Estreias: Uma Quase Dupla e Ilha dos Cachorros chegam aos cinemas
Em tempo de férias escolares e de animações na liderança das bilheterias, “Ilha dos Cachorros” seria a estreia mais pertinente da semana. Mas infelizmente não tem um lançamento a altura. Nesta quinta (19/7) com apenas sete novidades nos cinemas, o lançamento mais amplo é da comédia brasileira “Uma Quase Dupla”, que mesmo assim chega em 369 salas – “apenas” mil salas a menos que “pré-estreia” de blockbuster americano recente. Versão tabajara das comédias de duplas de “tiras”, “Uma Quase Dupla” traz Tatá Werneck (“TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”) como uma policial durona de cidade grande, que é forçada a fazer parceria com um policial delicado de cidade pequena, interpretado por Cauã Reymond (“Reza a Lenda”). Juntos, eles arrebentam portas, se estapeiam, revisam piadas do antigo “Zorra Total” e levam tombos gratuitos. Esta variação nacional de “Chumbo Grosso” (2007) tem direção de Marcus Baldini (de “Bruna Surfistinha” e “Os Homens São de Marte e é Pra Lá Que Eu Vou”). Já “Ilha dos Cachorros” é a obra que abriu o Festival de Berlim em fevereiro passado, rendeu o troféu de Melhor Direção a Wes Anderson e, com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, deve disputar o Oscar na categoria de Animação. Apesar disso, está sendo tratada com grande descaso no Brasil, último país do mundo em que chega aos cinemas, com distribuição em circuito intermediário e depois de seu lançamento em Blu-ray nos Estados Unidos. Do que se trata: segunda animação da carreira de Anderson, após “O Fantástico Sr. Raposo” (2009), a trama apresenta um futuro distópico em stop-motion, onde uma epidemia de gripe canina levou um político corrupto a isolar todos os cachorros numa ilha do Japão. Lá, os animais precisam lutar por restos de comida no lixo. Isto não impede um garotinho de ir até o local para tentar resgatar seu animalzinho de estimação e sensibilizar os demais cachorros a ajudá-lo na busca. O problema é que, como eles falam inglês, não entendem o que diz o menino japonês. Comédia para fãs de basquete, “Tio Drew” é o outro filme americano da programação. Traz o astro da NBA Kyrie Irving no papel do título, maquiado como “Vovô Sem Vergonha”, para parecer um velhinho que joga basquete como um atleta novinho. E quando um técnico que investiu todo seu dinheiro num time amador vê o talento de Drew, resolve transformá-lo em seu principal jogador. Mas Drew tem seu próprio time, e escala para jogar consigo os veteranos Shaquille O’Neal e Reggie Miller, entre outros “Vovô…Zonos”. É uma grande bobagem, que nasceu como comercial Pepsi-Cola. O personagem Tio Drew surgiu numa campanha do refrigerante de 2012 e o filme foi integrando na campanha de 2018. Como se sabe que beber refrigerante faz mal à saúde, a trama pode até servir de alerta não intencional, ao mostrar que um atleta como Irving vira velho da noite pro dia após abusar de Pepsi-Cola. Mas os gênios do marketing não devem ter pensado nisso quando investiram nessa produção. O destaque do circuito limitado é o drama francês “Orgulho”. Dirigido pelo ator israelense Yvan Attal (“Munique”), analisa o racismo no ambiente acadêmico, ao mostrar um renomado professor de Direito (o veterano Daniel Auteuil, de “Cache”) que ofende uma estudante imigrante de sua classe. Em vez de ser demitido, o professor recebe um “castigo”: ajudar a jovem a se preparar para um concurso de eloquência. A questão conduz a outro dilema ético: ela vai se sujeitar a trabalhar com seu torturador e ele, por acaso, não aproveitará a oportunidade para retomar seus comentários racistas? O fiel da balança é que, caso a aluna se recuse, o professor será demitido. Mas ela não sabe disso. Camélia Jordana, que vive a estudante, venceu o César (o Oscar francês) de Revelação do ano por seu papel. Os outros filmes são produções europeias medianas. O drama francês “Primavera em Casablanca” é uma antologia de intolerância, com cinco narrativas que formam um “Crash” marroquino. Melhor, o austríaco “Egon Schiele – Morte e a Donzela” é uma cinebiografia sexy do pintor do famoso quadro “Morte e a Donzela” com muitas modelos nuas. Por fim, o documentário sueco “Bergman – 100 Anos” celebra a carreira do cineasta Ingmar Bergman no ano do centenário de seu nascimento. Confira abaixo mais detalhes dos filmes, com sinopses oficiais e trailers, para ficar por dentro das estreias da semana nos cinemas. Ilha dos Cachorros | EUA | Animação Atari Kobayashi é um garoto japonês de 12 anos de idade. Ele mora na cidade de Megasaki, sob tutela do corrupto prefeito Kobayashi. O político aprova uma nova lei que proíbe os cachorros de morarem no local, fazendo com que todos os animais sejam enviados a uma ilha vizinha repleta de lixo. Como não aceita se separar do cachorro Spots, Atari convoca os amigos, rouba um jato em miniatura em parte em busca de seu fiel amigo, aventura que transforma completamente a vida da cidade. Uma Quase Dupla | Brasil | Comédia Quando uma série de assassinatos abala a bucólica rotina da cidade de Joinlândia, o calmo e pacato subdelegado Claudio (Cauã Reymond) recebe a ajuda da destemida e experiente investigadora Keyla (Tatá Werneck) nas investigações. No entanto, a diferença de ritmo e a falta de química dos dois só atrapalha a solução do misterioso caso. Tio Drew | EUA | Comédia Dax (Lil Rel Howery) é um grande fã de basquete, que atua como técnico de um time amador. Ele decide gastar todas as suas economias para garantir a presença de sua equipe em um campeonato de basquete de