Homem-Aranha no Aranhaverso é principal lançamento da semana no Brasil
Animação mais bem-avaliada de 2018, “Homem-Aranha no Aranhaverso” finalmente estreia no Brasil. E vem acompanhada por mais dois campeões de aprovação e prêmios. O primeiro longa animado do Homem-Aranha não é apenas uma opção divertida, capaz de agradar a crianças de todas as idades. O filme é uma autêntica obra de arte de visual inovador, que incorpora elementos dos quadrinhos e da pop art. E também representa um arrojo tecnológico, graças ao uso de uma nova ferramenta, criada especificamente para o filme, que permite “desenhar em computador” com a mesma desenvoltura das antigas animações feitas à mão. Com 97% no Rotten Tomatoes, “Homem-Aranha no Aranhaverso” ainda conquistou prêmios de diversas associações da crítica, como o Globo de Ouro de Melhor Animação, superando as produções da Disney, o que lhe dá ímpeto para tentar buscar o Oscar 2019. Outro filme premiado no Globo de Ouro, “A Esposa” rendeu o troféu de Melhor Atriz para Glenn Close. Ela interpreta a personagem do título, que, durante 40 anos, viveu devotada ao marido, um escritor famoso. Mas no momento em que ele se prepara para receber a maior honra de sua carreira, o prêmio Nobel, ela chega ao limite da tolerância de suas infidelidades e comportamento abusivo, percebendo todo o egoismo, machismo e repressão que a impediu de se tornar uma escritora por seus próprios méritos, apesar do talento demonstrado na juventude. A produção é de 2017, mas, apesar de causar furor no Festival de Toronto, foi guardada pelo estúdio Sony Pictures Classics por mais de um ano, numa estratégia de apostar apenas em “Me Chame pelo Seu Nome” no Oscar passado. “A Esposa” tem 84% de aprovação e coloca Glenn Close como forte candidata ao Oscar deste ano. O terceiro destaque da semana é o novo drama do cineasta Hirokazu Kore-eda. Candidato japonês ao Oscar, “Assunto de Família” foi o vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes 2018. O drama humanista vem comovendo a crítica internacional ao contar a história de uma família de ladrões sem-teto que resolve adotar uma criança abandonada. Kore-eda é um especialista em filmes sobre famílias disfuncionais. Ele já havia vencido o Prêmio do Júri de Cannes em 2013 com outro filme do gênero, “Pais e Filhos”, que questionava a noção de paternidade biológica por meio da troca de bebês. “Assunto de Família” agradou muito mais, com impressionantes 99% de aprovação no Rotten Tomatoes. Os outros lançamentos da semana incluem a sci-fi “Máquinas Mortais”, produção do cineasta Peter Jackson (“O Hobbit”) que virou o maior mico do final do ano passado nos EUA, podendo dar prejuízo de até US$ 150 milhões aos estúdios Universal. O rombo é tão grande que deve, finalmente, acabar com a mania de adaptações de distopias literárias juvenis. Há ainda um documentário português sobre a tradição das mergulhadoras japonesas que pescam ostras e um drama romântico libanês sobre a melancolia da juventude. Confira abaixo os trailers e as sinopses de todos os filmes que estreiam nesta quinta (10/1) nos cinemas brasileiros. Homem-Aranha no Aranhaverso | EUA | Animação Miles Morales é um jovem negro do Brooklyn que se tornou o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo em uma noite chuvosa, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras versões do Homem-Aranha. A Esposa | EUA | Drama Joan Castleman (Glenn Close) é casada com um homem controlador e que não sabe como cuidar de si mesmo ou de outra pessoa. Ele é um escritor e está prestes a receber um Prêmio Nobel de literatura. Joan, que passou 40 anos ignorando seus talentos literários para valorizar a carreira do marido, decide abandoná-lo. Assunto de Família | Japão | Drama Depois de uma de suas sessões de furtos, Osamu (Lily Franky) e seu filho se deparam com uma garotinha. A princípio, eles relutam em abrigar a menina, mas a esposa de Osamu concorda em cuidar dela depois de saber das dificuldades que enfrenta. Embora a família seja pobre e mal ganhe dinheiro com os pequenos crimes que cometem, eles parecem viver felizes juntos até que um incidente revela segredos escondidos, testando os laços que os unem. Máquinas Mortais | EUA | Sci-fi A Terra está destruída e, para sobreviver, as cidades se movem em rodas gigantes, conhecidas como Cidades Tração, e lutam com outras para conseguir mais recursos naturais. Quando Londres se envolve em um ataque, Tom (Robert Sheehan) é lançado para fora da cidade junto com uma fora-da-lei (Hera Hilmar) e os dois juntos precisam lutar para sobreviver e ainda enfrentar uma ameaça que coloca a vida no planeta em risco. Yara | Líbano | Drama Em um Líbano pacífico, numa fazenda localizada no Vale de Qadisha, moram Yara e sua avó. Elas levam rotinas leves enquanto fazem a manutenção do território e desfrutam da bucólica paisagem rural. Quando Elias, um jovem andarilho, decide descansar por um tempo na vila, Yara instantaneamente trava amizade com ele. Com o passar dos dias, os dois engatam em um amor de verão. Ama-San | Portugal | Documentário O documentário mostra a vida de mulheres que trabalham arriscando as suas próprias vidas. Elas mergulham enquanto a luz do meio-dia se infiltra pelos mares do Japão. Ao encher os pulmões de ar, elas se aventuram no fundo do mar em busca de ostras, algas e pérolas. Uma tarefa que acontece no Japão há mais de 2000 anos.
