Caso de abuso contra Ricky Martin é encerrado em Porto Rico
O processo contra Ricky Martin, com acusação de abuso e incesto por parte de um sobrinho de 21 anos, foi encerrado nesta quinta (21/7) em Porto Rico, com o cancelamento da ordem de restrição emitida contra o cantor. A audiência para analisar o caso aconteceu nesta quinta, com participação de Martin via videoconferência, mas todo o procedimento se deu à portas fechadas, mantendo um batalhão de jornalistas do lado de fora do tribunal aguardando novidades. E o que ouviram foi que o próprio acusador optou por retirar a acusação. “O peticionário cessou suas reivindicações voluntariamente; portanto, o caso foi arquivado e nenhum procedimento adicional é necessário”, disse o porta-voz do tribunal. Em uma declaração à imprensa, a equipe jurídica de Martin comemorou o resultado: “Assim como havíamos previsto, a ordem de proteção temporária não foi prorrogada pelo Tribunal”. “O pedido veio do acusador pedindo para encerrar o caso. Isso nunca foi nada mais do que um indivíduo problemático fazendo falsas alegações sem absolutamente nada para substanciar. Estamos felizes que nosso cliente viu a justiça feita e agora ele pode seguir em frente com sua vida e sua carreira”, concluiu o comunicado. A acusação contra Martin veio à tona no início de julho, quando a Justiça de Porto Rico emitiu a citada ordem de restrição contra o cantor por violência doméstica. Como a legislação local assegura o anonimato das vítimas, não existiam informações sobre quem tinha dado entrada no pedido. Na ocasião, sites de celebridades divulgaram que o cantor e a suposta vítima haviam se relacionado durante sete meses, mas o ex-Menudo não aceitava o término. Pelo Twitter, Martin informou aos fãs que a decisão judicial era baseada em “alegações completamente falsas”, uma vez que ele é casado há cinco anos com Jwan Yosef, com quem tem quatro filhos. Na semana passada, o advogado de Martin rebateu as acusações. “Ricky Martin não está, nunca esteve e nunca estará envolvido em qualquer tipo de relacionamento romântico ou sexual com o sobrinho dele. Essa ideia não é apenas mentira, é asquerosa”, disse Marty Singer, que defende o cantor, numa declaração à imprensa. O advogado ainda afirmou que o rapaz sofria com problemas de saúde mental.
Amber Heard entra com apelação contra veredito a favor de Johnny Depp
A atriz Amber Heard ingressou nesta quinta-feira (21/7) com seu pedido de apelação no processo de difamação movido por Johnny Depp, que resultou na condenação da atriz a uma indenização no valor de US$ 10,35 milhões – ou US$ 8,35 milhões, descontando os US$ 2 milhões que venceu de Johnny Depp também por difamação. Após a decisão desfavorável do júri em julgamento encerrado no início de junho, a defesa da atriz já havia informado que ela iria recorrer da decisão. “Acreditamos que o tribunal cometeu erros que impediram um veredito justo e consistente com a Primeira Emenda”, disse um porta-voz de Heard em comunicado sobre a apelação. “Portanto, estamos recorrendo da sentença. Embora percebamos que o pedido de hoje acenderá as fogueiras do Twitter, há medidas que precisamos tomar para garantir justiça e equidade”. O aviso de dois parágrafos não explica os fundamentos do recurso. Em resposta, o representante de Depp disse que sua equipe continua confiante de que o veredito será mantido: “O júri ouviu as extensas evidências apresentadas durante o julgamento de seis semanas e chegou a um veredicto claro e unânime de que a própria acusada difamou Depp, em vários casos. Continuamos confiantes em nosso caso e que este veredito será válido.”
