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    Maiores festivais de cinema do mundo vão lançar mostra digital coletiva no YouTube

    27 de abril de 2020 /

    Os maiores festivais de cinema do mundo se juntaram para realizar uma mostra digital, que será exibida pelo Youtube no final de maio. A lista de parceiros conta com os prestigiados festivais de Cannes, Veneza e Berlim, e foram reunidos pelos organizadores do festival de Tribeca, evento nova-iorquino produzido pelo ator Robert De Niro. Intitulado “We Are One: A Global Film Festival” (Nós Somos Um: Um Festival de Cinema Global), o evento do Youtube terá dez dias de duração, de 29 de maio a 7 de junho. O anúncio do evento virtual ainda não deixou claro se os maiores festivais do mundo cederão material inédito. Cannes, que já foi adiado por duas vezes, havia antecipado que não exibiria seus principais filmes online. Já Veneza manteve a data de sua próxima edição marcada para setembro, apesar de a Itália ser um dos países mais afetados pela crise sanitária. Essa incerteza em relação à realização das mostras cinematográficas impulsionou o projeto do YouTube, após o próprio Festival de Tribeca perder sua previsão de realização em 2020. Em vez de criar uma versão online, a produtora de Robert De Niro pensou num evento mais abrangente. A iniciativa foi anunciada no mesmo dia em que o Festival SXSW começa sua versão digital. A tradicional competição de cinema independente realizada no Texas, EUA, foi a primeira cancelada pela pandemia do novo coronavírus, em março passado. Mas sua proposta de edição online recebeu pouca adesão de cineastas. Apenas sete dos 135 longas inscritos no evento aceitaram o acordo de exibição gratuita na Amazon Prime Video. Por conta disso, o SXSW não participa do evento do YouTube, que além dos festivais citados também vai reunir curadoria de outras mostras renomadas, como os festivais de Sundance, Toronto, San Sebastián, Londres, Nova York, Jerusalém, Macau, Marrakech, Mumbai, Guadalajara, Sydney, Tokyo, Locarno e Karlovy Vary. Com apenas um representante mexicano, a América Latina acabou sub-representada, assim como a África. A promessa é de que o festival virtual tenha em seu programa, além de longas de ficção, curtas e documentários, também atrações musicais, de humor, entrevistas e conferências. Todo o material será disponibilizado de graça. O público só será incentivado a fazer doações para a OMS (Organização Mundial da Saúde) como forma de auxiliar o combate à covid-19. A programação completa do We Are One será anunciada nos próximos dias.

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    Festival de Veneza mantém data original em setembro

    20 de abril de 2020 /

    O Festival de Veneza confirmou nesta segunda-feira (20/4) que vai acontecer em setembro, data original de sua sua 77ª edição, apesar da pandemia de coronavírus que forçou o cancelamento de importantes eventos culturais em todo o mundo, como o Festival de Cannes, na França. “O calendário será de 2 a 12 de setembro para o 77º Festival de Cinema, dirigido por Alberto Barbera”, anunciou a Bienal de Veneza, organizadora do festival, em comunicado. Mas nem tudo acontecerá conforme originalmente previsto antes do mundo se enclausurar. Festival de cinema mais antigo do mundo, o evento italiano, que geralmente credencia mais de 2 mil jornalistas, será reduzido devido à crise sanitária, com exibições para um público limitado de críticos e com poucos convidados estrangeiros, explicaram os organizadores. Atualmente, a Itália está em um lockdown quase completo, com todos os cinemas e empresas não essenciais fechados. O país figura entre os mais atingidos pela pandemia de coronavírus no mundo, com 179 mil infecções confirmadas e mais de 23 mil mortes atribuídas ao contágio de covid-19, segundo dados do Instituto Johns Hopkins em 20 de abril. Mas a situação começa a se estabilizar, permitindo que planos para abrir o comércio deixem de ser apenas uma esperança distante. Se o Festival Veneza acontecer como planejado em setembro, poderá se beneficiar de uma rica seleção de filmes destinados a Cannes. Isto se não enfrentar a concorrência direta de uma edição tardia do evento francês. Oficialmente, a edição deste ano de Cannes não foi cancelada, apenas adiada por tempo indeterminado.