rua realizado no Harlem, em Nova York, de olho no prêmio de US$ 100 mil ao vencedor. No entanto, após uma série de eventos desastrosos, ele perde o controle do grupo e precisa urgentemente formar uma nova equipe. Para resolver o problema, ele recruta uma grande lenda do esporte, o incrível tio Drew (Kyrie Irving), que está aposentado há anos. Com um novo time repleto de setentões, Dax acredita que finalmente conseguirá alcançar uma vitória em sua carreira esportiva. O Orgulho | França | Drama Neïla Salah (Camélia Jordana), moradora do subúrbio de Paris, quer ser advogada e desde o primeiro dia de aula na universidade entra em confronto com Pierre Mazard (Daniel Auteuil), veterano professor conhecido por seus ataques explosivos de preconceito e arrogância. Filmado pelos alunos fazendo comentários extremamente grosseiros e racistas, ele é desafiado a preparar Neïla para vencer um concurso acadêmico de retórica em troca de uma segunda chance de seus superiores. As diferenças são muitas, assim como é enorme a quantidade de ensinamentos que um pode oferecer ao outro – caso consigam se entender. Primavera em Casablanca | França | Drama Cinco histórias separadas, uma ambientada na década de 1980, nas montanhas do Atlas, e as outras nos dias atuais, em Casablanca, Marrocos. No entanto, a distância temporal dessas narrativas não impede que a intolerância, a ignorância e a dificuldade em aceitar as diferenças, sejam as mesmas em todas elas. Egon Schiele – Morte e a Donzela | Áustria | Drama Egon Schiele foi um dos artistas mais provocativos de Viena no início do século 20. O jovem talentoso e sedutor conduziu sua vida e obra de acordo com as mulheres que o cercavam: Gerti, sua irmã mais nova e primeira musa, e Wally, paixão de sua vida, imortalizada na famosa pintura “Morte e a Donzela”. Causador de escândalos sociais, ele atraiu a atenção de artistas ousados como Gustav Klimt. Bergman – 100 anos | Suécia | Documentário Em 2018, o diretor sueco Ingmar Bergman, falecido em 2007, teria completado 100 anos. Este documentário resgata a obra monumental do cineasta, autor de filmes como “O Sétimo Selo”, “Morangos Silvestres”, “Persona”, “Gritos e Sussurros”, “Luz de Inverno”, “O Ovo da Serpente” e “Fanny e Alexander”. O foco é o ano de 1957, quando Bergman lança dois filmes, filma mais dois, dirige um telefilme e quatro peças de teatro. Conversando com atores, colaboradores, críticos e historiadores, o filme traça o retrato de um homem obsessivo, instável, difícil de lidar, mas ao mesmo tempo um dos maiores artistas da história da Suécia, e também o primeiro diretor a receber a “Palma das Palmas” no festival de Cannes.
Anitta vai ganhar série documental na Netflix
Os planos de conquista galática de Anitta deram um novo salto nesta quinta (12/7) com o anúncio da série “Vai Anitta”, que mostrará os bastidores da carreira da cantora e contará sua história “do baile funk para o mundo” na Netflix. “Sabe aquela expressãozinha que a gente usa: ‘a minha vida está tão louca que daria uma série’? Pois é. A minha deu”, disse Anitta no comunicado do anúncio da série documental. Com mais de 29,4 milhões de seguidores no Instagram, 2 bilhões de visualizações no YouTube e uma carreira internacional em ascensão, Anitta já se tornou a artista brasileira mais celebrada no mundo, com sucessos como “Downtown” – primeira música de uma artista brasileira a ser listada no Top 20 do Spotify – e “Vai Malandra” – que, além de quebrar todos os recordes brasileiros de streaming, foi a primeira canção nacional no Top 25 Mais Tocadas no Mundo, no Spotify. Com produção do Shots Studios, as gravações já estão acontecendo há bastante tempo. Uma equipe chegou a ser flagrada registrando um pocket show de Anitta em Miami há três meses. Na época, as imagens já eram identificadas como sendo um projeto da Netflix, embora os rumores aludissem a um documentário em longa-metragem. A ideia da produção é dar aos fãs a chance de ver a estrela em momentos íntimos e entender como ela constrói e gerencia sua própria carreira, com câmeras que terão acesso irrestrito e sem censura aos bastidores de sua agitada rotina: dos shows no Brasil às viagens pelo mundo, passando pela interação com os fãs nas redes sociais e sua vida pessoal. “Vai Anitta” será disponibilizada com exclusividade na plataforma de streaming, mas ainda não tem data de estreia prevista. Segundo boatos, Anitta também estaria negociando uma série animada para crianças com a Netflix, que disputa a preferência com o canal pago Gloob. Veja abaixo o anúncio em vídeo da produção, feito pela própria cantora, e a primeira prévia de “Vai Anitta”. Anitta em breve na Netflix, Anitta coming soon to Netflix, Anitta llega a Netflix. #AnittaNaNetflix pic.twitter.com/M5miTYLu82 — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) 12 de julho de 2018
Família só descobriu que Whitney Houston sofreu abuso na infância por causa de filme
