Globo cede à pressão do público e exibe beijo gay em “Vai na Fé”
Depois de muita pressão do público e reclamações nas redes sociais, a Globo exibiu no sábado (17/6) o primeiro beijo gay entre Yuri (Jean Paulo Campos) e Vini (Guthierry Sotero) na novela “Vai na Fé”. O folhetim de Rosane Svartman vinha sofrendo cortes da direção antes de ir para o ar, principalmente em cenas que envolviam casais LGBTQIAPN+. Na cena liberada, Yuri, um estudante de direito, questiona Vini sobre o status do relacionamento deles, antes de selar a paz com o beijo. “Olha, eu sei que amanhã vai ser tudo diferente, mas, hoje você ainda é meu namorado?”, indagou ele. “Claro, claro”, respondeu Vini. Repercussão e críticas nas redes sociais O público celebrou o beijo em publicações no Twitter. “Essa cena do beijo de Vini e Yuri é uma pequena vitória. Agora e só torcer sair uma cena de beijo Clarena (entre Clara e Helena)”, escreveu um internauta após a exibição do episódio. Apesar da comemoração, houve também quem criticasse a emissora, sugerindo que o beijo teria sido exibido para acalmar as acusações de homofobia. “O beijo de Yuri e Vini depois de 457 cortes. E certamente Amauri Soares [diretor da Globo] só liberou porque o personagem vai sair da trama”, reagiu um usuário do Twitter. Outro apontou que foi “só um selinho”, enquanto os casais hetero da novel tem “beijão de língua e paegação”. A novela sofreu quatro cortes anteriores em momentos de afetos LGBTQIAPN+. Um beijo de Yuri e Vini já tinha sido cortado, além de três de Clara (Regiane Alves) e Helena (Priscila Sztejnman). Enquanto isso, o casal hetero: pic.twitter.com/4C8XwZFGXs — 🌈 #PL490NAO Presidente com L maiúsculo (@CorBordeaux) June 17, 2023 Casal hetero: beijão de língua e pegação Casal gay/lesbico: só um selinho (isso quando mostram) — 𝙁 𝙄 𝙁 𝙄 (@i_am_fifi_) June 17, 2023
Atriz de “Poliana Moça” explica decisão de assumir bissexualidade
Bel Moreira, a interprete de Raquel em “Poliana Moça”, afirmou se sentir realizada desde que assumiu sua bissexualidade. A atriz disse ter sido acolhida na vida pessoal e profissional após tornar o assunto público. A atriz ganhou mais visibilidade com o público jovem depois de se assumir. No entanto, Bel garantiu que a informação não afetou seu contato com os fãs. “É importante para mim ser sincera e autêntica. Não mudaria nada a meu respeito pelo público. Mas, ao mesmo tempo, eu tenho muita consciência sobre como as minhas ações podem influenciar as diversas pessoas que me acompanham. Meu foco é mostrar quem eu sou com responsabilidade”, explicou ela. Bel ainda disse ter recebido apoio total da família antes de se assumir para seus fãs: “Não tive problema algum para me assumir, não tive dúvidas sobre o respeito e dignidade com que seria acolhida por todos. Sou muito apegada a meus pais, minhas irmãs e minha avó! E com todos a conversa foi tranquila, amorosa e especial.” Há quase dois anos, Bel tem um relacionamento saudável com a produtora e criadora de conteúdo Halana Lacerda. “Meu namoro está ótimo. Temos muitos planos, alguns de trabalho e um especial: uma viagem para a França pela primeira vez juntas”, contou. Preconceito ainda existe Apesar do acolhimento, Bel Moreira admitiu ter sido vítima de preconceito velado. “Seja no dia a dia de qualquer pessoa da comunidade LGBTQIAPN+, na política, nos espaços públicos e privados, nas notícias que circulam todos os dias com mais um atentado à vida de pessoas que fogem da norma cis-hetero. É exaustivo, agonizante e diversas vezes geram gatilhos”, desabafou a atriz. “Por isso, o Mês do Orgulho, a parada e tudo que ela representa são tão importantes. Não faz muito tempo que era bonito dizer na TV que pessoas como eu deveriam morrer. O movimento e suas datas são um lembrete de que não vamos.” A atriz também recordou as críticas recebidas por não depilar as axilas. “Passei anos da minha infância sonhando com a depilação e anos da minha adolescência me depilando. Sempre tive mais pelos nas pernas que minhas colegas de escola e me sentia estranha por conta disso. Quando comecei a me