Tarantino diz que está se “afastando” de filme de Star Trek
O diretor Quentin Tarantino afirmou que está cada vez menos propenso a comandar o próximo filme da franquia “Star Trek”. “Estou me afastando do projeto, mas ainda não tive nenhuma conversa oficial”, disse o cineasta em entrevista ao site Consequence of Sound. Foi Tarantino quem procurou o produtor J.J. Abrams e a Paramount com a ideia de fazer um filme da franquia em 2017, anunciando ainda que voltaria as atenções para esta produção após finalizar “Era Uma Vez em Hollywood”. Por conta disso, ajudou até a selecionar o roteirista Mark L. Smith (de “O Regresso”) para desenvolver a história, baseada em sua premissa. Mas o diretor também tem uma “ideia interessante” para uma terceira parte de “Kill Bill” e vem dizendo que se aposentará após finalizar o 10º filme de sua carreira – que será o próximo. Em julho, Tarantino já tinha dito ao site Deadline que ainda não tinha decidido se dirigiria o longa. Mas se o fizesse, o resultado seria uma espécie de “‘Pulp Fiction’ no espaço”. Ainda não há informações se a versão de “Star Trek” concebida por Tarantino e escrita por Mark L. Smith poderá ser realizada por outro diretor ou se o projeto será cancelado caso a desistência se cristalize. Na semana passada, o CEO da ViacomCBS, Bob Bakish, mencionou o desenvolvimento de dois filmes baseados na franquia. Um deles tem direção de Noah Hawley, criador de “Fargo” e “Legion”, e deverá contar com Chris Pine, Zachary Quinto, Karl Urban, Zoe Saldana, John Cho e Simon Pegg em seu elenco. O outro seria o de Tarantino – que ainda não teve a “conversa oficial” com o estúdio.
Robert Walker Jr. (1940 – 2019)
O ator Robert Walker Jr., conhecido por papeis em séries clássicas e filmes cultuados morreu na quinta-feira (5/12). O falecimento foi revelado pela família do ator ao site oficial de “Star Trek”. Walker participou do segundo episódio de “Jornada nas Estrelas” (Star Trek) em 1966. Considerado um dos melhores capítulos da série, “Charlie X” trazia o ator como o adolescente do título, que embarca na Enterprise após ser resgatado num planeta deserto, onde viveu durante anos como único sobrevivente de um desastre espacial. Mas sua carência afetiva, aliado a poderes psíquicos, transformam-no num grande perigo para a sobrevivência da tripulação. O ator tinha 26 anos quando interpretou o adolescente poderoso de 17. Sua aparência jovem ainda o transformou em Billy the Kid num episódio de “Túnel do Tempo”, exibido no ano seguinte. Filho dos astros de Hollywood Robert Walker (do clássico “Pacto Sinistro”) e Jennifer Jones (vencedora do Oscar por “A Canção de Bernadette”), ele começou a carreira justamente na adolescência, aparecendo em séries desde 1957, aos 17 anos. Seu primeiro papel no cinema foi no suspense “Cerimônia Macabra” (1963), mas já no ano seguinte o jovem se viu alçado à condição de protagonista, estrelando “O Barco do Desespero” (1964) no papel do cadete Frank Pulver. O filme era um spin-off de “Mister Roberts” (1955), onde o mesmo papel tinha sido interpretado por Jack Lemmon, numa performance que rendeu Oscar. A comparação acabou atrapalhando a carreira do ator, que passou o resto da década dedicando-se mais à TV que ao cinema, até retornar em 1969 no clássico “Sem Destino” (Easy Rider). No ano seguinte, ele retomou o protagonismo com “A Trilha de Salina” (1970), um suspense ardente e cultuado, na pele de um viajante confundido com um jovem morto, que é inesperadamente seduzido pela irmã do falecido. O tempo também alimentou um culto em torno de “Se Don Juan Fosse Mulher” (1973), último filme protagonizado por Brigitte Bardot, mas a produção foi um grande fracasso na época, assim como os demais filmes estrelados por Walker, que passou a acumular aparições em terrores de baixo orçamento e qualidade – a continuação de “A Bolha Assassina”, intitulada em inglês “Beware! the Blob” (1972), “Cidade Fantasma” (1974), estrelado por James Caan e Stefanie Powers, “Risco Dobrado” (1983) e “Terror em Devonsville” (1983). Paralelamente, trabalhou em inúmeras séries famosas, como “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, “São Francisco Urgente”, “As Panteras”, “Duro na Queda”, “Assassinato por Escrito” e “Dallas”, na qual teve uma participação recorrente na 9ª temporada, até sumir das telas no começo dos anos 1990. 25 anos depois de seu último trabalho, Walker reapareceu para um último papel, no filme “Heaven’s War”, lançado direto em vídeo em 2018.
