baleados, para desesperado de Rita (Bruna Mascarenhas). A prévia revela que os dois sobrevivem, mas não sem sofrer consequências. No caso de Nando, sua esposa é presa pela polícia. Já Doni tem a saúde e a carreira abaladas. Mas nem Rita escapa ilesa, sofrendo forte abalo psicológico, que muda sua visão da vida. “Sintonia” é produzida por Kondzilla, diretor de clipes de funk e dono do canal do YouTube mais visto do Brasil, e escrita por Guilherme Quintella (também roteirista de “Insânia”). A produção é a série brasileira de maior audiência da Netflix. Com cenas fortes de violência e tráfico de drogas, retrata a dura realidade da vida em uma comunidade marginalizada. Ao mesmo tempo, aborda temas como amizade, lealdade, família e religião, explorando as contradições e conflitos que surgem quando esses valores entram em choque. A trama acompanha Nando (Malheiros), Rita (Mascarenhas) e Doni (Jottapê), três amigos que cresceram juntos na mesma favela, influenciados pelo fascínio do funk, do tráfico de drogas e da igreja. Cada um deles transformou suas experiências em caminhos muito divergentes, mas nunca distantes demais. A 4ª temporada, que deve ser a última, estreia em 25 de julho.
Paulo Debetio, compositor de “Tieta”, morre aos 77 anos
Na madrugada desta segunda-feira (19/7), o Brasil perdeu um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira. O compositor, produtor musical e cantor Paulo Debetio, responsável por diversos sucessos que marcaram época, morreu aos 77 anos no Rio de Janeiro. O artista, que estava internado em uma unidade de Pronto Atendimento da Unimed, em Copacabana, sofreu uma parada cardiorrespiratória. A morte foi confirmada por meio de suas redes sociais: “Hoje temos uma nuvem de lágrimas nos nossos olhos”. Nascido na cidade de Poção, Pernambuco, Debetio iniciou sua carreira artística na década de 1970, em festivais da canção. Ele foi um dos pilares para a abertura da música sertaneja nas rádios FM, destacando-se principalmente por hits como “Nuvem de Lágrimas” e a música-tema da novela “Tieta”. Da Globo para o carnaval O primeiro grande sucesso de Debetio ocorreu com o samba “Pelo Amor de Deus”, apresentado por Emílio Santiago no concurso Rede Globo MPB Shell, em 1982. A exposição na Globo tornou seu nome conhecido. Logo, ele começou a ser gravado por artistas de peso como Elba Ramalho, Leci Brandão, Alcione, Amelinha, Selma Reis e muitos outros, mostrando sua versatilidade e talento para compor em diferentes gêneros. Ele teve outra conexão importante com a Globo. Um de seus maiores acertos comerciais, a música-tema de “Tieta” virou um dos maiores hits da carreira de Luiz Caldas, e foi registrada como uma parceria de Debétio com José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, manda-chuva da Globo na época. Seu ritmo dançante, que combinava frevo, forró e axé ajudou a trilha da novela de 1989 a bater recordes de vendas e segue, até hoje, como um dos maiores sucesso do carnaval. A porteira do sertanejo Foram composições de Paulo Debetio que levaram a música sertaneja para as estações de rádio FM do Rio de Janeiro. Ele foi um dos primeiros a popularizar nas capitais esse gênero musical, que até então era mais conhecido e apreciado apenas nas regiões interioranas do Brasil. Este movimento ajudou a quebrar estereótipos associados ao sertanejo e a expandir sua influência para um público mais amplo e diversificado. A música que abriu a porteira foi “Nuvem de Lágrimas”, que juntou Fafá de Belem com Chitãozinho e Xororó. Embora a música de Debetio seja hoje reconhecida como um clássico, muitos criticaram Fafá na época por participar de sua gravação, alegando que ela estava se afastando de suas raízes na música popular brasileira. No entanto, Debetio defendeu a gravação, argumentando que a música sertaneja era uma expressão autêntica da cultura brasileira e merece ser apreciada por um público mais amplo. A polêmica acabou por aumentar ainda mais o interesse na música e, em retrospecto, pode-se dizer que a gravação de Fafá de Belém desempenhou um papel crucial na elevação da música sertaneja a um novo patamar de popularidade e aceitação. Ao final, “Nuvem de Lágrimas” tornou-se um sucesso estrondoso, consolidando o lugar de Debetio como um dos principais compositores do Brasil e um ícone na música sertaneja. O envolvimento do compositor com a música sertaneja não ficou nisso, trabalhando com artistas consagrados do gênero como Chitãozinho e Xororó, Gian e Giovani, e Sandy e Junior. Debetio deixou um legado significativo não só como compositor, mas também como produtor e diretor artístico de duas gravadoras, a Polygram (Universal) e a Warner Music. Em sua homenagem, o cantor Bruno Caliman reforçou nas redes sociais: “Deixou um legado lindo e eterno. Meus sentimentos.”
