Legendary não teria aprovado streaming de Duna e Godzilla vs Kong na HBO Max
A Legendary Entertainment supostamente não aprovou a decisão da Warner Bros. de realizar lançamentos simultâneos de seus filmes no cinema e na plataforma HBO Max. O estúdio é responsável por “Duna” e “Godzilla vs. Kong”, que faz parte do calendário que a Warner pretende disponibilizar em streaming. De acordo com o site Deadline, a Legendary “enviou ou enviará documentos legais para a Warner Bros.” em protesto contra a iniciativa, anunciada na semana passada. Na prática, a Warner pretende estender a estratégia de lançamento de “Mulher Maravilha 1984” para todos os seus filmes de 2021, com estreias ao mesmo tempo nas telas de cinema e na casa dos assinantes da HBO Max. Fontes teriam informado ao Deadline que os executivos da Legendary descobriram os planos da Warner apenas 30 minutos antes do anúncio oficial. E após a multinacional supostamente bloquear uma oferta da Netflix, que pretendia comprar “Godzilla vs. Kong” da Legendary por cerca de US $ 250 milhões. O Deadline acrescenta que a Legendary e seus parceiros “financiaram 75% dos cerca de US$ 165 milhões do orçamento de ‘Dune’” e “aplicaram uma quantia semelhante de financiamento em ‘Godzilla vs. Kong’”. A principal questão que preocupa os executivos da Legendary é se a transferência desses filmes para streaming prejudicará “a viabilidade a longo prazo das franquias”. “Godzilla vs. Kong” é o quarto título do MonsterVerse da Legendary – após “Godzilla”, “Kong: Ilha da Caveira” e “Godzilla: Rei dos Monstros”. Enquanto isso, “Duna” pretende dar início a uma franquia de filmes e séries baseados no universo criado pelos livros de ficção científica de Frank Herbert. Denis Villeneuve só concordou em dirigir a adaptação de “Duna” porque o estúdio permitiu que ele dividisse o romance em dois filmes, mas, até o momento, nenhum detalhe sobre o segundo longa foi noticiado. O duelo dos monstros gigantes está atualmente programado para chegar nos cinemas e na HBO Max em 21 de maio de 2021, enquanto “Dune” tem previsão de estreia híbrida em 1 de outubro de 2021, após adiamentos devido à pandemia. Como o Brasil ainda não tem HBO Max, “Godzilla vs. Kong” deve ser lançado apenas nos cinemas no país. Já “Duna”, que só será distribuído no fim do ano que vem, pode ter outro encaminhamento, pois há planos para um lançamento da plataforma no Brasil em algum ponto de 2021.
Produtora de Monster Hunter pede desculpas à China por piada considerada racista
A produtora alemã Constantin Film emitiu um pedido de desculpas ao público chinês pelo diálogo de “Monster Hunter” que foi considerado racista e, após disparar uma reação online, levou o filme a ser retirado de cartaz na China neste fim de semana. Em comunicado, a Constantin diz que “pede desculpas sinceramente ao público chinês por uma frase de diálogo contida em uma das primeiras cenas de ‘Monster Hunter’. Não houve absolutamente nenhuma intenção de discriminar, insultar ou ofender qualquer pessoa de hereditariedade chinesa. A Constantin Film ouviu as preocupações expressas pelo público chinês e removeu a frase que levou a esse mal-entendido inadvertido”. A polêmica se resume a uma conversa de 10 segundos do rapper asiático-americano Jin Au-Yeung, também conhecido como MC Jin, com um ator branco até o momento não identificado (o filme ainda não foi exibido para a imprensa ocidental), na qual o primeiro faz uma piada de mau gosto, num trocadilho com as palavras chinese (chinês) e knee (joelho). O problema teria sido cultural, porque existe uma rima racista de bullying escolar sobre joelhos sujos de chineses e japoneses. Logo após a estreia, os cinemas receberam ordens do governo de tirar o filme de cartaz. A distribuidora correu para oferecer uma solução, com a produção de cópias sem a cena. Mas, num primeiro momento, não houve acordo. Em pouco tempo, a hashtag “Monster Hunter Insulta a China” viralizou na rede social Weibo, acompanhada de retórica inflamada. “Se não houver punição severa, no futuro outros que quiserem humilhar a China irão simplesmente humilhar a China, pensando que basta dar aos chineses uma versão sem os insultos que o resto do mundo vai ouvir”, escreveu um usuário. Logo, um meme fazendo a ligação entre joelhos gigantes de um policial americano fardado e a morte por asfixia de George Floyd, divulgado pela Liga da Juventude Comunista, passou a ser compartilhado em profusão. O filme estrelado por Milla Jovovich poderia ter liderado as bilheterias chinesas no fim de semana, pois faturou cerca de US$ 5,3 milhões na sexta-feira, mas desapareceu das telas em meio à polêmica. A empresa chinesa Tencent, que cuida da distribuição do filme na China e é parceira da Constantin na produção, tem trabalhado com o governo chinês e as agências envolvidas para remediar a situação. Mas ainda não está claro se o filme será relançado sem a cena considerada ofensiva nos cinemas locais. Também não está claro se a frase controversa também será removida das versões que seráo exibidas em outros mercados. “Monster Hunter” tem estreia marcada para 25 de dezembro na América do Norte e 31 de dezembro no Brasil.
