Lady Francisco (1940 – 2019)
A atriz Lady Francisco, que soma quatro décadas de papéis em novelas da Globo, morreu neste sábado (25/5) no Rio de Janeiro, aos 84 anos. Ela estava internada na UTI do Hospital Unimed Barra desde o início de abril após sofrer uma fratura do fêmur enquanto passeava com seus dois cachorros no Parque Guinle, região onde morava. Ela foi operada, mas seu estado de saúde se complicou, vindo a falecer após falência múltipla de órgãos. Nascida Leyde Chuquer Volla Borelli de Bourboun em 1940, em Belo Horizonte, ela era filha de comerciantes bem-sucedidos, amigos de políticos importantes, e contava ter sofrido muito na adolescência por ser considerada mal-comportada, inclusive sendo submetida a choques elétricos por um psiquiatra, a pedido da própria família. Antes de virar atriz, ela venceu diversos concursos de beleza, foi aeromoça e radialista. E marcou casamento – aos 20 anos – com um engenheiro, apenas para descobrir horas antes da cerimônia que ele tinha outra família. O casamento foi proibido, mas os dois se juntaram assim mesmo e tiveram dois filhos. Ela inciou a trajetória artística em produções locais de rádio e TV. Sua estreia na televisão foi como garota-propaganda, anunciando produtos ao vivo na TV Itacolomi, de Belo Horizonte, no final dos anos 1960. Mas só foi deslanchar após se mudar para o Rio, o que levou ao fim de sua união. Nessa época, seu pai havia perdido quase toda a fortuna no jogo e Lady Francisco não teve apoio algum para seguir a carreira. Chegou a ser assaltada, perdendo o dinheiro que tinha trazido para tentar a sorte no Rio, e precisou viver de favores para persistir em sua tentativa de conseguir trabalho, ao aparecer diariamente na porta da TV Tupi. Um dia, ela foi chamada para compor o júri do programa de Flávio Cavalcanti. Em seguida, conseguiu participação na novela “Jerônimo – O Herói do Sertão” (1972). E nunca mais parou. A atriz acabou indo para a Globo em 1975, onde atingiu popularidade quase instantânea com dois papéis exuberantes: a ex-estrela de circo Elizabeth Pappalardo em “Cuca Legal” e Rose, a secretária gostosona de Carlão, personagem icônico de Francisco Cuoco em “Pecado Capital”. A fama de “gostosa” também lhe rendeu inúmeros trabalhos no cinema durante o auge da era da pornochanchada. Para se ter ideia, no mesmo ano em que fez duas novelas, Lady Francisco apareceu em nada menos que seis filmes eróticos. Embora sua filmografia transborde produções de títulos sugestivos – “Os Maniacos Eróticos” (1975), “Viúvas Precisam de Consolo” (1979), “O Verdadeiro Amante Sexual” (1985), “Sexo Selvagem dos Filhos da Noite” (1987) etc – , Lady Francisco também fez filmes “sérios”, como “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1977), de Hector Babenco, grande marco do cinema brasileiro, e em especial “O Crime do Zé Bigorna” (1977), de Anselmo Duarte, que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Brasília. Mas o grande foco de sua carreira foram mesmo as novelas. Ela participou de alguns dos maiores sucessos da história da rede Globo, entre eles “A Escrava Isaura” (1976), “Locomotivas” (1977), “O Pulo do Gato” (1978), “Marrom-Glacê” (1979), “Baila Comigo” (1981), “Louco Amor” (1983), “Barriga de Aluguel” (1990), “Explode Coração” (1995), “Alma Gêmea” (2005), “Duas Caras” (2007), “Cheias de Charme” (2012), “Totalmente Demais” (2015), até “Malhação: Vidas Brasileiras” (2018), seu último trabalho, em que interpretou a milionária Lorraine. Seus papeis costumavam ter imenso apelo popular, como a ingênua manicure Gisela na novela “Louco Amor”, de Gilberto Braga, graças a facilidade com que interpretava mulheres despachadas, fogosas e divertidas, da juventude à maior idade. Entretanto, a popularidade conquistada como símbolo sexual teve outro lado. Ela denunciou ter sido abusada sexualmente por um diretor de televisão, cujo nome jamais revelou. Também foi estuprada por quatro homens ao descer de um táxi na Barra da Tijuca. Um mês depois, descobriu que estava grávida e realizou um aborto. Após a decepção de seu primeiro noivado, Lady Francisco nunca se casou. Amor, ela só teve mais um na vida, o dramaturgo Dias Gomes, após ele ficar viúvo da novelista Janete Clair.
