Atores de GLOW e American Horror Story entram no filme do Coringa
O elenco do filme solo do Coringa começa a se materializar. Após a confirmação de Joaquin Phoenix (“O Mestre”) no papel-título, e de Robert De Niro (“O Mago das Mentiras”) e Zazie Beetz (“Deadpool 2”) como coadjuvantes, a produção da Warner acrescentou o comediante Marc Maron (série “GLOW”) e a atriz Frances Conroy (“American Horror Story”). Segundo a “Variety”, Maron interpretaria um produtor do programa de TV apresentado pelo personagem de Robert De Niro, que, por sua vez, será um astro de talk show com papel importante na origem do Coringa. Já Frances Conroy seria a mãe do futuro vilão do Batman. Apenas o papel de Zazie Beetz segue em segredo. A cada novo personagem revelado, mais distante a história se mostra dos quadrinhos. A Warner ainda não divulgou a sinopse oficial. Dirigido por Todd Phillips (“Se Beber, Não Case”), que também assina o roteiro com Scott Silver (“O Vencedor”), o filme do Coringa é considerado um projeto independente da cronologia principal das produções da DC Comics. Por isso, Jared Leto permanece como Coringa nos spin-offs de “Esquadrão Suicida”. O filme tem estreia marcada para outubro de 2019.
Robert De Niro e Zazie Beetz negociam papéis no filme do Coringa
Os atores Robert De Niro e Zazie Beetz estão negociando com a Warner estrelar o filme solo do Coringa, que será protagonizado por Joaquin Phoenix. Segundo o site The Hollywood Reporter, o lendário astro de “Touro Indomável” e “Taxi Driver” pode estrelar sua primeira adaptação de quadrinhos no papel de um apresentador de talk show, que seria instrumental para a origem do vilão icônico. A ideia parece refletir os quadrinhos de “O Cavaleiro das Trevas”, de Frank Miller, que eram ancorados por comentários de um programa televisivo. Já a intérprete de Dominó de “Deadpool 2” trocaria a Marvel pela DC para viver uma mãe solteira que captura o coração do futuro Palhaço do Crime. A proposta do filme é trazer uma visão mais sombria do maior vilão da DC Comics e sem tantos efeitos visuais. Apesar disso, o responsável é um especialistas em comédias, Todd Phillips (“Se Beber, Não Case”), que vai dirigir um roteiro que ele próprio escreveu em parceria com Scott Silver (“O Vencedor”). Segundo rumores, a trama seria passada em Gotham City durante os anos 1980. Com filmagens marcadas para começar em setembro, em Nova York, “Coringa” tem lançamento previsto para outubro de 2019.
Joaquin Phoenix diz que é “assustador” interpretar o Coringa no cinema
Após ser confirmado como intérprete do Coringa no primeiro filme solo do personagem, o ator Joaquin Phoenix finalmente abordou o projeto numa entrevista. Falando ao site Collider, ele confessou que o papel assusta, principalmente por causa do mundo criado pelo diretor Todd Phillips para a origem do personagem. “Parece único, é um mundo próprio de certa forma, e isso, de certa maneira, me assusta pra cara*ho. Talvez seja algo que vá assustar o público também”, disse. Curiosamente, o que teria motivado o ator a participar do filme foi a oportunidade de trabalhar com o diretor Todd Phillips, mentor do projeto, que só fez comédias de tom besteirol em toda a carreira, como a trilogia “Se Beber Não Case”. Phillips também assina o roteiro em parceria com Scott Silver (“O Vencedor”). A história será situada nos anos 1980 e o filme se aproximará mais de um suspense do que um filme de super-herói. “Eu não diria que se trata de um filme de super-herói ou um filme de estúdio. Me parece único e acredito que, mais importante do que tudo, Todd está dando tudo para este projeto”, acrescentou o ator. Phoenix ainda contou que teve uma ideia semelhante ao que a Warner pretende realizar há alguns anos. Na época, ele considerava pouco provável que um projeto assim pudesse ser focado no Coringa. “Há três ou quatro anos, liguei para o meu agente e disse ‘por que eles não pegam um desses personagens e fazem um filme de baixo orçamento sobre ele, um estudo de personagem? Por que não pegam um dos vilões?’. E pensei ‘não dá para ser o Coringa, porque já foi feito’. Então, estava tentando pensar em outros personagens e ele disse ‘vou marcar uma reunião geral com a Warner Bros’. Respondi que não iria. Então, esqueci completamente sobre isso e, então, ouvi essa ideia. Fiquei pensando: ‘isso é tão emocionante, esse é o tipo de experiência que queria ter em um filme com um personagem dos quadrinhos’. Senti que poderia render algo interessante nas telas.” As filmagens vão começar em setembro, mas o filme ainda não tem título ou previsão de estreia.
