Série “The Rookie” bane uso de armas reais em suas gravações
O showrunner da série policial “The Rookie” decidiu banir o uso de armas reais no set da produção, com efeito imediato, como reação ao tiroteio fatal nas filmagens do western “Rust” na quinta-feira (21/10), que resultou na morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins. A série já usava efeitos visuais para mostrar flashes de disparos, mas ocasionalmente incluía armas com festim em grandes cenas externas. Essa política terminou na sexta-feira (22/10), quando o showrunner Alexi Hawley emitiu um comunicado efetivando a mudança. No comunicado, ele informa que a nova diretriz destina-se a melhorar a segurança no set. “A partir de hoje, é política da série ‘The Rookie’ que todos os tiros no set serão feitos com armas de Air Soft com flashes de disparos adicionados na pós-produção”, escreveu Hawley no memorando. “Não haverá mais armas ‘reais’ na série. A segurança de nosso elenco e equipe é muito importante. Qualquer risco é muito risco”, acrescentou. A produção de “The Rookie” é a primeira a adotar esta medida após a tragédia no set do western rodado em Santa Fé, no Novo México. “Rush” usava armas reais que deveriam ser carregadas de festim, mas a que Alec Baldwin recebeu por acidente para filmar a cena fatídica continha balas de verdade. “The Rookie” é exibida no Brasil pelo canal pago Universal e pela plataforma Globoplay.
Armeira de “Rust” é filha de um dos maiores atiradores dos EUA
Eduardo Bolsonaro pegou carona na tragédia no set de filmagens do western “Rust” para criticar o ator Alec Baldwin pelo uso de uma arma carregada com balas de verdade, resultando na morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins. Ele republicou uma declaração de Donald Trump Jr., filho do ex-presidente dos Estados Unidos, que diz: “Quando um babaca desarmamentista mata mais pessoas com uma arma do que toda sua extensa coleção de armas de fogo jamais matou…” E ainda acrescentou: “Talvez agora ele comece uma campanha contra armas cenográficas também, já que o problema é o objeto, não as pessoas que não sabem fazer checagem de segurança das armas que usam, algo mobral e básico para qualquer atirador ou policial iniciante”. A postagem insensível, feita para defender o armamentismo, foi criticada enfaticamente nas redes sociais. E além de tudo, sem surpresa alguma, contém distorções. Afinal, nas produções de cinema existe a figura do armeiro, a pessoa responsável por, como descreveu o deputado, fazer o “mobral e básico” em relação às armas utilizadas. A armeira do filme era Hannah Gutierrez-Reed, uma jovem de 24 anos em seu segundo trabalho na função, mas que lidava com armas desde a infância por ser filha de um dos mais famosos atiradores nos EUA, Thell Reed, grande campeão de competições de tiros e que também é um dos armeiros mais requisitados de Hollywood, responsável pelas armas usadas em filmes como “Tombstone” (1993), “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997), “Os Indomáveis” (2007) e o recente “Era uma Vez em… Hollywood” (2019). Meses antes, ela tinha estreado na função durante a produção do longa “The Old Way”, estrelado pelo ator Nicolas Cage. Em entrevista ao podcast “Voices of the West”, antes de começar a rodar “Rust”, afirmou que quase não aceitou o trabalho naquele filme por sentir que ainda não estava pronta para encarar a função e chefiar uma equipe. O acidente fatal em “Rust” aconteceu após Alec Baldwin receber uma arma cenográfica das mãos do assistente de direção David Halls, que garantiu ao ator que aquela era uma “arma fria”, termo utilizado para designar revólveres descarregados ou que disparavam balas de festim. A arma foi retirada de uma mesa que continha três revólveres iguais, supostamente selecionados pela armeira. Mas o equipamento escolhido continha munição real. E quando Baldwin puxou o gatilho numa cena em que demonstrava como iria atirar, a cinematógrafa Halyna Hutchins foi atingida e morta, e o diretor Joel Souza, que estava atrás dela, ferido no ombro. O gabinete do Xerife do Condado de Santa Fé está agora investigando como um revólver com balas reais foi parar no set, recolhendo como provas o traje manchado de sangue de Baldwin, a filmagem da cena, a arma que foi disparada, outras armas utilizadas no set e toda a munição, Como ironizou o deputado extremista brasileiro, depois da tragédia vários artistas de Hollywood iniciaram uma campanha para banir armas cenográficas nos sets. A produção da série policial “The Rookie” já anunciou que não utilizará mais armas reais em suas gravações. Fato pouco divulgado é que muitos filmes de ação de grande sucesso – e repletos de tiroteios – são feitos com armas de Air Soft ou até mesmo com reproduções de borracha, que recebem efeitos visuais para criar a sensação de disparos na pós-produção.
