Camila Pitanga é dispensada da Globo por recusar novelas
Camila Pitanga juntou-se às estrelas dispensadas recentemente pela rede Globo. Contratada pela emissora desde 2003, a atriz foi comunicada da demissão na semana em que completou 43 anos – ela aniversariou no último dia 14. Após suas receitas caírem 30% com a pandemia, a Globo está encerrando contratos com vários atores para reduzir custos. Camila é uma das mais jovens da lista de cortes, repleta de veteranos como Vera Fischer, Miguel Falabella, José de Abreu e Stênio Garcia. A dispensa teria acontecido porque ela vinha trabalhando “pouco”, recusando papéis nas novelas da emissora desde 2016, quando ficou traumatizada por testemunhar a morte de Domingos Montagner (1962-2016) no rio São Francisco, durante uma folga das gravações de “Velho Chico”. Em entrevista da época ao jornal Folha de São Paulo, a atriz contou que pretendia separar um tempo para se dedicar à família e aos estudos. “Eu considero esse um ano trágico. Tem muita coisa que dói, que está aí pulsando na minha alma. São muitas mortes, muitas perdas. Ter testemunhado a perda de Domingos foi uma coisa marcante”, admitiu. Ela ficou três anos afastada das produções, retomando o trabalho em 2019 em outros formatos, como o telefilme “Juntos a Magia Acontece” e a série “Aruanas”, além de passar a apresentar o programa “Superbonita”, no GNT, canal pago do grupo Globo. A atriz vai estrelar a 2ª temporada de “Aruanas” sob o novo regime de trabalho, que agora se dará por meio de contrato por obra. As gravações dos novos episódios deveriam ter acontecido em março, mas foram adiadas devido à pandemia de coronavírus e ainda não têm previsão para serem realizadas. Filha da atriz Vera Lúcia Manhães Sampaio e do ator Antonio Pitanga, Camila começou na Globo com apenas 16 anos, na minissérie “Sex Appeal” (1993), de Antonio Calmon. Desde então, fez diversos trabalhos na emissora, até estourar em 2007 em “Paraíso Tropical”, no papel da prostituta Bebel. Nos últimos tempos, porém, teve o azar de estrelar “Babilônia” (2015), uma das novelas de pior desempenho da história da Globo, e a conturbada “Velho Chico” (2016), que a afastou das telas por três anos. No ano passado, Camila também voltou à mídia por outro motivo, ao assumir seu namoro com a artesã Beatriz Coelho.
Thainá Duarte lança projeto de apoio às vítimas de violência doméstica
A atriz Thainá Duarte, da série “Aruanas”, criou o projeto Estou Aqui para Contar, para auxiliar mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa ocorreu após uma amiga ser agredida e levar sete facadas de um ex-namorado, o que coincidiu com relatos de mulheres que se identificam com sua personagem na trama da Rede Globo. Na série, Thainá interpreta a estagiária de uma ONG voltada para a proteção do meio ambiente. Enquanto ela trabalha, seu ex-namorado a persegue, mesmo após o término do relacionamento abusivo. “Muitas pessoas estão assistindo à série durante a quarentena, e comecei a receber mensagens nas minhas redes sociais relatando casos de abuso. Além disso, uma amiga próxima foi agredida pelo ex-companheiro recentemente e levou sete facadas, há cerca de um mês. Esse tipo de relato mexeu muito comigo e, a partir disso, decidi organizar essa ação”, explicou a atriz em entrevista ao jornal O Globo. Entre as primeiras ações do projeto está um vídeo, que teve uma prévia divulgada nesta terça (16/6) no Instagram, em que Thainá e outras 17 mulheres compartilham um texto sobre violência doméstica – 10 delas já sofreram na pele o tema do vídeo. O texto é o mesmo que a personagem da atriz encontra no episódio de “Aruanas”, programado para a noite desta terça-feira na rede Globo. Uma das mulheres que participa da leitura no Instagram é a famosa Maria da Penha, nome da lei de 2006 que trata de violência doméstica no Brasil. Ele sofreu uma dupla tentativa de homicídio, foi agredida e levou tiros do seu ex-marido, ficando paraplégica. Ao jornal, Thainá disse que o projeto não foi criado somente para debater violência doméstica, mas também para arrecadar recursos e apoiar financeiramente locais que ajudem no enfrentamento deste tipo de agressão. “Uma coisa muito importante quando se fala nesse tema é abrir espaço para o diálogo, para que