Letícia Colin começa a gravar nova série da Globoplay sobre médica drogada
A Globo começou as gravações de “Onde Está Meu Coração”, nova série de streaming que será estrelada pela atriz Letícia Colin após se destacar nas novelas “Novo Mundo” e “Segundo Sol”. Na atração, ela interpretará uma médica do pronto-socorro de um hospital de São Paulo que se vicia em crack e luta para largar o vício, enquanto busca manter emprego, posição, família e marido. A série terá 10 episódios e está sendo desenvolvida para a plataforma Globoplay com roteiro de George Moura e Sergio Goldenberg, autores de “Onde Nascem os Fortes” (2018) e “O Rebu” (2014). O elenco também inclui Daniel de Oliveira (“Aos Teus Olhos”) como marido de Letícia, Fábio Assunção (“Onde Nascem os Fortes”) e Mariana Lima (“O Banquete”) como os pais e Manu Morelli (“Domingo”) como a irmã. Também estão no elenco Camila Márdilla, Ana Flávia Cavalcanti, Michel Melamed, Cacá Carvalho, Rodrigo Garcia, Rodrigo dos Santos e Bárbara Colen, entre outros. “Onde Está Meu Coração” é a 10ª série atualmente em produção na Globo, um número recorde, que decorre da decisão de estabelecer o Globoplay no mercado de streaming. Para isso, é necessário conteúdo. As outras séries em produção são “Carcereiros”, “Sob Pressão”, “Os Experientes”, “Pais de Primeira”, “Aruanas”, “Ilha de Ferro”, “Shippados”, “Desalma” e “Eu, a Vó e a Boi”.
Globo e Sony fecham parceria para produção de séries em inglês
A Rede Globo e a Sony Pictures Television fecharam um contrato de coprodução de séries em inglês. O anúncio foi feito durante o LA Screenings, feira internacional de conteúdo televisivo que ocorre anualmente em Los Angeles e se encerrou na sexta (17/5). A parceria representa a primeira iniciativa da Globo em conteúdo dramático em inglês. O acordo prevê duas séries e um terceiro projeto, ainda em definição. As séries já estão em fase de desenvolvimento. São projetos antigos, que justificam o uso do inglês pela narrativa de suas tramas. A primeira produção foi anunciada em 2016 e definiu Sophie Charlotte como protagonista no ano passado. Trata-se de “O Anjo de Hamburgo”, sobre Aracy de Carvalho, mulher do escritor Guimarães Rosa e funcionária do consulado brasileiro em Hamburgo, na Alemanha, que ajudou centenas de judeus a escaparem para o Brasil durante o nazismo. Visando o mercado internacional, a série de oito episódios vai combinar atores brasileiros e estrangeiros, aproveitando a locação na Alemanha. “A história joga luz sobre a coragem de uma mulher brasileira que desobedeceu as ordens de seu próprio governo e arriscou a vida para ajudar centenas de judeus a escaparem dos campos de concentração”, afirmou Silvio de Abreu, diretor de dramaturgia da Globo. A direção de “O Anjo de Hamburgo” é de Jayme Monjardim (“O Vendedor de Sonhos”). A outra série confirmada é “Rio Connection”, que também é um drama de época inspirado numa história real. A trama segue uma quadrilha europeia que usou o Rio de Janeiro como conexão para o tráfico de heroína durante os anos 1970. A Globo terá os direitos de distribuição das séries no território brasileiro e a Sony internacionalmente. Além das duas parceiras, “O Anjo de Hamburgo” e “Rio Connection” terão ainda produção da Floresta, uma joint venture entre a produtora executiva Elisabetta Zenatti e a Sony Pictures Television, especializada em programas de variedades e reality shows – tem mais de 40 atrações produzidos para diferentes canais, entre eles “Shark Tank”, “The Ultimate Fighter”, “De Férias com o Ex”, “Vai, Fernandinha” e “Lady Night”.
