William Friedkin, diretor de “O Exorcista”, morre aos 87 anos
O diretor William Friedkin, vencedor do Oscar por “Conexão Francesa” (1971) e responsável pelo icônico “O Exorcista” (1973), faleceu nesta segunda-feira (7/8) em Los Angeles aos 87 anos. Com uma carreira de mais de cinco décadas, ele era um dos diretores mais admirados da “Nova Hollywood”, uma onda de cineastas brilhantes que deixaram sua marca na década de 1970, como Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Michael Cimino, Peter Bogdanovich, Steven Spielberg e George Lucas, entre outros. Início de carreira Nascido em Chicago em 29 de agosto de 1935, Friedkin era filho único de uma ex-enfermeira que ele chamava de “santa” e de um pai que alternava entre empregos para pagar as contas. Ambos vieram com suas famílias judaicas em fuga da Ucrânia após os pogroms do início do século 20. Friedkin começou sua carreira cuidando das entregas de correio de uma estação de TV de Chicago, WGN, onde rapidamente ascendeu para a direção de programas de televisão ao vivo e documentários. Ele afirmou ter dirigido cerca de 2 mil programas de TV durante esses primeiros anos, incluindo o documentário de 1962 “The People vs. Paul Crump”, sobre a reabilitação de um homem no corredor da morte. O documentário ganhou o Golden Gate Award no San Francisco Film Festival e o levou a liderar a divisão de documentários da WBKB e, posteriormente, a um trabalho dirigindo documentários para o produtor David L. Wolper. A transição para o cinema aconteceu com “Good Times” (1967), uma comédia musical estrelada pelo casal de cantores Sonny e Cher. O filme, que parodiava vários gêneros de filmes populares da época, como westerns, filmes de espionagem e dramas de guerra, foi uma oportunidade para Sonny e Cher mostrarem seu talento cômico e musical. Embora não tenha sido um grande sucesso de bilheteria, a obra serviu como um trampolim para a carreira de Friedkin. Após “Good Times”, Friedkin dirigiu outra comédia musical, “Quando o Strip-Tease Começou” (1968), e o suspense “Feliz Aniversário” (1968), adaptação da peça homônima de Harold Pinter, que recebeu elogios da crítica e ajudou a estabelecer a reputação do cineasta. Este filme, juntamente com outra adaptação de teatro, “Os Rapazes da Banda” (1970), demonstrou a habilidade de Friedkin em trabalhar com material dramático complexo e temas provocativos. Primeiro impacto O cineasta começou a dizer a que veio com “Os Rapazes da Banda”, drama baseado na peça de Mart Crowley sobre um grupo de homossexuais em Nova York. O longa marcou época como uma das primeiras produções de Hollywood a retratar personagens gays de maneira aberta e sem julgamentos, e é considerado uma das obras mais importantes da representação LGBTQIAPN+ no cinema. Na época, foi um escândalo, mas não afetou sua carreira como muitos lhe avisaram. Na verdade, teve efeito contrário. A influência de “Os Rapazes da Banda” na trajetória de Friedkin não pode ser subestimada. O filme demonstrou a habilidade do cineasta em lidar com material provocativo e complexo, e estabeleceu-o como um diretor disposto a correr riscos e a desafiar as convenções de Hollywood. A consagração de “Conexão Francesa” A consagração de Friedkin veio no ano seguinte com “Conexão Francesa” (1971), um thriller policial baseado em uma história real sobre dois detetives da polícia de Nova York que tentam interceptar um grande carregamento de heroína vindo da França. Filmado com um orçamento modesto de US$ 1,5 milhão, fez bom uso da experiência documental do diretor para registrar realismo visceral e suspense de tirar o fôlego. A sequência de perseguição de carro do policial Popeye Doyle, interpretado por Gene Hackman, a um trem elevado sequestrado no Brooklyn, é frequentemente citada como a melhor cena de perseguição de carro já filmada. Ela foi rodada sem permissões oficiais nas ruas do Brooklyn, de forma clandestina e em meio ao tráfego real. Friedkin queria que a sequência fosse o mais autêntica possível, então ele e sua equipe filmaram uma perseguição real em alta velocidade, com Hackman de fato dirigindo seu carro. “Conexão Francesa” dominou o Oscar de 1972, vencendo o prêmio de Melhor Filme, Ator (Gene Hackman), Edição, Roteiro Adaptado e, claro, Melhor Direção. A revolução de “O Exorcista” Friedkin conseguiu superar a tensão de “Conexão Francesa” com “O Exorcista”, adaptação do best-seller de terror de William Peter Blatty sobre a possessão demoníaca de uma jovem. Lançado no final de dezembro de 1973, tornou-se um sucesso fenomenal, um dos maiores sucessos de bilheteria de Hollywood até aquela data, com vendas de ingressos de mais de US$ 200 milhões. Foi também o primeiro terror a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme – além de outras 9 estatuetas, incluindo novamente Melhor Direção. O filme é famoso por suas cenas intensas e efeitos especiais inovadores. Durante as filmagens, Friedkin usou várias técnicas para obter as reações desejadas de seus atores. Por exemplo, ele disparou uma arma no set para assustar Jason Miller (que interpretou o Padre Karras) e obter uma reação