Marília Mendonça ia estrear como atriz em série da Globoplay
A cantora Marília Mendonça, que morreu na sexta-feira (5/11) em um acidente de avião, faria sua estreia como atriz na série “Rensga Hits”, atualmente sendo gravada em Goiânia. A revelação foi feita por Alice Wegmann (“Onde Nascem os Fortes”), que publicou no Instagram páginas do roteiro da produção da Globoplay, em que contracenaria com Marília. A ideia era que a cantora fizesse uma participação especial na trama, interpretando ela mesma. “Esse foi o mais perto que cheguei da Marília Mendonça. Uma quase-cena. Infelizmente, ela não aconteceu…”, escreveu Wegmann, que também contou ter se inspirado na cantora para compor sua personagem na série, chegando a estudar o jeito dela falar e cantar. “Meu coração tá dilacerado, Marília foi de longe a artista que mais ouvi esse ano, a que acompanhava todo santo dia nos stories, a que estudei o jeito de falar, de sentar, de ser. Marília foi muito, ela foi o Brasil inteiro, foi o que todo mundo queria cantar. Minha personagem em ‘Rensga Hits’, a Raíssa, foi desde sempre uma homenagem a ela em vida. Nossa maior referência e inspiração. Uma menina que me atravessou da forma mais intensa possível, que me transformou, assim como fez Marília, sem mesmo saber quem eu era. Quando um artista se vai, parece que a gente perde o alcance da imaginação de tudo aquilo que podemos ser…”, acrescentou a atriz. “Rensga Hits” vai girar em torno da rivalidade de duas cantoras sertanejas rivais, vividas por Wegmann e Lorena Comparato (“Impuros”). A produção também destaca em seu elenco Fabiana Karla (“De Perto Ela Não é Normal”), Deborah Secco (“Salve-se Quem Puder”), Stella Miranda (“Carnaval”), Guida Vianna (“Valentins”), Maurício Destri (visto num clipe recente de Manu Gavassi), Alejandro Claveaux (“Coisa Mais Linda”), Sidney Santiago (“Segunda Chamada”), Jeniffer Dias (“Amor de Mãe”) e ainda marca a volta de Lúcia Veríssimo às telas, oito anos após “Amor à Vida” (2013). Criada por Renata Corrêa (“Silêncio da Chuva”), a série terá músicas originais da dupla Bibi e Dudu, que já trabalhou com nomes como Michel Teló e Gusttavo Lima. A direção está a cargo de Leandro Neri (“Socorro, Virei uma Garota!”) e Carolina Durão (“A Vila”), e ainda não há previsão para a estreia. Marília Mendonça, conhecida como a rainha da sofrência e uma das maiores vozes da música brasileira contemporânea, foi uma das vítimas fatais de um acidente de avião bimotor que caiu na tarde de sexta-feira numa serra em Piedade de Caratinga, cidade a 309 quilômetros de Belo Horizonte. A cantora de 26 anos tinha um show marcado na mesma noite em Caratinga, a cerca de 12 quilômetros do local do acidente. A Cemig, empresa distribuidora de energia de Minas Gerais, disse em nota que o bimotor atingiu um cabo de uma torre de distribuição da companhia em Caratinga. O choque poderia ter provocado o acidente. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Alice Wegmann (@alicewegmann)
William Lucking (1941–2021)
O ator William Lucking, que estrelou a série “Sons of Anarchy”, morreu no dia 18 de outubro aos 80 anos, de causa não divulgada. O falecimento foi informado nesta quinta (4/11) pela mulher do ator, a figurinista Sigrid Insull. “Embora William muitas vezes representasse homens durões, em sua vida real ele era um homem elegante com um intelecto brilhante que adorava discutir sobre política e assuntos atuais, discutir filosofia e física e afirmar opiniões precisas sobre arte e poesia”, ela descreveu. Lucking teve uma longa carreira no cinema e na televisão. Seus primeiros papéis foram participações nas séries “Têmpera de Aço” (Ironside) e “Missão Impossível” em 1968, antes de aparecer na maioria das séries de western do período, incluindo “Bonanza”, “O Homem de Virgínia”, “Chaparral”, “Lancer” e “Gunsmoke”. A estreia no cinema aconteceu em 1971, ano em que trabalhou em nada menos que três longas: “Os Dois Indomáveis”, “Os Desajustados” e “Ensina-me a Viver”. Bastante ativo, também coadjuvou em “A Fúria dos 7 Homens” (1972), “Poço de Ódio” (1973), “Doc Savage, o Homem de Bronze” (1975), “O Retorno do Homem Chamado Cavalo” (1976), “Mulher Nota 10” (1979), “Recrutas da Pesada” (1981), “O Rio Selvagem” (1994), “Dragão Vermelho” (2002) e “Desafiando os Limites” (2004), quase sempre em papéis de policial ou bandido. Antes de entrar em “Sons of Anarchy”, ele chegou a integrar duas séries rapidamente canceladas dos anos 1980, “Os Fora da Lei” e “Shannon”, e feito aparições recorrentes em “Esquadrão Classe A” e “Star Trek: Deep Space Nine”. Mas Piermont “Piney” Winston foi mesmo seu papel mais marcante. O visual de durão casou perfeitamente com o personagem, um motoqueiro veterano e cancerígeno, fundador da gangue Sons of Anarchy, que carregava sempre a tiracolo um tanque de oxigênio. O ator apareceu em 49 episódios da série, entre 2008 e 2011, representando com sua experiência e exemplo a integridade que o motoclube deveria representar. E, por conta disso, teve um final trágico, assassinado na 4ª temporada pelo ambicioso vilão Clay Morrow (Ron Pearlman). Depois de “Sons of Anarcy”, ele ainda fez o filme “Contrabando” (2012) com Mark Wahlberg e se despediu das telas após passagens pelas séries “Switched at Birth” (em 2013) e “Murder in the First” (2014).