Caio Blat diz que assédio é atitude tão covarde quanto denúncia sem provas
O ator Caio Blat reagiu à notícia sobre acusações de assédio, que teriam sido feitas por atrizes da novela “O Sétimo Guardião”, com uma declaração enviada ao autor do texto, o colunista Leo Dias, comparando assédio com denúncia sem provas. “Terminamos a novela num clima ótimo, e fui surpreendido hoje com uma notícia mentirosa e anônima a meu respeito. Que me deixou indignado! Se algum colega ficou ofendido com qualquer atitude minha, que se identifique e me procure, para que eu tenha ao menos a chance de me retratar. O assédio é uma atitude covarde, assim como uma denúncia sem provas e sem autor”, disse Blat. O blog de Leo Dias e o programa que ele comanda no SBT, Fofocalizando, divulgaram a denúncia de assédio, que teria partido da assessoria de uma atriz da novela, que pediu para não ser identificada. A mesma atriz teria dito, através de sua assessoria, que não é a única a ter reclamado do ator. Ela afirma que pelo menos outras cinco atrizes fizeram queixas contra ele. O boato do assédio ganhou força após Caio Blat organizar uma festa de confraternização da novela em sua casa, na semana passada, e alguns atores se recusarem a comparecer em solidariedade às colegas. A TV Globo está apurando as denúncias. “Todo relato de desrespeito na Globo é apurado criteriosamente, assim que tomamos conhecimento dele – como é o caso agora. A Ouvidoria da empresa já foi acionada.”
Caio Blat é acusado de assédio por atriz da Globo
A TV Globo está apurando denúncias de assédio feita por atrizes da emissora contra o ator Caio Blat, durante as gravações da novela “O Sétimo Guardião”. A assessoria de uma atriz da novela, que pediu para não ser identificada, relatou a denúncia para o colunista Leo Dias. A mesma atriz teria dito, através de sua assessoria, que não é a única a ter reclamado do ator. Ela afirma que pelo menos outras cinco atrizes fizeram queixas contra ele. O boato do assédio ganhou força após Caio Blat organizar uma festa de confraternização da novela em sua casa, na semana passada, e alguns atores se recusarem a comparecer em solidariedade às colegas. Em nota, a Central Globo de Comunicação informou: “Todo relato de desrespeito na Globo é apurado criteriosamente, assim que tomamos conhecimento dele – como é o caso agora. A Ouvidoria da empresa já foi acionada.” A agência eu cuida da carreira de Caio Blat disse ao blog de Leo Dias e ao programa “Fofocalizando” que não iria se pronunciar sobre as denúncias. Léo Dias informou ainda que a Globo não gostou de a atriz não ter procurado o Recursos Humanos da emissora assim que foi assediada.
Lúcio Mauro (1927 – 2019)
O ator e comediante Lúcio Mauro, que estrelou diversos programas humorísticos da rede Globo, morreu na madrugada deste domingo (12/5) aos 92 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado há cerca de dois meses na Clínica São Vicente, com problemas respiratórios. Lúcio Mauro era seu nome artístico. O artista nasceu em Belém do Pará, no dia 14 de março de 1927, batizado como Lúcio de Barros Barbalho. Ele começou a carreira no teatro e só foi estrear na televisão aos 33 anos, em 1960, com a inauguração da TV Rádio Clube de Pernambuco, onde fez seu primeiro programa de humor, “Beco sem Saída”, contracenando com José Santa Cruz no quadro “Jojoca e Zé das Mulheres”. Em 1963, Lúcio e sua esposa, a atriz Arlete Salles, mudaram-se para o Rio de Janeiro, indo trabalhar na TV Rio. De lá, ele foi para a TV Tupi, onde participou do “Grande Teatro Tupi”, foi jurado de calouros de Flávio Cavalcanti, dirigiu e atuou no programa “A, E, I, O… Urca!” e o infantil “Essa Gente Inocente”, além de estrelar, junto de Arlete Salles, o humorístico “I Love Lúcio”, uma paródia da sitcom americana “I Love Lucy”. Neste mesmo ano, Lúcio Mauro estreou no cinema ao lado de Arlete em “Terra sem Deus”, de José Carlos Burle. A experiência foi seguida pelas comédias “007 1/2 no Carnaval” (1966), uma paródia de James Bond com Costinha e Chacrinha, e “O Rei da Pilantragem” (1968), escrito por Carlos Imperial. Mas a carreira cinematográfica ficou de lado quanto a televisiva estourou, após estrear na Globo em 1966. Ele começou na emissora no humorístico “TV0–TV1”, ao lado de uma constelação de humoristas que marcaram época na televisão: Jô Soares, Agildo