Caillou: Animação infantil é cancelada após 20 anos e adultos comemoram
O canal PBS Kids anunciou o cancelamento da série animada “Caillou”, após mais de 20 anos no ar. A informação foi compartilhada no Twitter oficial do canal, que até deu algumas dicas de como dar a notícia para as crianças. Só que, enquanto alguns usuários do Twitter lamentaram o fim da animação, afirmando que ela fez parte de sua infância, muitos adultos comemoraram o cancelamento, afirmando que o personagem não era um bom exemplo para as crianças, chegando a ser irritante. Há anos, pais reclamavam que o desenho ensinava maus hábitos para seus filhos. A trama é inspirada nas obras de Christine L’Heureux, que contam as aventuras do garoto do título e sua relação com família e amigos. A animação chamou atenção por apresentar uma narrativa mais inclusiva, algo ainda pouco explorado em produções para crianças. Entre os assuntos que abordava se destacavam medo, empatia, insegurança e ansiedade. O protagonista, contudo, era visto cometendo atos de crueldade e fazendo birras, o que não era bem visto por alguns pais. “Caillou era um filho da mãe malvado”, disse uma usuária do Twitter ao reagir ao cancelamento, mostrando um desses momentos. Veja abaixo. No Brasil, a série animada foi exibida pelas redes Globo, SBT, Band, Record e Cultura. …It just means we get to say hello to something new! Here are tips for what to do when your child's favorite media goes away: https://t.co/FM8bLI2gbS pic.twitter.com/n0PokaNIbb — PBS KIDS (@PBSKIDS) January 5, 2021 caillou was one evil ass mf pic.twitter.com/m1OevUXExz — aj 🦋 (@ajirixo) January 6, 2021
Pequenos Grandes Heróis terá continuação
A Netflix anunciou que o filme infantil “Pequenos Grandes Heróis”, de Robert Rodriguez, foi visto por 44 milhões de assinantes desde sua estreia no dia de Natal. Por conta disso, a empresa já encomendou a sequência da produção. Rodriguez – que escreveu, dirigiu e produziu “Nós Podemos Ser Heróis” – vai retornar para conceber e comandar o novo filme. Vale lembrar que “Nós Podemos Ser Heróis” já era uma continuação tardia de “As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D” (2005), primeiro filme estrelado por Taylor Lautner (da franquia “Crepúsculo”). O anúncio do novo longa acompanhou um comunicado sobre o sucesso dos lançamentos mais recentes da empresa, que teriam transformado o período de 25 a 31 de dezembro na semana de maior audiência da história da Netflix. Além de “Pequenos Grandes Heróis”, duas outras produções originais foram responsáveis pelo aumento de público entre o Natal e o Ano Novo no streaming. Depois de vazar extra-oficialmente que “O Céu da Meia-Noite” pode virar seu filme mais visto, a empresa acrescentou que “Bridgerton” foi visualizada por 63 milhões de assinantes desde que estreou no dia de Natal. É importante notar, no entanto, que a Netflix não mede sua audiência de maneira realista. A empresa considera suas visualizações baseando-se no número de assinantes que assistiram a pelo menos dois minutos de um determinado conteúdo. Na verdade, o anúncio significa que 63 milhões de assinantes viram dois minutos de “Bridgerton” e 44 milhões deram play por dois minutos em “Pequenos Grandes Heróis”, o que é bem diferente de contabilizar a audiência completa da série ou do filme.
Idina Menzel, a Elsa de Frozen, lança programa infantil no YouTube
A atriz Idina Menzel, conhecida pelo público infantil como a voz de Elsa em “Frozen”, lançou nesta segunda (28/12) um programa voltado para crianças no YouTube. Intitulado “Idina’s Treehouse”, o programa é gravado na casa da árvore de seu filho, onde a vencedora do Tony e do Grammy compartilha canções e histórias voltadas para seus fãs infantis, aproveitando o confinamento de sua quarentena contra a pandemia. “Apenas algo em que comecei a trabalhar durante a quarentena”, resumiu Menzel em um comunicado. “Espero que todos vocês gostem. Em busca de um pouco de paz e sossego durante o confinamento e o estressante ensino doméstico, refugiei-me na casa da árvore de meu filho Walker. Comecei a falar e cantar para mim mesmo. Delírio? Fiquei louca? Mamãe enlouqueceu? Eu me ofereço para divertir seus filhos.” Veja o primeiro episódio abaixo. Idina Menzel recentemente finalizou seu trabalho no novo filme musical “Cinderella”, no qual interpreta a madrasta da protagonista vivida por Camilla Cabello. O filme será lançado em fevereiro de 2021. Além disso, ela também está escrevendo um livro infantil com sua irmã Cara, que será publicado pela Disney.
