Foto de Johnny Depp como Luís XV marca volta do ator ao cinema
A produtora francesa Why Not Productions divulgou a primeira foto de Johnny Depp em seu próximo filme, “Jeanne du Barry”, em que ele tem o papel do rei Luís XV. A empresa que realizou os dramas premiados “Ferrugem e Osso” (2012) e “O Profeta” (2009) também confirmou que as filmagens do longa (anteriormente chamado de “La Favorite”) começaram em 26 de julho, em locações como Versalhes e outros castelos na região de Paris, bem como em estúdio. Dirigido pela cineasta e atriz francesa Maïwenn (“Meu Rei”), a produção marca o primeiro papel de Depp no cinema em três anos e segue sua vitória em seu turbulento julgamento por difamação contra a ex-mulher Amber Heard. O filme será falado em francês e também marca a estreia de Depp no idioma. O ator morou na França por muitos anos, enquanto esteve casado com atriz Vanessa Paradis, e fala francês, mas, segundo a imprensa dos EUA, com um forte sotaque americano. O ambicioso drama é livremente inspirado na vida de Jeanne du Barry, a última amante de Luís XV na Corte de Versalhes, depois de Madame de Pompadour. Luís XV governou a França de 1715 a 1744 e ficou conhecido pelas extravagâncias, além das inúmeras amantes. Além de dirigir, Maïwenn co-estrela o longa como a cortesã do título. A estreia está prevista para 2023.
Revelações da íntegra de processo fazem Johnny Depp ser “descurtido” por famosos
A revelação de fatos que a equipe de Johnny Depp conseguiu evitar que fossem trazidos à tona durante seu processo por difamação contra Amber Heard está causando uma reviravolta na imagem pública do ator. Desde segunda-feira (1/8), quando o conteúdo das mais de 6 mil páginas do processo começou a ser publicado na imprensa americana, várias celebridades tiraram likes da publicação em que o ator celebrou sua vitória no julgamento. A “debandada” de curtidas inclui joinhas de Orlando Bloom, Rita Ora, Elle Fanning, Natalie Imbruglia, Robert Downey Jr., Bella Hadid, Zoey Deutch, Sophie Turner e Joey King, entre outras personalidades que teriam “descurtido” Depp nesta semana. O “êxodo” do apoio foi notado por usuários da plataforma Reddit, que haviam compilado todas as contas que curtiram e/ou comentaram na publicação. O texto descurtido diz: “A todos os meus apoiadores mais preciosos, leais e inabaláveis. Estivemos juntos em todos os lugares, vimos tudo juntos. Percorremos o mesmo caminho juntos. Fizemos a coisa certa juntos, tudo porque você se importava. E agora, vamos todos avançar juntos. Vocês são, como sempre, meus patrões e, mais uma vez, não tenho como dizer obrigado, a não ser apenas dizer obrigado. Então, obrigado. Meu amor e respeito, JD”. Nenhuma das celebridades mencionadas se manifestou publicamente sobre o motivo para a retirada de suas curtidas no post de Depp. Mesmo assim, a revista Newsweek apontou três descobertas que desagradaram de forma ampla os fãs do ator: o comportamento de Depp no set do quinto filme da franquia “Piratas do Caribe” (que, segundo os documentos, teria incomodado inclusive executivos da Disney), mensagens do ator para Marilyn Manson contra mulheres em geral e a tentativa de revelar que Heard foi stripper, para atacá-la no tribunal. No início de junho, Amber foi considerada culpada por escrever um artigo no The Washington Post em que se declarava sobrevivente de abuso doméstico. Na decisão, o júri determinou que a atriz teria que indenizar o ex-marido em US$ 10,35 milhões (US$ 10 milhões em danos compensatórios e US$ 350 mil em danos punitivos), mas considerou que o ator também difamou sua ex-esposa ao lutar contra suas acusações, concedendo a Heard US$ 2 milhões em danos compensatórios – na prática, apenas diminuiu um pouco o débito da atriz, que caiu para US$ 8,35 milhões. Heard entrou com um recurso de apelação da sentença em julho.
