Globo não renova contrato com José Loreto
O ator José Loreto é a mais nova baixa nos cortes da Globo. A emissora não renovou o contrato do artista de 36 anos, que a partir de agora irá receber por obra contratada. “Em sintonia com as transformações pelas quais passa nosso mercado, a Globo vem adotando novas dinâmicas de parceria com seus talentos. José Loreto, como outros talentos, tem abertas as portas da empresa para atuar em futuros projetos em nossas múltiplas plataformas”, informou a Globo em comunicado à imprensa. Nesta semana, a Globo também dispensou o veterano humorista Renato Aragão, após 44 anos na emissora. A lista de cortes é repleta de veteranos como Vera Fischer, Miguel Falabella, José de Abreu e Stênio Garcia, mas também tem astros mais jovens como Camila Pitanga, Bruna Marquezine e Bruno Gagliasso. O encerramento dos contratos longos visa reduzir custos, após as receitas da emissora caírem 30% em decorrência da pandemia de covid-19. Loreto estava há 15 anos na Globo. A primeira atuação dele no canal foi em 2005, quando fez o personagem Marcão em “Malhação”. Já a última foi na novela “O Sétimo Guardião” (2018-2019), que teve mais drama nos bastidores que nas telas. A produção marcou o fim do casamento de Loreto e da também atriz Débora Nascimento, rendendo muitas especulações nos sites de fofoca sobre o que teria motivado o divórcio – especialmente depois que algumas famosas pararam de seguir Marina Ruy Barbosa nas redes sociais. A atriz, que vivia par romântico de Loreto na novela, negou qualquer envolvimento com o colega. Atualmente, o ator tem se dedicado mais ao cinema. Ele fez bastante sucesso em sua estreia como protagonista em “Mais Forte que o Mundo: A História de José Aldo” (2016) e se prepara para estrelar outras cinebiografias, em filmes sobre o cantor Sidney Magal (“Meu Sangue Ferve por Você”) e o jogador de futebol Walter Casagrande (“Casagrande e Seus Demônios”), ambos em pré-produção.
Quibi teria menos de 2 milhões de assinantes na véspera de começar a cobrar pelo serviço
A plataforma Quibi não deu mesmo certo. Uma reportagem do Wall Street Journal apurou que a startup de vídeos curtos para celulares, fundada por Jeffrey Katzenberg (que criou a DreamWorks Animation), não vai atingir nem remotamente sua meta de assinantes para seu primeiro ano de operação. O texto pouco lisonjeiro, publicado no domingo em Nova York, detalhou brigas internas entre Katzenberg e o CEO Meg Whitman e informou que o Quibi conseguiu menos de 2 milhões de assinantes desde seu lançamento em 6 de abril. A empresa projetava 7,4 milhões de assinantes até o final do ano. Para piorar, o download do aplicativo da Quibi diminuiu consideravelmente após a semana inaugural. O baixo interesse é ainda mais preocupante porque os usuários ainda nem estão pagando pelo uso do serviço. A plataforma foi lançada com uma oferta promocional, que garantia acesso gratuito de 90 dias. Isso significa que apenas a partir de julho, quando os usuários precisarem gastar dinheiro para acessar seu conteúdo (US$ 4,99 mensais com anúncios ou US$ 7,99 sem anúncios), é que os números reais de assinaturas vão aparecer. E qualquer projeção aponta que serão muito menores que os atuais números decepcionantes. De 6 de abril a 28 de maio, o aplicativo Quibi foi baixado cerca de 4 milhões de vezes, apurou a empresa de análise Apptopia. Desses, apenas 30% do total são usuários ativos diariamente. O conteúdo mais popular do Quibi, segundo a análise da Apptopia, é “Reno 911!”, revival de uma série de comédia do canal pago Comedy Central, exibida entre 2003 e 2009 na TV americana. Katzenberg culpou o surto de covid-19 pelos resultados decepcionantes da Quibi. “Atribuo tudo que deu errado ao coronavírus. Tudo”, disse Katzenberg em entrevista ao jornal The New York Times, publicada há um mês. Mais recentemente, a empresa acrescentou que o número mais lento de downloads do aplicativo também é resultado de “sua decisão de reduzir seu marketing à luz de protestos nos Estados Unidos após a morte de George Floyd”, segundo relato do Wall Street Journal. Um dos principais problemas da Quibi foi o lançamento exclusivo para celular numa época em que as famílias estavam juntas em casa, em isolamento social. O aplicativo não fornecia alternativa para assistir seu conteúdo nas TVs. A empresa correu para adicionar suporte ao AirPlay da Apple (que foi feito na semana de 25 de maio) e ao Chromecast do Google (em 9 de junho). Mas esse esforço podem ter vindo muito tarde. O baixo número de downloads reduziu o interesse de anunciantes em incluir comerciais no produto, o que levou a chefe de marketing da Quibi a deixar a empresa apenas duas semanas após o lançamento. Para completar, a Quibi ainda está sendo processada pela startup de vídeo interativo Eko, que alega que o recurso Turnstyle do aplicativo – a capacidade de ver vídeos na