Os Croods 2 aumenta domínio do estúdio Universal nas bilheterias dos EUA
A animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” manteve sua liderança nas bilheterias da América do Norte em seu segundo fim de semana em cartaz. Exibido em 2.205 telas, o filme da DreamWorks Animation/Universal faturou US$ 4,4 milhões entre sexta e domingo (6/12). Lançado em 25 de novembro, na véspera do feriadão do Dia de Ação de Graças, o longa já soma US$ 20,3 milhões nos EUA e Canadá. Muito pouco para 12 dias em qualquer outro ano, mas o suficiente em tempos de pandemia. De acordo com estimativas da Comscore, apenas 35% dos cinemas estão funcionando na América do Norte e, mesmo assim, os que permanecem abertos estão operando com capacidade reduzida, horários limitados e mantendo requisitos de distanciamento social. Em termos de comparação, há sete anos o primeiro “Croods” (2013) arrecadou US$ 89 milhões durante seus dois primeiros fins de semana, com lançamento em 4 mil salas. Apesar do predomínio da sequência animada, o circuito recebeu algumas estreias neste fim de semana, como a comédia “Half Brothers”, coprodução mexicana que abriu em 2º lugar, mas fez apenas US$ 720 mil em 1.369 locais, e o romance “All My Life”, estrelado por Jessica Rothe e Harry Shum Jr., que ficou em 4º lugar, com US$ 350 mil em 970 salas. O detalhe é que estas duas estreias são produções da Universal, assim como “Os Croods 2” e o 3º lugar do ranking, o terrir “Freaky – No Corpo de um Assassino” (US$ 460 mil em 1.502 telas). De forma impressionante, das oito maiores bilheterias do fim de semana, apenas um título não foi produzido pela Universal, a comédia indie “Guerra com o Vovô”, estrelada por Robert De Niro, que aparece em 5º lugar. O estúdio reina sozinho nos cinemas, enquanto os demais fogem do circuito como o diabo da cruz, preferindo adiar seus filmes à arriscar as arrecadações pífias da pandemia. A coragem da Universal, na verdade, reflete um acordo do estúdio com duas das principais redes de cinema dos EUA, a AMC e a Cinemark, para encurtar a janela de exibição. Em vez de deixar os filmes em cartaz por até três meses, o estúdio acertou mantê-los em tela grande por apenas três fins de semana, passando a seguir a disponibilizá-los em PVOD para locação digital. O detalhe é que outras redes que se recusaram a negociar essa janela estão exibindo os filmes assim mesmo, simplesmente porque não tem opção. Não há outros filmes para exibir. Com isso, apenas as produções da Universal, alguns títulos independentes e outros lançados simultaneamente em PVOD estão chegando ao mercado exibidor. A Warner pretende se juntar em breve ao circuito com um modelo de distribuição ainda mais radical: lançamentos simultâneos em cinema e streaming (via HBO Max) nos EUA. A iniciativa vai começar com “Mulher-Maravilha 1984”, que recebeu comentários elogiosíssimos no fim de semana, após as primeiras sessões para a crítica americana. Além deste filme, a Sony manteve o lançamento de “Monster Hunter” para o Natal nos EUA, mas sua estratégia digital ainda não é conhecida.