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    Festival de Cannes volta a ser adiado e pode virar evento digital

    14 de abril de 2020 /

    A organização do Festival de Cannes anunciou nesta terça (14/4) que o evento não será realizado na data prevista, entre o fim de junho e início de julho. Era óbvio que isso aconteceria. O anúncio foi feito um dia depois de o presidente da França, Emmanuel Macron, prolongar a quarentena no país, onde a organização de grandes eventos está proibida até meados de julho por conta da pandemia do novo coronavírus. “É claramente difícil supor que o Festival de Cannes possa ser realizado este ano em seu formato original”, diz a nota divulgada pelos organizadores. “No entanto, desde ontem à noite, iniciamos muitas discussões com profissionais, na França e no exterior. Eles concordam que o Festival de Cannes, um pilar essencial para a indústria cinematográfica, deve explorar todas as contingências que permitam apoiar o ano do cinema, tornando real o Cannes 2020, de uma maneira ou de outra”, acrescenta o comunicado. Inicialmente, a organização se manteve confiante de que o Festival seria realizado nas datas originais, entre 12 e 23 de maio. Porém, em março, o Cannes 2020 passou para o final de junho, o que também demonstrava otimismo exagerado. Mesmo diante da realidade, os organizadores evitavam abrir brechas para uma possível edição digital do evento. Isto porque Cannes chegou a banir os filmes da Netflix de sua competição, após pressão dos proprietários de cinemas da França, e a realização de uma versão do festival em streaming representaria uma reviravolta completa em sua posição original. Caso isso aconteça, Cannes perderá argumentos para continuar barrando produções da Netflix e de outras plataformas digitais em sua competição. A outra opção seria o cancelamento do festival neste ano, já que seria inviável a realização do evento no inverno europeu, enfrentando concorrência direta de Veneza. Atualmente, o Palais des Festivals, cinema da mostra competitiva de Cannes, está interditado e servindo de centro de atendimento da população sem-teto da cidade francesa.

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    Após adiamento, Festival de Cannes pode ser cancelado

    26 de março de 2020 /

    A organização do Festival de Cannes afirmou nesta quinta (26/3) que espera que o evento possa ser realizado em junho, mas já trabalha com a hipótese de uma nova data e mesmo com seu cancelamento. “Um adiamento pode ser, repetimos, ‘pode ser’ possível”, afirmaram os responsáveis pelo festival no site oficial do evento, na foram de um texto com perguntas e respostas. “Quando a decisão de cancelar o evento em maio foi considerada, todas as partes interessadas do setor nos pediram para não desistir de realizá-lo este ano”, acrescenta o texto. Mas o comunicado admite que o Festival de Cannes pode mesmo ser cancelado, diante dos efeitos contínuos do coronavírus na Europa e no mundo. “Seria um absurdo nos fixarmos em datas de um evento cultural quando o mundo inteiro está vivendo um período tão doloroso”. Atualmente, o Palais des Festivals, cinema em que são exibidos os filmes em competição de Cannes, está servindo de centro de atendimento da população sem-teto da cidade francesa, durante a interdição forçada pela pandemia do coronavírus.

