Ravil Isyanov (1962–2021)
O ator russo Ravil Isyanov, que integrava o elenco recorrente de séries como “The Americans” e “NCIS: Los Angeles”, morreu no dia 29 de setembro, aos 59 anos, após uma longa batalha contra o câncer. O falecimento foi comunicado apenas nesta quinta (14/10) por seu empresário. Ele serviu na Força Aérea soviética e estudou teatro em Moscou por quatro anos, e só conseguiu sair da Rússia ao ganhar uma bolsa do Departamento de Teatro da Universidade de Oxford, no Reino Unido, em 1990. Aproveitando o colapso da União Soviética, Isyanov decidiu buscar trabalho nos EUA, onde tentou se aproveitar do domínio dos idiomas inglês e russo para trabalhar em produções sobre a Guerra Fria. Seus primeiros créditos foram no thriller “Conspiração na Rússia” e na telebiografia “Stalin”, ambos lançados em 1992. A princípio, os papéis eram pequenas figurações em várias séries e filmes. Ele chegou até a pilotar um Mig, avião de caça russo, numa produção de James Bond, “007 Contra GoldenEye” (1995), além de ter participado de muitos thrillers de ação, espionagem e guerra, como “Hackers” (1995), “O Chacal” (1997), “O Santo” (1997), “Na Teia da Aranha” (2001), “K-19: The Widowmaker” (2002), “Sr. & Sra. Smith” (2005), “O Segredo de Berlim” (2006), “Um Ato de Liberdade” (2008) e até do blockbuster “Transformers: O Lado Oculto da Lua” (2011). Isyanov conseguiu se destacar mais ao começar a atuar em séries. De vilão da semana em “Buffy – A Caça-Vampiros” e “JAG: Ases Invencíveis” passou a vilanizar em dois episódios distintos de “Alias: Codinome Perigo”. Também apareceu em dois episódios de “Agents of SHIELD”, três de “24 Horas”, cinco de “The Last Ship” e seis de “The Americans”, culminando com sete participações em “NCIS: Los Angeles”, onde fez sua última aparição em abril passado, no papel do mafioso russo Anatoli Kirkin. Antes de falecer, Isyanov concluiu seu trabalho no filme “Blonde”, uma versão ficcional da vida de Marylin Monroe, onde interpretou o grande diretor Billy Wilder (de “Quanto Mais Quente Melhor”). Estrelada por Ana de Armas (“Entre Facas e Segredos”), a produção ainda não tem previsão de estreia.
David H. DePatie (1929–2021)
O gigante das animações David Hudson DePatie morreu de causas naturais aos 91 anos, no dia 23 de setembro, mas a informação só foi publicada nesta quinta (14/10) pela revista americana Variety. Entre outros projetos, ele foi responsável pela criação de nada menos que a Pantera Cor de Rosa. O personagem foi a primeira criação do estúdio formado por DePatie em 1963, após o fechamento da Warner Bros. Cartoons, braço animado da Warner que o produtor comandava até então – e por onde lançou muitos desenhos dos “Looney Tunes”. Ele tinha acabado de se juntar ao colega Friz Freleng para fundar a DePatie-Freleng Enterprises (DFE) quando o cineasta Blake Edwards o procurou para desenvolver a abertura animada do filme “A Pantera Cor de Rosa”. O sucesso do filme de 1963 rendeu várias continuações com aberturas animadas por DePatie e Freleng, além de um contrato da DFE com a United Artists, estúdio original da franquia, para o desenvolvimento de uma série de curtas com a Pantera Cor de Rosa para o cinema. O