depilar, minha pele teve algumas reações alérgicas por conta da frequência”, lembrou ela. “Afinal, eu queria ser linda. E para ser linda não poderia ter um único pelo fora do lugar. Até que no auge dos meus 15, 16 anos, entrei em contato com a literatura feminista e muitas coisas mudaram de perspectiva na minha vida.” “E a depilação, uma das [coisas] mais banais, é a que mais recebe atenção atualmente. Acho importante dizer que não decidi compartilhar uma foto em que minhas axilas aparecem com pelos porque queria provar algo. Eu posto fotos e, por acaso, algumas mostram meus pelos. É simples assim”, concluiu Bel Moreira. Atualmente, Bel Moreira pode ser vista como a Gabi da série “Dois Tempos”, nova produção adolescente do Star+.
Marco Pigossi revela ter sofrido preconceito velado por ser gay: “Eu tinha medo”
Marco Pigossi revelou ter sofrido preconceito velado devido a sua orientação sexual. No programa “Conversa com Bial”, exibido na noite de segunda (12/6), o ator confessou que sentiu medo da reação das pessoas. “Nunca foi uma coisa direta, nunca me foi pedido que isso fosse aberto ou falado sobre [a homossexualidade]. Mas era velado, a partir de relatos, conversas e coisas que eu ouvia das pessoas”, contou Pigossi na entrevista. “E isso é um pensamento super antigo, porque a gente mostrou através de outros atores que isso é uma grande besteira. O trabalho de atores e atrizes vai muito além disso“, acrescentou o artista. Em seguida, Pigossi desabafou sobre o medo de assumir sua sexualidade e de sofrer alguma consequência em sua carreira artística. “A gente tem muito medo de como isso vai ressoar para as pessoas ao redor”, pontuou. “E a gente acabava ouvindo coisas dos próprios pais, que vem de um lugar total de amor e proteção, que é aquele discurso ‘eu tenho muito medo que você sofra’. E isso já causa na gente um medo de existir por si mesmo, que é onde a gente tem medo do que as pessoas vão achar.” O ator de “Sangue Bom” acrescentou que a visibilidade teve peso extra nessa fase: “E, para mim, foi um processo diferente, porque esse processo de autoaceitação e me reconhecer como homossexual passou por um lugar muito diferente, porque era público. Era para um país inteiro. Eu tinha um medo profissional muito grande.” Atualmente, Marco Pigossi vive um relacionamento com o diretor Marco Calvani (“Caravaggio”).
Após censuras, Globo confirma exibição de beijo sáfico em “Vai na Fé”
A assessoria da TV Globo confirmou que o tão esperado beijo sáfico de “Vai na Fé” será exibido na próxima semana. A cena do capítulo 135 teria sido gravada na segunda-feira (12/6). Segundo o jornal O Globo, a sequência acontecerá depois da separação de Clara (Regiane Alves) e Theo (Emilio Dantas), quando a dondoca será convidada para fazer um ensaio de moda. Clara será acompanhada por Helena (Priscila Sztejnman), que a incentivará a fazer poses mais sensuais em frente às câmeras. “Sabia que tinha uma tigresa aí dentro”, dirá o fotógrafo. “Tem, sim. Mas tem que saber chamar”, responderá Helena, que vai se animar com a empolgação da namorada. No entanto, o cachê do trabalho deixará Clara decepcionada com o valor baixo. “Por que você ficou tão triste? As fotos estão maravilhosas. Imagina quantas mulheres vão te olhar e se inspirar?”, tenta argumentar Helena. “Beleza não vai pagar as contas. O cachê era baixo, não dá pra pagar nem o condomínio. Achei que ia conseguir me sustentar como modelo, que boba eu sou”, lamenta Clara. “Você sabia que não ia ser fácil. Separar do Theo, entrar na Justiça, voltar a ter uma carreira. Mas não é excitante também? Parece que tudo é possível!”, dirá Helena. Clara, por sua vez, dirá que não consegue “curtir essa liberdade se está toda hora preocupada com dinheiro”. “Nada que é fácil vale a pena. Te conquistar, por exemplo, foi bem difícil. E eu faria tudo de novo”, afirmará sua namorada. Neste momento, o texto do folhetim diz que “Helena e Clara dão um beijo carinhoso” no capítulo, que será exibido nos próximos dias. Resta saber se a cena não será cortada novamente ou se ficará apenas subentendida.