Filme do Coringa com Joaquin Phoenix ganha sinal verde da Warner
A Warner deu sinal verde para o começo da proução do filme solo do Coringa, que será estrelado por Joaquin Phoenix. As filmagens vão começar em setembro e serão realmente dirigidas por Todd Phillips, que só fez comédias de tom besteirol em toda a carreira, como a trilogia “Se Beber Não Case”. Ele também assina o roteiro em parceria com Scott Silver (“O Vencedor”). Phoenix teria pensado bastante sobre o convite e aceitado o papel, o que acelerou a produção. O orçamento do projeto está na faixa de US$ 55 milhões, significativamente menor do que as produções de super-heróis do estúdio – um quinto do valor especulado de “Liga da Justiça”, por exemplo. A Warner ainda não definiu o título nem uma data de lançamento para o filme, que está sendo descrito mais como um drama criminal que uma história de supervilão. O lançamento não fará parte do universo cinematográfico da DC Comics (leia-se “Liga da Justiça”). Isto é, será independente dos outros filmes de super-heróis da Warner, sem seguir a cronologia das aparições de Batman no cinema. Com isso, o longa também irá testar a viabilidade de versões mais autorais de personagens de quadrinhos em histórias auto-contidas. Além deste filme, a Warner tem outro filme do Coringa em desenvolvimento com Jared Leto, que interpretou o personagem em “Esquadrão Suicida”. Ao contrário do filme com Joaquin Phoenix, este projeto fará parte do universo conectado dos filmes da DC.
Jared Leto vai viver Morbius, vampiro dos quadrinhos do Homem-Aranha
O ator Jared Leto, que interpretou o Coringa em “Esquadrão Suicida”, vai viver outro vilão dos quadrinhos. E desta vez é da Marvel. Ele dará vida a Morbius, o vampiro vivo, no filme solo do personagem que integrará o universo cinematográfico do Homem-Aranha. Ele assinou com a Sony para estrelar a produção, que tem roteiro de Burk Sharpless e Matt Sazama (dupla do infame “Os Deuses do Egito”) e será dirigida pelo sueco Daniel Espinosa (“Vida”). Criado por Roy Thomas e Gil Kane em 1971, Michael Morbius era um bioquímico vencedor do Prêmio Nobel, que, ao tentar descobrir a cura para um doença sanguínea, transforma-se acidentalmente num vampiro. O personagem tem uma história trágica, que o diferencia de Drácula e outros vampiros malévolos. Além disso, as características de sua transformação lhe renderam a alcunha de “Vampiro Vivo”, porque, ao contrário dos demais, ele não morreu para renascer como uma criatura da noite. Além das aparições como vilão do Homem-Aranha, ele chegou a ter histórias próprias, em que sua natureza nobre lutava contra a sede de sangue, passando a ser visto como um anti-herói. Por sinal, esta é a mesma característica de Venom, outro vilão do Aranha que ganhará filme solo já em outubro O filme da Sony não é a primeira tentativa de transformar Morbius em filme. Em 2000, a Marvel quase cedeu o personagem para o estúdio Artisan, especializado em terrores baratos. Felizmente, a negociação não foi concluída. Na Sony, “Morbius” se juntará a “Venom” e a “Silver & Black”, que teve sua produção adiada, numa espécie de franquia secundária do Homem-Aranha.