elas se abram. Então um dos objetivos maiores é criar um espaço nas mídias sociais para que as mulheres contem seus relatos. Às vezes, contar já é de alguma forma ajudar. Além disso, no perfil do projeto no Instagram vamos vincular projetos sociais de enfrentamento à violência doméstica para reunir doações. Vamos não só falar, prevenir e fortalecer, mas também apoiar financeiramente essas instituições”, explicou. Todas as terças-feiras serão divulgadas novas entrevistas com mulheres vítimas de agressão no Instagram do projeto, que ainda contará com lives com especialistas sobre os temas de relacionamento abusivo, como identificar e romper este ciclo, os tipos de violência e como elas geralmente ocorrem. Ver essa foto no Instagram Amanhã a ação #Estouaquiparacontar começa! Esse é mais um esforço contra a violência doméstica, que cresce cada dia mais no nosso país. Eu reuniu mulheres que já romperam com o ciclo da violência e não tiveram a oportunidade de ter sua voz ouvida, mas entendem a importância de contarem suas histórias. Agora elas serão ouvidas! ✊🏾 Resolvi usar a potência que é #Aruanas pra trazer um impacto ainda maior na vida de milhares de mulheres. Acompanhe Aruanas hoje à noite na @redeglobo para entender mais sobre o projeto. E amanhã às 12h, no insta @Estouaquiparacontar e nas minhas redes, será liberado o primeiro vídeo completo dessa ação. Fiquem atentos e não percam! Use a #EstouAquiParaContar e compartilhe com a gente sua história, você não está sozinha! 🧡 Uma publicação compartilhada por Thainá Duarte (@thainaduarteoficial) em 16 de Jun, 2020 às 9:21 PDT
Morte de Rafael Miguel completa um ano com assassino foragido
A morte do ator Rafael Miguel e de seus pais completou um ano nesta terça (9/6). E o assassino da família ainda está foragido. Então com 22 anos, Rafael foi assassinado por Paulo Cupertino Matias, pai de sua namorada, que não aceitava o relacionamento dele com a filha. Na ocasião, o jovem foi com seus pais, João Alcisio Miguel, de 52 anos, e Miriam Selma Miguel, de 50, visitar a família da menina para falar do namoro, já que o casal se gostava muito. A Polícia Civil acredita que o homem tenha disparado 13 tiros em direção às vítimas. Depois do crime bárbaro, ele fugiu. A própria filha do criminoso quer vê-lo preso. Isabela Tibcherani, a ex-namorada do ator, disse em entrevista ao G1 que “o dano é irreparável” e cobrou justiça: “Não sei em que pé andam as investigações pois passaram-se meses e pararam de me informar, o que me levou a pensar que o caso foi deixado de lado, esquecido”. A estudante, hoje com 19 anos, contou ainda que continua no processo de recuperação e que decidiu preservar a imagem dela, que ficou bastante exposta após o crime, dando um tempo das redes sociais. A irmã de Rafael, Camilla Miguel, usou o Instagram para prestar homenagem aos pais e ao irmão. Em um vídeo emocionante, ela falou que o ator costuma aparecer para ela em sonhos: “A última vez que você apareceu em um sonho para mim não quis olhar para ninguém, então eu não sei se você está bem. Sei que tinha tantos sonhos ainda”, disse a jovem, que também relatou que a saudade da família se transformou. “É engraçado que quando eu acho que mais vou me sentir mal é quando eu sinto a presença de vocês, a vida de vocês. A raiva, o ódio e a tristeza não tomam conta, mas obviamente não significa que a gente tenha superado. Eu só sinto vocês de uma forma muito bonita e gostosa, como se estivessem aqui”, disse Camilla na rede social. Rafael Miguel ficou conhecido por um comercial feito durante sua infância, em que pedia para a mãe comprar brócolis. O sucesso do vídeo de 2004 lhe abriu as portas na TV. Com 10 anos, ele fez sua primeira novela: “Cristal” (2006), no SBT. E emendou com participações, no mesmo ano, na minissérie “JK” e na novela “Pé na Jaca”, na Globo. Ainda integrou o elenco do premiado filme “Meu Mundo em Perigo” (2007), de José Eduardo Belmonte, e de mais duas produções da Globo – o telefilme “O Natal do Menino Imperador” e a novela “Cama de Gato” (ambos de 2008) – antes de voltar para o SBT, onde foi se destacar na versão mais recente de “Chiquititas”. Lançada em 2013, a produção fez enorme sucesso e ficou no ar por dois anos, totalizando 545 capítulos.