primeiro desses curtas, “A Pantera Pinta o Sete”, venceu o Oscar em 1965. A DFE também desenvolveu a abertura animada da série “Jeannie É um Gênio” em 1965, chamando atenção dos canais de TV dos EUA. A Pantera Cor de Rosa ganhou sua própria série televisiva em 1969, que abriu as portas para inúmeras outras atrações, como “Bom-Bom e Mau-Mau”, “Grump, o Feiticeiro Trapalhão”, “As Aventuras do Doutor Dolittle”, “Missão Quase Imprevisível”, “Os Caretas”, “Os Cometas”, “Meu Amigo, O Tubarão”, a cultuada “De Volta ao Planeta dos Macacos”, baseada na franquia cinematográfica “Planeta dos Macacos”, o revival de “Mr. Magoo”, especiais de personagens infantis do Dr. Seuss, como o Grinch, o Gato de Cartola e o Lorax, e adaptações dos quadrinhos da Marvel, incluindo “O Quarteto Fantástico” e “Homem-Aranha”. Em pouco tempo, a DFE passou a disputar com a Hanna-Barbera e a Filmation o domínio da programação de desenhos animados dos EUA nos anos de 1970. Mas logo a Marvel quis ter seu próprio estúdio de animação, com o objetivo de acabar com a terceirização da produção. Ao receberem uma proposta milionária, DePatie e Freleng venderam seu negócio para a editora de quadrinhos em 1981. Freleng voltou a trabalhar com a Warner, mas DePatie continuou à frente da rebatizada Marvel Productions, produzindo desenhos como “O Incrível Hulk” e “Homem-Aranha e Seus Amigos”, até ser substituído em 1984, dois anos antes da Marvel ser vendida para a New World. Ao sair da Marvel, DePatie reviveu seu antigo estúdio para lançar “Os Filhos da Pantera Cor de Rosa”. Mas a animação não fez muito sucesso em seu lançamento em 1985, levando o produtor a optar pela aposentadoria precoce. Desde então, ele vivia dos direitos de exploração da Pantera Cor de Rosa em novos projetos. Lembre abaixo a primeira animação da Pantera Cor de Rosa, feita para o filme que iniciou a franquia em 1963.
Granville Adams (1963–2021)
O ator Granville Adams, que ficou conhecido pela série “Oz”, morreu no domingo (10/10) aos 58 anos, após uma longa batalha contra um câncer. Adams tornou pública sua batalha contra o câncer no final do ano passado e, desde então, estava sob tratamento. Na série da HBO, que foi ao ar entre 1997 e 2003, ele deu vida a Zahir Arif, presente em todas as seis temporadas. Na trama, o personagem passava por uma transformação na prisão, convertendo-se em muçulmano para se tornar um dos prisioneiros mais tranquilos no Centro Correcional Estadual de Oswald. Paralelamente ao destaque obtido em “Oz”, ele também desempenhou um papel recorrente na série “Homicide: Life on the Street”, aparecendo em 11 episódios de 1996 a 1999, além de ter atuado no filme “Império” em 2002. Mas sua carreira não foi muito longe após o fim da produção da HBO. Em 2007, ele experimentou seu próprio julgamento criminal, sendo inocentado da acusação de homicídio negligente depois de se envolver numa briga em uma boate que resultou na morte de um homem. Os advogados de Adams pleitearam legítima defesa, enquanto os promotores não conseguiram provar que Adams agiu com negligência durante a altercação. Depois disso, ele só fez mais um trabalho nas telas, o drama indie “Magic City Memoirs”, em 2011.
