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  • TV

    Globo dispensa novelista Elizabeth Jhin após 30 anos

    4 de junho de 2021 /

    A escritora Elizabeth Jhin foi dispensada da Globo, ao não ter seu contrato renovado depois de 30 anos. Autora de novelas de temáticas místicas, ela assinou “Eterna Magia” (2007), “Escrito nas Estrelas” (2010), “Amor Eterno Amor” (2012), “Além do Tempo” (2015) e “Espelho da Vida” (2018). Em comunicado, a Globo repetiu sua explicação já padrão para o encerramento do vínculo. “O contrato com o Elizabeth Jhin não foi renovado. E, como todos sabem, a Globo, em sintonia com as transformações pelas quais passa o mercado, vem adotando novas dinâmicas de trabalho com seus talentos. A não renovação de um contrato não significa o final de uma parceria. Ao contrário, o novo modelo de gestão de talentos permite que essa parceria seja renovada em muitos outros formatos e projetos futuros. Elizabeth Jhin tem abertas as portas da empresa para futuros projetos em nossas múltiplas plataformas”, diz o texto oficial da emissora. “Fechou-se um ciclo em que as alegrias superaram em muito os momentos difíceis”, acrescentou a novelista, em depoimento à colunista Patricia Kogut. Longe de ficar abalada, Jhin disse que já teve duas propostas de trabalho, mas que no momento quer apenas descansar. Colaboradora de novelas desde 1991, ela também teve parcerias de sucesso com outros grandes autores, como Walter Negrão (“Tropicaliente”, em 1994), Manoel Carlos (“Felicidade”, em 1991), Euclydes Marinho (“Andando nas Nuvens”, em 1999) e Gloria Perez (“Caminho das Índias”, em 2009). Atualmente, a Globo estuda reprisar “Além do Tempo”, que ocuparia o lugar de “A Vida da Gente”, caso a inédita “Nos Tempos do Imperador” não esteja completamente gravada até agosto. Por sinal, “Além do Tempo” é uma das tramas mais populares entre os pedidos de reprises das redes sociais.

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  • Reality,  TV

    Juliette será embaixadora do Globoplay

    3 de junho de 2021 /

    A Globo finalmente fechou contrato com Juliette Freire. O anúncio feito nesta quinta (3/6) revela que a campeã do “BBB 21” será embaixadora do Globoplay, protagonizando campanhas e promovendo a plataforma de streaming nas redes sociais. Ela também irá participar de novos projetos de conteúdo do próprio Globoplay e dos Canais Globo (nomenclatura que abrange de GNT a Sportv), que, segundo nota para a imprensa, serão anunciados na semana que vem. “Fico muito contente e feliz em ser embaixadora do Globoplay! Sempre adorei o conteúdo da plataforma e acho muito importante o fomento e apoio à cultura nacional e à uma empresa brasileira. Fazer parte disso é um presente e me conforta poder, dessa forma, usar a visibilidade que ganhei para a finalidade de divulgar filmes e séries do nosso pais e levar entretenimento e cultura para tantos brasileiros”, afirmou Juliette em comunicado.

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  • TV

    Sobrinha trans de Roberta Close vai estrear como atriz

    31 de maio de 2021 /

    A modelo Gabrielle Gambine, sobrinha de Roberta Close, vai estrear como atriz em “Verdades Secretas 2”, novela chamada de série em produção para a plataforma Globoplay. Assim como na vida real, sua personagem será transexual. “Eu faço parte do elenco de apoio, mas está sendo desenvolvida uma personagem maior. Ela é uma modelo trans que trabalha na agência. Estou conhecendo gente genial e tendo trocas muito interessantes. Me sinto realizada”, disse Gambine à colunista Patricia Kogut. Como a “1ª temporada” de 65 episódios, “Verdades Secretas 2” vai se passar no mundo da moda e Gambine pretende usar sua experiência nesse mercado para o papel. Ela começou a modelar com 17 anos e já fez campanhas de marcas de roupa e de cosméticos. “A transição de gênero veio junto, num processo natural. Foi muito interessante. Modelar me ajudou a me entender como uma pessoa bonita”, explicou. A jovem de 23 anos elogiou a representatividade no elenco, que terá também atores orientais e negros. “É muito legal essa diversidade no casting. Eu fico feliz por poder estar atuando enquanto artista trans. Tem vários atores trans fake, roubando nosso protagonismo. Não adianta abordar pontos de vulnerabilidade da comunidade LGBTQIAP+ sem ter essas pessoas nesses papéis”, apontou. Gambine diz que a tia famosa, irmã de seu pai, é uma grande referência. Roberta Close marcou época nos anos 1980, ao se tornar a primeira modelo trans a ganhar popularidade, posar nua para a revista Playboy e ser constantemente convidada para aparecer na TV. “Ela é um ícone da beleza e da moda. Também chegou a atuar. Sempre me inspirou muito”, afirmou Gambine. Mas ela deixa claro que não quer ser vista como atriz trans. Apenas como trans. “As pessoas trans são muito vistas como as primeiras a fazer determinadas coisas. Por exemplo, a primeira trans a fazer “Malhação”, a primeira médica trans etc. Me incomoda ser reduzida a isso. Sou atriz. O fato de sermos as primeiras é porque essa oportunidade ainda é muito recente. Mas com certeza não seremos as últimas”, concluiu. “Verdades Secretas 2” tem roteiro de Walcyr Carrasco, direção de Amora Mautner e ainda não possuiu previsão de estreia.

