Gisele Bündchen retorna à Victoria’s Secret após 17 anos
Gisele Bündchen está de volta à Victoria’s Secret, 17 anos após ter “se aposentado” da equipe das “Angels”, como eram conhecidas as modelos que desfilavam para a marca de lingerie. A supermodelo assinou um contrato com a empresa quando tinha apenas 19 anos e foi o rosto da marca de 2000 a 2006, quando decidiu encerrar a parceria. O retorno de Gisele foi anunciado na quarta-feira (9/8) como parte de uma campanha chamada “The Icon Collection”. Ela divulgou um vídeo em preto e branco da campanha em seu Instagram, em que aparece usando uma lingerie da marca. A volta das top model icônicas A Victoria’s Secret também revelou a participação de outros grandes nomes que fizeram parte de sua história, como a britânica Naomi Campbell, a sul-africana Candice Swanepoel e a também brasileira Adriana Lima. Naomi Campbell aproveitou e escreveu um textão sobre ser um ícone em seu Instagram: “Um ícone não é apenas um título; é o ritmo da passarela, a pulsação do estilo e a sinfonia da força. Trata-se de abraçar cada passo com propósito, exalando confiança como uma segunda pele e deixando uma marca indelével na tela do mundo. Ícones não nascem, eles são esculpidos por sua jornada”. Adriana Lima, que havia encerrado seu contrato após uma emocionante despedida da passarela no Victoria’s Secret Fashion Show de 2018 (que também acabou sendo o último show da marca desde então), já tinha retomado a parceria em abril de 2023, para o lançamento do perfume Heavenly Eau de Parfum. A nova geração da renovação da marca Além de contar com os “ícones” que passaram pela Victoria’s Secret, a campanha “The Icon Collection” também tem modelos da nova geração, como Hailey Bieber, Emily Ratajkowski, Sui He, Adut Akech e Paloma Elsesser. As duas últimas estavam entre as primeiras participantes da “VS Collective”, nome que a marca usou para substituir “Angels”. A ação faz parte de uma tentativa de renovação da empresa que vem ocorrendo desde 2019 para incluir mais diversidade entre suas modelos. Retomada do Desfile Anual e o Victoria’s Secret World Tour Cinco anos após o encerramento do Victoria’s Secret Fashion Show em 2018, a marca anunciou que retomará o seu desfile anual com o Victoria’s Secret World Tour, que será disponibilizado no Amazon Prime Video em 26 de setembro. Ainda não foi divulgado se as modelos da campanha estarão no casting do desfile repaginado. Até o momento, o único nome confirmado é o da cantora Doja Cat, que fará uma apresentação no evento. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Gisele Bündchen (@gisele) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Dr Naomi Campbell (@naomi) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Dr Naomi Campbell (@naomi) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Adriana Lima (@adrianalima) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por 𝗖𝗮𝗻𝗱𝗶𝗰𝗲 (@candiceswanepoel)
Doja Cat é atração principal do desfile-show de retorno da “Victoria’s Secret”
A cantora Doja Cat foi anunciada como a atração musical principal do próximo desfile da Victoria’s Secret, evento que será metade desfile de moda, metade documentário sobre o retorno da marca à passarela. A novidade foi compartilhada pela Prime Video nas redes sociais, juntamente com um teaser em que a artista aparece em destaque. Em uma entrevista à Harper’s Bazaar, Doja revelou que está trabalhando ativamente em novas músicas e que ela estará apresentando faixas inéditas de seu próximo álbum no evento. “Não quero estragar muito, mas como nos projetos anteriores, há muitas energias diferentes nas músicas, além de novos sons que nunca explorei antes”, disse Doja. “Isso é emocionante para mim e mal posso esperar para lançá-lo.” Retorno da Victoria’s Secret O desfile, que será transmitido exclusivamente na Prime Video, marcará o retorno da Victoria’s Secret após cinco anos sem desfiles/eventos televisionados. A exibição está programada para o dia 26 de setembro. A volta acontece após Rihanna ocupar o espaço deixado pela grife famosa com seus próprios shows de moda íntima, Savage x Fenty, não por acaso transmitidos pela Prime Video. Os eventos extremamente diversificados da cantora viraram o novo padrão para marcas de lingerie. Enquanto o mundo demandava mais diversidade, representatividade e inclusão, os desfiles da Victoria’s Secret ficaram presos aos antigos padrões de beleza, e criticados por apresentar apenas modelos altas, extremamente magras e majoritariamente brancas. Para piorar sua imagem, a empresa