Globo dispensa Vera Fischer após 43 anos de contrato
Vera Fischer não teve seu contrato renovado com a Globo, que adotou uma nova política sobre os antigos contratados para reduzir sua folha de pagamentos. Em nota, a Globo explicou que a política é estendida à maioria dos talentos da emissora, que seguirão participando de produções do canal, mas com contratos por obra. Quando não estiverem trabalhando, não vão receber salário como acontecia até então. Segundo a Globo, Vera Fischer, assim como outros talentos que ficaram sem contrato, tem as portas abertas para atuar em futuros projetos das diversas plataformas da empresa – na TV aberta, na TV paga e em streaming. Sem exclusividade, ela também pode aparecer em produções de outros canais ou plataformas. A ex-Miss Brasil estreou na emissora na novela “Espelho Mágico”, em 1977, e foi protagonista de várias novelas e séries de sucesso, mas estava afastada das telas há dois anos. Sua participação mais recente foi ao ar em “Espelho da Vida” (2018), como a ex-atriz Carmo, uma mulher de temperamento forte, que acreditava que não ganhava papéis relevantes por conta da idade. Ela também participou da série “Assédio”, da Globoplay, lançada no mesmo ano. Leia abaixo a nota da Globo. “Como todos sabem, nos últimos anos, temos tomado uma série de iniciativas para preparar a empresa para os desafios do futuro. Com isso, temos evoluído nos nossos modelos de gestão, de criação, de produção, de desenvolvimento de negócios e também de gestão de talentos. Assim, em sintonia com as transformações pelas quais passa nosso mercado, a Globo vem adotando novas dinâmicas de parceria com seus talentos. Vera Fischer, assim como outros talentos, tem abertas as portas da empresa para atuar em futuros projetos em nossas múltiplas plataformas”, diz o comunicado sucinto.
Miguel Falabella sai da Globo após quatro décadas
Miguel Falabella foi comunicado na quinta-feira (4/6) que não terá seu contrato renovado na Globo. Contratado pela emissora desde 1982, seu vínculo se encerra em setembro. O ator, roteirista e diretor é mais um veterano enquadrado na “nova fase” da Globo, que decidiu encerrar contratos de longo prazo com autores e artistas sem trabalhos em andamento ou planejados. Foi a mesma justificativa para a não renovação do contrato com Aguinaldo Silva em janeiro e de vários atores tradicionais de novelas. Autor de “Sai de Baixo”, “Toma Lá Dá Cá”, “Pé na Cova”, “A Vida Alheia” e várias novelas (“Salsa e Merengue”, “A Lua Me Disse”, “Negócio da China”), Falabella vinha tendo dificuldades em aprovar novos projetos nos últimos anos. Seu trabalho mais recente foi “Eu, a Vó e a Boi”, série de comédia lançada diretamente na Globoplay no ano passado. A produção foi encomendada por Gloria Perez no curto período em que a autora atuou como assistente de Silvio Abreu na direção de teledramaturgia. Mas a verdade é que a relação de Falabella com a área de criação da Globo não vinha bem nos últimos anos, devido a vários projetos que não saíram do papel. Durante o Festival de Gramado, ele chegou a dizer que não pretendia renovar seu contrato com a emissora. “Acho que não quero renovar porque eu fico muito preso e quero liberdade. Se eles dizem não a um projeto meu, não tenho outra porta para bater”, disse ao UOL. Agora, em nova entrevista ao portal, Falabella que o processo de afastamento foi “muito delicado”, mas tem do que reclamar. “Tenho quase 40 anos de Globo. Fui tratado sempre como um príncipe. Nunca atrasou um dia o pagamento. Me ajudaram quando precisei de assistência médica. São verdadeiros pais”. O autor também tem consciência que, mesmo fora da Globo, seu trabalho não deixará de ser exibido na tela da emissora, como aconteceu com as reprises bem-sucedidas de “Sai de Baixo” no canal pago Viva – que chegou a inspirar um curto revival e até mesmo um filme. Sobre os próximos passos, Falabella disse ser “bacana, na minha idade (63 anos), ter uma oportunidade de se reinventar. A gente se reinventa”. E acrescentou: “Projetos tenho vários. Desde que saiu a notícia, não paro de receber propostas”. “Vou ter a oportunidade de abrir novas vertentes, exercitar novas linguagens”, concluiu.