Luccas Neto vai lançar seu 10º filme em janeiro
O criador de conteúdo infantil Luccas Neto vai lançar seu 10º filme em janeiro, “Luccas Neto em Acampamento de Férias 3”. São 10 filmes em praticamente dois anos de produção. O primeiro, “Luccas Neto em Perdidos na Noite de Natal”, saiu em dezembro de 2018. Depois, foram quatro títulos em 2019 e mais quatro neste ano. As produções geralmente contam com participação da atriz Giovanna Alparone e ainda exploram os lançamentos musicais de suas trilhas sonoras. Além de atuar, Luccas Neto produz a nova obra e divide o roteiro com Marcio Vianna. Veja abaixo uma cena musical de “Luccas Neto em Acampamento de Férias 3”, que chega nas plataformas de VOD a partir do dia 13 de janeiro.
Netflix fecha acordo com espólio de Arthur Conan Doyle em processo sobre Enola Holmes
A Netflix entrou em acordo com o espólio de Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes, pelo uso do personagem no filme “Enola Holmes”. Apesar dos direitos das histórias de Sherlock Holmes terem se tornado domínio público em 2014, as últimas dez histórias do personagem, publicadas entre 1923 e 1927, seguem protegidas com copyright. Na ação, os responsáveis pelos direitos de Sherlock Holmes afirmavam que os últimos textos de Doyle deram mais humanidade ao personagem, e a premissa de Enola Holmes estaria baseada nesta nova personalidade do detetive, interpretado nas telas por Henry Cavill. O texto do processo, movido pelos advogados do espólio, tenta demonstrar que os “traços emocionais do personagem” não se encontram em domínio público. “Depois das histórias de domínio público e antes das com direitos autorais, aconteceu a 1ª Guerra Mundial. Nela, Doyle perdeu seu filho e seu irmão. Quando ele volta a Holmes, nas histórias com direitos autorais de 1923 a 1927, já não era suficiente que o personagem fosse só brilhantemente racional e com uma mente analítica. Holmes precisava ser humano. O personagem precisou de um desenvolvimento humano de conexão e empatia”, diz o argumento que buscou cobrar dinheiro da Netflix. Segundo o site The Hollywood Reporter, as partes concordaram em encerrar o processo na última semana, após fecharem um acordo que não teve detalhes divulgados. A decisão da Netflix de buscar um acordo aponta sua intenção de produzir novos filmes da franquia, que adapta uma coleção literária de Nancy Springer. “Os Mistérios de Enola Holmes”, adaptado para as telas, é apenas o primeiro volume das aventuras de Enola, a irmã adolescente de Sherlock Holmes, criada pela escritora norte-americana. Na trama, Enola busca a ajuda de seus irmãos mais velhos, Mycroft (Sam Claflin) e Sherlock (Henry Cavill), para investigar o desaparecimento de sua mãe (Helena Bonham Carter) em seu aniversário de 16 anos, mas logo percebe que nenhum dos dois está muito interessado no mistério. Assim, ela decide viajar sozinha para Londres, iniciando sua própria carreira de detetive, sempre um passo à frente de Sherlock.