de choque genuína. Além disso, a cena em que Regan (Linda Blair), a menina possuída, vomita sopa de ervilha no Padre Karras foi realizada com uma mangueira escondida e a sopa foi realmente atirada no ator. Para completar, como teste para ver se a boneca animatrônica de Regan, que girava a cabeça em 360 graus, seria convincente o suficiente, pediu para a equipe levá-la em passeios de táxi, deixando motoristas apavorados – foi a primeira pegadinha de terror da História. Mas “O Exorcista” (1973) não foi um marco apenas no gênero de terror, com sua bilheteria recorde e tratamento de superprodução. Seu lançamento desempenhou um papel crucial na formação da era moderna dos blockbusters. O filme foi um fenômeno cultural e comercial, arrecadando mais de US$ 441 milhões em todo o mundo, um feito impressionante para a época. A década de 1970 foi um período de transição significativa para a indústria cinematográfica. Antes de “O Exorcista”, os filmes eram geralmente lançados em um pequeno número de cinemas e só depois se expandiam para um lançamento mais amplo. No entanto, “O Exorcista” quebrou esse molde com um lançamento em larga escala, chegando a centenas de cinemas simultaneamente. Esse método de distribuição, agora conhecido como “lançamento de saturação”, foi uma estratégia de marketing inovadora que ajudou a maximizar a receita do filme e a criar um burburinho imediato. Além disso, “O Exorcista” foi um dos primeiros filmes a usar uma campanha de marketing extensa e agressiva, com trailers provocativos e pôsteres icônicos que se tornaram sinônimos do filme. Essa abordagem de marketing, que agora é padrão na indústria cinematográfica, foi pioneira na época e contribuiu para o sucesso estrondoso do filme. O efeito de “O Exorcista” na indústria cinematográfica abriu caminho para os blockbusters que se seguiram, como “Tubarão” (1975) e “Guerra nas Estrelas” (1977), que usaram os mesmos métodos de saturação e campanhas de marketing agressivas para alcançar um público amplo e gerar receitas recordes, dando início ao cinema moderno. A ressaca Após o sucesso de “Conexão Francesa” e “O Exorcista”, Friedkin tornou-se um dos diretores mais venerados de Hollywood. No entanto, seu filme seguinte foi um documentário de 1975 em que entrevistava um de seus ídolos, o alemão Fritz Lang, diretor do clássico “Metrópolis” (1927) e de vários filmes noir famosos. Depois, decidiu fazer um remake de “O Salário do Medo”, o clássico thriller francês de Henri-Georges Clouzot de 1953. “O Comboio do Medo” (1977) trouxe Roy Scheider no papel originalmente interpretado por Yves Montand, mas a maioria dos críticos achou o filme longo e pouco emocionante em comparação ao original. Foi lançado ao mesmo tempo que “Guerra nas Estrelas” e sumiu rapidamente. Pelo menos, ganhou revisão histórica e voltou a ser considerado um filme importante com o passar do tempo, ao contrário de seu filme seguinte, a comédia policial “Um Golpe Muito Louco” (1978), pouquíssimo lembrada. Nova polêmica O diretor voltou a ousar com “Parceiros da Noite” (1980), com Al Pacino como um detetive de Nova York que se infiltra em bares gays e na subcultura S&M da cidade para resolver um assassinato. O filme provocou forte oposição de ativistas gays, que se opuseram à representação da comunidade e o consideraram nocivo à sua luta por aceitação, para grande desgosto de Friedkin. Mas este longa também se tornou cultuado com o passar dos anos. Alguns críticos e espectadores reavaliaram o filme, argumentando que, apesar de suas falhas, ele oferece uma visão fascinante e complexa da subcultura gay de Nova York no final dos anos 1970. Além disso, a performance intensa de Al Pacino e a direção estilizada de Friedkin foram reconsideradas, e o filme é atualmente reconhecido por sua abordagem sem rodeios de um tema que era considerado tabu na época. Influência nos anos 1980 Depois de marcar o cinema dos anos 1970, Friedkin criou nova estética cinematográfica que acabou adotada por vários cineastas dos 1980 com “Viver e Morrer em Los Angeles” (1985), outro de seus filmes emblemáticos. O thriller policial, que segue dois agentes federais (William Petersen e John Pankow) em uma caçada implacável a um falsificador de dinheiro (Willem Dafoe), é conhecido por sua paleta de cores vibrantes, cinematografia estilizada, abordagem fashion do mundo do crime e trilha sonora sintetizada pulsante, composta pela banda britânica Wang Chung. Esses elementos combinados criaram uma atmosfera que capturou a essência da cultura pop dos anos 1980. Friedkin criou uma nova linguagem, influenciada pela crescente popularidade dos videoclipes da época, aproveitando as técnicas visuais inovadoras que estavam sendo usadas nesse meio para criar uma obra que era tanto uma experiência sensorial quanto uma narrativa de suspense. Ele combinou cenas que pareciam sair da MTV com algumas de suas marcas mais conhecidas, incluindo outra perseguição de carros que é considerada uma das melhores de todos os tempos. Síntese visual dos anos 1980, o filme teve uma influência significativa para as produções de ação que se