José de Abreu sai da Globo e vai tentar carreira internacional
O ator José de Abreu anunciou na noite de quarta (3/6) que vai deixar a Globo no próximo dia 30 de junho, depois de quase 40 anos no canal. A revelação foi feita durante transmissão de live realizada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais. “Eu acabei de fechar um distrato com a Globo de uma maneira extremamente boa para os dois lados. Há dois meses, a gente começou uma negociação e fechamos há cerca de um mês. Tive uma boa conversa com [o diretor artístico Carlos Henrique] Schroder na semana passada. Vou me desligar da Globo no dia 30”, afirmou ele. Ao contrário de outros, que ficaram arrasados com o fim de seus contratos duradouros, o ator revelou entusiasmo com a nova fase e disse que agora, aos 74 anos, tentará começar sua carreira internacional. Ele se mudou recentemente para a Nova Zelândia com a noiva, Carol Junger, de 22 anos. “Agora vou tentar carreira internacional. Vou mudar de vida. Estou aqui [na Nova Zelândia] melhorando o meu inglês. Vou continuar trabalhando na Globo, por obra certa, mas sem contrato depois de 40 e tantos anos… É uma nova maneira da Globo se relacionar com os seus artistas”, completou. José de Abreu fez a sua primeira novela na Globo em 1980, atuando em “As Três Marias”, mas deixou a emissora entre 1989 e 1991, quando migrou para a extinta TV Manchete e participou de novelas como “Pantanal” e “A História de Ana Raio e Zé Trovão”. Desde então, foi só Globo, em sucessos como “A Indomada” (1997), “Senhora do Destino” (2004), “Caminho das Índias” (2009), “Avenida Brasil” (2012), entre outras.
Bruno Mazzeo vai estrelar série sobre quarentena na Globo
Q ator e roteirista Bruno Mazzeo (“Cilada.com”) vai fazer uma série sobre a quarentena de prevenção contra a pandemia de coronavírus. A rede Globo encomendou 12 episódios de “Diário de um Confinado”, que terá Mazzeo como roteirista e protagonista. O programa será gravado nas casas de seus atores, que interagirão por videochamada, seguindo as medidas de distanciamento social propostas pela Organização Mundial da Saúde. A direção de arte será de Joana Jabace, esposa de Mazzeo e o elenco também contará com Débora Bloch, Lúcio Mauro Filho e Fernanda Torres. Essa não é a primeira “produção de quarentena” da Globo, que mantém esquetes de Marcelo Adnet e uma websérie de Débora Falabella em streaming. Mas será a primeira transmitida na TV. Apesar disso, a atração ainda não tem previsão de estreia.
Hackers atacam Globoplay
Um grupo de hackers atacou a plataforma Globoplay, surpreendendo os assinantes com uma mensagem, vinda do próprio aplicativo, informando que o serviço tinha sido hackeado. Enviada na noite de sábado (16/5), a mensagem avisava que os autores da invasão eram os hackers de um grupo chamado OurMine. A mensagem fez muitos assinantes temerem que os conteúdos exibidos pela Globoplay fossem apagados. “Seu hacker, não apaga ‘Senhora do Destino’. Preciso rever quando tiver filhos”, chegou a pedir um jovem no Twitter. Mas o grupo que assumiu o ataque não costuma realizar esse tipo de ação. O OurMine não apaga dados, não rouba documentos, nem tranca acesso a serviços. O objetivo do grupo é comercial. Eles invadem sistemas para vender seus próprios serviços de proteção. Uma espécie de teste de resistência, para demonstrar a vulnerabilidade de um cliente em potencial. Entre os alvos desses hackers, figuram os CEOs de empresas de tecnologia como Mark Zuckerberg (Facebook), Jack Dorsey (Twitter) e Sundar Pichai (Alphabet, do Google). Segundo informações da deep web, OurMine é um coletivo de cinco hackers baseados em Dubai, nos Emirados Árabes. Mas eles não se definem como hackers, preferindo ser chamados de especialistas em segurança, que vendem consultoria