Promotor confirma que caso de Polanski tem problemas jurídicos
Guardado em segredo por vários anos, o depoimento do promotor Roger Gunson, que tratou da acusação de estupro de menor contra Roman Polanski em 1977, confirmou que o caso foi marcado por problemas jurídicos e ilegalidades. Os detalhes que mais chamaram atenção – além das descrições contundentes do crime – dizem respeito à incompetência do juiz Laurence J. Rittenband, já falecido. Gunson contou ter tentado desqualificá-lo do caso por má conduta, após vê-lo solicitar informações e opiniões fora dos canais judiciais normais, vindas “de toda parte”, e mudar de ideia após fechar um acordo com Polanski sobre seu tempo de detenção. Graças ao acordo original, Polanski se declarou culpado em 1977 de uma acusação de relações sexuais ilegais com uma menina de 13 anos. Rittenband o condenou a passar 90 dias na Prisão Estadual de Chino para um exame de diagnóstico antes de sentenciá-lo. Mas o diretor foi libertado após 42 dias, levando a um clamor público. O juiz então voltou atrás, de acordo com o testemunho de Gunson, dizendo que enviaria Polanski de volta à prisão estadual. Para Gunson, a qualificação do período do exame como sentença já era contrário à lei. Mas pior ainda foi a segunda decisão do juiz, diante da desaprovação pública, ao reverter a detenção de Polanski, acrescentando uma sentença potencial de 6 meses a 50 anos para o diretor, enquanto assegurava em particular aos advogados do cineasta que deixaria Polanski sair da prisão depois de cumprir mais 48 dias. Gunson também testemunhou que o tratamento de Polanski foi surpreendentemente brando. Ele foi autorizado a se declarar culpado apenas da acusação mais leve contra ele, escapando de uma acusação de estupro, supostamente para poupar sua vítima de 13 anos da provação de um julgamento. Seu exame psiquiátrico também foi encurtado para poupá-lo de ameaças percebidas na prisão de Chino, e seu oficial de condicional, em uma decisão incomum, permitiu-lhe sair três vezes para dar entrevistas. Apesar disso, Gunson disse que entendeu a decisão de Polanski de fugir do país em 1978. “Depois de refletir sobre o que aconteceu, não fiquei surpreso por ele ter saído”, testemunhou. “Havia uma questão de saber se ele, Sr. Polanski, poderia confiar na palavra do juiz Rittenband. Se ele fosse enviado para a prisão estadual e não fosse chamado de volta pelo juiz, poderia ficar lá por 20 ou 50 anos”, testemunhou Gunson. Esta polêmica já era conhecida, pois Gunson repetiu tudo isso no documentário “Polanski: Procurado e Desejado”, de 2008. O próprio Polanski argumentava há décadas que só fugiu do país após o juiz original do caso ameaçar desconsiderar um acordo que ele fechou com o tribunal. Ele alega que cumpriu o combinado. Mas após seu período preso, o juiz alegadamente renegou o acordo e disse aos promotores que tinha decidido mantê-lo preso por até 50 anos. Foi apenas após esse desdobramento que Polanski fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado por conta de sua cidadania. E lá continuou filmando e conquistando reconhecimentos da indústria cinematográfica. Chegou até a vencer o Oscar por seu trabalho em “O Pianista” (2002). Embora Gunson tenha prestado esse testemunho juramentado em 2010, a Promotoria de Los Angeles barrou as tentativas dos advogados de Polanski de trazerem o depoimento à público para confirmar as alegações do diretor. Isso só foi revertido agora por uma ordem do Tribunal de Apelações, atendendo dois jornalistas interessados em publicar o conteúdo. O ex-promotor, atualmente aposentado, também descreveu longamente os esforços fracassados ao longo dos anos para resolver o caso, incluindo uma tentativa de acordo para que Polanski retornasse aos Estados Unidos nos anos 1990, com a garantia de não seria preso ao desembarcar. Mas embora Polanski se dissesse disposto, a chefia da promotoria sempre impediu. De acordo com Gunson, o escritório do promotor público de Los Angeles sempre defendeu que Polanski devia se entregar antes de fazer um acordo, algo que nunca aconteceria.