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    Festival de Cannes passa a abrigar população sem-teto durante interdição do coronavírus

    24 de março de 2020 /

    O Palais des Festivals, cinema em que são exibidos os filmes em competição do Festival de Cannes, trocou o tapete vermelho dos grandes astros de Hollywood pela população sem-teto da cidade francesa, durante a interdição forçada pela pandemia do coronavírus. O tradicional festival de cinema deveria acontecer entre 12 e 23 de maio, mas na semana passada os organizadores adiaram o evento para o final de junho ou começo de julho. Imediatamente, na sexta-feira (20/3), o cartão-postal do festival começou a acolher os desabrigados. “Temos entre 50 e 70 pessoas aqui todas as noites”, disse Dominique Aude-Lasset, porta-voz da prefeitura de Cannes, para a agência Reuters. Reportagem da Reuteurs explicou que um funcionário de máscara mede a temperatura de cada sem-teto que entra no recinto, onde há uma área de alimentação, um bloco de chuveiros e um espaço comum com televisão e jogos, além da sala onde se estendem camas de campanha montadas em três fileiras longas. A iniciativa visa ajudar a minimizar a falta de locais apropriados para isolar os estimados 12 mil sem-teto que vivem nas ruas da França, após o presidente francês, Emmanuel Macron, orientar os 67 milhões de cidadãos franceses a ficarem em casa para se protegerem da pandemia e desacelerar sua disseminação. Existe o receio de que o coronavírus pode ter um impacto desproporcional nos sem-teto, que geralmente vivem sem acesso a condições sanitárias adequadas e às vezes sofrem de doenças subjacentes. Cannes dá um exemplo de como resolver a situação, ainda nem sequer mencionada pelas autoridades brasileiras.

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    Spike Lee critica Trump por chamar coronavírus de “vírus chinês”

    20 de março de 2020 /

    O diretor Spike Lee (“Infiltrado na Klan”) deu uma entrevista à revista Variety na condição de presidente do júri do Festival de Cannes, manifestando seu apoio à decisão dos organizadores de adiar o evento deste ano, que aconteceria em maio na França. Ele também aproveitou a oportunidade para manifestar seu descontentamento com a forma como o presidente dos EUA, Donald Trump, tem se referido à covid-19. “Eu queria que Trump parasse de dizer ‘o vírus chinês’. O presidente dos Estados Unidos precisa parar de chamar o coronavírus de ‘vírus chinês’. Ele está colocando os descendentes de asiáticos desse país em perigo. Será que não tem ninguém perto dele para dizer que ele não pode mais falar isso? Isso não ajuda nem um pouco”, disse o diretor. Ele também ressaltou as dificuldades que serão enfrentadas pelos trabalhadores, que precisam de resposta do governo. “Pessoas estão sendo dispensadas. Pessoas estão sendo demitidas. Pessoas não sabem de onde vai vir o dinheiro para pagar a próxima conta, como vão ver seus filhos. Quando as escolas fecharem, quem vai cuidar dos filhos deles? Isso é uma merda, uma loucura.” Spike Lee disse que iniciativas, como cancelamento de eventos, são inevitáveis diante do estado de calamidade mundial. “As coisas que nós amamos têm de ficar em segundo plano: filmes, TV, esportes, a NBA é um esporte mundial, o beisebol. Tantas coisas têm sido adiadas e eu concordo com essa decisão”. A mesma coisa vale para Cannes. “Não vamos esquecer que esse é o maior festival de cinema do mundo e eu serei o primeiro presidente negro do júri. Então veja, eu não posso fingir que sei o que vai acontecer amanhã. Todos têm de ajoelhar e rezar para que a gente saia dessa, que achemos uma vacina, que nos rearranjemos fisicamente, emocionalmente e financeiramente ao redor do mundo. Isso não é piada. Não é coisa de filme. As pessoas estão morrendo”, concluiu.

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    Festival de Cannes adia sua edição de 2020