seguiram, especialmente os filmes de Tony Scott e Michael Bay. Volta matadora no século 21 Friedkin continuou a dirigir suspenses, terrores e filmes de ação, como “Síndrome do Mal” (1987), “A Árvore da Maldição” (1990), “Jade” (1995). “Regras do Jogo” (2000), “Caçado” (2003) e “Possuídos” (2006), mas nenhum deles teve um terço da repercussão de seus trabalhos anteriores. Seu último filme, “Killer Joe – Matador de Aluguel” (2011), foi um thriller sombrio estrelado por Matthew McConaughey como um assassino de aluguel, contratado por um jovem traficante de drogas (Emile Hirsch) para matar sua mãe e coletar o dinheiro do seguro. Quando o traficante não consegue pagar o adiantamento de Joe, ele sugere uma alternativa perturbadora: a irmã mais nova do jovem (Juno Temple) como “garantia sexual” até que o pagamento seja feito. Chocante, mas irresistivelmente envolvente, o filme baseado numa peça de Tracy Letts, foi classificado como NC-17, a mais elevada classificação etária permitida nos cinemas dos EUA, que normalmente limita a distribuição e a bilheteria de um filme. Friedkin não quis negociar e conseguiu lançar o filme sem cortes apenas para maiores de idade. Sacrificando o sucesso comercial, “Killer Joe” causou ótima impressão entre os críticos e ajudou a relançar Matthew McConaughey como um ator a ser levado a sério, capaz de uma performance ao mesmo tempo charmosa e aterrorizante, que ele não demonstrava ser capaz em suas comédias românticas – dois anos depois, McConaughey ganhou o Oscar de Melhor Ator por “Clube de Compra Dallas” (2013). Muitos alardearam “Killer Joe” como a volta de Friedkin à boa forma cinematográfica. Últimas obras O último lançamento do diretor em vida foi o documentário “The Devil and Father Amorth” (2017), sobre o padre exorcista Gabriele Amorth (que inspirou o recente filme de terror “O Exorcista do Papa”). Mas ele deixou finalizado o longa de ficção “The Caine Mutiny Court-Martial”, que terá première mundial nos próximos dias, durante o Festival de Veneza. O filme é baseado no livro de Herman Wouk, que narra o julgamento de um oficial da marinha por motim, após assumir o comando de um navio por sentir que o capitão estava agindo de maneira instável e colocando a vida da tripulação em risco. A...
Ne-Yo tem fala controversa sobre crianças trans: “Época estranha”
Ne-Yo teve uma fala controversa sobre o direito de crianças e adolescentes trangêneros receberem atendimento médico adequado. Em entrevista para a VladTV, o cantor norte-americano disse que eles não têm maturidade suficiente para “fazer escolhas”. Na conversa com Gloria Velez, o artista afirmou que não tem preconceito contra a comunidade LGBTQIAPN+, porém deixou claro que não concorda com identidades de gêneros, já que ele nasceu numa época em que “homem era homem e mulher era mulher”. “E havia dois gêneros, e foi assim que eu aprendi. Você pode se identificar como um peixinho dourado se quiser, não me importo. Isso não é da minha conta. Torna-se da minha conta quando você tenta me fazer jogar o jogo com você. Não vou te chamar de peixinho dourado”, afirmou ele em menção ao nome social. “Mas se você quer ser um peixinho dourado, seja um peixinho dourado. Vivemos em uma época estranha, cara.” Pai de sete filhos, Ne-Yo afirmou que as crianças precisam de limites pré-estabelecidos e condenou a criação livre de pais que têm filhos trans. “Se o seu garotinho vier até você e disser: ‘Papai, eu quero ser uma menina’. E você simplesmente o deixa ser? Ele tem 5 anos…”, tentou argumentar. “Se você deixar esse menino de 5 anos decidir comer doce o dia todo, ele vai fazer isso? Quando se tornou uma boa ideia deixar uma criança de 5 anos, deixar uma criança de 6 anos, deixar uma criança de 12 anos tomar uma decisão de mudança de vida por si mesma? Quando isso aconteceu? Eu não entendo.” Ne-Yo também comentou que permitiria que um de seus filhos brincassem com bonecas ou usassem roupas rosas, desde que ele entenda que “sempre” será um menino cisgênero. Com a repercussão negativa, o cantor apareceu no Instagram para reafirmar sua posição transfóbica: “Me fizeram uma pergunta e eu respondi. Minha opinião é minha.” “Não estou pedindo a ninguém que concorde comigo nem estou dizendo o que você pode ou não fazer com seus filhos. Dei minha opinião sobre um assunto e pronto. Por que eu deveria me importar se minha opinião o incomoda quando você não se importa se a sua incomoda alguém? As opiniões não são especiais. Todos nós temos um.” Ne-Yo fará apresentações em São Paulo O cantor Ne-Yo será uma das grandes atrações da estreia do The Town, festival de música organizado pelos mesmos criadores do Rock in Rio. Ele vai se apresentar em 7 de setembro, dia de shows de Maroon 5, Liam Payne e Ludmilla. Além deles, The Town reúne um grupo diversificado de estrelas da música nacional e internacional, como Bruno Mars, Foo Fighters, Garbage, Demi Lovato, Vitalic, Racionais MC’s, Luisa Sonza e Ney Matogrosso. O festival acontecerá no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, entre os dias 2 e 10 de setembro. Clique aqui para conferir a programação completa!