Marcius Melhem é proibido de vazar conversas privadas de Dani Calabresa
O ex-diretor da Globo Marcius Melhem foi proibido pela Justiça de vazar para repórteres ou em suas redes sociais conversas privadas que teve com a humorista Dani Calabresa, que o acusa de assédio moral e sexual no período em que foi chefe do Departamento de Humor da Globo. A decisão foi do Foro Regional da Lapa, do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), que julga uma das ações da batalha judicial travada entre os artistas. A medida cautelar foi dada inicialmente em novembro de 2021, atendendo a um pedido da defesa de Dani Calabresa. O argumento era que o vazamento de mensagens era seletivo e feria a privacidade da humorista na ocasião. A Justiça concordou naquele momento que era uma violação e não acrescentava em nada ao caso. No último dia 4, a Justiça negou um pedido de Melhem para levantar a proibição. Apesar disso, as mensagens vazaram para um colunista que cobre televisão, rendendo vários artigos na imprensa. Se ficar provado que o humorista ou sua defesa repassaram as conversas para terceiros, Melhem poderá ser punido, juntamente com quem fez esse vazamento indevido, já que a decisão colocou as mensagens em segredo de Justiça. Sempre foi desejo de Marcius Melhem que estas mensagens viessem à público, principalmente durante o período entre 2017 e 2018, em que ele alega ter tido um caso consensual com Dani Calabresa. A artista o acusa de boicotá-la na Globo a partir de 2019 e de agarrá-la sem seu consentimento em uma festa do antigo Zorra (2015-2020), em 2017. Segundo a acusação, Melhem teria tentado obrigar a comediante a praticar sexo oral com ele no corredor de um bar. Melhem diz lamentar a decisão desfavorável e que, curiosamente, ela tenha vazado. Para ele, o esforço de Dani Calabresa e de seus advogados para manter em sigilo as mensagens trocadas entre os dois no WhatsApp prova que sua tese sobre o caso é a verdadeira. “Marcius Melhem reafirma sua posição de que gostaria que tudo fosse exposto de forma transparente. A luta por manter as mensagens em segredo já mostra de que lado está a verdade”, diz um comunicado enviado por ele. A defesa de Dani Calabresa também se manifestou em texto enviado à imprensa: “As 12 mulheres que denunciaram Marcius Melhem por assédio moral e sexual têm mantido absoluto respeito ao sigilo dos processos, até mesmo para proteger os nomes de terceiros envolvidos. Lamentamos os constantes vazamentos que têm acontecido, sempre com versões que atacam as vítimas, defendem os pontos de vista do acusado e em momentos que a ele interessam. Acreditamos na Justiça e temos certeza de que a verdade vai prevalecer”. Os dois comediantes vêm travando diversas batalhas judiciais desde que a advogada Mayra Cotta, que representa as atrizes da Globo, denunciou Melhem por assédio moral e sexual numa entrevista ao jornal Folha de S. Paulo em outubro de 2020. Dois meses depois, a revista Piauí publicou uma reportagem que descreveu fatos graves cometidos por Melhem, apresentando Calebresa como vítima de forte assédio. Após a publicação, a defesa de Melhem enviou uma notificação extrajudicial para Calabresa, assinada pelos advogados José Luis Oliveira Lima e Ana Carolina Pivoesana, como medida preparatória para fundamentar um futuro processo. O documento legal reproduziu mensagens de voz enviadas pela atriz, que, segundo Melhem, comprovariam a intimidade que ele tinha com a atriz. A Folha de S. Paulo publicou o conteúdo do documento, acompanhado por uma entrevista com Melhem. Só então foi dada entrada no Ministério Público Federal (MPF) de um pedido de investigação contra o ex-diretor da Globo, e foi tomada a decisão de deflagrar um processo criminal pelo fato dele ter divulgado áudios de Calabresa, com um pedido de indenização por danos morais à atriz. Melhem também entrou com uma ação de indenização por danos morais e materiais contra Calabresa por sugerir que ele a tinha assediado. Em fevereiro, a revista Piauí trouxe novas denúncias, alimentadas por informações das acusadoras, e no mês passado começaram a vazar novamente as conversas por What’s App, em tom bastante íntimo, que contrastam com o teor das acusações feitas contra o ex-diretor do departamento de humor da Globo. Essas mensagens e gravações de voz foram aceitas e fazem parte do processo em que Melhem tenta provar sua inocência.