Ribeiro, Paulo Silvino e outros. Dois anos depois, Lúcio criou e dirigiu na Globo o humorístico “Balança Mas Não Cai” (1968), com releituras de quadros de sucesso da Rádio Nacional nos anos 1950. O formato da programa de esquetes com um grande elenco, que se alternava num mesmo cenário sem mudar o contexto das piadas, fez enorme sucesso e inspirou o humor brasileiro durante décadas. Foi nesse período, inclusive, que Lúcio emplacou sua criação mais famosa, o quadro “Fernandinho e Ofélia”, em que vivia um homem rico e sofisticado, constantemente constrangido pela burrice da esposa (Sônia Mamede), que cometia grandes gafes diante de convidados ilustres, apesar de repetir o bordão “Só abro a boca quando tenho certeza!”. Quando “Balança Mas Não Cai” foi para a TV Tupi, nos anos 1970, ele acompanhou os colegas do programa e deixou a Globo por um tempo. A época também marcou o fim de seu casamento com Arlete. Mas ele ficou pouco tempo solteiro, casando-se com Ray Luiza Araujo Barbalho em 1974. Menos tempo ainda passou longe da Globo, para onde voltou pelas mãos de Chico Anysio, um de seus maiores parceiros, vindo a integrar o elenco de todos os programas humorísticos do famoso criador – de “Chico City” (1973) a “Escolinha do Professor Raimundo” (1990). Ele criou personagens marcantes ao lado de Chico Anysio, como o diretor Da Julia, que trabalhava com o ator canastrão Alberto Roberto, e o aluno Aldemar Vigário, da “Escolinha do Professor Raimundo”. Puxador de saco do professor, Vigário contava contos épicos de supostos grandes feitos do mestre com o bordão “Quem? Quem? Raimundo Nonato!”. Nos anos 1980, Lúcio Mauro emplacou uma nova versão de “Balança Mas Não Cai” (1982) na Globo, e ajudou a conceber e dirigir “A Festa é Nossa” (1983), humorístico que tinha como cenário fixo a cobertura de Fernandinho e Ofélia. O ator também participou de “Chico Anysio Show” (1982) e “Os Trapalhões” (1989), revivendo a dupla Fernandinho e Ofélia com Nádia Maria, após a intérprete original ser diagnosticada com leucemia e se afastar da TV – Sônia Mamede veio a falecer em 1990. Mas Lúcio não fez apenas comédias. Em 1983, interpretou o médium Chico Xavier no “Caso Verdade Chico Xavier, um Infinito Amor”. E, em 1988, fez uma participação na minissérie “O Pagador de Promessas”, de Dias Gomes, como Dr. Quindim. A diversificação aumentou nos anos 1990, com um episódio de “Você Decide” (1992), a novelinha teen “Malhação” (1995), atuando como Dr. Palhares, pai do Mocotó (André Marques), e a novelinha infantil “Caça-Talentos” (1996), com Angélica. Em 1998, encarnou o bicheiro mafioso Neca do Abaeté na minissérie “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, e o advogado Nonato na segunda versão da novela “Pecado Capital”, atuou em um episódio de “Sai de Baixo” e participou da novela “Meu Bem Querer”. A partir de 1999, Lúcio Mauro retomou personagens em “Zorra Total”. Refez o quadro Fernandinho e Ofélia, desta vez com Claudia Rodrigues. E começou a contracenar com seu filho, o ator Lúcio Mauro Filho. Além disso, criou um novo personagem, Ataliba, um vovô surfista, revivendo com José Santa Cruz a parceria de sua estreia na TV em 1960. Nos últimos anos, dedicou-se a fazer mais participações em novelas – como “Paraíso Tropical” (2006), “A Favorita” (2008) e “Gabriela” (2012). E filmes. Embora sua filmografia comece nos anos 1960, foi só nos últimos anos que Lúcio realmente se dedicou ao cinema, atuando em “Redentor” (2004), de Claudio Torres, “Cleópatra” (2008), de Júlio Bressane, “Muita Calma Nessa Hora” (2010), de Felipe Joffily, e “Vai que Dá Certo” (2013), de Maurício Farias. Neste último, também contracenou com o filho. O humorista gostava de trabalhar com os filhos, tanto que estrelou a peça “Lúcio 80-30” (2008) com três deles, Lúcio Mauro Filho, Alexandre Barbalho e Luly Barbalho. E voltou a contracenar com dois deles em 2014, no penúltimo episódio de “A Grande Família”, como o pai de Luly, a irmã de Tuco, personagem de Lúcio Mauro Filho. Sua despedida das telas aconteceu em 2015, numa participação especial da releitura da “Escolinha do Professor Raimundo”, que foi exibida na TV Globo e no canal pago Viva. Desde 2016, quando sofreu um derrame, Lúcio Mauro enfrentou diversos problemas de saúde, sendo forçado a se aposentar. Relembre abaixo três dos personagens mais famosos do humorista.