horizontal ou vertical – viola uma patente sua importante e que a empresa de Katzenberg roubou segredos comerciais. Katzenberg originalmente fundou a empresa como “NewTV”. Ao anunciar o financiamento inicial de US$ 1 bilhão do empreendimento em agosto de 2018, ele divulgou o enorme potencial da empresa como um serviço de vídeo por assinatura apenas para celular, dizendo à Variety: “Não consideramos que competimos com o Hulu, HBO, Netflix ou as redes. É um caso de uso completamente diferente.” Entretanto, buscou conteúdos similares ao das outras plataformas, como séries e reality shows, apresentando-os apenas em capítulos menores, de menos de 10 minutos, e restringiu a exibição do material aos celulares. A Quibi acabou levantando US$ 1,75 bilhão junto a investidores como Disney, WarnerMedia, Sony, NBCUniversal e ViacomCBS. Mas consumiu o caixa rapidamente, com várias encomendas de conteúdo, num surto de produção digno da Netlix. Para criar interesse no produto, fechou contratos com uma longa lista de talentos de Hollywood, como Jennifer Lopez, Chance the Rapper, Chrissy Teigen, Liam Hemsworth, Sophie Turner, Lena Waithe, Reese Witherspoon e diretores como Steven Spielberg, Guillermo del Toro, Antoine Fuqua, Sam Raimi, Catherine Hardwicke e Peter Farrelly. Por conta disso, a plataforma pode precisar de US$ 200 milhões adicionais até o segundo semestre de 2021, de acordo com o relatório do Journal.
Brasileiros já assistem mais streaming que canais pagos na TV
Uma pesquisa da Kantar Ibope apontou que a população brasileira já assiste mais transmissões da Netflix, YouTube, Globoplay, Amazon Prime Video e outros serviços de streaming que canais de TV por assinatura em suas televisões. E maio, a audiência entre 7h e 0h de conteúdo em streaming foi de 6,9 pontos, representando 14,6% de todas as TVs ligadas no Brasil, enquanto os canais pagos somaram 6,7 pontos e 14,1%. No Brasil, cada ponto de medição representa 250 mil domicílios. No entanto, é bem provável que a audiência online seja ainda maior, pois a medição do Kantar Ibope considera apenas conteúdo exibido em TVs, deixando de lado o consumo de conteúdo por meio de smartphones, tablets e computadores. Não é surpresa que os serviços de streaming tenham boa performance. Não só o custo mensal da TV por assinatura é muito mais elevado, como obriga o público a seguir seus horários de exibição. Já as plataformas de streaming têm custo muito mais baixo, quando não gratuito – como no caso do YouTube – , e seu conteúdo pode ser assistido a qualquer hora. Mas ainda que os streamings estejam cada vez mais relevantes, as plataformas digitais ainda estão longe de superar a acessibilidade dos canais gratuitos da TV aberta. Entre 7h e 0h, mais de 60% dos televisores do Brasil sintonizam as grandes redes de TV, sendo que pelo menos metade desse público acompanha a Globo.
Califórnia deve começar a abrir cinemas na sexta-feira
Os cinemas da Califórnia poderão reabrir as portas na sexta-feira (12/6). O governo do estado autorizou os donos de cinemas a voltar ao trabalho, estipulando uma série de medidas de segurança que precisarão ser implementadas, mas cada cidade ainda decidirá se vai permitir a reabertura. Entre as normas estabelecidas, as salas só poderão funcionar com 25% de sua capacidade — ou no máximo 100 espectadores, o que for menor. Os espectadores também deverão manter um metro e meio de distância uns dos outros e usar máscaras. Além disso, é recomendado que os donos das salas adotem capas de assento descartáveis ou laváveis, mantenham as portas abertas nos períodos de maior circulação de pessoas e limitem o número de clientes que possam usar o banheiro de uma só vez. Os cinemas dos EUA estão fechados desde 20 de março por causa da pandemia do novo coronavírus, e a reabertura é esperada com ansiedade por Hollywood. A Warner, por exemplo, ainda espera sua grande aposta para a temporada, o filme “Tenet”, dirigido por Christopher Nolan (“Batman: O Cavaleiro das Trevas”, “A Origem” e Dunkirk”), na data originalmente prevista para a estreia: 17 de julho. A esperança do mercado, inclusive, é que candidatos a blockbusters como “Tenet” ajudem a trazer de volta o público de cinema, que inicialmente deverá ser escasso, não apenas devido às medidas de distanciamento social, mas pelo medo de contaminação. Caso não haja uma segunda onda de infecções, causada pela reabertura do comércio, as regras de ocupação dos cinemas deverão ser relaxadas após as primeiras semanas, possibilitando o aumento no número de assentos nas salas para refletir o interesse nos grandes lançamentos. Além da Warner, a Disney também tem um grande lançamento marcado (na verdade, adiado) para julho: “Mulan”. A região de Los Angeles é o maior mercado para a exibição de filmes nos Estados Unidos, seguido por Nova York, onde ainda não há previsão para a reabertura das salas.