    19 de março de 2020 /

    A organização do Festival de Cannes informou que o evento deste ano não será realizado na data prevista, de 12 a 23 de maio, como precaução contra a pandemia de coronavírus. Esta é a primeira vez que o festival é adiado desde 1950. Na segunda metade do século 20, o evento foi realizado mesmo durante o célebre maio de 1968, quando os estudantes tomaram as ruas de Paris em protestos generalizados contra o governo francês. Segundo a organização, atualmente está em discussão uma proposta de realizar o festival entre o final de junho e começo de julho, mas ainda não há uma nova data oficial. “Várias possibilidades estão sendo estudadas para manter a cerimônia, entre elas um simples adiamento para entre o fim de junho e o começo de julho”, diz o comunicado divulgado pela organização. “Assim que o desenvolvimento da situação sanitária francesa e internacional nos permitir avaliar a possibilidade real, daremos nossa decisão, de acordo com nossa consulta contínua ao governo francês e à prefeitura de Cannes”, completa o texto. Cannes é o mais recente de uma série de eventos que foram adiados em todo o mundo por causa da proliferação da covid-19. Mas os organizadores relutaram muito a tomar essa decisão. O adiamento só aconteceu após o presidente da França, Emmanuel Macron, colocar o país inteiro em quarentena, obrigando bloqueio total de suas fronteiras por pelo menos duas semanas. Na Europa, a França é o terceiro país mais impactado pela pandemia — atrás da Itália e da Espanha. Due to the health crisis and the development of the French and international situation, the Festival de Cannes will no longer be able to take place on the dates planned, from May 12 to 23. More info #Cannes2020 👉 https://t.co/peLmfw0gQW pic.twitter.com/SVWPasvU23 — Festival de Cannes (@Festival_Cannes) March 19, 2020

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    Bacurau estreia nos EUA com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes

    9 de março de 2020 /

    O filme “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, estreou no fim de semana nos EUA. Apesar do circuito limitadíssimo – a exibição aconteceu em apenas duas salas – , chamou atenção da crítica americana. Com muitos elogios, o filme atingiu 89% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Formalmente emocionante e narrativamente ousado, Bacurau baseia-se nas preocupações sociopolíticas brasileiras modernas para apresentar um drama contundente que embaralha gêneros”, resumiu o portal americano, em sua avaliação sobre as cerca de 90 críticas indexadas. “Parte do que torna o filme emocionante é como os cineastas organizam os gêneros a serviço de suas idéias, usando a forma do filme para desviar, provocar e surpreender”, publicou jornal The New York Times. “Não existe filme mais selvagem”, proclamou a rede BBC. “Deixa seu estômago com nós e sua cabeça num lugar muito estranho”, tentou descrever o crítico do Los Angeles Times. “O público da minha sessão não sabia se ria ou aplaudia. Então, fez os dois”, acrescentou o crítico da New York Magazine. “Altamente divertido”, sintetizou a revista Time Out. Vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cannes, o filme, que se passa numa comunidade nordestina que desaparece dos mapas, promove uma mistura de gêneros e envolve o espectador numa trama misteriosa/metáfora de resistência estrelada por Sonia Braga (“Aquarius”), Barbara Colen (idem), Karine Teles (“Benzinho”) e pelo alemão Udo Kier (do clássico “Suspiria”), entre outros.

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    Diretor de Parasita tem recepção de herói na Coreia do Sul

    16 de fevereiro de 2020 /

    O diretor de “Parasita”, Bong Joon-ho, desembarcou na Coreia do Sul neste domingo (12/2) após conquistar quatro estatuetas do Oscar, inclusive o de Melhor Filme, e teve uma recepção de herói. Cerca de 300 repórteres e fãs o aguardavam o cineasta no Aeroporto Internacional de Incheon, e ele foi saudado com aplausos efusivos ao sair da área de desembarque internacional. “Obrigado pelos aplausos, gostaria de enviar aplausos de volta a vocês por lidarem tão bem com o coronavírus”, disse Bong aos jornalistas, que usavam máscaras de proteção. “Vou me juntar aos esforços para superar o corona lavando minhas mãos cuidadosamente. Feliz de estar em casa”. Bong Joon-ho ainda pediu desculpas por dar tanto trabalho, fazendo a imprensa do país se deslocar para o exterior desde maio passado, quando “Parasita” venceu o Festival de Cannes. Comentando que a agenda internacional foi muito longa, ele ressaltou que ficou “feliz por tudo terminar bem”. E acrescentou: “agora posso voltar ao meu trabalho principal, que é criar filmes”. Ele terminou dizendo que dará uma entrevista coletiva sobre o Oscar com o elenco do filme na próxima quarta-feira (19/2). “Parasita” foi a primeira produção falada em língua estrangeira a conquistar o Oscar de Melhor Filme nos 92 anos de história do prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA.