teve que lidar com declarações preconceituosas de executivos. Em 2018, Ed Razek, então diretor de marketing da empresa, explicou em uma entrevista à Vogue por que não selecionava modelos de tamanhos maiores e mulheres trans para a apresentação. “Não acho que teremos esse tipo de modelo, porque esse show é uma fantasia. São 42 minutos de entretenimento”, declarou. Depois disso, a marca nunca mais fez show “de entretenimento”. Considerada ultrapassada, a Victoria’s Secret se viu forçada a aposentar as imagens das top models em lingerie, após duas décadas de domínio midiático das “angels”. A nova era da Victoria’s Secret Em resposta ao declínio geral, a grife passou por mudanças significativas. Em agosto de 2019, a primeira modelo trans, a brasileira Valentina Sampaio, foi contratada pela marca, que no ano seguinte começou a incluir modelos plus size em suas campanhas de lingerie. Atualmente, a Victoria’s Secret conta com um time de embaixadoras, o VS Collective, que deixa claro sua nova tendência inclusiva. A lista inclui a atriz indiana Priyanka Chopra Jones, a modelo norte-americana Hailey Bieber, a tenista japonesa Naomi Osaka e a brasileira Valentina Sampaio. Breaking News: @DojaCat stars in #TheTour23 on September 26. pic.twitter.com/6S0xtAQcGv — Prime Video (@PrimeVideo) August 3, 2023
“Victoria’s Secret Fashion Show” retorna em setembro na Amazon
Após um hiato de quatro anos, o “Victoria’s Secret Fashion Show” está de volta. O evento, que se tornou um marco na indústria da moda desde sua criação em 1995, será transmitido na plataforma Prime Video, da Amazon, no dia 26 de setembro. A produção promete ser uma mistura de documentário e desfile de moda, com o objetivo de consagrar a mudança da marca, que agora visa empoderar e celebrar mulheres de todos os tipos ao redor do mundo. A iniciativa busca reinventar a tradição dos “shows” da Victoria’s Secret, famosa por suas lingeries e pelas “angels”, como eram conhecidas suas modelos, no momento em que a marca busca um novo posicionamento após uma série de polêmicas. Retorno esperado Greg Unis, presidente da marca Victoria’s Secret e PINK, expressou entusiasmo com a parceria com a Amazon. “Esta colaboração cria uma experiência de visualização incomparável, trazendo a magia do Tour diretamente para o público em geral. Por meio dessa colaboração, estamos reforçando nosso compromisso de entregar conteúdo cativante que celebra nossa herança e ressoa com nossos clientes”, disse Unis. Além do desfile de moda, a produção oferecerá um olhar exclusivo nos bastidores e apresentará o VS20, um grupo visionário de 20 criativos globais que criaram curadorias de moda inspiradas nas cidades de Bogotá, Lagos, Londres e Tóquio para desenvolver designs personalizados da Victoria’s Secret. Relembrando as polêmicas A reinvenção do desfile acontece após Rihanna ocupar o espaço deixado pela marca com seus próprios shows de moda íntima, Savage x Fenty, não por acaso transmitidos pela Prime Video. Os eventos extremamente diversificados da cantora viraram o novo padrão para marcas de lingerie. Enquanto o mundo demandava mais diversidade, representatividade e inclusão, os desfiles da Victoria’s Secret ficaram presos aos antigos padrões de beleza, e criticados por apresentar apenas modelos altas, extremamente magras e majoritariamente brancas. Além disso, a empresa teve que lidar com declarações preconceituosas de executivos. Em 2018, Ed Razek, então diretor de marketing da empresa, explicou em uma entrevista à Vogue por que não selecionava modelos de tamanhos maiores e mulheres trans para a apresentação. “Não acho que teremos esse tipo de modelo, porque esse show é uma fantasia. São 42 minutos de entretenimento”, declarou. Isto fez a marca ser considerada ultrapassada e levou ao cancelamento de seus famosos shows, após duas décadas de domínio midiático. A nova era da Victoria’s Secret Em resposta ao declínio geral, a Victoria’s Secret passou por mudanças significativas. Em agosto de 2019, a primeira modelo trans, a brasileira Valentina Sampaio, foi contratada pela marca, que no ano seguinte começou a incluir modelos plus size em suas campanhas de lingerie. Atualmente, a marca conta com um time de embaixadoras, o VS Collective, que deixa claro sua nova tendência inclusiva. A lista inclui a atriz indiana Priyanka Chopra Jones, a modelo norte-americana Hailey Bieber, a tenista japonesa Naomi Osaka e a brasileira Valentina Sampaio. Ainda não foram revelados detalhes sobre o casting do próximo desfile e se haverá atrações musicais.