Pequenos Grandes Heróis: Herdeiros de Sharkboy e Lavagirl ganham trailer dublado
A Netflix divulgou o pôster nacional e o trailer dublado em português de “Pequenos Grandes Heróis” (We Can Be Heroes), filme de super-heróis mirins criado pelo cineasta Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”). Na trama, alienígenas sequestraram os super-heróis da Terra, mas seus filhos poderosos se juntam pra salvar seus pais e o planeta. Se a premissa soa familiar, é porque se trata de uma variação de trabalhos anteriores de Rodriguez, como a franquia “Pequenos Espiões” (Spy Kids, 2001). Além disso, o longa se passa no mesmo universo de “As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D” (2005), primeiro filme estrelado por Taylor Lautner (da franquia “Crepúsculo”). Lautner não repete seu papel, mas sua colega Taylor Dooley vai reaparecer como Lavagirl. Os personagens de 2005 também são pais da menor protagonista da produção, vivida por Vivien Lyra Blair (“Bird Box”). Os demais intérpretes dos heróis mirins são Hala Finley (da série “O Chefe da Casa/Man with a Plan”), Akira Akbar (“Capitã Marvel”), YaYa Gosselin (“FBI: Most Wanted”), Dylan Henry Lau (“Here and Now”), Lotus Blossom (“Hotel Du Loone”) e Isaiah Russell-Bailey (“Family Reunion/Reunião de Família”), todos “veteranos” para a idade. Já o elenco adulto destaca Pedro Pascal (o “The Mandalorian”), Christian Slater (o “Mr. Robot”), Boyd Holbrook (“Logan”), a cantora Haley Reinhart (“F Is for Family”), Priyanka Chopra-Jonas (“Quantico”), Sung Kang (“Velozes e Furiosos 6”), Christopher McDonald (“Ballers”) e Adriana Barraza (“Penny Dreadful: City of Angels”). Com roteiro e direção de Robert Rodriguez, “Pequenos Grandes Heróis” tem estreia marcada para 1 de janeiro de 2021.
Beleza Negra: Drama da Disney+ (Disney Plus) ganha trailer dublado e legendado
A Disney+ (Disney Plus) divulgou o trailer de “Beleza Negra”, em versões legendada e dublada em português. Lançado na sexta (27/11) nos EUA, a nova versão da história clássica só vai estrear em 18 de dezembro no Brasil. Várias vezes adaptado para o cinema e a TV, o romance inglês escrito por Anna Sewell em 1877 ganhou versão contemporânea da cineasta Ashley Avis (“Paixão Rebelde”), que trouxe a história para os dias atuais e também concentrou a trama na protagonista feminina, vivida pela jovem Mackenzie Foy (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”). A obra original era narrada pelo ponto de vista do cavalo, conforme ele mudava de donos, manifestando-se como um dos primeiros textos a dar voz – literalmente – à defesa dos direitos dos animais. Neste sentido, o filme de 1994 é mais fiel. Já a versão da Disney é mais parecida com a filmagem de 1946, centrando-se da tristeza de um viúvo que tenta consolar a filha ao lhe apresentar um cavalo indomável, acreditando que cuidar dele pode ajudá-la a abandonar a tristeza. Mas enquanto o drama dos anos 1940 destacava um romance tradicional, a versão moderna dispensa totalmente esse contexto, preferindo focar-se nos laços de amizade entre a garota e seu cavalo. Divulgado com um subtítulo em português, “Beleza Negra: Uma Amizade Verdadeira”, o filme também destaca em seu elenco Kate Winslet (“A Série Divergente: Insurgente”), Iain Glen (“Game of Thrones”) e Claire Forlani (“A Cinco Passos de Você”).
Pequenos Grandes Heróis: Sucessores de Sharkboy e Lavagirl ganham primeiro teaser
A Netflix divulgou o primeiro teaser legendado de “Pequenos Grandes Heróis” (We Can Be Heroes), filme de super-heróis mirins criado pelo cineasta Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”). Na trama, alienígenas sequestraram os super-heróis da Terra, mas seus filhos poderosos se juntam pra salvar seus pais e o planeta. Se a premissa soa familiar, é porque se trata de uma variação de trabalhos anteriores de Rodriguez, como a franquia “Pequenos Espiões” (Spy Kids, 2001). Além disso, o longa se passa no mesmo universo de “As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D” (2005), primeiro filme estrelado por Taylor Lautner (da franquia “Crepúsculo”). Lautner não repete seu papel, mas sua colega Taylor Dooley vai reaparecer como Lavagirl. Os personagens de 2005 também são pais da menor protagonista da produção, vivida por Vivien Lyra Blair (“Bird Box”). Os demais intérpretes dos heróis mirins são Hala Finley (da série “O Chefe da Casa/Man with a Plan”), Akira Akbar (“Capitã Marvel”), YaYa Gosselin (“FBI: Most Wanted”), Dylan Henry Lau (“Here and Now”), Lotus Blossom (“Hotel Du Loone”) e Isaiah Russell-Bailey (“Family Reunion/Reunião de Família”), todos “veteranos” para a idade. Já o elenco adulto destaca Pedro Pascal (o “The Mandalorian”), Christian Slater (o “Mr. Robot”), Boyd Holbrook (“Logan”), a cantora Haley Reinhart (“F Is for Family”), Priyanka Chopra-Jonas (“Quantico”), Sung Kang (“Velozes e Furiosos 6”), Christopher McDonald (“Ballers”) e Adriana Barraza (“Penny Dreadful: City of Angels”). Com roteiro e direção de Robert Rodriguez, “Pequenos Grandes Heróis” tem estreia marcada para 1 de janeiro de 2021.