Diretor de “Rust” se pronuncia sobre morte da diretora de fotografia do filme
O diretor de “Rust”, Joel Souza, pronunciou-se pela primeira vez sobre a tragédia no set do filme, que o deixou ferido e matou a diretora de fotografia Halyna Hutchins. “Eu estou destruído pela perda de minha amiga e colega, Halyna. Ela era gentil, vibrante e incrivelmente talentosa, e sempre me estimulava a ser melhor. Meus sentimentos estão com a família dela neste momento”, disse o cineasta em comunicado. Souza foi atingido por uma bala no ombro e deixou o hospital de Santa Fé, no Novo México, na última sexta-feira (22). Em recuperação, ele também agradeceu o apoio que tem recebido. “Sou muito grato pelo carinho que temos recebido da comunidade do cinema, das pessoas de Santa Fé, e das centenas de estranhos que mandaram mensagens. Isso com certeza irá ajudar na minha recuperação”. A tragédia aconteceu durante a filmagem de uma cena do western, em que o ator Alec Baldwin deveria disparar tiros em direção à câmara. Pelo menos uma bala real encontrava-se no revólver cenográfico. Halyna Hutchins foi atingida em cheio no peito, enquanto Joel Souza, que estava atrás dela durante a filmagem, foi ferido no ombro. O incidente está sob investigação da polícia de Santa Fé e, até o momento, nenhuma prisão ou acusação formal foi feita.
Tiros já tinham sido disparados no set “caótico” em que diretora de fotografia morreu
Detalhes dos bastidores do filme “Rust”, que viraram cenário de uma tragédia após o ator Alec Baldwin atirar acidentalmente com uma arma carregada e matar a diretora de fotografia Halyna Hutchins, começam a ser revelados pela imprensa especializada de Hollywood. Em reportagens publicadas nesta sexta (22/10), a revista Variety definiu o set de filmagem como um lugar “caótico” e sem segurança, o site TMZ publicou a gravação do chamado de emergência e o jornal Los Angeles Times apurou o relato de outros tiros disparados antes da fatalidade, que também resultou em ferimento do diretor Joel Souza. De acordo com a Variety, os trabalhadores que faziam parte do IATSE, sindicato dos funcionários de produção, alegaram falta de segurança para as filmagens após verificarem repetidos problemas. “Rust” começou a ser filmado em 6 de outubro no rancho Bonanza Creek, perto de Sante Fé, no Novo México, e os membros do IATSE observaram desde o começo que havia falhas em seguir os protocolos contra a covid-19 e pouca segurança na manipulação das armas. O tiroteio fatal teria ocorrido cerca de seis horas após a saída dos membros sindicalizados do local. Seguranças da produção foram chamados para expulsá-los após eles se recusarem a trabalhar nas condições em que a filmagem se encontrava. Divulgada pelo TMZ, a ligação para o número de emergência, feita após o acidente, traz uma integrante da equipe culpando uma pessoa pelo disparo fatal. A mulher que ligou, que se identificou com supervisora de roteiro, disse não saber se a arma estava carregada com uma bala real, mas culpou o assistente de direção, identificado pelas iniciais A.D. (assistant director, em inglês). “Eles simplesmente fod****! A.D gritou comigo no almoço, falando sobre revisões. Esses filhos da pu**… Você o viu vir até minha mesa e gritar comigo? Ele deveria verificar as armas. Ele é o responsável pelo que aconteceu”, registra a gravação. Por sua vez, o jornal Los Angeles Times apurou que já havia ocorrido outra falha de tiro antes da tragédia. Pelo menos um dos operadores de câmera reclamou no último fim de semana com um gerente de produção sobre a falta de segurança em relação às armas no set. Ele fez isso após um dublê de Alec Baldwin disparar acidentalmente dois tiros com balas reais no sábado (16/10) ao ser informado de que a arma estava “fria” – jargão para definir uma arma sem munição. “Deveria ter havido uma investigação sobre o que aconteceu”, disse um integrante da equipe ouvido pelo jornal. “Mas não houve reuniões de segurança. Por isso, não havia garantia de que isso não pudesse acontecer novamente. Tudo o que eles queriam fazer era apressar, apressar e apressar.” Uma mensagem de texto enviado para o gerente de produção, obtida pelo LA Times, chegou a alertar: “Já tivemos 3 disparos acidentais. Isso é superinseguro”. Após a tragédia, várias pessoas identificadas como membros da equipe de “Rust” afirmaram que a produção foi mal-financiada e não teve supervisão suficiente. Questionados sobre as reclamações, os produtores de “Rust” divulgaram um comunicado afirmando que não tinham conhecimento das queixas, mas que conduziriam uma “revisão interna” de todos os procedimentos. “A segurança de nosso elenco e equipe é a principal prioridade da Rust Productions e de todos os associados à empresa. Embora não tenhamos sido informados de nenhuma reclamação oficial relativa à segurança de armas no set, estaremos conduzindo uma revisão interna de nossos procedimentos enquanto a produção é encerrada. Continuaremos a cooperar com as autoridades de Santa Fé em sua investigação e oferecer serviços de saúde mental para o elenco e a equipe durante este período trágico”, diz um comunicado da empresa responsável pela produção, identificada como Rust Movie Productions LLC.