Amazon divulga primeiras imagens do romance “Vermelho, Branco e Sangue Azul”
A Amazon Prime Video divulgou as primeiras imagens da adaptação de “Vermelho, Branco e Sangue Azul” (Red, White & Royal Blue), best-seller de Casey McQuiston. A comédia romântica traz Taylor Zakhar Perez (“A Barraca do Beijo 3”) como Alex Claremont-Diaz, filho da presidente dos Estados Unidos, interpretada por Uma Thurman (“Kill Bill”), e Nicholas Galitzine (“Cinderela”) na pele do príncipe britânico Henry. A trama gira em torno de Alex e o príncipe Henry, que têm muito em comum: beleza estonteante, carisma inegável, popularidade internacional e um total desdém um pelo outro. Separados por um oceano, a rivalidade entre os dois nunca foi um problema, até que um desastroso – e muito público – confronto em um evento real se torna alimento para tabloides, potencialmente colocando em risco as relações entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha no pior momento possível. Em modo de controle de danos, suas famílias poderosas e respectivos manipuladores profissionais forçam os dois rivais a uma “trégua” encenada. Mas o que a princípio começa como uma amizade falsa e instagramável se transforma em algo mais significativo do que Alex ou Henry poderiam imaginar. Logo Alex se vê envolvido em um romance secreto com um Henry surpreendentemente desajeitado, o que pode complicar a campanha de reeleição de sua mãe e implodir de vez as relações entre as duas nações. Detalhes da Produção e Elenco A adaptação é assinada pelo dramaturgo Matthew López (“The Inheritance”), vencedor do Tony, que escreveu e vai dirigir a adaptação, em sua estreia em longas-metragens. A produção é de Greg Berlanti (o criador do “Arrowverso”) com sua sócia Sarah Schechter, da Berlanti/Schechter Films. O filme também conta no elenco com Clifton Collins Jr. (“Westworld”), Sarah Shahi (“Adão Negro”), Rachel Hilson (“Com Amor, Victor”), Stephen Fry (“Sandman”), Ellie Bamber (“Willow”) e Thomas Flynn (“Bridgerton”). A estreia estpa marcada para o dia 11 de agosto na plataforma Prime Video. EM COMPLETA SITUAÇÃO DE 🅰️🅰️🅰️🅰️ COM AS PRIMEIRAS IMAGENS DE VERMELHO BRANCO E SANGUE AZUL 😭😭😭 dia 11/8 eles vão fazer história mesmo 🤧 pic.twitter.com/1fFWuqaMCe — Prime Video Brasil (@PrimeVideoBR) June 12, 2023 The drama, the tension, the royalty pic.twitter.com/xJv6uCD9YA — Prime Video (@PrimeVideo) June 12, 2023
Pedro Sampaio esclarece tatuagem do Bob Esponja: “Ele era LGBT”
Pedro Sampaio revelou, no podcast “Quem Pode Pod”, que fez uma tatuagem do Bob Esponja após descobrir que o personagem é identificado como LGBT+. A informação surgiu depois que o cantor entregou uma pelúcia à Fernanda Paes Leme e Giovanna Ewbank. As apresentadoras questionaram o motivo do presente inusitado, o que motivou Pedro a confessar a importância da figura infantil em sua vida. “Bob Esponja sempre foi importante pra mim, porque eu sempre assisti para esquecer das coisas. É muito leve, eu gosto muito de coisas assim que são inocentes, do bem”, respondeu ele. Na sequência, o cantor mostrou a tatuagem e contou detalhes da homenagem feita na perna: “Eu só tatuei ele quando veio essa notícia que ele era LGBT. Tem essa ‘fic’ aí, eu acreditei e fui fundo”, admitiu. “E acho que o criador confirmou. Faz sentido, porque é uma coisa que você não olha e define. Vai continuar sendo a mesma coisa”, completou seu raciocínio sobre o personagem adorado. Bob Esponja é membro do vale Em junho de 2020, o perfil oficial da Nickelodeon confirmou que o Bob Esponja, de fato, se identifica com a comunidade LGBTQIAPN+. O público suspeitava da informação há anos, praticamente, desde a estreia do desenho animado. Na ocasião, o canal publicou no Twitter algumas fotos comemorativas do Mês do Orgulho, onde o personagem apareceu entre as imagens editadas de forma colorida.