Pequenos Grandes Heróis: Super-heróis mirins de Robert Rodriguez ganham primeiras fotos
A Netflix divulgou as primeiras fotos de “Pequenos Grandes Heróis” (We Can Be Heroes), filme de super-heróis mirins criado pelo cineasta Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”). Na trama, alienígenas sequestraram os super-heróis da Terra, mas seus filhos poderosos se juntam pra salvar seus pais e o planeta. Se a premissa soa familiar, é porque se trata de uma variação de trabalhos anteriores de Rodriguez, como a franquia “Pequenos Espiões” (Spy Kids, 2001). Além disso, o longa se passa no mesmo universo de “As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D” (2005), primeiro filme estrelado por Taylor Lautner (da franquia “Crepúsculo”). O elenco da produção inclui Pedro Pascal (o “The Mandalorian”), Christian Slater (o “Mr. Robot”), Boyd Holbrook (“Logan”), a cantora Haley Reinhart (“F Is for Family”) e Priyanka Chopra-Jonas (“Quantico”) como pais dos pequenos super-heróis. Além deles, Taylor Dooley vai reaparecer como Lavagirl e a lista de adultos ainda inclui Sung Kang (“Velozes e Furiosos 6”), Christopher McDonald (“Ballers”) e Adriana Barraza (“Penny Dreadful: City of Angels”). Já o casting infantil selecionou atores experientes para a idade: Hala Finley (“O Chefe da Casa/Man with a Plan”), Akira Akbar (“Capitã Marvel”), YaYa Gosselin (“FBI: Most Wanted”), Vivien Lyra Blair (“Waco”), Dylan Henry Lau (“Here and Now”), Lotus Blossom (“Hotel Du Loone”) e Isaiah Russell-Bailey (“Family Reunion/Reunião de Família”) Com roteiro e direção de Robert Rodriguez, “Pequenos Grandes Heróis” tem estreia marcada para 1 de janeiro de 2021.
Anne Hathaway se desculpa pela “dor causada” a deficientes por papel em Convenção das Bruxas
A atriz Anne Hathaway, vencedora do Oscar por “Os Miseráveis”, resolveu se manifestar, após a controvérsia causada por sua aparição como uma vilã com deficiência no filme “Convenção das Bruxas”. ONGs, atletas e até a organização das Paraolimpíadas reclamaram da forma como a etrodactilia, uma anomalia de membros comumente conhecida como “mão rachada”, é usada para caracterizar a personagem da atriz, que é uma bruxa maligna, e assim perpetuar os estereótipos de que as malformações são anormais ou assustadoras. Na refilmagem do clássico infantil de 1990, a bruxa encarnada por Hathaway tem dedos faltando em suas mãos, e isso é apresentado na trama como sinal de que ela é um monstro terrível. Depois da Warner, que produziu o filme dirigido por Robert Zemeckis (“De Volta ao Futuro”), emitir um comunicado desculpando-se para a comunidade dos portadores da deficiência, a atriz também lamentou a “dor causada”. “Sinto muito”, escreveu Hathaway no Instagram na quinta-feira (5/11). “Eu não conectei a maquiagem com a [anomalia de] diferença de membros quando o visual do personagem me foi apresentado; se eu tivesse, eu asseguro a vocês que isso nunca teria acontecido.” “Como alguém que realmente acredita na inclusão e realmente detesta a crueldade, devo a todos vocês um pedido de desculpas pela dor causada”, ela escreveu, como legenda de um vídeo informativo do Lucky Fin Project, uma organização sem fins lucrativos que aumenta a conscientização sobre as diferenças dos membros. A reação que gerou maior repercussão foram comentários de Amy Marren, uma nadadora paralímpica britânica de 22 anos, que publicou um tuíte na segunda-feira, dizendo que estava “decepcionada” com a representação do filme. “Sim, estou totalmente ciente de que este é um filme e as personagens são bruxas. Mas bruxas são essencialmente monstros. Meu medo é que as crianças assistam a este filme, sem saber que ele exagera enormemente o original de Roald Dahl e que as diferenças de membros comecem a ser temidas”, escreveu ela. “Isso abre novas conversas difíceis para aqueles com diferenças de membros e atrasa o que estamos tentando alcançar, que é celebrar quem você é!” Ver essa foto no Instagram I have recently learned that many people with limb differences, especially children, are in pain because of the portrayal of the Grand High Witch in The Witches. Let me begin by saying I do my best to be sensitive to the feelings and experiences of