Peter Scolari (1955–2021)
O ator Peter Scolari, que atualmente integrava a série “Evil”, morreu nesta sexta-feira (22/10) aos 66 anos, após enfrentar um câncer nos últimos dois anos. Scolari teve uma carreira de quatro décadas na TV americana. Ele conseguiu seu primeiro papel importante na curta comédia “Goodtime Girls”, de 1980, e no mesmo ano se juntou a outro jovem iniciante em “Bosom Buddies”, na qual os dois se disfarçavam de mulheres para viver em um prédio que só permitia inquilinas. Seu colega acabou ficando bem mais famoso. Era Tom Hanks. “Bosom Buddies” durou apenas duas temporadas, mas gerou uma amizade para toda a vida entre os dois atores. Scolari e Hanks trabalharam juntos várias vezes nas décadas seguintes. Scolari até apareceu na estreia de seu amigo como diretor, “The Wonders: O Sonho Não Acabou” (1996), e na primeira minissérie da HBO produzida por Hanks, “Da Terra à Lua” (1998). Após o cancelamento de “Bosom Buddies” em 1982 , Scolari juntou-se ao elenco do sitcom “Newhart” em 1984 e permaneceu na série até sua conclusão em 1990. Ele também se tornou grande amigo e parceiro de golfe frequente do astro Bob Newhart. “Eu sabia que Peter estava doente, mas sua morte foi um grande choque”, disse Newhart em um comunicado. “Fomos amigos e colegas por mais de 40 anos. Julia [Duffy] e Peter, como um casal vazio (Michael e Stephanie), foram uma parte essencial do sucesso de ‘Newhart’. Em vida, ele era uma pessoa fantástica e era uma alegria trabalhar junta a ele. Fará muita falta e sua passagem aos 66 anos aconteceu muito cedo. ” Scolari foi indicado a três Emmys por seu papel em “Newhart”, mas só foi vencer um prêmio da Academia da Televisão quase três décadas depois, como ator convidado em “Girls”, onde interpretou o pai de Hannah (Lena Dunham). Dunham também foi às redes sociais se despedir de Scolari, descrevendo-o como um colega de elenco generoso e amoroso: “Becky Ann [Baker] e eu amamos cada segundo interpretando sua família e eu não poderia ter sido criada por um papai da TV melhor. Obrigada, Scolari, por cada conversa entre as gravações, cada abraço na tela e fora dela, e cada ‘Oh, Jesus’. Sentiremos muito a sua falta. ” Nos últimos anos, Scolari foi o chefe de James Gordon em “Gotham”, apareceu ainda em “Fosse/Verdon” e “Lisey’s Story”, e tinha destaque no terror “Evil”, ainda em exibição, como o bispo Thomas Marx, líder da congregação que cuidava dos exorcismos e outros casos fantásticos documentados pelo time de investigação sobrenatural da trama. O co-criador de “Evil”, Robert King, escreveu no Twitter que Scolari “foi um dos mais engraçados – sorrateiramente engraçado – atores com quem trabalhamos. Ele sempre pegava uma cena de nada e encontrava maneiras diferentes de distorcê-la e lançar pausas estranhas que a faziam se sobressair… Ele foi simplesmente maravilhoso.” Colega de “Evil”, o ator Aasif Mandvi incluiu um vídeo de Scolari dançando no set em sua homenagem, lembrando a alegria de viver que ele transmitia. “Meu caro Peter. Estou arrasado”, escreveu Mandvi. “Nosso set nunca mais será o mesmo sem você. Sentirei falta de suas histórias, sua risada, suas imitações e sua dança. Perdemos um artista, um cavalheiro, um comediante e nossa família ‘Evil’ perdeu um amigo hoje.” My dear Peter. I’m devastated. Our set will never be the same without you. I will miss your stories, your laugh, your impressions, and your dance. We lost an artist, a gentleman, a comedian, and our #Evil family lost a friend today. Keep dancing my friend. I will miss you. #RIP pic.twitter.com/UU6CfCaO79 — aasif mandvi (@aasif) October 22, 2021
Halyna Hutchins (1979–2021)