Liniker destaca importância da luta contra o preconceito no “Papo de Segunda”
Liniker participou do primeiro episódio do quadro “Kit Sobrevivência LGBTQIAPN+”, exibido no programa “Papo de Segunda” do GNT, onde destacou a importância da luta contra o preconceito. Segundo a artista, a população precisa respeitar a diversidade para além das datas especiais. “Acho que o Mês do Orgulho é mais um mês. Nós, corpos LGBTQIA+, somos só lembrados, principalmente, nessa data”, afirmou ela. “Mas eu vivo em janeiro, fevereiro, março, abril… Acho importante toda essa celebração em prol da nossa resistência, em prol da nossa existência. Mas é importante a gente pensar quais são os outros meses que corpos LGBTQIA+ também têm importância, não só no mês de junho.” Liniker destacou que seu processo artístico se tornou algo indispensável para mostrar a importância da pluralidade. “A poesia me deu chão primeiro e, depois, as músicas começaram a ser os adornos. Então, é muito especial e bonito hoje poder sobreviver do meu trabalho, da minha arte, e saber que tantas pessoas se inspiram nessas canções. Essa foi a forma que eu consegui mostrar com clareza que sou um corpo um corpo plural e não só um corpo LGBTQIA+. Que eu componho, sofro, sinto, desejo”, pontuou a artista. Por fim, a cantora reforçou a necessidade de se colocar no lugar do próximo e de se entender outras realidades: “É muito importante que a escuta seja uma força principal de qualquer elo. Acho que, às vezes, falta escuta.” “Por mais que a pessoa não viva uma realidade de LGBTQIA+, ela tem dificuldade de entender a nossa vivência porque ela não sabe ouvir. Dentro da nossa trajetória, a gente não está esperando aceitação ou validação. A gente está esperando respeito”, completou Liniker.