Depoimento secreto pode encerrar caso de abuso de Roman Polanski dos anos 1970
Depois de anos recusando apelos de Roman Polanski, o Tribunal de Apelações da Califórnia, em Los Angeles, ordenou na quarta-feira (13/7) que o Tribunal Superior do Condado de Los Angeles revele testemunhos até então ocultos no famoso caso de abuso sexual cometido pelo cineasta francês nos anos 1970. O mais curioso é que a iniciativa não aconteceu por causa de Polanski, mas por pedido de jornalistas, que argumentaram que a lei estadual e o interesse público exigiam que o tribunal revelasse o testemunho do promotor original do caso, Roger Gunson. Polanski argumenta há décadas que só fugiu do país após o juiz original do caso ameaçar desconsiderar um acordo que ele fechou com Gunson. O combinado era ficar 48 dias preso em 1977, o que ele cumpriu. Mas após este período o juiz Laurence Rittenband alegadamente renegou o acordo e disse aos promotores que tinha decidido manter Polanski preso por até 50 anos. Foi apenas após esse desdobramento que Polanski fugiu para a França, de onde não poderia ser extraditado por conta de sua cidadania. E lá continuou filmando e conquistando reconhecimentos da indústria cinematográfica. Chegou até a vencer o Oscar por seu trabalho em “O Pianista” (2002). Como parte do acordo, Polanski se declarou culpado de drogar e abusar de Samantha Geimer quando ela tinha 13 anos, durante uma sessão de fotos na casa de Jack Nicholson em Los Angeles. Ele confessou ter tido “relações sexuais ilegais” com a menor, mas negou o estupro em seu acordo com a promotoria. Por conta da falta de uma sentença final, o caso é considerado aberto até hoje, e a Justiça de Los Angeles fez nos últimos anos algumas tentativas de prender o diretor, em momentos em que ele se ausentou da França. Mas Polanski, que hoje tem 88 anos, tem tentado comprovar que a sentença foi cumprida e o caso não pode ser considerado aberto. O depoimento do promotor original, que foi tornado secreto, é considerada peça-chave para encerrar o processo judicial. Na época de seu testemunho, Gunson estava doente e temia-se que ele não sobrevivesse para testemunhar em qualquer julgamento final do caso. A defesa de Polanski acredita que suas declarações apoiam a afirmação de que o juiz original violou a lei e os padrões do tribunal ao abandonar o acordo judicial com o cineasta. Essa suspeita é reforçada pela recusa da procuradoria de tornar o depoimento público. A ordem do Tribunal de Apelações cita a necessidade de exame público das alegações de que os direitos de Polanski foram violados pelo tribunal antes e depois de ele fugir do país, já que o caso é mantido aberto há mais de quatro décadas. O Tribunal também argumentou que não há motivos para manter o depoimento secreto, já que não há preocupações de segurança nesse julgamento que possam exigir sigilo. Por coincidência ou não, um dia antes a Promotoria do Condado de Los Angeles anunciou que não se oporia mais à revelação do testemunho de Gunson. Em entrevista ao The Hollywod Reporter, o atual promotor George Gascón confessou ter visto “algumas irregularidades” no caso, começando com uma potencial “má conduta judicial” do juiz que inicialmente supervisionou o processo. Caso isso seja comprovado, o caso deverá ser dado como encerrado e Polanski poderá ser autorizado a retornar aos Estados Unidos sem temer ser preso no desembarque. Por sinal, é tudo o que deseja a verdadeira vítima dessa história. Em 2017, Samantha Gaimer publicou uma carta aberta pedindo que o depoimento do promotor fosse tornado público. Ela já se acertou com Polanski. Após o escândalo arrefecer, foi procurada por emissários do diretor, chegando a um acordo financeiro – estimado em US$ 500 mil de indenização. Em 2013, Gaimer publicou um livro contando sua história, intitulado “A Menina”. Ela acusa os promotores de nunca terem pensado nela e estenderem o caso que afeta sua vida pessoal por anos para promoverem suas carreiras. Além disso, considera que o cineasta já foi punido o suficiente por ficar longe de Hollywood por quatro décadas, e que ele deveria poder voltar aos Estados Unidos no fim da vida, sem temer morrer numa prisão.