A produção do filme “Whitney”, documentário sobre a vida e carreira de Whitney Houston, revelou segredos da cantora para sua própria família. Segundo Patricia Houston, cunhada de Whitney, ela foi a primeira a saber sobre o abuso sexual que a artista sofreu na infância, porque trabalhou de perto com o diretor Kevin Macdonald no projeto. O filme traz acusações contra Dee Dee Warwick, uma amiga da família – o abuso supostamente aconteceu quando Houston ainda era criança. “Eu tive que pegar essa informação, processar, e então contar para Cissy”, disse Patricia, em entrevista à revista Billboard, referindo-se à mãe da falecida cantora. “Foi difícil para ela. Foi difícil fazer às pazes com o fato de que Whitney nunca a contou nada, principalmente”. “Eu não acho que é possível explicar a vida de alguém através de só um evento na sua infância, mas é óbvio para mim que esse abuso que ela sofreu, e o segredo que ela guardava, foram uma contribuição para suas lutas contra o vício em drogas e seus outros problemas”, completa Patricia. A cunhada aponta para um trecho no filme, em que Whitney é vista falando consigo mesma, como particularmente revelador. “Ela está desesperada, dizendo: ‘Nippy, aqui é a Whitney’. Nippy era o apelido dela para todos os seus entes queridos, e era como se fosse o seu eu mais autêntico, enquanto Whitney era o seu personagem nos palcos. Ela estava realmente confusa e perdida”, diz. Considerada uma das maiores vocalistas de todos os tempos, Whitney Houston morreu em 2012, aos 48 anos. O documentário estreia nesta sexta (6/7) nos Estados Unidos e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Claude Lanzmann (1925 – 2018)
Morreu o cineasta e escritor francês Claude Lanzmann, diretor do famoso documentário “Shoah” (1985), com mais de nove horas de duração sobre o Holocausto. Ele faleceu nesta quinta-feira (5/7) em Paris, aos 92 anos, após ficar em estado “frágil por vários dias”, de acordo com comunicado da editora Gallimard. Nascido em Paris em 1925, ele chegou a lutar na resistência francesa contra os nazistas e dedicou sua vida à questão judaica e a expor as atrocidades do nazismo. Lanzmann também teve grande relação com os líderes do movimento existencialista. Foi o secretário do filósofo Jean-Paul Sartre e, durante sete anos, entre 1952 e 1959, viveu com a escritora Simone de Beauvoir, de quem recebeu 112 cartas de amor – vendidas em leilão à Universidade de Yale em janeiro deste ano, por valor não revelado. Seu primeiro filme foi “Por Que Israel?” (1973), em que entrevistou os imigrantes que se estabeleceram, lutaram e ajudaram a fundar o país, na época com 25 anos de existência, buscando demonstrar o que tinham em comum estudantes marxistas da Rússia e intelectuais burgueses dos Estados Unidos, reunidos em torno da mesma causa. Mas foi com “Shoah” que se tornou o maior documentarista da história judaica. “Shoah” (em hebraico, catástrofe ou calamidade) era a palavra que Lanzmann usava, em vez de holocausto (oferenda queimada) para definir o genocídio causado pelo nazismo. Em sua autobiografia, “A Lebre da Patagônia”, Lanzmann escreveu: “Como poderia haver um nome para algo que não tivesse precedentes na história da humanidade? Se tivesse sido possível não dar um título ao filme, eu teria feito isso”. Para seu documentário épico, em escopo e duração, Lanzmann localizou e entrevistou diversas testemunhas vivas do extermínio: oficiais e burocratas que administravam os campos; sobreviventes judeus, incluindo veteranos do levante de 1943 no gueto de Varsóvia; e pessoas da cidade polonesa em Treblinka, onde ficava o pior dos campos de concentração: Auschwitz. Com o objetivo de registrar depoimentos de ex-nazistas, chegou a se passar por um historiador francês que pretendia “endireitar as coisas”, mostrando o lado dos alemães. E assim conseguiu acesso a pessoas como Franz Suchomel, ex-funcionário da SS em Treblinka, condenado a seis anos de prisão por crimes de guerra. Premiado em diversos festivais – como Berlim e Roterdã – e pelas Academias Francesa e Britânica, “Shoah” é considerado o filme definitivo sobre o Holocausto. Mas Lanzmann o chamava de “uma ficção do real”. Foi conscientemente artístico, disse ele certa vez, de modo a “tornar o insuportável suportável”. Israel e o holocausto continuaram a ser temas dominantes em sua filmografia, que também destaca “Tsahal” (1994), sobre as forças de defesa de Israel, “Un Vivant qui Passe” (1999), sobre como a Cruz Vermelha elogiou os campos de concentração nazistas, “Sobibór, 14 Octobre 1943, 16 Heures”, sobre um levante de prisioneiros contra nazistas, e “O Último dos Injustos” (2013), sobre o gueto-modelo de Theresienstadt. Seu último filme, “Napalm”, foi também o único em que mudou de assunto. Exibido na Mostra de São Paulo do ano passado, revisitava casos amorosos em uma de suas viagens quando era jovem. Poucos anos antes, Lanzmann veio ao Brasil lançar sua autobiografia “A Lebre da Patagônia” e participar da Festa Literária de Paraty (Flip). Mas o debate de que participou, com o tema “A ética da representação”, desandou sob mediação do professor da Unicamp Márcio Seligmann-Silva. Ao fim do festival, o curador da edição de 2011, Manuel da Costa Pinto, atacou Lanzmann afirmando que ele havia feito “uma coisa nazista” ao adotar uma postura “contra o debate intelectual”. Lanzmann ficou indignado. “Esse sujeito (Costa Pinto) é um estúpido. É uma vergonha ele dizer isso. Logo eu, um inimigo dos nazistas. Eu dediquei a minha vida a revelar os abusos do Holocausto. Ele deveria ser demitido. Já o mediador queria demonstrar erudição às minhas custas. Ele queria mostrar o quanto era inteligente, mas eu estava ali para conversar com o público e falar do meu livro”, reagiu o francês. Seu projeto final, “The Four Sisters” – uma minissérie documental de quatro capítulos – foi lançado na França na véspera sua morte. Composta de filmagens feitas para “Shoah” mas não usadas no filme final, “The Four Sisters” traz entrevistas com quatro mulheres que sobreviveram ao Holocausto. No ano passado, ele ficou profundamente abalado pela morte de seu filho Félix, de 23 anos, vítima de um câncer. Amigos dizem que ele nunca se recuperou e foi morrendo aos poucos.