Johnny Depp é acusado de plagiar poema inteiro em letra de música
Johnny Depp vai encarar mais um processo em sua carreira cada vez mais jurídica. Ele foi acusado de plágio em sua recente incursão musical com o roqueiro Jeff Beck. Depp e Beck lançaram o disco “18” no mês passado, que reúne diversos covers e duas músicas originais. Uma delas, “Sad Motherf***in’ Parade”, foi considerada um ataque contra Amber Heard. Mas a inspiração pode ter sido bem diferente. O musicólogo Bruce Jackson denunciou à revista Rolling Stone que a letra é plágio de um “toast” obscuro, cantado por um homem negro encarcerado e documentado por ele em 1974. A letra da poesia profana original foi escrita por um homem chamado Slim Wilson que estava cumprindo uma sentença de assalto à mão armada na Penitenciária Estadual do Missouri, quando Jackson a registrou em seu livro “Get Your Ass in the Water and Swim Like Me”, dedicado à história dos “toasts” – poesia negra maldita. O livro foi lançado com o acompanhamento de um disco com gravações de toasts. A poesia que teria sido plagiada se chama “Hobo Ben”. E seus versos são, realmente, muito semelhantes aos de “Sad Motherf***in’ Parade”. No toast, “Hobo Ben”, o homem do título da música está em uma festa e diz: “’Senhoras de cultura e beleza tão refinadas, há uma entre vocês que me daria vinho?/ Estou esfarrapado, eu sei , mas eu não tenho fedor/ e Deus abençoe a senhora que vai me pagar uma bebida.’/ Hattie de quadris pesados virou-se para Nadine com uma risada/e disse, ‘O que aquele filhodamãe fedido realmente precisa, criança, é um banho.’” “Sad Motherf***in’ Parade” inclui versos semelhantes, como “Sou maltrapilho, eu sei, mas não tenho fedor”, “Deus abençoe a senhora que vai me pagar uma bebida” e “O que esse filhodamãe realmente precisa, criança, é um banho”. “As únicas duas linhas que pude encontrar em toda a letra que [Depp e Beck] contribuíram são ‘Big time motherfucker’ e ‘Bust it down to my level’”, disse Jackson à Rolling Stone. “Todo o resto é da performance de Slim no meu livro. Eu nunca encontrei nada assim. Eu tenho publicado coisas por 50 anos e esta é a primeira vez que alguém simplesmente rasgou algo e colocou seu próprio nome nela” Até o momento, nem Depp nem Beck comentaram as acusações.
Denúncias de Ellen Barkin contra Johnny Depp chegam à imprensa
Novos detalhes do processo travado entre Johnny Depp e Amber Heard têm vindo à tona diariamente, desde que as 6 mil páginas de documentos compilados para o julgamento foram parar na imprensa dos EUA no começo da semana. A maior novidade desta quarta (3/8) foram transcrições do depoimento da atriz Ellen Barkin (“Animal Kingdom”), que testemunhou contra Depp, falando de seu relacionamento conturbado. Barkin deu um testemunho em vídeo no julgamento, que foi ignorado por grande parte da imprensa na época. Suas declarações sobre o período em que namorou Depp corroboravam as afirmações feitas por Heard. Agora que o julgamento acabou e que Heard foi condenada por difamar Depp ao sugerir ter sobrevivido à violência doméstica – num editorial escrito para o jornal The Washington Post em 2018 – , as declarações de Barkin finalmente ganharam atenção. A atriz participou do filme “Medo e Delírio” (1998) junto com Johnny Depp, na época que mantinham um relacionamento. Ela contou que, na primeira relação sexual que tiveram, o ator lhe deu a droga metaqualona, um sedativo de capacidade hipnótica, da marca Quaalude. De acordo com Barkin, Johnny Depp era “incrivelmente charmoso”, mas cercado por um mundo de violência “como a maior parte dos agressores”. Durante os vários meses em que estiveram juntos, ele “estava bêbado na maior parte do tempo”, ela afirmou. Além disso, disse que o ex-namorado menosprezava as pessoas que achava que eram inferiores a ele e se manifestava sempre de forma agressiva. “Ele é escandaloso, ele é verbalmente abusivo, e essas coisas que você pode ver”, disparou a atriz. Em seu depoimento, Barkin ainda descreveu o ator como “um homem ciumento, controlador, que sempre me questionava ‘Aonde vai? Com quem vai? O que fez ontem à noite?'”