Dwayne Johnson declara que não usará mais armas reais em seus filmes
O astro Dwayne “The Rock” Johnson, ator mais bem-pago de Hollywood na atualidade, declarou que não vai mais participar de filmes que utilizem armas de fogo reais. A decisão foi tomada após a tragédia no set do western “Rust”, em que um tiro disparado por Alec Balwin num ensaio das filmagens matou a diretora de fotografia Halyna Hutchins. Johnson disse que ficou com o “coração partido” ao saber da morte da profissional e passou a repensar o uso de armas de fogo durante os projetos de sua produtora Seven Bucks Productions. “Perdemos uma vida”, disse o ator de 49 anos à revista Variety, no tapete vermelho de seu novo filme, a comédia “Alerta Vermelho” da Netflix. “Aquela foi uma situação terrível que aconteceu. Conheço Alec (Baldwin) há muitos, muitos anos. Ele é meu camarada, e me solidarizo com as famílias de todos os envolvidos”, continuou. “Não posso falar por mais ninguém, mas posso dizer, sem dúvida alguma, que em qualquer filme que fizermos a partir de agora com a Seven Bucks Productions — qualquer filme, qualquer programa de televisão ou qualquer coisa que façamos ou produzamos — com certeza não usaremos armas reais”, destacou. Ele explicou que sua produtora usará pistolas de borracha e adicionará todos os efeitos de disparos na pós-produção. “Não nos preocuparemos com o quanto vai custar”, acrescentou. Com sua iniciativa, Johnson espera inspirar outros a fazerem mudanças mais profundas na indústria cinematográfica. “À medida que avançamos, acredito que existem novos protocolos e novas medidas de segurança que devemos adotar, especialmente depois do ocorrido”, disse. “É horrível que isso tenha precisado acontecer desta forma para que despertemos”. Hutchins morreu no mês passado no set de “Rust” em Santa Fé, Novo México, quando a arma cenográfica usada por Baldwin foi disparada. A bala atingiu a diretora de fotografia em cheio e o diretor Joel Souza no ombro. Ele foi hospitalizado e recebeu alta. Baldwin recebeu um revólver identificado como “arma fria”, uma expressão da indústria para se referir a um objeto considerado seguro para o uso. Entretanto, ele continha uma bala de verdade. O departamento do xerife de Santa Fé, encarregado das investigações, ainda não indiciou ninguém, mas também não descartou nenhum suspeito envolvido com o revólver responsável pela morte da cinematógrafa, incluindo o assistente de direção que declarou a arma “fria” e a armeira responsável pela segurança do armamento utilizado na produção. Ambos tiveram problemas em trabalhos anteriores.
Membro da equipe de “Indiana Jones 5” é encontrado morto no Marrocos
Um membro da equipe do quinto filme da franquia “Indiana Jones” foi encontrado morto no quarto do hotel em que estava hospedado em Fez, no Marrocos, onde o longa está sendo gravado. Nic Cupac tinha 54 anos e era responsável pela montagem do set. O caso ainda será investigado, mas autoridades acreditam que Cupac morreu de causas naturais. Ele viajou para o Marrocos acompanhado de outro cem colegas para gravar uma sequência de cenas de ação nas ruas da cidade. Considerado um veterano em Hollywood, Cupac trabalhou no departamento de câmera e eletricidade em pelo menos 58 filmes e séries desde o ano 2000, incluindo superproduções das franquias “Harry Potter”, “O Código Da Vinci”, “Guardiões da Galáxia”, “Jurassic World” e “Venom”. Ainda sem título oficial, “Indiana Jones 5” tem lançamento nos cinemas previsto para junho de 2023.