A diretora de fotografia Halyna Hutchins, que morreu na quinta (21/10), durante um acidente nas filmagens do western “Rust” era considerada uma “estrela em ascensão” na profissão. A definição foi feita pela revista American Cinematographer em 2019. Halyna nasceu na Ucrânia em 1979, época em que o país ainda fazia parte da extinta União Soviética. Ela contava em seu site oficial que passou a infância em uma base militar soviética no Circulo Polar Ártico, com sua educação “cercada por renas e submarinos nucleares”, por isso se dizia “uma pirralha do exército”. Ela passou a se interessar por cinema “porque “não havia muito o que fazer lá” no Ártico. Formada em jornalismo pela Universidade Nacional de Kiev, na Ucrânia, ela decidiu seguir carreira no cinema e partiu para os Estados Unidos, onde se formou no American Film Institute em 2015. Ao se estabelecer em Los Angeles, trabalhou em vários curtas-metragens antes de filmar seu primeiro longa, o terror “Snowbound” em 2017, que a levou até o Festival de Cannes. Em 2019, ela ganhou o prêmio de melhor cinematografia do English Riviera Film Festival por seu trabalho no curta-metragem “Treacle”, o que a levou a ser contratada para dirigir a fotografia de “Archenemy”, um longa-metragem de ação estrelado por Joe Manganiello em 2020, que se tornou sua filmagem de maior destaque. Durante as filmagens de seu último filme, “Rust”, no Novo México, ela foi atingida em cheio pelo ator Alec Baldwin, usando uma arma cenográfica que, segundo o IATSE (sindicato dos funcionários de produção), continham balas de verdade. Os tiros também feriram o diretor Joel Souza. O incidente ocorreu no Bonanza Creek Ranch, um local popular de produção ao sul de Santa Fé, onde mais de 100 westerns já foram filmados. Hutchins foi transportada de helicóptero para o Hospital da Universidade do Novo México em Albuquerque, onde morreu aos 42 anos. Souza, de 48, foi levado de ambulância ao Centro Médico Regional Christus St. Vincent, em Santa Fé, onde fez tratamento para os ferimentos. Ele foi atingido no ombro. Ela era casada, tinha um filho e adorava sua profissão. Seu perfil oficial no Instagram a definia como “sonhadora inquieta, viciada em adrenalina e diretora de fotografia” e sua última publicação celebrava seu trabalho final, mostrando um passeio a cavalo numa folga de “Rust”. “Uma das vantagens de filmar um western é andar a cavalo no seu dia de folga”, escreveu. View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Halyna Hutchins (@halynahutchins)
Arma que matou diretora de fotografia tinha munição de verdade
Em email enviado a seus afiliados, a Aliança Internacional de Funcionários de Palco (IATSE, na sigla em inglês), sindicato responsável pelas equipes de produção de teatro, filmes e TV, afirma que a arma disparada por Alec Baldwin no set de “Rust” continha uma bala de verdade. “Um tiro foi acidentalmente disparado no set pelo ator principal, atingindo a diretora de fotografia Halyna Hutchins e o diretor Joel Souza”, afirma o sindicato. “Ambos foram levados às pressas para o hospital. Infelizmente, perdemos a irmã Hutchins, que morreu por consequência da ferida”. O sindicato afirma, ainda, que nenhum de seus membros era responsável pela supervisão dos equipamentos cenográficos no set. Segundo o email, essa função era da equipe do estado do Novo México. A polícia está investigando qual tipo de projétil foi disparado e porquê. Ninguém foi detido pelo caso e até o momento não foram apresentadas acusações, segundo a polícia, que ainda está interrogando as testemunhas. O incidente ocorreu no Bonanza Creek Ranch, um local popular de produção ao sul de Santa Fé, durante a tarde, e teria sido causado por uma falha numa arma cenográfica, segundo explicou um porta-voz da produção em comunicado. Hutchins, de 42 anos, foi transportada de helicóptero para o Hospital da Universidade do Novo México em Albuquerque, onde morreu. Souza, de 48, foi levado de ambulância ao Centro Médico Regional Christus St. Vincent, em Santa Fé, onde fez tratamento para os ferimentos, segundo a Delegacia da Comarca de Santa Fé. O diretor foi atingido no ombro. A produção emitiu uma nota afirmando que “todos os trabalhadores do elenco estão absolutamente devastados com a tragédia” e enviou condolências para a família de Halyna Hutchins. Acidentes do gênero não são incomuns. O ator Brandon Lee, filho de Bruce Lee, também morreu durante as filmagens de “O Corvo”, em março de 1993, por um tiro acidental. A produção do filme esqueceu de remover uma das munições reais do cano do revólver, que deveria ser totalmente carregada com balas de festim. Uma arma cenográfica é semelhante a uma arma de fogo normal, mas têm dispositivos de segurança para garantir que não sejam perigosas e costumam usar munição inofensiva de festim. O caso de Balwin deverá passar por perícia para determinar o que realmente aconteceu.