. “Uma vez, ele ficou muito irritado porque eu tinha um arranhão nas costas e insistiu em que era porque tive relações sexuais com outra pessoa que não era ele”, disse a atriz. Para concluir, Barkin contou sobre um incidente durante as filmagens de “Medo e Delírio” em Las Vegas, no qual Depp arremessou uma garrafa de vinho em sua direção, do outro lado do quarto do hotel onde estavam hospedados. “Não sei por que jogou a garrafa, embora Depp tenha tido uma discussão com amigos ou com seu assistente”, comentou. A garrafa quase a acertou e foi a gota d’água para que ela terminasse o relacionamento. Vale observar que nenhuma dessas declarações são novidade. Ellen Barkin contou tudo isso durante o processo, e seu depoimento foi transmitido ao vivo pelo canal pago americano Court TV. Entretanto, os detalhes só foram publicados como notícia nesta quarta e apresentados pela imprensa como grandes revelações. O que só demonstra como o julgamento mais midiático do século teve uma péssima cobertura jornalística. Veja abaixo o vídeo com o depoimento da atriz exibido no tribunal.
Johnny Depp apoiou Marilyn Manson contra denúncias de mulheres: “Não aceita essas m…”
A pilha de cerca de 6 mil páginas de documentos judiciais que integraram o julgamento por difamação entre Johnny Depp e Amber Heard está lotada de revelações que não foram trazidas à tona no tribunal. Os documentos registram tudo o que a juíza Penney Azcarate proibiu de ser levado ao julgamento, atendendo a pedidos dos advogados das duas partes. De acordo com descobertas da imprensa americana, há desde declarações comprometedoras até mensagens de texto que poderiam mudar o veredito de ambos os lados. Contra Heard, há uma declaração de terceiros de que sua irmã teria confessado que foi a atriz que cortou a ponta do dedo de Johnny Depp ao jogar uma garrafa em sua direção. Quem faz a afirmação é uma ex-chefe de Whitney Heard Henriquez, a curadora de arte Jennifer Howell, segundo uma transcrição da advogada de Depp, Camille Vasquez. A declaração não foi aceita por não ser um testemunho direito e por Whitney negar ter dito isso. Os advogados de Heard também conseguiram barrar a tentativa de Depp de trazer à tona “o vídeo do reality show da irmã de Amber Heard, Whitney”, fotos nuas da atriz e “os relacionamentos românticos passados de Whitney e Amber”, afirma o documento. O astro de “Piratas do Caribe” ainda queria contar ao júri sobre “a breve passagem de Amber como dançarina exótica, anos antes de conhecer Depp”, escreveram seus advogados, que também se opuseram ao modo como o “Sr. Depp tenta sugerir ou insinuar de maneira frívola e maliciosa que a Sra. Heard já foi uma acompanhante”, revelaram os documentos. Já contra Depp, há material mais farto, a começar por uma coleção de mensagens de texto trocadas com Marilyn Manson sobre o tema da violência doméstica. Os advogados do ator conseguiram bloquear a inclusão desses textos no julgamento com a justificativa de que prejudicariam seu cliente, ao promover uma visão distorcida de sua amizade com o roqueiro – que também está no meio de um processo contra Rachel Evan Wood, que é muito similar ao movido por Depp contra Heard. Em uma das mensagens para Depp, Manson afirma: “Eu tenho uma Amber 2.0”. E em seguida ele conta como a então namorada o acusou de agressão e de posse de drogas em casa. O astro da franquia ‘Piratas do Caribe’ se solidariza com o amigo e aconselha: “Não aceite nenhuma dessas merdas, fique calmo e não dê nada que ela pedir”. O ator ainda acrescenta: “Comportamentos sociopatas… É para valer essa merda, meu irmão!! A c*zona da minha ex é a p***a de um exemplo vivo!!”