Jo-Carroll Dennison (1923–2021)
A atriz Jo-Carroll Dennison, que transformou sua coroa de Miss América numa carreira em Hollywood, morreu em 18 de outubro em sua casa em Idyllwild, Califórnia, aos 97 anos, revelou neste fim de semana o jornal New York Times. Dennison nasceu em 16 de dezembro de 1923 num dos locais mais inusitados possíveis: uma prisão masculina em Florence, Arizona. Sua mãe deu a luz enquanto viajava com seu pai de carro do Texas para a Califórnia. Sua carreira também foi levada pelas circunstâncias aos destinos mais improváveis. Ela participou do programa de medicina itinerante de seus pais e pretendia se formar em negócios (economia e finanças) em Tyler, no Texas, quando um homem impressionado por sua beleza a parou na rua, mudando sua vida. Era um banqueiro que queria que ela representasse seu banco no concurso de beleza da cidade. Ela venceu aquele concurso, foi parar numa disputa regional, virou Miss Texas e acabou escolhida como Miss América em 1942. Com a faixa de Miss, foi entreter as tropas americanas no começo da 2ª Guerra Mundial e conseguiu um contrato com a 20th Century Fox, que a escalou como figurante de clássicos como “Canção de Bernadette” e “Entre a Loura e a Morena” em 1943. Ela também figurou no musical “Alegria, Rapazes!” (1944), onde conheceu seu futuro marido, o ator Phil Silvers, e conquistou seu primeiro papel creditado no romance “Encontro nos Céus” (1945). Mas a expectativa de sucesso cinematográfico não se concretizou, encerrando-se após vestir um maiô de peles no trash “Mulheres Pré-Históricas” (1950) e virar femme fatale no noir barato “Eco do Pecado” (1951). Paralelamente, Dennison ainda tentou carreira televisiva, emplacando pelo menos um papel marcante, como a estonteante e perigosa Breathless Mahoney na série de “Dick Tracy” (1950). A personagem foi vivida por ninguém menos que Madonna no filme de 1990. Nesta época, ela iniciou seu segundo casamento, desta vez com o diretor-produtor de TV Russell Stoneham (de “Barnaby Jones” e “São Francisco Urgente”), despedindo-se das telas logo em seguida, com um episódio de 1953 da série “The Abbott and Costello Show”. Jo-Carroll Dennison teve dois filhos do segundo casamento, encerrado em 1981, e lançou um livro autobiográfico, “Finding My Little Red Hat”, no mês passado.
Alec Baldwin fala pela primeira vez sobre morte de Halyna Hutchins
Alec Baldwin falou pela primeira vez com a imprensa sobre a morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins no set de “Rust”. Ela faleceu no dia 21 de outubro após ser atingida por balas de um revólver disparado pelo ator, durante o ensaio de uma cena. A arma deveria conter festins ou estar descarregada. Além de atuar, Baldwin também era produtor do filme, por isso defendeu a equipe, ao mesmo tempo em que descreveu a cinematógrafa como amiga. “Ela era minha amiga. No dia em que cheguei em Santa Fé e comecei a filmar, levei ela para jantar com o Joel [Souza], o diretor”, disse Baldwin numa entrevista coletiva transmitida pelos canais de notícia dos EUA. “Éramos uma equipe muito, muito bem treinada filmando um filme juntos, e então esse evento horrível aconteceu”, prosseguiu. “Ocasionalmente ocorrem acidentes acidentais em sets de filmagem, mas nada como isso. Este é um episódio em um trilhão. É um evento em um trilhão”, completou o ator. Ele também destacou que sempre trabalhou com armas de verdade em sets de filmagem e que inúmeras produções são feitas assim, mas que a morte de Halyna Hutchins deve mudar essa prática. “O que precisa acontecer agora: temos que perceber que, quando acontecer uma coisa horrível e catastrófica, algumas novas medidas precisam ser tomadas. Pistolas de borracha, armas de plástico, formas de não usar nenhum armamento real no set. Mas isso não cabe a mim decidir”, acrescentou Baldwin. O ator de 63 anos também contou ter se encontrado com o marido e o filho de Hutchins, mas afirmou que não poderia responder nenhuma pergunta dos repórteres sobre o que aconteceu nas filmagens, dizendo que era uma ordem do xerife de Santa Fé, Adan Mendoza, por se tratar de uma investigação em andamento. Embora o tiro disparado por Baldwin tenha sido acidental, a promotora distrital Mary Carmack-Altwies e o xerife de Santa Fé ainda não descartaram uma acusação criminal contra o ator. “Neste momento, todas as opções estão na mesa. Não comentarei sobre acusações, se elas serão apresentadas ou não, ou sobre quem. Não podemos responder a essa pergunta até que concluamos uma investigação mais completa. Ninguém foi descartado”, afirmou Carmack-Altwies em entrevista coletiva na última quarta-feira (27/10). Por seu papel como produtor de “Rust”, Baldwin dificilmente escapará de processos civis da família de Hutchins e de outros envolvidos no incidente, em busca de indenizações financeiras. Além da diretora de fotografia, morta aos 42 anos, o diretor Joel Souza também foi ferido, ao receber uma bala no ombro durante o ensaio com Baldwin. O departamento do xerife de Santa Fé também investiga o assistente de direção Dave Halls, que entregou a arma a Balwin afirmando que ela não continha munições, e a armeira Hannah Gutierrez-Reed, que deveria ser a primeira a checar a segurança do revólver. Ambos tiveram problemas relacionados a segurança de armas em trabalhos anteriores. Além disso, também há relatos de que integrantes da produção praticavam tiro ao alvo com as armas do filme durante os intervalos da produção. Veja abaixo o vídeo da entrevista de Baldwin, transmitido pela rede americana de notícias CNN.