Regiane Alves não descarta relações amorosas com mulheres: “Por que não?”
A atriz Regiane Alves revelou ao jornal Extra que não descarta relações amorosas com mulheres caso sinta desejo. Recentemente, a interprete de Clara (“Vai na Fé”) reatou o namoro com o empresário Duda Peixoto. “Eu nunca tive vontade de ficar com mulher, mas, se um dia eu tiver esse desejo, não vou me privar de experimentar. Se pintar uma história de amor, por que não? Mas hoje realmente me satisfaço com homem”, afirmou a atriz entre risos. Regiane também disse que teve ensinamentos importantes sobre a comunidade LGBTQIAPN+ depois de interpretar Clara, que fez par romântico com Helena (Priscila Sztejnman). A artista pretende ensinar seus filhos João, de 9 anos, e Antonio, de 7, sobre respeito às diferenças. “Clara me ensinou o quanto é importante a gente se respeitar, colocar limite e se valorizar”, ela afirmou. “Quando eles me procuram com questões próprias da idade, eu tento não me esquivar. Busco falar até onde a informação faz sentido para eles.” “Eles têm uma mãe que é atriz e que luta pela diversidade. Vou deixar que meus filhos não pensem sobre esses assuntos? Confesso que é complicado, mas eu quero criar uma relação de confiança com os dois”, completou Regiane Alves. Casal sáfico O casal sáfico formado por Clara e Helena na novela “Vai na Fé” foi o centro das atenções da trama devido às censuras feitas pela TV Globo. Nas redes sociais, os espectadores publicaram diversas queixas e lembraram que a diretora Juh Almeida é uma mulher lésbica, e deveria sentir-se representada. A repercussão negativa sobre as cenas incomodou a emissora, que teve que emitir um comunicado para amenizar a situação: “Toda novela está sujeita a edição. Uma rotina que atende às estratégias de programação ou artísticas. Isso, inclusive, é sinalizado nos resumos de capítulos divulgados pela Globo.”
Faroeste queer de Pedro Almodóvar ganha data de estreia no Brasil
O média-metragem “Estranha Forma de Vida”, dirigido por Pedro Almodóvar, que foi exibido no Festival de Cannes, será exibido nos cinemas brasileiros. A plataforma MUBI e a O2 Play Filmes anunciaram que o filme estará disponível a partir de 14 de setembro em circuito limitado. O filme é um faroeste protagonizado por Ethan Hawke (“Cavaleiro da Lua”) e Pedro Pascal (“The Last Of Us”). A trama acompanha o romance dos dois cowboys. Silva (Pascal) cavalga pelo deserto para visitar seu amigo, o xerife Jake (Hawke), depois de 25 anos sem se verem. Eles se encontram e, no dia seguinte, Jake revela que o motivo da viagem não é apenas para relembrar a amizade deles. Faroeste queer Para Almodóvar, este filme é uma realização profissional, pois ele foi cotado para dirigir “O Segredo de Brokeback Mountain” (2005) mas acabou não pegando o trabalho. O fato é uma inspiração assumida para “Estranha Forma de Vida”. “Este é um faroeste queer, no sentido de que existem dois homens e eles se amam, mas se comportam nessa situação de maneira oposta”, disse Almodóvar em um episódio de “Dua Lipa: At Your Service”. “O que posso dizer sobre o filme é que ele tem muitos elementos do faroeste. Tem o pistoleiro. Tem o rancho. Tem o xerife. Mas o filme tem o que a maioria dos faroestes não tem, é o tipo de diálogo, que eu acho que nenhum filme desse gênero capturou entre dois homens”. A produção de 30 minutos também destaca o ator espanhol Manu Ríos (“Elite”), trilha sonora de Alberto Iglesias (indicado quatro vezes ao Oscar, mais recentemente por “Mães Paralelas”) e figurinos da grife Saint Laurent, que também atua como produtora associado do projeto. Veja abaixo o pôster nacional, com a data de estreia, e o trailer internacional.