Em clipe de visual impactante, A$AP Rocky mixa protestos e moda
O rapper A$AP Rocky lançou seu mais recente single “RIOT (Rowdy Pipe’n)”, que já está causando alvoroço na indústria da música e da moda. O vídeo da música, co-dirigido por Rocky e sua agência criativa/gravadora AWGE, apresenta uma mistura de hardware militar, protestos, fashionismo e declarações à sua “esposa” Rihanna. Rumores de casamento A música, produzida por Pharrell Williams, contém a letra “Minha esposa é erótica, estou fumando exótico”, que alimentou especulações de que Rocky e Rihanna podem ter se casado legalmente em segredo. O casal já tem um filho juntos e outro a caminho. Rocky já havia se referido a Rihanna como sua “linda esposa” em um show anterior este ano. Guerra da moda Já o clipe é uma verdadeira fusão de moda e música, com uma estética visual marcante, que combina black blocks, protestos, bandeiras americanas, clima de confronto e alta costura. A presença da grife Fenty, de Rihanna, é notável no vídeo, com a marca destacada pelo rapper, enquanto comando um exército de seguidores fanáticos, usa um tanque de guerra e orienta aviões de combate. Além da Fenty, o vídeo também exibe criações de estilistas emergentes, mixadas com peças recém-saídas das passarelas de Louis Vuitton e Bottega Veneta. Rocky trabalhou com o colaborador de longa data Matthew Henson e a designer londrina Mowalola na estilização. Entre as peças destacadas estão um casaco longo e elegante da Bottega Veneta, botas de camurça estilo Timberland e algumas bolsas Hermès, além de designers independentes, como Gerrit Jacob, conhecido por seus motivos de spray paint, e Hattie Crowther, que criou uma camisa de futebol da Inglaterra com “DIREITOS HUMANOS” estampados no peito. Crowther se tornou notória por criar corsets a partir de uniformes de futebol como uma forma de questionar a masculinidade tóxica que permeia o jogo. Outra marca destacada é a Coucoubebe, que forneceu ao rapper uma jaqueta de couro com a inscrição “DUMB SHIT”, em referência ao próximo álbum de Rocky. A marca, baseada em Paris e fundada em 2016, é liderada por uma figura anônima conhecida apenas como Kanoush, que encontra inspiração na política, na cultura pop e nas teorias da conspiração, repaginando peças de vestuário existentes em manifestos.
Angelina Jolie abre Atelier em prédio que foi estúdio de Andy Warhol e Basquiat
A atriz Angelina Jolie definiu o endereço de seu novo empreendimento criativo, o Atelier Jolie – uma oficina para alfaiates e artesãos sub-representados de todo o mundo. Ela alugou o número 57 da Great Jones Street, na cidade de Nova York, onde funcionou o estúdio em que Andy Warhol e Jean-Michel Basquiat viveram e trabalharam nos anos 1980. A transação foi anunciada na sexta (7/7) pela imobiliária Meridian Capital Group, representada por John Roesch e Garrett Kelly. De acordo com Roesch, Angelina Jolie tem planos de abrir seu novo empreendimento “o mais rápido possível”. O prédio estava disponível anteriormente para aluguel pelo Meridian Capital Group, por $60.000 por mês, com um contrato mínimo de 10 anos. Um prédio com muita História O edifício, com três andares e mais de 2 mil metros quadrados de espaço interno, mantém sua fachada adornada com arte de rua, característica que Jolie decidiu preservar como uma homenagem pública a Basquiat – que, entre 1983 e sua morte em 1988, criou sua arte no segundo andar do prédio, adquirido por Warhol em 1970. “Ela amou a fachada do prédio, que foi marcada com arte de rua como um memorial para Basquiat”, disse Kelly em um comunicado. Em sua conta oficial no Instagram, a atriz afirmou: “É um privilégio estar neste espaço. Faremos o possível para respeitar e honrar seu legado artístico com comunidade e criatividade. Espero ver vocês lá.” Ao lado do texto, um vídeo mostra a fachada do prédio, enquadrando Angelina e sua filha Shiloh, enquanto o filho Pax grafita o nome do Atelier Jolie no local. Porém, a história do prédio se estende para muito além da conexão com esses artistas. Originalmente construído na década de 1860, o local já serviu como sede do Brighton Athletic Club em 1904, quando pertencia ao gângster Paul Kelly, também conhecido como Paolo Antonio Vaccarelli. Ao longo dos anos, o edifício teve diversos usos, incluindo uma metalúrgica e uma empresa de suprimentos para cozinha, além de abrigar o restaurante japonês Bohemian. Apesar de já estar alugado, o prédio só deve abrir como Atelier Jolie em 2024. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Angelina Jolie (@angelinajolie)