Cynthia Harris (1934–2021)
A atriz Cynthia Harris, que estrelou a sitcom “Louco por Você” (Mad About You), morreu em 3 de outubro em Nova York, aos 87 anos. Harris passou a maior parte de sua carreira nos palcos da Broadway e à frente de sua própria companhia teatral no circuito off-Broadway, o que só lhe permitiu uma filmografia pequena, mas com alguns sucessos de bilheteria. Sua estreia nas telas aconteceu em 1968 no drama “Isadora”, cinebiografia da dançarina Isadora Duncan, estrelada por Vanessa Redgrave. Ela também participou da adaptação de “Tempestade” (1982) com John Cassavettes, e das comédias “Além das Fronteiras do Lar” (1972), com Barbra Streisand, “Três Solteirões e um Bebê” (1987), com Ted Danson, “Manequim: A Magia do Amor” (1991), com Kristy Swanson, e “Um Distinto Cavalheiro” (1992), com Eddie Murphy. Mas foi na TV que conquistou mais destaque. Além de participações em várias séries, de “Kojak” a “Law & Order”, ela estrelou a minissérie “Edward & Mrs. Simpson” em 1978 no papel de Wallis Simpson, a mulher que fez o Rei Edward abdicar do trono da Inglaterra. Seu papel mais marcante chegou em 1993, durante a 2ª temporada de “Louco por Você”, quando foi escalada como Sylvia Buchman, a mãe do protagonista Paul Buchman, vivido por Paul Reiser. Sua rivalidade ocasional com a nora Jamie Buchman (Helen Hunt) marcou alguns dos melhores episódios da sitcom premiada. Ao todo, Harris apareceu em 73 episódios da atração, incluindo duas vezes no revival de 2019. A retomada de Sylvia Buchman, uma década após se despedir do papel, foi seu último trabalho nas telas. Cocriador de “Louco por Você”, Paul Reiser homenageou sua mãe nas telas com um post nas redes sociais. “Que mulher excepcional. Verdadeiramente única”, ele escreveu. “E um coração tão grande. Foi uma honra e uma alegria ser seu ‘filho’ todos esses anos. Descanse em paz, querida amiga”. What an exceptional woman. Truly one of a kind. Cynthia could get a laugh just waiting to deliver a line you knew she would then absolutely crush. And such a big heart. It was an honor and a joy to be her "son" all these years. Rest in peace, dear friend. https://t.co/RTZKL7phwn — Paul Reiser (@PaulReiser) October 6, 2021
Família de Naya Rivera vence processo contra condado de Ventura pela morte da atriz
O ator Ryan Dorsey, ex-marido de Naya Rivera, venceu a ação aberta em novembro do ano passado contra o condado de Ventura, na Califórnia (EUA), pela morte da atriz por homicídio culposo. A ação movida por Dorsey foi em nome do filho do ex-casal, Josey Hollis Dorsey, que tinha 4 anos quando sua mãe morreu afogada. Dorsey processou o condado de Ventura, onde fica o Lago Piru em que Naya morreu, como responsável pela morte, porque o barco em que ela estava não cumpria os padrões de segurança, e mesmo assim estava disponível para ser alugado. Além disso, não havia avisos no local sobre o perigo de nadar no lago. A atriz e cantora Naya Rivera, conhecida por sua participação na série “Glee”, morreu em julho do ano passado durante um passeio de barco com seu filho na região. Na época, o menino disse à polícia que viu a mãe desaparecer debaixo d’água. A artista foi encontrado afogada, dias depois.
Nani (1951-2021)
O escritor e cartunista Nani, autor da tirinha “Vereda Tropical” e colaborador histórico do jornal de humor O Pasquim e da revista Mad, morreu nesta sexta (8/10), aos 70 anos, em decorrência de complicações da covid-19. Sua morte aconteceu no dia em que o Brasil atingiu 600 mil mortos na pandemia. Nani ficou cerca de uma semana internado em um hospital em Belo Horizonte, mas tinha acabado de passar por três transplantes de fígado e não aguentou, mesmo tendo tomado as duas doses da vacina contra o coronavírus. Ernani Diniz Lucas, o Nani, era mineiro de Esmeraldas e iniciou a carreira publicando charges no jornal O Diário, de Belo Horizonte, em 1971. Logo depois, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se tornou conhecido nacionalmente por seus desenhos nas páginas da icônica publicação contracultural O Pasquim. A projeção o transformou num dos principais cartunistas do jornal O Globo. Além de cartunista de mão cheia, premiado em salões de humor do Brasil e do exterior, ele também foi um roteirista importante da rede Globo, tendo ajudado a escrever três programas de Chico Anysio, “Chico Total”, “Chico Anysio Show” e “Escolinha do Professor Raimundo”, além dos humorísticos “Casseta & Planeta”, “Sai de Baixo” e “Zorra Total”. Uma de suas criações mais célebres foi a tirinha “Vereda Tropical”, publicada em vários jornais, que satirizava o cotidiano político e social do país. Vários cartunistas lamentaram a sua morte nas redes sociais. “Obrigada por tanta graça que deixou pra gente”, escreveu Laerte.