Jared Leto vai estrelar e produzir filme solo do Coringa
Jared Leto voltará a viver o Coringa em um filme solo do personagem, afirma a revista Variety. Fontes ouvidas pela publicação informaram que o ator negocia estrelar e produzir o primeiro filme do Palhaço do Crime, que deverá estender o universo compartilhado dos personagens de “Esquadrão Suicida”. Além deste filme, que ainda está em estágio embrionário, a Warner também desenvolve um longa focado na Arlequina, vivida por Margot Robbie. A falta de informações oficiais deixam no ar se projeto seria uma adaptação de “Aves de Rapina” (Birds of Prey), que reúne heroínas femininas da DC Comics, ou “Sereias de Gotham” (Gotham City Sirens), sobre as vilãs de Batman. Ambos os projetos tem sido mencionados por fontes das publicações sobre cinema dos Estados Unidos. Paralelamente, a Warner também está desenvolvendo um filme sobre a origem do Coringa, com Joaquin Phoenix no papel do vilão, sob a direção de Todd Phillips (“Se Beber, Não Case”). Quando anunciou o projeto, o estúdio disse que ele não interferiria na continuidade do Coringa de Leto. O estúdio está atualmente em busca de um roteirista para o filme de Leto. Além disso, há conversas sobre um longa do Pistoleiro, estrelado por Will Smith. Vale lembrar que o único projeto confirmado até o momento é a continuação de “Esquadrão Suicida”, que entrará em produção em 2019 com direção de Gavin O’Connor (“O Contador”).
Vin Diesel vai estrelar a adaptação dos quadrinhos de Bloodshot
A Sony anunciou que Vin Diesel será o protagonista da adaptação dos quadrinhos de “Bloodshot” no cinema. Aparentemente, as negociações com Jared Leto (“Blade Runner 2049”), também cotado para o papel, não vingaram. Mas o mais provável é que tenha pesado a preferência do produtor Neal Mortiz, que trabalha com Diesel na franquia “Velozes e Furiosos” O estúdio dorme em cima desse projeto desde 2012, quando adquiriu os direitos da editora Valiant com o objetivo de lançar novas franquias de super-heróis. Além de “Bloodshot”, há planos para uma adaptação de “Harbinger”. “Bloodshot” foi criado em 1992 por Kevin VanHook e Yvel Guichet, e gira em torno do assassino profissional Angelo Mortalli, ex-capanga de mafiosos que entra em um programa de proteção a testemunhas e acaba traído, virando cobaia de uma experiência para se tornar uma verdadeira máquina de matar. Suas memórias são apagadas e diversos nanocomputadores são implantados em seu corpo. E enquanto tenta recuperar sua memória, Angelo se divide entre batalhas com a polícia e com os bandidos. Há quatro anos, havia um roteiro sendo escrito por Jeff Wadlow (diretor de “Kick-Ass 2”) e Eric Heisserer (“A Chegada”), mas muita coisa mudou desde então. O projeto original seria dirigido por David Leitch e Chad Stahelski (“De Volta ao Jogo”), mas agora está sendo anunciado como filme de estreia de Dave Wilson, um técnico de efeitos visuais que é parceiro de Tim Miller (diretor de “Deadpool”). Segundo o site Deadline, o filme deverá seguir o tom de clássicos sci-fi dos anos 1980, como “Robocop”, “O Exterminador do Futuro” e “O Vingador do Futuro”.