Nada a Perder foi responsável por metade da bilheteria do cinema brasileiro em 2018
Em 2018, o cinema brasileiro vendeu 29,9% mais ingressos que o ano anterior, segundo relatório do site Filme B, dedicado ao mercado cinematográfico nacional. Mas a taxa deixa de ser animadora quando se revela que foi impulsionada por um único filme: “Nada a Perder”, a cinebiografia do bispo Edir Macedo, acusada de ser exibida para salas vazias de cinema. Enquanto a Igreja Universal negou ter comprado e distribuído tíquetes entre fiéis, exibidoras confirmaram ter vendido pacotes para pastores. O fato é que o longa religioso dirigido por Alexandre Avancini vendeu 12M (milhões) de ingressos e se tornou a maior bilheteria do cinema nacional em todos os tempos. E esse número equivale à metade do total de espectadores dos filmes brasileiros em 2018. Ao todo, 24M de ingressos de filmes nacionais foram vendidos no ano passado. Sem “Nada a Perder”, o número desaba para 12M. Apenas mais quatro filmes tiveram mais de 1 milhão de espectadores em 2018: “Os Farofeiros” (2,6M), “Fala Sério, Mãe!” (2,4M) e “Tudo por um Popstar” (1,2M). Os três lançamentos são comédias, mas dois são voltados especificamente ao público juvenil, com protagonistas adolescentes. Outro detalhe: as quatro maiores bilheterias de 2018 foram distribuídas por Downtown e Paris Filmes, responsáveis pelos maiores lançamentos nacionais. Ainda segundo o Filme B, a dobradinha concentrou nada menos que 90,4% da renda gerada por ingressos de filmes brasileiros. E a tendência deve continuar. Lançados no fim de dezembro, a comédia “Minha Vida em Marte” e o infantil “Detetives do Prédio Azul 2 — O Mistério Italiano”, ambos da Downtown/Filmes, lideram as bilheterias de filmes nacional no início de 2019. Ambos já venderam mais de 1 milhão de ingressos.
WiFi Ralph assume liderança das bilheterias no Brasil
Em sua primeira semana em cartaz no Brasil, “WiFi Ralph – Quebrando a Internet” arrecadou R$ 17,3 milhões e tirou “Aquaman” da liderança das bilheterias nacionais. A nova animação da Disney levou mais de 1 milhão de pessoas aos cinemas entre quinta e domingo (6/1), enquanto o filme do super-herói fez mais de R$ 12 milhões e ultrapassou a marca dos R$ 100 milhões no país. A comédia nacional “Minha Vida em Marte”, estrelada por Mônica Martelli, ficou em 3º lugar, com uma arrecadação estimada em R$ 10 milhões. Desde seu lançamento, o longa ridicularizado pela crítica acumula bilheteria de R$ 27,8 milhões, consolidando-se como o primeiro grande sucesso brasileiro de 2019. Já a outra estreia animada do fim de semana, “Dragon Ball Super: Broly”, levou 412 mil espectadores e rendeu R$ 6,3 milhões, ocupando o 4º lugar. O Top 5 é encerrado por “Bumblebee”. O prólogo da franquia “Transformers” levou 286 mil pessoas aos cinemas e fez R$4,5 milhões.
Aquaman lidera bilheterias com US$ 940 milhões em todo o mundo
“Aquaman” manteve seu fôlego fenomenal em seu terceiro fim de semana no topo das arrecadações da América do Norte, faturando mais US$ 30,7M (milhões) nos últimos três dias nos Estados Unidos e Canadá. Ao todo, o filme estrelado por James Momoa já soma US$ 259,7M no mercado doméstico, o que representa a maior arrecadação de um lançamento de 2018 da Warner e a 7ª maior bilheteria do ano na região. Mas onde o longa realmente impressiona é no resto do mundo. Graças ao sucesso internacional, “Aquaman” atingiu US$ 940,7M mundialmente. O montante é maior que as projeções estimadas para seu desempenho no período, o que indica que a produção deve atingir a casa do US$ 1B (bilhão) antes do próximo fim de semana. Até hoje, apenas dois filmes de super-heróis da Warner chegaram nesse patamar, “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008) e “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” (2012). O filme do herói marinho já deixou para trás todos os demais lançamentos do universo compartilhado da DC, iniciado por “O Homem de Aço” em 2013, ao superar a arrecadação de “Batman vs Superman” (US$ 873,6M) na sexta-feira. E vale lembrar que “Aquaman” ainda não estreou num mercado importante. O lançamento no Japão está marcado apenas para 8 de fevereiro. Ou seja, a onda do filme deve continuar grande por mais tempo. Em meio a esse tsunami, a semana teve apenas uma estreia. O terror “Escape Room” abriu em 2º lugar com US$ 18M. Melhor que o esperado, considerando as críticas pouco empolgadas e a avaliação medíocre no Rotten Tomatoes, onde atingiu 53% de aprovação. Como custou apenas US$ 9M de produção, provavelmente menos que seu orçamento de marketing, deve dar lucro para a Sony. A estreia no Brasil está marcada apenas para 7 de fevereiro. De resto, os demais lançamentos infantis do fim de 2018, “O Retorno de Mary Poppins”, “Homem-Aranha no Aranhaverso” e “Bumblebee”, completam o Top 5. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Aquaman Fim de semana: US$ 30,7M Total EUA e Canadá: US$ 259,7M Total Mundo: US$ 940,7M 2. Escape Room Fim de semana: US$ 18M Total EUA e Canadá: US$ 18M Total Mundo: US$ 18M 3. O Retorno de Mary Poppins Fim de semana: US$ 15,7M Total EUA e Canadá: US$ 138,7M Total Mundo: US$ 257,9M 4. Homem-Aranha no Aranhaverso Fim de semana: US$ 13M Total EUA e Canadá: US$ 133,8M Total Mundo: US$ 275,3M 5. Bumblebee Fim de semana: US$ 12,7M Total EUA e Canadá: US$ 97,1M Total Mundo: US$ 289,1M 6. A Mula Fim de semana: US$ 9M Total EUA e Canadá: US$ 81,1M Total Mundo: US$ 81,1M 7. Vice Fim de semana: US$ 5,8M Total EUA e Canadá: US$ 29,7M Total Mundo: US$ 29,7M 8. Uma Nova Chance Fim de semana: US$ 4,9M Total EUA e Canadá: US$ 32,9M Total Mundo: US$ 39,5M 9. Wifi Ralph: Quebrando a Internet Fim de semana: US$ 4,4M Total EUA e Canadá: US$ 187,1M Total Mundo: US$ US$ 404,7M 10. Holmes & Watson Fim de semana: US$ 3,4M Total EUA e Canadá: US$ 28,4M Total Mundo: US$ 35,5M
Aquaman ajuda Warner a registrar maior bilheteria mundial de sua história em 2018
A Warner mergulhou fundo nas bilheterias mundiais em 2018. Graças aos sucessos de “Aquaman” e “Megatubarão”, além das lágrimas de “Nasce uma Estrela”, o estúdio registrou a melhor arrecadação anual de sua história, com US$ 5,6 bilhões faturados ao redor do mundo. Foi o segundo ano consecutivo em que a Warner conseguiu se superar. O recorde anterior do estúdio foi estabelecido em 2017, quando seus filmes arrecadaram US$ 5 bilhões nas bilheterias globais. Com o resultado, a Warner atingiu a segunda maior arrecadação entre os estúdios de Hollywood, atrás apenas da Disney (US$ 7,3 bilhões). Além dos três títulos citados como os maiores sucessos do estúdio neste ano, a Warner também lançou “Jogador Nº 1”, “Rampage: Destruição Total”, “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, “Oito Mulheres e Um Segredo”, “Tomb Raider” e “Podres de Ricos”, que contribuíram para o grande retorno financeiro. A maioria desses filmes fez mais sucesso no exterior que nos Estados Unidos e Canadá. As bilheterias norte-americanas do estúdio ficaram em US$ 1,9 bilhão, enquanto o mercado internacional rendeu US$ 3,6 bilhões, num aumento de 17% em relação a 2017 e superando o recorde de US$ 3,17 bilhões estabelecido em 2014.
WiFi Ralph é a primeira grande estreia de 2019 nos cinemas
Principal estreia da semana, “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” é uma animação divertida, mas também uma piada pronta. Ao levar dois meses para chegar ao Brasil, serve para demonstrar a lentidão do mercado brasileiro, quase tão devagar quanto a internet nacional, que não precisa de Ralph para quebrar. Maior sucesso original dos estúdios Disney em 2018, “WiFi Ralph” desembarca nos cinemas locais após fazer mais de US$ 350 milhões em todo o mundo. E com 88% de aprovação das críticas publicadas em idioma inglês, na média apurada pelo site Rotten Tomatoes. A trama parte da premissa de “Toy Story 3”, ao mostrar a obsolescência dos velhos games em que Ralph e Vanellope habitam. Com os equipamentos quebrados ou em eterna manutenção, os dois acabam migrando para outro mundo – dos games online, por meio do wi-fi. O mais interessante é como, a partir daí, o desenho passa a comunicar diferentes intertextos. Por um lado, serve de introdução à forma como a internet funciona, ilustrando, de forma acessível para as crianças, nunces complexos da tecnologia online. Por outro, assim como os spammers que não param de anunciar produtos para os protagonistas, trata-se também de um empreendimento de sinergia comercial para a Disney. Não faltam referências às franquias do próprio estúdio, como as princesas da Disney, que se destacam tanto na história que podem germinar sua própria animação – uma espécie de Vingadores de princesas. “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” também é o primeiro filme a misturar personagens da Disney, Pixar, Lucasfilm e Marvel. E se a franquia continuar, podem esperar o terceiro longa passado no país das maravilhas do streaming, um lugar mágico chamado Disney+ (Disney Plus). Cinismo à parte, vale a pena ver com as crianças, que nem vão ligar para a falta de todos aqueles astros famosos da dublagem original – desde as intérpretes originais das princesas da Disney até Gal Gadot (a “Mulher-Maravilha”) como uma piloto de corridas radical, sem esquecer John C. Reilly (“Kong: A Ilha da Caveira”) e Sarah Silverman (“A Guerra dos Sexos”), respectivamente como Ralph e Vanellope. Estas participações custaram uma fortuna para o estúdio, mas foram prontamente substituídos por profissionais assalariados da dublagem nacional. O principal concorrente da superprodução da Disney é outro desenho animado. “Dragon Ball Super Broly – O Filme” apela aos fãs da série em que se baseia. E oferece exatamente