Michael J. Pollard (1939 – 2019)
Morreu Michael J. Pollard, que recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu trabalho no clássico “Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas” (1967). Ele tinha 80 anos de idade e a notícia de sua morte foi compartilhada pelo diretor Rob Zombie, amigo do ator, nas redes sociais. Zombie trabalhou com Pollard em um de seus filmes mais marcantes, “A Casa dos 1000 Corpos” (2003). “Ele foi um dos primeiros atores que eu escalei para o longa. Ele era muito divertido e sentiremos sua falta”, escreveu na rede social. Pollard apareceu em mais de uma centena de filmes e séries durante a carreira, que começou em 1958. Graças ao tamanho pequeno e aparência jovem, ele viveu adolescentes até quase os 30 anos, casos de suas participações nas séries clássicas “Perdidos no Espaço” e a “Jornada nas Estrelas” (Star Trek) original. Nesta última, estrelou o famoso episódio “Miri”, em que apenas crianças sobreviveram a uma praga planetária. A virada em sua carreira veio com “Bonnie e Clyde”, lançado no ano seguinte, em que interpretou C.W. Moss, um frentista de posto de gasolina que acaba se juntando aos personagens-título (vividos por Warren Beatty e Faye Dunaway) em seus crimes. Além do Oscar, Pollard foi indicado ao BAFTA e ao Globo de Ouro pela atuação. Graças ao sucesso do filme, um dos mais influentes de Hollywood – marco zero do cinema “ultraviolento” – , ele passou a focar sua carreira apenas no cinema, estrelando filmes como “As Máquinas Quentes” (1970), ao lado de Robert Redford, “O Pequeno Billy” (1972), no papel de Billy the Kid, e uma porção de comédias, como “Melvin e Howard” (1980), “Roxanne” (1987), “Os Fantasmas Contra Atacam” (1988), além do filme de ação “Tango e Cash: Os Vingadores” (1989), estrelado por Sylvester Stallone e Kurt Russell. Pollard ainda voltou a se juntar ao colega de “Bonnie e Clyde”, Warren Beatty, em “Dick Tracy” (1990), desta vez do lado da lei. A adaptação dos quadrinhos foi dirigida e estrelada por Beatty, que deu ao amigo o papel de Bug Bailey, parceiro do detetive do título. A partir daí, porém, ele entrou numa fase de filmes de terror independentes, um pior que o outro. A exceção foi o drama “Arizona Dream: Um Sonho Americano” (1993), em que contracenou com Johnny Depp e Jerry Lewis. “A Casa dos 1000 Corpos”, de Zombie, foi uma das suas últimas aparições no cinema.
Trailer e fotos de Star Trek: Short Treks revelam o primeiro dia de Spock na Enterprise
A plataforma CBS All Access divulgou o trailer e 10 fotos do episódio de estreia da 2ª temporada de “Star Trek: Short Treks”, lançado neste sábado (5/10) nos Estados Unidos. Intitulado “Q&A”, o episódio apresenta o primeiro dia de Spock a bordo da Enterprise. O famoso personagem aparece bem jovem e ansioso demais, sendo recebido no teletransporte por uma Número Um com pouca paciência. O climão aumenta quando os dois se vêem presos no elevador a caminho da ponte de comando. “Short Treks” é uma antologia de curtas ambientada no universo trekker, que não segue ordem cronológica, mas suas histórias tem grande conexão com a série “Star Trek: Discovery”. “Q&A”, por exemplo, retoma a tripulação original da Enterprise, vista na 2ª temporada de “Discovery”. Apesar do medo dos produtores de incluir esses personagens – criados para o piloto original de “Jornada nas Estrelas” em 1964, antes do Capitão Kirk – , a estratégia acabou agradando aos fãs. Demais até, como se viu pelo surgimento de campanhas para que suas aventures continuassem. A antologia atende parcialmente a esses pedidos, apesar de a história de “Q&A” ser um prólogo, não continuação. O elenco formado por Ethan Peck (como Spock), Rebecca Romijn (Número Um) e Anson Mount (Capitão Pike) também deve aparecer em outro curta da 2ª temporada. Ao todo, cinco episódios foram produzidos e o próximo está previsto para quinta-feira (10/10), com participação dos impagáveis tribbles, criaturinhas fofas que se multiplicam sem parar e que renderam um dos episódios mais famosos da “Jornada nas Estrelas” original dos anos 1960. Veja a lista com os títulos dos episódios abaixo. A 1ª temporada foi integralmente disponibilizada no Brasil pela Netflix, mas não é fácil de achar. Os episódios completos, de cerca de 15 minutos de duração, foram jogados entre os trailers da página de “Star Trek: Discovery” na plataforma de streaming. Não há previsão para o lançamento nacional dos novos capítulos. #StarTrekShortTreks first look at #NYCC https://t.co/6WRTcSa4d0 pic.twitter.com/CZbCZOEXEd — Star Trek (@StarTrek) October 5, 2019 The new Star Trek: #ShortTreks are finally here! Stream Q&A now on @CBSAllAccess. New #ShortTreks drop the 2nd Thursday of every month until #StarTrekPicard begins. pic.twitter.com/b5CCPfC8qJ — Star Trek on CBS All Access (@startrekcbs) October 5, 2019
