Fargo | Juno Temple enfrenta sequestradores no trailer da 5ª temporada
O canal pago americano FX divulgou o trailer da 5ª temporada de “Fargo”, que mostra Juno Temple (de “Ted Lasso”) dando trabalho a dois raptores, ao melhor estilo de “Esqueceram de Mim” (1990), e agindo diante da polícia como se nada tivesse acontecido. Segundo a sinopse oficial, o xerife da Dakota do Norte Roy Tillman (Jon Hamm, de “Mad Men”) está procurando por Dot (Juno Temple) há muito tempo. Fazendeiro, religioso e homem da lei constitucional, Roy acredita que é a lei e, portanto, está acima dela. Ao seu lado está seu filho leal, mas irresponsável, Gator (Joe Keery, de “Stranger Things”), que está desesperado para provar seu valor ao pai grandioso. Para caçar Dot, Roy convoca Ole Munch (Sam Spruell, de “Busca Implacável 3”), um vagabundo sombrio de origem misteriosa. Com seus segredos mais profundos começando a ser desvendados, Dot tenta proteger sua família de seu passado, mas seu amoroso e bem-intencionado marido Wayne (David Rysdahl, de “Oppenheimer”) continua correndo para sua mãe, Lorraine Lyon (Jennifer Jason Leigh, de “Os Oito Odiados”), em busca de ajuda. O elenco também inclui Dave Foley (“Dr. Ken”), Richa Moorjani (“Eu Nunca…”) e Lamorne Morris (“New Girl”). A 5ª temporada da série criada por Noah Hawley estreia em 21 de novembro nos Estados Unidos, mas ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Atriz de “Pistol” vai estrelar primeira série de “Alien”
A atriz Sydney Chandler, que viveu o roqueira Chrissie Hynde na série “Pistol”, foi confirmada como protagonista da primeira série da franquia “Alien”. Desenvolvida por Noah Hawley (criador de “Fargo” e “Legion”), a série será um prólogo passado na Terra e não contará com nenhum personagem dos filmes, incluindo Ellen Ripley (interpretada Sigourney Weaver). Além de Hawley, o diretor Ridley Scott, que assinou o primeiro e o último filme da franquia, está envolvido no projeto como produtor. No ano passado, John Landgraf, chefe de programação do canal pago FX, informou que a série abordará um período anterior a tudo o que já vimos na franquia. “É a primeira história da franquia Alien que se passa na Terra. Acontece em nosso planeta, perto do final deste século em que estamos – daqui a 70 e poucos anos”, revelou o executivo. Ainda não há previsão para a estreia da série, que deve chegar ao Brasil pela plataforma Star+. Além da série, a Star+ também vai receber um novo filme da franquia, dirigido por Fede Alvarez (“Millennium: A Garota na Teia de Aranha”), que atualmente está em produção na Hungria.
Joe Keery vai estrelar 5ª temporada de “Fargo”
O ator Joe Keery vai trocar provisoriamente Hawkins, Indiana, por Fargo, na Dakota do Norte. O intérprete de Steve em “Stranger Things” foi confirmado no elenco da 5ª temporada da série “Fargo”, do canal pago FX. Ele interpretará um personagem chamado Gator Tillman, mas as informações são escassas no momento. Com um formato de antologia, “Fargo” traz uma nova história criminal e um elenco diferente a cada temporada. E a principal pista sobre os novos episódios foi revelado em fevereiro passado, quando a produção foi confirmada com uma descrição em forma de perguntas: “Quando é que um rapto não é um rapto, e se a sua mulher não fosse a sua mulher?”. Keery se junta a um elenco grandioso, que já tinha confirmado as participações de Jon Hamm (“Mad Men”), Juno Temple (“Ted Lasso”) e Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”), e agora anunciou também Lamorne Morris (“New Girl”) e Richa Moorjani (“Eu Nunca…”). As gravações devem começar em poucas semanas e ainda não há previsão de estreia dos novos episódios.