Atriz de “Euphoria” lança coleção de Havaianas
A atriz Barbie Ferreira, conhecida por seu papel na série “Euphoria”, fez uma parceria com a marca brasileira de calçados Havaianas, assinando uma coleção inspirada em suas raízes brasileiras. Para a artista, a colaboração representa muito mais do que apenas um projeto de moda. Em comunicado, ela exaltou sua conexão com a marca e o que ela representa em sua vida. “Havaianas é uma marca icônica que uso desde pequena. Para mim, significa muito da minha cultura, da minha família e do Brasil em geral. Ter a chance de criar para uma empresa que representa minha família e a mim mesma de uma forma nostálgica é incrivelmente empolgante”, afirmou a atriz. Nascida e criada em Nova York, ela nunca deixou as origens brasileiras de sua família se perderem. “Sou americana de primeira geração, então minha vida inteira foi repleta de brasileiros maravilhosos, especialmente mulheres brasileiras”, ela disse à Marie Claire. Graças a isso, já veio ao país diversas vezes, de férias e também para realizar trabalhos. “É uma grande parte da minha alma”, afirmou sobre o Brasil. Estética vintage A atriz está ansiosa para que todos vejam o que foi criado. Batizada de Havaianas x Barbie, a coleção faz uma viagem à estética sofisticada dos anos 1970, através de um olhar contemporâneo. Na criação, a atriz se inspirou na estética vintage do Rio de Janeiro dos anos 1960 e 1970, e na rica arquitetura brasileira. Com liberdade total, ela desenvolveu estampas exclusivas para os modelos de chinelos e sliders. São, ao todo, seis modelos de chinelos estampados e uma versão slider, disponível em três cores. Os produtos já estão disponíveis no e-commerce da marca e em lojas selecionadas.
Angelina Jolie lança marca de moda colaborativa
A atriz e ativista Angelina Jolie anunciou em seu Instagram nesta quarta-feira (17/5) o lançamento de sua primeira grife de moda, intitulada Atelier Jolie. Com esse empreendimento, a artista busca expandir sua atuação para o mundo empresarial. No comunicado oficial, Angelina detalhou a proposta da marca, que pretende lançar moda colaborativa. O objetivo principal é capacitar os consumidores a assumirem o papel de designers de suas próprias peças, estabelecendo uma conexão direta com alfaiates, estampadores e artesãos especializados. Dessa forma, os clientes poderão criar e possuir peças exclusivas e personalizadas, refletindo seus estilos e preferências individuais. “Por que simplesmente comprar o design de outra pessoa quando você pode criar o seu?”, questionou Jolie no post. “Podemos todos reunir, apreciar e ser influenciados pela criação dos outros. Mas a maior forma de autoexpressão – e, eu acredito, a mais divertida – é criar para si mesmo”, completa. Com um viés sustentável, a empresa ainda visa o respeito às comunidades criativas e a promoção da autodescoberta. A marca prioriza a preocupação ambiental, utilizando exclusivamente materiais vintage e resíduos têxteis, ambos selecionados com cautela e sob curadoria própria. “Você vai poder consertar ou reciclar uma peça do seu guarda-roupa que você deseja reviver, aperfeiçoando o ajuste, dando nova vida ao que poderia ter sido jogado fora e criando roupas com significado pessoal”, explicou. A artista ainda anuncia que pretende criar oportunidades para diversos profissionais, independentemente da situação socioeconômica. “Vamos