Camille Saviola (1950–2021)
A atriz Camille Saviola, conhecida por interpretar Kai Opaka em “Star Trek: Deep Space Nine”, morreu na sexta (29/10) aos 71 anos, de causa não divulgada. Ela começou no show business como cantora da banda de rock Margo Lewis Explosion nos anos 1970, mas logo mudou de tom, fazendo sua estreia na Broadway como Mama Maddelena no musical “Nine”, em 1982. O sucesso da produção abriu-lhe as portas do cinema, por onde entrou pelas mãos do conterrâneo nova-iorquino Woody Allen. Sua primeira aparição nas telas foi num pequeno papel em “Broadway Danny Rose” (1984), seguido por outro filme de Allen, “A Rosa Púrpura do Cairo” (1985), e a partir de então teve uma carreira prolífica na TV e no cinema. Ela ainda voltou a trabalhar com o diretor mais uma vez em “Sombras e Neblinas” (1991). Outros papéis no cinema incluíram “Noites Violentas no Brooklyn” (1989), “O Casamento de Betsy” (1990), “Entre Amigos” (1991) e “A Família Addams 2” (1993), mas ela logo começou a conquistar mais espaço na TV, passando a interpretar Kai Opaka em “Star Trek: Deep Space Nine” em 1993. A líder espiritual de Bajor acabou se tornando personagem da série até 1996. Saviola também estrelou as séries “The Heights” e “First Monday”, que duraram apenas uma temporada – respectivamente em 1992 e 2002 – , e apareceu em “Jogo Duplo” (Remington Steele), “A Juíza” (Judging Amy), “Becker”, “Plantão Médico” (E.R.), “JAG: Ases Invencíveis”, “Saving Grace”, “Without a Trace”, “Nip/Tuck” e foi a mãe de Turtle (Jerry Ferrara) em “Entourage”, entre muitos outras participações televisivas. Seu último papel foi na série “Younger”, onde interpretou Filomena, a mãe de Enzo de Luca (Chris Tardio) entre 2018 e 2019.
Armeira envolvida na tragédia de “Rush” já teve problemas com Nicolas Cage
A armeira Hannah Gutierrez-Reed, responsável pelo armamento do filme “Rust”, em que a diretora de fotografia Halyna Hutchins foi morta durante o disparo acidental de um revólver com munição real, já havia se envolvido em polêmica em seu trabalho anterior, e com ninguém menos que o astro Nicolas Cage. O conflito entre Gutierrez-Reed e Cage aconteceu durante as gravações de “The Old Way”, segundo apurou o site The Wrap. O ator teria surtado no set, após a armeira disparar três vezes seguidas com um revólver sem dar aviso prévio aos seus colegas. Stu Brumbaugh, maquinista chefe do faroeste estrelado por Cage, afirmou que, após os disparos, o ator teria gritado: “Dê um aviso antes, você acabou de explodir a p*r*a dos meus tímpanos!”. Brumbaugh também contou que pediu a um assistente de direção para que Gutierrez-Reed fosse demitida ainda naquele mesmo dia por conta de sua inexperiência, decisão que teria sido apoiada por Cage. “Falei com ele [o assistente de direção]: ‘Ela precisa ser afastada’. Depois de uma segunda ocorrência similar à anterior [disparar sem dar avisos] fiquei mais furioso. (…) Ela era uma novata”, relatou. O site Daily Beast já tinha afirmado que as filmagens de “The Old Way” chegaram a ser interrompidas porque ela teria entregue uma arma para uma menina de 11 anos de idade sem verificar corretamente seu carregamento. Segundo uma fonte da produção, membros da equipe interviram para que a arma dada à atriz infantil Ryan Kiera Armstrong fosse verificada antes do começo das filmagens, porque Gutierrez-Reed tinha descarregado a arma no chão, “onde havia pedrinhas e outras coisas”, segundo relato. “Não a vimos checar, não sabíamos se tinha alguma coisa no barril ou não”, disse a fonte à publicação. Vale ressaltar que o site The Wrap buscou comentários de um produtor de “The Old Way”, que disse não se lembrar de incidentes envolvendo a armeira. Já Hannah Gutierrez-Reed preferiu não comentar. “The Old Way” marcou o primeiro trabalho da jovem de 24 anos como armeira. “Rust” foi apenas o segundo. Ela conseguiu emprego nesta área por ser filha de um dos maiores atiradores dos EUA, Thell Reed, grande campeão de competições de tiros e que também é um dos armeiros mais requisitados de Hollywood, responsável pelas armas usadas em filmes como “Tombstone” (1993), “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997), “Os Indomáveis” (2007) e o recente “Era uma Vez em… Hollywood” (2019).