Nanda Costa e Lan Lahn lançam série documental no GNT
O canal pago GNT lança nesta terça (6/6) a série documental “Do Amor e de Luta”. O projeto tem como objetivo celebrar o mês do orgulho LGBTQIAPN+, e traz a atriz Nanda Costa e a percussionista Lan Lahn, juntas desde 2014, em uma viagem às questões importantes da comunidade. Inicialmente, a série vai narrar a história pessoal de cada uma, bem como a trajetória enquanto casal e como mães de duas meninas, aprofundando enfrentamentos, dilemas familiares e até mesmo a pressão para que elas assumissem sua sexualidade. Para além da história de Nanda e Lan, a produção também irá trazer histórias de outros casais e famílias LGBTQIAPN+. O público poderá assistir homens e mulheres que enfrentaram alguns dos problemas vividos pelo casal protagonista, bem como todos os desafios da sociedade em núcleos familiares fora do padrão. “A chegada das gêmeas foi uma realização pra gente e para as nossas famílias. Também nos trouxe outros desejos, como de, por exemplo, ir atrás de nossas raízes e de conhecer outras famílias plurais e diversas. Acho que num movimento de ajudar a naturalizar cada vez mais outros formatos familiares”, disse Nanda em comunicado sobre o projeto. O documentário traz relatos reais. Para a realização, Lan Lanh e Nanda tiveram que entrar em universos de pessoas distintas e conversar sem medo de abordar temas doloridos “Daqui a pouco, as nossas meninas vão viver outras experiências, vão pro mundo. Elas já nasceram com duas mães, para elas é natural. Trocar sobre circunstâncias como a entrada de filhos na escola, por exemplo, com outras famílias permite não só a nós, mas ao público refletir e acolher núcleos familiares diferentes daqueles a que estão acostumados”, diz Lan. A série documental foi criada e dirigida por Tatiana Issa (“Br Trans”), ganhadora de três Emmys por seu trabalho documental. A produção da série é dividida com Guto Barra, revivendo a parceria de “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez”. Os dois são fundadores da Producing Partners. Com estreia às 23h15 desta terça, “Do Amor e de Luta” possui quatro episódios de 30 minutos.
Renata Sorrah desmente bissexualidade: “Estava emocionada”
Renata Sorrah (“Vai Na Fé”) desmentiu no domingo (4/6) ter se assumido bissexual durante a peça teatral “Manifesto Transpofágico”, exibido no mês passado. A artista esclareceu que teria se emocionado com a apresentação e disse que queria interagir com a atriz Renata Carvalho. A confusão começou pouco antes do fim da atração, quando Carvalho decidiu conversar com o público sobre relações afetivas. Na ocasião, a atriz trans questionou quem se identificava como bissexual. Discreta, Sorrah não hesitou em levantar o braço. A cena foi flagrada por um jornalista, que divulgou a notícia no jornal Extra como uma confirmação sobre a sexualidade da artista de 76 anos. “Colocaram como se aquilo fosse uma declaração minha sobre bissexualidade. Não foi uma declaração de nada”, rebateu Sorrah ao jornal O Globo. “Tudo que Renata [Carvalho] perguntasse naquele momento eu levantaria a mão só para estar junto. ‘Quem é trans?’, ‘Quem é hétero?’. Ali eu era tudo. Estava emocionada com as mães, as irmãs de mulheres e homens transexuais que estavam lá”, afirmou Sorrah, que estaria apenas sendo atriz. Renata Sorrah reforçou que a “apropriação do vale” foi apenas uma demonstração de apoio à comunidade LGBTQIAPN+: “Levantei a mão no sentido de estar de braço dado com todes, todos e todas essas pessoas maravilhosas que estavam lá”, concluiu ela.
Globo censura sexta cena LGBTQIAPN+ em um mês