para consertar brechas de segurança que hackers malignos poderiam explorar. Por incrível que pareça, isso é muito comum no mundo da cibersegurança, a ponto de já haver denominações específicas para diferenciar hackers “do bem” e “do mal”. Os hackers “consultores” são chamados de “white hat” (chapéu branco), enquanto os invasores interessados em ações prejudiciais são “black hat” (chapéu preto). Trata-se de uma referência ao antigo clichê dos filmes de cowboy, que distinguia mocinhos e bandidos pela cor do chapéu. Portanto, apesar do susto, os assinantes do Globoplay não tem muito com o que se preocupar. A comunicação da invasão faz parte das táticas do OurMine, que se diferencia de outros grupos por encerrar a ação ao dar publicidade para seus feitos. Eles usam as contas nas redes sociais das próprias vítimas para avisá-las da invasão. E às vezes até ironizam. “Olá, somos o OurMine. Bem, até o Facebook pode ser hackeado, mas pelo menos a segurança deles é melhor que a do Twitter. Para melhorar a segurança de suas contas, contate-nos”, escreveram em fevereiro passado ao invadir a conta do Facebook no Twitter. No caso do Globoplay, o sistema comprometido foi a plataforma para envio de notificações, segundo informou a própria Globo no Twitter. “O sistema de envio de push notifications do Globoplay, gerenciado por uma empresa parceira, foi alvo de uma ação de cibervandalismo na noite deste sábado, 16/5. Os invasores enviaram duas mensagens que direcionavam o usuário para o site da organização”, disse a conta oficial da plataforma. Segundo a empresa, “nenhuma informação dos usuários, assinantes ou não, foi comprometida”, já que o “o sistema de push não se conecta com os bancos de dados dos nossos usuários nem a qualquer outro sistema”. A companhia confirmou ainda que os sistemas da Globo ou do Globoplay não foram invadidos. Apesar da informação oficial, usuários do Twitter criaram vários memes e deboches sobre a atuação dos hackers. Passado o susto, virou piada. O sistema de envio de push notifications do Globoplay, gerenciado por uma empresa parceira, foi alvo de uma ação de cibervandalismo na noite deste sábado, 16/5. Os invasores enviaram duas mensagens que direcionavam o usuário para o site da organização. — globoplay em 🏠 (@globoplay) May 17, 2020
Sob Pressão: Coronavírus vai matar personagem na 4ª temporada
A 4ª temporada de “Sob Pressão”, prevista para 2021, vai mostrar a pandemia do novo coronavírus sob o ponto de vista dos médicos e enfermeiros que lidam com a doença. A revelação foi feita pelo principal roteirista da série, Lucas Paraizo, em entrevista à revista americana Variety. Paraizo confirmou o tema, que já tinha vazado, mas acrescentou um detalhe trágico. Ele revelou que um dos integrantes da equipe médica da série vai morrer. “Sim, na maneira como a história fala sobre como lidar com a tragédia em sua vida pessoal, não quero dar spoilers, mas uma pessoa da equipe médica morrerá”, ele antecipou. “Precisamos mostrar como a tragédia alcança os médicos, porque isso está acontecendo muito no Brasil. O que falta hoje são profissionais na linha de frente. Temos que falar sobre a necessidade de formar e educar mais médicos, criar mais boas escolas de medicina”, acrescentou o roteirista. Apesar do tom catastrófico da abordagem, ele disse que a mensagem da série é de esperança. “Não como uma fuga da realidade, mas a esperança no sentido de olhar um para o outro, a esperança que está dentro de você”, explicou. “Nosso hospital não é apenas para curar doenças, mas violência, problemas de higiene básica e assim por diante”, continuou. “O que enfrentamos hoje não é apenas uma crise de coronavírus. O verdadeiro problema que enfrentamos são todas as diferenças sociais em nosso país, vistas aqui em um hospital.”