. Ele também afirma: “O que ela quer é fazer você gritar, surtar completamente e alimentar o narcisismo dela!!!”. Ele então afirma que está lendo “MUITOS materiais sobre o tema” e concluiu afirmando: “Deveria ter me informado antes”. Em outra troca de mensagens, Manson volta a reclamar da companheira, a chamando pelo apelido de “L”: “Eu tenho um cenário sério envolvendo a política do tipo Amber na família da L. Estou tenso demais. Não sei se você já voltou, mas preciso de abrigo em algum lugar porque acho que a polícia possa vir atrás de mim”. O músico complementa: “A Lindsay deu uma de Amber e procurou a polícia. Ela segue fazendo a Amber e os policiais vão aparecer com um um mandado”. Depp volta a aconselhá-lo: “Mantenha a distância e fique o mais longe possível dela!!!”. O cantor então conclui dizendo: “Isso doentio. Disse que bati nela. Deu o meu endereço para a polícia. E disse que tenho droga aqui. Estou pronto para dar o fora”. Em uma última mensagem, Manson diz que vai apresentar uma fã a Depp, informando que ela tem 18 anos: “Minha nova garota que conheci em um encontro com fãs. Parece que você está precisando. Confia em mim. Vou mandar uma foto. 18”. Os documentos também revelam que o julgamento excluiu uma referência a “Depp aparecer na TV bêbado e chapado [numa reunião], a ponto de os executivos do estúdio da Disney ligarem para sua ex-agente, Tracey Jacobs, perguntando ‘O que diabos havia de errado com seu cliente'”. A equipe de Heard também afirmou que “esses mesmos problemas aconteceram durante as filmagens de ‘Piratas 5’ e a Disney disse à Sra. Jacobs que ‘aquela conduta não seria tolerada’ e que ‘a Disney não aceitaria isso'”. O relacionamento de Depp com a Disney desempenhou um papel importante no julgamento, pois seus advogados argumentaram que as supostas alegações difamatórias de Heard lhe custaram dezenas de milhões de dólares por ele não ter feito “Piratas do Caribe 6”. Apesar disso, essa parte crucial de informação sobre o relacionamento do ator com o estúdio foi excluída do caso. Durante sua defesa, a equipe de Heard argumentou que a Disney demitiu o ator devido ao seu próprio comportamento, mas não teve permissão para comprovar. Os documentos também mostram como os advogados de Depp conseguiram excluir do julgamento depoimentos sobre o registro de prisão do ator e litígios em andamento em outros casos, incluindo um processo que o acusava de agressão num set de filmagem. Seus advogados foram bem-sucedidos em convencer a juíza de que a inclusão dessas evidências “não serviria para nenhum outro propósito além de prejudicar Depp diante do júri” e que Heard usaria isso para “oferecer evidências que retratam Depp como um homem violento”. A advogada de Heard, Elaine Bredehoft, reclamou no programa “Today” que o júri foi proibido de ter acesso a evidências que foram aceitas no julgamento de Depp no Reino Unido, onde ele perdeu seu caso contra o jornal The Sun por uma história que identificou-o como um “espancador de esposas”. “Tínhamos uma enorme quantidade de evidências que foram suprimidas neste caso, mas que estavam no caso do Reino Unido”, disse Bredehoft. O veredito do julgamento, encerrado em 1º de junho, condenou Heard a pagar US$ 10,35 milhões em danos a Depp (US$ 10 milhões em danos compensatórios e US$ 350 mil em danos punitivos) por um artigo de opinião publicado no jornal Washington Post em 2018, em que ela se disse sobrevivente de violência doméstica. Embora o júri no veredicto tenha ficado mais do lado de Depp, ainda decidiu que o ator difamou sua ex-esposa ao lutar contra suas acusações. O júri concedeu a Heard US$ 2 milhões em danos compensatórios – na prática, apenas diminuiu um pouco o débito da atriz, que caiu para US$ 8,35 milhões. Heard entrou com um recurso de apelação da sentença em julho.