Documentário investiga morte misteriosa da atriz Brittany Murphy
A HBO Max divulgou o trailer de “What Happened, Brittany Murphy?”, documentário sobre a talentosa atriz Brittany Murphy, que morreu de forma precoce e misteriosa aos 32 anos em 2009. Produção da Blumhouse, estúdio especializado em filmes de terror, a obra pretende investigar o que aconteceu com a atriz, prometendo “ir além das teorias da conspiração e manchetes” para oferecer um “retrato íntimo e profundo” da estrela que estourou em “As Patricinhas de Beverly Hills” (1995) e se tornou cada vez mais conhecida em sucessos como “Garota, Interrompida” (1999), “8 Mile – Rua das ilusões” (2002), “Recém-Casados” (2003), “Sin City – A Cidade do Pecado” (2005), “Happy Feet: O Pinguim” (2006) e muitos outros. A produção trará depoimentos inéditos dos familiares de Murphy e especialistas, tentando entender o que a fez ser encontrada morta em casa, com quadro avançado de pneumonia e anemia, e intoxicada por remédios que não tinham relação com esses problemas de saúde. O pai da atriz sempre acreditou que ela foi envenenada, mas a morte foi oficialmente considerada acidental. Essa avaliação passou a ser muito questionada quase imediatamente. Seis meses depois, o marido da atriz, o roteirista Simon Monjack (“Garota Irresistível”), de 40 anos, morreu na mesma casa, com os mesmos sintomas e em circunstâncias semelhantes. Um novo acidente exatamente igual. O filme tem direção de Cynthia Hill (“Private Violence”), que concentra sua investigação em Monjack, “um indivíduo perturbado”, que pode ter transformado a atriz em vítima fatal. A estreia de “What Happened, Brittany Murphy?” vai acontecer na próxima quinta, dia 14 de outubro.
Lenka Peterson (1925–2021)
A atriz Lenka Peterson, que fez sucesso na Broadway e se destacou em Hollywood nos anos 1950, morreu em 24 de setembro, enquanto dormia em sua casa em Connecticut, aos 95 anos. O anúncio foi feito pela família nesta terça (5/10). Filha de imigrantes suecos e húngaros, Lenka Isacson foi uma das primeiras estudantes do célebre The Actors Studio, iniciando sua carreira nos teatros de Nova York em 1947. Ela estrelou 10 produções da Broadway e recebeu uma indicação ao Tony de Melhor Atriz em Musical por “Quilters” em 1985. Peterson adotou seu nome artístico para estrear nos cinemas em “Pânico nas Ruas” (1950), de Elia Kazan. Também integrou “O Clube das Moças” (1951), de Jean Negulesco, e se notabilizou em outro drama de temática noir, “Cidade do Vício” (1955), de Phil Karlson, como a esposa de um advogado (Richard Kiley) determinado a limpar a corrupção de sua cidade. Mas se casou cedo com o produtor de telejornais Daniel O’Connor e teve cinco filhos, que interromperam sua carreira no auge. Por conta disso, a maioria de seus papéis nas telas foram participações em episódios de séries, de “Rota 66” no começo dos anos 1960 a “Chumbo Grosso” no final dos anos 1980. Quando Peterson percebeu que a escola primária de seus filhos tinha apenas uma atividade extracurricular, ela começou um clube de teatro. Nada menos que trezentos alunos se matricularam na primeira turma. O clube acabou virando o Westchester Young Actors Theatre, que apresentou peças por uma década. Depois que seus filhos cresceram, ela continuou trabalhando com crianças nos teatros de Connecticut, depois que ela e seu marido se mudaram para lá em 1979. Paralelamente, seguiu atuando em séries, novelas, peças e filmes até 2006, quando se despediu com o remake de “A Grande Ilusão”, no qual contracenou com Sean Penn, Kate Winslet, Anthony Hopkins, Mark Ruffalo e Jude Law. No mesmo ano, também lançou um livro sobre teatro infantil, “Kids Take the Stage: Helping People Discover the Creative Outlet of Theatre”. Uma das filhas de Petersen aproveitou o teatrinho infantil para seguir os passos da mãe e também se tornou uma atriz famosa: Glynnis O’Connor, estrela dos clássicos “A Ponte dos Desejos” e “O Garoto da Bolha de Plástico” (ambos de 1976), que recentemente integrou o elenco da série de espionagem “Condor”.