destacar as pessoas que desempenham um papel em cada criação. Reuniremos uma equipe diversificada, incluindo estágios para refugiados e outros grupos talentosos e subestimados, com posições de dignidade baseadas na habilidade”, destaca. “Ao trabalharmos com artesãos e criadores globais, esperamos ajudar a compartilhar a riqueza de sua herança cultural e apoiar o desenvolvimento de seus próprios negócios”, continua Jolie. Na publicação, a atriz e empresária marcou a página oficial do Atelier Jolie no Instagram, @atelierjolieofficial, e exibiu o logo criado por Peter Miles, diretor artístico que já colaborou com grifes como Celine e Gabriela Hearst. Entretanto, ela não divulgou quando a produção de roupas vai começar e, de fato, como os trabalhos vão acontecer na prática – trabalho de costureira em reciclagem de vestuário envolve uma logística complexa de envio. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Angelina Jolie (@angelinajolie)
40 anos de Flashdance: Jennifer Beals recorda modismos e bastidores do filme
Garotas vestindo polainas e moletom com ombro à mostra. “Flashdance… What a Feeling” e “Maniac” tocando nas rádios. Estas foram algumas das tendências que marcaram os anos 1980 após o lançamento do filme “Flashdance”, em 1983. Nos 40 anos do filme, os atores que protagonizaram a obra, Jennifer Beals e Michael Nouri, e o produtor Jerry Bruckheimer relembraram o impacto da produção em entrevista ao site The Hollywood Reporter. Os criadores do filme já esperavam por um sucesso, mas não imaginavam que seria uma sensação e que marcaria uma geração. A obra foi um fenômeno de bilheteria em sua estreia, em 15 de abril de 1983, arrecadando US$ 92,9 milhões (o equivalente a US$ 280 milhões de hoje, corrigido pela inflação), além de ter recebido quatro indicações ao Oscar e conquistado uma estatueta de Melhor Canção com “Flashdance… What a Feeling”, de Irene Cara. Ainda assim, a crítica ficou dividida em relação a produção. “Um crítico chamou de depósito de lixo tóxico”, contou Bruckheimer rindo. Para Nouri, “Flashdance” “não foi favorecido pela crítica e isso realmente não fez nenhuma diferença em termos de o filme se tornar icônico”. A história é centrada em Alex (Jennifer Beals), uma jovem soldadora de Pittsburgh que passa as noites se apresentando em um bar de cabaré, mas sonha em se tornar uma dançarina profissional. Foi nela que jovens se inspiraram para ditar tendências de moda, como o moletom caído no ombro. Beals se lembra de ter criado o estilo acidentalmente durante uma prova de roupas para o filme. “Deixei meu moletom na secadora por muito tempo e não consegui enfiar a cabeça pelo buraco. Então eu cortei o buraco para torná-lo maior. E então [o figurinista] Michael Kaplan transformou isso em algo melhor e mais legal”. Apesar da atriz ser sempre lembrada pelo papel, o estúdio relutou em aceitar Beals como protagonista. Bruckheimer lembrou que a equipe do filme lutou para por ela, mas os executivos do estúdio e o diretor Adrian Lyne só foram convencidos a seguir com a estreante graças às secretárias da empresa. “Os chefes da Paramount não conseguiram se decidir, então trouxeram todas as secretárias para ver os testes de tela e todos escolheram Jennifer”. Mesmo sendo estreante, Beals não topou fazer tudo o que os produtores pediram. Ela relembra que foi chamada para fazer uma cena de nudez, mas não aceitou. “Adrian me ligou e estava tentando me convencer de que seria algo de bom gosto. Eu apenas disse: ‘Sem desrespeito a você, mas eu não te conheço’”, conta ela rindo. Para a atriz, o legado duradouro do filme decorre em parte da inclusão de temas que não eram tão comuns nos filmes de estúdio da época. “Quando penso naquela cena em que ela está andando pelo corredor e há todas as bailarinas lá, não é apenas uma imagem clássica, mas também fala muito sobre barreiras em relação à raça”, apontou. Relembre os dois hits mais famosos de “Flashdance”, em clipes com cenas do filme.