Jon Hamm vai estrelar 5ª temporada de “Fargo”
O canal pago americano FX anunciou o elenco central da 5ª temporada de “Fargo”, que será formado por Jon Hamm (“Mad Men”), Juno Temple (“Ted Lasso”) e Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”). Como de costume, o criador Noah Hawley está mantendo os detalhes da trama escassos. O máximo que se sabe dos personagens é seu nome: “Roy” para Hamm, “Dot” para Temple e “Lorraine” para Leigh. Com um formato de antologia, “Fargo” traz uma nova história criminal e um elenco diferente a cada temporada. A confirmação dos novos episódios, em fevereiro passado, foi acompanhada por uma descrição em forma de perguntas: “Quando é que um rapto não é um rapto, e se a sua mulher não fosse a sua mulher?”. A 5ª temporada deve se passar nos dias atuais – ou, pelo menos, em 2019, de acordo com o padrão da temporadas alternadas entre tramas do passado e do presente. O quarto ano de produção, estrelado por Chris Rock, foi ambientado na década de 1950. Ainda não há previsão de estreia dos novos episódios.
Chefe da FX revela vários detalhes da série de “Alien”
A série baseada na franquia “Alien” ganhou mais detalhes nesta quinta (17/2), durante a teleconferência do CEO da FX, John Landgraf, com a Associação dos Críticos de Televisão dos EUA (TCA, na sigla em inglês). Landgraf revelou que já leu os roteiros de cinco episódios e confirmou que a trama, desenvolvida por Noah Hawley (criador de “Fargo” e “Legion”), será um prólogo passado na Terra e não contará com nenhum personagem dos filmes, incluindo Ellen Ripley (interpretada Sigourney Weaver). “’Alien’ se passa antes de Ripley”, disse ele. “É a primeira história da franquia Alien que se passa na Terra. Acontece em nosso planeta, perto do final deste século em que estamos – daqui a 70 e poucos anos.” “Tudo o que posso dizer é que Ripley não fará parte disso, e nem qualquer outro personagem além do próprio alien”, acrescentou. “Noah tem uma capacidade incrível de encontrar uma maneira de ser fiel e mostrar fidelidade a uma criação original, como fez com os irmãos Coen [com ‘Fargo’] ou agora com o filme de Ridley Scott e ‘Aliens’, de James Cameron, mas também de trazer algo novo que representa uma extensão e reinvenção ao mesmo tempo. Ele fez um trabalho magistral com ‘Alien’, assim como fez com ‘Fargo’. Há algumas grandes surpresas reservadas para o público.” O chefe da FX acredita que a produção será bastante original, apesar de fiel à franquia. “Espero que sintam que a produção é fiel à franquia que amam, mas também uma reinvenção corajosa e original dessa franquia”, comentou. “Colocar a trama na Terra é realmente interessante. Temos que pensar no futuro do planeta em termos de meio ambiente, governança, tecnologia e criar e projetar uma versão do planeta no futuro… Noah quer fazer isso de uma maneira distinta e original.” Além de Hawley, o diretor Ridley Scott, que assinou o primeiro e o último filme da franquia, está envolvido no projeto como produtor. Mas ainda vai demorar para o público ver qualquer episódio. Landgraf afirmou que Hawley precisará terminar de escrever e produzir uma nova temporada de “Fargo” – que acabou de ser renovada para a 5ª temporada – antes de começar a gravar “Alien”. “Precisamos gravar ‘Fargo’ no inverno (nosso próximo verão), então vamos fazer ‘Fargo’ antes de ‘Alien’, embora tenhamos mais roteiros prontos para ‘Alien’ do que ‘Fargo’”, disse o executivo. “Noah está escrevendo as dois suas séries neste instante.” Ele acrescentou que recebeu, até agora, apenas um roteiro de ‘Fargo’ contra cinco de ‘Alien’.