Deborah Secco viverá caminhoneira lésbica em novo filme
A atriz Deborah Secco (“Bruna Surfistinha”) assumirá o papel de uma caminhoneira que se envolve romanticamente com uma prostituta num novo filme. Segundo o jornal O Globo, a trama será filmada entre Palmas e Porto Velho, e gira em torno das personagens que, após matar um cafetão, fogem juntas. O projeto, produzido pela O2, está previsto para o próximo ano. Uma história de amor e fuga A personagem de Deborah, chamada Maura, inicia sua jornada quando faz uma parada em um bar que também funciona como prostíbulo. Ao retornar ao seu veículo, ela encontra uma garota de programa pedindo carona. As duas são abordadas pelo gigolô, que tenta levar a moça à força de volta. No entanto, elas conseguem entrar no caminhão e atropelam o homem, fugindo em seguida. A partir daí, começa a aventura. Enquanto as duas se envolvem e atravessam vários pontos do interior do Brasil, são constantemente perseguidas por criminosos ligados ao homem que mataram. Chegando à fronteira com a Bolívia, elas tomam uma decisão importante sobre o futuro delas. A atriz que interpretará a prostituta ainda não foi escolhida. Direção Ainda sem título, o filme marcará um reencontro do diretor Luís Pinheiro com Deborah Secco, a quem dirigiu na comédia “Mulheres alteradas” (2018). Além de dirigir, Luís Pinheiro também é o autor dos roteiros junto com Carla Meireles. Os dois trabalharam juntos na comédia “Vale Night” e “Manhãs de Setembro”, série do Prime Video estrelada por Liniker. A produtora O2 está atualmente captando recursos para o longa, que, de acordo com O Globo, poderá ser exibido no Globoplay.
Alinne Moraes viverá lésbica na próxima novela da Globoplay
Alinne Moraes voltará a interpretar uma personagem lésbica na novela “Guerreiros do Sol” da Globoplay. Há 20 anos, a atriz ficou marcada por seu papel em “Mulheres Apaixonadas” (2003), onde deu vida à adolescente Clara, que se apaixona por uma colega de escola. Na nova trama passada no início do século 20, Alinne viverá a militante feminista Jânia que se apaixonará por uma amiga. A personagem será casada com Idálio (Daniel de Oliveira), filho de Elói (José de Abreu). Jânia é uma mulher politizada e interessada pelos negócios, mas acabou forçada a se casar por conta dos interesses familiares em unir seus empreendimentos. Ela encontra refúgio na biblioteca do sogro, onde passará seus dias. Em dado momento, a personagem de Alinne se torna amiga íntima de Rosa (Isadora Cruz), que também será obrigada a casar-se com Elói e acaba virando sogra de Jânia. A mocinha pedirá ao marido para a irmã Otília (Alice Carvalho) morar com eles. Jânia se tornará ainda mais próxima das irmãs e, aos poucos, perceberá seu interesse afetivo por Otília. Ela ficará surpresa com o despertar de sentimentos que nunca imaginou que pudessem existir. Guerreiros do Sol Depois do sucesso de “Todas as Flores” (2022), a próxima novela exibida no Globoplay será ainda mais curta com apenas 45 capítulos. A trama será menor até que a sequência de “Verdades Secretas” (2021). O folhetim será inspirado na história de Lampião e Maria Bonita, porém com detalhes anacrônicos – à frente de seu tempo. A produção será dirigida por Rogério Gomes (“Além do Tempo”) com roteiros de George Moura (“Carga Pesada”) e Sérgio Goldenberg (“O Rebu”). O elenco ainda inclui Irandhir Santos (“Pantanal”), Osmar Prado (“Pantanal”), Alexandre Nero (“Travessia”), Nathalia Dill (“A Dona do Pedaço”) e Alice Carvalho (“Septo”). As gravações de “Guerreiros do Sol” já começaram e devem terminar em fevereiro do próximo ano. Já sua estreia está prevista para o terceiro trimestre de 2024.
Jesuita Barbosa nega agressão de namorado e atribui denúncia à “impulso inconsequente”
O ator Jesuita Barbosa, que viveu Jove no remake da novela “Pantanal”, causou preocupação entre os fãs após fazer uma postagem no Instagram na segunda-feira (17/7), afirmando que seu namorado, o designer Cícero Ibeiro, havia sido violento com ele. No entanto, o ator negou que tenha sido agredido pelo companheiro. “Esclareço que num impulso inconsequente, movido por um momento de estresse emocional, cometi a infeliz ação de dividir um post (e apagar em seguida) que não se sustenta”, afirmou o artista em nota enviada à imprensa. “Não fui agredido fisicamente ou verbalmente nem sofri nenhum ato abusivo. Esta ação atingiu de forma indevida meu companheiro, Cícero Ibeiro, e isto deve ser reparado”, completou. Apesar de ter sido excluída pouco tempo depois, a postagem rendeu muita repercussão e preocupação entre os fãs do ator. Na publicação, Jesuita escreveu: “C.I. me usou, me gravou inutilidades. Me deixou exposto, me abandonou. Não estou bem e fui agredido pelo meu partner [parceiro, em inglês]”. O casal Jesuita Barbosa e Cícero Ibeiro começaram a se relacionar em abril de 2022, após se conhecerem por meio de um aplicativo de relacionamento. Além de compartilharem momentos juntos nas redes sociais, eles frequentam eventos públicos como casal, como a estreia do monólogo de Vera Holtz, “Ficções”, em São Paulo, no início do ano. Na ocasião, trocaram beijos apaixonados e demonstraram sintonia. Em 2017, Barbosa, disse à revista Veja que era bissexual: “Sou livre e fico com quem eu quiser, seja homem ou mulher. Prefiro não me bloquear”. Antes do relacionamento com Cícero Ibeiro, o ator teve um relacionamento de sete anos com o também ator e fotógrafo Fábio Audi, que terminou em 2021. O ator pernambucano já estrelou longas como “Tatuagem”, “A Filha do Palhaço”, “Praia do Futuro” e “O Grande Circo Místico”, mas estourou mesmo com o remake da novela “Pantanal”, da TV Globo, em que deu vida ao filho urbano do fazendeiro José Leôncio, vivido por Marcos Palmeira. O folhetim bateu recordes de audiência na TV e causou frisson na internet.