Juíza exige pagamento milionário de Amber Heard para aceitar novo julgamento
O processo de difamação de Johnny Depp contra Amber Heard voltou ao tribunal da cidade de Halifax, na Virgínia, nesta sexta (24/6), numa audiência marcada pela juíza Penney Azarate na expectativa de uma conciliação. Entretanto os advogados do ator não formalizaram a intenção de perdoar o valor da indenização e a advogada da atriz tratou de afirmar que entrará com pedido de apelação da sentença. Diante da manifestação de Elaine Bredhoft, advogada de Heard, a juíza apontou uma condição para o caso voltar aos tribunais: o pagamento do total da indenização definida e mais juros como fiança. Isto significa que se a atriz buscar reverter o veredito de difamação terá que desembolsar US$ 8,35 milhões com juros de 6% ao ano, para que qualquer apelação avance formalmente. Reiterando o que vem dizendo publicamente nas últimas semanas, Bredehoft deixou claro que Heard apelará do veredicto, mas também disse que Heard não tem dinheiro para pagar a Depp ou cumprir a exigência de fiança. Seu caminho será contestar a decisão e apresentar um recurso no prazo máximo legal de 21 dias. Um porta-voz de Heard sinalizou que a atriz de “Aquaman” planeja entrar com o recurso. “Você não pede perdão se é inocente. E você não se recusa a apelar se sabe que está certo”, diz o comunicado oficial. Embora ambos tenham participado de todo o julgamento de seis semanas, nem Depp nem Heard voltaram ao tribunal da Virgínia para a audiência desta sexta.
Jurado diz que Amber Heard perdeu processo por ser má atriz
Refletindo memes da época do julgamento, um dos jurados responsáveis pela vitória de Johnny Depp no processo de difamação contra Amber Heard disse que o veredito foi resultado das “lágrimas de crocodilo” da atriz. O programa “Good Morning America” divulgou a declaração, mas sem revelar o nome, a imagem ou a voz do jurado. A única confirmação é que se trata de um dos cinco homens presentes no júri, que contou apenas com duas mulheres. O júri condenou Amber Heard a pagar US$ 10,35 milhões ao ex-marido, que também foi condenado por difamação, mas com uma indenização em valor muito menor, na casa de US$ 2 milhões. Com isso, Depp foi contemplado com US$ 8,35 milhões, devidos pela atriz a título de indenização por se declarar sobrevivente de violência doméstica. Segundo o jurado, os integrantes do júri ficaram incomodados com o depoimento da atriz. “O choro, as expressões faciais, o olhar para o júri… Todos nós estávamos muito desconfortáveis. Ela respondia a uma pergunta e chorava, e dois segundos depois ficava completamente gelada. Alguns de nós usávamos a expressão ‘lágrimas de crocodilo'”, ele disse. Ou seja, ela teria sido uma má atriz na visão do júri. O entrevistado falou ainda que “o que ele (Johnny) dizia parecia mais verdadeiro. Ele soava mais real no modo como respondia aos questionamentos”. Em outras palavras, foi um ator melhor. Apesar dessa relação ter sido feita à exaustão nas redes sociais, o jurado negou qualquer influência externa na decisão do julgamento. “Seguimos as provas. Eu e outros jurados não usamos Twitter ou Facebook. Outros que usaram, fizeram questão de não falar sobre isso”, afirmou. Detalhe: o campeão de memes foi o TikTok, não mencionado pelo jurado. O fato de Amber Heard não ter doado os US$ 7 milhões recebidos no acordo de separação, como prometeu em algumas entrevistas e depoimentos, também pesou na decisão do júri. Isto demonstra que o júri não considerou sua alegação de ter interrompido os pagamentos devido aos custos de defesa do processo de Johnny Depp, nem a declaração de que teria direito a aproximadamente US$ 32 milhões de Depp em seu divórcio sob a lei da Califórnia – valor que ela abandonou inutilmente, acreditando que evitaria estender sua separação pelos tribunais. EXCLUSIVE: A juror in the Johnny Depp and Amber Heard defamation trial said what the jury concluded was "they were both abusive to each other" but Heard’s team failed to prove Depp’s abuse was physical. https://t.co/Ax4SMZUq2J pic.twitter.com/EMiMeqh5pn — Good Morning America (@GMA) June 16, 2022
Amber Heard diz que ainda ama Johnny Depp