Marc Pilcher (1968-2021)
O cabeleireiro e figurinista Marc Pilcher, que há apenas três semanas venceu o Emmy por seu trabalho nos penteados da série “Bridgerton”, morreu no domingo (3/10) aos 53 anos em decorrência de covid-19. De acordo com informações da revista Variety, Pilcher passou mal ao retornar de Los Angeles, nos Estados Unidos, para onde tinha viajado especificamente para participar da cerimônia do Emmy, e já chegou doente ao Reino Unido. Apesar de ter sido vacinado com duas doses do imunizante contra o coronavírus e não ter comorbidades, ele não resistiu à infecção. A notícia da morte do profissional foi confirmada pela atriz Nicola Coughlan, intérprete de Penelope Featherington na série. Em seu perfil no Twitter, ela descreveu o cabeleireiro como “brilhante e visionário”, além de “apaixonado por seu trabalho”. “Com o coração partido pela perda de Marc Pilcher, o brilhante e visionário cabeleireiro e maquiador da 1ª temporada de ‘Bridgerton’. Marc era tão apaixonado por seu trabalho e tão talentoso. Nem um mês atrás, ele ganhou seu primeiro prêmio Emmy”, escreveu Coughlan no Twitter. O criador de “Bridgerton”, Chris Van Dusen, também lamentou a perda no Twitter, dizendo que é “impossível” assistir a série e não perceber “o talento, a criatividade, a paixão e a arte incomparáveis” de Marc Pilcher. “Ele deixou uma marca notável neste projeto e trabalhar com ele foi um privilégio”, completou. O prêmio conquistado por “Bridgerton” foi o principal de sua carreira, mas antes disso Pilcher recebeu uma indicação ao Oscar pelo filme “Duas Rainhas” (2018). Pilcher também foi cabelereiro da série “Downton Abbey”, trabalho que lhe rendeu prêmios consecutivos da Associação de Maquiadores e Cabeleireiros dos EUA, e também foi responsável pelos penteados do filme derivado da atração, lançado em 2019. Pilcher começou sua carreira no West End (a Broadway londrina) em 1988, onde trabalhou por 15 anos em peças e musicais, até estrear na TV em 2003. Em sua trajetória hollywoodiana, iniciada em 2007, ele fez a cabeça dos maiores astros do cinema em dezenas de blockbusters, creditado como cabelereiro de “Sherlock Holmes” (2009) e sua continuação de 2011, “Fúria de Titãs” (2010) e a sequência de 2012, “Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo” (2011), “Sombras da Noite” (2012), “Thor: O Mundo Sombrio” (2012), “Malévola” (2014), “A Bela e a Fera” (2017) e quatro títulos da franquia “Star Wars”, incluindo “O Despertar da Força” (2015) e “A Ascensão Skywalker” (2019), entre muitas outras produções, incluindo “Sete Dias com Marylin” (2011), que rendeu indicação ao Oscar para Michelle Williams, e “W.E.: O Romance do Século” (2011), dirigido por Madonna. Na produção de “Duas Rainhas”, que lhe rendeu sua indicação ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUa, ele trabalhou com Saoirse Ronan e Margot Robbie. Seu último filme inédito é “King’s Man: A Origem”, que será lançado nos cinemas em dezembro.