Demi Lovato assumiu sexualidade para os pais aos 25 anos
Demi Lovato revelou ter assumido sua sexualidade para os pais somente aos 25 anos de idade. Durante uma entrevista à rádio americana SiriusXM, a cantora se abriu sobre os motivos que a levaram a evitar ter essa conversa. Hoje, aos 30 anos, Demi é bastante aberta sobre sua identificação na comunidade LGBTQIAPN+. “Demorou até eu ter 25 anos para me assumir para minha mãe”, confessou. “Na época, eu era bissexual e depois percebi que era pansexual. Levei um tempo”. Atualmente, a cantora utiliza os pronomes ela/dela e eles/deles. Ela detalhou que cresceu em um ambiente cristão e decidiu não se abrir com as pessoas até se sentir confortável com isso. Em 2015, quando lançou a faixa “Cool for the Summer”, a cantora cantou um trecho sugestivo que dava a entender que ela também gostava de se relacionar com mulheres. “Me diga o que você quer / O que você gosta, está tudo bem / Eu estou um pouco curiosa também / Me diga se isso é errado / Se é certo, eu não me importo / Eu consigo guardar um segredo, e você?”, canta. Ao longo da letra, ela ainda diz a frase “gostei do sabor da cereja, só preciso dar uma mordida”. Diante disso, ela tomou coragem para ter uma primeira conversa sobre sua sexualidade com seu padrasto. “Eu disse: ‘Ei, preciso te contar algo.'”, conta. “Eu disse: ‘Também gosto de garotas’, e ele respondeu: ‘Sim, eu sei. Você lançou ‘Cool for the Summer'”. Já com sua mãe, o tom de aceitação também foi demonstrado de primeira. “Ela quase começou a chorar e disse: ‘Eu só quero que você seja feliz'”. A cantora destacou que a reação da mãe foi “muito valiosa e gratificante” porque “há tantos pais que não reagem dessa forma” e “isso parte o meu coração”. Desistiu do pronome neutro Após o lançamento de “Cool for the Summer”, a cantora recebeu diversos questionamentos sobre sua sexualidade. “Eu não confirmo e eu definitivamente não nego. Todas as minhas músicas são baseadas em experiências pessoais. Não acho que tenha nada de errado em experimentar”, ela disse em uma entrevista ao programa Alan Carr’s Chaty Man na época. Foi somente em 2017 que Demi se assumiu oficialmente para o público. A revelação foi feita pela cantora durante o seu documentário “Simply Complicated”, lançado no Youtube. “Eu saio tanto com homens quanto mulheres. Eu sou aberta à conexão humana. Para mim, não importa se é com um homem ou uma mulher”, confessou em uma das cenas. Em 2021, ela declarou que se enxergava como uma pessoa não binária, ou seja, alguém que não se identifica totalmente com os gêneros feminino ou masculino – adotando os pronomes neutros. Entretanto, no último mês de junho a cantora explicou que voltou a usar o pronome feminino. “Eu sempre tive que educar as pessoas e explicar por que me identificava com esses pronomes. Tem sido absolutamente exaustivo”, confessou em entrevista a GQ Hype Spain. “Simplesmente cansei”, disse, aceitando ser chamada de “ela” como foi durante toda a vida. Mas ressaltou “Sei que é importante continuar divulgando”.
Jesuita Barbosa posta que foi agredido pelo namorado e apaga
O ator Jesuita Barbosa, conhecido por seus papéis em produções como “Pantanal”, “O Rebu” e “Verão 90”, fez uma declaração preocupante em suas redes sociais na noite desta segunda-feira (17). Ele acusou o namorado, Cícero Ibeiro, de agressão. Em um texto publicado nos stories do Instagram, Jesuita usou as iniciais “C.I.”, possivelmente referindo-se a Cícero, e fez seu desabafo: “C.I. me usou, me gravou inutilidades, me deixou exposto, me abandonou. Não estou bem e fui agredido pelo meu partner”. Pouco depois, a postagem foi apagada e o ator não deu mais detalhes sobre o ocorrido. Não foram divulgadas imagens das alegadas agressões e o ator também não esclareceu se prestou queixa contra o namorado ou se adotou medidas legais. O casal Jesuita Barbosa e Cícero Ibeiro começaram a se relacionar em abril de 2022, após se conhecerem por meio de um aplicativo de relacionamento. Além de compartilharem momentos juntos nas redes sociais, eles frequentam eventos públicos como casal, como a estreia do monólogo de Vera Holtz, “Ficções”, em São Paulo, no início do ano. Na ocasião, trocaram beijos apaixonados e demonstraram sintonia. Em 2017, Barbosa, disse à revista Veja que era bissexual: “Sou livre e fico com quem eu quiser, seja homem ou mulher. Prefiro não me bloquear”. Antes do relacionamento com Cícero Ibeiro, o ator teve um relacionamento de sete anos com o também ator e fotógrafo Fábio Audi, que terminou em 2021.