Alec Baldwin se pronuncia após morte de diretora de fotografia
O ator Alec Baldwin se pronunciou sobre o acidente com uma arma cenográfica que causou a morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins e feriu o diretor Joel Souza, durante as filmagens do western “Rust” no estado do Novo México, nos Estados Unidos. A polícia confirmou que ele foi o responsável pelo disparo da arma. “Não há palavras para expressar meu choque e tristeza em relação ao trágico acidente que tirou a vida de Halyna Hutchins, esposa, mãe e nossa colega profundamente admirada. Estou cooperando totalmente com a investigação policial para resolver como essa tragédia ocorreu e estou em contato com o marido dela, oferecendo meu apoio a ele e sua família. Meu coração está partido por seu marido, seu filho e por todos que conheciam e amavam Halyna”, escreveu o ator no Twitter. O incidente ocorreu no Bonanza Creek Ranch, um local popular de produção ao sul de Santa Fé, durante a tarde, e teria sido causado por uma falha numa arma cenográfica, segundo explicou um porta-voz da produção em comunicado. Hutchins, de 42 anos, foi transportada de helicóptero para o Hospital da Universidade do Novo México em Albuquerque, onde morreu. Souza, de 48, foi levado de ambulância ao Centro Médico Regional Christus St. Vincent, em Santa Fé, onde fez tratamento para os ferimentos, segundo a Delegacia da Comarca de Santa Fé. O diretor foi atingido no ombro. O gabinete do xerife disse em um comunicado que Hutchins e Souza “foram baleados quando uma arma de fogo foi disparada por Alec Baldwin, 68, produtor e ator”. O jornal Santa Fe New Mexican relatou que, quando foi interrogado pelos investigadores, Baldwin estava chorando. Ninguém foi preso no incidente e nenhuma acusação foi apresentada, disseram as autoridade policiais. Os detetives encarregados do caso continuam entrevistando testemunhas e o incidente permanece sob uma investigação “aberta e ativa”, de acordo com o gabinete do xerife. A morte de Hutchins foi confirmada pelo gabinete do xerife e pelo Sindicato dos Diretores de Fotografia. “Recebemos a notícia devastadora esta noite, que um de nossos membros, Halyna Hutchins, a diretora de fotografia de uma produção chamada ‘Rust’ no Novo México, morreu em decorrência de ferimentos sofridos no set”, disse John Lindley, presidente do sindicato em um comunicado. “Os detalhes não estão claros no momento, mas estamos trabalhando para aprender mais e apoiamos uma investigação completa sobre este trágico evento. Esta é uma perda terrível, e lamentamos o falecimento de um membro da família do nosso Sindicato. ” Acidentes do gênero não são incomuns. O ator Brandon Lee, filho de Bruce Lee, também morreu durante as filmagens de “O Corvo”, em março de 1993, por um tiro acidental. A produção do filme esqueceu de remover uma das munições reais do cano do revólver, que deveria ser totalmente carregada com balas de festim. Uma arma cenográfica é semelhante a uma arma de fogo normal, mas têm dispositivos de segurança para garantir que não sejam perigosas e costumam usar munição inofensiva. O caso de Balwin deverá passar por perícia para determinar o que realmente aconteceu. Enquanto isso, as filmagens de “Rust” foram paralisadas e podem nem ser retomadas. Com roteiro e direção de Joel Souza (“Um Natal Diferente”), o filme trazia Baldwin no papel-título, como o infame fora-da-lei Harland Rust. Quando seu neto é condenado por um assassinato acidental e sentenciado à forca, ele viaja para o Kansas para tirá-lo da prisão e os dois passam a ser perseguidos por um delegado obstinado e um caçador de recompensas. O elenco também incluía Jensen Ackles (“Supernatural”) e Travis Fimmel (“Vikings”). 1-There are no words to convey my shock and sadness regarding the tragic accident that took the life of Halyna Hutchins, a wife, mother and deeply admired colleague of ours. I'm fully cooperating with the police investigation to address how this tragedy occurred and — AlecBaldwin(HABF) (@AlecBaldwin) October 22, 2021 2- I am in touch with her husband, offering my support to him and his family. My heart is broken for her husband, their son, and all who knew and loved Halyna. — AlecBaldwin(HABF) (@AlecBaldwin) October 22, 2021
Tiro acidental de Alec Baldwin matou diretora de fotografia em set de filmagem