others not out of some scrambling PC fear, but because not hurting others seems like a basic level of decency we should all be striving for. As someone who really believes in inclusivity and really, really detests cruelty, I owe you all an apology for the pain caused. I am sorry. I did not connect limb difference with the GHW when the look of the character was brought to me; if I had, I assure you this never would have happened. I particularly want to say I’m sorry to kids with limb differences: now that I know better I promise I’ll do better. And I owe a special apology to everyone who loves you as fiercely as I love my own kids: I’m sorry I let your family down. If you aren’t already familiar, please check out the @Lucky_Fin_Project (video above) and the #NotAWitch hashtag to get a more inclusive and necessary perspective on limb difference. Uma publicação compartilhada por Anne Hathaway (@annehathaway) em 5 de Nov, 2020 às 11:11 PST
Convenção das Bruxas gera protestos de pessoas com deficiências
A Warner Bros. enfrentou uma campanha negativa nas redes sociais após o lançamento do remake de “Convenção das Bruxas” na plataforma HBO Max, nos EUA, e após reações de ONGs, atletas e até das Paraolimpíadas, optou por se desculpar pela forma como retratou a vilã com deficiência no filme. Na refilmagem do clássico infantil de 1990, a vilã vivida por Anne Hathaway tem dedos faltando em suas mãos, e isso é apresentado na trama como sinal de pessoa malévola. Muitos deficientes apontaram que ela parece ter etrodactilia, uma anomalia de membro comumente conhecida como “mão rachada”. Os críticos da forma como o filme dirigido por Robert Zemeckis utilizou isso para marcar a personagem afirmam que retratar vilões com defeitos físicos pode perpetuar os estereótipos de que as deficiências são anormais ou assustadoras. A atleta paraolímpica Amy Marren disse que estava “decepcionada” com a Warner Bros. e questionou se “houve muita reflexão sobre como essa representação das diferenças de membros afetaria a comunidade com diferença de membros”. Ela acrescentou: “Meu medo é que as crianças assistam a este filme, sem saber que ele exagera enormemente o original de Roald Dahl, e que as diferenças de membros comecem a ser temidas.” A conta oficial dos Jogos Paraolímpicos no Twitter ecoou os sentimentos de Marren, protestando: “A diferença de membros não é assustadora. As diferenças devem ser celebradas e a deficiência tem que ser normalizada.” A ONG RespectAbility, uma organização que defende as pessoas com deficiência, também disse que a tendência de Hollywood de desfigurar personagens malignos, mesmo sem querer, pode fazer com que as pessoas tenham medo daqueles que não se parecem com elas. “A decisão de fazer essa bruxa parecer mais assustadora por ter uma diferença de membros – o que não era uma parte original da trama – tem consequências na vida real”, disse a vice-presidente de comunicações da RespectAbility, Lauren Appelbaum, defensora de retratos mais autênticos da deficiência na tela. “Infelizmente, essa representação em ‘Convenção de Bruxas’ ensina às crianças que as diferenças de membros são horríveis ou algo de que devemos ter medo. Que tipo de mensagem isso envia para crianças com diferenças de membros? ” Diante da repercussão, o estúdio disse que “lamenta qualquer ofensa causada”. Em comunicado, a Warner Bros. afirmou ter ficado “profundamente triste ao saber que nossa representação dos personagens fictícios em ‘Convenção das Bruxas’ pode ter incomodado pessoas com deficiência ‘”. “Ao adaptar a história original, trabalhamos com designers e artistas para chegar a uma nova interpretação das garras felinas que são descritas no livro”, diz a declaração. “Nunca foi nossa intenção que os espectadores sentissem que as criaturas fantásticas e não humanas deveriam representá-los. Este filme é sobre o poder da bondade e da amizade. É nossa esperança que famílias e crianças possam desfrutar do filme e abraçar este tema empoderador e cheio de amor”, ponderou o estúdio. Apesar de lançado em streaming nos EUA, a Warner tem planos de distribuir o remake nos cinemas brasileiros em 19 de novembro. Veja abaixo o trailer legendado do filme.