Joaquin Phoenix pode virar o novo intérprete do Coringa no cinema
Joaquin Phoenix está sendo apontado como escolha da Warner para interpretar o Coringa no primeiro filme solo do personagem. A revista Variety chega a ponto de dar como certa a contratação do ator. Segundo suas fontes, Phoenix teria pensado bastante sobre o convite e dado seu sim para a produção. Já outras publicações lembram que o ator foi cortejado anteriormente pelo estúdio para viver Lex Luthor em “Batman vs. Superman” e recusou. A Marvel também o procurou para que interpretasse o Doutor Estranho, sem fechar acordo. Anteriormente, a revista The Hollywood Reporter publicou que Leonardo DiCaprio estava cotado para o papel. Especulações ainda apontam que trama seria passada em Gotham City durante os anos 1980, contando a origem do Palhaço do Crime. A Warner não confirma nenhum convite nem mesmo o projeto do filme, que não teria relação com “Esquadrão Suicida”. No longa de 2016, o Coringa foi interpretado por Jared Leto. O icônico vilão dos quadrinhos de Batman também já foi vivido por Heath Ledger, Jack Nicholson e Cesar Romero. Caso o filme se materialize, ele será dirigido por Todd Phillips, que só fez comédias de tom besteirol em toda a carreira, como a trilogia “Se Beber Não Case”. Ele também pretende escrever o roteiro em parceria com Scott Silver (“O Vencedor”). Fãs dos quadrinhos vibraram, mas de raiva, quando a notícia desse projeto veio à tona no ano passado.
Gal Gadot teria condicionado sua participação em Mulher-Maravilha 2 à saída de Brett Ratner da produção
A estrela da “Mulher Maravilha”, Gal Gadot, estaria condicionando sua participação na continuação do filme à saída de Brett Ratner da produção. Não apenas nominalmente, mas também financeiramente. A afirmação é do site de celebridades Page Six, que pertence ao jornal New York Post. Uma fonte do site afirmou que a atriz não quer que “Mulher-Maravilha” seja associado a “um homem acusado de má conduta sexual”. “Gadot está dizendo que não vai participar da sequência, a menos que a Warner Bros. compre a participação de Brett [de seu acordo de financiamento] e se livre dele”. Gadot já tinha evitado participar de um evento em homenagem a Ratner, na véspera da publicação da denúncia do Los Angeles Times, em que ele foi acusado de abuso sexual. Entre as mulheres que o denunciaram estão as atrizes Natasha Henstridge (“A Experiência”) e Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”). Ela tinha sido escolhida para fazer uma homenagem a Ratner, porque sua empresa de produção, RatPac-Dune Entertainment, ajudou a produzir “Mulher-Maravilha”, como parte de seu acordo de co-financiamento com a Warner Bros. Tanto que, no lugar da atriz, a diretora de “Mulher-Maravilha”, Patty Jenkins, prestou a homenagem – poucos dias antes do escândalo estourar. Ratner virou sócio da Warner após fundar a produtora RatPac com o milionário James Packer, ex-noivo de Mariah Carey, em 2012. Após se fundir com a Dune Entertainment, a empresa foi rebatizada de RatPack-Dune Entertaiment e ajudou a financiar os sucessos de “Gravidade” (2013), “Uma Aventura Lego” (2014), “Sniper Americano” (2014), “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015), “O Regresso” (2015) e até… “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016). Graças a este relacionamento bem-sucedido, Ratner tinha um escritório de luxo no set da Warner, que antigamente era usado por Frank Sinatra. A fonte acrescentou que Gadot “sabe que a melhor maneira de derrotar pessoas poderosas como Brett Ratner está na carteira. Ela também sabe que a Warner Bros. tem que tomar partido nessa questão. Eles não podem fazer um filme enraizado no empoderamento feminino com financiamento de um homem acusado de má conduta sexual contra as mulheres”. Na verdade, já um movimento nesse sentido. Na semana passada, o estúdio anunciou que estava cortando os laços com Ratner. Após as várias alegações de assédio sexual, seu nome será tirado dos futuros lançamentos do estúdio coproduzidos pela RatPack-Dune – entre eles, os esperados “Liga da Justiça” e “Tomb Raider”. Para remediar o estrago, o próprio produtor emitiu uma nota dizendo que a iniciativa de se afastar da Warner tinha sido sua. Em comunicado sucinto, ele afirmou: “Tendo em vista as alegações feitas, eu escolho pessoalmente me afastar de todas as atividades relacionadas à Warner Bros. Não quero trazer impactos negativos ao estúdio até que estas questões pessoais sejam resolvidas”. No início deste mês, Gadot postou no Instagram: “O assedio e o assédio sexual são inaceitáveis! Estou ao lado de todas as mulheres corajosas que enfrentam seus medos e denunciaram. Estamos todas unidas neste momento de mudança”. O Page Six buscou confirmar a informação junto com Gadot e Ratner, mas eles não comentaram. Já um representante da Warner Bros. disse apenas: “Falso”.