A rede Globo censurou mais um beijo entre pessoas do mesmo sexo. Depois de evitar três vezes os beijos de Clara (Regiane Alves) e Helena (Priscila Sztejnman) em “Vai na Fé”, outro casal LGBTQIAPN+ teve cenas de afeto cortadas no capítulo deste sábado (3/6) da novela das sete. A decisão foi criticada pelo público nas redes sociais. “Cortou de novo?”, questionou um internauta. Nos roteiros entregues aos atores, havia a indicação explícita de um beijo entre Vini (Guthierry Sotero) e Yuri (Jean Paulo Campos): “No alívio, os dois se encaram. Rola um clima. Yuri, mais tentado que nervoso, dá um selinho em Vini”. Entretanto, a Globo optou por apenas deixar o beijo apenas subentendido. Mesmo sem mostrar o beijo, a troca de afeto foi registrada por uma fala do personagem de Guthierry Sotero. “Por que tu tem vergonha de beijar um cara?”, questionou o rapaz. Além dos quatro beijos em “Vai na Fé”, duas sequências amorosas entre as personagens de Camila Pitanga (“Velho Chico”) e Elisa Volpatto (“Bom Dia, Verônica”) em “Aruanas” também foram censuradas pela emissora. Enquanto a novela das sete tem um público evangélico e mais conservador, “Aruanas” é uma produção de cunho mais progressista e exibida após as 22h, supostamente para pessoas adultas. A decisão de cortar pela sexta vez uma manifestação de carinho LGBTQIAPN+ consolidou na Globo o estigma de retrocesso. Os cortes, que buscam tornar invisível o afeto LGBTQIAPN+, foram acompanhados pela decisão de esconder o especial “Falas de Orgulho” na grade da madrugada. No início deste ano, a Globo informou que o especial seria exibido após a novela das nove, assim como aconteceu há dois anos atrás, quando o projeto recebeu diversos elogios e marcou 16,9 pontos de audiência na Grande São Paulo. Contudo, nas últimas semanas a emissora informou ter mudado os planos, optando por apresentar o documentário dedicado ao mês de orgulho LGBTQIAPN+ depois da “Tela Quente”, por volta da meia-noite. A mudança de horário escancara a nova e surpreendente postura da emissora, que após marcar posição a favor das minorias durante o governo ultraconservador de Jair Bolonaro, fecha as portas por vontade própria em plena abertura cultural do governo Lula. Um detalhe dos bastidores pode explicar a reviravolta. O recrudescimento coincide com a saída de Ricardo Waddington e a nomeação de Amauri Soares para comandar os Estúdios Globo.
Após censurar lésbicas, Globo esconde especial LGBT+ na grade da madrugada
Após censurar diversas cenas homoafetivas, a TV Globo optou por esconder o especial “Falas de Orgulho” na grade da madrugada. A decisão acontece em meio a uma escalada de conservadorismo da emissora, que transparece estar “assustada” com a diversidade LGBTQIAP+. No início deste ano, a Globo informou que o especial seria exibido após a novela das nove, assim como aconteceu há dois anos atrás, quando o projeto recebeu diversos elogios e marcou 16,9 pontos de audiência na Grande São Paulo. Contudo, a emissora optou por apresentar o documentário depois da “Tela Quente”, por volta da meia-noite, já que a sessão de filmes será um pouco mais curta do que o habitual. Vale citar que outros especiais do projeto “Falas” têm sido exibidos na faixa das 23h30. A mudança de horário está sendo considerada significativa pelo público, que tem criticado a Globo por tesourar cenas românticas entre pessoas do mesmo sexo em suas produções. Muitos apontaram hipocrisia da emissora fazer um especial sobre diversidade quando está cada vez mais claro que a emissora não se importa com o Mês do Orgulho. O documentário é repleto de histórias emocionantes sobre diversidades e acolhimento, porém a edição deve centrar sua história num casal sáfico, Lena (Ana Flávia Cavalcanti) e Kátia (Kika Sena). Na trama, Lena é uma mulher cisgênero que decide morar com sua esposa trans numa casa que recebeu de herança. Elas terão dificuldades para se adaptar à vizinhança. “Falas de Orgulho” será exibida no dia 26 de junho.