Caike Luna (1979-2021)
O ator Caike Luna, que lutava contra um câncer, morreu aos 41 anos. A notícia foi dada pela atriz Katiuscia Canoro nas redes sociais. “É com a maior tristeza do mundo que venho comunicar a partida do meu irmão”, disse Canoro, amiga do artista. Luna contou em abril que havia iniciado o tratamento contra Linfoma Não-Hodgkin, um tipo de câncer no sistema linfático — o mesmo que acometeu o ator Reynaldo Gianecchini. Caike atuou em humorísticos como “Zorra Total”, da Globo, apareceu na novela “Rock Story”, participou do filme “Casa da Mãe Joana 2” e integrou o elenco de várias séries de comédia do Multishow, como “Baby Rose”, “Treme e Treme” e “Xilindró”. Ele também dirigiu episódios de “Baby Rose”, em que interpretava uma de suas personagens mais populares, Baby Bobolete, cabeleireira introduzida em “Treme Treme”. Personalidades da classe artística lamentaram a morte de Caike Luna. Lilia Cabral e Marcos Veras disseram ter ficado tristes com a notícia. Tatá Werneck publicou uma foto do amigo. “Muito triste pela sua partida. Um beijo imenso na sua mãe. Em seus grandes amigos. Na sua família. Que Deus proteja e ampare. E tenha misericórdia de todos nós”, disse a apresentadora do “Lady Night” no Instagram.
Jorge Cerruti (1944-2021)
O ator, diretor e dublador Jorge Cerruti morreu nesta sexta (1/10), aos 77 anos. A informação veio à público por meio de uma nota publicada nas redes sociais de sua sobrinha, que não revelou a causa da morte. Jorge Cerruti iniciou sua carreira como pianista em peças de teatro e em seguida passou para atuação, estreando na televisão na década de 1970 na TV Cultura. Ele chegou ao cinema em 1978, com “Wilsinho Galiléia”, de João Batista de Andrade, e ainda participou do cultuado “Os Imorais” (1979), de Geraldo Vietri, antes de priorizar o teatro, voltando apenas recentemente às telas. Seu papel de retorno foi como o homem de olho de vidro de “O Cheiro do Ralo” (2006). Também participou de “A Casa de Alice” (2007), “Zoom” (2015), “O Roubo da Taça” (2016) e “TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva” (2017). Na TV, teve destaque na novela “Cama de Gato” (2009), da Globo, como o personagem Domenico, e apareceu em várias séries, incluindo “9mm: São Paulo” (2008), “Força-Tarefa” (2009), “Como Aproveitar o Fim do Mundo” (2012), “Passionais” (2013), “Psi” (2014), “O Caçador” (2014) e “Amigo de Aluguel” (2018). Seu último trabalho foi na série “As Five”, cuja 2ª temporada ainda não tem data para chegar ao Globoplay.