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    O Farol é estudo da natureza humana em forma de terror

    19 de janeiro de 2020 /

    Novo trabalho do cineasta Robert Eggers (do ótimo terror “A Bruxa”), “O Farol” acompanha dois faroleiros, um jovem (Robert Pattinson) e um experiente (Willem Dafoe), deixados numa ilha árida e deserta para operarem o farol de lá. A trama se passa no século 19 e, assim como em “A Bruxa”, o diretor adota um ritmo mais lento, mais contemplativo, e constrói a sua narrativa por meio de diálogos retirados de documentos antigos. Visando aproximar-se da época retratada, Eggers optou por filmar com película preto e branco e no formato de tela 1.19:1, dando ao filme a aparência de obra antiga e desgastada. Este formato de tela era comum na época de transição do cinema mudo para o cinema falado. E “O Farol” homenageia esse período, especialmente o cinema expressionista alemão, tanto na imagem quanto no som. Boa parte do início do filme é rodada inteiramente sem diálogos. A ausência de falas, porém, é compensada pela cacofonia de sons diegéticos (o vento, o maquinário, o farol, etc) e extradiegéticos (a trilha sonora marcante). Estes sons servem como pequenos desconfortos que guiarão os personagens por uma lenta espiral de loucura. E Eggers enfatiza essa loucura ao aproximar sua câmera do rosto dos dois atores. Williem Dafoe encarna o experiente faroleiro como alguém satisfeito com a sua função. Ele encontrou o seu propósito e não deseja mais nada para si – por mais que o trabalho tenha lhe custado a família. Já Robert Pattinson oferece um contraponto. Embora fale do seu desejo de se acalmar e morar em um local tranquilo, seu personagem é uma espécie de um tubarão, um ser que precisa estar em constante movimento. O trabalho no farol é provisório, como tudo na sua vida. Não é de se estranhar, portanto, que suas atitudes mudem justamente quando ele passa a se sentir preso naquele lugar. Os planos fechados usados pelo diretor capturam toda a expressividade das atuações, compostas com um exagero proposital e ampliadas pelas sombras que marcam os rostos dos atores. A bela direção de fotografia de Jarin Blaschke (mesmo de “A Bruxa”) faz uso da escuridão para transformar homens em silhuetas e diminuir ainda mais a razão de aspecto da imagem – ampliando, com isso, a sensação de claustrofobia. A fotografia expressionista também serve para ilustrar as dicotomias entre os dois personagens. Enquanto o experiente faroleiro sente um prazer orgástico em ser engolido pela luz do farol, o outro fica relegado às sombras. E tais sombras simbolizam os segredos e a loucura prestes a emergirem. Aos poucos, visões de monstros marinhos se misturam com lembranças e segredos do passado. Realidade e fantasia se confundem até se tornarem indiscerníveis. Capaz de criar imagens belíssimas, como aquela na qual um navio desaparece em meio à névoa, condenando os personagens à solidão, Eggers não está interessado em fornecer respostas fáceis para o público. Seu interesse é em observar como aquelas pessoas reagem às situações extremas em que são colocadas. Quais caminhos eles percorrem quando não há para onde ir. “O Farol” é uma obra que se utiliza de monstros e metáforas para estudar a natureza humana, o trauma, a solidão e a loucura. É também, assim como o trabalho anterior do cineasta, um excelente filme de terror.