Atrizes da Netflix exigem fim de espartilhos nas séries de época
As atrizes da Netflix pediram o fim do uso de espartilhos (corsets) nas gravações de séries após relatos de dores e desconfortos. Segundo o portal The Sun, a plataforma de streaming entendeu a situação e proibiu os trajes estruturados. A peça de vestuário, símbolo de status na era vitoriana, tem sido bastante polêmica desde seu “comeback” no radar da moda. Ainda que repaginado e visando elegância, o espartilho continua sendo um traje desconfortável por si só. “Muitas atrizes reclamaram aos departamentos de figurinos sobre danos, tanto a curto quanto a longo prazo, ocorridos após um longo dia de 12, 14 horas usando-os no set”, revelou uma fonte, acrescentando que o espartilho é uma peça notoriamente restritiva. De acordo com os produtores da série “Bridgerton”, o elenco feminino não será mais obrigado a usar os espartilhos durante as gravações. Portanto, os figurinistas estão incumbidos de encontrarem alternativas para as roupas íntimas. A equipe também pode permitir que as atrizes utilizem suas próprias peças. “Essencialmente, havia preocupações de saúde sobre manter as mulheres em um espartilho por semanas de trabalho. Muitas estrelas relataram hematomas e até problemas respiratórios. No mundo cada vez mais politicamente correto de hoje, também não é uma boa ótica encorajar as mulheres a terem cinturas mais finas. Pode muito bem ter refletido a época, mas as emissoras e os streamers querem ser vistos como progressistas”, explicou a fonte. Em 2022, a atriz Simone Ashley (“Bridgerton”) relatou ao tabloide que o uso prolongado do espartilho resultava em náuseas e pressões no corpo.
Madonna se veste de Jesus e polemiza em ensaio fotográfico
Ao se aproximar dos 65 anos, Madonna não mostra sinais de desaceleração e volta aos holofotes para anunciar a turnê The Celebration, que comemora os seus 40 anos de carreira. Além da sua recente participação no último Grammy, a estrela do pop também voltou a ser assunto ao estampar a nova capa da edição de março da revista “Vanity Fair”. Conhecida por sua imagem provocadora, Madonna, como sempre, deu o que falar ao ser convidada para estrear o projeto “Icon Issue” da revista. Simone Marchetti, a diretora editorial da revista, destacou: “Madonna aceitou não apenas fazer parte de uma sessão de moda, mas de um projeto artístico que é a representação dos valores que ela incorporou nos últimos 40 anos. Cada imagem é como uma reflexão sobre a extraordinária contribuição de Madonna para a cultura das últimas décadas. Essas páginas são marcos de uma discussão, um avanço e um compromisso que não param por aqui. Um compromisso que nos esforçamos para contar, explicar e ilustrar em cada edição da Vanity Fair.” As fotos da revista possuem a proposta de imprimir o legado duradouro e o impacto ilimitado que Madonna tem na música, na moda e na sociedade, com figurinos assinados por grandes estilistas e grifes de moda como Gucci, Dolce & Gabbana, Jean e Paul Gaultier. Uma verdadeira homenagem para a rainha. O projeto artístico começa na capa pela imagem provocativa da cantora vestida de Virgem Maria. A concepção é complementada por um coração perfurado ao lado de fora do peito. Mas as imagens que estão polemizando são as que trazem Madonna com vestes que simbolizam Jesus, ao lado de modelos seminuas, numa representação da Santa Ceia totalmente desvirtuada num bacanal. Não é de hoje que Madonna cria polêmica com religião. Ela já tinha criado controvérsia ao incluir um Jesus negro no clipe de “Like a Prayer”, em 1989, e soma três excomunhões pela igreja Católica. Na entrevista para a revista, ela avaliou: “Acho importante ter rituais e uma vida espiritual. Mas religião sem entendimento, sem conhecimento, sem curiosidade e sem inclusão não pode ser considerada religião. Não vou me juntar a grupos religiosos que excluem os outros ou são extremistas. Ainda assim, respeito todas as religiões e encorajo as pessoas a examinarem as crenças que seguem. Que compreendam os livros sagrados e os rituais, porque sem compreensão só restam dogmas e regras, e um exercício vazio”. “Minha relação com a religião hoje consiste em cultivar minhas práticas espirituais. E acho importante que todos as cumpram, mas não vou definir isso para outras pessoas. Acho importante rezar e ter uma conexão com a alma, com a força espiritual, chame como quiser. Não vejo maneira de sobreviver sem me conectar com a ideia de que existe um poder e uma energia maiores, ou que existem muitas energias. Que existe um mundo metafísico e místico do qual todos fazemos parte e com o qual devemos permanecer conectados”, concluiu a artista. A produção já gerou buzz, com fãs e admiradores celebrando o impacto de Madonna na cultura pop. Em comunicado, a revista contou que os bastidores do editorial reuniram uma equipe de 80 colaboradores e tiveram dois dias de gravação, tanto de imagens quanto de vídeos. O projeto também terá uma exposição e a exibição de um curta-metragem. A mostra acontecerá no Museu Palazzo Reale, em Milão, na Itália.
