GloboNews vai exibir documentário sobre Volodymyr Zelensky
O canal pago GloboNews vai exibir neste domingo (20/3) um documentário inédito sobre Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia. Intitulado “Zelensky: O Homem que Enfrentou Putin”, o filme narra a trajetória do comediante e ator que se tornou líder do país atualmente em guerra contra a Rússia. Produção britânica do Channel 4, o documentário também inclui imagens da invasão militar russa e da resistência ucraniana para traçar o perfil do homem que inspira a população a enfrentar uma das maiores potências do mundo. O presidente da Ucrânia se formou em Direito, mas acabou fazendo carreira como comediante. Sua popularidade começou quando venceu a versão ucraniana da Dança dos Famosos em 2006. Mas sua carreira política se deve ao sucesso da série “O Servo do Povo”, em que Zelensky viveu um professor de História que critica a corrupção do governo no país e se torna presidente da Ucrânia por acaso. Em 2018, a vida imitou a arte e ele venceu as eleições presidenciais. Vladimir Putin teria considerado sua fraqueza como político para ordenar a invasão da Ucrânia. Mas durante o cerco militar, ele se provou um adversário valoroso, que graças a seu carisma conseguiu colocar o mundo inteiro – menos a Bielorrússia – contra Putin.
Mila Kunis e Ashton Kutcher arrecadam US$ 30 milhões para a Ucrânia
O casal Mila Kunis e Ashton Kutcher conseguiu alcançar a meta de arrecadar US$ 30 milhões em doações para a Ucrânia. Eles lançaram a campanha há duas semanas no site GoFundMe em parceria com outras instituições, e assumiram o compromisso de contribuir com US$ 3 milhões do montante, para ajudar a auxiliar os refugiados do país invadido por tropas militares da Rússia. “Queremos dizer que atingimos nosso objetivo”, informou Kunis em um vídeo compartilhado nas redes sociais. “Estamos impressionados e gratos pelo apoio. E embora isso esteja longe de resolver o problema, nosso esforço coletivo proporcionará um pouso mais suave para muitas pessoas que caminham para um futuro de incertezas”, completou a atriz, que nasceu na Ucrânia. “Nosso trabalho não acabou”, acrescentou Kutcher no vídeos. “Faremos tudo o que pudermos para garantir que a demonstração de amor que veio de todos vocês, como parte desta campanha, tenha o maior impacto possível para os necessitados”, afirmou. O ator continuou prometendo que ele e a esposa vão “tratar cada dólar como se estivesse sendo doados do nosso bolso – com respeito pelo trabalho que deu para ganhá-lo e honrando a intenção de amor com o qual foi dado, e o desejo de que seja maximizado para um resultado positivo para os outros.” “Por favor, não parem de doar”, pediu a atriz. “Este é apenas o começo de uma jornada muito, muito, muito longa”, completou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ashton Kutcher (@aplusk)
Globo adere ao boicote internacional contra Rússia
O Grupo Globo aderiu ao boicote internacional contra a Rússia, em protesto contra a invasão militar da Ucrânia. O conglomerado brasileiro interrompeu negócios com o país, suspendendo novos licenciamentos de produções russas para seus canais de TV e streaming, e decidiu não negociar mais novelas e séries com empresas russas por tempo indeterminado. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, não há prazo para a retomada das operações de compra e venda de conteúdo com parceiros comerciais russos. Embora o conteúdo russo seja irrelevante para a Globoplay e canais pagos do grupo, a Globo tem bom faturamento com a venda de novelas para a Rússia. O país europeu é um grande mercado para as novelas da emissora desde que “A Escrava Isaura” (1976) atraiu o interesse internacional para as produções brasileiras. No momento, estão em exibição na TV aberta russa as novelas “Por Amor” (1997), de Manoel Carlos, e “O Clone” (2001), de Glória Perez. Além disso, as plataformas russas de streaming incluem em seus catálogos “Avenida Brasil (2012), “Verdades Secretas” (2015) e as séries “Justiça” (2016) e “Ilha de Ferro” (2018).