Sid Haig (1939 – 2019)
O ator Sid Haig, lenda do cinema B americano, morreu no sábado (21/9), aos 80 anos. A morte foi anunciada por sua esposa, Susan L. Oberg, no Instagram: “Isto veio como um choque para todos nós. Como família, nós pedimos privacidade e tempo para que nosso luto seja respeitado”. Segundo a Variety, Haig faleceu de uma infecção pulmonar, após complicações respiratórias causadas por uma queda, sofrida semanas atrás. A vasta filmografia do ator tem quase 150 títulos, a maioria de temática violenta. Mas antes de encarar as telas, ele tentou a música. Na adolescência, foi baterista da banda T-Birds e chegou a gravar um hit, “Full House”, que atingiu o 4º lugar na parada de sucessos em 1958. Graças a essa experiência, conseguiu um de seus primeiros papéis no cinema, aparecendo como baterista dos Righteous Brothers no filme “Farra Musical” (1965). A tendência de viver monstros, psicopatas, assassinos e degenerados teve início no mesmo ano num episódio da sitcom “The Lucy Show”, de Lucille Ball, em que encarnou uma múmia. Mas foi por diversão, assim como sua passagem pelos quadrinhos, como capanga do Rei Tut (Victor Buono) na série clássica “Batman” (em 1966), e pela sci-fi, como alienígena na 1ª temporada de “Jornada nas Estrelas” (em 1967). Os primeiros papéis aproveitavam-se de seu visual exótico. Descendente de armênios, ele tinha um ar de estrangeiro perigoso. Ao decidir raspar a cabeça, também adquiriu uma aparência demente. Mas sua transformação definitiva em astro de filmes sanguinários se deu pelas mãos do cineasta Jack Hill. O primeiríssimo trabalho de Haig como ator foi num curta universitário de Hill, feito em 1960 como parte do currículo da UCLA. Assim, quando conseguiu financiamento do rei dos filmes B, Roger Corman, o diretor o convocou para participar de seu primeiro longa oficial, “O Rastro do Vampiro” (1966), cujo título original era mais explícito em relação ao tom da produção – “Blood Bath”, literalmente “banho de sangue”. De todo modo, foi o filme seguinte de Hill, “Spider Baby” (1967), que transformou ambos, diretor e ator, em ícones do cinema B americano. Lançado sem fanfarra, “Spider Baby” saiu da obscuridade para se tornar um dos filmes mais cultuados dos anos 1960, ao ser redescoberto pelas novas gerações. A história girava em torno do personagem vivido pelo veterano astro de terror Lon Chaney (“O Lobisomem”), um cuidador de três irmãos mentalmente perturbados, que tenta proteger os jovens de primos gananciosos. De olho na velha mansão da família em que eles vivem, os parentes resolvem trazer advogados para despejá-los da propriedade. Mas a situação sai do controle, com violência generalizada, culminando na explosão da residência por parte do cuidador, numa mistura de ato de desespero, misericórdia e suicídio. Haig viveu o único irmão homem, incapaz de falar, mas capaz de atos terríveis, como o estupro de sua prima. Ator e diretor continuaram a pareceria em outros gêneros de filmes B, como o cultuado filme de prisão feminina “As Condenadas da Prisão do Inferno” (1971) e dois dos maiores clássicos da era blaxploitation “Coffy: Em Busca da Vingança” (1973) e “Foxy Brown” (1974), todos estrelados por Pam Grier. Essa conexão, por sinal, fez com que Haig fosse lembrado por Quentin Tarantino em sua homenagem ao gênero, “Jackie Brown” (1997), protagonizado pela mesma atriz. Sem abandonar violência, Haig também apareceu em clássicos do cinemão classe A, como “À Queima-Roupa” (1967), de John Boorman, “007 – Os Diamantes São Eternos” (1971), de Guy Hamilton, “O Imperador do Norte” (1973), de Robert Aldritch, e até “THX 1138” (1971), primeira sci-fi de um jovem visionário chamado George Lucas (sim, o criador de “Star Wars”). Mas as produções que costumavam escalá-lo com frequência eram mesmo de baixo orçamento, e elas entraram em crise com o fim das sessões duplas noturnas e dos drive-ins na metade final