Ícone do funk, MC Kátia clama por ajuda para voltar a andar: “Totalmente debilitada”
MC Kátia, a cantora conhecia como a “Fiel”, publicou um forte desabafo nesta segunda-feira (19/6). Nas redes sociais, a funkeira relatou que está “totalmente debilitada”, sem poder andar e disse que aguarda sua vez na fila do Sistema Único de Saúde (SUS). Aos 47 anos, MC Kátia descobriu um tumor benigno no útero, que afetou seus órgãos reprodutivos e prejudicou suas atividades renais. A cantora afirmou que seu estado de saúde é considerado grave. “Há um ano, estou passando por problemas sérios de saúde. Hoje me encontro totalmente debilitada de tudo. Tenho um tumor benigno no meu útero. Vou operar e perder o útero e o ovário. Por causa desse mioma, meus rins estão parando de funcionar”, relatou no Instagram. A cantora esclareceu que a condição afetou suas pernas e reforçou que precisa realizar a cirurgia com urgência. “E isso está me prejudicando, pois eu não estou conseguindo mais andar. Preciso tirar esse mioma para os meus rins voltarem a funcionar e eu poder voltar a andar”, ela disse. “Disseram que o cirurgião que vai me operar está com a agenda cheia. Os meus rins estão no limite. Estou com muita dor meu pé. Ele queima, doí. Estou urinando e evacuando pouco. Estou há semanas sem dormir por causa da dor. Não posso tomar nenhum remédio anti-inflamatório e antibiótico, porque faz os rins pararem. Além disso, estou com trombose. Tenho que tomar o anticoagulante, que não é barato.” Funkeira implora por ajuda Pioneira dos bailes funks, MC Kátia aproveitou seu desabafo para pedir ajuda financeira de seus seguidores. A cantora quer retomar seus trabalhos, mas os problemas de saúde a impedem de seguir carreira artística. “Isso tudo que está acontecendo comigo, fez com que eu parasse dentro de casa. Não ando dentro de casa, estou de repouso, o meu trabalho é o funk, eu não tenho outro recurso”, lamentou a precursora do funk nacional. “O meu marido trabalha comigo, a minha família acaba me dando um pouquinho aqui e ali. Eu vim dar uma satisfação para vocês do por que eu estou sumida dos palcos. Estou cuidando da minha saúde. Quem puder me ajudar em alguma coisa”, pediu a cantora. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por MC KATIA A FIEL (@mckatiaafiel)
Dave Maclean, cantor brasileiro de hits em inglês, morre aos 79 anos
O cantor brasileiro Dave Maclean, que fez sucesso nos anos 1970 cantando baladas românticas em inglês, morreu no sábado (17/6), aos 79 anos, por complicações decorrentes de um câncer intestinal. Dave Maclean, cujo verdadeiro nome era José Carlos Gonzales, nasceu em São Paulo e se tornou um dos expoentes da tendência de artistas brasileiros adotarem nomes estrangeiros para se apresentarem como astros internacionais, que gerou vários hits na década de 1970. Antes do estrelato, Maclean integrou bandas de rock como The Snakes e Os Botões, também conhecida como The Buttons, no ABC paulista. Brasileiro internacional A virada na carreira veio em 1973, quando sua balada romântica “Me and You” foi escolhida para integrar a trilha da novela “Os Ossos do Barão”. A adesão de Maclean à onda de artistas brasileiros utilizando nomes estrangeiros se deu nesse mesmo ano, seguindo tendência que também fez José Pereira da Silva Neto adotar o nome artístico de Chrystian, Maurício Alberto Kaisermann virar Morris Albert, Ivanilton de Souza tornar-se Michael Sullivan, Richardson da Silva ir de Don Elliot para Ralf, e até Fábio Jr. ser Mark Davis em 1974 – sem esquecer das bandas Pholhas, Lee Jackson e Light Reflections, e muitos outros. Após o sucesso na novela da Globo, Maclean lançou novos hits como “Tears” (também gravada por Chrystian), “Feelings” e “We Said Goodbye”. “We Said Goodbye” tornou-se um sucesso ainda mais impressionante, pois ultrapassou as fronteiras do Brasil e se tornou disco de ouro no México, país em que conseguiu colocar quatro músicas nas paradas de sucessos. A música entrou na trilha de uma novela de El Salvador e também repercutiu nas Filipinas, Equador, Panamá, Portugal, Espanha, França e até na Inglaterra e Estados Unidos. Do country ao sertanejo Após o fim da moda romântica, Maclean se dedicou ao gênero country, fundando em 1980 o grupo Dollar Company, mais tarde rebatizado como Trio Bala de Prata. Sua paixão pelo country o levou ainda a criação da banda Montana Country em 1996. Infelizmente, nenhum de seus projetos subsequentes alcançou o mesmo êxito comercial da década de 1970. No entanto, a contribuição de Dave Maclean para a música brasileira também se estendeu à composição, especialmente para artistas sertanejos. Entre os artistas que interpretaram suas músicas, encontram-se nomes como Sandy & Junior, Sula Miranda, Sergio Reis, Nalva Aguiar e a dupla Gian & Giovani. Em 2015, ele ganhou uma homenagem no “Programa do Ratinho”, cantando seus maiores sucessos em inglês. Veja abaixo.