Série documental produzida por Jay-Z sobre a origem do movimento Black Lives Matter ganha trailer
O canal pago americano Paramount Network divulgou o trailer da série documental “Rest in Power: The Trayvon Martin Story”, produzida pelo rapper Jay-Z. A prévia destaca seu nome real em letras garrafais, Shawn Carter. A série mostra como a morte de Trayvon Martin deu origem a um movimento de revolta social. O jovem negro foi assassinado na Flórida, nos Estados Unidos, em 2012. E seu assassino, George Zimmerman, conseguiu ser absolvido de todas as acusações em um julgamento, alegando legítima defesa e usando uma lei obscura da constituição local. O ativismo em torno do caso acabou inspirando a criação do movimento Black Lives Matter, que tem reivindicado desde então uma ação mais enfática da Justiça em casos de pessoas negras executadas indiscriminadamente no território americano. Com roteiro e direção da dupla Jenner Furst e Julia Willoughby Nason (que também fizeram outra minissérie documental de temática racial, “TIME: The Kalief Browder Story”), “Rest in Power” contará a história em seis episódios e tem estreia marcada para 30 de julho nos EUA.
Festival É Tudo Verdade passa a qualificar seus vencedores para o Oscar de Melhor Documentário
Principal festival de documentários do Brasil, o É Tudo Verdade agora vai classificar para o Oscar da categoria. Ele foi selecionado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos como evento classificatório para o Oscar de documentário de longa-metragem. Criado pelo crítico Amir Labaki em 1996, o festival faz parte da lista inaugural de 28 eventos convidados pela primeira vez pela Academia para qualificar a disputa do Oscar. Além do É Tudo Verdade, também serão considerados classificados a disputar o prêmio os vencedores do IDFA (Amsterdã), Hot Docs (Canadá), Leipzig (Alemanha) e Yamagata (Japão), além dos filmes premiados como Melhor Documentário de festivais como Cannes (França) e Berlim (Alemanha). Os vencedores do É Tudo Verdade deste ano já serão inscritos no Oscar. Foram eles “O Distante Latido dos Cães”, do dinamarquês Simon Lereng Wilmont, na disputa internacional, e “Auto de Resistência”, de Natasha Neri e Lula Carvalho, na competição nacional. Este filme, por sinal, entrou em cartaz nos cinemas na quinta-feira (28/6). É dele a foto acima. É Tudo Verdade também qualifica, desde 2015, os vencedores da competição brasileira e internacional de curtas-metragens para concorrer ao Oscar de Melhor Curta de Documental. Os vitoriosos neste ano foram “Ressonâncias”, do libanês Nicolas Khoury, e “Nome de Batismo – Alice”, de Tila Chitunda. As inscrições para a próxima edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, a 24ª do evento, serão abertas em setembro.
Os Incríveis 2 é a maior estreia de cinema da semana
“Os Incríveis 2” é a maior estreia da semana nos cinemas e chega ao Brasil após bater o recorde de bilheteria do gênero nos Estados Unidos. A história da família que combate o crime e lida com afazeres domésticos também conquistou a crítica norte-americana, com 94% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes. A programação comercial oferece boa opção para adultos em “Sicario: Dia do Soldado”, que também é uma continuação de produção consagrada. A trama acompanha dois dos personagens de “Sicario: Terra de Ninguém” (2015), o matador (Benicio Del Toro) que faz serviços sujos para o governo americano e o militar (Josh Brolin) que comanda as operações secretas. E desta vez eles vão acabar em lados opostos. Curiosamente, será a segunda vez que os dois atores se enfrentam neste ano, após “Vingadores: Guerra Infinita”. O filme também estreia neste fim de semana nos Estados Unidos e tem 73% no Rotten Tomatoes. Já quem quiser rir, pode encontrar dificuldades, especialmente com as temáticas “femininas” em cartaz. A aparente mensagem de autoaceitação corporal de “Sexy por Acidente” embute uma gordofobia histérica, que é bem pouco engraçada – 32% no RT. Assim como a ideia de que mulheres que perdem o marido precisam voltar a morar com os pais, tema de “50 São os Novos 30” – 40% no RT. As mulheres francesas não conhecem bons advogados de divórcio? A graça se esconde no circuito alternativo, em “Oh! Lucy”, que também parte de clichês – o encantamento da japonesa submissa pelo americano descolado – , mas esbanja simpatia, numa história romântica que nunca vira água com açúcar. O tom de produção indie leva a trama a lugares improváveis, agridoces e às vezes sombrios, mas sem perder seu charme. Premiada nos festivais de Sundance e Pequim, tem 100% no RT. A programação ainda apresenta seis filmes brasileiros, metade deles documentários. O principal destaque dramático é “Berenice Procura”, baseado em romance policial de um especialista nacional, Luiz Alfredo Garcia-Roza (autor adaptado em “Achados e Perdidos”), que traz Claudia Abreu como taxista tentando desvendar um crime em Copacabana – e boas interpretações, em especial da trans Valentina Sampaio. Já o melhor documentário, “Auto de Resistência”, aborda a violência policial do Rio. Vencedor do Festival É Tudo Verdade deste ano, registra vários casos de abusos, como a chacina de Costa Barros, em 2015, quando cinco jovens foram confundidos com ladrões de carga e receberam 111 tiros da polícia, e o episódio em que um morador do Morro da Providência gravou