Assistente de “Rust” admite não ter checado arma que matou diretora de fotografia
Dave Halls, o assistente de direção do filme “Rust”, admitiu à polícia que não conferiu completamente a munição na arma que entregou ao ator Alec Baldwin durante as filmagens, e que acabou matando a diretora de fotografia Halyna Hutchins. Ninguém foi preso ou acusado pelo incidente, que ocorreu na tarde da última quinta-feira (20/10), no rancho Bonanza Creek, enquanto o protagonista e coprodutor Baldwin ensaiava uma cena. Embora as autoridades não descartem acusações contra o ator, a investigação sugere que a morte foi causada por negligência dos responsáveis pelo armamento usado na produção, que continha munição real. O xerife do condado, Adan Mendoza, disse que cerca de 500 balas foram coletadas no set. Este total contém “uma mistura de cartuchos vazios, falsos e verdadeiros”. Agora, a investigação buscará “determinar como (essa munição real) entrou no set e por que estava lá, porque não deveria”, explicou Mendoza em entrevista coletiva para a imprensa. Mendoza ainda ressaltou que é “fundamental uma investigação completa e exaustiva para fazer uma avaliação”, mas já avalia que “houve alguma complacência neste set. “Muitos outros fatos precisam ser corroborados antes que possamos falar em negligência criminosa”, acrescentou, observando que as investigações ainda estão no começo. “É um caso muito complexo. Requer muita investigação, análise e revisões. É por isso que minha equipe está aqui”, comentou a promotora Mary Carmack-Altwies, encarregado do caso. “Não sabemos como isso vai acabar até que tenhamos uma investigação completa”. De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, havia três armas no set do western de baixo orçamento “Rust”. A assistente de armas Hannah Gutierrez-Reed disse, numa declaração juramentada entregue aos tribunais nesta quarta-feira (27/10), que no dia do incidente as armas foram guardadas em um cofre durante o almoço, mas as balas não. Segundo Dave Halls, quando Hannah lhe mostrou a arma no set para o ensaio, ele se lembra de ter visto três balas “falsas”. “Ele admite que deveria tê-las conferido, mas não o fez, e não se lembra se ela girou o tambor”, detalha o boletim de ocorrência, que chegou ao público pela imprensa americana. Entretanto, ao entregar o revolver a Baldwin, Halls informou ao ator que se tratava de “arma fria” – isto é, sem munição – , indicando que a tinha checado. Mendoza também disse que investiga rumores de que pessoas praticavam tiro ao alvo no set antes do acidente.