Tom Holland viraliza com cena gay na série “Entre Estranhos”. Veja o momento
Tom Holland, que ficou famoso como intérprete do Homem-Aranha no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês), chamou a atenção da internet neste fim de semana por um motivo diferente: uma cena de sexo com outro homem na série “Entre Estranhos” (The Crowded Room), disponível na plataforma Apple TV+. O ator de 27 anos surpreendeu a audiência com momentos intensos dentro do banheiro de uma casa noturna, fazendo seu nome entrar nos tópicos mais comentados do Twitter. Na série, Holland dá vida a Danny Sullivan, um homem preso após se envolver em um tiroteio em Nova York. À medida que narra sua história para Rya Goodwin, personagem de Amanda Seyfried (“The Dropout”), Danny descobre que tem transtorno dissociativo de identidade, similar ao personagem do filme “Fragmentado” (2016). Transformação sexual No oitavo episódio da produção, Holland surpreende o público ao interpretar uma das identidades de Danny, Ariana, uma mulher, o que justifica o envolvimento do personagem com outro homem. Essa mudança significativa do ator, que até então interpretava personagens mais tranquilos, gerou uma série de comparações com Zendaya, sua namorada na vida real, que também transitou do estrelato adolescente da Disney para um papel marcante em “Euphoria”, como a jovem viciada Rue. Reagindo à repercussão da cena polêmica, Holland declarou ao The Hollywood Reporter que não considera o momento “ousado”, mas sim crucial para a narrativa de seu personagem. “Não é um marco. Não é algo que eu fique tipo, ‘Oh, uau. Consegui interpretar meu primeiro personagem com uma preferência diferente da que eu tenho.’ É obviamente um pouco mais complexo do que isso. Foi muito importante contar a história de forma autêntica”, relatou. Entre Estranhos A série é baseado na vida real de Billy Mulligan, que ficou conhecido como “O Estuprador do Campus” e foi tema de um caso judicial altamente divulgado no final dos anos 1970. Mulligan foi a primeira pessoa a ser absolvida de um crime por causa do Transtorno de Personalidades Múltiplas (atualmente chamado de Transtorno Dissociativo de Identidade), e a produção resgata sua história, embora os nomes e outros detalhes tenham sido alterados. Criada por Akiva Goldsman (roteirista vencedor do Oscar por “Uma Mente Brilhante”), “Entre Estranhos” também inclui no elenco Emmy Rossum (“Shameless”), Sasha Lane (“Loki”), Will Chase (“Dopesick”), Lior Raz (“Fauda”), Henry Zaga (“Depois do Universo”) e Thomas Sadoski (“Irmãos de Honra”). Pausa na carreira Recentemente, Holland admitiu que a interpretação de Sullivan foi tão desafiadora que precisará fazer uma pausa em sua carreira para cuidar de si mesmo. “Estávamos explorando certas emoções que definitivamente nunca vivi antes. E, além disso, ser produtor e lidar com os problemas do dia a dia que acompanham qualquer set de filmagem, apenas adicionou um nível extra de pressão”, disse ele ao programa norte-americano Extra. Ele acrescentou: “Por conta da dificuldade que enfrentei durante a produção dessa série, decidi me afastar por um ano”. Holland afirmou que não teme o trabalho duro e que gostou da experiência com a série, mas admitiu que “a série me quebrou”. “Chegou um momento em que eu percebi que precisava descansar”. Com mais dois episódios pela frente, “Entre Estranhos” tem previsão de encerrar sua 1ª temporada no dia 28 deste mês. o personagem do tom holland seria melhor amigo da rue em euphoria e ainda se drogaria junto com ela, se bobear ele até dava pro pai do natepic.twitter.com/CopykzTqPy — ˡⁱⁿᵃ𓆙 (@axissues) July 15, 2023
Marina Lima termina casamento com advogada após 10 anos
A cantora Marina Lima desfez laços matrimoniais com a advogada Lídice Xavier após dez anos de casamento. As informações são do jornal Extra e foram publicadas na manhã desta terça-feira (11/7). As duas teriam terminaram a relação de maneira amigável, já que continuam se seguindo no Instagram e ainda mantêm as fotos de quando formavam um casal em seus perfis. Apesar da notícia ter surgido nesta semana, o repórter João Ker, do Estadão, descobriu que a dupla está separada desde janeiro. A liberdade teria proporcionado a descoberta de “um novo mundo” para a cantora de mente inquieta. Fim de uma história Marina Lima conheceu a advogada através de amigos próximos que participavam de um de seus shows. Desde então, a artista carioca não se separou mais de Lídice Xavier. “Foi amor à primeira vista”, ela afirmou. Para além do romance, Marina e Lídice tiveram uma parceria profissional durante o período em que ficaram juntas. A advogada incentivou e ajudou, por exemplo, na recente organização do acervo de mais de 40 anos da carreira da amada. Agora, Marina Lima deve se dedicar às apresentações intimistas da turnê “Nas Ondas da Marina”, que tem show marcado para dia 21 de julho no Teatro Bradesco.