“Fargo” e “Dave” são renovadas
O canal pago FX renovou as séries “Fargo” e “Dave” para novas temporadas. O anúncio foi feito nesta quinta (17/2) durante a teleconferência do CEO da FX, John Landgraf, com a Associação dos Críticos de Televisão dos EUA (TCA, na sigla em inglês). Criada por Noah Hawley, a série vagamente inspirada no filme “Fargo” (1996), dos irmãos Coen, vai para sua 5ª temporada, que será ambientada em 2019. Com um formato de antologia, “Fargo” traz uma nova história criminal e um novo elenco a cada temporada. A confirmação dos novos episódios foi acompanhada por uma descrição em forma de perguntas: “Quando é que um rapto não é um rapto, e se a sua mulher não fosse a sua mulher?”. Já a comédia “Dave” recebeu sinal verde para produzir sua 3ª temporada. Protagonizada e produzida por Dave Burd, também conhecido por seu nome de rapper, Lil Dicky, a série segue um versão fictícia do comediante, como um neurótico suburbano de quase 30 anos que se convenceu que está destinado a ser um dos melhores rappers de todos os tempos. Diante do aumento da pressão da gravação do primeiro álbum, Dave terá que decidir se precisa decidir se vale apena sacrificar as suas amizades, paixões e o seu próprio bem-estar para que o seu sonho se torne realidade. Os novos episódios das duas séries ainda não têm previsão de estreia.
Fargo: Vídeo de bastidores apresenta personagens, época e tema da 4ª temporada
O canal pago americano FX divulgou um vídeo inédito dos bastidores da 4ª temporada de “Fargo”, com depoimentos de atores como Chris Rock (“Gente Grande”) e Jason Schwartzman (“Moonrise Kingdom”), além do criador da série Noah Hawley. A prévia apresenta os personagens, o período histórico e o tema da série. “É uma história atemporal, que pergunta: se os EUA são uma nação de imigrantes, como um se torna americano?”, diz Hawley. Transformada numa produção de época, a trama do quarto ano troca a zona rural contemporânea do centro-oeste americano pela metrópole de Kansas City durante os anos 1950, onde dois grupos de migrantes se encontram: os europeus, que chegam da Itália, e os afro-americanos, vindos dos estados mais racistas do Sul, com suas leis discriminatórias. Diante do conflito dos dois grupos pelo controle do tráfico de drogas na cidade, uma tênue paz é organizada por meio de um pacto inusitado: os chefes de cada grupo rival aceitam criar o filho do outro. Isto significa que Chris Rock interpreta um pai que entregou sua própria criança para ser criado pelo chefe do grupo inimigo e, em contrapartida, pegou o herdeiro do inimigo para criar. Este equilíbrio tênue, porém, não resiste por muito tempo, bastando o chefe da máfia precisar passar por uma cirurgia num hospital para tudo mudar. Além dos citados, o elenco também destaca Ben Whishaw (“O Retorno de Mary Poppins”), Jessie Buckley (“Chernobyl”), Jack Huston (“Ben-Hur”), Timothy Olyphant (“Santa Clarita Diet”) e o músico Andrew Bird (“O Caminho”). A estreia da 4ª temporada vai acontecer em 27 de setembro nos EUA.
Disney paralisa produções de séries, incluindo Fargo e Genius: Aretha
A Disney Television Studios anunciou a interrupção da produção de suas séries, inclusive de todos os pilotos já encomendados para a próxima temporada. O estúdio, que inclui atrações das produtoras 20th Century Fox, ABC Studios e Fox 21, já tinha interrompido na quinta-feira (12/3) as gravações de “Grey’s Anatomy”, seguindo orientação da prefeitura de Los Angeles a respeito de aglomerações de mais de 50 pessoas. Mas, nesta sexta (13/3), o presidente Donald Trump declarou situação de emergência nos EUA, levando a uma paralisação total de Hollywood. As séries afetadas incluem a 3ª temporada da antologia “Genius”, que aborda a carreira da cantora Aretha Franklyn, atualmente em produção para o canal pago NatGeo, as séries da Fox “Empire” e “The Resident”, além de “Queen of the South”, estrelada por Alice Braga no canal pago USA e até a vindoura programação completa do canal FX, com as novas temporadas de “Atlanta”, “Fargo”, “Pose” e “Snowfall”. Também foram afetados os projetos em coprodução com outros estúdios, como o piloto de “The Brides” e a 1ª temporada de “Y” (ambos com a WBTV) e “Rebel” (com a Sony TV). Já as séries exibidas na rede ABC devem concluir os episódios em que estão trabalhando e encerrar as temporadas no ponto em que estiverem. A princípio, a interrupção para as demais atrações deverá durar pelo menos três semanas.