Gilberto Braga (1945-2021)
Gilberto Braga, um dos mais importantes autores de novelas do Brasil, morreu nesta terça-feira (26/10). O escritor, que completaria 76 anos na próxima segunda-feira, estava internado no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, onde enfrentava uma infecção sistêmica após uma perfuração do esôfago – lesão apontada como causa da morte. Casado com o decorador Edgar Moura Brasil, o autor também sofria do Mal de Alzheimer. Braga escreveu mais de 20 novelas, especializando-se em apresentar tramas de assassinato misterioso, que precisava ser resolvido nos últimos capítulos. Ele foi o primeiro teledramaturgo autêntico do Brasil, o primeiro autor brasileiro formado exclusivamente na televisão – jamais escreveu para teatro – , e fez sua trajetória praticamente inteira na rede Globo, iniciando com tramas do “Caso Especial” (antologia de teledramas) em 1972. Em toda a carreira, ele só fez uma obra fora da Globo, o roteiro do filme “Fim de Festa”, dirigido por Paulo Porto em 1978. A especialização em novelas aconteceu por acaso e sob pressão. Após entregar o quinto roteiro de “Caso Especial”, foi convencido pelo diretor Daniel Filho, na época responsável pela dramaturgia da Globo, a escrever seu primeiro folhetim em 1974, em parceria com o já experiente Lauro César Muniz. O resultado foi a novela “Corrida do Ouro”, desenvolvida para o horário das 19h “aos trancos e barrancos”, como ele próprio descreveu em entrevista à sua irmã historiadora Rosa Maria Araujo, num especial sobre os 70 da televisão do jornal O Globo. Em seguida, recebeu de Daniel Filho a missão de preencher o novo horário de novelas da emissora às 18h, inaugurando a fase áurea de adaptações de romances históricos com “Helena”, de Machado de Assis, em 1975. No mesmo ano, ainda escreveu a adaptação de “Senhora”, de José de Alencar, antes de criar seu primeiro fenômeno de audiência. Estrelada por Lucélia Santos, “Escrava Isaura” marcou época. A versão televisiva do romance de Bernardo Guimarães tornou-se a novela das 18h mais famosa de todos os tempos, ampliando sua popularidade com a passagem do tempo, graças a várias reprises. A produção também virou o primeiro grande produto de exportação da Globo, numa época em que a emissora carioca mal tinha planos de expansão internacional. Foi exibida até na China. Depois de despedir-se das 18h com “Dona Xepa” (1977), outro sucesso, foi direto, sem escalas, para o horário nobre, assinando sua primeira novela das 20h: o estouro “Dancin’ Days” em 1978. O melodrama, que combinava vida noturna moderna e drama existencial de uma ex-presidiária, foi a primeira novela urbana de Sonia Braga, fez deslanchar a carreira da adolescente Gloria Pires e contou com uma das melhores brigas femininas da história da TV brasileira (entre Sonia Braga e Joana Fomm), sem esquecer que lançou moda, vendeu muitos discos e ajudou a popularizar as discotecas no país. O autor continuou a fazer sucesso em “Água Viva” (1978), na qual inaugurou sua mania de mistérios criminais, lançando o bordão “Quem matou Miguel Fragonard?” (Raul Cortez), além de ter sido responsável por introduzir em “Brilhante” (1980) o primeiro protagonista homossexual (então no armário) da teledramaturgia nacional, vivido por Dennis Carvalho. Mais: com “Corpo a Corpo” e a genial atriz Zezé Motta, assinou mais um divisor de águas, transformando racismo em tema de novela em 1984. Entre tantas novelas, Braga ainda teve tempo para revolucionar as minisséries com sua primeira incursão no gênero, a romântica e nostálgica “Anos Dourados”, que fez o país se apaixonar por Malu Mader em 1986, seguida pela produção de “O Primo Basílio”, adaptação primorosa do romance histórico de Eça de Queirós. Revigorado pelas minisséries, ele voltou com tudo às narrativas longas. E dez anos depois de eletrizar o público com “Dancin’ Days”, parou o Brasil com “Vale Tudo” (1988). A trama de mau-caratismo consagrou a jovem adulta Gloria Pires como a malvadinha Maria de Fátima, eternizou a diva Beatriz Segall como a vilã das vilãs, Odete Roitman, e terminou quebrando todos os recordes de audiência, graças ao mistério de “Quem matou Odete Roitman”. Ironicamente, foi quando se achou o dono do mundo, em que nada que escrevia parecia falhar, que Braga amargou seu maior – talvez o único – dissabor, com a rejeição do público à trama de “O Dono do Mundo” (1991). A novela enfrentou vários protestos por sua premissa, em que Antonio Fagundes apostava ser capaz de tirar a virgindade de Malu Mader. A intenção era discutir ética. Mas o público se assustou. A ironia é que, dois anos depois, o mesmo público foi lotar os cinemas para ver uma parábola moral similar, só que made in Hollywood, no filme americano “Proposta Indecente”. O autor se vingou com a minissérie “Anos Rebeldes” (1992), retratando a resistência à ditadura, então ainda recente, com cenas de tortura para sacudir o público. A série acabou projetando Cláudia Abreu, que depois faria o melhor papel da carreira na melhor novela de Braga, “Celebridade”, em 2003. Juntando suas estrelas de “Anos Dourados” e “Anos Rebeldes”, Braga mostrou um novo “Vale Tudo” na era do culto às celebridades e com direito até a um “quem matou Lineu?” (Hugo Carvana). Só que, diferente dos anos 1980, pela primeira vez controlou todos os aspectos da obra, da escalação do elenco à trilha sonora. Por isso, dizia que “Celebridade” era sua novela favorita. Entre outras novelas, ainda se consagrou com “Paraíso Tropical” (2008), que também é lembrada por seus vilões – Bebel e Olavo, vividos por Camila Pitanga e Wagner Moura. A obra recebeu indicação ao Emmy Internacional. Ele continuou a escrever novelas até 2015, quando assinou “Babilônia”, mas a doença o tirou da TV. Nos últimos anos, tornou-se recluso. Mesmo assim, tinha planos. Na entrevista à irmã, publicada em 2020 em O Globo, disse que estava aproveitando a quarentena da pandemia para realizar com colaboradores uma adaptação do clássico britânico “Feira das Vaidades”, de William Makepeace Thackeray, passada no Rio de Janeiro dos anos 1920.