dos anos 1970. Por conta disso, o ator passou boa parte desse período fazendo séries. Chegou a viver nove vilões diferentes em “Missão Impossível”, quatro em “Duro na Queda”, três em “A Ilha da Fantasia”, dois em “MacGyver”, além de enfrentar “As Panteras”, “Police Woman”, “Buck Rogers”, “Os Gatões”, “Esquadrão Classe A”, “O Casal 20″m etc. Ele anunciou oficialmente sua aposentadoria em 1992, dizendo-se cansado de viver sempre o vilão que morria no episódio da semana. Assim, quando Tarantino o procurou para viver Marcellus Wallace em “Pulp Fiction” (1994), ele se recusou. O papel acabou consagrando Ving Rhames. Mas Tarantino não desistiu de tirar Haig da aposentadoria. Ele escreveu o personagem do juiz de “Jackie Brown” pensando especificamente no ator. E ao insistir foi bem-sucedido em convencê-lo a atuar novamente. Após aparecer em “Jackie Brown”, Haig foi convidado a participar de um clipe do roqueiro Rob Zombie, “Feel So Numb” (2001). E a colaboração deu início a uma nova fase na carreira de ambos. Zombie resolveu virar diretor de cinema e escalou Haig em seu papel mais lembrado, como o Capitão Spaulding, guia turístico de “A Casa dos 1000 Corpos” (2003), filme francamente inspirado em “Spider Baby”, entre outras referências de terror ultraviolento. O nome Capitão Spaulding também era citação a outro personagem famoso, o grande contador de “lorotas” vivido por Groucho Marx na célebre comédia “Os Galhofeiros” (1930). Spaulding voltou a matar, acompanhado por seus parentes dementes, na continuação “Rejeitados pelo Diabo” (2005), melhor filme da carreira de Rob Zombie. E Haig seguiu participando dos filmes do roqueiro cineasta, como “Halloween: O Início” (2007), “The Haunted World of El Superbeasto” (2009) e “As Senhoras de Salem” (2012). Ele ainda trabalhou em “Kill Bill: Volume 2” (2004), de Tarantino, no cultuado western de terror “Rastro de Maldade” (2015), de S. Craig Zahler, e em dezenas de títulos de horror lançados diretamente em vídeo na fase final de sua carreira. Para completar sua prodigiosa filmografia, vai se despedir das telas com o personagem que mais viveu, retomando o Capitão Spaulding em “Os 3 Infernais”, final da trilogia de Rob Zombie, que tem estreia prevista para outubro.
Star Trek: Trailer dos novos Short Treks confirma volta da tripulação original da Enterprise
A plataforma CBS All Access divulgou o trailer da 2ª temporada de “Star Trek: Short Treks”. Originalmente uma antologia de curtas aleatórios, passados no universo trekker, a prévia revela que a nova temporada da produção ganhou a forma de um projeto requisitado pelos fãs da franquia: uma minissérie dedicada à tripulação original da Enterprise. Além de resgatar Capitão Pike (Anson Mount), Spock (Ethan Peck) e a Número Um (Rebecca Romijn), a prévia tem até participação dos impagáveis tribbles, criaturinhas fofas que se multiplicam sem parar e que renderam um dos episódios mais famosos da “Jornada nas Estrelas” original dos anos 1960. A tripulação da Enterprise teve grande importância na 2ª temporada de “Star Trek: Discovery” e, apesar do medo dos produtores ao incluir esses personagens – criados para o piloto original de “Jornada nas Estrelas” em 1964, antes do Capitão Kirk – , a estratégia acabou agradando aos fãs. Demais até, como se viu pelo surgimento de campanhas para que suas aventures continuassem. “Star Trek: Short Treks” atende a esses pedidos. Vale lembrar que o produtor Alex Kurtzman, criador e showrunner de “Discovery”, já tinha dito, ao final da temporada mais recente daquela série, que havia chance de os personagens voltarem. “Os fãs foram ouvidos. Tudo é possível no mundo de ‘Star Trek'”, afirmou Kurtzman na ocasião. “Eu adoraria trazer de volta essa tripulação, mais do que tudo. Foi um enorme risco para nós. Uma das coisas mais gratificantes foi ver quão profundamente os fãs abraçaram Pike, Spock, Número Um e a Enterprise. A ideia de contar mais histórias com eles seria uma delícia para todos nós”, acrescentou. A 2ª temporada de “Short Treks” também incluirá dois episódios animados e um capítulo que servirá como prólogo da vindoura série “Star Trek: Picard”. Aina não há previsão de estreia. A série é disponibilizada no Brasil pela Netflix, mas não é fácil de achar. Para encontrá-la, é preciso entrar na seção Trailers e mais dentro de “Star Trek: Discovery”, na plataforma de streaming.