Amber Heard vende mansão para juntar dinheiro de processo
A atriz Amber Heard vendeu uma mansão no deserto de Yucca Valley, na Califórnia, EUA, avaliada em US$ 1 milhão. De acordo com o TMZ, a negociação foi fechada no dia 18, e teria sido um ótimo negócio. A atriz vendeu o imóvel por quase o dobro do preço que pagou quando o adquiriu em 2019 – US$ 570 mil. Apesar do bom retorno financeiro da venda, a quantia é pequena diante de sua condenação no processo por difamação movido por Johnny Depp contra ela. Heard foi condenada a pagar US$ 10,35 milhões, mas como Depp também foi punido em US$ 2 milhões, sua dívida ficou em US$ 8,35 milhões. De acordo com o site TMZ, ela estaria tentando juntar dinheiro para pagar os custos de uma apelação contra esta sentença. Veja as fotos da mansão abaixo. Go inside Amber Heard's Yucca Valley retreat. For more photos and info: https://t.co/mZGeyCItyj pic.twitter.com/2IYnJJkT46 — Dirt (@DirtDotCom) June 1, 2022
Páginas do processo entre Johnny Depp e Amber Heard revelam que ela perdeu fortuna no divórcio
Mais de 6 mil páginas de documentos judiciais usados no julgamento por difamação entre Johnny Depp e Amber Heard foram reveladas pela imprensa dos EUA. E entre as informações trazidas à luz estão a declaração de que a atriz perdeu pelo menos US$ 16,5 milhões a que teria direito apenas da divisão de lucros de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” (2017). Pela lei da Califórnia, ela tinha direito a metade dos ganhos de Depp durante o casamento. Estima-se que ele faturou US$ 33 milhões no quinto “Piratas do Caribe”. Segundo informam os documentos obtidos pelo site Daily Beast, Heard abriu mão desta fortuna e mais a metade de todos os bens do casal por não querer arrastar seu divórcio. Depp ficou com tudo e ainda arrastou a atriz ao tribunal do mesmo jeito. Pelo acordo de divórcio, a atriz recebeu apenas US$ 7 milhões que prometeu doar. Como Depp começou a processá-la, ela interrompeu a doação para pagar os custos de sua defesa. Mesmo assim, foi acusada de interesseira em postagens misóginas das redes sociais estimuladas pelas ações do ator. As perdas, porém, não acabaram com o divórcio. A equipe de Heard alega nos documentos que a atriz sofreu prejuízos financeiros na faixa dos “US$ 47-50 milhões” ao longo de um “período de 3-5 anos” por causa das declarações difamatórias de Depp contra ela, fazendo seu salário se desvalorizar e prejudicando o fechamento de novos contratos. Para agravar sua situação financeira, o veredito do julgamento, encerrado em 1º de junho, condenou Heard a pagar US$ 10,35 milhões em danos a Depp (US$ 10 milhões em danos compensatórios e US$ 350 mil em danos punitivos) por um artigo de opinião publicado no jornal Washington Post em 2018, em que ela se disse sobrevivente de violência doméstica. Embora o júri no veredicto tenha ficado mais do lado de Depp, ainda decidiu que o ator difamou sua ex-esposa ao lutar contra suas acusações. O júri concedeu a Heard US$ 2 milhões em danos compensatórios – na prática, apenas diminuiu um pouco o débito da atriz, que caiu para US$ 8,35 milhões. Heard entrou com um recurso de apelação da sentença em julho.
Johnny Depp volta a atuar com personagem excêntrico em trailer de game
O ator Johnny Depp retomou a carreira de ator, que estava suspensa em meio às repercussões de processos milionários de difamação abertos contra o jornal The Sun no Reino Unido e Amber Heard nos EUA, com o trailer de um game chinês. O vídeo do novo jogo de RPG online “Sea of Dawn” traz Depp dando vida a um novo personagem excêntrico. Na prévia, ele vive um marinheiro irlandês veterano, cego e cheio de histórias, que vive confinado em sua casa, repleta de bugigangas de suas viagens. Sua rotina é quebrada pela visita de um cobrador de impostos (interpretado por Francisco Rodriguez), que não tem tempo para falar nada, ao ser recebido com entusiasmo, frases enigmáticas e relatos de grandes aventuras ao redor do mundo. O resultado é praticamente um curta-metragem de comédia. Muito divertido. O jogo é um lançamento da empresa chinesa Changyou, responsável pelo hit “Dragon Oath” que, segundo a empresa, registrou 300 milhões de usuários desde sua estreia em 2007. “Sea of Dawn” se passa durante a era dos grandes descobrimentos navais e permite aos jogadores navegarem em alto mar em navios de guerra ou como piratas. “Se houver uma oportunidade para o humor, eu vou agarrá-la”, explicou Depp num making of do comercial, sobre iniciativas inesperadas do personagem. “Quero assistir a um personagem que tenha a ousadia adequada para fazer coisas que eu nunca faria.” É possível imaginar um filme inteiro com o novo marujo de Depp, que se chama Philip, e pode ou não ter cruzado com um certo capitão Sparrow em suas muitas aventuras marítimas.