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    Spike Lee vai presidir o Festival de Cannes em 2020

    14 de janeiro de 2020 /

    A organização do Festival de Cannes anunciou nesta terça (14/1) que o diretor americano Spike Lee foi escolhido como o próximo presidente do juri internacional do grande evento de cinema, responsável pela premiação da Palma de Ouro. Lee será o primeiro negro a presidir o prestigioso festival francês em seus 73 anos de sua existência. “Quando me chamaram para presidir o juri de Cannes 2020 não acreditei, fiquei feliz, surpreso e orgulhoso ao mesmo tempo”, revelou o cineasta de 62 anos, em comunicado oficial. O diretor também se declarou “honrado” por ser o primeiro afro-descendente a assumir este cargo no festival. Ele apresentou sete de seus filmes no Festival de Cannes e recebeu o Grande Prêmio do Júri em 2018 por “Infiltrado na Klan” (BlackkKlansman). Além de presidir o júri, ele também receberá uma homenagem pelas realizações de sua carreira, com a entrega de uma Palma de Ouro honorária. Spike Lee terá a tarefa de suceder o diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, que presidiu a premiação com louvor no ano passado, apresentando ao mundo “Parasita”, do sul-coreano Bong Joon Ho, vencedor da Palma de Ouro em 2019. O Festival de Cannes de 2020 vai acontecer entre 13 e 23 de maio na Riviera Francesa.

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    Retrospectiva: Os Melhores Filmes de 2019