Fargo: Chris Rock enfrenta a máfia no trailer da 4ª temporada
O canal pago americano FX divulgou o primeiro trailer da 4ª temporada de “Fargo”, que será estrelada pelo humorista Chris Rock. A prévia confirma que os novos episódios terão humor mais evidente que nas temporadas anteriores, mas isso não vai tornar a série mais leve, já que não faltam drogas e violência na prévia. Além da mudança de tom e de apresentar seu primeiro protagonista negro, a série de antologia criminal criada por Noah Hawley também está alterando sua locação. A trama sai da zona rural do centro-oeste americano para retratar a metrópole de Kansas City. E ainda retrocede bastante no tempo para contar uma história passada durante os anos 1950. A 4ª temporada vai explorar o encontro de dois grupos de migrantes na cidade grande: os europeus, que vieram da Itália, e os afro-americanos, que deixaram os estados mais racistas do Sul, com suas leis discriminatórias. Diante do conflito dos dois grupos pelo controle do tráfico de drogas na cidade, uma tênue paz é organizada por meio de um pacto inusitado: cada família rival vai criar o filho do chefe da outra. Isto significa que Chris Rock interpreta um pai que entregou sua própria criança para ser criado pelo chefe do grupo inimigo e, em contrapartida, pega o herdeiro do inimigo para criar. Até que o chefe da máfia resolve fazer uma cirurgia de rotina e morre no hospital, mudando tudo. O elenco também destaca Ben Whishaw (“O Retorno de Mary Poppins”), Jessie Buckley (“Chernobyl”), Jack Huston (“Ben-Hur”), Jason Schwartzman (“Moonrise Kingdom”), Timothy Olyphant (“Santa Clarita Diet”) e o músico Andrew Bird (“O Caminho”). A estreia da 4ª temporada vai acontecer em abril, em data ainda não divulgada.
Chris Rock vai estrelar a 4ª temporada de Fargo, que abordar a máfia nos anos 1950
O canal pago americano FX anunciou a produção da 4ª temporada da série “Fargo”, que será estrelada pelo humorista Chris Rock. A novidade foi anunciada pelo presidente do canal, John Landgraf, durante o encontro semestral entre executivos da indústria televisiva e imprensa organizado pela TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). Além de um protagonista negro, a série de antologia criminal criada por Noah Hawley também vai mudar sua locação, saindo da zona rural do centro-oeste americano para a metrópole de Kansas City, e irá retroceder ainda mais no tempo. Até então, apenas a 2ª temporada tinha sido um flashback, passado nos anos 1970. Desta vez, porém, a história irá acontecer durante os anos 1950. A trama vai explorar o encontro de dois grupos migratórios na cidade grande: os europeus, que vieram da Itália, e os afro-americanos, que deixaram os estados mais racistas do Sul, com suas leis discriminatórias. Diante do conflito dos dois grupos pelo controle do tráfico de drogas na cidade, uma tênue paz é organizada por meio de um pacto inusitado. Chris Rock vai interpretar um pai que entregou seu filho para ser criado pelo chefe do grupo inimigo e, em contrapartida, pegará o filho do inimigo para criar. É então que o chefe da máfia resolve fazer uma cirurgia de rotina e morre no hospital, fazendo com que tudo mude. “Sou fã de ‘Fargo’ e mal posso esperar para trabalhar com o showrunner Noah Hawley”, disse Chris Rock, num comunicado. O restante do elenco e a data de estreia da 4ª temporada ainda não foram confirmados.
Kirsten Dunst está grávida do primeiro filho
A atriz Kirsten Dunst, até hoje lembrada por sua atuação como Mary Jane na trilogia de “Homem Aranha” (2002-2007), está esperando seu primeiro filho. A gravidez de Dunst foi revelada nesta quarta-feira (13/12) pelo site da revista Us Weekly. Segundo a publicação, a atriz já teria confidenciado a gravidez a amigos próximos, como os estilitas Kate e Laura Mulleavy. Ela namora o ator Jesse Plemons desde que interpretaram um casal na 2ª temporada de “Fargo”, e no começo de 2017 anunciaram planos de noivado. Dunst e Plemons pretendem se casar no final do primeiro semestre de 2018 em Austin, no Texas.