Mesmo depois de todassuas denúncias de violência, Amber Heard disse que ainda ama Johnny Depp. A declaração foi feita na nova parte da entrevista da atriz ao programa “Today”, da rede NBC. Heard deu sua primeira entrevista, após ser condenada a indenizar Depp por difamação, à apresentadora Savannah Guthrie, que a questionou sobre sua declaração de amor, feita durante o julgamento. Em parte do depoimento, Heard disse: “Ainda tenho amor por Johnny”. A jornalista perguntou se ela realmente nutria amor pelo ex-marido e a atriz de “Aquaman” não hesitou: “Absolutamente. Eu o amo. Eu o amava com todo o meu coração. Eu tentei o melhor que pude para fazer um relacionamento profundamente quebrado funcionar. E eu não podia. Não tenho nenhum ressentimento ou má vontade em relação a ele”. Ela ainda tentou justificar sua declaração: “Eu sei que pode ser difícil de entender, ou pode ser muito fácil de entender. Se você já amou alguém, deve ser fácil”. Apesar dessa declaração, a atriz manteve sua afirmação de que teria sido vítima de violência doméstica. “Mantenho cada palavra do meu testemunho até o dia da minha morte”, ela afirmou, na primeira parte da entrevista. A entrevista está sendo exibida em três partes, mas vai ser transmitida na íntegra no “Dateline”, na mesma emissora do programa “Today”, na noite de sexta-feira (17/6). Em 1º de junho, a atriz perdeu um processo de difamação aberto por Johnny Depp no estado americano da Virgínia. O ator ajuizou ação por causa de um artigo que ela publicou no jornal Washington Post, descrevendo-se como uma “figura pública que representa a violência doméstica”. Ele também foi considerado culpado de difamar a esposa, mas, no final das contas, saiu-se vitorioso no âmbito financeiro, com um veredito que lhe rendeu direito a uma indenização de US$ 8,35 milhões. Com a impulsão de sites da extrema direita dos EUA, a opinião pública favoreceu fortemente Depp sobre Heard, tratando-o como um herói popular, ao mesmo tempo em que ela foi retratada como mentirosa ou pior em inúmeros memes e vídeos do TikTok. A advogada da atriz pretende usar esta influência da opinião pública para recorrer do veredito. Já os advogados do ator passaram a circular a informação de que ele poderia desistir da indenização, numa sugestão para que Heard não recorra da sentença, que poderia ser diferente num novo julgamento em outro estado, possivelmente menos conservador, dos EUA.
Amber Heard: “Mantenho cada palavra do meu testemunho até a morte”
A atriz Amber Heard acusou novamente Johnny Depp de abuso e agressão em sua primeira entrevista após perder o processo de difamação movido pelo ex-marido na Justiça do estado da Virgínia, nos EUA. O ator ajuizou ação por causa de um artigo que ela publicou no Washington Post, descrevendo-se como uma “figura pública que representa a violência doméstica”. Ele também foi considerado culpado de difamar a esposa, mas, no final das contas, saiu-se vitorioso no âmbito financeiro, com um veredito que lhe rendeu direito a uma indenização de US$ 8,35 milhões. Apesar da condenação, a atriz se recusou a se retratar na entrevista, feita para o programa “Today”, da rede americana NBC, e manteve sua afirmação de que teria sido vítima de violência doméstica. “Ele disse que nunca bateu em você. Isso é mentira?”, perguntou a apresentadora do programa, Savannah Guthrie. Heard afirmou que sim e disse que Depp mentiu no tribunal. “Mantenho cada palavra do meu testemunho até o dia da minha morte”, ela afirmou. Ela disse ainda que “nunca se sentiu tão afastada de sua humanidade” ao ver as reações de internautas ao julgamento, descrevendo a experiência no tribunal como “surreal e difícil”. “Esta foi a coisa mais humilhante e horrível pela qual já passei”, declarou Heard. “Eu me senti menos que humana”. Apesar disso, Heard disse que “não culpa o júri” pelo resultado do processo. “Eu realmente entendo. Ele é um personagem amado e as pessoas sentem que o conhecem. Ele é um ator fantástico”, acrescentou a atriz. No entanto, ela considerou “injusta” a forma como foi retratada nas redes sociais. Com hashtags impulsionadas pela extrema direita dos EUA, a maior parte das postagens sobre o julgamento era em apoio a Depp e continha termos misóginos. “Eu não me importo com o que alguém pensa sobre mim ou quais julgamentos quer fazer sobre o que aconteceu na privacidade da minha própria casa, no meu casamento, a portas fechadas. Eu não presumo que uma pessoa comum deva saber dessas coisas. E por isso não levo para o lado pessoal”, continuou a atriz. “Mas mesmo alguém que tem certeza de que eu mereço todo esse ódio e crueldade, mesmo quem pensa que estou mentindo, não pode me olhar nos olhos e me dizer que acha que houve uma representação justa nas mídias sociais. Você não pode me dizer que acha que isso foi justo”, concluiu. O programa está sendo exibido em três partes, mas vai ser transmitido na íntegra no “Dateline”, na mesma emissora do programa “Today”, na noite de sexta-feira (17/6).