Os nomes dos envolvidos no acidente fatal que aconteceu na tarde de quinta-feira (21/10) no set de “Rust”, no Novo México, foram revelados. O ator Alec Baldwin foi quem disparou os tiros que mataram a cinematógrafa Halyna Hutchins e feriram o diretor Joel Souza durante as filmagens. O incidente ocorreu no Bonanza Creek Ranch, um local popular de produção ao sul de Santa Fé, durante a tarde, e teria sido causado por uma falha numa arma cenográfica, segundo explicou um porta-voz da produção em comunicado. Hutchins, de 42 anos, foi transportada de helicóptero para o Hospital da Universidade do Novo México em Albuquerque, onde morreu. Souza, de 48, foi levado de ambulância ao Centro Médico Regional Christus St. Vincent, em Santa Fé, onde está fazendo tratamento para os ferimentos, segundo a Delegacia da Comarca de Santa Fé. O gabinete do xerife disse em um comunicado que Hutchins e Souza “foram baleados quando uma arma de fogo foi disparada por Alec Baldwin, 68, produtor e ator”. O jornal Santa Fe New Mexican relatou que Baldwin foi interrogado por investigadores e estava chorando. Ninguém foi preso no incidente e nenhuma acusação foi apresentada, disseram as autoridade policiais. Os detetives encarregados do caso continuam entrevistando testemunhas e o incidente permanece sob uma investigação “aberta e ativa”, de acordo com o gabinete do xerife. A morte de Hutchins foi confirmada pelo gabinete do xerife e pelo Sindicato dos Diretores de Fotografia. “Recebemos a notícia devastadora esta noite, que um de nossos membros, Halyna Hutchins, a diretora de fotografia de uma produção chamada ‘Rust’ no Novo México, morreu em decorrência de ferimentos sofridos no set”, disse John Lindley, presidente do sindicato em um comunicado. “Os detalhes não estão claros no momento, mas estamos trabalhando para aprender mais e apoiamos uma investigação completa sobre este trágico evento. Esta é uma perda terrível, e lamentamos o falecimento de um membro da família do nosso Sindicato. ” Hutchins se formou no American Film Institute em 2015 e trabalhou em vários curtas-metragens antes de filmar “Archenemy”, um longa-metragem de 2020 estrelado por Joe Manganiello. Ela foi nomeada uma “estrela em ascensão” pela revista American Cinematographer em 2019. “Ela é uma pessoa maravilhosa, positiva e criativa que estava muito animada por estar se destacando e fazendo filmes”, disse Michael Pessah, um cinegrafista amigo de Hutchins à revista Variety. “Ela estava realmente em ascensão.” Acidentes do gênero não são incomuns. O ator Brandon Lee, filho de Bruce Lee, também morreu durante as filmagens de “O Corvo”, em março de 1993, por um tiro acidental. A produção do filme esqueceu de remover uma das munições reais do cano do revólver, que deveria ser totalmente carregada com balas de festim. Uma arma cenográfica é semelhante a uma arma de fogo normal, mas têm dispositivos de segurança para garantir que não sejam perigosas e costumam usar munição inofensiva. O caso de Balwin deverá passar por perícia para determinar o que realmente aconteceu. Enquanto isso, as filmagens de “Rust” foram paralisadas e podem nem ser retomadas. Com roteiro e direção de Joel Souza (“Um Natal Diferente”), o filme trazia Baldwin no papel-título, como o infame fora-da-lei Harland Rust. Quando seu neto é condenado por um assassinato acidental e sentenciado à forca, ele viaja para o Kansas para tirá-lo da prisão e os dois passam a ser perseguidos por um delegado obstinado e um caçador de recompensas. O elenco também incluía Jensen Ackles (“Supernatural”) e Travis Fimmel (“Vikings”).
Mulher morre em filmagem de western com Alec Baldwin e astro de “Supernatural”
Um acidente grave no set do filme “Rust”, western estrelado por Alec Baldwin (“30 Rock”), Jensen Ackles (“Supernatural”) e Travis Fimmel (“Vikings”), deixou um membro da equipe morto e outro ferido gravemente nesta quinta (21/10), de acordo com o Departamento do Xerife do Condado de Santa Fé. O acidente teria sido causado por uma falha numa arma cenográfica, explicou um porta-voz da produção em comunicado, sem dar maiores detalhes. As autoridades policiais do condado de Santa Fé foram enviados para o rancho Bonanza Creek depois que uma ligação para o serviço de emergência 911 indicou que um indivíduo havia sido baleado no set durante as filmagens. As vítimas ainda não foram identificadas. Uma mulher de 42 anos, que foi transportada de helicóptero para o Hospital da Universidade do México, morreu ao chegar devido aos ferimentos. A segunda vítima, também de 42 anos, foi transportada de ambulância em estado crítico para o hospital Christus St. Vincent, onde recebeu atendimento de emergência. “A produção está paralisada por enquanto. A segurança de nosso elenco e equipe continua sendo nossa maior prioridade”, acrescentou o comunicado da produção. “Rust” tem roteiro e direção de Joel Souza (“Um Natal Diferente”) e traz Baldwin no papel-título, como o infame fora-da-lei Harland Rust. Quando seu neto é condenado por um assassinato acidental e sentenciado à forca, ele viaja para o Kansas para tirá-lo da prisão e os dois passam a ser perseguidos por um delegado obstinado e um caçador de recompensas.