    9 de janeiro de 2020 /

    Listas de fim de ano são uma tradição no exercício da frustração. Elas sempre deixam de fora algum título esquecido pela crítica ou favorito do público. Na tentativa de remediar os “esquecimentos”, neste ano a Pipoca Moderna, por meio de seu editor, reuniu uma coleção de listas para vários gostos e inclinações. Além do Top 10, foram relacionados diversos Top 5 em diferentes categorias – que abrangem desde as divisões tradicionais de gênero até um “mapa” da produção cinematográfica mundial, sem esquecer algumas peculiaridades do mercado, como o crescimento do streaming e as deficiências do circuito nacional. À exceção de duas listas específicas, foram considerados apenas filmes lançados no Brasil em 2019, tanto na programação de cinema – em alguns casos, apenas em São Paulo – quanto em streaming – filmes da Netflix, Amazon ou oferecidos para locação via Video On Demand no YouTube, Google Play, iTunes, etc. Melhor filme de 2019, o vencedor do Festival de Cannes “Parasita”, de Bong Joon Ho, também liderou mais duas listas: de melhor filme de suspense e de produção asiática. Vale observar que os títulos do Oriente Médio foram computados juntos do cinema africano, pois ambos são sub-representados no mercado nacional, e que faltaram produções da Oceania para somar um Top 5. A seleção também reflete a falsa polêmica de Martin Scorsese, que acusou os filmes da Marvel de não serem cinema. “Vingadores: Ultimato” entrou no Top 10, assim como outras adaptações de quadrinhos, como “Coringa” e “Homem-Aranha no Aranhaverso”. Mas “O Irlandês”, incensado drama de 3h30 de streaming do diretor americano, não. A Netflix, entretanto, está bem defendida na seleção pelo melhor drama americano de 2019: “História de um Casamento”, de Noah Baumbach – além de aparecer com outras produções. Indicado para representar o Brasil no Oscar, “Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, é o top nacional, seguido por “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Ambos os filmes foram premiados no mesmo Festival de Cannes que consagrou “Parasita”, e encabeçam uma lista especialmente indicada para quem, como Jair Bolsonaro, não conhece o cinema de qualidade feito no país. A análise de todos os lançamentos de 2019 também deixou evidente que a maioria dos filmes distribuídos no mercado brasileiro é muito fraca. E como Bolsonaro vetou incentivos para ampliar o parque exibidor, isso deve se perpetuar, negando espaço nas telas para filmes premiados e cultuadíssimos. O fato de a comédia de terror “Ready or Not” sair direto em streaming em VOD, quando representou um dos maiores sucessos do gênero nos EUA, também diz muito sobre as decisões tomadas pelos estúdios nacionais. Pior que isso é constatar a qualidade dos títulos que nem sequer têm previsão de lançamento em qualquer tela do país. Não há maior incentivo à pirataria que a “curadoria” mesquinha do mercado e um governo que trabalha para travar todo o setor. Confira abaixo as listas de cinema com os melhores títulos de 2019. 10 MELHORES FILMES DE 2019         1. Parasita | Cine 2. História de um Casamento | Netflix 3. Coringa | Cine 4. Dor e Glória | Cine 5. Amor Até as Cinzas | Cine 6. Homem-Aranha no Aranhaverso | Cine 7. Vingadores: Ultimato | Cine 8. Entre Facas e Segredos | Cine 9. Guerra Fria | Cine 10. Era uma Vez em Hollywood | Cine         5 MELHORES FILMES BRASILEIROS DE 2019             1. Bacurau | Cine 2. A Vida Invisível | Cine 3. Deslembro | Cine 4. Temporada | Cine 5. Divino Amor | Cine             5 MELHORES FILMES DE DRAMA DE 2019             1. História de um Casamento | Netflix 2. Dor e Glória | Cine 3. Amor Até as Cinzas | Cine 4. Guerra Fria | Cine 5. Oitava Série | VOD               5 MELHORES FILMES DE COMÉDIA DE 2019             1. Entre Facas e Segredos | Cine 2. Fora de Série | Cine 3. Meu Nome É Dolemite | Netflix 4. A Maratona de Brittany | Cine 5. Meu Eterno Talvez | Netflix               5 MELHORES FILMES DE AÇÃO E AVENTURA DE 2019             1. Os Aeronautas | Amazon 2. John Wick 3: Parabellum | Cine 3. Vingança a Sangue Frio | Cine 4. Operação Fronteira | Netflix 5. Implacável | VOD               5 MELHORES FILMES DE SCI-FI DE 2019             1. Ad Astra | Cine 2. High Life | Cine 3. I Am Mother | Netflix 4. Code 8 | VOD 5. A Gente Se Vê Ontem | Netflix               5 MELHORES FILMES DE SUSPENSE DE 2019             1. Parasita | Cine 2. Entre Facas e Segredos | Cine 3. Predadores Assassinos | Cine 4. O Professor Substituto | Cine 5. Em Trânsito | Cine               5 MELHORES FILMES DE TERROR DE 2019             1. Nós | Cine 2. Climax | Cine 3. Border | Cine 4. Ready or Not | VOD 5. Midsommar | Cine               5 MELHORES FILMES DE ANIMAÇÃO DE 2019             1. Homem-Aranha no Aranhaverso | Cine 2. Perdi Meu Corpo | Netflix 3. Link Perdido | Cine 4. Toy Story 4 | Cine 5. Como Treinar seu Dragão 3 | Cine               5 MELHORES FILMES DE QUADRINHOS DE 2019             1. Coringa | Cine 2. Homem-Aranha no Aranhaverso | Cine 3. Vingadores: Ultimato | Cine 4. Homem-Aranha: Longe de Casa | Cine 5. Shazam! | Cine               5 MELHORES FILMES DE ROCK DE 2019             1. Rocketman | Cine 2. Yesterday | Cine 3. A Música da Minha Vida | Cine 4. The Dirt | Netflix 5. As Loucuras de Rose | Cine               5 MELHORES DOCUMENTÁRIOS INTERNACIONAIS DE 2019             1. O Silêncio dos Outros | Cine 2. Fyre Festival | Netflix 3. Indústria Americana | Netflix 4. One Child Nation | Amazon 5. Apollo 11 | VOD               5 MELHORES DOCUMENTÁRIOS BRASILEIROS DE 2019             1. Bixa Travesty | Cine 2. Estou me Guardando pra Quando o Carnaval Chegar | Cine 3. O Barato de Iacanga | Cine 4. Torre das Donzelas | Cine 5. Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos | Cine           5 MELHORES FILMES LATINO-AMERICANOS DE 2019             1. Pássaros de Verão | Cine 2. A Camareira | Cine 3. A Odisseia dos Tontos | Cine 4. Vermelho Sol | Cine 5. Tarde para Morrer Jovem | Cine               5 MELHORES FILMES EUROPEUS DE 2019             1. Dor e Glória | Cine 2. Guerra Fria | Cine 3. Uma Mulher Alta | Cine 4. Climax | Cine 5. O Professor Substituto | Cine               5 MELHORES FILMES AFRICANOS E ÁRABES DE 2019             1. Cafarnaum | Cine 2. O Paraíso Deve ser Aqui | Cine 3. Atlantique | Netflix 4. Adam | Cine 5. Rafiki | Cine               5 MELHORES FILMES ASIÁTICOS DE 2019             1. Parasita | Cine 2. Amor Até as Cinzas | Cine 3. Assunto de Família | Cine 4. O Fim da Viagem, o Começo de Tudo | Cine 5. Longa Jornada Noite Adentro | Cine               5 MELHORES FILMES DE STREAMING DE 2019             1. Uma História de Casamento | Netflix 2. Os Aeronautas | Amazon 3. Oitava Série | VOD 4. Fé Corrompida | VOD 5. Meu Nome É Dolemite | Netflix               5 MELHORES FILMES DE 2019 QUE ESTREIAM ATÉ O OSCAR               1. 1917 | Cine 2. Jóias Brutas | Netflix 3. Jojo Rabbit | Cine 4. Retrato de uma Jovem em Chamas | Cine 5. Adoráveis Mulheres | Cine               5 MELHORES FILMES DE 2019 SEM PREVISÃO PARA O BRASIL             1. One Cut of the Dead (Japão) 2. The Last Black Man in San Francisco (EUA) 3. The Standoff at Sparrow Creek (EUA) 4. The Nightingale (Austrália) 5. Extreme Job (Coreia do Sul)  