Quibi encalha e fundador da plataforma culpa coronavírus
O fundador da plataforma Quibi, Jeffrey Katzenberg, assumiu estar lidando com uma decepção diante dos números de pessoas interessadas no seu produto, lançado durante a pandemia de coronavírus. O aplicativo da Quibi teve 1,7 milhão de downloads em sua primeira semana. Mas desde a estreia em 6 de abril, mantém apenas uma base de 1,3 milhão de “usuários ativos”. Graças à baixa demanda, saiu rapidamente da lista dos 50 aplicativos gratuitos mais baixados da Apple Store. Pior que isso: não está nem entre os 100. Atualmente, encontra-se encalhado em 125º lugar. Mesmo com uma campanha que oferece teste gratuito por 90 dias, e prometendo um dos custos mais baixos dos streamings (US$ 4,99 por mês com anúncios), a plataforma não emplacou. “Atribuo tudo que deu errado ao coronavírus”, disse Katzenberg em entrevista ao jornal The New York Times, publicada na segunda-feira (12/5). “Tudo. Mas nós assumimos nossa parte”. O ex-executivo da Disney e criador da DreamWorks Animation disse que o público do Quibi realmente não é “a avalanche de pessoas que queríamos”. “Não é nem perto do que queríamos”, admitiu. Quibi aspirava ser uma Netflix de celular, com conteúdo feito exclusivamente para dispositivos móveis. A proposta faz parte do próprio nome da plataforma, formado pela junção das primeiras sílabas das palavras “quick” (ligeiro) e “bites” (pedaços). O nome também foi transformado em sinônimo de conteúdo rápido nos comerciais americanos de seu lançamento. O conceito do novo serviço era apresentar programas de até 10 minutos, tendo como público-alvo todos que têm um celular e que consomem vídeos curtos em transportes públicos ou durante pausas no expediente para tomar um café e ir ao banheiro. Só que as pessoas foram desaconselhadas a usar transportes públicos. E o ambiente de trabalho virou home office. Embora o tempo gasto nas plataformas de streaming tenha disparado à medida que os consumidores se distanciam socialmente, a opção de lazer para quem está em quarentena tem sido assistir filmes e maratonar séries pela televisão e não ver vídeos curtos pelo celular. O sucesso do Quibi dependia, basicamente, de mudar os hábitos de consumo de séries influenciados pela popularização da Netflix, com os “binges” – ou maratonas – de várias horas dedicadas a um mesmo programa. Já era uma opção arriscada, por ir contra um padrão bem-sucedido, e se tornou impraticável diante do aumento do número de horas disponíveis para o público se dedicar ao conteúdo de streaming. A ideia de “filmes em capítulos”, que define a maioria das séries de ficção da empresa, também criou um vício narrativo, ao programar uma situação de perigo a cada 10 minutos, no fim de cada episódio. Nisso, o Quibi se provou mais retrô que moderno, por evocar os antigos seriados de aventura dos anos 1930 e 1940 – que batizaram o termo “cliffhanger”. Mas apesar de todo o revés, Katzengerg disse não ter se arrependido de lançar o aplicativo durante o coronavírus. “Se soubéssemos em 1º de março, quando tivemos que tomar a decisão, o que sabemos hoje, eu diria que não era uma boa ideia”, ele ponderou. “Mas estamos produzindo ouro suficiente com o feno que temos, de modo que não me arrependi”. Ele acrescentou: “Minha esperança, minha crença era que ainda haveria muitos momentos intermediários enquanto nos protegíamos em casa… Ainda existem esses momentos, mas não é a mesma coisa. Estamos fora de sincronia”. Katzenberg ainda espera virar o jogo com algumas inovações. Muito criticada por não permitir que assinantes pudessem assistir a seu conteúdo na TV, a Quibi já permite que os usuários do iPhone vejam suas atrações em telas maiores, e a mesma atualização chegará e breve aos usuários do Android. Ao mesmo tempo, a empresa está trabalhando em novas projeções de receita, com margens menores, que já levaram a cortes em seu orçamento de marketing. Só que enquanto o Quibi empaca, outras plataformas novas traçam histórias diferentes no competitivo mundo do streaming. Quando confrontado sobre o sucesso do TikTok, uma plataforma social que também usa vídeos curtos, Katzenberg se mostrou irritado. “É como comparar maçãs com submarinos”, disse ele ao Times. “Não sei o que as pessoas esperam de nós. Como era a Netflix em seus primeiros 30 dias após o lançamento? Para me falar de uma empresa que tem um bilhão de usuários e está se saindo bem nas últimas seis semanas, estou feliz por eles, mas o que diabos isso tem a ver comigo?” O Quibi também está disponível no Brasil, onde chegou sem alarde no mesmo dia em que o serviço foi inaugurado nos EUA.