Site espalha que Amber Heard foi demitida de “Aquaman 2”
Desde o fim do julgamento do processo de Johnny Depp, rumores tem insistido que Amber Heard foi demitida de “Aquaman e o Reino Perdido”. Nesta terça (14/6), o site americano de celebridades Just Jared foi além. Com citações de uma fonte não identificada da Warner Bros., o site afirmou que a atriz foi substituída após as primeiras exibições-testes do filme, e que a produção passará por refilmagens para retirá-la completamente das cenas. A revista Variety decidiu checar a “notícia” e sua fonte da Warner negou tudo. Amber Heard continua no filme, embora seu papel tenha sido encurtado nas filmagens. A publicação também buscou uma posição da atriz sobre os rumores de sua demissão. Em nota, um porta-voz de Heard afirmou: “Esse boato continua como era desde o primeiro dia: impreciso, insensível e um pouco insano”. Amber Heard desempenhou o papel de Mera no primeiro “Aquaman” e em “Liga da Justiça”, além de ter gravado cenas extras para a “Liga da Justiça de Zack Snyder”. Em 1º de junho, ela perdeu um processo de difamação aberto por Johnny Depp, após se dizer vítima de violência doméstica. Com a impulsão de sites da extrema direita dos EUA, a opinião pública favoreceu fortemente Depp sobre Heard, tratando-o como um herói popular, ao mesmo tempo em que ela foi retratada como mentirosa ou pior em inúmeros memes e vídeos do TikTok. A principal advogada da atriz, Elaine Charlson Bredhoft, disse ao programa “Today Show” que a reação do público “foi horrível. Foi muito, muito desigual”, acrescentando que o veredito que resultou dessa influência representou “um retrocesso significativo” para os direitos das mulheres. “A menos que você pegue seu celular e filme seu cônjuge ou parceiro batendo em você, não acreditarão em você”, explicou. A própria Amber Heard afirmou no mesmo programa, na segunda-feira (13/6), que se sente injustiçada por todo o ódio disparado contra ela. “Mesmo aqueles que têm certeza de que eu mereço todo esse ódio e xingamentos, mesmo que pensem que estou mentindo, será que podem me olhar nos olhos e dizer que houve uma representação justa nas mídias sociais?”, disse. “Vocês não podem me dizer que acham que tudo aquilo foi justo”.
Johnny Depp pode abrir mão da indenização devida por Amber Heard
O ator Johnny Depp pode desistir de receber o valor da indenização de US$ 8,35 milhões que sua ex-mulher, Amber Heard, foi condenada a pagar no processo por difamação aberto por ele no estado americano de Virgínia. A informação foi divulgada pelos advogados de defesa do ator, que afirmaram que a atitude de Depp “nunca foi sobre dinheiro”, em uma entrevista ao programa “Good Morning America”. “Como o Sr. Depp testemunhou, nunca foi sobre dinheiro para ele. Tratava-se de restaurar sua reputação”, disse Benjamin Chew, que deu a entrevista ao lado de Camille Vasquez, também integrante da defesa do ator, afirmando que Depp poderia renunciar ao pagamento. Vasquez reforçou que Depp está “na lua” desde o veredito do caso. “Eu estava conversando com um amigo em comum de Johnny e ele disse: ‘Não vejo Johnny sorrir assim há seis anos’. O peso do mundo foi tirado de seus ombros. Ele recuperou sua vida. O veredicto é extremamente positivo para Johnny. Foi unânime: foram sete pessoas que decidiram que ele foi difamado. Foram seis anos de preparação, e acho que ele conseguiu se conectar com o júri e o público em geral e contar o que realmente aconteceu nessa relação”, disse Vasquez. A advogada de Heard, Elaine Bredehoft, disse, na semana passada, que a sua cliente não teria dinheiro suficiente para pagar a quantia referente à indenização e que iria recorrer do veredito. A oferta de desistir da indenização, ainda mais feita pela imprensa, pode ser uma tática para fazer Heard desistir da tentativa de conseguir um novo julgamento.