Ralph Carmichael (1927–2021)
Ralph Carmichael, um prolífico compositor e arranjador de músicas e trilhas, morreu na segunda-feira (18/10) em Camarillo, Califórnia, aos 94 anos. A causa da morte não foi informada. Carmichael iniciou sua longa carreira no início dos anos 1950, quando sua banda escolar apareceu na TV local de Los Angeles. Pouco depois, ele começou a compor músicas incidentais para séries como “I Love Lucy”, “December Bride” e “Bonanza”, entre outras, passando rapidamente a criar trilhas para filmes B e a exercer o cargo de diretor musical de especiais de TV com cantores como Roy Rogers, Bing Crosby, Barbara McNair, Julie London e Anita Bryant. Entre suas trilhas de cinema, destaca-se “A Bolha Assassina”, sci-fi barata de 1958 que lançou a carreira cinematográfica do ator Steve McQueen, e que contou com participação de Burt Bacharah na faixa de abertura. Já na TV, o destaque foi a música-tema de “Minha Mãe, o Carro” (1965). Carmichael compôs a divertida melodia que acompanhava a descrição da premissa da série, sobre a reencarnação da mãe do protagonista (Jerry Van Dyke) como um carro. Ele também se destacou na música popular americana, como arranjador, maestro, pianista e produtor de discos de Nat King Cole, Frankie Laine, Rosemary Clooney, Bing Crosby e Roger Williams. Entre os nove álbuns que gravou com Cole, encontra-se o clássico “The Magic of Christmas”, de 1960, que se tornou um dos discos de Natal mais tocados de todos os tempos. O compositor fundou sua própria gravadora em 1968, especializando-se em lançar artistas cristãos, como Andrae Crouch, os Continental Singers, Cliff Richard e seu próprio grupo de estúdio, The Young People. Creditado por escrever mais de 300 canções gospel, Carmichael também assinou a trilha do filme religioso “A Cruz e a Navalha” (1970), em que o cantor Pat Boone vivia um padre em luta contra jovens delinquentes. Ele ainda serviu por vários anos como presidente da Associação da Música Gospel dos EUA, ocasião em que chegou a ser conhecido como o “Pai da Música Cristã Contemporânea”. Mas o rótulo não foi seu único reconhecimento. Carmichael entrou para o Hall of Fame da Música Evangélica em 1985 e um ano depois publicou uma autobiografia em que falava de sua fé, batizada com o nome de uma de suas gravações de gospel mais famosas, “He’s Everything to Me”. Em 1994, ele recebeu o Grammy gospel, o Dove Award, por seu disco “Strike Up the Band”, e ainda foi homenageado no Hall of Fame dos Difusores Religiosos em 2001. Lembre abaixo a música-tema de “Minha Mãe, o Carro”.
