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Globo encerra contrato de 44 anos com Renato Aragão



O comediante Renato Aragão não é mais funcionário da Globo, após 44 anos. Ele foi informado que seu contrato de exclusividade, que se encerra nesta terça-feira (30/6), não será renovado.

Após suas receitas caírem 30% com a pandemia, a Globo está encerrando contratos com vários atores para reduzir custos. A lista é repleta de veteranos como Vera Fischer, Miguel Falabella, José de Abreu e Stênio Garcia, mas também tem astros mais jovens como Camila Pitanga, Bruna Marquezine e Bruno Gagliasso.

Em conversa com o UOL, o eterno Didi, dos Trapalhões, manteve o otimismo pelo qual é conhecido. “Para mim, ampliou meus projetos. Você não sabe como eu estou gostando. É uma nova etapa. Não paro nunca, sempre trabalhando. Eu me considero meio máquina, meio humano”, disse.

Renato lembrou a longa trajetória na emissora: “Primeiro, ‘Os Trapalhões’. São 20 anos de sucesso contínuo. Criei o ‘Criança Esperança’, que também foi uma maravilha. Depois a ‘Turma do Didi’. Fiz muita coisa, tive muita alegria na TV Globo, não tenho nada de ruim para falar. Estou muito feliz com ela”.

E explicou: “Nós chegamos a um acordo. Contrato é uma coisa simbólica. Continuo trabalhando na Rede Globo por projetos pontuais e faço projetos em outras plataformas. É a oportunidade de fazer também em outro lugar”.

O humorista adiantou que há “coisas em negociação”, sem revelar o quê. Mas especula-se que ele tenha projetos sendo discutidos na Netflix e na Amazon.

Renato Aragão estreou na Globo em 1977, com “Os Trapalhões”, programa que tinha estreado três anos antes na Tupi. O humorístico dominical ficou no ar até agosto de 1995, sendo encerrado após as mortes de Zacarias (1934-1990) e Mussum (1941-1994).

Em 1998, Renato estreou outro dominical, “A Turma do Didi”, exibido até 2010. Também gravou inúmeros especiais neste longo período na emissora carioca, além de ter sido por muito tempo a cara da Globo na campanha “Criança Esperança”.

Mas estava afastado das telas há bastante tempo. O último trabalho do astro de 85 anos na emissora ocorreu em 2017, numa tentativa de volta dos Trapalhões em que Didi e Dedé Santana interagiam com um quarteto formado por Didico (Lucas Veloso), Dedeco (Bruno Gissoni), Mussa (Mumuzinho) e Zaca (Gui Santana), sobrinhos dos personagens originais. A experiência rendeu apenas uma temporada, de dez episódios.



2017 também foi o ano de seu último lançamento no cinema, “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood”, o 42º filme de sua carreira.

Em nota postada no Instagram, onde tem 3,5 milhões de seguidores, Renato Aragão comentou a sua nova situação:

“São 44 anos de estrada e me vejo diante de uma mudança! São novos tempos, novos parceiros, novos projetos e novos desafios. Minha grande parceira durante esses anos foi a Rede Globo, que me acostumei a chamar de minha casa. Mas diante desses novos tempos e políticas internas de contratação, vamos iniciar uma nova fase e trabalhos pontuais. Tenho em minha vida pessoal e profissional a fluidez e o equilíbrio, vou onde meu público espera que eu esteja e melhor ainda, onde não esperam, pois sempre gostei e gosto de surpreendê-los, e não será diferente nessa nova fase! Já estou com novas oportunidades de trabalho e novos tempos que estão prestes a iniciar.”

Veja abaixo.

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São 44 anos de estrada e me vejo diante há uma mudança! São novos tempos, novos parceiros, novos projetos e novos desafios. Minha grande parceira durante esses anos foi a Rede Globo, que me acostumei a chamar de minha casa. Mas diante há esses novos tempos e políticas internas de contratação, vamos iniciar uma nova fase e trabalhos pontuais. Tenho em minha vida pessoal e profissional a fluidez e o equilíbrio, vou onde meu público espera que eu esteja e melhor ainda, onde não esperam, pois sempre gostei e gosto de surpreendê-los, e não será diferente nessa nova fase! Já estou com novas oportunidades de trabalho e novos tempos que estão prestes a iniciar.

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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