Richard Evans (1935–2021)
Richard Evans, que estrelou o western “O Pequeno Billy” e antagonizou Ryan O’Neal na popular novela americana “A Caldeira do Diabo” (Peyton Place) em 1965, morreu de câncer no dia 2 de outubro, em sua residência na Ilha Whidbey, no estado de Washington (EUA), aos 86 anos. Evans e a esposa moraram em Whidbey Island por 32 anos, desde que deixaram Los Angeles no final dos anos 1980, quando a carreira do ator estagnou. Antes disso, e por cerca de quatro décadas, ele apareceu em várias atrações clássicas da TV, de “Caravana” (em 1958) a “Esquadrão Classe A” (1986), passando por “Jornada nas Estrelas” (1968) e quase todas as séries de western da era de ouro do gênero. Entretanto, a participação em “A Caldeira do Diabo” foi seu único papel recorrente. Ele teve projeção em 26 capítulos da 1ª temporada, vivendo Paul Hanley, personagem que acusou falsamente Rodney Harrington (O’Neal) de assassinar sua irmã num dos muitos escândalos do melodrama, baseado no filme de mesmo nome, indicado a nove Oscars em 1958. Como ator, também participou de vários filmes, tendo seu maior destaque em 1972 no papel de Goldie, o mentor psicopata do famoso pistoleiro Billy the Kid (Michael J. Pollard) em “O Pequeno Billy”, última produção da vida de Jack L. Warner, um dos fundadores e presidente da Warner Bros. Outros longas de sua carreira incluem “Cedo Demais para Amar” (1960), de Richard Rush, “Os Ressuscitados” (1965), de Richard Quine, “Jogos de Azar” (1974), de Robert Mulligan, “A Ilha do Adeus” (1977), de Franklin J. Schaffner, e até o telefilme “Madonna – A Inocência Perdida” (1994) sobre o começo da carreira da cantora Madonna. Além de atuar, Evans também escreveu, dirigiu e produziu quatro filmes independentes, três deles em longa-metragem, que tiveram lançamentos bastante limitados. A primeira iniciativa autoral em longa-metragem foi em 1972, a comédia “Original: Do Not Project”. E, após longo hiato, ele vinha tentando um retorno atrás das câmeras nos últimos anos, com o lançamento de “Harry Monument” (2004) e “Shuffle & Cut (A Question for Godard)” (2010). No biográfico “Shuffle & Cut”, ele interpretou a si mesmo, apresentando-se como um cineasta independente que se via sem futuro numa indústria dominada pela mentalidade dos blockbusters. Foi seu último longa atrás e à frente das câmeras, mas não sua última obra artística. Meses antes de morrer, Evans publicou um livro com uma coleção de peças de sua autoria, para serem encenadas de graça por qualquer interessado, desde que parte dos lucros fosse destinado a ajudar os sem-teto.