Brett Ratner se afasta das produções da Warner após acusações de abuso sexual
O diretor Brett Ratner, responsável pela franquia “A Hora do Rush” e por “X-Men: O Confronto Final” (2006), anunciou o seu afastamento da Warner Bros. após diversas alegações de abuso. Em comunicado sucinto, ele afirmou: “Tendo em vista as alegações feitas, eu escolho pessoalmente me afastar de todas as atividades relacionadas à Warner Bros. Não quero trazer impactos negativos ao estúdio até que estas questões pessoais sejam resolvidas”. Ratner foi acusado de abuso sexual por seis mulheres, entre elas as atrizes Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”) e Natasha Henstridge (“A Experiência”). Poucas horas após a publicação da reportagem, a Warner emitiu seu próprio comunicado, afirmando que “estava ciente das alegações” e “ponderando a situação”. A relação de Ratner com a Warner se deve a seu sucesso como produtor. Em 2012, ele fundou a produtora RatPac com o milionário James Packer, ex-noivo de Mariah Carey. Após se fundir com a Dune Entertainment, a empresa foi rebatizada de RatPack-Dune Entertaiment e fechou uma parceria com a Warner Bros, originando os sucessos de “Gravidade” (2013), “Uma Aventura Lego” (2014), “Sniper Americano” (2014), “Mad Max: Estrada da Fúria” (2015), “O Regresso” (2015) e até… “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016). Graças a este relacionamento bem-sucedido, Ratner tinha um escritório de luxo no set da Warner, que antigamente era usado por Frank Sinatra. Com a confirmação de seu afastamento, ele não vai poder mais utilizá-lo e seu nome será tirado dos futuros lançamentos da Warner, com produção da RatPack-Dune – entre eles, os esperados “Liga da Justiça” e “Tomb Raider”. O último filme de Ratner como diretor foi “Hércules” (2014) e ele pretendia filmar a cinebiografia de Hugh Hefner, o fundador da Playboy. Apesar de Jared Leto ter sido cogitado como protagonista, após as alegações o projeto foi suspenso e Leto negou seu envolvimento.
Blade Runner 2049 tem tantas ideias promissoras que poderia ser uma minissérie
Na tela em 1982, “Blade Runner” causou certo estranhamento. Era enigmático, escuro e fora do padrão. Se a estética não parece tão estranha agora, foi porque a publicidade, o cinema, os clipes, todo mundo assimilou o visual e tentou capturar a atmosfera. Em casos assim é muito comum a indústria destruir o que antes parecia fresco e autêntico. Não aconteceu com esse clássico. Revendo o filme, o senso de mistério persiste, a trama ilumina algumas questões, mas deixa várias implicações a margem para o espectador deduzir. O prazer de rever “Blade Runner” continua justamente pelas entrelinhas. Parece que há sempre algo novo a ser descoberto. O novo “Blade Runner 2049” tem bem pouco disso. Existe uma trama de mistério, mas ela é confortavelmente solucionada pra ninguém sair da sala com uma preocupação nova. É um espetáculo bem produzido e bonito, com duas reviravoltas surpreendentes, mas com um acumulo de detalhes pensados para tornar o todo mais complexo, que precisava ser melhor depurado. São 2 horas e quarenta de filme contra os 119 minutos do Blade Runner original. Deve-se desanimar com isso? Não. O filme tem força. A maior delas é o carinho, o amor com que o diretor Dennis Villeneuve se debruça sobre o baú de relíquias do clássico de Ridley Scott sem se intimidar em tatear esse mundo. O roteiro co-escrito por Michael Green (de “Logan”) e Hampton Fancher (que escreveu o original) alinha ideias para uns quatro filmes. Todas muito boas, mas desperdiçadas. A começar pelo paralelo entre os protagonistas. Aparentemente no primeiro filme, Harrison Ford era o humano que rastreava e matava os sintéticos humanoides reconstruídos com DNA humano, os chamados replicantes. O olhar para esses seres vinha de fora. Em “Blade Runner 2049”, a perspectiva desde o princípio vem de dentro. Ryan Gosling (“La La Land”) é KD6-3.7, um replicante que caça replicantes. E ele é a escolha perfeita para o Departamento de Polícia de Los Angeles. Uma máquina que sabe exatamente o que fazer e pouco se lixa para o que cada morte significa. Essa pelo