Netflix surpreende mercado com disparada de novas assinaturas no primeiro trimestre
A Netflix praticamente dobrou o número de assinantes previsto por analistas para o primeiro trimestre de 2020. De janeiro a março, a empresa adicionou 15,77 milhões de novos assinantes globalmente, bem acima das estimativas do mercado, que girava em torno de 8 milhões, segundo a empresa de pesquisas FactSet. As ações da gigante de streaming, que subiram cerca de 35% neste ano, avançaram mais 4% no after-market de terça (21/4), após a divulgação dos números. Em seu comunicado, a Netflix confirmou que adicionou mais assinantes do que o mercado e ela própria esperavam devido ao começo da quarentena forçada para conter a pandemia do novo coronavírus, situação em que a internet e os serviços de streaming têm se provado ferramentas essenciais das famílias modernas. Alguns analistas acreditavam que os serviços de streaming estariam entre os primeiros itens a serem cortados em meio a uma onda de demissões e temores de uma recessão econômica. Mas a Netflix disse que espera adicionar ainda mais 7,5 milhões de assinantes pagos globalmente no segundo trimestre, também quase dobrando as estimativas de analistas para o período, de 3,81 milhões. O crescimento maior da empresa se deu na região Ásia-Pacífico, onde adicionou 3,6 milhões de assinantes. Na América Latina, foram 2 milhões de novos clientes. Mas o aumento excepcional no número de assinaturas paradoxalmente resulta em receita menor, devido à valorização do dólar. No Brasil, por exemplo, a perda devido à moeda foi de 25% — os R$ 33 da assinatura básica, que equivaliam a US$ 8,50 há um ano, passaram a valer US$ 6,50. A conta final, porém, está sendo positiva. A receita trimestral da Netflix aumentou para US$ 5,77 bilhões (R$ 30,5 bilhões), ante US$ 4,52 bilhões (R$ 23,9 bilhões) no trimestre anterior. Em todo o mundo, a plataforma já soma mais de 180 milhões de assinantes.
Disney+ (Disney Plus) atinge 50 milhões de assinantes mundiais
O serviço de streaming Disney+ (Disney Plus) ultrapassou os 50 milhões de assinantes pagos em todo o mundo, informou a Walt Disney Co. nesta quarta-feira (8/4). A marca foi atingida cinco meses após o lançamento do serviço e poucos dias após sua chegada na Europa, em 24 de março, quando ficou disponível no Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha e outros países, além da Índia, onde foi lançado em 3 de abril. Só o lançamento na Índia – realizado em conjunto com o serviço Hotstar, adquirido na compra dos ativos da Fox – representou cerca de 8 milhões de novos assinantes para a Disney +, em apenas cinco dias. “Estamos realmente sensibilizados pelo fato de a Disney+ (Disney Plus) estar ressonando entre milhões de pessoas em todo o mundo e acreditamos que isso é um bom presságio para nossa expansão contínua na Europa Ocidental e no Japão e em toda a América Latina no final deste ano”, disse Kevin Mayer, presidente do departamento direct-to-consumer da Walt Disney. “Grandes histórias inspiram e elevam, e estamos em uma posição privilegiada de poder oferecer uma vasta gama de ótimos conteúdos de entretenimento focados em alegria e otimismo no Disney+ (Disney Plus)”, completou, em comunicado. Ao atingir a marca de 50 milhões, a Disney+ (Disney Plus) já deixou para trás o serviço Hulu, seu irmão corporativo, que tem um pouco mais de 30 milhões de assinantes. A diferença é que o Hulu só está disponível na América do Norte. Mas o rápido avanço já supera expectativas iniciais. Quase dobrou sua base desde a última vez que divulgou seu número de assinantes, no início de fevereiro. E já reuniu uma audiência que é quase um terço do tamanho da Netflix, que começou a oferecer streaming há mais de uma década. A Disney não disse se atribui parte do crescimento recente do serviço à pandemia de coronavírus, que paralisou a vida cotidiana em todo o mundo e causou um aumento nas visualizações de streaming. A plataforma, que teve 10 milhões de inscrições nos EUA nas primeiras 24 horas de disponibilidade, oferece uma vasta biblioteca de programação, com muitas séries e filmes do catálogo da Disney, mas pouco material exclusivo. Por enquanto, o maior atrativo é “The Mandalorian”, primeira série live-action derivada da saga “Star Wars”. Outras produções badaladas, como séries derivadas dos filmes da Marvel, tiveram as gravações suspensas devido à crise sanitária mundial.