Tommy Kirk (1941-2021)
O ex-astro mirim Tommy Kirk, um dos maiores ídolos das produções da Disney nas décadas de 1950 e 1960, morreu na noite de terça (28/9) aos 89 anos. A causa da morte não foi revelada. Ele era gay e vivia sozinho, após romper os laços com a família por sua orientação sexual, mas mantinha amizade próxima com a ex-colega Beverly Washburn, com quem contracenou em seu primeiro sucesso de cinema, “O Meu Melhor Companheiro”, de 1957. Os dois se conheceram crianças e nunca se afastaram. Eram, de fato, vizinhos e foi ela quem comunicou sua morte. Em uma entrevista de 1993 à revista Filmfax, Kirk contou que percebeu que era gay aos 17 anos e que isso quase destruiu sua carreira. “Disney era um estúdio de cinema familiar e eu deveria ser o protagonista jovem de seus principais filmes. Depois que descobriram que eu estava envolvido com outro homem, foi o fim da minha trajetória com a Disney. ” “Eu considero minha adolescência como sendo desesperadamente infeliz”, disse Kirk na entrevista. “Eu sabia que era gay, mas não tinha como expressar meus sentimentos. Era muito difícil conhecer pessoas e, naquela época, não havia lugar para ir para se socializar. Foi só no início dos anos 1960 que comecei a ouvir falar de lugares onde os gays se reuniam. Aquele estilo de vida não era reconhecido e eu me sentia muito, muito sozinho. Oh, eu tive alguns encontros breves e muito apaixonados quando adolescente, eu tive alguns casos, mas eles sempre foram clandestinos, coisas do tipo beco sem saída. Éramos desesperados e miseráveis”, desabafou. “Quando eu tinha cerca de 17 ou 18 anos, finalmente admiti para mim mesmo que era isso mesmo, eu não iria mudar. Não sabia quais seriam as consequências, mas tinha a sensação definitiva de que isso destruiria minha carreira na Disney e talvez toda minha carreira de ator. Tudo iria acabar.” A carreira de Tommy Kirk começou de forma impactante em 1956, quando foi escalado, aos 15 anos de idade, como Joe Hardy na adaptação da Disney para os personagens dos livros de mistérios juvenis “Os Hardy Boys”. A trama seriada de “The Hardy Boys: The Mystery of the Applegate Treasure” era exibida como um segmento da versão clássica do “Clube do Mickey”, e seus episódios com tesouros enterrados, pistas misteriosas e esqueletos fizeram tanto sucesso que foram seguidos por uma 2ª temporada, “The Hardy Boys: The Mystery of the Ghost Farm”. A repercussão positiva animou o estúdio a escalar o jovem em seu primeiro longa-metragem. Com direção de Robert Stevenson, que ainda faria os blockbusters “Mary Poppins” e “Se Meu Fusca Falasse” nos anos 1960, “O Meu Melhor Companheiro” marcou a transformação do então adolescente de 16 anos em ícone da Disney. A história do menino que resgatava um vira-latas que parecia não prestar para nada, mas se torna inestimável para uma família no campo, foi uma das maiores bilheterias de cinema de 1957. A Disney tratou de juntar o menino com mais um cachorro em seu filme seguinte, “Felpudo, o Cão Feiticeiro” (1959), mas teve (ainda) mais sucesso com o terceiro lançamento, “A Cidadela dos Robinson”, aventura clássica dirigida por outro mestre, Ken Annakin. A história da família de náufragos que enfrentava piratas numa ilha deserta também marcou época por ser o primeiro filme com personagem queer da Disney, a menina Roberta (Janet Munro), que disfarçava sua identidade para passar por um menino. Kirk também apareceu em “O Fantástico Super-Homem” (1961) e “O Fabuloso Criador de Encrencas” (1963), em que Fred MacMurray deu vida ao professor aloprado Ned Brainard, um inventor atrapalhado que sempre criava problemas. Os dois filmes marcaram novas parcerias com o diretor Robert Stevenson, que em seguida escalou Kirk em seu primeiro papel de protagonista adolescente, “As Desventuras de Merlin Jones” (1964). Foi outro sucesso, que teve continuação em “O Maravilhoso Homem que Voou” (1965), último filme do ator na Disney. Os filmes de Merlin Jones fizeram esforço para estabelecer Annette Funicello como par romântico de Kirk. Os dois começaram a atuar juntos no musical infantil “Uma Aventura na Terra dos Brinquedos”, em 1961, e ao chegarem à puberdade chegaram a