um episódio vitaminado da atração televisiva, contando uma história antiga com a mesma animação tosca, que pouco evoluiu desde anos 1990 – num contraste com a trama, baseada na “evolução” dos personagens. No circuito limitado, o destaque é “Lizzy”, suspense indie que reimagina um dos assassinatos mais brutais dos Estados Unidos, ao apresentar uma versão lésbica de Lizzie Borden, jovem acusada de matar os próprios pais à machadas no final do século 19. Chloë Sevigny (série “Bloodline”) vive a personagem-título, que nesta versão é uma mulher que busca se libertar do pai dominador e agressivo. Ela encontra uma cúmplice na empregada da família, Bridget Sullivan (Kristen Stewart, de “Personal Shopper”), que sofre assédio de seu pai, enquanto sua mãe finge não ver. A identificação das duas vira romance e, a partir daí, tudo transcorre para o desfecho trágico que marcou a história dos crimes americanos. Apesar de o roteiro ser creditado ao iniciante Bryce Kass, a teoria do relacionamento lésbico entre Lizzie e Bridget foi formulada originalmente pelo escritor Ed McBain em seu romance de 1984, que também se chamava apenas “Lizzie”. O caso real se tornou o primeiro julgamento midiático dos Estados Unidos e seu veredito rende discussões e teorias até hoje, já que deixou em aberto a identidade do verdadeiro(a) assassino(a). Mesmo inocentada, Lizzie Borden acabou virando lenda urbana e entrou na cultura pop, tendo rendido várias músicas, filmes e séries. Para fãs de filmes “de arte”, a dica é o francês “A Nossa Espera”, que venceu prêmios em sua jornada por festivais internacionais secundários, como Torino e Hamburgo. Profundamente humano, diferencia-se de outros filmes sobre a luta cotidiana por melhores condições de vida por não apostar em soluções sentimentais ou lições de moral. Cinéfilos mais devotados também devem conferir o tunisiano “Meu Querido Filho”, que parece ser um melodrama de família aflita pela doença comum de um filho, mas esconde em suas entranhas uma metáfora sobre doença muito mais séria: o extremismo. De resto, há também um terror alemão gravado de forma amadora para justificar uma trama ao estilo de “A Bruxa de Blair”. Veja os trailers e as sinopses abaixo. WiFi Ralph: Quebrando a Internet | EUA | Animação Ralph, o mais famoso vilão dos videogames, e Vanellope, sua companheira atrapalhada, iniciam mais uma arriscada aventura. Após a gloriosa vitória no Fliperama Litwak, a dupla viaja para a world wide web, no universo expansivo e desconhecido da internet. Dessa vez, a missão é achar uma peça reserva para salvar o videogame Corrida Doce, de Vanellope. Para isso, eles contam com a ajuda dos “cidadãos da Internet” e de Yess, a alma por trás do “Buzzztube”, um famoso website que dita tendências. Dragon Ball Super Broly – O Filme | Japão | Animação Apesar da Terra estar em um período de calmaria, Goku se recusa a parar de treinar constantemente – ele quer estar pronto para quando uma nova ameaça surgir. O que ele não imaginava era que seu novo inimigo seria Broly, um poderoso super saiyajin sedento por vingança, que deseja destruir todos que encontrar pela frente. Lizzie | EUA | Suspense 1892, em plena Era Vitoriana. Lizzie Borden (Chloë Sevigny) é uma mulher solteira que ainda vive sob a rigidez de seu pai, Andrew (Jamey Sheridan), por mais que tenha atitudes consideradas ousadas para a época. Tal situação vive provocando atritos entre pai e filha, ampliados pelo frágil estado de saúde dela. Menosprezada como filha e como mulher, Lizzie aos poucos se aproxima de Bridget Sullivan (Kristen Stewart), uma jovem criada que trabalha há pouco tempo para a família. O Manicômio | Alemanha | Terror Um grupo de youtubers entra ilegalmente na área de cirurgia (supostamente assombrada) em um manicômio abandonado para um desafio de 24 horas, com a esperança de viralizar o vídeo e conseguirem mais seguidores. Porém, não demora muito para eles descobrirem que não estão sozinhos e não são bem-vindos ali. O desafio, na verdade, é o da sobrevivência. A Nossa Espera | França | Drama Olivier (Romain Duris) é o politizado funcionário de uma fábrica, onde volta e meia bate de frente com seus superiores para defender os colegas de trabalho. Um dia, ele é surpreendido com o súbito desaparecimento de sua esposa, Laura (Lucie Debay). Sem saber o que aconteceu nem para onde ela foi, Olivier precisa conciliar o trabalho com a criação de seus dois filhos, Elliot (Basile Grunberger) e Rose (Lena Girard Voss). Meu Querido Filho | Tunísia | Drama Riadh (Mohamed Dhrif) está prestes a se aposentar como motorista no porto de Túnis. Com Nazli (Mouna Mejri), ele forma um casal unido em torno de seu único filho, Sami (Zakaria Ben Ayyed). As repetidas enxaquecas dele preocupam seus pais e no momento em que Riadh acha que seu filho está melhor, ele desaparece.