Ewan McGregor e Mary Elizabeth Winstead são flagrados aos beijos após cenas quentes em Fargo
O jornal britânico The Sun divulgou neste domingo (22) um flagra do ator Ewan McGregor, clicado em clima de romance com a atriz Mary Elizabeth Winstead em uma cafeteria em Londres, na Inglaterra. Eles contracenaram recentemente na 3ª temporada da série “Fargo”, onde compartilharam cenas quentes, como um banho de espumas numa banheira. McGregor é casado desde 1995 com a figurinista francesa Eve Mavrakis, com quem tem quatro filhos. Os dois estavam sendo alvos de rumores de separação, após serem clicados sem alianças. No entanto, nenhum deles havia confirmado o divórcio. Já Mary era casada com o roteirista Riley Stearns desde 2010, mas se separou em maio de forma amigável. Os atores não buscaram esconder o relacionamento e foram vistos aos beijos por funcionários, clientes e um paparazzi, que fez as fotos. Ele ainda revelou que após o jantar e muitas carícias, eles saíram do estabelecimento e foram embora na moto de Ewan. Clique nas fotos abaixo para ampliá-las.
The Handmaid’s Tale vence o Emmy 2017 e inicia nova era na “televisão”
Mais importante premiação da televisão americana, o Emmy 2017, que aconteceu na noite de domingo (17/9) em Los Angeles, foi marcado por vitórias de produções de temática feminina, por talentos que denotam a diversidade atual da indústria televisiva e pela ascensão irreversível do streaming. Pela primeira vez, uma produção de streaming venceu o cobiçado Emmy de Melhor Série de Drama. E não só este prêmio. “The Handmaid’s Tale” foi a série mais premiada da noite, empatada com a minissérie “Big Little Lies” da HBO, ambas com cinco Emmys. A importância desta conquista equivale à virada da antiga “TV a cabo”, quando “Família Soprano” (The Sopranos) se tornou a primeira série de um canal pago a vencer o Emmy da categoria em 2004. Faz apenas 13 anos, mas a repercussão foi tanta que transformou a HBO numa potência televisiva. Na época, a própria HBO dizia que não era TV, era HBO e pronto, e isso também se refletia no fato de as atrações do “cabo” terem sido segregadas durante vários anos – elas tinham uma premiação a parte até 1997, porque não se encaixavam no que era entendido como “televisão”. Hoje, a TV paga domina o Emmy. Lembrar disso é uma forma de dimensionar o que significa a Academia da Televisão dos Estados Unidos aclamar um programa que já nem é transmitido por cabo, mas pela internet, e não necessariamente para um monitor televisivo. Nova mudança de paradigma. Outra característica subversiva de “The Handmaid’s Tale” é que, embora seja streaming, não é uma produção da Netflix, cujo crescimento foi referenciado no monólogo de abertura do apresentador Stephen Colbert. A atração faz parte da Hulu, que é (era?) considerada apenas a terceira força do mercado de streaming americano, atrás também da Amazon e disponível apenas nos Estados Unidos e Japão. A série é inédita no Brasil. A atenção despertada pelo Emmy deve mudar o jogo para a Hulu. Plataforma criada como joint venture por quatro estúdios (Disney, Fox, Universal e Warner), o serviço vem se destacando pela qualidade de suas produções exclusivas. Com “The Handmaid’s Tale”, tem agora um impressionante cartão de visitas. Afinal, a obra fez a limpa nas categorias de Drama: Melhor Série, Atriz (Elizabeth Moss), Atriz Coadjuvante (Ann Dowd), Roteiro (Bruce Miller) e Direção (Reed Morano), além de ter vencido antecipadamente o prêmio de Melhor Atriz Convidada (Alexis Bledel). Na semana passada, o executivo-chefe da Hulu, Mike Hopkins, disse em um evento no Paley Center em Nova York que conquistar um Emmy que fosse seria uma benção para a plataforma, ajudando-a a atrair novos assinantes e talentos criativos. A vitória contundente deve mudar tudo em relação aos planos de desenvolvimento e expansão do negócio. Afinal, a Disney (dona de 30% da Hulu) já tinha avisado ao mercado que lançaria sua própria plataforma exclusiva de streaming em 2019. A sci-fi distópica e dramática “The Handmaid’s Tale”, sobre um futuro de opressão para as mulheres, concorria no