Tarantino descreve seu filme de Star Trek como “Pulp Fiction no espaço”
Em meio à divulgação de “Era uma Vez em Hollywood”, seu novo filme, Quentin Tarantino tem sido bastante questionado sobre se realmente pretende dirigir um filme da franquia “Star Trek”. E ele contou diversas novidades sobre o projeto. Falando ao site Deadline, ele afirmou que ainda não sabe se vai dirigir o longa. Mas se o fizer, o resultado será uma espécie de “‘Pulp Fiction’ no espaço”. A comparação é uma resposta à entrevistas do ator Simon Pegg sobre o futuro da franquia. “Ele não sabe nada do que está acontecendo e fica fazendo comentários como se soubesse”, disse Tarantino ao Deadline. “Em um dos comentários, ele disse ‘bem, não será um Pulp Fiction no espaço’. Claro que será! Se eu fizer o filme, será exatamente assim”. Tarantino elogiou o roteiro assinado por Mark L. Smith (“O Regresso”) e lembrou que o produtor J.J. Abrams não vê problemas na história ser para maiores. Segundo o cineasta, Abrams teria amado a ideia e disse que a franquia tem liberdade para seguir qualquer caminho. Em entrevista ao podcast Reelblend, do site Cinema Blend, ele ainda acrescentou que não consideraria o filme na cota de dez longas que definiu para se aposentar. “Eu acho que ‘Star Trek’ não conta”, disse, considerando que o filme não teria um roteiro de sua autoria nem personagens originais. “Eu posso fazer ‘Star Trek’… mas naturalmente eu terminaria com um original”, afirmou o diretor, lembrando o plano de encerramento de sua carreira no cinema, que teria apenas mais um longa original. “Eu tenho uma brecha aí, e posso encaixar esse filme nela”, completou. O “Star Trek” de Tarantino foi inicialmente anunciado em 2017. Desde então, o diretor encomendou um roteiro, que Mark L. Smith já entregou. Ele pretende se debruçar sobre a história assim que terminar a divulgação de “Era uma Vez em Hollywood”, que estreia nos cinemas americanos em 15 de agosto – duas semanas antes do lançamento no Brasil. Ele também reafirmou que é fã da série clássica e dos filmes recentes de “Star Trek”, elogiou o elenco atual da franquia no cinema, mas jura que ainda não sabe se vai filmar essa história. Entretanto, se mostra bastante inclinado. Caso o projeto sair do papel, deverá ser o próximo filme de Tarantino.
Tripulação original da Enterprise deve voltar em curta da série Short Treks
A participação da tripulação original da nave Enterprise foi um dos principais destaques da 2ª temporada de “Star Trek: Discovery”. E tanto os fãs pediram que os personagens devem retornar em breve. Infelizmente, não numa série derivada, mas num curta-metragem da série de antologia “Short Treks”. Mark Pellington, diretor de um dos episódios, publicou recentemente no Instagram uma foto em que aparece ao lado de Ethan Peck (Spock) e Rebecca Romijnn (a Número Um), acompanhada pela palavra “Short Treks”. A foto acabou deletada, mas os fãs tiraram fotos e o post original pode ser conferido abaixo. O desfecho da 2ª temporada de “Star Trek: Discovery” mostrou a nave Discovery indo 950 anos para o futuro, mas a narrativa continuou focando os personagens que ficaram na linha temporal original, encerrando o episódio com a tripulação da Enterprise. Isto é, a tripulação do piloto de “Jornada nas Estrelas” recusado de 1964, que acabou se tornando conhecida quando um episódio de flashback de 1966 mostrou que Kirk não tinha sido o primeiro capitão da famosa nave espacial. A tripulação original teve grande importância na 2ª temporada de “Star Trek: Discovery” e, apesar do medo dos produtores ao incluir esses personagens, a estratégia acabou agradando aos fãs. Demais até, pois eles têm feito campanhas para que suas aventures continuem. A revista The Hollywood Reporter chegou a perguntar a Alex Kurtzman, criador e showrunner de “Discovery”, ao final da temporada, se haveria chance dos personagens voltarem. Kurtzman disse que sim. “Os fãs foram ouvidos. Tudo é possível no mundo de ‘Star Trek'”, afirmou Kurtzman, sugerindo que os espectadores voltariam a ver a ponte de comando da Enterprise preenchida pelo Capitão Pike (Anson Mount), Spock (Ethan Peck) e a Número Um (Rebecca Romijn). “Eu adoraria trazer de volta essa tripulação, mais do que tudo. Foi um enorme risco para nós. Uma das coisas mais gratificantes foi ver quão profundamente os fãs abraçaram Pike, Spock, Número Um e a Enterprise. A ideia de contar mais histórias com eles seria uma delícia para todos nós”, concluiu. O episódio de “Short Treks” focado na Enterprise ainda não foi confirmado oficialmente. Além dessa provável participação, o universo trekker em breve ganhará uma nova atração passada na mesma linha temporal dos personagens, que pode incluir novas aparições de Pike, Spock e Número Um. Trata-se de uma atração sobre a Seção 31, a organização semi-secreta e autônoma da Federação, que será estrelada por Michelle Yeoh, retomando a personagem da Imperatriz Georgiou, e Shazad Latif como Ash Tyler. Saiba mais aqui. “Star Trek: Discovery” é disponibilizada no Brasil pela Netflix.