Retrospectiva: Os 50 melhores filmes de 2018
É curioso reparar como a retrospectiva dos melhores filmes de 2018 é repleta de produções de 2017. Isto é consequência de um velho hábito das distribuidoras nacionais de cinema, que costumam atrasar horrores os lançamentos dos chamados “filmes de Oscar”. Mas, assim como vem fazendo com as séries, a Netflix também já atravessa esse samba enredo batido. O conceito de distribuição mundial instantânea embutido no serviço merece ser louvado até por quem acha que lugar de filme é na tela grande. Há dois filmes da Netflix na lista. E outro lançamento que, apesar de ter vencido vários prêmios, saiu direto em VOD no país. Também não faltam títulos de distribuidoras menores, que enfrentam enormes dificuldades para emplacar produções de qualidade num mercado que tem poucas salas – a maioria delas em shopping centers – e tendência de concentração em blockbusters. Até o cinema nacional sofre com isso. Num período repleto de dramas brasileiros de qualidade, os cinemas deram mais telas para comédias ruins, que não passam no teste de fim de ano. Faltam, claro, mais que telas, campanhas de marketing/incentivo para o público descobrir o que a crítica americana cansou de dizer em 2018: como o cinema brasileiro atravessa grande fase. Infelizmente, até a chamada Academia Brasileira de Cinema contribuiu para desvalorizar a nova geração de cineastas talentosos do país em sua seleção de compadres para a disputa de uma vaga no Oscar pelo Brasil. A lista a seguir destaca os melhores filmes lançados entre janeiro e dezembro de 2018 no país – nos cinemas, em streaming e VOD. E não apenas os ditos filmes “de arte”, mas também os blockbusters bem-feitinhos, que justificam o consumo das pipocas de preço salgadíssimo nos multiplexes. Clique nos títulos abaixo para saber mais sobre cada produção. 120 Batimentos por Minuto (120 battements par minute, França) A Forma da Água (The Shape of Water, EUA) A Morte de Stalin (Death of Stalin, Reino Unido) A Noite do Jogo (Game Night, EUA) A Rota Selvagem (Lean on Pete, EUA) Aniquilação (Annihilation, EUA) Arábia (Arábia, Brasil) Artista do Desastre (The Disaster Artist, EUA) As Boas Maneiras (As Boas Maneiras, Brasil) As Herdeiras (Las Herederas, Paraguai) As Viúvas (Widows, EUA) Benzinho (Benzinho, Brasil) Bohemian Rhapsody (Bohemian Rhapsody, EUA) Buscando… (Searching, EUA) Colette (Colette, Reino Unido) Culpa (The Guilty, Dinamarca) Custódia (Jusqu’à la Garde, França) Desobediência (Disobedience, EUA) Domando o Destino (The Rider, EUA) Em Chamas (Burning, Coreia do Sul) Em Pedaços (In the Fade, Alemanha) Eu, Tonya (I, Tonya, EUA) Ex-Pajé (Ex-Pajé, Brasil) Ilha dos Cachorros (Isle of Dogs, EUA) Infiltrado na Klan (Blackkklansman, EUA) Hereditário (Hereditary, EUA) Homem-Aranha no Aranhaverso (Spider-Man into the Spiderverse, EUA) Me Chame pelo Seu Nome (Call Me By Your Name, EUA) Missão: Impossível – Efeito Fallout (Mission: Impossible – Fallout, EUA) Nasce uma Estrela (A Star Is Born, EUA) Nos Vemos no Paraíso (Au Revoir là-Haut, França) Nico – 1988 (Nico – 1988, Itália) O Confeiteiro (The Cakemaker, Israel) O Primeiro Homem (First Man, EUA) O Sacrifício do Cervo Sagrado (The Killing of a Sacred Deer, EUA) Os Incríveis 2 (Incredibles 2, EUA) Pantera Negra (Black Panther, EUA) Projeto Flórida (The Florida Project, EUA) Roma (Roma, México) Sem Amor (Loveless, Rússia) Tesnota (Closeness, Rússia) The Square – A Arte da Discórdia (The Square, Suécia) Trama Fantasma (Phantom Thread, EUA) Três Anúncios para um Crime (Three Billboards outside Ebbing, Missouri, EUA) Tully (Tully, EUA) Um Dia (Egy Nap, Hungria) Um Lugar Silencioso (A Quiet Place, EUA) Utøya – 22 de julho (Utøya – July 22, Noruega) Você Nunca Esteve Realmente Aqui (You Were Never Really Here, Reino Unido) Western (Western, Alemanha)
Aquaman já faturou quase R$ 100 milhões no Brasil
“Aquaman” também afogou a concorrência no Brasil em seu terceiro fim de semana como líder das bilheterias nacionais. O filme do herói interpretado por Jason Momoa já foi visto por 5,5 milhões de espectadores e rendeu um total de R$ 92,4 milhões para a sucursal brasileira da Warner, segundo dados da consultoria comScore. No mundo, o filme já contabiliza US$ 750 milhões e deve entrar para o seleto grupo de bilionários do cinema nas próximas semanas. O ranking dos mais vistos nos cinemas no último fim de semana inclui dois filmes brasileiros: “Minha Vida em Marte”, em 2º lugar, e “Detetives do Prédio Azul 2 – O Mistério Italiano”, em 4º. O 3º lugar ficou com “Bumblebee”. E “O Retorno de Mary Poppins” completa o Top 5.