Plataforma Quibi chega no Brasil de surpresa
A plataforma Quibi ganhou lançamento-surpresa no Brasil. Sem nenhum alarde, zero marketing e nenhuma informação adicional, o serviço de streaming para celulares começou a funcionar em território nacional na segunda-feira (6/4), simultaneamente a sua inauguração nos EUA. A chegada do serviço também se dá sem nenhum esforço dos responsáveis para adaptar o conteúdo ao Brasil. Não há legendas nem dublagem em português. As legendas só estão disponíveis em inglês e em espanhol. A falta de empenho para lançar o serviço no país contrasta com o investimento milionário feito para tornar o negócio conhecido na América do Norte. De fato, é apenas graças a isso que o público brasileiro pode ter alguma noção do que se trata. Em resumo, Quibi aspira ser uma Netflix de celular. Seu conteúdo é feito para dispositivos móveis e já está disponível nas lojas digitais de aplicativos. O nome da plataforma vem da junção das primeiras sílabas das palavras “quick” (ligeiro) e “bites” (pedaços), que o marketing da companhia buscou tratar como sinônimo de conteúdo rápido nos comerciais americanos de seu lançamento. O conceito do novo serviço é apresentar programas de até 10 minutos, tendo como público-alvo todos que têm um celular e que consomem vídeos curtos em transportes públicos ou durante pausas no expediente para tomar um café e ir ao banheiro. A proposta é claramente o oposto da que gerou o fenômeno comportamental por trás do sucesso da Netflix: as maratonas que, ao vararem noites, mudaram os hábitos de consumo de séries. Mas o YouTube faz sucesso com vídeos curtos. O que diferencia o Quibi da profusão de conteúdo gratuito do portal de vídeos do Google é que seus programas tem produção profissional. Para isso, foram investidos US$ 1,75 bilhão em projetos de estúdios como Sony Pictures, Disney e Warner Bros. O negócio é encabeçado por Jeffrey Katzenberg, ex-presidente da Disney e fundador da Dreamworks Animation, que, graças às suas conexões na indústria de entretenimento, construiu um portfólio impressionante de produções para lançar sua plataforma. Há projetos de Steven Spielberg, Sam Raimi, Guillermo del Toro, Jennifer Lopez, Reese Witherspoon e muitos outros pesos-pesados de Hollywood. Isto tem custo. No Brasil, a assinatura é R$ 32,90, bastante caro quando se compara com a concorrência “convencional” e especialmente diante do preço cobrado nos EUA (US$ 5 com anúncios e US$ 8 sem comerciais). Mas o serviço resolveu oferecer três meses de acesso gratuito para quem tiver curiosidade. Uma das inovações do Quibi em relação ao YouTube e o TikTok é a tecnologia que permite assistir aos vídeos tanto na vertical quanto na horizontal, num formato adaptável sua tela. O serviço também oferece a opção de adicionar programas numa lista pessoal, baixar para assistir offline e encontrar fichas de informações sobre o elenco e a produção. A tecnologia inovadora, por sinal, motivou processo nos EUA. A empresa Eko entrou na justiça por suposto roubo de propriedade intelectual, alegando que fez uma demonstração de sua tecnologia para vários empregados da Quibi, inclusive Katzenberg, e de repente a plataforma anunciou ter sua própria solução, desenvolvida internamente, que era exatamente igual a dela. Apesar do processo, a Eko não conseguiu impedir o lançamento da Quibi, que era seu objetivo inicial. Mesmo em sua estreia, a Quibi oferece um catálogo gigante, iniciando com cerca de 50 produções, de um total planejado de 175 títulos em seu primeiro ano. Há de tudo um pouco, de reality shows a “filmes em capítulos” (séries que tem duração de um filme, só que dividido em fatias de 10 minutos). Novos episódios são disponibilizados todos os dias, e novos programas vão estrear às segundas-feiras. Algumas das melhores séries do Quibi, como “Survive”, estrelada por Sophie Turner, e “Most Dangerous Game”, com Liam Hemsworth, funcionariam melhor na TV, onde sua tensão poderia ganhar dimensões mais adequadas. Mas, infelizmente, o serviço não oferece opção de retransmitir seu conteúdo para o computador ou televisão, como outros aplicativos de streaming. E, por isso mesmo, acaba se tornando uma experiência individual. O que não é exatamente a melhor opção para um período de quarentena como o atual. De fato, o isolamento social não parece combinar com esse tipo de serviço, considerando que a maioria da população está em suas casas, assistindo filmes e maratonando séries em família – Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix, já confirmou publicamente que seu negócio está atingindo recordes históricos de audiência. Também vale lembrar que o Snapchat – quem lembra do Snapchat? – tentou oferecer esse mesmo tipo de serviço em 2018. Chamadas de Snapchat Originals, as produções de episódios curtos foram descontinuadas por falta de público. Claro que o Quibi pode aperfeiçoar seu formato, oferecer acesso à transmissão na TV ou se concentrar em produções não seriadas, como o revival de “Punk’d”, um programa de pegadinhas da antiga MTV, e a novidade “Chrissy’s Court”, um reality que transforma a modelo Chrissy Teigen em juíza de disputas irrelevantes. Auto-contidos, os episódios desse tipo de atração não dependem de continuidade e podem ser consumidos sem compromisso, o que parece mais adequado à proposta do serviço. Afinal, Quibe tem verba maior que o Snapchat para dar certo. Veja abaixo um comercial do conteúdo já disponível na nova plataforma.