Modelo transgênero é coroada Miss Holanda 2023
Rikkie Valerie Kollé, modelo e atriz holandesa, foi coroada neste sábado (8/7) como a nova Miss Holanda, e vai representar o país no Miss Universo 2023, que acontecerá em El Salvador. A vitória a consagra como a segunda mulher transgênero a alcançar o palco do Miss Universo, seguindo os passos de Angela Ponce, Miss Espanha 2018. Rikkie disputou o concurso na cidade de Leusden, localizada a 58 km de Amsterdã, onde superou nove outras finalistas. Segundo os jurados do Miss Holanda, Rikkie foi a candidata que mais evoluiu durante o confinamento do concurso. “Ela tem uma história forte com uma missão clara. O júri está convencido de que a organização vai gostar de trabalhar com esta jovem”, declararam. Vale lembrar que, desde 2012, o Miss Universo permite a participação de mulheres trans em seus concursos. No entanto, apenas em 2018 uma conseguiu chegar à etapa internacional, quando Angela Ponce fez história como a primeira Miss Espanha transgênero. A proprietária atual da Organização Miss Universo é Anne Jakrajutatip, uma empresária tailandesa transgênero. A jornada de Rikkie Rikkie Valerie Kollé já é um nome conhecido no mundo da moda na Holanda. Antes de se tornar Miss Holanda 2023, ela foi finalista do Holland’s Next Top Model, em 2018. No entanto, a sua jornada vai além das passarelas. Em uma publicação no Instagram, ela compartilhou detalhes da sua transição de gênero com seus seguidores. “Nasci no corpo errado. Eu nasci Lil Rik. Mas o Lil Rik queria ser fortemente Rikkie”, disse ela, expressando sua identidade de gênero. Rikkie começou a sua transição aos 8 anos e aos 11 se assumiu como mulher e alterou seu nome. Com o apoio da família, começou a tomar hormônios femininos aos 16 anos, confirmando sua identidade de gênero feminina. Após dois anos na lista de espera, finalmente, em janeiro de 2023, realizou a cirurgia de mudança de sexo. Hoje, aos 22 anos, Rikkie Kollé busca usar sua posição como Miss Holanda para ser uma voz e um exemplo para outras pessoas. Em sua apresentação, ela se comprometeu a dedicar-se a todos os pequenos “Rikkies” que enfrentam a rejeição da família e a transição para se tornarem quem desejam ser, ajudando a fortalecer sua autoimagem e aceitação. “Porque, desde que você permaneça sendo quem você é, não há ninguém que possa se colocar acima de você”, afirmou. Ela acredita que, com a organização Miss Holanda ao seu lado, sua história pode inspirar a nova geração. Veja abaixo a exibição integral da final do Miss Holanda 2023.
Regiane Alves contraria versão oficial sobre bastidores do beijo de Clara e Helena em “Vai na Fé”
O casal formado por Clara e Helena na novela “Vai na Fé”, da Globo, tem sido o centro das atenções e debates entre os espectadores da trama. Uma polêmica emergiu quando cenas de beijos entre as personagens, interpretadas por Regiane Alves e Priscila Sztejnman, foram cortadas repetidamente, levantando questionamentos sobre a posição da emissora em relação à representação homoafetiva. Em entrevista à Caras Digital, Regiane Alves, que dá vida à ex-modelo Clara na trama, falou sobre os motivos que levaram a direção da novela a vetar a exibição das cenas de beijos entre as personagens, contrariando a versão oficial da emissora. A atriz não escondeu seu descontentamento com a decisão. “Gravamos as cenas dos beijos, mas um pedido de dentro da Globo para ter mais cuidado fez com que não fossem ao ar. Estamos em 2023, faz parte da sociedade, sim! Eu e a Priscila”, declarou a atriz, expressando a sua parceria com a colega de cena. O relato de Regiane Alves contrasta com a declaração de Amauri Soares, novo diretor dos Estúdios Globo. O ex-marido de Patrícia Poeta negou qualquer veto em cenas homoafetivas e enfatizou o compromisso da empresa com a representação desses temas. Bastidores e a luta pela representatividade Na entrevista, Regiane Alves contou que a cena finalmente transmitida causou grande movimentação nos bastidores da emissora. “Tinha muita gente no estúdio para acompanhar, parecia a final da Copa do Mundo. Gerou expectativa. Queremos sempre fazer de forma orgânica, foi uma cena muito delicada”, relatou. A atriz também comentou que tanto ela quanto Priscila “compraram a causa”, lutando pela representatividade na tela. “Estamos em 2023, faz parte da sociedade, sim! É uma forma de amor. O amor tem que ser dito, não deve ser privado”, defendeu, evidenciando a necessidade de todos se sentirem representados na televisão. Apesar dos cortes e da frustração, o beijo finalmente saiu, indo ao ar em 17 de junho, para a satisfação de Regiane Alves e dos espectadores. “Foi uma vitória quando foi ao ar. Não tem como fingir que não existe”, finalizou.