Johnny Depp e Amber Heard trocam farpas após julgamento
Johnny Depp é só felicidade após vencer o julgamento de difamação contra sua ex-esposa Amber Heard, que o acusou de violência doméstica. Depois de comemorar com amigos num jantar de mais de US$ 100 mil num restaurante fechado, ele estreou no TikTok com um vídeo em que aparece acenando aos fãs durante sua batalha judicial. “Para todos os meus apoiadores mais preciosos, leais e inabaláveis”, escreveu na legenda do post. “Estivemos juntos em todos os lugares, vimos tudo juntos. Percorremos o mesmo caminho juntos. Fizemos a coisa certa juntos, tudo porque vocês se importaram. E agora, todos seguiremos em frente juntos. Vocês são, como sempre, meus patrões e mais uma vez me vejo sem encontrar uma maneira de dizer obrigado, a não ser apenas dizendo obrigado. Então, obrigado”. Ao ver a publicação em Johnny Depp afirma ter feito “a coisa certa”, Amber Heard emitiu um comunicado que deixa claro que essa história não acabou. “Enquanto Johnny Depp diz que está ‘seguindo em frente’, os direitos das mulheres estão retrocedendo. A mensagem do veredito para as vítimas de violência doméstica é… tenham medo de se erguer, se apresentar e falar”, diz o texto enviado à imprensa. A advogada da atriz disse que ela vai entrar com um recurso contra a decisão do tribunal de Virgínia, que a condenou a indenizar o ex-marido em US$ 8,35 milhões. @johnnydepp To all of my most treasured, loyal and unwavering supporters. We’ve been everywhere together, we have seen everything together. We have walked the same road together. We did the right thing together, all because you cared. And now, we will all move forward together. You are, as always, my employers and once again I am whittled down to no way to say thank you, other than just by saying thank you. So, thank you. My love & respect, JD ♬ Stranger – Love Joys
André Gonçalves é dispensado da série “Impuros”
O ator André Gonçalves não vai mais continuar na da série “Impuros”, exibida na plataforma Star+. O fim de sua participação será exibida na estreia da 4ª temporada, prevista para o primeiro semestre do ano. Ele interpretava o personagem Salvador, um dos protagonistas da trama. Segundo o jornal O Globo, André soube de sua dispensa ao receber os roteiros e descobrir que Salvador morreria logo no primeiro capítulo. Apesar da morte ser uma possibilidade prevista pelo final da temporada anterior, o ator teria ficado bastante abalado com a saída repentina da série, uma vez que era um dos principais personagens e, de acordo com as fontes do jornal, estaria “convicto” de que a prisão decretada pela Justiça de Santa Catarina pelo não pagamento de pensão alimentícia às filhas pesou na decisão da Star+. Em novembro, o ator teve a prisão domiciliar decretada num processo movido em Santa Catarina por sua ex-mulher, a jornalista e atriz Cynthia Benini, por dívidas com a pensão alimentícia de cerca de R$ 350 mil a filha Valentina, de 18 anos. A decisão previa prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica. Uma semana depois, ele se tornou alvo de um novo pedido de prisão pelo mesmo motivo, só que dessa vez no Rio de Janeiro e tendo a sua filha mais velha como autora da ação. Manuela, de 23 anos, assumiu o processo movido por sua mãe, a atriz Tereza Seiblitz, também por alimentos atrasados. Em entrevista na ocasião, André Gonçalves afirmou que estava “devastado” e que pretendia encerrar a carreira de ator. Ele ainda tem o filho Pedro, de 20 anos, do casamento com atriz Myrian Rios, o único com quem mantém uma boa relação. A série da plataforma do grupo Disney era sua principal fonte de rendimentos. Recentemente, ele teve um pedido de habeas corpus para trabalhar fora do país negado pela Justiça. A Disney afirmou que não vai comentar o caso. “Nós não comentamos questões contratuais de talentos que trabalham com a empresa”, disse a companhia em nota.