Dan Ferreira entra em dois filmes após ser diagnosticado com doença rara
O ator Dan Ferreira voltou ao trabalho após ter sido diagnosticado com a Síndrome de Guillain-Barré, em fevereiro passado. Ele começou a filmar o longa “Medida Provisória”, que marca a estreia de Lázaro Ramos na direção, e depois fará “Alemão 2”, de José Eduardo Belmonte. Ferreira ainda está tratando a doença que, coincidentemente, foi abordada na novela “Segundo Sol”, da qual fez parte. De acordo com a colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, o ator não tem nenhuma restrição física, mas, apesar disso, se dedica à fisioterapia na preparação para os longas. A recuperação da doença, no caso do ator, foi considerada rápida pelos médicos. Ele ficou apenas uma semana internado, enquanto o tempo médio para os pacientes é de um mês. “Meu corpo reagiu muito bem aos medicamentos. Ainda estou fazendo fisioterapia para recuperar os movimentos por completo, pois ainda não tenho a minha força total. Não consigo correr muito, por exemplo. Só a fisioterapia vai ajudar, mas é 100% reversível. Mas estou bem e conseguindo trabalhar. É só uma questão de tempo para voltar a estar como antes”, disse o ator. Em fevereiro, exames realizados no hospital Cárdio Pulmonar, em Salvador, diagnosticaram a doença rara, que pode ser provocada por uma infecção bacteriana ou viral e tem sintomas bem característicos: fraqueza e formigamento nos pés e nas pernas que se espalham para a parte superior do corpo, podendo gerar até paralisia dos membros. De acordo com a nota da assessoria de imprensa de Dan Ferreira, ele desembarcou na capital baiana para aproveitar o verão na cidade e já estava sentindo um mal-estar estar e fraqueza nas pernas. Procurou um hospital e foi internado de imediato. Na novela, o par romântico de Acácio apresentou o quadro clínico que ele descobriu, posteriormente, fora das telas. Rochelle, vivida por Giovanna Lancellotti, sentiu formigamento nas mãos e pés, mesmo sintomas que o ator apresentou antes de ser internado. Na novela exibida no ano passado, a personagem a patricinha malvada descobriu o diagnóstico após ter se machucado durante uma armação. Ela ficou com o corpo paralisado, fez fisioterapia e terminou a história feliz depois de passar pelo processo de reabilitação.
Se Eu Fechar os Olhos Agora: Minissérie de época estreia segunda na Globo
A Globo lança nesta segunda-feira (15/4) na TV e em sua plataforma Globoplay a minissérie de época “Se Eu Fechar os Olhos Agora”, que foi originalmente disponibilizada em agosto no serviço Now, pay-per-view da Net. Veja o trailer abaixo. A produção adapta o romance homônimo do jornalista Edney Silvestre, premiado com o troféu Jabuti em 2010. Mas a prévia evidencia influência do filme “Conta Comigo”, que por sua vez era adaptação de um conto de Stephen King. Passada no começo dos anos 1960, a história gira em torno de dois amigos de infância, Paulo (João Gabriel D’Aleluia e a voz de Milton Gonçalves na narração da trama) e Eduardo (Xande Valois), que durante um passeio descobrem o corpo de uma moça morta, chamada Anita (Thainá Duarte). O crime muda completamente a vida dos dois, que passam a investigar e tentar solucionar o assassinato com a ajuda de um homem misterioso chamado Ubiratan (Antonio Fagundes). Com essa premissa de aventura juvenil, a minissérie aborda várias questões, como racismo, machismo e classes sociais. E Anita não é a única morte da história, que aumenta os riscos para os dois jovens protagonistas. O elenco ainda traz Murilo Benício como o prefeito Adriano, Débora Falabella como a primeira-dama Isabel, Gabriel Braga Nunes como o empresário Geraldo, Mariana Ximenes como sua esposa Adalgisa e Renato Borghi como o marido de Anita, Francisco. A minissérie foi gravada entre novembro de 2017 e janeiro de 2018 na cidade mineira de Catas Altas, de apenas 5,3 mil habitantes. E este cenário natural é um dos pontos altos da produção, escrita por Ricardo Linhares (da novela “Babilônia”) e com direção de Carlos Manga Junior (“Zorra Total”) e André Câmara (“Novo Mundo”). Com 10 episódios, “Se Eu Fechar os Olhos Agora” vai ao ar às segundas, terças, quintas e sextas, logo após a novela “O Sétimo Guardião”.