Johnny Depp entra com recurso contra indenização a Amber Heard
O ator americano Johnny Depp entrou na sexta (22/7) com um recurso no processo de difamação movido contra Amber Heard, um dia após sua ex-mulher ter feito o mesmo. Heard recorreu na quinta-feira da decisão final do processo multimilionário que a condenou em US$ 10,35 milhões por difamação contra o ator de Piratas do Caribe. O ator também foi condenado nesse processo a pagar US$ 2 milhões para Amber Heard por declarações difamatórias. O recurso visa revisar essa decisão. Ele não quer pagar nada – ou, no caso, descontar qualquer centavo que seja do valor da dívida da ex-esposa, desejando receber os US$ 10,35 milhões integrais, em vez de US$ 8,35 milhões. “O autor e o réu John C. Depp II, através de seu advogado, apela para o tribunal de apelações da Virgínia de todas as decisões adversas e da ordem de julgamento final deste tribunal de circuito emitido em 24 de junho de 2022”, diz o documento entregue ao tribunal de Fairfax, no estado da Vírginia.
Amber Heard entra com apelação contra veredito a favor de Johnny Depp
A atriz Amber Heard ingressou nesta quinta-feira (21/7) com seu pedido de apelação no processo de difamação movido por Johnny Depp, que resultou na condenação da atriz a uma indenização no valor de US$ 10,35 milhões – ou US$ 8,35 milhões, descontando os US$ 2 milhões que venceu de Johnny Depp também por difamação. Após a decisão desfavorável do júri em julgamento encerrado no início de junho, a defesa da atriz já havia informado que ela iria recorrer da decisão. “Acreditamos que o tribunal cometeu erros que impediram um veredito justo e consistente com a Primeira Emenda”, disse um porta-voz de Heard em comunicado sobre a apelação. “Portanto, estamos recorrendo da sentença. Embora percebamos que o pedido de hoje acenderá as fogueiras do Twitter, há medidas que precisamos tomar para garantir justiça e equidade”. O aviso de dois parágrafos não explica os fundamentos do recurso. Em resposta, o representante de Depp disse que sua equipe continua confiante de que o veredito será mantido: “O júri ouviu as extensas evidências apresentadas durante o julgamento de seis semanas e chegou a um veredicto claro e unânime de que a própria acusada difamou Depp, em vários casos. Continuamos confiantes em nosso caso e que este veredito será válido.”
Moção de Amber Heard para anular julgamento favorável a Johnny Depp é recusada
A juíza Penney Azcarate negou nesta quarta-feira (13/7) a moção de Amber Heard para anular o julgamento do processo de difamação de seu ex-marido, não encontrando motivos para anular o veredicto do júri em favor de Johnny Depp. Heard pediu ao tribunal para anular o veredicto e ordenar um novo julgamento após descobrir que um dos sete jurados não recebeu uma intimação. A equipe de Heard afirmou que a intimação do júri foi enviada a uma pessoa da mesma família que é 25 anos mais velha que o jurado que compareceu ao tribunal. Mas em sua decisão na quarta-feira, Azcarate rejeitou esse argumento, alegando que a equipe de Heard deveria ter levantado a objeção mais cedo e que não há evidências de fraude e nenhuma evidência de que o erro tenha influenciado o julgamento. “O réu não alega que a inclusão do jurado Quinze no júri a prejudicou de forma alguma”, escreveu o juiz. “O jurado foi examinado, participou de todo o processo, deliberou e chegou a um veredicto. A única evidência perante este Tribunal é que este jurado e todos os jurados seguiram seus juramentos, as instruções e ordens do Tribunal. Este tribunal está vinculado à decisão competente do júri.” O júri considerou que Heard difamou Depp ao aludir a alegações de violência doméstica contra ele em um editorial de dezembro de 2018. Eles condenaram a atriz a pagar US$ 10 milhões em danos compensatórios e US$ 5 milhões em danos punitivos em favor Depp, mas o segundo montante foi reduzido para US$ 350 mil sob o limite legal permitido no estado da Virgínia. O júri também considerou Depp responsável por uma declaração difamatória sobre Heard, por meio de seu advogado, e concedeu a ela US$ 2 milhões. Assim, a atriz deve US$ 8,35 milhões para o ex-marido. Após ter a moção recusada, Heard deve apresentar um recurso formal, assim que o julgamento se tornar definitivo. O detalhe é que a juíza condicionou o recurso ao pagamento total dos US$ 8,35 milhões devidos como fiança, e a atriz afirma não ter esse dinheiro.