um grupo de policiais colocando uma arma na mão de um suspeito assassinado. Além disso, também acompanha os familiares das vítimas dos tais autos de resistência, e não perde tempo com análises, fazendo “cinema direto” e urgente sobre seu tema – inclusive com imagens de Marielle Franco, vereadora carioca recém-assassinada. Impactante. Confira abaixo todos os filmes, com sinopses oficiais e trailers, que estreiam nesta semana nos cinemas – até os menos cotados. Os Incríveis 2 | EUA | Animação Quando Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, cabe ao seu marido, Roberto, a tarefa de cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé. O que ele não esperava era que o caçula da família também tivesse superpoderes, que surgem sem qualquer controle. Sicario: Dia do Soldado | EUA | Ação O oficial da CIA Matt Graver (Josh Brolin) volta a contactar seu sicário de confiança, Alejandro Gillick (Benicio Del Toro), desta vez para sequestrar a filha caçula (Isabella Moner) de um barão das drogas mexicano. Os famosos cartéis agora são considerados células terroristas e o objetivo da missão, orientada secretamente pelo alto escalão do governo, é fazer eclodir uma guerra entre os grupos rivais. Sexy por Acidente | EUA | Comédia Renee (Amy Schumer) convive diariamente com insegurança e baixa autoestima por conta de suas formas físicas. Depois de cair e bater a cabeça numa aula de spinning, ela volta a si acreditando ter o corpo que sempre sonhou e assim começa uma nova vida cheia de confiança e sem medo de seguir seus desejos. Berenice Procura | Brasil | Suspense A taxista Berenice (Claudia Abreu) está acostumada a passar horas e horas pelo trânsito caótico da cidade do Rio de Janeiro e de seu bairro natal, Copacabana. Consumida pela profissão, o pouco tempo que tem de sobra, ela se divide entre a criação do filho Thiago (Caio Manhente), um adolescente descobrindo sua sexualidade, e sua conturbada relação com o marido Domingos (Eduardo Moscovis), um repórter policial. Até que o assassinato de Isabelle (Valentina Sampaio ), uma travesti, na praia de Copacabana, desperta um lado seu investigativo, mudando sua vida. Além do Homem | Brasil | Drama Alberto Luppo é um escritor brasileiro que mora em Paris há anos e desde então renega suas raízes tropicais. Quando um famoso antropólogo francês desaparece na cidade de Milho Verde, Minas Gerais, ele volta para sua terra natal e inicia uma investigação para descobrir o paradeiro do velho amigo. No entanto, durante a viagem, ele se encanta pela cultura brasileira, assim como suas terras e sua gente, algo até então impossível para ele. O Nó do Diabo | Brasil | Terror Há dois séculos atrás, no período da escravidão, uma fazenda canavieira era palco de horrores. Anos depois, o passado cruel permanece marcado nas paredes do local, mesmo que ninguém perceba. Eventos estranhos começam a se desenvolver e a morte torna-se evidente. Cinco contos de horror ilustram a narrativa. 50 São os Novos 30 | França | Comédia Aos 50 anos, Marie-Francine (Valérie Lemercier) está muito velha para o seu emprego e para o marido, que a troca por uma mulher mais nova. Ela volta a morar na casa dos pais, que a tratam de forma infantilizada, e começa a trabalhar em uma pequena loja de cigarros eletrônicos, onde finalmente conhecerá Miguel (Patrick Timsit). Sem admitir, ele está na mesma situação que ela. Com a paixão emergente, eles precisam abrigar o novo amor sem que nenhum dos dois tenha uma casa própria. Oh Lucy! | Japão, EUA | Comédia Setsuko Kawashima (Shinobu Terajima) é uma mulher solitária que trabalha em um monótomo escritório em Tóquio. Quando vê que precisa sair da rotina, ela decide estudar inglês, e a partir daí, sua vida nunca mais é a mesma. Durante as aulas Setsuko descobre sua outra identidade, o alter ego “Lucy”. Enquanto experimenta desejos e situações antes impensáveis, ela precisa lidar com o desaparecimento do seu instrutor John (Josh Hartnett). Auto de Resistência | Brasil | Documentário Um acompanhamento preciso dos casos de homicídios cometidos pela Polícia Militar do Rio de Janeiro classificados como “autos de resistência”, isto é, legítima defesa. Durante a tramitação dessas ocorrências na justiça, fica evidente o padrão de imprudência da corporação em relação à elas: investigações esdrúxulas e perícias defeituosas, nas quais 98% dos inquéritos são arquivados. O Desmonte do Monte | Brasil | Documentário A Colina Sagrada, que depois recebeu o nome de Morro do Castelo, foi o local escolhido pelos portugueses para a fundação da cidade do Rio de Janeiro. Sua estrutura representa uma importante referência histórica e arquitetônica do passado da cidade carioca e, segundo uma lenda urbana, as entranhas do morro guardam um tesouro nunca encontrado. Apesar de toda relevância, o Morro do Castelo foi destruído por reformas urbanísticas que visavam promover uma especulação imobiliária na região, acabando com um dos maiores pilares da história guanabara. Bravas Donnas – Memória Italiana | Brasil | Documentário A história da imigração italiana para o Brasil no século 19 contada através das bravas donnas, mulheres fortes que venceram tempos difíceis. Essas mulheres e os homens que as reconhecem como figuras determinadas e importantes contam suas histórias e analisam seu papel no processo histórico de formação da família brasileira.