Cláudia Abreu vai estrelar série de terror da Globoplay
A atriz Cláudia Abreu vai estrelar uma série de terror da Globoplay. Ela terá um dos papéis principais de “Desalma”, seu primeiro trabalho desenvolvido para streaming. A série terá como protagonista um adolescente de 12 anos que ainda não foi escolhido pela equipe. A Globo não ofereceu detalhes sobre o enredo, apenas que se trata de uma produção dramática que vai apostar no sobrenatural e irá acompanhar os conflitos de três famílias de imigrantes ucranianos que vivem no Paraná. As gravações devem começar entre maio e junho com roteiro da estreante Ana Paula Maia e direção de Carlos Manga Junior (“Se Eu Fechar Os Olhos Agora”). Cláudia Abreu não grava uma novela da Globo desde “A Lei do Amor” (2016), um dos maiores fracassos da emissora. Desde então, vem se dedicando às séries. Ela criou e estrela a série infantil “Valentins”, do canal Gloob, além de ter participado de um episódio da série “Cidade Proibida”. Ela também poderá ser vista em breve nos filmes “Silêncio da Chuva”, de Daniel Filho, e “Cheias de Charme: O Filme”, baseado na novela de mesmo nome. Nenhum deles tem data de lançamento definida. Já “Desalma” tem previsão de estreia no último trimestre de 2019 e deverá ser, num primeiro momento, exclusiva do Globoplay.
Globoplay vai exibir séries brasileiras da Fox
A plataforma Globoplay anunciou a compra dos direitos de exibição das séries nacionais produzidas pela Fox. Elas serão disponibilizadas para os assinantes do streaming do Grupo Globo conforme terminarem suas temporadas na TV paga. São apenas quatro séries, mas todas com mais de uma temporada: “Rio Heroes”, “Impuros”, “Me Chama de Bruna” e “Um Contra Todos”. Elas fazem parte da programação do canal pago Fox Premium e do aplicativo Fox Play. “Impuros” é a mais nova e sua 2ª temporada, já gravada, ainda não tem data de estreia. A trama acompanha a história de Evandro do Dendê (Raphael Logam), jovem da favela que não vê a hora de completar 18 anos e ter um trabalho digno. O problema é que, antes disso, seu irmão traficante é assassinado por policiais e seu desejo de vingança o projeta rapidamente no mundo do crime. “Rio Heroes” traz Murilo Rosa como um lutador de jiu jitsu que criou um campeonato de vale-tudo clandestino. A 2ª temporada estreia em 10 de maio na Fox Premium. “Me Chama de Bruna” é uma produção de 2016 que já conta com três temporadas e tem a 4ª encomendada. A série acompanha a história da famosa prostituta Bruna Surfistinha, vivida por Maria Bopp. Mais premiada de todas, “Um Contra Todos” gira em torno do personagem de Júlio Andrade, que, prestes a se tornar pai novamente, acaba preso injustamente, acusado de tráfico de drogas. Ele aprende a sobreviver na penitenciária e a ser respeitado como um chefão do crime, incorporando o personagem que foi acusado de ser. Duas vezes indicada ao prêmio Emmy Internacional, a produção teve três temporadas exibidas e a 4ª já está gravada. Com a aquisição, a Globoplay reforça seu catálogo de séries nacionais, que acaba sendo seu maior diferencial no mercado do streaming como alternativa à Netflix. Ainda não há previsão para a estreia das séries da Fox no serviço da Globo.