encenar cenas mais picantes em “Ele, Ela e o Pijama” (1964), o primeiro lançamento “adulto” do ator fora da Disney. Ao contrário do que Kirk imaginava, o rompimento com a Disney não foi o fim de sua carreira. Funicello o trouxe para a franquia da Turma da Praia. Depois de “Ele, Ela e o Pijama”, que tinha conexão distante com o universo dos surfistas pela participação da gangue dos motoqueiros liderada por Eric Von Zipper (o impagável Harvey Lembeck), Kirk permaneceu naquele universo para estrelar “Fantasma de Biquini” (1966), novamente com Lembeck, “O Mundos dos Biquínis” (1967), terror da Turma da Praia com Boris Karloff (o primeiro “Frankenstein”), e a aventura caiçara “Catalina Caper” (1967). O ator ainda estrelou filmes trash de sci-fi que acabaram se tornando cultuados, como “A Cidade dos Gigantes” (1965), ao lado dos então jovens Ron Howard e Beau Bridges, e “Mars Needs Women” (1968), com a eterna Batgirl Yvonne Craig. Ainda enfrentou o supervilão Dr. Goldfoot no terceiro filme do personagem vivido por Vincent Price, “The Wild Weird World of Dr. Goldfoot”, substituindo o astro da Turma da Praia Frankie Avalon no pastiche de 007, sem esquecer sua tentativa de ser veloz e furioso no filme de corridas “Rivais no Volante” (1967). De fato, boa parte da filmografia de Kirk nos anos 1960 poderia ser descrita, de uma forma ou outra, como cult movies. Mas nem todas as produções trash em que ele se meteu deram certo. Depois de um par de terrores muito, mas muito ruins, “Blood of Ghastly Horror” (1967) e “It’s Alive” (1969), ele finalmente empacou. Ele fez só dois longas na década de 1970 e, depois disso, só voltou aos cinemas em 1995 na comédia sci-fi “Altas Confusões”, remake satírico do clássico “A Mulher de 15 Metros” (1958). Após mais um punhado de terrores lançados direto em vídeo, o ator encerrou a carreira em 2001 com um filme de vampiro, “The Education of a Vampire” (2001). Em 2006, a Disney finalmente demostrou ter superado o preconceito para reconhecer a importância de Kirk para a História do estúdio. Ele e Tim Considine, os dois intérpretes dos irmãos Hardy na série dos anos 1950, foram saudados como Disney Legends, uma honra concedida a poucos artistas por suas contribuições extraordinárias para a The Walt Disney Company. Na cerimônia, Kirk desejou, para sua posteridade, “ser lembrado por meu trabalho na Disney, como ‘O Meu Melhor Companheiro’ e ‘A Cidadela dos Robinson'”. E contou como se sentiu orgulhoso no dia em que Walt Disney o apresentou para a famosa colunista de fofocas Hedda Hopper como seu amuleto da sorte. Tommy Kirk foi um dos maiores campeões de bilheteria da Disney, antes de ser descartado pelo estúdio por homofobia. “O Meu Melhor Companheiro” foi selecionado para preservação por inestimável importância histórica e cultural no Registro Nacional de Filmes dos Estados Unidos pela Biblioteca do Congresso em 2019.
Melissa Yandell Smith (1957–2021)
A atriz Melissa Yandell Smith, que interpretou a irmã da personagem de Frances McDormand em “Nomadland”, morreu de câncer em 7 de setembro em sua casa em San Francisco, cercada por familiares e amigos, aos 64 anos. A morte repercutiu apenas na segunda (27/9), por meio de um obituário no jornal The New York Times. Colega de faculdade e amiga de longa data de McDormand, Smith apareceu em cenas importantes do filme vencedor do Oscar 2021 como Dolly, a irmã de Fern. A participação em “Nomadland” foi o trabalho de maior visibilidade da carreira da atriz e seu único crédito de atuação nas telas. Isto porque Smith passou o resto de sua vida profissional trabalhando no teatro e lecionando. Ela foi diretora do American Conservatory Theatre em San Francisco por 25 anos, além de ter lecionado no The Honolulu Youth Theatre, no Havaí, no Purchase Youth Theatre, em Nova York, e até na Universidade de Princeton, em Nova Jersey. Em uma declaração para a imprensa, McDormand chamou Smith de sua “melhor amiga”. “Tivemos uma amizade de 42 anos que incorporou nossas ambições, nossos sonhos, nossos sucessos e nossos fracassos. Tenho tanto orgulho dessa amizade profunda quanto de meu casamento de 38 anos e de ser a mãe do meu adorado filho”.