Edgar Wright fará seu primeiro documentário, dedicado à banda Sparks
O cineasta Edgar Wright já definiu qual será seu próximo trabalho. Após chamar atenção pela forma como usou a música em seu filme mais recente, “Em Ritmo de Fuga”, ele vai abraçar sua paixão musical com seu primeiro documentário. Wright vai filmar a história da banda Sparks, formada pelos irmãos Ron e Russell Mael no auge do glam rock. A dupla lançou o primeiro álbum de estúdio em 1971, quando ainda morava em Los Angeles, mas só foi estourar nos anos seguintes, já na Inglaterra, com álbuns como ‘”Introducing Sparks”, “Indiscreet” e “Kimono My House”. Seu maior sucesso, o single “This Town Ain’t Big Enough for Both of Us”, chegou ao 2º lugar na lista das canções mais ouvidas no Reino Unido de 1974. O diretor já registrou um show da dupla em Londres, no mês passado, como parte do projeto, e revelou que atualmente está coletando material para o documentário. “Sou fã deles desde quando vi um apresentação no (programa de TV) Top of the Pops em 1979”, disse Wright para o site IndieWire. Veja abaixo um post do diretor sobre as filmagens dos “irmãos Sparks” para o documentário e um vídeo do auge da banda. Was very proud to shoot this @sparks_official concert at the @o2forumktown. What a night. Uma publicação compartilhada por Edgar Wright (@edgarwright) em 24 de Mai, 2018 às 4:37 PDT
Dwayne Johnson se emociona em vídeo ao apresentar documentário sobre a Chapecoense
O ator Dwayne “The Rock” Johnson divulgou um vídeo em seu Instagram sobre um trabalho diferente em sua carreira. Ele fez a introdução para o documentário “Nossa Chape”, que mostra a jornada emocionante do time da Chapecoense, que chegou até a final da Copa Sul-Americana de 2016, apenas para ter sua trajetória tragicamente interrompida com a queda do avião que matou 71 pessoas, incluindo a maioria dos atletas e a comissão técnica da equipe. “Levei alguns takes e tive de lutar contra as lágrimas para chegar até o fim”, disse o astro, na legenda do vídeo. “Uma história poderosa e emocionante que foi um completo privilégio introduzir e poder fazer uma pequena contribuição”. O filme foi dirigido por Jeff Zimbalist e Michael Zimbalist, que antes assinaram o documentário “The Two Escobars”, que mostra a relação entre Pablo Escobar e o futebol, enquanto traça a jornada de Andrés Escobar – zagueiro que defendeu a Colômbia na Copa do Mundo de 1994 e foi assassinado depois de fazer um gol contra. Os irmãos Zimbalist também dirigiram o filme “Pelé”, sobre a juventude do maior jogador de futebol de todos os tempos. O documentário será exibido no canal pago Fox Sports dos EUA. Took me a few takes and fought back tears to get thru this one. Join us now on @foxsports or set your DVR’s for NOSSA CHAPE. Very powerful and emotional story that was my absolute privilege to introduce and be a small part of. #NossaChape #Chapecoense ?? Uma publicação compartilhada por therock (@therock) em 23 de Jun, 2018 às 1:15 PDT
Documentário sobre Maria Bethânia e o carnaval vence o Festival In-Edit Brasil
O documentário “Fevereiros”, sobre a relação entre a cantora Maria Bethânia e o carnaval, foi o vencedor do prêmio do Júri da 10ª edição do Festival In-Edit Brasil. O filme será apresentado pelo diretor Marcio Debellian na edição do In-Edit Bracelona, além de entrar no circuito In-Edit de Festivais. O festival de documentários musicais também deu menção honrosa para o filme “Dê Lembranças a Todos”, sobre o cantor Dorival Caymmi. A 10ª edição do In-Edit Brasil aconteceu entre os dias 7 e 17 de junho em São Paulo.