Malhação: Viva a Diferença vence o Emmy Kids Internacional como Melhor Série de 2018
A série “Malhação: Viva a Diferença” foi a grande vencedora da cerimônia do Emmy Kids Internacional, realizada em Cannes, na França. A premiação dos melhores programas infantis da TV mundial premiou a produção da rede Globo como Melhor Série de 2018. Foi a quarta indicação de “Malhação” ao Emmy Kids e a primeira vitória, superando obras da Alemanha, Austrália e Canadá. Pela primeira vez ambientada em São Paulo, a temporada, concebida por Cao Hamburger e dirigida por Paulo Silvestrini, celebrou a diversidade, tendo como fio condutor a história de amizade entre cinco garotas, Keyla (Gabriela Medvedovski), Lica (Manoela Aliperti), Ellen (Heslaine Vieira), Benê (Daphne Bozaski) e Tina (Ana Hikari). Com a vitória, a Globo aproveitou para confirmar oficialmente a produção de uma série derivada da temporada premiada de “Malhação”. “As Five” vai mostrar as cinco protagonistas se reencontrando anos depois da história mostrada na TV. E será exibida primeiro no Globoplay, antes de surgir na TV aberta. Para Hamburger, o reconhecimento internacional é importante para lembrar os brasileiros de valores essenciais, “como respeito e valorização dos direitos humanos e das diferenças religiosas, culturais, raciais e de orientação sexuais, assim como da educação pública, único caminho para o desenvolvimento do pais.” “É também o reconhecimento ao trabalho de alto nível de todo o elenco e equipe técnica e artística”, completou o criador da temporada, que já tinha vencido o Emmy Kids na categoria Séries em 2014, por “Pedro & Bianca”, da TV Cultura.
Série baseada em Cine Holliúdy ganha data de estreia na Globo
A Globo marcou a data de estreia da série “Cine Holliúdy”, baseada no filme homônimo do diretor Halder Gomes, sucesso de bilheteria de 2013. A atração será exibida às terças, a partir de 7 de maio, após a novela “O Sétimo Guardião”. A série foi gravada no ano passado e será novamente estrelada pelo ator Edmilson Filho, no papel do cineclubista Francisgleydisson, que luta para manter viva a arte do cinema no interior do Ceará depois que um aparelho de televisão chega à cidade. O elenco coadjuvante, porém, foi bastante modificado em relação aos dois filmes do personagem. Matheus Nachtergaele (“Trinta”) vai integrar o elenco como o prefeito de Pitombas, cidade fictícia do Ceará em que a trama se passa. Heloísa Périssé (“Odeio o Dia dos Namorados”) foi escalada como sua esposa, “importada” de São Paulo, que está decidida em modernizar a comunidade ao colocar televisão na praça para que a população possa assistir às novelas. E Letícia Colin (“Entre Irmãs”) será sua filha – batizada, apropriadamente, de Marilyn. Ao ver seu faturamento de bilheteria cair, Francisgleydisson vai se desdobrar para tornar seu cinema mais atrativo, buscando se reinventar e até fazer graça da sua desgraça. O diretor do filme vai compartilhar a direção da série com Patrícia Pedrosa (de “Mister Brau”), e o elenco contará com muitas participações especiais, como Miguel Falabella (série “Sai de Baixo”), Ney Latorraca (“Irma Vap: O Retorno”), Tonico Pereira (série “A Grande Família”) e Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”). A produção da Globo será a terceira versão da história, já que “Cine Holliúdy” começou como um curta – “Cine Holiúdy: O Artista Contra o Cabra do Mal”, de 2004. Além de ter rendido um longa em 2013, a trama também teve continuação nos cinemas com o lançamento de “Cine Holliúdy 2: A Chibata Sideral” na semana passada.