Renée Zellweger será aviadora em minissérie sobre a 2ª Guerra Mundial
A atriz Renée Zellweger vai estrelar “Avenger Field”, uma minissérie sobre aviadoras que tiveram papel importante durante a 2ª Guerra Mundial. Desenvolvida para a plataforma americana Peacock, a atração vai trazer a vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “Judy” (2019) em novo papel biográfico. Ela vai dar vida a Jackie Cohran, a líder da unidade de pilotos femininas conhecidas como WASPs (Women Airforce Service Pilots), que foi formada para ajudar o esforço de guerra americano contra o nazismo, mas que também precisou enfrentar o machismo, ceticismo e até sabotagens em seu próprio país. As WASPs eram mulheres pilotos civis que não tinham autorização para combater. Elas testavam aviões, faziam transportes aéreos e treinavam outros pilotos, com o objetivo de liberar pilotos do sexo masculino dessas funções para se concentrarem na guerra. Com produção da MGM Television, a série foi escrita por Felicia D. Henderson (“The Quad”) e terá direção da cineasta Susanna White (“Nosso Fiel Traidor”). Além de estrelar, Zellweger também será uma das produtoras da atração, que ainda não tem previsão de estreia. Por coincidência, o trabalho mais recente da atriz é outra minissérie, o drama de “true crime” “The Thing About Pam”, que estreia justamente nesta terça (8/3) à noite na rede americana NBC.
Leonardo DiCaprio teria doado US$ 10 milhões para a Ucrânia
O ator Leonardo DiCaprio tria feito uma doação de US$ 10 milhões para as Forças Armadas da Ucrânia, informou a agência de notícias local Ukrinform. Segundo a agência, o valor é a maior doação individual feita à Ucrânia desde o início da invasão russa e auxiliará o exército a combater a Rússia, além dos esforços humanitários no país, que se encontra sob bombardeio militar. DiCaprio não se manifestou publicamente sobre a doação, mas a notícia foi replicada por várias agências internacionais de prestígio. Um dos astros mais populares de Hollywood desde o sucesso de “Titanic” em 1997, DiCaprio possui família ucraniana. Sua avó materna nasceu na cidade de Odessa e era adorada pelo ator. Antes de falecer em 2008, aos 93 anos, ela costumava acompanhar o neto em vários eventos. Assim como diversas outras estrelas, DiCaprio condenou a invasão da Ucrânia por forças militares da Rússia, que teve início em 24 de fevereiro. Ele também expressou solidariedade ao povo ucraniano.
Angelina Jolie vai dirigir novo filme sobre crueldade da guerra
Angelina Jolie fechou um contrato com a produtora Freemantle para desenvolver projetos “sofisticados, poderosos e com foco internacional”, que ela estrelará, dirigirá ou produzirá nos próximos três anos. O primeiro filme a sair do acordo é “Without Blood”, que a estrela está desenvolvendo desde 2017. Ela vai produzir e dirigir o longa, que adapta o best-seller homônimo de Alessandro Baricco sobre a crueldade da guerra. Lançado no Brasil com o título de “Sem Sangue”, o livro gira em torno de uma garota em busca de vingança e cura durante um período de conflito não especificado. A produção deve começar na Itália em maio e, segundo a Fremantle, mais projetos da parceria serão anunciados em breve. “Ter a liberdade de contar histórias importantes e trazê-las para uma audiência global está no centro deste acordo com Fremantle”, disse Jolie em comunicado. “Estou bastante animada por trabalhar com uma equipe tão apaixonada e voltada para o futuro com uma perspectiva internacional.” O acordo ocorre um dia depois que a Fremantle anunciou a compra da produtora italiana Lux Vide e em meio a uma lista crescente de grandes filmes da empresa, que produziu o drama italiano indicado ao Oscar “A Mão de Deus”, de Paulo Sorrentino. Além da parceria com Angelina Jolie, a Freemantle atualmente está trabalhando com os talentos de Luca Guadagnino, Michael Winterbottom, Kenneth Branagh, Steven Knight, Tebogo Malope, Kirill Serebrennikov, Afua Hirsch, Felix van Groeningen, Shira Haas, Alice Rohrwacher e Saverio Costanzo no desenvolvimento de novos filmes e séries.