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  • Filme

    Maurice Capovilla (1936-2021)

    30 de maio de 2021 /

    O cineasta Maurice Capovilla morreu no sábado (29/5), aos 85 anos, em decorrência de uma doença pulmonar. O anúncio foi feito por sua mulher, Marilia Alvim, em seu perfil no Facebook. Um dos últimos mestres do cinema que nasceu durante a ditadura militar, na encruzilhada entre o enfrentamento e a alegoria, ele sofria de Alzheimer há cinco anos. Capovilla deixou sua marca em obras que retratavam as condições de vida dos brasileiros, como “Bebel, Garota Propaganda” (1968), seu primeira longa-metragem, inspirado no livro “Bebel que a Cidade Comeu”, de Ignácio Loyola Brandão, sobre uma menina pobre contratada para ser o rosto de uma marca de sabonetes. O longa seguinte, “O Profeta da Fome” (1969), marcou época por juntar a estética da fome do Cinema Novo com os temas contraculturais do cinema marginal. Na trama, José Mojica Marins vivia um faquir decadente, que ao ser expulso de um circo pegava a estrada e virava ídolo religioso de uma pequena cidade. Foi um dos raros desempenhos de Mojica no cinema sem representar Zé do Caixão, seu icônico personagem. Três anos depois, os dois trocaram de papéis, com Capovilla virando ator dirigido por Mojica em “O Ritual dos Sádicos” (1970), um dos mais famosos filmes de Zé do Caixão. Ele também filmou “Noites de Iemanjá” (1971), misturando misticismo e terror, e o celebrado drama “O Jogo da Vida” (1977), premiado no Festival de Gramado, com música de João Bosco, Aldir Blanc e Radamés Gnatalli, e atuação inspirada de Lima Duarte, Gianfrancesco Guarnieri e Maurício do Valle como três malandros que ganham a vida com trapaças de sinuca. Como diretor, fez tanto ficções como documentários. Um de seus primeiros curtas, “Subterrâneos do Futebol” (1965), chamou atenção por mostrar o esporte por um ângulo pouco glamouroso, tornando-se pioneiro do “cinema verdade” no país. Outro, “Meninos do Tietê” (1963), foi eleito o melhor filme na 1ª Semana Latino-Americana de Cinema Documental, em Buenos Aires. Ainda gravou “O Último Dia de Lampião” (1975), documentário feito durante sua passagem pela rede Globo, onde foi diretor do “Globo Repórter”. A versatilidade do cineasta também o tornou diretor de núcleo da Rede Bandeirantes. E na Band fez até novela, comandando “O Todo-Poderoso” (1979). Afastado dos cinemas desde 1980, Capovilla voltou em 2003 com “Harmada”, adaptação do romance de João Gilberto Noll com toques de surrealismo e metalinguagem. E encerrou a carreira com “Nervos de Aço” (2016), novo mergulho marginal, que transformava Arrigo Barnabé em ator e propunha releituras dos sambas de Lupicínio Rodrigues num universo teatral.