domingo apenas nas cinco categorias que venceu. Teve aproveitamento de 100%. A segunda produção mais próxima disto foi “Big Little Lies”, que apesar de ter conquistado o mesmo número de Emmys, perdeu uma das categorias que disputava. Ainda assim, a atração da HBO foi a grande unanimidade de seu nicho. Venceu como Melhor Minissérie, Atriz (Nicole Kidman), Atriz Coadjuvante (Laura Dern), Ator Coadjuvante (Alexander Skarsgard) e Direção (Jean-Marc Vallée). Os dois programas possuem uma temática assumidamente feminista, abordando violência contra mulheres, e Nicole Kidman fez um discurso contundente de agradecimento, que chamou atenção para o assunto. Mas não ficam só na teoria, levando adiante o empoderamento feminino a seus bastidores. Quem dirigiu o piloto de “The Handmaid’s Tale” foi uma mulher, por sinal vencedora do Emmy. A cineasta Reed Morano traduziu com imagens a obra de outra mulher: o romance homônimo de Margaret Atwood (que subiu ao palco e foi aplaudida de pé ao final da premiação). Por sua vez, “Big Little Lies” foi produzido por Nicole Kidman e Reese Witherspoon para a HBO, graças à frustração de ambas diante da falta de bons papéis para desempenharem no cinema. A consagração de “Big Little Lies” acabou sendo especialmente relevante para a HBO, que se frustrou com a aposta em “Westworld” como substituto de “Game of Thrones” na disputa de Drama. A sci-fi robótica só foi lembrada numa esquete no meio da premiação. Não venceu nenhum troféu. O mesmo aconteceu com o incensado telefilme “The Wizard of Lies”, estrelado por Robert De Niro. Mas o talk show “Last Week Tonight with John Oliver”, a série limitada “The Night Of” e a comédia “Veep” compensaram, somando juntos o mesmo número de Emmys de “Big Little Lies”. Por conta disso, preservaram a tradição da HBO como maior vencedor anual do Emmy nesta década. As categorias de Comédia chamaram atenção por ir na direção oposta dos troféus de Drama, premiando duas séries já consagradas. Com mais de 40 anos de produção, “Saturday Night Live” venceu os troféus de Melhor Atriz Coadjuvante (Kate McKinnon) e Melhor Ator Coadjuvante (Alec Baldwin), além de dois prêmios como Programa de Variedades. E “Veep”, que faturou o Emmy de Melhor Série de Comédia pelo terceiro ano consecutivo, rendeu a sexta vitória de Julia Louis-Dreyfus como Melhor Atriz de Comédia. Ela estabeleceu um recorde no evento, ao ser premiada por cada uma das temporadas em que a série foi exibida. A boa notícia para suas concorrentes é que “Veep” vai acabar no ano que vem. Os quatro prêmios de “Saturday Night Live” se somaram à vitória de “The Voice” como Melhor Reality Show e ao troféu solitário conquistado por “This Is Us” para render à rede CBS o 2º lugar entre os canais mais premiados da transmissão do Emmy. Uma surpresa e tanto, pois, como brincou o apresentador, a TV aberta – “lembra?” – foi aquele lugar esquecido onde tudo começou. Graças às vitórias de “Atlanta”, nas categorias de Melhor Ator e Melhor Direção de Comédia (ambas conquistadas por Donald Glover), a FX evitou o que seria um grande vexame. Após vitórias consecutivas de produções de Ryan Murphy, o Emmy 2017 não deu atenção para seu novo projeto, “Feud”. A dependência de Murphy ficou tão escancarada que, sem uma reprise dos fenômenos de “American Horror Story” e “American Crime Story”, o canal premium do grupo Fox implodiu no ranking. Era o segundo canal mais premiado em 2016 e agora ficou em quinto. Mas quando consideradas as categorias técnicas, o chamado Emmy das Artes Criativas, nem sequer aparece no Top 10. O detalhe é que a Netflix não se saiu tão melhor. Conquistou, ao todo, quatro troféus, sendo metade deles por um episódio de “Black Mirror”. Menos que a Hulu com apenas “The Handmaid’s Tale”. Badalado, “Stranger Things” não levou nenhum Emmy durante o telecast, embora tenha vencido como Melhor Elenco na premiação preliminar. Apontado como grande favorito, “The Crown” só conquistou o troféu de Melhor Ator Coadjuvante (John Lithgow). Mas havia vencido os troféus de Figurino e Desenho de Produção no fim de semana anterior. Contando