Monster Hunter é tirado dos cinemas da China após acusação de racismo
Um dia depois da estreia, “Monster Hunter” começou a ser retirado de cartaz na China. Segundo informações da revista Variety, as primeiras sessões na sexta (4/12) geraram protestos dos espectadores por conta de uma piada que foi considerada racista e “insultuosa” para o povo chinês. A adaptação do videogame supostamente inclui um diálogo de 10 segundos entre o rapper asiático-americano Jin Au-Yeung, também conhecido como MC Jin, e um ator branco não identificado, no qual o primeiro faz uma piada de mau gosto, num trocadilho com as palavras chinese (chinês) e knee (joelho). O problema teria sido cultural, porque existe uma rima racista de bullying escolar sobre joelhos sujos de chineses e japoneses. Logo após a estreia, os cinemas receberam ordens do governo de tirar o filme de cartaz. A distribuidora correu para oferecer uma solução, com a produção de cópias sem a cena. Mas não houve acordo. Em pouco tempo, a hashtag “Monster Hunter Insulta a China” viralizou na rede social Weibo, acompanhada de retórica inflamada. “Se não houver punição severa, no futuro outros que quiserem humilhar a China irão simplesmente humilhar a China, pensando que basta dar aos chineses uma versão sem os insultos que o resto do mundo vai ouvir”, escreveu um usuário. Logo, um meme fazendo a ligação entre joelhos gigantes de um policial americano fardado e a morte por asfixia de George Floyd, divulgado pela Liga da Juventude Comunista, passou a ser compartilhado em profusão. Mas o que mais chama atenção é que o público chinês também reclamou da ineficiência da censura no país. “É verdadeiramente imperdoável que os censores não tenham captado algo assim”, chegou a escrever um espectador na Weibo. Sério. Além do filme, chineses irritados ainda se voltaram contra o videogame em que o filme se baseia, com centenas de críticas negativas e raivosas, a maioria mencionando “joelhos sujos”. “A Capcom está morta para mim!”, escreveu um usuário em chinês, enquanto outro adicionou em inglês: “Não recomendo este jogo apenas por causa do racismo do filme.” Em consequência, a Capcom Asia emitiu um comunicado em chinês, diretamente na Weibo, para se distanciar da crescente controvérsia, lembrando aos usuários da rede social que não teve nenhum papel na produção do filme. Lançado com grande distribuição, “Monster Hunter” ocupou um quarto de todos os cinemas da China na sexta-feira, mas neste sábado sua exibição caiu para apenas 0,7% das telas. A controvérsia foi um grande golpe para as pretensões do filme, demonstrando novamente, após o repúdio local à “Mulan”, que a China não é um novo mercado a ser conquistado por Hollywood, mas um sério obstáculo para a expansão internacional do conteúdo americano – mesmo quando esse conteúdo é, no caso de “Monster Hunter”, produzido em parceria com uma empresa chinesa, a produtora Tencent. Com a parceria, a Tencent agora está sendo acusada de capitalista, com muitos exigindo ação do governo contra ela – uma das maiores empresas de entretenimento da China.
Discovery anuncia sua plataforma de streaming
O canal pago Discovery também pretende lançar serviço de streaming. Anunciado nesta semana, o Discovery+ será a próxima plataforma a estrear mundialmente no ano que vem. O catálogo da empresa inclui mais de 2,5 mil programas, com conteúdo não apenas do Discovery, mas de canais da rede como Travel Channel, Animal Planet, HGTV, TLC e outros. Além disso, a companhia pretende criar conteúdos inéditos e exclusivos somente para o streaming. A programação da Discovery abrange uma oferta ampla de temas, incluindo programa de culinária, organização doméstica, desenhos animados, reality shows, documentários da natureza e outros conteúdos voltados para a família em geral. Segundo a empresa, o serviço já estreou no Reino Unido e vai chegar aos Estados Unidos em 4 de janeiro. Mas os planos são mais ambiciosos e preveem o lançamento em 25 mercados, incluindo o Brasil, ao longo de 2021. Veja abaixo um vídeo de apresentação da plataforma, cujo nome se pronuncia Discovery Plus.
Rodrigo Teixeira é processado no Brasil e nos EUA por fraude
O produtor de cinema Rodrigo Teixeira, que obteve sucesso em Hollywood em projetos como “Me Chame pelo Seu Nome”, “A Bruxa”, “O Farol” e “Ad Astra”, está sendo acusado por ex-parceiros de negócios de fraude, falta de transparência e, de acordo com um processo revelado pelo site The Hollywood Reporter, realizar um esquema de pirâmide. Duas ações judiciais foram abertas em Los Angeles e São Paulo, e acusam o produtor de 47 anos de cortejar brasileiros ricos para investir em sua empresa, RT Features. A denúncia cita um investimento no valor de US$ 16 milhões e que a maioria dos fundos supostamente desapareceram, sem nenhum registro adequado para mostrar para onde foram. O site THR repercutiu o caso, mas Teixeira não respondeu a um pedido de comentário, dirigindo o repórter americano a um publicista, que disse que uma “queixa cruzada estará sendo registrada” em um futuro próximo. Teixeira contratou a advogada Jill Basinger, da Glaser Weil, para representá-lo nos Estados Unidos. Já na justiça brasileira, ele rebateu que a ação é “infundada” e carente de “provas materiais”, mas que “acatará a determinação do juiz… sem nem mesmo entrar com recurso”. Os dois demandantes são Luiz Mussnich, um proeminente financista de São Paulo e patrono das artes, e seu cunhado, Carlos Gros, filho do ex-presidente do Banco Central do Brasil Francisco Gros. O Hollywood Reporter conta a história de bastidores desse envolvimento. Segundo a publicação, Mussnich conheceu Teixeira em 2009. Na época, o produtor era casado com Maria Raduan, cujo avô era um dos mais ricos magnatas do gado do Brasil, e o casal estava entrando nos círculos de elite da sociedade paulista. (Eles se divorciaram no ano passado.) Teixeira havia mudado recentemente de uma carreira em finanças para produção. Sua estratégia era adquirir o máximo de propriedade intelectual que pudesse, comprando os direitos de adaptação para dezenas de títulos de livros. “Fiquei pasmo porque ele falava com tanta paixão sobre filmes”, disse Mussnich ao THR . “Achei que seria uma boa ideia apresentar meus clientes a investir uma pequena participação na indústria cinematográfica.” Mussnich apresentou Teixeira a seus clientes, e ele os brindou com vários projetos em desenvolvimento. Eles lhe pagavam cheques – algo entre US$ 10 mil e US$ 200 mil de cada vez – e ele os recebia em sua esfera estrelada. Ao todo, foram 10 investidores-chave. Mussnich colocou US$ 350 mil de seu próprio dinheiro na RT Features, mas seu cunhado estava muito mais envolvido, emitindo US$ 2,8 milhões em cheques para Teixeira. De acordo com Mussnich, meses e anos se passaram se passaram sem que Teixeira desse conta do investimento realizado em sua empresa. “Comecei a me sentir desconfortável”, lembra Mussnich. “Não havia notícias, nem contabilidade, nem acordos de produção de filmes. Então comecei a pressioná-lo.” Mas, até 2018, eles se mantiveram em boas condições – tanto que Mussnich e Gros acompanharam Teixeira ao Oscar daquele ano, onde “Me Chame pelo Seu Nome” venceu o troféu de Melhor Roteiro Adaptado. (Teixeira é um dos 20 produtores creditados no filme.) O sucesso do filme levou seus sete investidores brasileiros, que esperaram seis anos enquanto Teixeira os exortava a ter paciência, a finalmente esperar o retorno do investimento. Mas o retorno não veio – e foi aí que os processos começaram. A denúncia de Gros, protocolada em São Paulo, aponta um investimento de US$ 200 mil no filme “24 Frames”, de 2017, do diretor iraniano Abbas Kiarostami. Mais tarde, ele teria descoberto que esse dinheiro nunca foi recebido pelo produtor francês do filme, Charles Gillibert, da CG Cinema, nem Teixeira se envolveu de forma alguma na produção do longa. Apesar da queixa, Gros já foi reembolsado por esse empréstimo. Ele reclama, porém, que dezenas de outros permanecem desaparecidos. Em um acordo extrajudicial com outro investidor, filho do executivo bancário brasileiro Carlos Mansur, o cheque de Teixeira foi devolvido, levando seu poderoso pai a entrar com uma ação criminal contra Teixeira. Nos Estados Unidos, o caso continua civil. Também citado nesse processo é Joseph Geus, da JG Management, um gerente de negócios baseado em Santa Monica que aceitou os cheques em nome de Teixeira e que é acusado na denúncia de despesas falsas e outras formas de contabilidade criativa. (Geus também não retornou os pedidos de contato do THR.) “O dinheiro fica pairando no éter, até que você pergunte sobre ele”, disse Mussnich ao site americano. Ele acrescenta que os documentos fornecidos por Teixeira estariam “totalmente incompletos. É uma grande confusão”. Teixeira também é produtor da série americana “Betty”, da HBO, e de vários filmes brasileiros, como “Cheiro do Ralo”, “Heleno”, “Alemão”, “Tim Maia” e até o candidato brasileiro a uma vaga no Oscar 2020, “A Vida Invisível”. Ele está atualmente ligado a três filmes em pré-produção, um que se encontra em filmagens e mais três em fase de pós-produção.