Diretor de Aquaman pede para fãs pararem de atacar quem não gostou do filme
O sucesso de “Aquaman” nas bilheterias está alimentando ódio nas redes sociais. Muita gente que não gostou do filme tem empilhado comentários negativos no perfil do diretor James Wan, ao mesmo tempo em que os fãs do longa tem feito ataques virulentos contra perfis que demonstram não considerar “Aquaman” o melhor filme de quadrinhos de todos os tempos. O próprio James Wan decidiu se manifestar ao perceber o acirramento. Ele pediu aos fãs de seu filme que parem de intimidar aqueles que não gostaram da adaptação. “Chegou ao meu conhecimento que algumas pessoas estão sendo assediadas por alguns fãs por não gostar de ‘Aquaman'”, ele tuitou na tarde de domingo (30/12). “Por favor, não façam isso. Não é o tipo de apoio que eu quero. Sejam respeitosos. E vice-versa, pois não tem problema se você não gostar do meu filme, mas não há necessidade de me atacar pessoalmente, ou me marcar em posts de ódio. Paz”, ele concluiu. “Aquaman” causou grande impacto nas bilheterias, caindo apenas 24% em seu segundo fim de semana em cartaz na América do Norte e atingindo quase US$ 750 milhões mundiais. Como muitos viram o filme, a discussão de suas qualidades e defeitos acabou se multiplicando nas redes sociais, provocando debates acalorados entre defensores e detratores sobre cada aspecto da produção, desde os diálogos até a ação e os efeitos visuais. A adaptação dos quadrinhos estrelada por Jason Momoa no papel-título deve se tornar o lançamento mais bem-sucedido do universo cinematográfico da DC Comics até o próximo fim de semana. It has come to my attention that some folks are getting harassed by some fans for not liking AQM. Please don’t do that. Not the kind of support I want. Be respectful. Vice versa, it’s ok to not like my film, but there’s no need to attack me personally, or tag me on hates. Peace✌️ — James Wan (@creepypuppet) 30 de dezembro de 2018
Aquaman reina nos EUA e já supera Esquadrão Suicida em bilheteria mundial
“Aquaman” fincou seu tridente no topo das bilheterias da América do Norte pelo segundo fim de semana consecutivo. A adaptação dos quadrinhos da DC Comics faturou US$ 51,5M (milhões) entre sexta e domingo (30/12), uma queda de apenas 27% de arrecadação em relação à semana passada. Com isso, chegou a US$ 188,7M em 10 dias nos Estados Unidos e Canadá. No mercado internacional, onde foi lançado há quatro semanas, o longa somou mais US$ 85,4M de 75 países. Totalizando tudo, a produção da Warner atingiu US$ 748,7M mundialmente, superando as arrecadações finais de “Liga da Justiça” (US$ 657M), “Homem de Aço” (US$ 668M) e “Esquadrão Suicida” (US$ 746,8M). Neste ritmo, “Aquaman” pode ultrapassar “Mulher-Maravilha” (US$ 821,8M) até o próximo fim de semana e, possivelmente, até “Batman vs Superman” (US$ 873,6M) em mais alguns dias, o que faria do filme dirigido por James Wan o mais bem-sucedido do universo compartilhado da DC Comics. O resto do Top 5 está exatamente igual ao ranking da semana passada, com “O Retorno de Mary Poppins”, “Bumblebee”, “Homem-Aranha no Aranhaverso” e “A Mula” completando a lista. Vale destacar que “A Mula” representa outra vitória da Warner neste fim do ano. Sua arrecadação de US$ 60,7M marca o terceiro melhor desempenho do diretor Clint Eastwood no mercado doméstico nos últimos tempos, atrás de “Sully” e “Sniper Americano”. O filme ainda não foi lançado no resto do mundo e chega no Brasil apenas em 14 de fevereiro. As novidades só aparecem em 6º e 7º lugares. “Vice” e “Holmes & Watson” chegaram aos cinemas norte-americanos na terça (25/12), durante o feriado de Natal, mas não tiveram muito impacto nas bilheterias. “Vice” não virou o queridinho da crítica que muitos apostavam que seria. Apesar dos elogios à transformação de Christian Bale, ficou com 64% de aprovação no site Rotten Tomatoes, abaixo do recomendado para sua aspiração a prêmios. Desembarca no Brasil em 31 de janeiro. Já “Holmes & Watson” chegou a registrar 0% de aprovação. Mas acabou melhorando, ao terminar o fim de semana com 9%, pior avaliação da carreira da maioria dos envolvidos. A data de sua estreia no Brasil sumiu “misteriosamente”. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Aquaman Fim de semana: US$ 51,5M Total EUA e Canadá: US$ 188,7M Total Mundo: US$ 748,7M 2. O Retorno de Mary Poppins Fim de semana: US$ 28M Total EUA e Canadá: US$ 98,9M Total Mundo: US$ 173,3M 3. Bumblebee Fim de semana: US$ 20,5M Total EUA e Canadá: US$ 66,7M Total Mundo: US$ 156,7M 4. Homem-Aranha no Aranhaverso Fim de semana: US$ 18,3M Total EUA e Canadá: US$ 103,6M Total Mundo: US$ 213,2M 5. A Mula Fim de semana: US$ 11,7M Total EUA e Canadá: US$ 60,7M Total Mundo: US$ 60,7M 6. Vice Fim de semana: US$ 7,7M Total EUA e Canadá: US$ 17,6M Total Mundo: US$ 17,6M 7. Holmes & Watson Fim de semana: US$ 7,3M Total EUA e Canadá: US$ 19,7M Total Mundo: US$ 23,7M 8. Uma Nova Chance Fim de semana: US$ 7,2M Total EUA e Canadá: US$ 21,7M Total Mundo: US$ 28,3M 9. Wifi Ralph: Quebrando a Internet Fim de semana: US$ 6,5M Total EUA e Canadá: US$ 175,7M Total Mundo: US$ US$ 350,4M 10. O Grinch Fim de semana: US$ 4,2M Total EUA e Canadá: US$ 265,5M Total Mundo: US$ 469,4M