menos é a impressão que “K” passa a chefe do departamento, a tenente Joshi (Robin Wright, da série “House of Cards”). No íntimo, porém, o replicante revela-se um sujeito cheio de duvidas. Um caixão enterrado sob uma árvore seca aumenta ainda mais as incertezas de K. Dentro, encontra-se a ossada de uma mulher desconhecida. O legista diz que a vítima morreu de complicações de parto. Quando examinam os pormenores, descobrem uma costela marcada com número de série: a mulher era uma replicante. Deveria ser impossível um ser sintético engravidar, mas aconteceu. Esta descoberta é o incidente propulsor do filme. Para a tenente Joshi, a reprodução de replicantes representa uma ameaça para os principados da criação e para o equilíbrio social. Mas para o empresário Niander Wallace (Jared Leto, de “Esquadrão Suicida”), o diabólico sucessor da Tyrell Corporation, a fábrica de replicantes, representa uma oportunidade. Se os replicantes são capazes de se reproduzir por conta própria, eles podem ser peões de uma nova ordem. Desta forma, K encontra-se no centro de um conflito político. Ele é designado para encontrar e matar a criança que cresceu, tornou-se adulta e que ninguém sabe o paradeiro. Nessa missão, K esbarra em dois grupos inimigos, um que pretende interferir, e outro que tem a intenção de ajudá-lo. A quantidade de história aqui é suficiente para construir uma minissérie, mas em sua ambição, Villeneuve mira o além. Ele insere as ruminações sombrias do caçador de replicantes sobre a natureza da espécie humana, da espécie sintética e sobre o futuro da vida na Terra. Curioso que o aspecto mais promissor do filme envolva uma meditação periférica. Sim, tem mais uma! Trata-se de uma reflexão sobre as fronteiras do palpável e o virtual numa sociedade altamente tecnológica. Primeiro vemos como K lida com essa virtualidade em casa. Ele tem uma namorada chamada Joi (a cubana Ana de Armas), que simplesmente é um holograma. É comovente como são apaixonados e como sustentam a relação mesmo sem um beijo real. Na esperança de consolar o parceiro, a mulher holográfica contrata uma prostituta para fazer sexo com K. E numa jogada de mestre, sincroniza sua imagem sobre o corpo da outra para que a ilusão do sexo palpável seja plena. O trecho, sem sombra de dúvida, é o maior momento do filme. Uma inquietante sequência de amor em que o protagonista se vê enlaçado por um corpo real e outro virtual de duas cabeças, quatro mãos e quatro pernas que iludem e ao mesmo tempo fornecem o sentido do quanto o amor é um sentimento rico, vasto e complexo. Há outra cena preciosa, dentro de um casino antigo, onde os hologramas de artistas mortos podem ser vistos com o simples acionamento de um botão. Assim Elvis reaparece cantando em seu macacão branco. Marilyn comparece sedutora com a saia branca esvoaçante, seguido por Liberace ao piano e Sinatra entoando uma canção romântica. Uma sublime melancolia se instala nessa ocasião. Elvis, Marilyn, Sinatra são emblemas de um outro tempo, um passado simples, quando todos entendiam o que significava ser humano. Não há tal compreensão no mundo de 2049. No filme é impossível dizer a um ser sintético o que o torna mais humano, assim como parece igualmente complicado reforçar nos humanos seus traços civilizados. Isso implica em todo tipo de questões existenciais. Talvez os replicantes sejam como seres humanos e tenham uma alma. Ou talvez os humanos sejam como replicantes, tudo seja mecanicista, e toda a noção da alma não passe apenas de fantasia. “Blade Runner 2049” roça nessas ideias densas e promissoras. Pena que o roteiro esteja tão inflado delas. Em vez do desenvolvimento, temos apenas a amostragem. Nesse sentido, Villeneuve foi mais feliz em seu filme anterior, “A Chegada”. Esse novo bem que tenta alcançar o brilho neon-noir esfumaçado do Los Angeles de Ridley Scott, mas não é fácil redefinir o mapa de nossos sonhos coletivos. Isso é ruim? Certamente, não. Seria um descaso não mergulhar na experiência proposta. A satisfação é imediata, mas há o que pensar, uma quantidade razoável para sentir e até para ver. E não é todo dia que temos uma oportunidade dessas.