as categorias técnicas, a soma da Neflix cresce significativamente, atingindo 20 vitórias – atrás apenas das 29 totais da HBO. Entretanto, o Emmy preliminar não é televisionado justamente porque o público não acha interessante comemorar Melhor Cabelo, Edição, Som, etc. Já sua grande rival online, a Amazon, saiu de mãos abanando, sem conseguir sequer emplacar prêmios técnicos. Nem mesmo para seu carro-chefe, a série de comédia “Transparent”. Destino idêntico teve o canal pago AMC, que vinha se destacando na época de “Breaking Bad” e “Mad Men”, mas não tem repetido o feito com a série “Better Call Saul”, sua única produção atualmente valorizada pela Academia da Televisão. Outra série em que muitos apostavam, “This Is Us”, da CBS, escapou da decepção por conquistar um Emmy importante durante a transmissão. E a vitória foi bem aproveitada por Sterling K. Brown (Melhor Ator de Drama), que usou seu longo discurso para fazer uma provocação sutil em sua citação a Andre Braugher, último ator negro a vencer na categoria, o que aconteceu há 19 anos por “Homicide: Life on the Street”. Entretanto, algo muito mais significativo que a vitória do quarto ator negro em Série de Drama acabou acontecendo minutos antes: o Emmy de Melhor Ator em Minissérie para Riz Ahmed. Ele venceu simplesmente Robert De Niro para se tornar o primeiro ator de descendência asiática premiado pelo Emmy. Nascido na Inglaterra, mas filho de paquistaneses, Ahmed também é o primeiro ator muçulmano premiado pela Academia, por seu brilhante desempenho em “The Night Of”, referindo-se inclusive à islamofobia em seu discurso. Azis Ansari, descendente de indianos, também venceu (pela segunda vez consecutiva) como Roteirista de Comédia, por “Master of None”. Ambas as consagrações ajudam a mostrar que o universo das séries é mais colorido que o preto e branco dominante nas discussões sobre diversidade. Confira abaixo a lista completa das produções e talentos premiados durante a transmissão do Emmy 2017. E clique nas fotos dos premiados para ampliá-las em tela inteira. Vencedores do Emmy 2017 Melhor Série de Drama “The Handmaid’s Tale” Melhor Série de Comédia “Veep” Melhor Minissérie ou Série Limitada “Big Little Lies” Melhor Telefilme “Black Mirror: San Junipero” Melhor Atriz em Série de Drama Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) Melhor Ator em Série de Drama Sterling K. Brown (“This Is Us”) Melhor Atriz em Série de Comédia Julia Louis Dreyfuss (“Veep”) Melhor Ator em Série de Comédia Donald Glover (“Atlanta”) Melhor Atriz em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Nicole Kidman (“Big Little Lies”) Melhor Ator em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Riz Ahmed (“The Night Of”) Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama Ann Dowd (“The Handmaid’s Tale”) Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama John Lithgow (“The Crown”) Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia Kate McKinnon (“Saturday Night Live”) Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia Alec Baldwin (“Saturday Night Live”) Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Laura Dern (“Big Little Lies”) Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Alexander Skarsgard (“Big Little Lies”) Melhor Direção em Série de Drama Reed Morano (“The Handmaid’s Tale”) Melhor Direção em Série de Comédia Donald Glover (“Atlanta”) Melhor Direção em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Jean-Marc Vallée (“Big Little Lies”) Melhor Roteiro em Série de Drama Bruce Miller (“The Handmaid’s Tale”) Melhor Roteiro em Série de Comédia Aziz Ansari, Lena Waithe (“Master of None”) Melhor Roteiro em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Charlie Brooker (“Black Mirror: San Junipero”) Melhor Série de Esquetes e Variedades “Saturday Night Live” Melhor Reality Show “The Voice” Melhor Programa de Variedades “Last Week Tonight with John Oliver” Melhor Roteiro de Programa de Variedades Equipe de “Last Week Tonight with John Oliver” Melhor Direção de Programa de Variedades Don Roy King (“Saturday Night Live”)