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  • Série

    Veja a primeira imagem de Leticia Colin em “Sessão de Terapia”

    29 de maio de 2021 /

    A Globoplay divulgou a primeira imagem de Leticia Colin (“Onde Está Meu Coração”) na 5ª temporada de “Sessão de Terapia”. Na trama, ela viverá a estilista Manuela, paciente de Caio (Selton Mello) que acabou de dar à luz sua primeira filha e sofre de depressão pós-parto. A nova temporada também contará com Christian Malheiros (“Sintonia”), Luana Xavier (“A Vida Invisível”) e Miwa Yanagizawa (“Spectros”) como outros clientes do consultório, além de Rodrigo Santoro (“Westworld”), que viverá o terapeuta do protagonista. Os dez primeiros episódios chegarão à plataforma na próxima sexta-feira (4/6). A cada semana, serão lançados mais cinco, sempre às sextas-feiras. “Sessão de Terapia” é a versão brasileira da série israelense “BeTipul”, criada por Hagai Levi, que é mais conhecida pela adaptação americana da HBO, chamada de “Em Terapia” (In Treatment, em inglês). Com o reboot da temporada passada, que promoveu Selton Mello a protagonista (até então, trabalhava na série como diretor) e passou a incluir Morena Baccarin no elenco, a série se tornou uma das mais vistas no Globoplay. Como as anteriores, a nova temporada tem roteiros de Jaqueline Vargas e é dirigida pelo próprio Selton Mello.

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  • Música,  TV

    Nelson Sargento (1924–2021)

    27 de maio de 2021 /

    O sambista Nelson Sargento morreu nesta quinta (27/5) aos 96 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência da covid-19. Ele estava internado desde o dia 20 e havia sido transferido para a UTI no último sábado (22/5) já com um quadro considerado grave. O músico havia recebido as duas doses da vacina contra a covid-19 em fevereiro, no Rio de Janeiro. Mas um novo estudo da Vebra Covid-19 divulgado em 18 de maio apontou que a efetividade da vacina entre os que têm mais de 80 anos é menor que a eficácia global de 50,7% encontrada nos estudos do Instituto Butantan. Nelson era compositor dos sambas-enredo da Mangueira, onde chegou com 18 anos. Ele também desfilou ininterruptamente pela escola de samba até o Carnaval de 2020. No Carnaval de 2019, quando a Mangueira conquistou seu último título com um enredo que enfocava personagens esquecidos pelos livros de história, Nelson desfilou representando Zumbi dos Palmares. Parceiro de bambas como Cartola, Carlos Cachaça, Zé Kéti e Paulinho da Viola, foi fundador com os antigos companheiros do Voz do Morro, grupo musical que trouxe o samba dos morros para o asfalto nos anos 1960, popularizando a música que então tocava nas favelas cariocas. Ao todo, compôs mais de 400 canções e lançou cerca de 30 discos. Seu repertório eternizou clássicos da música brasileira, como “Ciúme Doentio” (em parceria com Cartola), “Encanto da Paisagem”, “Deixa”, “Falso Amor Sincero” e o grande sucesso “Agoniza, Mas Não Morre”. Mas além de ser reconhecido pela vasta contribuição musical, Nelson Sargento também foi artista plástico, escritor e ator. Ele estrelou a minissérie “Presença de Anita”, em que interpretou Seu João, funcionário da fazenda onde a trama de 2001 foi retratada, além de ter atuado em filmes como “Dente por Dente” (1994), “O Primeiro Dia” (1998) e “Orfeu” (1999). Em “Orfeu”, remake do clássico “Orfeu Negro” e grande homenagem ao samba dos morros, interpretou a si mesmo, Nelson Sargento, um mestre do gênero musical que por muitos anos foi o som oficial do Rio de Janeiro. Mais recentemente, voltou a viver a si mesmo numa participação na novela “A Força do Querer” (2017), que foi reprisada durante a pandemia no horário nobre na Globo. Na época, foi muito tietado pelas atrizes da trama, inclusive Isis Valverde e Maria Fernanda Candido. Sua carreira foi colocada em perspectiva num documentário, “Nelson Sargento: Mémoria do Samba”, de 2012, que ele conseguiu apreciar ainda em vida.

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  • TV

    Miguel Falabella, Marisa Orth e Tom Cavalcante podem estrelar nova série de comédia

    27 de maio de 2021 /

    Miguel Falabella, Tom Cavalcante e Marisa Orth podem voltar a trabalhar juntos num novo projeto. Sem contratos com a Globo, os humoristas que marcaram época no “Sai de Baixo” estariam planejando um reencontro na Band. O trio de “Sai de Baixo” voltaria a estrelar novamente uma comédia de situação. Falabella e Orth interpretaram o casal Caco Antibes e Magda nas oito temporadas do programa lançado em 1996 na Globo – incluindo o revival de quatro episódios no canal pago Viva, em 2013. Já Cavalcante foi o porteiro Ribamar até o começo da 4ª temporada. Todos eles voltaram a se encontrar no filme com os personagens, lançado em 2019. A informação surgiu na coluna de Flávio Ricco e seria desdobramento da volta de Fausto Silva à Band em 2022, que tem trazido boas perspectivas financeiras para o ano que vem na emissora paulista.