Tripulação original de Star Trek pode ganhar série própria
O final da 2ª temporada de “Star Trek: Discovery” pode servir de gancho para o lançamento de um spin-off da série. A mensagem a seguir é do planeta spoiler. O desfecho mostrou a nave Discovery indo 950 anos para o futuro, mas a narrativa continuou focando os personagens que ficaram na linha temporal original, encerrando o episódio com a tripulação da Enterprise. Isto é, a tripulação do piloto de “Jornada nas Estrelas” recusado de 1964, que acabou se tornando conhecida quando um episódio de flashback de 1966 mostrou que Kirk não tinha sido o primeiro capitão da famosa nave espacial. A tripulação original teve grande importância na 2ª temporada de “Star Trek: Discovery” e, apesar do medo dos produtores ao incluir esses personagens, a estratégia acabou agradando aos fãs. Demais até, pois eles têm feito campanhas para que suas aventures continuem. A revista The Hollywood Reporter perguntou a Alex Kurtzman, criador e showrunner de “Discovery”, se haveria chance disso acontecer. “Os fãs foram ouvidos. Tudo é possível no mundo de ‘Star Trek'”, disse Kurtzman, revelando, ao comentar o final da temporada, que os espectadores têm grandes chances de voltar a ver a ponte de comando da Enterprise preenchida pelo Capitão Pike (Anson Mount), Spock (Ethan Peck) e a Número Um (Rebecca Romijn). “Eu adoraria trazer de volta essa tripulação, mais do que tudo. Foi um enorme risco para nós. Uma das coisas mais gratificantes foi ver quão profundamente os fãs abraçaram Pike, Spock, Número Um e a Enterprise. A ideia de contar mais histórias com eles seria uma delícia para todos nós”, concluiu. Oficialmente, ainda não há uma série focada no Capitão Pike. Isto pode mudar após a repercussão de sua participação e a forma como o novo intérprete de Spock agradou aos fãs – a ponto de tornar difícil a vida de Zachary Quinto, caso volte a viver Spock no cinema. Entretanto, já existe um projeto passado nesse linha temporal, que poderia trazer de volta a tripulação da Enterprise. Trata-se de uma atração sobre a Seção 31, a organização semi-secreta e autônoma da Federação que faz parte da tradição da franquia desde que foi introduzida nos anos 1990 num episódio da série “Star Trek: Deep Space Nine”. Este spin-off está confirmado e será estrelado por Michelle Yeoh, retomando a personagem da Imperatriz Georgiou, e Shazad Latif como Ash Tyler. Saiba mais aqui. “Star Trek: Discovery” é disponibilizada no Brasil pela Netflix.