Assistente de direção de “Rust” foi demitido por problema com arma em outro filme
Uma nova acusação veio à tona durante a investigação do acidente que resultou na morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins no set do filme “Rust”. O assistente de direção que entregou ao ator Alec Baldwin a arma carregada que resultou na fatalidade já tinha sido demitido de outra filmagem por causa de um problema similar, informou um produtor nesta segunda-feira (25/10). Hutchins morreu na quinta-feira (21/10) depois que Baldwin recebeu de Dave Halls um revólver anunciado como “frio”, isto é, sem munição. Entretanto, durante um ensaio em que o ator demonstrava como iria disparar, as balas da arma mataram Hutchins e feriram o diretor Joel Souza. Agora, a produtora Rock Soul Studios, responsável por outro filme independente passado no Velho Oeste, chamado “Freedom’s Path”, revelou ter demitido Halls daquela filmagem “depois que um membro da equipe sofreu um ferimento leve quando uma arma, de forma inesperada, disparou”. “Halls foi retirado imediatamente do set depois que a arma cenográfica foi disparada. A produção não voltou a ser filmada até que Dave estivesse fora da locação. Um relatório sobre o incidente foi coletado naquela ocasião”, acrescentou em comunicado a produtora de “Freedom’s Path”, que ainda não estreou. O assistente já tinha sido criticado por uma produtora de adereços que trabalhou com ele na série “Into the Dark”. Maggie Goll afirmou em entrevista para o canal de notícias americano NBC News que ele era conhecido por não prezar pela segurança no ambiente de trabalho. “Ele permitia que os sets ficassem cada vez mais claustrofóbicos, sem rotas de fuga em caso de incêndio e com as saídas de emergência bloqueadas… Reuniões sobre segurança nem existiam”, afirmou. Goll ainda contou que Halls exigiu que as câmeras continuassem filmando mesmo depois de o técnico de pirotecnia — responsável pelos efeitos especiais que envolvem fogo — avisar que havia algo errado. O site Deadline procurou uma declaração da produtora Blumhouse, responsável pela série “Into the Dark”, sobre investigações sobre o comportamento de Halls, após o registro de uma queixa contra ele em 2019. Em nota, a Blumhouse apenas afirmou que o assistente de direção trabalhou em dois episódios naquele ano “e não foi recontratado depois dessa época”. O estúdio não explicou porque não quis voltar a trabalhar com ele.
JoAnna Cameron (1951–2021)
A atriz JoAnna Cameron, que marcou época como “A Poderosa Isis”, morreu na sexta-feira (22/10) no Havaí, após sofrer um acidente vascular cerebral, com 70 anos de idade. Antes de virar super-heroína, ela já chamava atenção por aparecer em várias comédias que exploravam sua beleza. Seu primeiro papel foi em “Como Cometer um Casamento” (1969), contracenando com os comediantes Bob Hope e Jackie Gleason. Também apareceu em “O Seu Caso Era Mulher” (1970) com Elliott Gould, “Garotas Lindas aos Montes” (1971) com Rock Hudson e “O Super Amante” (1971) com Peter Kastner. Sua conversão em atriz televisiva aconteceu na série “Marcus Welby, M.D.”, na qual viveu uma enfermeira recorrente de 1970 a 1972. Ainda teve participações em “Daniel Boone”, “Os Audaciosos”, “Controle Remoto” e “Columbo”, mas só entrou para a História da TV ao vestir o microvestido da primeira super-heroína da televisão. “A Poderosa Isis” foi uma criação original de Marc Richards (que também assinou o desenho dos “Ghostbusters”) como complemento para as aventuras do Capitão Marvel em “Shazam!”. Na série, uma arqueóloga chamada Andrea Thomas ganhava poderes e minissaia ao encontrar uma relíquia egípcia da deusa Isis. Como a personagem também apareceu em crossovers de “Shazam!”, a DC Comics resolveu lançar seus quadrinhos. Com isso, ela virou personagem da editora e teve até sua própria revista, embora a série tenha durado apenas duas temporadas, entre 1975 e 1976. Isis acabou se tornando pioneira, ao provar que mulheres poderosas poderiam ter suas próprias séries de ação. Um ano depois de sua estreia, a TV ganhou mais duas heroínas: a Mulher Biônica de Lindsay Wagner e a Mulher-Maravilha de Lynda Carter. Após o fim de “A Poderosa Isis”, a atriz ainda foi para a Marvel e apareceu na série live-action do “Homem-Aranha” em 1978, mas largou a atuação logo em seguida, após o telefilme “Swan Song” com Davis Soul, em 1980. Tinha apenas 29 anos. Depois de deixar a TV, Cameron trabalhou por 10 anos como enfermeira no setor de saúde domiciliar antes de iniciar uma carreira em marketing hoteleiro no Havaí, onde morou até o fim da vida. A personagem que ela originou também desapareceu por várias décadas, mas acabou retornando durante a minissérie “52”, que serviu de reboot para os quadrinhos da DC Comics em 2006. Na ocasião, Isis teve seu nome alterado para Adrianna Tomaz e relacionada ao anti-herói Adão Negro. Embora tenha sido uma volta breve – ela morre na minissérie – , a editora decidiu rever seu status num novo reboot, “Os Novos 52”, que a devolveu permanentemente à continuidade dos quadrinhos da DC em 2011. Quase tão popular quanto na época de JoAnna Cameron, a personagem – sem o nome original, que hoje é relacionado à sigla em inglês do grupo terrorista Estado Islâmico – , pode ser vista atualmente na série “Legends of Tomorrow”, interpretada por Tala Ashe, e estará no filme “Adão Negro”, previsto para 2022, com interpretação de Sarah Shahi (“Sex/Life”).