Plataforma Quibi estreia em meio à quarentena do coronavírus
A plataforma Quibi vai estrear na segunda-feira (6/4) nos EUA – e aparentemente também no Brasil – num cenário completamente diferente do que previam seus idealizadores. Criada para ser uma alternativa “de bolso” da Netflix, a Quibi investiu quase US$ 1,8 bilhão e atraiu pesos-pesados de Hollywood, de Steven Spielberg a Jennifer López, com sua estratégia de programas de curta duração, para se tornar o primeiro serviço de streaming especializado em conteúdo exclusivo para celular. O nome Quibi vem da junção das primeiras sílabas das palavras “quick” (ligeiro) e “bites” (pedaços), que o marketing da companhia tentava transformar em sinônimo de conteúdo rápido nos comerciais do lançamento. O conceito do novo serviço é apresentar programas de até 10 minutos, tendo como público-alvo todos que têm um celular e que consomem vídeos curtos em transportes públicos ou durante pausas no expediente para tomar um café e ir ao banheiro. A proposta é claramente o oposto da que gerou o fenômeno comportamental por trás do sucesso da Netflix: as maratonas que, ao vararem noites, mudaram os hábitos de consumo de séries. Entretanto, a inauguração do serviço vai se dar num período em que a maioria da população americana está em suas casas, assistindo filmes e maratonando séries na televisão. Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix, já confirmou publicamente que seu serviço está atingindo recordes históricos de audiência. Neste contexto, como fica o projeto de séries com episódios de 10 minutos? É o que o mercado, e especialmente os investidores do Quibi, querem saber. “Honestamente, não sabemos o que esperar”, confidenciou, de forma sincera, a CEO Meg Whitman (ex-CEO da eBay e da Hewlett Packard) ao MarketWatch, em entrevista por telefone na quinta passada (2/4). Dada a circunstância atual, ela disse: “As pessoas ainda têm seus momentos intermediários para se divertir, seja depois da escola em casa ou do Zoom”, ponderou, antes de concluir: “Teremos que esperar e ver”. Whitman foi a primeira contratada de Jeffrey Katzenberg, ex-Disney e fundador da DreamWorks Animation, quando o projeto da Quibi começou a sair do papel. Katzenberg é o verdadeiro responsável pela iniciativa e, graças às suas conexões na indústria de entretenimento, construiu um portfólio impressionante de produções para lançar sua plataforma. Atraídas pelo célebre executivo de Hollywood e pelos milhões de dólares prometidos, estrelas do cinema e da televisão prepararam várias séries e programas de variedades para a Quibi, desde um reboot da série clássica “O Fugitivo” até um reality de sobrevivência de Zac Efron, que ganhou manchetes após o ator ser hospitalizado. Mas a imprensa já reparou que muitas séries prometidas, algumas ligadas a franquias clássicas, têm na verdade a duração de um filme convencional e passam a impressão de ser longa-metragens fatiados em episódios. De fato, o serviço apresenta essas produções como filmes em capítulos, o que não soa como o atrativo imaginado pelos produtores. Por outro lado, antologias, como a produção de terror “50 States of Fear”, do cineasta Sam Raimi, tendem a funcionar melhor nesse formato por conta de suas histórias curtas completas. Não bastasse o desafio de emplacar uma nova forma de consumo de conteúdo, a Quibi ainda enfrenta uma batalha jurídica para ser lançada e permanecer no ar. O motivo é uma disputa de patentes tecnológicas. Todo o conteúdo da plataforma é produzido em formato vertical e horizontal, mudando automaticamente de um para o outro, conforme a preferência do espectador. A tecnologia e o conceito por trás dessa inovação, pensada no consumo em celular, teria sido desenvolvido por outra empresa, que foi à justiça americana tentar impedir o lançamento da plataforma, alegando roubo de propriedade intelectual. Em seu processo, a empresa Eko denuncia que fez uma demonstração de sua tecnologia para vários empregados da Quibi para fechar negócio, inclusive Katzenberg, e de repente a plataforma anunciou ter sua própria solução, desenvolvida internamente, que era exatamente igual à apresentada. O caso segue na justiça americana. Por tudo isso, a proposta revolucionária da Quibi chega ao mercado como uma grande incógnita. Para evitar o desapontamento e virar a possível maior vítima comercial do coronavírus, a empresa resolveu oferecer testes gratuitos de 90 dias para seus primeiros assinantes, o que supera ofertas semelhantes da Netflix e da Amazon. Após os primeiros três meses, a assinatura do serviço custará entre US$ 5 e US$ 8 mensais, dependendo da opção preferida – com ou sem anúncios. Veja abaixo o comercial americano do serviço.