Capitão Pike não fará parte da 3ª temporada de Star Trek: Discovery
A série “Star Trek: Discovery” vai perder mais um capitão ao final da 2ª temporada. O ator Anson Mount (“Os Inumanos”) não retornará como capitão Christopher Pike no terceiro ano da produção. O contrato de Mount foi para apenas uma temporada. Além dele, também Rebecca Romijn (“X-Men”), que viveu outra personagem clássica de “Star Trek”, a Número 1, primeira oficial da Enterprise, deixará a atração, apesar de sua presença quase não ter sido notada – apareceu em um único episódio. Ao contrário das atrações anteriores da franquia, centradas num capitão de espaçonave ou comandante de estação espacial, o personagem de Mount foi o segundo capitão da Discovery desde o lançamento da série. Pike assumiu provisoriamente o comando da nave Discovery após a morte do capitão Lorca (Jason Isaacs) na 1ª temporada. A participação de Pike, da Número 1 e até do jovem Spock (Ethan Peck) ajudou a estabelecer a cronologia de “Star Trek: Discovery” em relação à série “Jornada nas Estrelas” original, conectando-se aos eventos do piloto original, recusado em 1964 – , que acompanhava a Enterprise comandada por Pike. A existência de um capitão anterior a Kirk (William Shatner) tornou-se parte do cânone devido ao reaproveitamento das cenas do piloto num episódio de “flashback”, que foi ao ar em 1966, mostrando Spock (Leonard Nimoy) rebelando-se para ajudar seu ex-capitão a chegar ao planeta Talos IV. Essa história de 1966 agora faz parte do futuro de “Discovery”, após a série atual viajar a Talos IV e explorar a ligação de Pike com o lugar, que ele já teria visitado – no piloto de 1964. Isto ainda indica que a saída de cena do personagem deve ser trágica. Para completar, demonstra que “Star Trek: Discovery” se passa na cronologia antiga, que ignora as mudanças feitas pelo reboot cinematográfico de 2009. Vale lembrar que o filme “Star Trek” mostrou Pike (Bruce Greenwood) como mentor de Kirk (Chris Pine) e apagou a relação do antigo capitão com Spock (Zachary Quinto). Enquanto o Pike dos anos 1960 (Jeffrey Hunter) acabou desfigurado e paraplégico, encontrando alento final em Talos IV, o Pike dos anos 2000 foi assassinado por Khan (Benedict Cumberbatch) em “Além da Escuridão: Star Trek” (2013). Ironicamente, os dois longas da fase de reboot foram escritos por Alex Kurtzman, que agora é produtor de “Star Trek: Discovery”. Muitos fãs gostariam de ver Pike, a Número 1 e Spock numa série sobre a tripulação original da Enterprise. Mas, embora muitos projetos derivados de “Star Trek” estejam atualmente em desenvolvimento, essa narrativa não está entre eles.
Nova série do Capitão Picard contrata atores de Heroes e Blindspot
A série que vai marcar a volta de Patrick Stewart ao papel de Jean-Luc Picard transportou a bordo os primeiros tripulantes. Os atores Santiago Cabrera (de “Heroes” e “Salvation”) e Michelle Hurd (“Blindspot”) juntaram-se a Stewart no elenco fixo da série da plataforma CBS All Access. Detalhes sobre seus papéis estão sendo mantidos em segredo, bem como a premissa da atração. Uma das poucas informações adiantas sobre a série é que Stewart vai reprisar seu papel como Jean-Luc Picard e explorar o próximo capítulo da vida do capitão da Frota Estelar. A produção marcará a volta do ator ao papel, vivido pela última vez no longa metragem “Star Trek: Nemesis”, de 2002. O produtor executivo Alex Kurtzman também disse, em entrevistas, que Picard teve sua vida “radicalmente alterada pela dissolução do Império Romulano”. Ainda sem título, a atração deve chegar ao serviço CBS All Access no final de 2019.
Star Trek: Discovery é renovada para a 3ª temporada
A plataforma CBS All Access renovou “Star Trek: Discovery” para sua 3ª temporada. O anúncio acompanha a chegada da série à metade de seu segundo ano, que se estenderá até o fim de abril. A estreia dos novos episódios, em janeiro, foi responsável pelo maior pico no número de assinantes do serviço de streaming da CBS. Mas, desde então, o voo da Discovery não tem sido dos mais tranquilos. A produção perdeu ritmo e entrou em rota crítica, culminando numa troca de capitães. Os showrunners responsáveis pela primeira metade da temporada foram afastados em meio à produção e o criador Alex Kurtman (diretor de “A Múmia” e roteirista de “Star Trek” e “Além da Escuridão: Star Trek”) precisou assumir sozinho a série. Por isso, além do anúncio da renovação, o CBS All Access também confirmou que Michelle Paradise (roteirista-produtora de “The Originals”) vai dividir com Kurtzman as responsabilidades de showrunner da 3ª temporada. Ela começou a escrever “Star Trek: Discovery” durante a mudança de rota e os três episódios que assinou ainda não foram exibidos. “Ela tem um senso muito bom de personagem e história”, elogiou Kurtzman em comunicado oficial. “Seu ímpeto e seu foco criativo já se tornaram parte insubstituível da nossa equipe e do legado de ‘Star Trek'”. A renovação reflete o investimento do CBS All Access na franquia de ficção científica. Além de novos episódios para continuar a exploração da série principal, a plataforma vai produzir uma nova atração centrada no Capitão Picard, de “Star Trek: A Nova Geração” – que será novamente vivido por Patrick Stewart – , um spin-off de “Discovery” com a Capitã Georgiou, personagem de Michelle Yeoh, e uma série de animação de “Star Trek” desenvolvida por Mike McMahan (um dos roteiristas de “Rick and Morty”). No Brasil, “Star Trek: Discovery” é disponibilizada pela Netflix.