Ana Paula Padrão é detonada por usar pronome neutro: “Críticas raivosas”
Ana Paula Padrão recebeu inúmeras críticas depois de usar pronome neutro na abertura do “MasterChef Brasil”, programa exibido na terça-feira (23/5). A apresentadora não deixou barato e se manifestou sobre “o elefante na sala” em seu Instagram. A confusão começou porque a apresentadora iniciou o episódio de maneira inclusiva: “Olá, agora sim de forma definitiva, sejam muito bem-vindas, bem-vindos e bem-vindes à cozinha do ‘MasterChef 10’”, disse ela. Essa não foi a primeira vez que a Ana Paula usou o pronome neutro na atração, mas os espectadores ainda não suportam a tentativa de neutralizar o gênero. Dentre os argumentos dos “incomodados”, eles dizem que pessoas surdas sofrerão com o uso da linguagem neutra. No entanto, a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) não emprega gêneros nas frases. Além disso, há usuários de leitores de tela que não se incomodam com o uso das letras “e” e “u” para neutralizar o gênero dos indivíduos. A adesão do pronome neutro não atrapalha a leitura. Na quarta-feira (24/5), Ana Paula Padrão se pronunciou sobre os ataques recebidos nas redes sociais. A famosa explicou ter usado a expressão por conta de Wilton, uma pessoa participante da edição que se define como não-binária. “Toda vez que eu uso palavras como ‘bem-vindes’ ou ‘todes’, eu recebo críticas raivosas, agressivas, muitas vezes desrespeitosas mesmo. Parece que o uso da linguagem neutra dói em muita gente. E por quê?”, refletiu a apresentadora. “O argumento dessas pessoas é que eu tô matando a gramática da língua portuguesa”, disse ela, que acrescentou ter sido acusada de ser um mau exemplo para os jovens. “A reação não é ao uso do idioma, é ao que esse uso representa. Gente, palavra tem muito poder.” Na sequência, Ana Paula reforçou a existência de indivíduos LGBTQIAPN+: “Quando eu uso a linguagem neutra porque eu sei que há ali ou pode haver ali na minha frente alguém que se identifica como não-binário, eu estou reconhecendo a existência dessa pessoa. E é isso que dói em quem não aceita essa existência”, pontuou. “Eu pretendo sim deixar o outro ter luz na sociedade, ainda que ele seja muito diferente de mim. Quando eu trato essa pessoa com os pronomes que ela escolheu pra se definir, eu dou visibilidade a ela, eu reconheço que ela tem o direito de existir, e não uma existência apartada da sociedade, ignorada, varrida pra debaixo do tapete. Eu vou continuar tratando essas pessoas assim, e os incomodados podem ir se mudando”, concluiu a famosa. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ana Paula Padrão (@anapaulapadraooficial)
“Todas as Flores” ignora censuras e lança beijo sáfico no streaming
Na contramão da censura, “Todas as Flores” antecipou o final feliz de Gabriela (Camila Alves) e Laura (Amanda Mittz). Na série do Globoplay, as personagens escancaram o amor e trocam um beijo sáfico de tirar o fôlego. Recentemente, a TV Globo optou por vetar as cenas homoafetivas que seriam vistas em “Vai na Fé” e na série “Aruanas”. A emissora alegou ter medo de rejeição por parte dos telespectadores mais conservadores, porém não há indícios de desaprovação por parte majoritária do público. A cena sáfica de “Todas as Flores” deixou evidente que a censura da emissora está presente apenas na TV aberta, que deveria acompanhar o comportamento da sociedade brasileira e aproximar ainda mais sua audiência. Apesar do ponto positivo, a sequência sáfica de “Todas as Flores” não constava no texto apresentado no capítulo 79, mas não quer dizer que o romance teria sido escondido da produção. Acontece que há um trabalho minucioso nos bastidores com os deficientes visuais do elenco, como é o caso de Camila Alves. No diálogo final, as coadjuvantes vão ressaltar a inclusão na saga escrita por João Emanuel Carneiro. A cena digna de filme mostrará as dificuldades vividas por Gabriela, que terá que mudar sua maneira de se relacionar mesmo já apaixonada por Laura. O romance deve atingir um novo patamar assim que a funcionária da Rhodes, que é defensora do amor livre, se abrir para um relacionamento monogâmico. O casal será alvo do “cupido” Márcio (Cleber Tolini) para aceitar a reconciliação. Com um encontro marcado, Márcio não comparecerá no restaurante com o intuito de reaproximar o casal. O encontro acontece no local onde a dupla trocou os primeiros afetos, e a oportunidade será aproveitada por Gabriela, que vai se declarar à Laura. “Queria aproveitar que a gente está aqui para dizer que eu fiquei pensando muito na gente nos últimos dias. Eu me sinto disposta e aberta a me relacionar de uma forma diferente do que a que eu vinha me relacionando nos últimos tempos. Eu fico falando para todo mundo dessa coisa de liberdade. Mas eu não quero que a liberdade seja uma prisão que me impeça de ficar com quem eu amo”, dirá a personagem de Camila Alves.