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  • Reality,  TV

    Juliette supera Sabrina como ex-BBB mais seguida do Instagram

    26 de maio de 2021 /

    O fenômeno Juliette Freire continua. Após vencer o “BBB 21” com 90,15% dos votos, a advogada e maquiadora tornou-se nesta quarta-feira (26/5) a ex-BBB mais seguida do Instagram, com 29,8 milhões de cactus, como são conhecidos seus fãs. A antiga campeão era Sabrina Sato, que tem 28,7 milhões de seguidores, conquistados ao longo de sua carreira na televisão. Em 2003, quando ela era uma desconhecida no programa da Globo, o Instagram não existia nem em sonhos. A popularidade de Juliette é impressionante. Antes do reality show, a paraibana era seguida por 12,1 mil pessoas. Mas quando venceu, o apresentador Thiago Leifert definiu: “Juliette, você é um fenômeno”, citando que, após os 100 dias em que esteve na casa do “Big Brother Brasil”, ela conquistou 23 milhões de fãs. Mas o número de seguidores não parou de crescer após o fim do programa em 4 de maio. Nas primeiras três semanas longe do confinamento, Juliette adicionou mais 5 milhões a sua coleção de cactus. “Ser a BBB mais seguida da história do programa é uma honra e também uma responsabilidade”, ela ponderou, em publicação feita para marcar o feito. “Todo meu carinho e amor por terem acreditado em mim e nos meus sonhos”, acrescentou, ao lado de uma foto com pose séria de revista de moda, num vestido verde. “Verde como os cactos para agradecer por tanto”. Veja a postagem original abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Juliette (@juliette)

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  • Série

    Claudia Raia vai estrelar série baseada na obra de Nelson Rodrigues

    22 de maio de 2021 /

    A atriz Claudia Raia vai voltar ao universo do dramaturgo Nelson Rodrigues. Vinte e seis anos depois de viver o papel-título da série “Engraçadinha” na Globo, ela fará parte de “Paraíso Perdido” na Globoplay. O novo papel da atriz não foi revelado, mas “Paraíso Perdido” vai juntar quatro textos de Rodrigues, “A Mulher sem Pecado”, “Toda Nudez Será Castigada”, “Bonitinha, mas Ordinária” e “Os Sete Gatinhos”. As tramas vão se juntar numa série de 50 capítulos, escritos pela dupla de roteiristas George Moura e Sergio Goldenberg. Eles assinaram juntos “O Canto da Sereia” (2013), “Amores Roubados” (2014), o remake de “O Rebu” (2014), “Onde Nascem os Fortes” (2018) e a recém-lançada “Onde Está Meu Coração”. Por curiosidade, todos estes trabalhos foram parcerias com o diretor José Luiz Villamarim (“Redemoinho”), que também irá comandar a nova produção Para participar da série, Claudia Raia precisou sair do elenco de “Além da ilusão”, novela das 18h que está sendo reformulada. A atriz, que interpretaria a mãe da protagonista (Larissa Manoela), mudou de projeto porque as gravações das duas produções devem coincidir, e a direção da Globo decidiu que a prioridade é a participação na série, pela relação anterior da atriz com a obra de Nelson Rodrigues. Além de Claudia Raia, Marina Ruy Barbosa também deverá integrar o elenco de “Paraíso Perdido”.

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  • Etc,  Filme,  TV

    Eva Wilma (1933-2021)