Tatjana Patitz, modelo do clipe “Freedom” de George Michael, morre aos 56 anos
A modelo alemã Tatjana Patitz, que entrou no imaginário pop ao estrelar o famoso clipe de “Freedom! ’90” (1990), de George Michael, morreu aos 56 anos. A notícia foi revelada nesta quarta-feira (11/1) por seus agentes, mas a causa da morte não foi revelada. Tatjana foi uma das principais estrelas da era das supermodelos dos anos 1980 e 1990. No clipe de George Michael, ela apareceu ao lado de outras top models de sua geração, como Cindy Crawford e Christy Turlington. Embora tenha maior repercussão, este não foi o único clipe de sua carreira. Antes de “Freedom”, ela também participou dos vídeos de “Skin Trade” (1987) e “Burning the Ground” (1989), ambos do Duran Duran. Nessa época, ela era uma das modelos mais famosas do mundo. “Tatjana sempre foi o símbolo europeu do chique, como Romy Schneider-encontra-Monica Vitti. Ela era muito menos visível do que seus colegas – mais misteriosa, mais adulta, mais inatingível – e isso tinha seu próprio apelo”, escreveu a editora da Vogue, Anna Wintour, em uma homenagem postada nas redes sociais pela manhã. A top foi fotografada em capas da Vogue, Harper’s Bazaar e Marie Claire, entre muitas outras publicações, e modelou para grifes de luxo como Chanel e Versace. Sua carreira nas passarelas também lhe rendeu papéis no cinema. Tatjana interpretou a si mesma em “Prêt-à-Porter” (1994), comédia clássica de Robert Altman que satirizava o mundo da moda, além de participação num episódio da sitcom “The Larry Sanders Show” (em 1995). Ela até arriscou outros papéis, fazendo pequenas participações nos thrillers “Sol Nascente” (1993) e “Restraining Order” (1999). A última aparição nas telas foi num clipe da banda Korn, “Make Me Bad”, no ano 2000. Lembre abaixo sua participação em “Freedom! ’90”.
Vivienne Westwood, estilista do punk e da new wave, morre aos 81 anos
A estilista e figurinista britânica Vivienne Westwood, responsável por trazer o estilo punk para a moda, morreu nessa quinta-feira (29/12), aos 81 anos. O anúncio da sua morte foi divulgado em suas redes sociais. “Vivienne Westwood morreu hoje, pacificamente e cercada por sua família, em Clapham, no sul de Londres”, diz a postagem no seu Twitter. “O mundo precisa de pessoas como Vivienne para fazer uma mudança para o melhor.” Vivienne Isabel Swire (seu nome de batismo) nasceu em 8 de abril de 1941 em Derbyshire, na Inglaterra. Quando tinha 17 anos, mudou-se para Londres, onde conheceu o primeiro marido, divorciou-se e fez sociedade com Malcolm McLaren, com quem também se casou. Inspirados pelo rock dos anos 1950, Vivienne e Malcolm fundaram sua primeira loja, a “Let it Rock”. O negócio não decolou e, após nova inspiração na cena de S&M (sadomosoquista), a butique foi rebatizada “SEX” e passou a vender roupas fetichista. Com o tempo, ela começou a criar roupas que exprimissem revolta dos jovens marginalizados das periferias de Londres. Para fazer propaganda do negócio, ela transformou alguns desses jovens em modelos ambulantes, atraindo para sua loja vários adolescentes em busca de roupas grátis, entre eles os futuros integrantes da banda Sex Pistols. Ex-empresário da banda americana New York Dolls, Malcolm McLaren conseguiu convencer os jovens a virarem roqueiros, enquanto Vivianne assumiu a criação do visual da nova banda. As roupas retalhadas, os cintos com rebites, as botas, os jeans puídos, os cabelos espetados e o uso de alfinete de segurança por toda a parte logo saíram das roupas dos Pistols para o mundo fashion, inspirando o visual do movimento punk. Com o impacto, membros de outras bandas foram atrás de Vivienne para que ela também os tornassem estilosos. Outros nem precisaram. Chrissie Hynde, dos Pretenders, era sua funcionária na loja. Em seu livro de memórias, Viv Albertine, líder das Slits, escreveu que “Vivienne e Malcolm usam roupas para chocar, irritar e provocar uma reação, mas também para inspirar mudanças. Pulôveres de mohair, tricotados em agulhas grandes, tão soltos que dá para ver até o fim, camisetas recortadas e escritas à mão, costuras e etiquetas do lado de fora, mostrando a construção da peça; essas