Domingos Oliveira (1936 – 2018)
O cineasta Domingos Oliveira morreu neste sábado (23/3), aos 82 anos, após sentir falta de ar e ser socorrido por paramédicos em sua casa, no Rio de Janeiro. Ele sofria de mal de Parkinson há muitos anos. Autor de clássicos, como “Todas as Mulheres do Mundo” (1966), e de filmes contemporâneos premiados, como “Barata Ribeiro, 716” (2016), ele também foi diretor de teatro, roteirista, dramaturgo, produtor e ator, e assinou mais de 120 obras ao longo da carreira no cinema, no teatro e na TV. Domingos Oliveira se formou em Engenharia Elétrica, mas nunca trabalhou na área. Sua carreira verdadeira iniciou em 1959, como diretor assistente de Joaquim Pedro de Andrade. Ele trabalhou nos três primeiros curtas do cineasta, além do segmento de Andrade em “Cinco Vezes Favela” (1962). Também foi redator da extinta revista Manchete nesse período, até ser convidado para participar da criação da TV Globo. Domingos foi o segundo produtor contratado pela emissora (após Haroldo Costa), e assumiu o comando do programa “Show da Noite”, apresentado por Glaúcio Gil. Ele produzia e dirigia a atração transmitida ao vivo de segunda a sexta-feira, ao mesmo tempo que desenvolvia roteiros de especiais e dirigia séries. Ele comandou a primeira série da TV brasileira, “22-2000 Cidade Aberta”, exibida em 1965 pela Globo. No ano seguinte, montou sua primeira peça de teatro, “Somos Todos do Jardim de Infância”, que lançou a atriz Leila Diniz, com quem Domingos era casado na época — seis anos depois, a trama foi adaptada para a TV, dentro da antologia “Caso Especial” (1972), da Globo. Seu primeiro filme chegou aos cinemas logo em seguida. “Todas as Mulheres do Mundo” (1966) trazia Paulo José como um mulherengo que se apaixonava por Leila Diniz e entrava em crise por se ver numa relação monogâmica. A obra escrita e dirigida por Oliveira fez enorme sucesso e se tornou um marco do cinema brasileiro, vencendo 12 troféus somente no Festival de Brasília. Vieram muitos outros filmes, séries e peças, num jorro de criatividade sem igual. Entre os destaques, o filme “Edu, Coração de Ouro” (1968) voltou a reunir o casal Paulo José e Leila Diniz, e o drama “A Culpa” (1971) foi premiado no Festival de Barcelona, na Espanha. Ainda dirigiu a icônica série “Ciranda, Cirandinha” (1978), sobre os jovens da época – estrelada pelos cabeludos Fábio Júnior, Lucélia Santos, Denise Bandeira e Jorge Fernando. Mas ao final dos anos 1970 largou as câmeras e passou a se dedicar ao teatro. Fez, entre outras peças, “Dinheiro pra que Dinheiro” (1976), “Ensina-me a Viver” (1981), “Escola de Mulheres” (1984) e “Confissões de Adolescente”(1992), baseada no livro de sua filha, a atriz Maria Mariana. Ele só foi voltar às telas como ator, em participações especiais nas novelas “Helena” (1987), “Bambolê” (1988) e nas minisséries “As Noivas de Copacabana” (1992) e “Contos de Verão” (1993). Até voltar a sentir vontade de filmar e iniciar uma nova fase na carreira com o lançamento de “Amores”, em 1998, abraçando um novo estilo de cinema, de baixo orçamento e muitas crises existenciais. O drama venceu quatro troféus no Festival de Gramado. E inaugurou uma história de amor entre o diretor e o evento gaúcho, que se estendeu por duas décadas. Oliveira lançou mais dez longas desde então, entre eles “Juventude” (2008), Melhor Roteiro e Direção em Gramado, “Primeiro Dia de Um Ano Qualquer” (2012) e “Infância” (2014), que também tiveram seus roteiros premiados no festival, mas principalmente “Barata Ribeiro, 716” (2016), consagrado como Melhor Filme e Direção em Gramado, e como Melhor Roteiro no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Em “Barata Ribeiro, 716”, também conhecido como “BR 716”, o cineasta se debruçou sobre suas memórias de juventude, materializando uma Copacabana há muito tempo desaparecida. Foi seu último filme, que coincidiu com seus 80 anos de idade. E para comemorar o aniversário, Domingos de Oliveira fez uma festa de três dias, com a trilha sonora de sua vida. “As piores partes da vida são o princípio e o fim. A mocidade e a velhice”, explicou, ao fazer um balanço de sua existência na ocasião. “Na mocidade você dispende muita energia para encontrar o seu lugar no mundo e não tem tempo de aproveitar a vida. Na velhice, o corpo vai embora, e tampouco dá para aproveitar direito. O melhor é o meio. Você já entendeu mais ou menos as coisas, não faz xixi na cama, não tem tantas culpas, e a vida fica uma delícia.” O artista deixa a mulher, Priscilla Rozembaum, com quem esteve casado durante 38 anos, e quatro filhos. Também deixa uma série praticamente pronta para ser exibida no Canal Brasil, “Mulheres de 50”, que volta a reunir o quarteto de protagonistas de suas peças “Confissões das Mulheres de 30” e “Confissões das Mulheres de 40” – Cacá Mourthé, Clarice Niskier, Dedina Bernardelli e Pirscilla Rozenbaum – , ainda sem previsão de estreia.