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    A Vida Invisível fica fora do Oscar 2020

    16 de dezembro de 2019 /

    O Brasil está fora da disputa pelo Oscar 2020 de Melhor Filme Internacional. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos divulgou nesta segunda (16/12), uma lista com um primeiro corte de indicados, e “A Vida Invisível”, o concorrente brasileiro, não ficou entre os 10 pré-selecionados. A lista reúne filmes que estavam sendo considerados favoritos ao prêmio, como “Parasita”, de Bong Joon Ho, “Dor e Glória”, de Pedro Almodóvar, e “Les Misérables”, de Ladj Ly. A seleção também emplacou “Uma Mulher Alta”, de Kantemir Balagov, lançado no fim de semana passado nos cinemas brasileiros, e “Atlantics”, de Mati Diop, disponibilizado pela Netflix em novembro. Ao contrário deste ano, em que “Roma”, de Alfonso Cuarón, venceu o então chamado Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, nenhum título latino-americano foi selecionado. “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, era o candidato sul-americano de maior projeção, após vencer a mostra Um Certo Olhar, no Festival de Cannes, e conseguir indicação ao Spirit Awards, considerado o “Oscar do cinema independente americano”. Além disso, vinha aparecendo em listas de Melhores do Ano da imprensa americana. As chances de Oscar para o Brasil agora estão na categoria de Melhor Documentário, onde “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa, conseguiu emplacar entre os pré-selecionados. Os finalistas de todas as categorias serão anunciados no dia 13 de janeiro e os vencedores conhecidos em 9 de fevereiro, em cerimônia transmitida ao vivo para o Brasil pelos canais TNT e Globo. Confira abaixo a lista das 10 produções que seguem na disputa por 5 indicações ao Oscar de Melhor Filme Internacional. “Aqueles que Ficaram” (Hungria) “Atlantics” (Senegal) “Corpus Christi” (Polônia) “Dor e Glória” (Espanha) “Honeyland” (Macedônia do Norte) “Les Misérables” (França) “Parasita” (Coreia do Sul) “The Painted Bird” (República Tcheca) “Truth and Justice” (Estônia) “Uma Mulher Alta” (Rússia)

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