China reabriu mais de 500 cinemas no fim de semana
Os cinemas da China voltaram a funcionar no último fim de semana, com a reabertura de 507 estabelecimentos cinematográficos, segundo informações locais. O número representa apenas 4,5% do parque exibidor chinês, mas a expectativa é que mais salas sejam abertas no próximo fim de semana, conforme a crise sanitária demonstra ter sido controlada no país. A retomada acontece no momento em que o resto do mundo decreta o fechamento de suas salas. Nesta segunda (23/3), a Austrália se tornou o último grande mercado a fechar seus cinemas. A reabertura chinesa vai acontecer de forma gradual, com a exibição de antigos sucessos locais, como “Terra à Deriva” e “Upa – Meu Monstro Favorito”, e blockbusters estrangeiros como os títulos da franquia “Harry Potter”. O perfil da Warner no Weibo, rede social popular na China, chegou a anunciar que o primeiro capítulo da saga criada por J.K. Rowling voltaria às telas chinesas para sinalizar que a crise acabou. Ou, como disse o estúdio, que “a magia está voltando!”. Para compensar o período de fechamento, os exibidores estão ficando com 100% da receita das bilheterias em sua reabertura, em vez de devolver parte dela aos estúdios e distribuidoras. Num segundo momento, os cinemas chineses ainda terão estreias dos filmes estrangeiros que ficaram inéditos no país durante a crise, como “1917”, “Ford vs. Ferrari”, “Dolittle”, “Jojo Rabbit”, “Sonic: O Filme” e “Bad Boys Para Sempre”. Mas não há planos para lançar exclusivamente no território chinês os filmes que foram adiadas em outros países, como “Mulan”, “Viúva Negra”, “Um Lugar Silencioso 2” e “Espiral: O Legado de Jogos Mortais”. Houve apenas 39 novos casos de covid-19 no domingo, informou a Comissão Nacional de Saúde da China. E cada um foi importado para o continente (em vez de ter sido transmitido entre moradores país). O número total de casos confirmados na China chegou a 81.093, com 3.270 mortes.