Festival de Toronto só exibirá filmes russos que forem independentes
O Festival de Toronto seguiu Cannes e Veneza ao anunciar uma versão branda de boicote ao cinema russo, juntando-se ao protesto cultural contra a invasão da Ucrânia. Em comunicado, os organizadores do maior festival de cinema da América do Norte informaram nesta quinta-feira (3/3) que vetarão a participação de organizações cinematográficas e meios de comunicação apoiados pelo Estado russo em seu próximo evento. O comunicado também afirma que o festival canadense vai banir embaixadores e delegações culturais russas. Por outro lado, “continuará a incluir filmes de cineastas russos independentes na programação”. Esta ressalva também foi feita por Cannes e Veneza. O festival italiano ainda frisou que “sempre haverá lugar em suas mostras” para cineastas russos “que se opõem ao regime atual na Rússia”. A decisão dos maiores festivais de cinema do mundo busca uma alternativa menos radical que a tomada por festivais como Estocolmo e Glasgow, que decidiram não exibir qualquer filme russo neste ano, atendendo a um apelo da Academia Ucraniana de Cinema. O próximo Festival de Toronto está programado para ocorrer de 8 a 18 de setembro.
Festival de Veneza não boicotará cineastas russos “que se opõem ao regime atual”
O Festival de Veneza anunciou nesta quarta (2/3) que não vai banir cineastas russos que se oponham ao atual regime do país, nem seus filmes. “La Biennale di Venezia não fechará suas portas para aqueles que defendem a liberdade de expressão e se manifestam contra a desprezível e inaceitável decisão de atacar um Estado soberano e seu povo indefeso. Para aqueles que se opõem ao regime atual na Rússia sempre haverá lugar em suas mostras”, diz o texto do comunicado oficial dos organizadores do festival. No entanto, o comunicado reforça que o festival rejeitará “qualquer forma de colaboração com aqueles que, pelo contrário, realizaram ou apoiaram atos tão graves de agressão”. A mostra de cinema “não aceitará, portanto, a presença em nenhum de seus eventos de delegações oficiais, instituições ou pessoas vinculadas em qualquer capacidade ao governo russo”. Ao mesmo tempo, fará todos os esforços possíveis para contar com representação da Ucrânia. A declaração ecoa um comunicado do Festival de Cannes, que na terça apontou um caminho semelhante, permitindo filmes russos, mas vetando delegações oficiais russas em 2022. Ambos os festivais tomaram uma atitude mais branda diante de festivais como Estocolmo e Glasgow, que decidiram não exibir qualquer filme russo neste ano, atendendo a um apelo da Academia Ucraniana de Cinema diante da invasão da Ucrânia por tropas russas. Por outro lado, o pedido de boicote total foi atendido pela Academia Europeia de Cinema, que vetou a inclusão de filmes do país de Vladimir Putin na competição dos European Film Awards deste ano, premiação considerada o Oscar europeu.
Netflix suspende produção de séries e filmes russos
A Netflix paralisou os trabalhos de quatro produções originais russas e suspendeu a compra de filmes e séries do país, em reação contra a invasão da Ucrânia pela Rússia na semana passada. Entre as produções paralisadas, encontra-se uma série de suspense que já estava com pelo menos metade dos episódios gravados. As decisões se somam à recusa da empresa de streaming de cumprir uma determinação do governo russo para exibir TVs estatais em seu catálogo. No ano passado, o Roskomnadzor, órgão controlador das comunicações na Rússia, classificou a Netflix como um “serviço audiovisual”, uma vez que a plataforma possui mais de cem mil usuários diários no país, e impôs a obrigatoriedade de que o serviço transmita 20 canais de TV estatais para seus assinantes, como se fosse um provedor de canais pagos. Apesar disso, o serviço continua funcionando para os assinantes russos e pode se tornar a única diversão internacional disponível no país, após o anuncio de boicote dos estúdios de Hollywood, se o próprio governo russo não decidir tirar a plataforma do ar por se recusar a exibir canais estatais.
Universal suspende lançamentos de filmes na Rússia
A Universal Pictures seguiu seus colegas de Hollywood e anunciou nesta terça (1/3) que está suspendendo seus lançamentos cinematográficos na Rússia devido à invasão da Ucrânia pelas tropas de Vladimir Putin. “Em resposta à atual crise humanitária na Ucrânia, a Universal Pictures interrompeu os lançamentos cinematográficos que tínhamos planejado na Rússia”, disse o estúdio em comunicado. Os próximos lançamentos da Universal no exterior incluem a animação “Os Caras Malvados”, que estreia em 17 de março no Brasil, o thriller de ação “Ambulância – Um Dia de Crime”, no dia 24 e “Jurassic World – Domínio” em junho. A medida foi anunciada um dia depois que Disney, Warner Bros. e Sony tomaram a mesma iniciativa, e horas após a Paramount se juntar ao grupo de estúdios americanos que protestam contra a guerra na Ucrânia.