Johnny Depp faz acordo para evitar julgamento por agressão
Johnny Depp chegou a um acordo provisório para resolver seu novo processo judicial, protocolado por um membro da equipe do filme “Cidade de Mentiras” (City of Lies, 2018) que o acusava de agressão no set. De acordo com documentos apresentados ao tribunal nesta segunda-feira (11/7), Depp negociou com o gerente de locação Greg “Rocky” Brooks a realização de condições não especificadas até o final de agosto. Embora não fale em dinheiro, isso está subentendido no texto. “O acordo de liquidação condiciona a extinção deste processo ao cumprimento satisfatório de termos especificados que devem ser cumpridos dentro do prazo de 45 dias a partir da data da assinatura”, diz o documento. “Um pedido de arquivamento do processo será apresentado até 05/01/2023”. O caso será reaberto se Depp não cumprir os termos não revelados. O julgamento do processo estava marcada para começar no dia 25 de julho, em Los Angeles. A revelação de detalhes da acusação poderia jogar nova luz sobre o comportamento do ator e interessava também à Amber Heard, que busca apelar de sua sentença, após perder um processo de difamação por sugerir ser vítima de violência doméstica durante seu casamento com o ator. Brooks abriu seu processo em junho de 2018, denunciando ter sido agredido fisicamente por Depp no set de filmagens de “Cidade de Mentiras” no dia 13 de abril de 2017, quando o astro estava filmando fora do Barclay Hotel, em Los Angeles (EUA). Segundo o denunciante, a produção tinha permissão para trabalhar até às 19h fora do hotel, e 22h dentro do estabelecimento. Trabalhando como gerente de locação, Brooks conseguiu permissão duas vezes para que as filmagens seguissem por mais tempo, já que Depp teve a ideia de dirigir uma versão maior da cena com dois amigos. Quando o relógio bateu 23h, o responsável pelo hotel pediu para que a produção fosse embora. Segundo relatou no processo, ele chegou ao diretor, Brad Furman, e deu a má notícia, recebendo como resposta: “Por que você não fala isso para o Johnny Depp?”. Brooks afirma que tentou convencer um policial que tomava conta da produção para ajudá-lo a dar a notícia ao ator, mas, antes de conseguir, o próprio Depp se aproximou dele gritando: “Quem é você? Você não tem o direito de me falar o que fazer”. Após explicar a situação, ele teria ouvido do ator: “Eu não importo quem você seja e você não pode me falar o que fazer”. Enquanto gritava, Depp teria desferido dois socos em Brooks. Ele também ofereceu US$ 100 mil para que ele o socasse de volta. Nos documentos do processo, Brooks também diz que Johnny Depp costumava usar drogas no set e estava bêbado durante a gravação – situação corroborada por uma testemunha ao site Page Six na ocasião. O integrante da equipe afirma que foi demitido três dias depois, por se negar a assinar um contrato que pedia para ele não entrar com um processo contra Depp. Além de Johnny Depp, ele também processou o diretor Brad Furman, a produtora Miriam Furman e a empresa Good Film Productions por demissão injusta. Furman chegou a afirmar na época que o incidente estava sendo exagerado. “Johnny Depp é um profissional consumado, grande colaborador e um defensor de outros artistas”, disse ele em um comunicado. “Ele sempre trata a equipe e as pessoas ao seu redor com o maior respeito. Filmes podem ser estressantes, e eventos não frequentes costumam ser exagerados. Nós todos amamos histórias — mas não há uma aqui.” Entretanto, essa história foi considerada suficiente para um processo. A publicidade negativa do episódio também levou ao