Morgan Woodward (1925 – 2019)
O ator Morgan Woodward, que apareceu em mais de 250 filmes e episódios de séries ao longo de quatro décadas de carreira, morreu na sexta (22/2) em Paso Robles, na Califórnia, aos 93 anos. A maioria de seus papéis foram em produções de faroeste. Mas ele também teve desempenhos importantes em sci-fis e integrou a série de maior audiência da década de 1980, além de ter ofuscado Paul Newman com o brilho de seus óculos icônicos em “Rebeldia Indomável”. Woodward nasceu em 1925 no Texas e foi piloto da Força Aérea dos Estados Unidos durante a 2ª Guerra Mundial. Ele também serviu durante a Guerra da Coréia. Mas seu sonho era virar cantor. Ao se mudar para Los Angeles em 1955, sua intenção era arranjar trabalho em musicais de Hollywood. Mas os primeiros papéis que conseguiu foram em produções de western da Disney, “Têmpera de Bravos” (1956) e “A Odisseia do Oeste” (1956), que direcionaram sua carreira para o gênero. Ele emendou mais dois westerns, “Chuva de Balas” (1957), com Joel McCrea, e “Na Rota dos Proscritos” (1958), estrelado por Audie Murphy, e passou a aparecer em diversas séries de cowboys – “Cheyenne”, “O Texano”, “Bat Masterson”, etc. Até pendurar as esporas em “Wyatt Earp” em 1958, estrelando quatro temporadas como Shotgun Gibbs, o ajudante do delegado do título. Com o fim de “Wyatt Earp” em 1961, Woodward continuou fazendo aparições em faroestes televisivos – “O Paladino do Oeste”, “Daniel Boone”, “Gunsmoke”, “Caravana”, “Big Valley”, “O Homem de Virgínia”, “Chaparral”, etc – e filmes de bangue-bangue – “O Revólver é a Minha Lei” (1963), com Rory Calhoun, e “Matar ou Cair” (1966), novamente com Audie Murphy. Mas, ao final dos anos 1960, os westerns saíram de moda. E precisando encarar seu primeiro drama contemporâneo, Woodward acabou conquistando seu papel de mais destaque no cinema. Ele viveu o antagonista de Paul Newman em “Rebeldia Indomável” (1967), como um dos guardas mais temidos da prisão rural da trama, conhecido como “o homem sem olhos” graças aos seus óculos refletivos e habilidade de acertar tiros certeiros. Sua interpretação “sem olhos” e poucas palavras foi literalmente tiro e queda, materializando um dos vilões mais frios e imprevisíveis de Hollywood. Ainda mantinha uma dieta de westerns – “O Último Tiro” (1968), com James Stewart, “Só Matando” (1969), com Richard Widmark, etc – , quando começou a se adaptar para acompanhar a nova tendência televisiva dos anos 1960: as séries de ficção científica. Woodward deixou sua marca na história da sci-fi ao aparecer em dois episódios de “Jornada nas Estrelas”, tornando-se o primeiro humano a compartilhar a mente com o Sr. Spock (Leonard Nimoy), e integrar o elenco recorrente de “Fuga das Estrelas” (Logan’s Run) como o misterioso Ancião Morgan. Ele também participou de “Planeta dos Macacos” e “Project U.F.O.”, culminando sua fase espacial com o filme “Mercenários das Galáxias” (1980), um – cultuado – “Star Wars” dos pobres do rei dos filmes B Roger Corman. Nos anos 1980, aumentou ainda mais seu status televisivo com uma sequência de papéis recorrentes em “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues) e “Esquadrão Classe A” (The A Team), mas principalmente por seu personagem fixo em “Dallas”. Ele viveu Marvin “Punk” Anderson, integrante do cartel petroleiro e conselheiro dos Ewins por 55 episódios, entre 1980 e 1987, na série líder de audiência da década. O astro veterano ainda participou de um telefilme de reunião da série “Gunsmoke” em 1992 – com um personagem diferente dos 17 que viveu no programa original. E encerrou a carreira com participações nas séries sci-fi “Arquivo X” (num episódio de 1995) e “Millennium” (em 1997), ambas criadas por Chris Carter. Em reconhecimento a seus papéis em séries e filmes de western, ele foi premiado pelo Golden Boot Awards (o “Oscar dos faroestes”) em 1988 e entronizado no Hall of Great Western Performers do Museu Nacional do Velho Oeste.