Jared Leto vai viver Hugh Hefner em cinebiografia do criador da Playboy
O ator Jared Leto (“Blade Runner 2049”) vai estrelar a cinebiografia de Hugh Hefner, que já estava sendo desenvolvida pelo cineasta Brett Ratner (“X-Men: O Conflito Final”) antes da morte do criador da revista Playboy. “Jared é um velho amigo”, contou Ratner à revista The Hollywood Reporter. “Quando ele ouviu que tinha direitos sobre a história de Hef, ele me disse: ‘Eu quero interpretá-lo. Eu quero entendê-lo’. E eu realmente acredito que Jared pode fazê-lo. Ele é um dos grandes atores atuais”. O projeto está em desenvolvimento inicial na produtora RatPac Entertainment de Ratner. O diretor vem trabalhando no projeto desde 2007, quando os direitos estavam com a Imagine Entertainment e a Universal Pictures, e o longa seria estrelado por Robert Downey Jr. (“Homem de Ferro”). Quando os direitos dos estúdios originais expiraram, eles foram comprados pelo produtor Jerry Weintraub (“Onze Homens e um Segredo”) e o projeto passou a Warner Bros, sem a garantida de que Ratner dirigiria o filme. Mas depois que Weintraub morreu em 2015, o diretor foi atrás dos direitos e os comprou para sua própria empresa. Nos últimos anos, Ratner deixou a direção de lado para se dedicar mais à produção. Sua RatPac Entertainment é responsável, entre outros sucessos, pelo premiado “O Regresso”, vencedor de três Oscars em 2016. Em abril deste ano, Ratner convidou Leto para visitar a Mansão Playboy durante a première do documentário “American Playboy: The Hugh Hefner Story”, da Amazon, lançado durante o aniversário de 91 anos de Hefner. Hugh Hefner faleceu em 27 de setembro.
Blade Runner ganha curta animado do criador de Cowboy Bebop
A Warner divulgou o terceiro e último curta passado no universo de “Blade Runner”, que tem direção de Shinichirô Watanabe, criador dos cultuados animes “Cowboy Bebop” e “Samurai Champloo”. Único dos três realizados como animação, “2022: Black Out” também é o mais longo, com 15 minutos de duração, e o que revela mais detalhes sobre o futuro em que se passará o novo filme, “Blade Runner: 2049”. O vídeo narra um ataque de replicantes que causa um black-out tecnológico completo, levando ao fim da fabricação dos modelos Nexus e à falência da Tyrrel Corporation, responsável por suas criações. A história antecede a trama dos outros dois curtas dirigidos por Luke Scott (“Morgan”), filho de Ridley Scott, e ainda inclui um personagem do longa de 1982, Gaff (vivido por Edward James Olmos). A produção é uma iniciativa do diretor Denis Villeneuve (“A Chegada”), responsável por “Blade Runner 2049”, que convidou Watanabe a desenvolver o curta, passado no intervalo entre o longa original, dirigido por Ridley Scott em 1982, e o seu, que chega aos cinemas em 5 de outubro. Veja também os curtas “2036: Nexus Dawn”, com Jared Leto (“Esquadrão Suicida”), e “2048: Nowhere to Run”, com David Bautista (“Guardiões da Galáxia”) clicando nos seus títulos.