atitudes se refletem na música que fazemos. Tudo bem não ser perfeito, mostrar o funcionamento de sua vida e sua mente em suas músicas e roupas”. Com o fim dos anos 1980, a estilista se divorciou de McLaren e se reinventou. Em 1981, lançou sua primeira coleção de alta costura, “Pirates”, apresentando looks com cortes inspirados nas cortes dos séculos XVII e XVIII. O visual que romantizava o período histórico também influenciou o rock, lançando o movimento new romantic, momento da new wave em que artistas passaram a se fantasiar/montar com roupas de época, como Adam and the Ants (banda agenciada por Malcolm McLaren), com detalhes como babados como Duran Duran, e adotaram vestidos e maquiagem feminina como Boy George (seu modelo) do Culture Club. Ele seguiu causando. Em 1987 abordou erotismo masculino numa nova coleção. Em 1994, fez um desfile com modelos de bundas expostas. O estilo de flanelas escocesas que adotou em suas peças dos anos 1990 também virou febre. E ela continuou a provocar, eventualmente lançando camisetas com frases de protesto, como “Não sou terrorista, por favor, não me prenda”, em 2005. Centro da moda inglesa por pelo menos três décadas, Vivienne acabou homenageada pela Rainha Elizabeth II com o título de Lady – ironicamente, foi ela quem criou a icônica imagem antimonarquista da capa do single “God Save the Queen”, dos Pistols. Seu impacto também chegou a Hollywood. Ela desenvolveu os figurinos dos filmes “Despedida em Las Vegas” (1995), “Matadores de Aluguel” (2005) e “Boy George – A Vida é Meu Palco” (2010), biografia do cantor do Culture Club, além de ter feito parceria com Madonna no clipe de “Rain” (1993). Sempre atraindo músicos famosos, nos últimos anos ainda colocou vestidos no corpo do cantor Harry Styles. Recentemente, sua história foi contada em vários documentários – o melhor deles é “Westwood – Punk, Ícone, Ativista” (2018), dirigido por Lorna Tucker (“Amá”) – e abordada na série de ficção “Pistol”, disponível na Star+, focada em sua fase punk. Assista abaixo os trailers do documentário e da série.
Fãs criticam marca de roupas de Rebel Wilson por falta de tamanhos inclusivos
A atriz Rebel Wilson (de “Missão Madrinha de Casamento”) lançou recentemente uma marca de roupas em parceria com sua noiva, a designer Ramona Agruna. No entanto, os fãs não ficaram nada contentes ao descobrir que “R&R Club” não é uma marca com tamanhos inclusivos. “Podemos falar sobre a falta de inclusão de tamanhos na nova marca de Rebel Wilson? Que porr* é essa?”, questionou a criadora de conteúdo Destiny Ann, pelo TikTok. O público notou que a marca de roupas “R&R Club” oferece os moletons apenas do tamanho PP ao GG, que equivalem ao XS e XL em numeração americana. A sugestão é de que a marca comece a fornecer acima do GGG (ou XXG). No mercado brasileiro, a norma de vestibilidade feminina (NBR 16933) indica que acima do manequim 44 (tamanho G) as roupas são consideradas plus size. “Eu não entendo como alguém que foi Plus Size durante a maior parte de sua carreira e a maior parte de sua vida – alguém que sabe como é difícil ser gordo, comprar roupas e realmente encontra-las no seu tamanho – pode lançar uma marca que só vai até um XL”, ressaltou a jovem em vídeo. Destiny Ann acrescentou que atriz tem dinheiro suficiente para investir em modelagens maiores. Ela também apontou “a ironia de Rebel Wilson, ao fazer uma linha de roupas que ela nem sequer seria capaz de usar alguns anos atrás”. Conhecida por ser uma comediante fora do padrão de beleza, a australiana começou um processo de emagrecimento em 2020 e perdeu 27 quilos, após reeducação alimentar em prol da saúde. Na época, Rebel enfrentou resistência da própria equipe que dizia que ela “estava ganhando milhões de dólares sendo a garota gorda engraçada”. Com a descoberta da marca e a falta de inclusão de tamanhos, alguns fãs apontam que ela está “se desassociando da pessoa que costumava ser”. @itsyourdest the irony of rebel dropping a clothing line that she wouldn’t have even been able to shop at a few years ago 🙃 #rebelwilson #plussizefashion #sizeinclusivefashion #greenscreen ♬ original sound – Destiny Ann (She/Her)