Débora Falabella diz que Bolsonaro não é normal e deve ser tratado como lunático
A atriz Débora Falabella, que estrela a série “Aruanas”, atualmente exibida pela rede Globo, aproveitou o tema politizado da produção, que acompanha ativistas ambientais, para criticar o governo Bolsonaro. Durante uma entrevista ao portal UOL, Falabella foi direta ao falar a respeito do presidente. “A gente precisa ter a percepção de que estamos lidando com algo que não é normal. Durante muito tempo, no início desse governo, acho que as pessoas estavam lidando com ele de uma forma muito normal, como se fosse só uma pessoa que fala coisas absurdas. Agora está muito explícito. Não sei como que a gente não trata essa pessoa [Bolsonaro] como um louco, um lunático, há muito tempo”, disparou a a atriz. Na série, Falabella interpreta Natalie, uma jornalista que busca a verdade, doa a quem doer, e que usa seu trabalho para auxiliar a ONG Aruana em luta pela defesa da Amazônia. Sua personagem chegou a declarar num episódio que o papel do jornalismo é colocar o dedo na ferida, e a atriz viu paralelos na relação dos vilões da produção com o comportamento de Bolsonaro, que chegou a mandar jornalista “calar a boca” para não responder a uma pergunta. Ela acrescenta que a resposta do atual governo à pandemia do novo coronavírus só reforçou sua percepção. “Vejo com muita tristeza o que está acontecendo com o nosso país agora. Acho que já é um momento muito difícil para o mundo. O que a gente escuta [no Brasil] é muito vergonhoso, absurdo. Chegou em um momento em que não dá mais para fingir que isso é normal. A gente está precisando defender a vida e estamos lidando com um governo que está fechando os olhos para isso e ao mesmo tempo tenta atacar quem está defendendo. Hoje no nosso país a gente está lidando com duas virulências [o governo e o coronavírus]”, frisa ela. Falabella diz considerar as omissões do governo na saúde tão ou mais perigosas que a devastação que incentiva na Amazônia. “A série foi escrita há muito tempo, acho que a Amazônia já vem sofrendo há muito tempo, com governos anteriores também. Mas agora a gente chegou nas vias do absurdo. Se trata da nossa sobrevivência defender a natureza, a floresta, nossos recursos naturais. Quem é contra isso é contra a vida. É muito claro que não estamos levantando uma questão política controversa, estamos falando de algo de um bem geral, que precisa ser defendido”. Em sua pesquisa para compor sua personagem, ela visitou a Amazônia e conheceu de perto a atuação de ONGs, em especial do Greenpeace, que chegou a ser atacado com fake news pelo presidente. “O Greenpeace foi transformador para mim: eu ouvia falar, via as matérias, achava incrível, mas quando você conhece, conversa com aquelas pessoas, você tem uma sensação mesmo que eles são heróis”, afirma. Ela reforça que é preciso defender a atuação de ativistas. “O Brasil tem um número horrível: é o país onde mais se mata ativistas. Isso é muito triste. O interessante da série é mostrar que ativistas são pessoas reais, que estão lutando por algo de um bem maior. Elas poderiam estar dentro de suas casas, não se preocupando com isso”. Vale lembrar que Bolsonaro culpou até Leonardo DiCaprio de incendiar a Amazônia. Ele também acusou, sem provas, ONGs de fazerem picaretagem, ao mesmo tempo em que desmontou mecanismos de fiscalização e proteção de reservas indígenas, incentivando demissões de funcionários eficientes e premiando invasores de terras com a regularização de seus crimes. O resultado é um desmatamento sem qualquer precedente na região, com recordes que não param de crescer.