Academia Europeia de Cinema anuncia boicote de filmes russos
A Academia Europeia de Cinema (EFA, na sigla em inglês) atendeu ao apelo da Academia Ucraniana de Cinema para realizar um boicote aos filmes russos. Em um comunicado enviado nesta terça (1/3), a EFA anunciou que filmes russos serão excluídos de sua premiação anual, European Film Awards, marcada para dezembro, e que a organização concorda e apoia com cada elemento do pedido de boicote. A principal entidade do cinema ucraniano pediu aos festivais internacionais de cinema que não permitam filmes russos em suas programações, que os produtores de cinema encerrem negócios com o país, parando de contribuir com a arrecadação de impostos para o governo russo, e que os distribuidores internacionais não lancem filmes na Rússia. O comunicado da EFA veio um dia após o premiado cineasta ucraniano Sergei Loznitsa renunciar à sua participação na EFA, criticando a organização pela brandura de sua resposta inicial, que incluía uma promessa de apoio aos cineastas ucranianos. Nesta terça, a EFA assumiu que deveria ter sido mais enérgica e rápida em sua resposta, admitindo que “esta reação deveria ter ocorrido em um momento anterior nos últimos dias” e que o processo democrático do órgão a atrasou. “A Academia condena veementemente a guerra iniciada pela Rússia – a soberania e o território da Ucrânia devem ser respeitados. As ações de Putin são atrozes e totalmente inaceitáveis, e as condenamos veementemente”, acrescenta o comunicado da entidade. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por European Film Awards (@eurofilmawards)
Sean Penn sai da Ucrânia em meio a invasão do país pela Rússia
O ator americano Sean Penn revelou em seu Twitter que saiu da Ucrânia, onde estava filmando um documentário sobre o conflito do país com a Rússia. Ele publicou uma foto em seu Twitter sobre a reta final de sua jornada, carregando malas a pé numa estrada, ao lado de um engarrafamento gigantesco de carros em fuga. Junto da imagem, ele descreveu a situação. “Eu e dois colegas andamos quilômetros até a fronteira polonesa depois de abandonar nosso carro na beira da estrada. Quase todos os carros nesta foto levam apenas mulheres e crianças, a maioria sem nenhuma bagagem, e o seu carro é o único bem de valor”, contou. Enquanto estava na Ucrânia, Penn captou imagens e bastidores das reação das autoridades ucranianas aos ataques que culminaram numa invasão armada do país pela Rússia. Na semana passada, Penn chegou a publicar um apelo aos Estados Unidos para que entrasse na guerra em defesa da Ucrânia. “Já é um erro brutal, com vidas ceifadas e corações destroçados, e se ele não ceder, acredito que Putin terá cometido um erro terrível para toda a humanidade (…). A Ucrânia é a ponta da lança para o abraço democrático dos sonhos. Se permitirmos que ela lute sozinha, nossa alma como Estados Unidos da América está perdida.” Diante de seus esforços para auxiliar a Ucrânia, o gabinete do presidente Volodymyr Zelensky elogiou o ator e agradeceu seu apoio. Myself & two colleagues walked miles to the Polish border after abandoning our car on the side of the road. Almost all the cars in this photo carry women & children only, most without any sign of luggage, and a car their only possession of value. pic.twitter.com/XSwCDgYVSH — Sean Penn (@SeanPenn) February 28, 2022
Paramount suspende lançamento de “Sonic 2” na Rússia
A Paramount anunciou nesta terça (1/3) a suspensão de seus lançamentos cinematográficos na Rússia em meio à invasão da Ucrânia. Seus próximos títulos que deveriam estrear no país eram a adaptação de videogame “Sonic 2: O Filme”, em 31 de março, e a comédia “Cidade Perdida”, em 7 de abril. “Enquanto testemunhamos a tragédia em andamento na Ucrânia, decidimos pausar o lançamento de nossos próximos filmes de cinema na Rússia, incluindo ‘Sonic 2: O Filme’ e ‘Cidade Perdida’. Apoiamos todos os afetados pela crise humanitária na Ucrânia, Rússia e nossos mercados internacionais e continuaremos monitorando a situação à medida que ela se desenrola”, disse o estúdio em comunicado. A medida foi anunciada um dia depois que Disney, Warner Bros. e Sony tomaram a mesma iniciativa.