Jurassic World é maior lançamento nos cinemas, embora só “estreie” na semana que vem
A estreia de “Jurassic World: Reino Ameaçado” está marcada apenas para a próxima quinta (21/6). Mas a Universal não quis esperar. Chamando de “pré-estreia”, disponibilizou quase 1500 cópias do longa nos cinemas já nesta semana. Isto é mais que qualquer outro lançamento programado para esta quinta (14/6). A nomenclatura chama de outra coisa, mas disponibilizar um filme em metade do parque exibidor nacional em horário normal e cobrar ingresso é diferente de fazer uma sessão especial em horário único, a popular pré-estreia. Impossível ignorar que milhões de espectadores levarão o filme ao topo das bilheterias deste fim de semana, refletindo o fato inegável de que se trata do maior lançamento da programação, oficial ou não. A continuação de “Jurassic World” chegou ao mercado internacional na semana passada e já faturou US$ 150 milhões. Mas a crítica não se empolgou tanto, com 65% de aprovação no Rotten Tomatoes. O filme tem muitos efeitos, recorde de dinossauros, mas não envolve como os anteriores. Isto se deve ao roteiro, escrito pelo diretor do filme passado, Colin Trevorrow. Se a trama de “Jurassic World” foi considerado uma cópia de “Jurassic Park”, a história de sua continuação é “Jurassic Park 2” em vários detalhes. E não há nada que o diretor espanhol J.A. Bayona (“O Impossível”) possa fazer para esconder a falta de originalidade. A verdade é que, enquanto o público continuar pagando, o estúdio continuará reciclando seus dinossauros, sem perceber que isso também leva a franquia cada vez mais próxima da extinção. Os demais lançamentos comerciais da semana – as estreias oficiais – não são realmente competição para o blockbuster. Fica o alerta: a comédia sexual da terceira idade “Do Jeito que Elas Querem” tem 54% no Rotten Tomatoes e o romance de doença de “Sol da Meia-Noite” conseguiu apenas 18%. Por sua vez, os estrangeiros do circuito limitado passaram sem deixar marcas pelo circuito dos festivais. Se for arriscar algum, o russo “Dovlatov” oferece um retrato histórico da estagnação cultural gerada pelo stalinismo. Os destaques da programação ficam por conta das estreias brasileiras. São cinco, ao todo. Com maior distribuição, “Talvez uma História de Amor” surpreende por apresentar uma trama de comédia romântica sem cair nos clichês típicos do gênero. O primeiro longa dirigido por Rodrigo Bernardo (da minissérie “(Des)Encontros”) é uma adaptação do romance homônimo do francês Martin Page, escrito em 2008, exemplar da escola da dramaturgia do absurdo. Na história, Mateus Solano (“Confia em Mim”) leva um fora em sua secretária eletrônica. O problema é que ele não faz ideia de quem é a voz. O medo de sofrer de amnésia dispara uma obsessão, fazendo com que ele busque pistas sobre a identidade daquela que amigos lhe dizem ter sido a mulher da sua vida. E o fato de todos se lembrarem do casal o leva à perplexidade, fazendo-o tomar uma decisão surreal: reconquistar a mulher que ele não lembra. “Amores de Chumbo”, por sua vez, aborda sexo na terceira idade com mais propriedade que “Do Jeito que Elas Querem”. Primeiro longa de ficção de Tuca Siqueira, parte de um aprofundamento de situações vislumbradas pela cineasta no documentário “A Mesa Vermelha” (2012) sobre ex-presos políticos. No drama, um triângulo amoroso interrompido pela ditadura é retomado décadas depois, numa abordagem bastante sensível. Há ainda uma antologia de terror e uma comédia adolescente. O melhor de todos os lançamentos desta quinta, porém, é o documentário “Baronesa”, vencedor do Festival de Mar del Plata e da Mostra de Tiradentes. Longa de estreia da diretora Juliana Antunes, registra o cotidiano da favela sob o ponto de vista das mulheres. A narrativa é tão rica que parece ficção, com direito a piadas, balas perdidas e drama humano. E os temas das conversas projetadas nas telas rendem mais conversas fora delas, sem fim. Além de relevante, é muito bem feito, demonstrando que documentário não precisa parecer sempre programa de TV Educativa. Confira abaixo todos os filmes, com sinopses oficiais e trailers, que estreiam nesta semana nos cinemas – inclusive os menos cotados. Jurassic World: Reino Ameaçado | EUA | Aventura Três anos após o fechamento do Jurassic Park, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. No local não há mais qualquer presença humana, com os dinossauros vivendo livremente. Diante da situação, é preciso tomar uma decisão: deve-se retornar à ilha para salvar os animais ou abandoná-los para uma nova extinção? Decidida a resgatá-los, Claire (Bryce Dallas Howard) convoca Owen (Chris Pratt) a retornar à ilha com ela. Do Jeito que Elas Querem | EUA | Comédia Nos arredores da Califórnia, quatro amigas de longa data estão na casa dos 60 anos e decidem ler no clube do livro mensal o romance “Cinquenta Tons de Cinza”. Esse não é o tipo de livro que elas leem normalmente, o que faz com que a vida dessas mulheres bem-sucedidas e inteligentes mude completamente. Sol da Meia-Noite | EUA |Romance Katie (Bella Thorne) é uma jovem de 17 anos que vive protegida dentro de sua casa desde a sua infância. Confinada no local durante os dias, ela possui uma rara doença que faz com que a menor quantidade de luz solar seja mortal. Sua situação muda quando seu destino se cruza com o de Charlie (Patrick Schwarzenegger) e eles iniciam um romance de verão. Talvez uma História de Amor | Brasil | Comédia Quando chega em casa, depois de mais um dia corriqueiro no trabalho, Virgílio (Mateus Solano) liga a secretária eletrônica e ouve um recado perturbador. É uma mensagem de Clara (Thaila Ayala), comunicando o término do relacionamento