    16 de maio de 2021 /

    A atriz Eva Wilma morreu neste sábado (15/5), aos 87 anos, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, em decorrência de um câncer no ovário. Ela estava internada desde o dia 15 de abril, inicialmente para tratar problemas cardíacos e renais, tendo descoberto o câncer apenas há 10 dias. Uma das atrizes mais queridas da TV brasileira, ela completou 70 anos de carreira em setembro passado. A longa jornada artística começou no início dos anos 1950, após chamar a atenção como bailarina clássica e atuar no Teatro de Arena. Sua primeira aparição nas telas foi em 1953, aos 20 anos, como estrela da série “Alô, Doçura”, inspirada no popular seriado americano “I Love Lucy”, que era encenada ao vivo na TV Tupi. A atração, que ficou uma década no ar, era coestrelada por John Herbert, com quem a atriz se casou em 1955. Eva também começou a aparecer no cinema em 1953, a princípio como figurante em comédias da Vera Cruz e da Multifilmes, mas já em dezembro daquele ano foi escalada em seu primeiro papel romântico, em “O Craque”, de José Carlos Burle. Mesmo assim, só virou uma estrela de cinema de primeira grandeza a partir de 1960. Começando por “Cidade Ameaçada” (1960), de Roberto Farias, ela se notabilizou em clássicos de temática urbana, como “O 5º Poder” (1962), de Alberto Pieralisi, “A Ilha” (1963), de Walter Hugo Khouri, e “São Paulo SA” (1965), de Luiz Sérgio Person. A Record a escalou em sua primeira novela em 1964, “Prisioneiro de um Sonho”, em que ela interpretou três papéis diferentes. Não foi a única vez que demonstrou seu talento com múltiplos personagens. Nove anos depois, ela estrelou a primeira versão de “Mulheres de Areia” (1973), em que viveu as famosas gêmeas Ruth e Raquel, na Tupi. De fato, bastou a primeira novela para Eva se tornar rainha do gênero, estrelando uma, às vezes até duas novelas por ano, quase interruptamente até os anos 2000. Um de seus desempenhos mais longos, “As Confissões de Penélope”, em que viveu a personagem-título ao lado do marido, durou quase um ano inteiro na Tupi, entre 1969 e 1970. Principal artista da Tupi, ela protagonizou os maiores lançamentos do canal durante a década de 1970 – incluindo ainda “A Revolta dos Anjos” (1972), “Barba Azul” (1974), “A Viagem” (1975), “Roda de Fogo” (1978) e “O Direito de Nascer” (1979). Engajada politicamente, também desafiou a ditadura militar, ao participar da histórica Marcha dos Cem Mil em 1968, e jamais deixou o teatro, fazendo várias peças entre as novelas. O fim da Tupi aconteceu junto com o fim de seu casamento e um breve retorno ao cinema com “Asa Branca: Um Sonho Brasileiro” (1980). Mas as mudanças no cotidiano não diminuíram seu ritmo. Eva se casou com outro ator, Carlos Zara (1930-2002), e trocou de canal. Sem perder um ano sequer fora das telas, estreou na Globo em 1980, com “Plumas & Paetês”, e não saiu mais. Emplacou um sucesso atrás do outro, marcando época com personagens como a Marquesa D’Anjou, de “Que Rei Sou Eu?” (1989), e a inesquecível vilã Altiva, com seu sotaque nordestino misturado com inglês na fictícia Greenville de “A Indomada” (1997). O maior hiato noveleiro de sua carreira foram os três anos que separaram “Fina Estampa”, em 2012, de “Verdades Secretas”, em 2015, mesmo período que a Globo demorou para chamá-la de volta para uma pequena participação em “O Tempo Não Para”, onde viveu Petra Vaisánen, seu último papel no canal em 2018. Apesar de afastada da telinha, ela não parou. Em setembro, aderiu às lives, apresentando-se dentro de casa com o espetáculo virtual “Eva, a live”, transmitido no YouTube e no Instagram. Mesmo após ser internada, em abril, ainda gravou uma narração para um filme inédito, “As Aparecidas”, de Ivan Feijó, que ainda não tem previsão de lançamento. “Nossa querida Vivinha recebe o derradeiro aplauso, tenho certeza, de todos os profissionais que tiveram o privilégio e a honra de trabalhar com ela”, escreveu Miguel Falabella, num belo tributo nas redes sociais, evocando seu primeiro trabalho profissional com o diva. “A primeira cena que dirigi, na TV Globo, foi com ela e Carlos Zara”, continuou. “Eu estava muito nervoso, era uma externa noturna complicada, com grua, carrinho e uma grande equipe à espera das decisões e dos planos do diretor. Quanta gentileza e generosidade recebi dessa querida colega! Gravamos, no final, uma linda cena e ela me disse que eu jamais me esqueceria de que ela tinha sido a primeira atriz que eu dirigira na televisão. Como poderia eu esquecer? Se as noites na Ilha do Governador eram preenchidas por seu talento nas inesquecíveis tramas da Tupi, onde ela reinou por anos, antes de mudar-se para a Globo. Como esquecer de tão brilhante carreira nos palcos e na tela? Estou com o coração partido e os olhos molhados. Mas estou de pé. E daqui, Eva querida, calejo as minhas mãos num eterno e interminável aplauso. Brava!”.