cancelamento da estreia do filme dos cinemas. “Cidade das Mentiras” chegou no Brasil direto em VOD. No filme, Depp vivia Russell Poole, um detetive da polícia de Los Angeles que investigou o assassinato dos rappers Notorious B.I.G. e Tupac Shakur nos anos 1990, e que acabou descobrindo o envolvimento de policiais corruptos nos crimes. O ator chegou a prestar um depoimento sobre o caso em 2019 e alegou que interveio após ver que Brooks estava ofendendo uma mulher idosa em situação de rua no set de filmagens. Esta versão da história foi confirmada pela supervisora de roteiro do filme, Emma Danoff, que disse ter testemunhado a briga, mas que Depp só confrontou Brooks depois que o gerente repreendeu uma mulher negra sem-teto com insultos raciais. “Ele imediatamente se levantou e foi até Brooks para defender a mulher”, disse Danoff. “O Sr. Depp disse ao Sr. Brooks: ‘Você não pode falar com ela assim. Você acha que ela é algo menos do que você? Quem você pensa que é? Como ousa?’.” Danoff também contestou a afirmação de Brooks de que Depp o socou, dizendo que tinha como provar que isso nunca aconteceu. Neste processo, Depp era representado pela advogada Camille Vasquez, que se tornou a integrante mais popular de sua equipe jurídica durante o processo de difamação contra Amber Heard.
Johnny Depp fez música para atacar Amber Heard
A briga de Johnny Depp contra Amber Heard virou rock. O ator compôs uma canção sobre o processo judicial que venceu contra a ex-esposa, considerada culpada por difamação, e vai lançá-la no disco de sua parceria com o guitarrista britânico Jeff Beck. Intitulado “18”, o álbum tem lançamento marcado para a próxima sexta-feira (15/7). “Acho que você já disse o suficiente para a p*rra de uma noite”, canta Depp na faixa, chamada “Sad Motherf***in’ Parade”. Segundo apurou o jornal Sunday Times, as críticas vão além. Aludindo à forma como a atriz de “Aquaman” se postou no tribunal, a música diz: “Você está aí sentada como um cachorro com uma crise de relacionamento”, e acrescenta: “Se eu tivesse um centavo, não cairia na sua mão”. Assim, o ator não poderá reclamar quando o acusarem de dar shows de misoginia. Ao menos, as letras não falam em afogar, queimar e estuprar o cadáver da ex-esposa, como ele escreveu – segundo disse no julgamento, de forma poética – em mensagens de texto sobre Amber Heard. O ator também não cita o nome da ex-esposa. Mas vale lembrar que ele a processou por difamação por conta de um artigo, em que ela também não citou o nome dele. Detalhes nada pequenos desses dois. Depp está colaborando com Beck há bastante tempo e em 2020 a dupla lançou o primeiro single da parceria: uma versão de “Isolation”, composição de John Lennon, de 1970. Antes mesmo do veredito, o ator viajou ao Reino Unido para participar de shows do guitarrista e, após sua vitória, lançou um novo single do projeto, a música inédita “This Is A Song For Miss Hedy Lamarr”. Apesar do material original, a maior parte do álbum é composta por covers (incluindo “Venus In Furs” do Velvet Underground, “Let It Be Me” dos Everly Brothers e “What’s Going On” de Marvin Gaye) e gravações instrumentais (como duas faixas dos Beach Boys). Segundo os artistas, o nome “18” se refere à idade espiritual que eles sentiram ao trabalharem nas gravações. A capa do disco é um desenho da esposa de Beck que registra a dupla como adolescentes – ou como David Bowie e Elvis Presley jovens. Veja abaixo. O lançamento vai acontecer pelo selo Rhino em CD e nas plataformas digitais no dia 15 de julho, mas, depois disso, o disco também sairá em vinil em 30 de setembro.