dos dois. Virgílio, contudo, não faz a menor ideia de quem é Clara. Perturbado devido ao seu jeito metódico e controlador, ele não se lembra de ter se relacionado com ninguém, mas todos ao seu redor pareciam saber do relacionamento dos dois, perguntando como ele estava se sentindo com o término. Agora, ele precisa encontrar essa mulher misteriosa. Amores de Chumbo | Brasil | Drama Um misterioso triângulo amoroso do passado ressurge anos depois. Miguel (Aderbal Freire Filho) e Lúcia (Augusta Ferraz) estão prestes a comemorar seu aniversário de 40 anos de casamento, mas a chegada de Maria Eugênia (Juliana Carneiro da Cunha) acaba atrapalhando os planos do casal, já que, junto com seu retorno, voltam também as memórias dos amores vividos entre Miguel e Maria. Além dos horrores dos anos de chumbo, período da ditadura militar no Brasil. Baronesa | Documentário | Brasil Andreia e Leidiane são grandes amigas que moram em casas vizinhas na Vila Mariquinhas, na Zona Norte de Belo Horizonte. Elas trocam confidências, guardam sofrimentos e compartilham laços, mas quando uma guerra entre traficantes deixa o clima tenso, Andreia passa a cogitar ir embora da região. Em 97 Era Assim | Brasil | Comédia Quatro garotos de 15 anos só pensam em uma coisa: perder a virgindade. Sem dinheiro para contratarem uma prostituta, os meninos fazem tudo para conseguirem economizar uma grana, enquanto encaram os compromissos do colégio e as tensões da adolescência. Mas, nessa jornada, o que eles realmente vão descobrir é o valor da verdadeira amizade. O Nó do Diabo | Brasil | Terror Há dois séculos atrás, no período da escravidão, uma fazenda canavieira era palco de horrores. Anos depois, o passado cruel permanece marcado nas paredes do local, mesmo que ninguém perceba. Eventos estranhos começam a se desenvolver e a morte torna-se evidente. Cinco contos de horror ilustram a narrativa. O Caminho dos Sonhos | Drama | Alemanha Grécia, 1984. Theres e Kenneth, dois jovens que cantam nas ruas gregas para financiar suas férias, se conhecem e acabam se apaixonando perdidamente. Entretanto, acabam se separando porque precisam voltar para seus respectivos lares. Agora, 30 anos depois, eles se reconectam e algo adormecido desperta em seus corações. Dovlatov | Drama | Rússia, Polônia, Sérvia Mais um aniversário da Revolução Russa está sendo comemorado em 1971, mas o país não apresenta progresso político, econômico ou cultural. Os manuscritos do judeu Sergei Dovlatov (Milan Maric) são rejeitados regularmente pela mídia oficial por ter uma visão indesejada na União Soviética. Outros censurados passam por problemas similares, como seu amigo escritor Joseph Brodsky (Artur Beschastny), que foi exilado à força pelo governo. Mazinger Z: Infinity | Animação | Japão Depois de um período de dez anos, o piloto Koji Kabuto e seu robô Mazinger Z precisam enfrentar novamente Dr. Hell. Durante uma série de escavações no Monte Fuji, a montanha mais alta do Japão, foi encontrado o Infinity, um artefato que abriga a humanoide Lisa. Dr. Hell deseja roubar o Infinity para despertar Goragon, uma poderosa arma que permite a criação de novos mundos. Koji assume o controle de Mazinger mais uma vez para impedir que o cientista consiga pôr o plano em ação. Safári | Documentário | Áustria Em meio a grande selva da África, turistas caçadores alemães e austríacos estão de férias no local. Em meio aos antílopes, zebras e gnus que pastam pela selva, eles ficam na espreita, esperando suas presas. Eles atiram, pulam de emoção e posam para uma foto com o animal abatido. Um filme sobre a natureza humana.
Trailer de documentário reúne depoimentos e imagens raras de Robin Williams
A HBO divulgou o trailer do documentário “Robin Williams: Come Inside My Mind”, sobre o ator que marcou época em filmes tão diferentes como “Uma Babá Quase Perfeita”, “Sociedade dos Poetas Mortos”, “Alladin”, “Bom Dia Vietnã”, “Jumanji” e “Gênio Indomável”. Morto em 2014, aos 63 anos, Robin Williams deixou muitas imagens inesquecíveis, que são reunidas no filme, acompanhadas por cenas de apresentações de humor, depoimentos da família e de colegas, que compõem um retrato da vida pessoal e problemática do ator. “Meu pai nem sempre achou que estava tendo sucesso. Mas para mim ele é o cara que teve mais sucesso na vida”, diz seu filho Cody. Entre os astros que participam da produção estão Billy Crystal, Steve Martin, Whoopi Goldberg, David Letterman e outros. A direção é de Marina Zenovich, que anteriormente fez documentários sobre o diretor Roman Polanski e o humorista Richard Pryor. O lançamento está marcado para o dia 13 de julho nos Estados Unidos.
Festival In-Edit oferece seleção de documentários musicais em São Paulo
A 10ª edição do In-Edit, festival de documentários musicais, abre ao público nesta quinta-feira (7/6) em São Paulo e se estende até o dia 17 em salas do CineSesc, Cinemateca Brasileira, Cine Olido, CCSP e Matilha Cultural. Nesta edição, há obras sobre rock rural brasileiro, hardcore gay, pós-punk, música do Zimbábue, soul da Etiópia, o túmulo do samba, entre vários outros temas, num total de 48 filmes. Entre os destaques nacionais, há filmes sobre as bandas Joelho de Porco (foto acima), Ultraje a Rigor, os músicos Zé Rodrix, Walter Smetak, Lanny Gordin, Maria Bethania, Adoniran Barbosa, Dorival Caymmi, Nasi, João Gilberto e um documentário sobre o mítico festival de rock de Saquarema de 1976. A lista internacional é bem menor, mas incluem filmes sobre as bandas XTC, Madness, Lynyrd Skynyrd, a cantora Grace Jones e o movimento queercore. Confira a programação completa e os horários de exibição no site oficial. E veja trailers de 10 sugestões abaixo:












