Netflix anuncia filmes de Maisa Silva, Larissa Manoela, Wagner Moura e 30 projetos nacionais
A Netflix anunciou nesta quarta-feira (24/4), durante o evento Rio2C, que passará a investir mais na produção de filmes brasileiros e que firmou contratos com Larissa Manoela e Maisa Silva, estrelas do SBT cobiçadas pela Globo, além do comediante Fábio Porchat, para estrelar algumas das obras. Mais popular do trio, Maisa será a protagonista de três longas nos próximos três anos. Porchat também fará três filmes e o mesmo deve valer para Larissa, que já tem o primeiro definido. Será “Modo Avião”, escrito e dirigido por César Rodrigues (“Vai que Cola – O Filme”), em que uma jovem influenciadora digital vai precisar ficar numa fazenda sem poder usar o celular – sim, lembra um reality da Record. A plataforma de streaming também anunciou que está atualmente investindo em nada menos que 30 projetos no Brasil, um de seus maiores mercados globais, entre séries, longas e documentários. Ted Sarandos, chefe de Conteúdo da Netflix, revelou no Rio de Janeiro que fechou parcerias também com a escritora Thalita Rebouças, com o diretor Fernando Meirelles e com o ator Wagner Moura, que vai estrear como produtor com “Sérgio”, cinebiografia do diplomata Sérgio Vieira de Mello (1948-2003). Thalita Rebouças, por sua vez, assina “Quem Nunca?”, seu primeiro roteiro original após seus livros best-sellers virarem filmes de sucesso. O projeto será sobre três adolescentes que vão a um acampamento escolar depois de fazer um pacto de permanecerem solteiras, mas as coisas se complicam quando ex-namorados aparecem – sim, lembra um reality da MTV. A maioria dos projetos são comédias e ainda incluem “Ricos de Amor”, de Bruno Garotti (“Cinderela Pop”), estrelado pela dupla Giovanna Lancellotti e Danilo Mesquita (da novela “Segundo Sol”), e “Carnaval, dirigido por Leandro Neri (“A Padroeira”). A empresa de streaming também trará de volta “O Menino Maluquinho”, do cartunista brasileiro Ziraldo, num desenho animado produzido pela Chatrone e previsto para 2021. Entre as séries, além das já anunciadas “Sintonia”, criada por Kondzilla, “Ninguém Tá Olhando”, de Daniel Rezende, “Irmandade”, com Seu Jorge, o terror “O Escolhido”, a 2ª temporada de “O Mecanismo” e a 3ª de “3%”, vem aí “Futebol”, um drama de Elena Soares que conta a história por trás da relação intensa entre dois jogadores, Toró e Pantera, dois meninos pobres de 15 anos que são escolhidos entre uma multidão para integrar a categoria júnior do maior time brasileiro. “O Brasil tem talentos extraordinários e uma longa tradição em contar grandes histórias. É por este motivo que estamos animados em aumentar nosso investimento na comunidade criativa brasileira. Esses 30 projetos, em vários estágios de produção em diferentes locais espalhados pelo país, serão feitos no Brasil e consumidos pelo mundo”, disse Sarandos em comunicado à imprensa. A investida da Netflix acontece no momento em que todos os novos projetos de filmes e séries estão paralisados no Brasil por conta da “política cultural” do governo Bolsonaro, fato que inclusive ganhou reportagem da revista americana Variety.
Vingadores: Ultimato pode estrear em mais de 80% dos cinemas brasileiros
O lançamento de “Vingadores: Ultimato” vai monopolizar os cinemas do Brasil no fim de semana. Aparentemente, a Disney planeja aproveitar a paralisação da Ancine (Agência Nacional de Cinema), o fim do Ministério da Cultura, a ausência de assinatura no novo acordo de cotas de telas e outros desmontes promovidos pelo governo Bolsonaro no cinema brasileiro para realizar o maior lançamento já visto no país. Isto porque “Vingadores: Ultimato” será lançado em 2,7 mil salas na quinta-feira (25/4). O Brasil fechou 2018 com apenas 3,3 mil salas de cinemas – no país inteiro – , segundo relatório da Ancine. Assim, o lançamento da Disney ocupará 81,8% do total de telas disponíveis para a exibição de filmes no país. Por muito menos, a Ancine chegou a ameaçar o parque exibidor com a criação de regras rígidas para a circulação de cópias no mercado. Isto aconteceu após “Jogos Vorazes: A Esperança — Parte 1” utilizar 1,3 mil salas em seu lançamento em 2014. O então presidente da Ancine, Manoel Rangel, chamou de “predatória” a ocupação de quase 50% das salas existentes na época por apenas um filme. Ele alertou que a estratégia de monopólio expulsava outras produções do circuito e homogeneizava a oferta. Para evitar que a Ancine regulasse o mercado, distribuidores e exibidores assumiram um compromisso público, em dezembro de 2014, comprometendo-se a nunca mais realizar lançamentos “predatórios”. Entre outros pontos, acordaram que um mesmo filme só poderia ser exibido em até duas salas em multiplexes que possuam entre 3 e 6 salas, e só ocupar um terceiro espaço em complexos com mais de 9 salas de cinema. Mas, com a saída de Rangel da Ancine, pouco a pouco esse acordo foi sendo “esquecido”. Até ser derrubado pela Justiça Federal em novembro do ano passado. Mesmo assim, nenhum filme jamais ocupou mais de 2 mil salas no país simultaneamente. Um dos lançamentos mais amplos dos últimos tempos, “Aquaman” bateu recorde de arrecadação para a Warner com estreia em 1,6 mil salas. “Vingadores: Ultimato” será lançado em 1,1 mil salas a mais. O recorde de bilheterias do Brasil pertence ao filme anterior da franquia, “Vingadores: Guerra Infinita”, que vendeu 3,6 milhões de ingressos e faturou R$ 65,1M (milhões) no país no ano passado. O filme foi lançado em “mais de mil salas”, segundo informação genérica da distribuidora. Por sua vez, “Vingadores: Ultimato” já esgotou sessões em mais de 900 salas, de acordo com o site Ingresso.com. As transações para sessões do filme corresponderam a 96,6% das vendas totais no site, que comercializa tickets para as redes Cinemark, Playarte, Espaço Itaú, Kinoplex, Cinépolis, UCI e outras.
Vingadores: Ultimato bate recorde de pré-vendas nos Estados Unidos
De acordo com levantamento do site Deadline, “Vingadores: Ultimato” já bateu o recorde de vendas antecipadas de ingressos nos Estados Unidos. A estimativa apurada pelo site aponta que o filme teria arrecadadi entre US$ 120 milhões e US$ 140M antes da estreia. Esses números não vêm da Disney. O filme já tinha quebrado o recorde de vendas de ingressos nas primeiras 24 horas, que pertencia a “Star Wars: O Despertar da Força” no site Fandango e em outros pontos de venda. Há quatro anos, a pré-venda de “O Despertar da Força” foi estimada em US$ 100M, o que representou um recorde na ocasião. A retomada da franquia “Star Wars” acabou abrindo com US$ 247,9M em seu primeiro fim de semana. Por conta disso, a expectativa é que “Vingadores: Ultimato” se torne o primeiro filme a estrear com US$ 300M no próximo fim de semana nos Estados Unidos e Canadá. O lançamento também vai bater recorde de faturamento no Brasil, onde a procura já esgotou sessões em mais de 900 salas, segundo o site Ingresso.com. As transações para sessões do filme corresponderam a 96,6% das vendas totais no site, que comercializa tickets para as redes Cinemark, Playarte, Espaço Itaú, Kinoplex, Cinépolis, UCI e outras. Por conta disso, o fim de semana terá metade do número de estreias que tem pautado a programa dos cinemas no Brasil. Serão apenas cinco: “Vingadores: Ultimato” e mais quatro filmes em circuito limitado.
A Maldição da Chorona estreia em 1º lugar na América do Norte
Em plena Páscoa, uma praga fez sucesso nos cinemas norte-americanos. “A Maldição da Chorona” estreou em 1º lugar neste fim de semana nos Estados Unidos e Canadá. Com US$ 26,5M (milhões), liderou as bilheterias, mas não virou uma praga bíblica, já que teve um dos faturamentos mais fracos do chamado “universo Invocação do Mal”. A produção não contou com aval da crítica. Na verdade, só não teve a pior avaliação entre os filmes produzidos por James Wan porque “A Freira” o precedeu. Mesmo assim, foi considerado podre com 32% de aprovação no site Rotten Tomatoes – “A Freira” é podríssima, com 26%. O mercado internacional adicionou mais US$ 30M ao lançamento, gerando ao todo US$ 56,5M para os cofres da Warner. Isto significa que o filme, orçado em US$ 9 milhões, deu lucro na estreia. A Warner comemorou dobradinha no ranking, com “Shazam!” no 2º lugar em sua terceira semana em cartaz. Orçado em US$ 100M, o filme do super-herói da DC Comics atingiu US$ 121,3M no mercado doméstico e já tem US$ 322,8M em todo o mundo. O 3º lugar ficou com a segunda estreia da semana, o drama evangélico “Superação: O Milagre da Fé”, que no Brasil ficou conhecido como “o filme do Bolsonaro”. Fez US$ 11,1M em sua estreia, mais do que costumam render as produções que botam “fé” no título. O fato de ser o principal lançamento religioso da Páscoa na América do Norte, somado à presença da atriz Chrissy Metz, da série-fenômeno “This Is Us”, ajudou sua decolagem. A semana só teve dois lançamentos amplos, nenhum deles superprodução, diante da expectativa causada pelo calendário da semana que vem – a estreia de “Vingadores: Ultimato”, que deve bater todos os recordes. De resto, vale registrar uma façanha rara no ranking: dois títulos subiram posições em relação à semana passada. Na espera por “Vingadores”, “Capitã Marvel” escalou do 6º para o 4º lugar e atingiu número redondo nas bilheterias norte-americanas: US$ 400M – já são mais de US$ 1 bilhão em todo o mundo. E a animação “O Elo Perdido”, que estreou em 9º na semana passada, atingiu o 8º. Como consolo, ela superou o candidato frustrado a blockbuster “Hellboy”, que despencou para o 10º lugar em sua segunda semana, consagrando-se como um dos maiores fiascos de 2019. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. A Maldição da Chorona Fim de semana: US$ 26,5M Total EUA e Canadá: US$ 26,5M Total Mundo: US$ 56,5M 2. Shazam! Fim de semana: US$ 17,3M Total EUA e Canadá: US$ 121,3M Total Mundo: US$ 322,8M 3. Superação: O Milagre da Fé Fim de semana: US$ 11,1M Total EUA e Canadá: US$ 11,1M Total Mundo: US$ 20,5M 4. Capitã Marvel Fim de semana: US$ 9,1M Total EUA e Canadá: US$ 400M Total Mundo: US$ 1B 5. A Chefinha Fim de semana: US$ 8,4M Total EUA e Canadá: US$ 29,3M Total Mundo: US$ 34,1M 6. Dumbo Fim de semana: US$ 6,8M Total EUA e Canadá: US$ 101,2M Total Mundo: US$ 307,8M 7. Cemitério Maldito Fim de semana: US$ 4,8M Total EUA e Canadá: US$ 49,5M Total Mundo: US$ 95,6M 8. O Elo Perdido Fim de semana: US$ 4,3M Total EUA e Canadá: US$ 12,9M Total Mundo: US$ 12,9M 9. Nós Fim de semana: US$ 4,2M Total EUA e Canadá: US$ 170,4M Total Mundo: US$ 245,7M 10. Hellboy Fim de semana: US$ 3,8M Total EUA e Canadá: US$ 19,6M Total Mundo: US$ US$ 19,6M
Shazam mantém 1º lugar enquanto Hellboy implode nos EUA
“Shazam!” enfrentou quatro estreias neste fim de semana, mas não teve dificuldades para se manter no topo da bilheteria dos Estados Unidos e Canadá. A adaptação da DC Comics fez mais US$ 25M (milhões) em seu segundo fim de semana, atingindo US$ 94,9M em dez dias em cartaz na América do Norte. No mundo inteiro, já são US$ 258,8M. A surpresa ficou com a disputa do 2º lugar, em que “A Chefinha” (Little) superou “Hellboy”. A comédia com premissa fantasiosa, um “De Repente 30” às avessas e com elenco negro, faturou US$ 15,4M, quantia bastante comemorada, já que a produção custou apenas US$ 20M. Além disso, a crítica achou medíocre, com 49% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes. Para se ter noção do quanto “A Chefinha” é “prioridade”, o filme só vai chegar no Brasil em agosto. “Hellboy”, por outro lado, custou US$ 50M – sem considerar as despesas de marketing. E implodiu com US$ 12M. O desempenho muito abaixo das expectativas – e das aberturas dos dois filmes anteriores do personagem, em 2004 e 2008 – foi salgado por críticas extremamente negativas da imprensa americana, que renderam média de 15% de aprovação no Rotten Tomatoes. A Millennium segurou os números do mercado internacional, mas as projeções apontam um início ainda pior no exterior. Esta combinação de sinais apocalípticos representa o fim da franquia. Os outros dois lançamentos da semana foram o drama teen “After” e a animação “O Elo Perdido”, que ficaram em 8º e 9º lugares, respectivamente. Considerado o pior lançamento da semana, “After” teve apenas 13% de aprovação e rendeu US$ 6,2M. Já “O Elo Perdido” agradou à crítica, com 89%, mas teve a pior abertura de uma produção do estúdio Laika, especializado em animação em stop motion, com US$ 5,8M. Até então, a pior abertura da Laika tinha sido seu filme anterior, “Kubo e as Cordas Mágicas” (2016), com US$ 12,6M. Mas este longa, adorado pela crítica, ganhou indicação ao Oscar, o que não deve ocorrer com “O Elo Perdido”, levando em conta sua avaliação abaixo do padrão elevadíssimo do estúdio. “After” já estreou no Brasil e “O Elo Perdido” não tem previsão de lançamento no país. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Shazam! Fim de semana: US$ 25,1M Total EUA e Canadá: US$ 94,9M Total Mundo: US$ 258,8M 2. A Chefinha Fim de semana: US$ 15,4M Total EUA e Canadá: US$ 15,4M Total Mundo: US$ 17,3M 3. Hellboy Fim de semana: US$ 12M Total EUA e Canadá: US$ 12M Total Mundo: US$ 22M 4. Cemitério Maldito Fim de semana: US$ 10M Total EUA e Canadá: US$ 41,1M Total Mundo: US$ 76,8M 5. Dumbo Fim de semana: US$ 9,1M Total EUA e Canadá: US$ 89,9M Total Mundo: US$ 266,9M 6. Capitã Marvel Fim de semana: US$ 8,6M Total EUA e Canadá: US$ 386,5M Total Mundo: US$ 1B 7. Nós Fim de semana: US$ 6,9M Total EUA e Canadá: US$ 163,4M Total Mundo: US$ 235,9M 8. After Fim de semana: US$ 6,2M Total EUA e Canadá: US$ 6,2M Total Mundo: US$ 18,4M 9. O Elo Perdido Fim de semana: US$ 5,8M Total EUA e Canadá: US$ 5,8M Total Mundo: US$ 5,8M 10. The Best of Enemies Fim de semana: US$ 2M Total EUA e Canadá: US$ 8,1M Total Mundo: US$ US$ 8,1M
YouTube cancela quatro séries e troca foco de sua plataforma de streaming
O YouTube Premium cancelou quatro séries originais, assumindo que pretende abandonar a produção de séries, apesar de negativas dissimuladas de seus porta-vozes. Em novembro passado, a plataforma anunciou que iria descontinuar seu serviço de assinatura Premium, passando a oferecer o conteúdo produzido com exclusividade para a plataforma de forma gratuita para todos os usuários a partir de 2020. Na ocasião, o YouTube garantiu que isso não afetaria a produção de séries. Já afetou. Em meio a uma mudança completa de foco da plataforma, as produções de “Ryan Hansen Solves Crimes on Television”, “Champaign ILL”, “Sideswiped” e “Do You Want to See a Dead Body?” foram descontinuadas. Destas, apenas a primeira teve repercussão. Além dos cancelamentos, o YouTube também parou de encomendar novas séries nos últimos meses. Estas ações recentes da plataforma sugerem sua desistência de competir em produção de conteúdo com a Netflix. Em vez disso, o YouTube estaria planejando reforçar seu projeto original, explorando aquilo que sempre fez: exibir vídeos com anúncios. Em vez de séries, priorizar aquilo que seus usuários já buscam: shows, humor e vídeos sem roteiro. E apostar em outro filão, como transmissões de streaming ao vivo – algo que o Facebook já começou a fazer com eventos esportivos. “Nosso objetivo é criar uma programação incrível focada em música, educação, criadores de conteúdo do YouTube e outros programas”, disse Susanne Daniels, chefe global de conteúdo original do YouTube, em comunicado que confirma a tendência. O maior sucesso original do YouTube é “Cobra Kai”, série que dá sequência à história de Karatê Kid com os mesmos atores do original. A 2ª temporada estreia em 24 de abril, mas a expectativa é saber se o programa será renovado para um terceiro ano. Em 2019, o mercado de assinaturas de streaming ganhará mais três serviços gigantes concorrentes: as plataformas da Disney, Apple e Warner Media. E outros players já anunciaram projetos similares para 2020.
Warner já começou a desenvolver continuação de Shazam!
A Warner se empolgou com o desempenho de “Shazam!” em seu primeiro fim de semana de bilheteria e já deu sinal verde para a produção da continuação. Como primeiro passo, o estúdio encomendou um novo roteiro a Henry Gayden, um dos responsáveis pelo script de “Shazam!”. Paralelamente, o diretor David F. Sandberg abriu negociações para retornar na sequência, que ainda não tem data de estreia definida. “Shazam!” estreou em 1º lugar em vários países no fim de semana. No Brasil, levou cerca de 1 milhão de pessoas aos cinemas. E faturou mais de US$ 53 milhões na América do Norte. Em quatro dias, a produção estrelada por Zachary Levi soma US$ 158,7 milhões de arrecadação mundial. A continuação de “Shazam!” é a terceira sequência consecutiva de adaptações da DC Comics encomendada pela Warner, comprovando a reviravolta dos filmes de super-heróis da editora, após os sucessos de “Mulher-Maravilha” e “Aquaman”.
Estreia de Shazam! leva 1 milhão de brasileiros aos cinemas
Além de liderar as bilheterias nos Estados Unidos e Canadá, “Shazam!” também estreou em 1º lugar em seu primeiro fim de semana no Brasil. O filme estrelado por Zachary Levi levou cerca de 1 milhão de pessoas aos cinemas brasileiros e arrecadou R$ 19 milhões. Os dados são da consultoria comScore. A boa estreia colocou “Shazam!” à frente de “Dumbo” e “Capitã Marvel”, respectivamente 2º e 3º lugares do ranking nacional. Mas não bateu o recorde de “Aquaman”, que atraiu 1,5 milhão de pessoas aos cinemas em seu final de semana de estreia, em dezembro do ano passado. Entre os lançamentos da última quinta-feira (4/4), só mais dois filmes aparecem no Top 10, em meio aos blockbusters da temporada: “Duas Rainhas”, drama de época com Saoirse Ronan e Margot Robbie, que ficou em 6º lugar, e “O Tradutor”, com Rodrigo Santoro, 9º lugar nas bilheterias.
Shazam! estreia em 1º lugar nos Estados Unidos
“Shazam!” não quebrou recordes, mas fez bastante barulho em sua estreia nos cinemas dos Estados Unidos e Canadá. O longa da Warner embolsou US$ 53,4 milhões em seu primeiro fim de semana, impulsionado por críticas muito positivas – 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes – para conquistar o 1ª lugar nas bilheterias. O valor não é tão imponente quanto os lançamentos da Marvel, mas foi além das expectativas, já que havia previsão de uma arrecadação inicial entre US$ 40 e 45 milhões. Além disso, “Shazam!” custou muito menos que a maioria dos filmes de super-heróis – foi produzido por US$ 100 milhões – e só precisa de metade da arrecadação de “Mulher-Maravilha” – ou um terço de “Aquaman” – para dar lucro. O tom do filme estrelado por Zachary Levi vinha sendo comparado ao “Homem-Formiga” e é interessante reparar que o longa da Marvel abriu com US$ 57 milhões, na mesma faixa, mas com uma etiqueta mais cara – custou US$ 130 milhões. Com a arrecadação internacional, “Shazam!” atingiu US$ 158,7 milhões em seu fim de semana inaugural, o que confirma que a Warner lançou mais uma franquia da DC Comics. E que a cena pós-crédito introduz, sim, uma continuação. Enfrentando a concorrência superpoderosa, o terror “Cemitério Maldito” também mostrou ótimo desempenho com uma arrecadação de US$ 25 milhões, que lhe rendeu o 2º lugar. O detalhe é que a nova adaptação do romance de Stephen King só custou US$ 21 milhões para ser produzida. O filme atingiu 61% de aprovação da crítica no site Rotten Tomatoes, agradando mais que a primeira versão da história. Ainda que cultuado por muitos, o “Cemitério Maldito” de 1989 foi considerado medíocre, com média de 48%. A estreia do remake está prevista no Brasil para 9 de maio. Os dois lançamentos empurraram “Dumbo” para o 3º lugar, numa queda drástica, de 60% na arrecadação em relação à semana passada. Após 10 dias em cartaz, o filme da Disney acena com prejuízo, ao não passar dos US$ 76,2 milhões no mercado doméstico. A semana ainda registrou a estreia do drama “The Best of Enemies”, que fez US$ 4,5 milhões em 6º lugar. Com 52% de aprovação, foi criticado por simplificar a aliança entre uma militante negra e um líder da Ku Klux Klan, que se uniram para revolucionar o sistema educacional americano. Não há previsão para o lançamento no Brasil. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Shazam! Fim de semana: US$ 53,4M Total EUA e Canadá: US$ 56,7M Total Mundo: US$ 158,7M 2. Cemitério Maldito Fim de semana: US$ 25M Total EUA e Canadá: US$ 25M Total Mundo: US$ 42,3M 3. Dumbo Fim de semana: US$ 18,2M Total EUA e Canadá: US$ 76,2M Total Mundo: US$ 213,7M 4. Nós Fim de semana: US$ 13,8M Total EUA e Canadá: US$ 152,3M Total Mundo: US$ 216,5M 5. Capitã Marvel Fim de semana: US$ 12,6M Total EUA e Canadá: US$ 374,1M Total Mundo: US$ 1B 6. The Best of Enemies Fim de semana: US$ 4,5M Total EUA e Canadá: US$ 4,5M Total Mundo: US$ 4,5M 7. A Cinco Passos de Você Fim de semana: US$ 3,7M Total EUA e Canadá: US$ 41,5M Total Mundo: US$ 62,5M 8. Unplanned Fim de semana: US$ 3,2M Total EUA e Canadá: US$ 12,4M Total Mundo: US$ 12,4M 9. O Parque dos Sonhos Fim de semana: US$ 2M Total EUA e Canadá: US$ 41,5M Total Mundo: US$ 59,9M 10. Como Treinar Seu Dragão 3 Fim de semana: US$ 1,9M Total EUA e Canadá: US$ 156,6M Total Mundo: US$ 508M
Capitã Marvel atinge US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais
“Capitã Marvel” ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão de faturamento nas bilheterias mundiais nesta quarta-feira (3/4). O filme entrou no clube dos bilionários com uma arrecadação de US$ 358 milhões nos Estados Unidos e Canadá, e US$ 645 milhões no restante do mundo, totalizando US$ 1,03 bilhão. Apenas 38 filmes alcançaram US$ 1 bilhão nas bilheterias. No ano passado, a Marvel atingiu essa meta duas vezes, com “Pantera Negra” e “Vingadores: Guerra Infinita”. Outros lançamentos do estúdio que estão na lista são “O Vingadores”, “Homem de Ferro 3” e “Capitão América: Guerra Civil”. Além destes, “Vingadores: A Era de Ultron” também passou pelo clube, antes de entrar em outro ainda mais exclusivo, tornando-se um dos quatro filmes da História que faturaram mais de US$ 2 bilhões. O longa da “Capitã Marvel” já havia superado outras marcas, virando a maior bilheteria de uma super-heroína, superando “Mulher-Maravilha”, e a maior bilheteria de estreia de uma produção estrelada por uma mulher. A personagem vivida por Brie Larson voltará aos cinemas no filme “Vingadores: Ultimato”, em 25 de abril.
Dumbo estreia em 1º lugar, mas com um dos piores desempenhos da Disney nos EUA
“Dumbo” não voou muito alto em sua estreia. O remake em live-action dirigido por Tim Burton estreou com US$ 45M (milhões) em 4,2 mil cinemas na América do Norte, abaixo das expectativas do mercado – e da própria Disney. Embora o valor tenha lhe rendido o 1º lugar nas bilheterias do fim de semana nos Estados Unidos e Canadá, representa uma das piores aberturas de um remake do catálogo animado da Disney, desde que o próprio Tim Burton lançou a tendência com “Alice no País das Maravilhas” em 2010. Em comparação, a “Bela e a Fera” (2017) estreou com US$ 174M, “Mogli (2016) com US$ 103M e “Cinderela” (2015) com US$ 67M. Apenas “Christopher Robin” (2018) foi pior – e muito, com US$ 24,5M. Não faltam teorias para explicar porque o elefantinho não conseguiu atrair mais público. Há o fato de o desenho original ter 80 anos e ser menos lembrado que desenhos mais recentes, como “A Bela e a Fera”, entre o público atual. Há também o problema da fadiga causada pelo lançamento em massa desse tipo de produção. E, se for esse o caso, a Disney terá problemas à vista, já que programou uma avalanche de remakes em curto prazo – “Aladdin”, “Rei Leão” e “Malévola: A Mestra do Mal” também estreiam em 2019. Para complicar as contas, “Dumbo” teve um orçamento de produção de US$ 170M – mais caro que a “Capitã Marvel”, por exemplo. E para recuperar o investimento, terá que fazer muito sucesso no exterior. Sua abertura internacional foi melhor que a doméstica, levando o total mundial para US$ 116M, mas ainda muito longe da meta de US$ 600M para se pagar. A produção também teve problemas para agradar a crítica, dividindo radicalmente as opiniões da imprensa norte-americana. Isto se refletiu em redondos 50% de aprovação na média registrada no site Rotten Tomatoes – inclusive entre os chamados “críticos top”. O fato impressiona de forma negativa, porque também foi a pior avaliação entre os lançamentos da semana. Pior até que o horrendo “Unplanned”, drama literalmente barato da produtora evangélica PureFlix, que não esconde sua agenda política. Peça de propaganda anti-aborto, o filme foi lançado para “inspirar” mudanças nas leis dos Estados Unidos, assim como “Deus Não Está Morto 2” (2016) em relação à divisão entre “igreja” e estado. Com aval de críticos de blogs conservadores, conseguiu atingir 53% de aprovação no Rotten Tomatoes. É muito, considerando que, entre os “tops”, sua nota é 0%. “Unplanned” abriu em 5º lugar. Bem melhor que o desastre “The Beach Bum”, novo fracasso estrelado por Matthew McConaughey, que fechou o Top 10 com apenas US$ 1,8M em seu lançamento. Nenhum desses dois filmes tem previsão de estreia no Brasil. Outra novidade no ranking é o thriller “Hotel Mumbai”, que ampliou seu circuito. Após ser lançado em quatro salas na semana passada, adicionou mais 920 telas e apareceu em 8º lugar. Curiosamente, a produção vai estrear em maio no Brasil com um título bem diferente: “Atentado ao Hotel Taj Mahal”. Coisa de “tradutor” criativo. Entre os demais filmes em cartaz, vale destacar ainda que “Capitã Marvel” está a US$ 10M de entrar no clube dos bilionários mundiais. E “Como Treinar Seu Dragão 3” superou a marca dos US$ 500 mil. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Dumbo Fim de semana: US$ 45M Total EUA e Canadá: US$ 45M Total Mundo: US$ 116M 2. Nós Fim de semana: US$ 33,6M Total EUA e Canadá: US$ 128,2M Total Mundo: US$ 174,5M 3. Capitã Marvel Fim de semana: US$ 20M Total EUA e Canadá: US$ 353,8M Total Mundo: US$ 990,6M 4. A Cinco Passos de Você Fim de semana: US$ 6,2M Total EUA e Canadá: US$ 35,8M Total Mundo: US$ 50,6M 5. Unplanned Fim de semana: US$ 6,1M Total EUA e Canadá: US$ 6,1M Total Mundo: US$ 6,1M 6. O Parque dos Sonhos Fim de semana: US$ 4,9M Total EUA e Canadá: US$ 37,8M Total Mundo: US$ 52,2M 7. Como Treinar Seu Dragão 3 Fim de semana: US$ 4,2M Total EUA e Canadá: US$ 348,9M Total Mundo: US$ 501,8M 8. Hotel Mumbai Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 3,2M Total Mundo: US$ 3,2M 9. Um Funeral em Família Fim de semana: US$ 2,7M Total EUA e Canadá: US$ 70M Total Mundo: US$ 71,1M 10. The Beach Bum Fim de semana: US$ 1,8M Total EUA e Canadá: US$ 1,8M Total Mundo: US$ 1,8M
Parceiro de Ryan Murphy, Brad Falchuk assina contrato de exclusividade com a Netflix
O produtor, diretor e roteirista Brad Falchuk assinou um contrato de exclusividade com a Netflix para desenvolver novas séries. Ele é mais conhecido como parceiro de Ryan Murphy na criação de séries de sucesso como “Glee”, “American Horror Story”, “9-1-1” e “Pose”. O contrato foi fechado um ano após Murphy assinar um acordo milionário com a Netflix. Inclusive, Falchuk irá ajudar Murphy a tocar o seu primeiro projeto em streaming: a série musical “The Politician”. Vale lembrar que uma das estrelas de “The Politician”, a atriz Gwyneth Paltrow, casou-se com Falchuk em setembro do ano passado. Segundo o site do Deadline, Falchuk pretende aproveitar o novo contrato para se desvincular um pouco do nome de Murphy, pretendo criar séries próprias para a Netflix. Ele é dono da produtora Brad Falchuk Teley-Vision, que pretende ampliar com a ajuda da plataforma de streaming. A contratação de Falchuk segue um novo modelo de negócios da Netflix, que está cancelando séries produzidas por grandes estúdios – que terão seus próprios serviços de streaming – para apostar em séries que ela própria produzirá – e das quais será 100% proprietária, podendo explorar merchandising, receber pela exibição em outros canais, lançamento de Bluray, etc. Para desenvolver sua nova programação, a plataforma também contratou Kenya Barris (criador de “Black-ish”), Shonda Rhimes (criadora de “Grey’s Anatomy”) e até o casal Barack e Michelle Obama.
Apple anuncia oficialmente seu serviço de streaming, que vai chegar ao Brasil
A Apple anunciou oficialmente nesta segunda (25/3) o seu serviço de streaming de séries originais. Assim como o concorrente da Disney, a plataforma será identificada por um sinal de adição (+), batizada de Apple TV+. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa de tecnologia, Tim Cook, no teatro Steve Jobs em Cupertino, na Califórnia, e contou com a presença dos cineastas Steven Spielberg e J.J. Abrams, e atores como Reese Whiterspoon, Jennifer Aniston e Jason Momoa, que estarão nas séries da empresa. O Apple TV+ será um serviço internacional. Isto é, não terá etapa inicial restrita aos Estados Unidos. E deverá ser lançado nos próximos meses, durante o outono norte-americano, para usuários em mais de cem países. O serviço funcionará por meio de uma assinatura e será disponibilizado por um novo aplicativo da Apple TV, que dará ao usuário acesso aos conteúdos exclusivos da Apple. Os preços ainda não foram divulgados pela companhia. Aguardado com expectativa, o Apple TV+ já tem várias séries originais em produção, como “The Morning Show”, estrelada por Jennifer Aniston, Reese Whiterspoon e Steve Carell, que acompanhará os bastidores de um programa de notícias matinal. “Nós vamos trazer um olhar honesto sobre relações entre homens e mulheres no ambiente de trabalho”, disse Aniston durante o evento de apresentação da plataforma, afirmando estar animada por voltar à TV com o projeto – sua primeira série desde o fim de “Friends”, em 2004. Já o diretor Steven Spielberg assina a produção de “Amazing Stories”, nova versão da série de antologia sci-fi criada por ele em 1985. “Vamos ressuscitar essa marca e levá-la a um novo público”, disse o cineasta. Por sua vez, Jason Momoa apareceu ao lado da atriz Alfre Woodward para divulgar “See”, uma nova série de ficção científica, enquanto J.J. Abrams está por trás da atração musical “Little Voice”. A Apple ainda tem várias outras atrações originais previstas, incluindo uma trama de espionagem protagonizada por Brie Larson, a Capitã Marvel. Mas o principal vídeo disponibilizado no evento – que pode ser conferido abaixo – não trouxe imagens das séries, apesar de ter mais de 5 minutos de duração. Um segundo vídeo, com 1 minuto e meio, concentrou todas as cenas, dando pouca perspectiva sobre os projetos – veja o vídeo e saiba mais sobre as séries aqui. Ainda não há previsões sobre quando o Apple TV+ será disponibilizado no Brasil, mas a boa notícia do evento foi que ele chegará no país – ao contrário de Hulu e CBS All Acess, entre outras plataformas exclusivas dos Estados Unidos. Como parte de sua investida em conteúdo, a empresa também vai oferecer acesso a outros serviços por meio do aplicativo Apple TV Channels, que agrupará a programação de canais como Showtime, Starz, HBO e a plataforma CBS All Access. Mas não está claro se esse projeto também será internacional. No evento, a Apple ainda anunciou serviços de notícias, com acesso a jornais e revistas, de games e até um cartão de crédito virtual.