Kurt Russell volta a viver Papai Noel no trailer de Crônicas de Natal 2
A Netflix divulgou o trailer legendado de “Crônicas de Natal 2”, continuação da aventura natalina do ano retrasado, que reúne o casal da vida real Kurt Russell (“Os Oito Odiados”) e Goldie Hawn (“Viagem das Loucas”) como Papai e Mamãe Noel. A sequência também volta a trazer Darby Camp (de “Big Little Lies”) como Kate, a menina que acredita em Papai Noel, e ela terá que ajudar novamente o bom velhinho a salvar o Natal. Mas agora a história se passa no Polo Norte, na vila do Papai Noel, dá mais espaço para Mamãe Noel e troca o irmão mais velho (Judah Lewis, de “A Babá”, já bem crescido) pelo pequeno Jahzir Bruno (que também está no remake de “Convenção das Bruxas”). Na nova trama, Kate virou uma adolescente rebelde e não fica nem um pouco feliz em passar o fim de ano em Cancún com o novo namorado de sua mãe e o filho dele, Jack (Jahzir Bruno). Sem aceitar essa nova versão da família, ela resolve fugir. Acontece que um vilão misterioso ameaça destruir o Polo Norte e acabar com o Natal para sempre. Então, Kate e Jack precisam se juntar a Papai e Mamãe Noel para impedir seus planos. O elenco também inclui Kimberly Williams-Paisley (“Nashville”) e Tyrese Gibson (“Velozes e Furiosos 8”) como a mãe e o namorado de Kate, além de Julian Dennison (“Deadpool 2”) como o vilão da história. Com roteiro e direção de Chris Columbus (“Esqueceram de Mim”, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”), que produziu o filme anterior, “Crônicas de Natal 2” chega em 25 de novembro ao streaming.
Estrela de Jessica Jones vai virar bruxa em terror infantil da Netflix
A Netflix está desenvolvendo uma adaptação do livro infantil de terror “Nightbooks”, de JA White, e o projeto já definiu seu elenco principal. A atriz Krysten Ritter, que viveu Jessica Jones na série homônima da Marvel, será a bruxa Natacha, que rapta um menino chamado Alex em seu apartamento em Nova York. Lá, ele encontra outra prisioneira, Yasmin, que que lhe ensina como sobreviver: contar uma história assustadora todas as noites para entreter a bruxa. Fã de terror, Alex não tem dificuldade para envolver sua raptora, que se diverte com suas histórias sem final feliz, enquanto ele percebe que uma hora ficará sem novas histórias para contar. As crianças Winslow Fegley (“Aventuras de Timmy Failure”) e Lidya Jewett (“Good Girls”) vivem, respectivamente, Alex e Yasmin nesta versão assustadora da história das “Mil e Uma Noites”. O roteiro é escrito por Mikki Daughtry e Tobias Iaconis (“A Maldição da Chorona”) e a direção está a cargo de David Yarovesky, o cineasta de “Brightburn” – a versão assustadora da origem de Superman. Completa a equipe outro cineasta ligado ao terror, Sam Raimi (de “Evil Dead”), que produz as filmagens por meio de sua produtora Ghost House Pictures. O filme ainda não tem previsão de estreia.