Babu Santana festeja novo contrato com a Globo em “tempos difíceis”
O ator e agora ex-“BBB” Babu Santana (“Tim Maia”) foi contratado oficialmente pela Rede Globo e comemorou o novo emprego nesta sexta-feira (8/5) em seu Instagram, com uma foto em que mostra o novo crachá de empregado. Ele também aproveitou para agradecer ao público pelo carinho e torcida no reality show. “Em tempos difíceis, como esse que passamos, é um privilégio dizer a vocês que: Paizão não tá mais desempregado! Gratidão à Rede Globo e a todos vocês que torceram e torcem por mim! FAVELAAAAAAAA”, escreveu Babu em sua publicação. Um detalhe curioso: na foto do crachá, Babu aparece com o inseparável pente no cabelo, que virou sua marca registrada. O ator tem mais de 40 obras de cinema, 15 novelas e 20 peças no currículo, mas não deixou claro em qual área irá atuar na emissora carioca. De todo modo, não será a primeira vez que Babu trabalhará na Globo. Atualmente, ele pode ser visto na reprise da novela “Novo Mundo”, na pele do jagunço Jacinto. Ver essa foto no Instagram Em tempos difíceis, como esse que passamos, e um privilégio dizer a vcs que: Paizão não tá mais desempregado! Gratidão a @redeglobo e a todos vcs que torceram e torcem por mim! FAVELAAAAAAAA Uma publicação compartilhada por Babu Santana (@babusantana) em 8 de Mai, 2020 às 12:35 PDT
Daisy Lúcidi (1929 – 2020)
A atriz Daisy Lúcidi, que estrelou diversas novelas da Globo, morreu na madrugada desta quinta-feira (7/5), aos 90 anos, vítima de covid-19. Ela estava internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital São Lucas, no Rio, desde o dia 25 de abril para tratar a infecção. Além de atriz, Daisy trabalhou como radialista e elegeu-se vereadora e deputada estadual pelo Rio de Janeiro. Ela foi sucesso desde criança no rádio. Começou aos 6 anos declamando poemas, fez radionovelas com Paulo Gracindo e Mário Lago na época de ouro da Rádio Nacional, e seu programa de variedades “Alô Daisy” ficou 46 anos no ar. Essa popularidade a levou ao cinema muito jovem, lançando-a nas telas com 19 anos, no musical “Folias Cariocas” (1948). A estreia na televisão, porém, aconteceu apenas na década de 1960, na minissérie “Nuvem de Fogo” (1963), de Janete Clair, na TV Rio. A carreira inclui também novelas na Tupi, antes de estrear na Globo com “Supermanoela”, em 1974. Também atuou na inovadora “O Casarão” (1976), de Lauro César Muniz. Mas, ao preferir se dedicar à política, acabou passando 31 anos longe de TV. Só retornou em “Paraíso Tropical” (2007), de Gilberto Braga, como a síndica viúva do prédio onde moravam vários personagens da trama. Daisy ainda se destacou em “Passione” (2010), de Silvio de Abreu, como Valentina, que escondia uma ambição inescrupulosa sob um sorriso amigável, fez uma participação especial na série “Tapas & Beijos”, interpretando a mãe de PC (Daniel Boaventura), e viveu Marlene, a irmã de Madá (Lady Francisco) em “Geração Brasil” (2014), antes de se despedir da TV num episódio de “Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou”, exibido em 2015 no canal pago GNT. Ela foi casada com o jornalista esportivo Luiz Mendes, que morreu em 2011 em decorrência da leucemia. “Semana passada, apesar de toda precaução que estávamos tendo com ela, minha avó passou mal. A caminho do hospital disse para minha irmã: ‘Não se preocupe não minha filha, não peguei essa doença’. Ironia do destino”, lamentou o neto da atriz, Luiz Claudio Mendes, no Facebook. “Seu forte amor pela vida, o motor que sempre a moveu, não a fazia enxergar a dura realidade dos números e a levou falsamente a acreditar que a morte não era opção”, continuou. “Mas, infelizmente já com 90 anos, dessa vez estava enganada, foi vencida pela frieza das estatísticas e por uma doença terrível que alguns loucos irresponsáveis teimam em querer minimizar.” “Nesse momento de dor para tanta gente no mundo e tão triste também para nossa família, nos confortamos em saber que ela teve uma vida plena e feliz, cheia de amor, vitórias e realizações, e que seu legado sempre estará presente entre nós!”, completou.
Criador e diretor de Arcanjo Renegado fazem nova série criminal para a Globoplay
O roteirista-produtor José Junior, criador das séries “A Divisão” e “Arcanjo Renegado”, sucessos da plataforma Globoplay, prepara uma nova atração criminal para a plataforma. Trata-se de “Verônica”, sobre uma criminalista que passa a trabalhar para o crime organizado. O projeto terá direção geral do cineasta Heitor Dhalia (“Serra Pelada”), que também dirigiu a série “Arcanjo Renegado”. Segundo o jornal O Globo, os dois dividirão a produção e buscarão escalar atores negros nos papéis principais. A proposta, inclusive, é contratar roteiristas negras e uma equipe técnica formada por mulheres para as gravações. O roteiro do piloto começará a ser escrito entre agosto e outubro. Originalmente, o projeto seria desenvolvido de forma independente pela AfroReggae Audiovisual, que, ainda de acordo com o jornal, já havia recebido R$ 4,7 milhões via FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) para a produção. Com a entrada da Globo no negócio, o dinheiro será devolvido ao fundo.