São Paulo e Rio assumem a frente da resposta cultural à crise do coronavírus no Brasil
Os governos de São Paulo e Rio tomaram a frente das soluções para a indústria cultural, durante a crise gerada pela pandemia de coronavírus no Brasil. No mesmo dia em que a Ancine publicou a impressionante decisão urgente de obrigar filmes e séries com financiamento público a exibirem a bandeira nacional, as secretarias municipais de Cultura das duas maiores cidades brasileiras, bem como a secretaria estadual do governo de São Paulo, anunciaram medidas concretas. O secretário de Cultura Alê Youssef anunciou nesta quinta (19/3) a iniciativa Janelas de São Paulo, que envolve cerca de 8 mil artistas. Eles farão apresentações gravadas em suas casas, que serão pagas e divulgadas pela Prefeitura na internet. A proposta deve abranger criadores de diversas linguagens artísticas, inspiradas pelas cantorias nas janelas de cidades italianas durante a quarentena naquele país, assim como o surgimento de shows online organizados por artistas da música pop internacional. O material gravado pelos artistas ficará disponível nas páginas da prefeitura, nas redes sociais e também, provavelmente, na plataforma de streaming Spcine Play, mantida pelo município. O serviço, por sinal, liberou diversos filmes para serem vistos de graça pelo público, na terça passada (17/3). O projeto Janelas de São Paulo tem orçamento de R$ 10 milhões. Além disso, a secretaria paulistana destaca que outros R$ 93 milhões serão disponibilizados em forma de fomentos e programas que já estavam previstos antes do surto do vírus, e que tiveram os prazos estendidos, atendendo reivindicação do setor. Também para garantir renda, os contratos já assinados foram prorrogados. Mesmo as atividades que tiveram de ser adiadas serão pagas como acordado antes do coronavírus e reagendadas para entrega ou exibição após a crise. Já o governo do estado de São Paulo anunciou uma linha de crédito com 12 meses de carência para proteger empresas durante a crise provocada pela pandemia. Dos R$ 500 milhões anunciados, R$ 275 milhões são destinados exclusivamente para os setores de cultura e economia criativa, turismo e comércio, vistos como os mais impactados pela situação. Só para as áreas de cultura e economia criativa, que normalmente respondem por 3,9% do PIB do estado, a perda com a pandemia do coronavírus é estimada em R$ 34,5 bilhões pelo secretário Sérgio Sá Leitão. Outra ação anunciada é o programa Cultura em Casa, que está reunindo, em um site, links para conteúdo cultural que o público pode ver em casa para se entreter. Aos poucos, a lista deve engordar com opções de todas as entidades culturais ligadas ao governo. No Rio, o secretário municipal de Cultura, Adolfo Konder, informou que a pasta vai adiantar o processo de seleção dos editais dos Pontos de Cultura e da Música para Lonas, Arenas e Areninhas. Sarão dez pontos de cultura financiados com R$ 70 mil, e um Pontão de Cultura, que receberá R$ 300 mil. Os projetos de música selecionados receberão R$ 30 mil cada. Assim como na cidade de São Paulo, a proposta é que cada projeto selecionado receba os recursos o quanto antes, independentemente do processo de realização. Konder também informou que está fazendo estudo orçamentário para viabilizar financiamentos de ações e projetos em plataformas online voltados para pequenos produtores e artistas de rua. O projeto Janelas de São Paulo pode servir de exemplo para a iniciativa carioca.
China anuncia planos para a reabertura dos cinemas no país
Enquanto as redes exibidoras anunciam o fechamento dos cinemas no Brasil como precaução diante da crise de saúde, a China já começa a superar a pandemia de coronavírus e anuncia a reabertura de suas salas. O país conseguiu “zerar” a transmissão local da doença na quarta (18/3). Segundo o Deadline, o plano é reabrir os estabelecimentos aos poucos, inicialmente trazendo antigos blockbusters locais para as telas. Títulos que fizeram sucesso na China nos últimos anos, como “Terra à Deriva” e “Upa – Meu Monstro Favorito”, vão voltar aos cinemas. Também há planos para trazer grandes sucessos estrangeiros do passado para os cinemas, incluindo a franquia “Harry Potter”. O perfil da Warner no Weibo, rede social popular na China, confirmou que o primeiro capítulo da saga criada por J.K. Rowling vai voltar às telas chinesas para sinalizar que a crise acabou. Ou, como disse o estúdio, que “a magia está voltando!”. Para compensar o período de fechamento, os exibidores ficarão com 100% da receita das bilheterias em sua reabertura, em vez de devolver parte dela aos estúdios e distribuidoras. Num segundo momento, os cinemas chineses terão estreias dos filmes estrangeiros que ficaram inéditos no país durante a crise, como “1917”, “Ford vs. Ferrari”, “Dolittle”, “Jojo Rabbit”, “Sonic: O Filme” e “Bad Boys Para Sempre”. Mas não há planos para lançar exclusivamente no território chinês os filmes foram adiadas em outros países, como “Mulan”, “Viúva Negra”, “Um Lugar Silencioso 2” e “Espiral: O Legado de Jogos Mortais”.
Warner adianta lançamento de Aves de Rapina para locação digital
Após a Universal decidir ignorar a janela cinematográfica para disponibilizar filmes em cartaz para locação digital, a Warner e a STX anunciaram que também estão adiantando os lançamentos em VOD de seus títulos mais recentes, como “Aves de Rapina” e “Magnatas do Crime”. Ambos serão lançados na próxima terça (24/3) nas lojas de locação virtual, como iTunes, Google Play e YouTube Films. Por enquanto, a decisão se restringe ao mercado norte-americano, mas como o fechamento dos cinemas tem sido uma opção mundial para tentar conter a pandemia de coronavírus, a mesma iniciativa deve ser estendida para o resto do mundo. “Magnatas do Crime”, por exemplo, é inédito no Brasil. Chegaria aos cinemas nacionais em 23 de abril, pela Paris Filmes, que suspendeu todas as suas estreias. Outros estúdios devem seguir a tendência.