Disney encerra atividades de suas rádios nos EUA
Em meio à sua reestruturação para enfrentar a crise de coronavírus e a redefinição de seu foco de atuação, a Disney anunciou que vai encerrar seus canais de rádio nos EUA. A Radio Disney e a Radio Disney Country encerrarão suas operações no primeiro trimestre de 2021. A mudança está relacionada ao redirecionamento da marca, que deverá se concentrar mais em aumentar a produção de conteúdo infantil e familiar para os canais Disney de TV e streaming. A Rádio Disney foi lançada em 1996 como uma emissora FM tradicional, mas se expandiu ao longo dos anos para o satélite e outras plataformas. Em 2005, atingiu 97% dos Estados Unidos e desempenhou um papel fundamental em colocar estrelas da Disney como os Jonas Brothers, Miley Cyrus, Selena Gomez, Demi Lovato e muitos outros no mapa mais amplo da cultura pop. Artistas de grandes gravadoras como Taylor Swift, Justin Bieber, Britney Spears, N’Sync, One Direction e muitos outros se beneficiaram enormemente com a exposição da Rádio Disney, graças ao foco da emissora no público mais jovem. O fim das atividades afetará diretamente 36 funcionários de meio período e período integral, disse a empresa.
Warner lançará todos seus filmes de 2021 simultaneamente em streaming
A WarnerMedia, empresa-mãe dos estúdios Warner Bros, tomou uma decisão radical para o futuro do cinema, ao anunciar que todo o seu calendário de filmes de 2021 será lançado de forma simultânea no circuito exibidor dos EUA e na HBO Max, plataforma de streaming do conglomerado. Assinado por Ann Sarnoff, Presidente e CEO da WarnerMedia Studios (da qual a Warner Bros. faz parte), Toby Emmerich, presidente da Warner Bros. Pictures Group, e Jason Kilar, CEO da WarnerMedia, o comunicado oficial da empresa diz que “o modelo híbrido foi criado como uma resposta estratégica ao impacto da pandemia global em andamento”. Pelo anúncio, a iniciativa tomada em relação à “Mulher-Maravilha 1984” deixa de ser exceção para se tornar a regra das produções da Warner Bros para 2021. A lista de estreias afetadas pela mudança deve incluir “Tom & Jerry”, “Godzilla vs. Kong”, “Mortal Kombat”, “Invocação do Mal 3”, “Space Jam 2”, “O Esquadrão Suicida”, “Duna” e “Matrix 4”, salvo adiamentos. De acordo com o comunicado da Warner, os filmes de 2021 ficarão disponíveis por apenas um mês na HBO Max, saindo do serviço para permanecer em cartaz por mais tempo nos cinemas. A ideia visa prolongar a “vida útil” das produções nas salas — especialmente porque os cinemas continuarão operando em capacidade reduzida ao longo do próximo ano, devido ao coronavírus. Mas, após um determinado período, os filmes voltarão a ser disponibilizados no catálogo do streaming. Como a HBO Max ainda não está disponível no Brasil (embora deva chegar em 2021), o público nacional só terá a alternativa de ver esses lançamentos nos cinemas. “Estamos vivendo em uma época sem precedentes que exige soluções criativas, incluindo esta nova iniciativa para a Warner Bros. Pictures Group”, disse Sarnoff no comunicado. “Ninguém deseja mais que nós que os filmes voltem às telas grandes. Sabemos que conteúdo inédito é a força vital da exibição cinematográfica, mas temos que equilibrar isso com a realidade de que a maioria dos cinemas nos Estados Unidos provavelmente operará com capacidade reduzida ao longo de 2021. Com esse plano exclusivo de um ano, podemos apoiar nossos parceiros de exibição com um fluxo constante de filmes de nível mundial, ao mesmo tempo que damos aos espectadores, que podem não ter acesso aos cinemas ou não estão prontos para voltar ao cinema, a chance de ver nossos incríveis filmes de 2021. Vemos isso como uma vitória para amantes de cinema e exibidores, e somos extremamente gratos aos nossos parceiros de cinema por trabalharem conosco nesta resposta inovadora a essas circunstâncias.” “Mais importante, estamos planejando trazer aos consumidores 17 filmes notáveis ao longo do ano, dando a eles a escolha e o poder de decidir como querem curtir esses filmes”, acrescentou Killar. “Nosso