Aquaman supera Liga da Justiça em bilheteria mundial
“Aquaman” está endemoniado. O filme do super-herói marinho da DC Comics atingiu o número da besta na noite de sexta (28/12), somando US$ 666M (milhões) de arrecadação mundial. O valor deixou para trás “Liga da Justiça”, considerado o maior fracasso recente das adaptações de quadrinhos de super-heróis. O longa que também trazia Aquaman, ao lado de Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Ciborgue e Superman, faturou US$ 657,9M em todo o mundo, em 2017. Neste sábado (29/12), “Aquaman” também supera “O Homem de Aço”, que fez US$ 668M em 2014. Projeções ainda indicam que o longa estrelado por Jason Momoa deve chegar próximo dos US$ 750M até domingo, a ponto de ultrapassar “Esquadrão Suicida” (US$ 746,8M) e já se aproximar de seu break even, estimado em US$ 800M. O número é tão elevado porque “Aquaman” custou estimados US$ 200 milhões só para ser produzido (sem as despesas de marketing) e seu maior sucesso vem do mercado chinês, que fica com 75% do total arrecadado, devolvendo apenas 25% para os estúdios. “Aquaman” está sendo exibido em mais de 11 mil salas na China (sim, o Brasil tem apenas 3 mil cinemas!) e continua liderando as bilheterias do país após 20 dias em cartaz (a China foi o primeiro mercado a receber o filme). Este sucesso lhe rendeu autorização para continuar a ser exibido até fevereiro no país, o que aumenta suas chances de entrar no clube das produções bilionárias.
Destaque nas estreias, Deadpool tenta convencer o público a ver seu filme pela segunda vez
A programação de cinema desta quinta (27/12) prevê a ampliação de dois filmes que sofreram com o excesso de estreias na quinta passada – ou tentaram se antecipar com “pré-estreias” pagas. “Bumblebee” e “Minha Vida em Marte” chegarão em mais salas, respondendo pela maioria das renovações de telas desta semana. Com isso, o principal destaque “inédito” é o relançamento de “Deadpool 2”, que foi censurado e recebeu cenas extras para compensar, e desembarca com título diferente, “Era uma Vez um Deadpool”, capaz de causar confusão entre o público. Porém, não se trata realmente de um filme novo. É um caça-níquel descarado, mas criativo. Na nova versão, Deadpool (Ryan Reynolds) rapta o ator Fred Savage e o amarra numa cama para reencenar “A Princesa Prometida”. No filme dos anos 1980, Savage ainda era um menino e ouvia um conto de fadas lido por seu avô. Desta vez, Deadpool conta o filme “Deadpool 2” para o ator, cortando os palavrões e a violência vistas no lançamento original. O segundo filme americano da lista é a comédia dramática “A Pé Ele Não Vai Longe”, em que Joaquin Phoenix (“Ela”) vive um cartunista quadriplégico. Cinebiografia de John Callahan, o filme narra como ele superou abusos sexuais, vícios e um acidente de carro que o deixou confinado numa cadeira de rodas para virar cartunista nos anos 1970. De estilo inconfundível, seus quadrinhos cheios de humor negro – e por vezes controversos – o tornaram famoso. Com o projeto, Joaquin Phoenix volta a ser dirigido por Gus Van Sant, após os dois trabalharam juntos em “Um Sonho sem Limites” (1995), segundo filme do ator, então com 21 anos. O elenco também inclui Jonah Hill (“Anjos da Lei”), Jack Black (“Jumanji”) e Rooney Mara (“Lion”) com figurinos e penteados de 40 anos atrás. Completam as estreias três produções europeias. A melhor é o suspense dinamarquês “Culpa”, que venceu vários prêmios no circuito dos festivais, inclusive em Sundance, Zurique, Valladolid, Torino e Roterdã. Primeiro longa escrito e dirigido por Gustav Möller, o filme acompanha a reação de um policial de plantão nos serviços de emergência quando atende a ligação de uma mulher sequestrada. Repleto de reviravoltas, tem 99% de aprovação no Rotten Tomatoes. A coprodução alemã-israelense “O Confeiteiro” venceu sete prêmios da Academia Israelense e foi o filme indicado por Israel para concorrer ao Oscar – mas não passou na peneira inicial. A trama acompanha um