Leslie Bricusse (1931–2021)
O compositor e roteirista Leslie Bricusse, que venceu dois Oscars, morreu na terça (19/10) aos 90 anos de idade. A causa da morte não foi revelada. Ao longo de sete décadas, o escritor e compositor nascido em Londres compôs temas orquestrações e canções que marcaram a história do cinema. Sua carreira começou com musicais do West End londrino na década de 1950, mas não demorou a chegar ao cinema. Ele escreveu seu primeiro roteiro, o musical “Charley Moon”, em 1956. Alternando-se entre roteiros, orquestrações e letras de músicas, Bricusse se manteve ativo até 2001. Ele ganhou o Oscar de Melhor Canção em 1967 por “Talk to the Animals”, do musical “O Fabuloso Doutor Dolittle”, que também roteirizou, e o Oscar de Melhor Trilha Sonora em 1982 pelo musical “Victor ou Victoria”, composta em parceria com Henry Mancini. Ao todo, ele teve 10 indicações ao Oscar. A lista de nomeações inclui, entre outras, as trilhas de “Adeus, Mr. Chips” (1969), “Adorável Avarento” (1970), “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (1971), “Esqueceram de Mim” (1990) e “Hook, a Volta do Capitão Gancho” (1991). Sua coleção de troféus também contém um Grammy de Melhor Canção do Ano de 1963, “What Kind of Fool Am I”, escrita com Anthony Newley para o musical do West End “Stop the World – I Want to Get Off”. E ele foi cinco vezes indicado ao Tony por espetáculos musicais, ingressando no Hall of Fame dos Compositores em 1989. Entre seus trabalhos mais conhecidos encontram-se ainda as letras das músicas-temas de dois filmes de James Bond, “007 Contra Goldfinger” (1967) e “Com 007 Só Se Vive Duas Vezes” (1967), e canções que compôs para o teatro, como “Who Can I Turn To” e “Feeling Good” foram gravadas por vários artistas, incluindo Tony Bennett e Nina Simone. Seu último trabalho cinematográfico foi como letrista no filme “Harry Potter e a Pedra Filosofal” (2001), mas suas músicas continuam aparecendo em filmes até hoje. Feita para divertir em “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, “The Candy Man”, por exemplo, virou arrepiante no terror “A Lenda de Candyman”, lançado neste ano nos cinemas.
Betty Lynn (1926-2021)
A atriz Betty Lynn, que estrelou a série clássica “The Andy Griffith Show”, morreu no sábado (17/10) num retiro de idosos da Carolina do Norte, após uma curta doença, aos 95 anos. Matriculada no Conservatório de Música de Kansas City aos 5 anos pela mãe, que era cantora de ópera, Betty Lynn começou a cantar no rádio e em clubes noturnos ainda adolescente. Aos 18 anos, ela integrou o time de artistas contratado para animar as tropas americanas no exterior, durante a 2ª Guerra Mundial. Ao voltar de apresentações na Ásia, estreou na Broadway, onde chamou atenção de um caçador de talentos da Fox, assinando um contrato de três anos com o estúdio. Seu primeiro papel foi como coadjuvante em “Ama-Seca por Acaso”, emendado por participações em “Apartamento para Dois” e “Noiva da Primavera”, comédias lançadas com grande sucesso em 1948. Ela fez várias comédias da Fox até o fim do contrato em 1951, incluindo o clássico “Papai Batuta” (1950). Mas depois de completar seu acordo, preferiu voltar a Nova York para retomar a carreira teatral. Sem conseguir encaixe na temporada de espetáculos, ela buscou trabalhos em séries de TV ao vivo, que eram realizadas na cidade, o que acabou atrapalhando sua carreira no cinema. “Os estúdios odiavam a televisão”, observou ela numa entrevista antiga. “Quando me perguntaram o que eu estava fazendo, eu dizia: ‘Tenho feito televisão ao vivo, é absolutamente maravilhoso, é como fazer uma peça!’ E eles congelavam. Eu não entendia porque eles viam isso como dificuldade, mas acabei fazendo papel de idiota.” Os únicos papéis que lhe davam era de figurante, e ela precisou praticamente recomeçar a carreira, enquanto pagava as contas com cada vez mais participações televisivas, até ser escalada num papel recorrente na série “The Andy Griffith Show”. A atriz se juntou à sitcom perto do final da 1ª temporada em 1961 e apareceu em 26 episódios como Thelma Lou, a namorada certinha de Barney Fife, personagem marcante de Don Knotts. Quando o ator saiu de “The Andy Griffith Show” em 1965 para se concentrar em sua carreira no cinema, Lynn viu seu papel ser eliminado. Os produtores decidiram dar um final a sua trajetória após o hiato de um ano, num episódio em que Barney reapareceu na série buscando retomar o namoro com Thelma Lou, apenas para descobrir que ela tinha casado. Só que este desencontro não foi o final da história. Em 1986, a rede NBC produziu uma reunião especial com o elenco de “The Andy Griffith Show”. Intitulado “Return to Mayberry”, o telefilme usou como justificativa para o reencontro dos personagens clássicos justamente o casamento de Thelma Lou (agora divorciada) e Barney. No mesmo ano, Betty Lynn voltou a trabalhar com o astro original da série, o próprio Andy Griffith, interpretando sua secretária em um punhado de episódios da 1ª temporada de “Matlock”. Ela também apareceu em “Mod Squad”, “Os Pioneiros”, “Os Novos Centuriões” e “Barnaby Jones”, antes de desistir da carreira televisiva, mudando-se para o interior da Carolina do Norte após sua casa em Los Angeles ser assaltada duas vezes. Lynn se mudou para Mount Airy, terra natal de Andy Griffith, e era uma personalidade adorada na cidade, participando ativamente de homenagens no Andy Griffith Museum.