conteúdo é extremamente valioso, a menos que esteja em uma prateleira e não seja visto por ninguém. Acreditamos que essa abordagem atende aos nossos fãs, apoia exibidores e cineastas e aprimora a experiência da HBO Max, criando valor para todos ”. O ponto-chave do comunicado é que a iniciativa foi tomada como forma de atrair público para a HBO Max, que enfrenta baixa adesão. Enquanto a Disney+ (Disney Plus) já se consolidou como setor mais-bem sucedido da Disney durante a pandemia, a plataforma da WarnerMedia engatinha para chegar a seus primeiros 10 milhões de assinantes pagos. A diferença entre os dois serviços é o conteúdo. A Warner não conseguiu produzir material inédito suficiente para fazer o público se interessar por seu serviço. Os títulos inéditos de cinema são uma reviravolta e tanto nessa condição. Por outro lado, a decisão deve aumentar a crise do setor cinematográfico, que já se encontra deficitário, e pode levar a uma quebradeira generalizada. Entretanto, qual a saída dos estúdios, diante de um circuito exibidor que assumiu características de sanfona, abrindo e fechando e abrindo e fechando em todo o mundo? Os números de “Tenet”, que a Warner lançou em plena pandemia para sentir o pulso do mercado, demonstraram a limitação atual das bilheterias. “Mulher Maravilha 1984” daria prejuízo se igualasse a arrecadação mundial do thriller sci-fi de Christopher Nolan. A diferença financeira, porém, poderia ser atingida com novas assinaturas da HBO Max. A Warner chegou a recusar uma oferta de US$ 200 milhões da Netflix por “Godzilla vs. Kong”, sinalizando como o estúdio encara o valor desses produtos, especialmente para se estabelecer como rival da própria Netflix. Por conta do vazamento da oferta de “Godzilla vs. Kong”, correram boatos de que a empresa poderia fazer um grande anúncio em dezembro, mas ninguém apostava num projeto tão extremo. Agora, a bomba da Warner deverá ter seus estilhaços lançados sobre os estúdios rivais. A Universal foi a primeira empresa a buscar um modelo híbrido, optando por negociar uma janela mais curta nos cinemas para lançar seus títulos em PVOD (aluguel digital premium) após 17 dias. A Warner buscou um modelo mais radical, sem janela preferencial. Já imaginaram se a Disney seguir a tendência e passar a lançar seus filmes da Marvel no Disney+ (Disney Plus)?
Hong Kong fecha cinemas pela terceira vez
Hong Kong fechou seus cinemas novamente, por um período de duas semanas, a partir desta terça (2/12). Isso ocorre em meio a novas restrições do governo local devido ao aumento crescente de infecções por covid-19. Esta é a terceira vez que o governo determina o fechamento dos cinemas na região devido à pandemia. As salas exibidoras de Hong Kong pararam de funcionar pela primeira vez no final de março e reabriram no início de maio, encerrando suas atividades novamente em julho para reabrir no final de agosto. Os filmes que tiveram um bom desempenho entre este abrir e fechar de salas incluem “Tenet”, de Christopher Nolan, a sequência sul-coreana “Invasão Zumbi 2: Península” e o recente sucesso japonês “Demon Slayer The Movie: Mugen Train”. Caso realmente voltem a funcionar em duas semanas, os cinemas de Hong Kong reabrirão com o lançamento de “Mulher-Maravilha 1984”. Em 2017, o mercado da região contribuiu com US$ 6,5 milhões para o faturamento mundial do primeiro “Mulher Maravilha”. Na segunda-feira (1/12), o governo local exortou o público a “ficar em casa o máximo possível, evitar sair a menos que seja necessário, jantar fora com menos frequência, reduzir todas as atividades que levem a tirar a máscara e interromper todas as atividades sociais desnecessárias, especialmente refeições em reuniões familiares”. Juntamente com os cinemas, Hong Kong fechou centros de jogos, locais de diversão, locais de entretenimento público (incluindo museus e parques temáticos), estabelecimentos de karaokê, instalações de mahjong-tin kau e piscinas. O governo também criou uma linha direta para que os residentes possam denunciar festas, incluindo a bordo de iates particulares.
The Mandalorian se torna primeira série da Disney+ (Disney Plus) entre as mais vistas dos EUA
“The Mandalorian” se tornou a primeira série da Disney+ (Disney Plus) a entrar no ranking das 10 maiores audiências do streaming nos EUA. O levantamento é da Nielsen, empresa que mensura audiência de programas de televisão no país, e se refere à estreia da 2ª temporada da atração. Exibido em 30 de outubro, o episódio inaugural da temporada atingiu a 3ª posição da lista, que de resto é dominada pela Netflix, com a minissérie “O Gambito da Rainha” na primeira colocação. Criada por Jon Favreau, o diretor de “Homem de Ferro” e “O Rei Leão”, “The Mandalorian” também é a primeira série live-action do universo “Star Wars”.
Canais Fox vão virar Star em toda a América Latina
A mudança no nome dos canais Fox na América Latina era questão de tempo. A Disney já tinha alterado as denominações de outras empresas da antiga 21st Century Fox, limando o nome Fox após negociar a compra dos ativos do magnata Rupert Murdoch e outros acionistas da empresa de mídia – a 20th Century Fox virou 20th Century Studios, enquanto a Fox Searchligh se tornou Searchlight Studios, por exemplo. Agora surge informação de que os canais Fox vão virar Star. O novo nome vem de outra propriedade adquirida pela Disney na compra dos negócios da Fox, a rede Star India, uma espécie de Globo indiana, com atividades multimídias. A Disney quer aposentar o nome Fox, porque este nome continua a denominar uma rede de TV nos EUA. A Fox americana ainda é propriedade de Murdoch, assim como a Fox News e a Fox Sports. Vários sites latinos publicaram neste fim de semana que um memorando foi enviado à funcionários da Fox Latin American Channels sobre a mudança. O documento afirmaria que os canais pagos de nome Fox passarão a ser denominados Star, inclusive a Fox Premium, que passaria a ser chamada de Star Premium. O canal FX não deve ser afetado. A nova denominação seria oficializada em fevereiro de 2021. A denominação Star também deve batizar um pacote de streaming a ser oferecido em breve, opcionalmente, junto com a Disney+ (Disney Plus). Além do material que atualmente encontra-se disponível na Fox Play, a plataforma rebatizada também passaria a receber o acervo da Hulu, tornando-se na prática a Hulu latina. Com isso, a Disney teria uma alternativa de conteúdo adulto para oferecer a assinantes interessados, incluindo todo o material que não entrou na Disney+ (Disney Plus) por ser para maiores de 16 anos. Há três semanas, quando a Disney+ (Disney Plus) estava prestes a chegar ao Brasil, a chefe de Desenvolvimento de Negócios Estratégicos da Disney na América Latina, Juliana Oliveira, chegou a dizer, em entrevista remota, que “o Bob Chapek, nosso CEO mundial, já compartilhou que, enquanto nos Estados Unidos temos o Hulu, mundialmente nossa plataforma focada em entretenimento será o Star Plus. E, no futuro, a gente poderá compartilhar mais informações sobre esse lançamento”. Os detalhes envolvendo a marca Star serão revelados oficialmente no “Dia do Investidor da Disney”, um dos principais eventos do calendário anual da The Walt Disney Company, que está marcado para 10 de dezembro nos EUA.
Os Croods 2 fatura menos que Tenet em sua estreia nos EUA
Único grande estúdio de Hollywood que está lançando filmes de forma praticamente semanal desde a reabertura dos cinemas na América do Norte, a Universal manteve o cronograma para sua principal estreia em meio à pandemia de coronavírus. Mas a animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” cumpriu as piores expectativas, faturando bem menos que a estreia de “Tenet” entre sexta e domingo. O desenho animado arrecadou US$ 9,7 milhões nos três dias do fim de semana oficial, menos da metade dos US$ 20,2 milhões de “Tenet” em sua estreia. Mas, em compensação, aumentou bastante seu montante ao longo do feriado estendido do Dia de Ação de Graças nos EUA, devido a uma abertura antecipada na quarta-feira (25/11). Com os dois dias extras, o fim de semana de cinco dias de “Os Croods 2” pode ter rendido entre US$ 14 e US$ 17 milhões, segundo diferentes avaliações publicadas na imprensa especializada dos EUA. Os valores são bem mais elevados que a média recente das estreias no país, a maioria na casa dos US$ 3 milhões. Mas no contexto dos lançamentos históricos do feriadão do “Thanskgiving”, os números são horríveis. Para completar, a animação não é um filme barato, mesmo que tenha sido realizada de forma mais econômica que o longa original de 2013. Sua produção teve custo estimado de US$ 65 milhões – metade do que custou o primeiro filme, porque agora a Universal é dona da DreamWorks Animation. Mas ainda somam-se a isso os valores de P&A, cópias e publicidade. A consultoria iSpot apurou que a Universal gastou mais US$ 27 milhões apenas em anúncios televisivos para promover a estreia nos EUA. Com cinemas vazios ou fechados na América do Norte, a expectativa do estúdio para recuperar o investimento está focada no lançamento em PVOD (aluguel digital premium), que, graças a diversos acordos com exibidores, deverá acontecer em menos de 20 dias. Mas ainda há esperanças de retorno nos cinemas do mercado internacional, especialmente na Ásia, onde o controle da pandemia tem sido melhor administrado. “Os Croods 2” faturou cerca de US$ 20,8 milhões no exterior, dos quais US$ 19,2 milhões vieram da China. Esse retorno faz com que a soma completa de suas bilheterias chegue, numa avaliação otimista, a US$ 37,8 milhões mundiais. O lançamento de “Os Croods 2” também estendeu o reinado da Universal nas bilheterias dos EUA, que agora soma cinco fins de semanas consecutivos (ou um mês completo). O atual Top 5 dos filmes mais vistos no país incluem 4 títulos do estúdio: o terrir “Freaky – No Corpo de um Assassino” (2º), o thriller “Let Him Go” (4º) e o terror “Come Play” (5º), que já saiu em PVOD nos EUA. Entre eles, ainda aparece em 3º lugar a comédia independente “Guerra com o Vovô”, estrelada por Robert De Niro (no papel do vovô). No Brasil, a estreia de “Os Croods 2: Uma Nova Era” está, a princípio, marcada para os cinemas no dia 24 de dezembro.
Silvio de Abreu e Monica Albuquerque estão deixando a Globo
O veterano roteirista Silvio de Abreu, diretor de teledramaturgia da Globo, responsável por novelas, séries e programas de humor, está de partida da emissora. Em seu lugar, deve assumir o diretor José Luiz Villamarim. Além dele, Mônica Albuquerque, diretora da estratégica área de desenvolvimento e acompanhamento artístico da Globo, também está deixando o seu cargo. As novidades foram comunicadas pelo novo diretor de entretenimento, Ricardo Waddington, em reuniões com diretores, autores e artistas nesta sexta-feira (27/11). Villamarim é o atual diretor-artístico de “Amor de Mãe”. Nos últimos anos, foi responsável por algumas das melhores minisséries da Globo, como “Amores Roubados”, “Onde Nascem os Fortes” e “Justiça”, além da novela “O Rebu”. Fez parte do núcleo de Waddington em “Avenida Brasil”. Cineasta transformado em autor de novelas, Silvio de Abreu estava na Globo desde os anos 1970. Ele assumiu o comando do núcleo de novelas em 2014 e, a partir da saída de Guel Arraes em 2018, também ficou responsável pelas séries. Para completar, este ano, com a saída de Marcius Melhem, assumiu ainda os programas de humor. Já Mônica Albuquerque estava no cargo desde 2013 e tinha muito trânsito com artistas e autores, numa função em que isso é muito importa, pois é responsável por recolher e encaminhar os projetos de programas e convocar artistas para participar. Em 2019, ela apareceu numa lista de mulheres mais importantes e inspiradoras do mundo feita pela revista americana Variety, a mais tradicional publicação sobre o mercado audiovisual dos EUA.