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  • Série

    Eduardo Sterblitch trocará comédia por papel de policial em nova série

    14 de maio de 2021 /

    O ator Eduardo Sterblitch, mais lembrado por papéis em comédias como o filme “Os Penetras” e a série “Shippados”, vai encarar um desempenho dramático em nova série. Ele será um dos protagonistas de “Os Outros”, de Lucas Paraizo. O projeto do roteirista de “Sob Pressão” recebeu sinal verde da Globo e terá direção e Luísa Lima (“Onde Está Meu Coração”). A escalação está a todo vapor, com Sterblitch entre os primeiros contratados para interpretar um ex-policial solitário que vive num condomínio da Barra. Não há maiores detalhes da trama nem previsão para a estreia da atração.

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  • Reality,  TV

    Gil do Vigor agora é Gil da marca de laticínios Vigor

    13 de maio de 2021 /

    O ex-BBB Gilberto Nogueira, o Gil do Vigor, assinou contrato com a marca de laticínios Vigor e vai estrelar uma das campanhas de marketing mais fáceis de ser criadas em todos os tempos. Gil, agora da Vigor, atuará não só como garoto-propaganda dos produtos, mas também vai vigorar como cocriador da comunicação da marca. “O Gil da Vigor vai contribuir com suas ideias e insights de forma remota e colaborativa. A empresa já enviou para ele um kit especial, com direito a iogurtes Vigor Grego personalizados com a sua imagem nas embalagens – uma brincadeira que faz referência a um meme que viralizou nas redes sociais, e que, agora, é uma forma simbólica de celebrar a sua contratação como embaixador”, diz o comunicado da marca. A ideia é que Gilberto atue em parceria com a agência de publicidade que trabalha com a Vigor — a SunsetDDB — e participe da criação de posts e outras peças de comunicação para as redes sociais. No comunicado à imprensa da parceria, a marca diz ter se identificado com a trajetória do ex-brother. “Acompanhamos muito de perto a trajetória de Gil no programa e também a torcida vigorosa que ele recebeu aqui fora. Quando conhecemos mais um pouco da sua história de perseverança e soubemos que a origem do seu apelido veio da sua dedicação e força de vontade, nós nos identificamos na hora porque aqui, na Vigor, a nossa determinação de oferecer produtos de qualidade e de superar as expectativas dos consumidores é gigante. Para completar, quando vimos os inúmeros pedidos dos nossos seguidores para essa parceria acontecer, não tivemos dúvida. Agora, Gil é Gil da Vigor”, completou o Diretor de Marketing da Vigor Alimentos, Eduardo Jakus. Na esteira da audiência recorde do “BBB 21” e da popularidade de Gil do/da Vigor, a iniciativa tem tudo para tornar a marca campeã de vendas.

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  • Música,  Reality

    Karol Conká lava a alma com o clipe de “Dilúvio”

    11 de maio de 2021 /

    Karol Conká soltou o “Dilúvio”. Uma semana depois de apresentar a música para o público, durante a final do “BBB 12”, a rapper curitibana lançou o clipe no YouTube. E se o tempo andava fechado na sua vida, após as confusões que arrumou no reality show da Globo e a fizeram ser ejetada com recorde de reprovação do público, o “Dilúvio” parece lavar tudo, deixando um arco-íris de criatividade em sua passagem. “Dilúvio” é uma das melhores músicas da carreira da cantora, com baixo pulsante, hipnótico, num arranjo eletrônico absolutamente moderno, que se encaixa à perfeição com o rap veloz e o refrão melódico. Apostas não convencionais, ao estilo do saudoso trip hop da banda inglesa Massive Attack, que permitem um renascimento musical. Já o clipe, com direção de Bruno Trindade, ilustra o turbilhão que é a artista, capaz de encher um rio inteiro só para desaguar “toda essa pressão e tensão” numa piscina vazia e sofrer “delírios vividos” que “ninguém vê”, sozinha entre quatro paredes. “Só mais um dia de luta” para Karol Conká, que enfrenta um dilúvio de críticas com roupas brancas e cabelos ao vento. “Se pra vencer, tem que superar o sofrer/ Supero sem esquecer/ Do real motivo pra viver”, ela canta. E o real motivo pra Carol viver é sua arte. De personalidade forte, ela não se contentaria com menos que um dilúvio para lavar a alma.

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