confeiteiro gay alemão que, sem conseguir processar a perda do amor, vai para Jerusalém trabalhar na padaria da viúva de seu amante, formando um vínculo com ela, que de nada desconfia. Bem avaliado, atingiu 98% no Rotten Tomatoes. Por fim, o italiano “Emma e as Cores da Vida” é bem mais convencional, ao mostrar como um fanfarrão mulherengo tem sua vida virada do avesso ao se apaixonar por uma médica osteopata cega. Mas, convenhamos, quem não se apaixonaria por Valeria Golino, ainda linda, 30 anos depois de ser namorada de Tom Cruise em “Rain Man” (1988). A direção é do veterano Silvio Soldino, que apesar de 35 anos de carreira, só teve um filme lançado no Brasil anteriormente, “Que Mais Posso Querer” (2010). Confira os trailers e as sinopses das estreias abaixo. Era uma Vez um Deadpool | EUA | Super-Heróis Determinado a provar que “Deadpool 2” é um filme para toda a família, Wade Wilson (Ryan Reynolds) limpa todos os palavrões e sangue da narrativa e sequestra o ator Fred Savage para reencenar uma cena de “A Princesa Prometida”. Sem poder se desvencilhar das amarras, Savage é obrigado a ouvir o “conto de fadas” do Mercenário Tagarela, incluindo sua luta com Cable (Josh Brolin) e a formação da X-Force. A Pé Ele Não Vai Longe | EUA | Comédia John Callahan (Joaquin Phoenix) é um homem conturbado que, bêbado, bate de carro e sofre um grave acidente. Tetraplégico, ele transforma sua vida, tornando-se um dos cartunistas mais improváveis, ácidos e perseverantes do mundo, usando as limitações físicas para desenvolver uma carreira artística com a ajuda de sua namorada e de um simpático padrinho. Culpa | Dinamarca | Suspense O policial Asger Holm (Jakob Cedergren) está acostumado a trabalhar nas ruas de Copenhague, mas devido a um conflito ético no trabalho, é confinado à mesa de emergências. Encarregado de receber ligações e transmitir às delegacias responsáveis, ele é surpreendido pela chamada de uma mulher desesperada, tentando comunicar o seu sequestro sem chamar a atenção do sequestrador. Infelizmente, ela precisa desligar antes de ser descoberta, de modo que Asger dispõe de poucas informações para encontrá-la. Começa a corrida contra o relógio para descobrir onde ela está, para mobilizar os policiais mais próximos e salvar a vítima antes que uma tragédia aconteça. O Confeiteiro | Alemanha, Israel | Drama Thomas (Tim Kalkhof) é um alemão dono de uma confeitaria que viaja para Jerusalém em busca da esposa e o filho de Oren (Roy Miller), seu amante morto. Ao chegar lá ele começa a trabalhar para a viúva de seu amante, que não tem ideia de que eles compartilham uma tristeza sem nome sobre o mesmo homem. Emma e as Cores da Vida | Itália | Romance Teo (Adriano Giannini) é um publicitário mulherengo que divide seu tempo entre a amante, a namorada e a elaboração de mentiras. Um dia seu caminho cruza com o de Emma (Valeria Golino), uma osteopata cega, e o que começa como mais um mero jogo de sedução se transforma numa relação inesperadamente íntima.
Aquaman ultrapassa US$ 100 milhões nos EUA e atinge US$ 500 milhões em todo o mundo
Papai Noel presenteou “Aquaman” com a 6ª maior bilheteria de Natal já registrada na América do Norte. O longa do super-herói vivido por Jason Momoa faturou US$ 22M (milhões) no dia 25 de dezembro, US$ 1M a menos que o filme de maior bilheteria de todos os tempos no mesmo período – “Avatar” fez US$ 23M no Natal de 2009. Contando pré-estreias, “Aquaman” já superou a marca de US$ 100 milhões em sua arrancada nos Estados Unidos e Canadá. O total está em US$ 105,7M. Mas embora isso seja impressionante, é menor que o valor registrado por “Liga da Justiça” (US$ 111,9M) em seus cinco primeiros dias. E “Liga da Justiça” foi considerado um fracasso, rendendo a pior bilheteria de uma adaptação da DC Comics. Claro que é difícil falar de copo meio vazio em relação a um super-herói com poderes aquáticos. A água transborda facilmente quando se observa o quadro maior. Recém-lançado, o filme já rendeu 75% do total arrecadado por “Liga da Justiça” em todo o mundo, graças a seu sucesso internacional. Além disso, consolidou-se como a maior bilheteria da Warner Bros. na China. O feliz Natal de “Aquaman” ao redor do mundo ajudou o filme a superar os US$ 500 milhões de arrecadação mundial. Com esse ritmo, não deve ter dificuldades para superar os US$ 657,9M feitos por “Liga da Justiça”. A questão é se isso será suficiente. Afinal, com custos de produção estimados em US$ 200M e diante da política chinesa de reter 75% das bilheterias originárias do país, seu break even pode estar na casa dos US$ 800M.










