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  • Música,  Série

    Disney+ anuncia documentário de Peter Jackson sobre os Beatles

    17 de junho de 2021 /

    A plataforma Disney+ anunciou a data de estreia de “Beatles: Get Back”, documentário dirigido por Peter Jackson (“O Senhor dos Anéis”) sobre as gravações do último disco dos Beatles. O projeto de seis horas de duração será dividido em três episódios, com lançamentos nos dias 25, 26 e 27 de novembro. Repleta de cenas nunca antes vistas, o documentário resulta da descoberta de mais de 50 horas de material gravado originalmente em janeiro de 1969, enquanto os Beatles trabalhavam nas músicas do álbum “Let It Be”, seu último lançamento antes da separação. As filmagens originais do diretor Michael Lindsay-Hogg ocorreram de 2 de janeiro a 31 de janeiro de 1969 e deveriam virar um especial de televisão sobre a produção do disco. Mas a banda anunciou sua separação logo em seguida e, com a repercussão, o material acabou lançado no cinema, em maio de 1970, focando nas brigas e disputas internas que teriam levado os músicos a acabar com a banda. Entretanto, ao contrário do que foi visto em 1970, o trabalho de Jackson deve mostrar outro lado dessa história, revelando os velhos amigos John, Paul, Ringo e George em clima leve e divertido. Aparentemente, o material anterior visava explorar o fim dos Beatles de forma sensacionalista, quando a realidade foi bem diferente. A produção também incluiu o célebre show no telhado do estúdio da Apple, em Londres, última apresentação da banda, que se seguiu à gravação do disco. Em comunicado sobre o projeto, Jackson afirmou: “Em muitos sentidos, as cenas capturadas originalmente por Michael Lindsay-Hogg se prestavam a múltiplas histórias. Uma história de amizade, mas também de indivíduos. Uma história sobre fragilidades humanas, mas também parcerias divinas. A história detalhada do processo criativo, com o nascimento de canções icônicas sob pressão, tendo como pano de fundo o clima social de 1969”. O diretor ainda disse que este “não é um filme nostálgico, mas sim um trabalho cru, honesto e humano”. “No decorrer destas seis horas, você vai conhecer os Beatles com uma intimidade que não acreditava ser possível”, completou. Celebre Beatles: Get Back, Documentário Original em três partes. Estreia exclusiva em 25, 26 e 27 de novembro. Só no #DisneyPlus. pic.twitter.com/1Q5ULyt2IO — Disney+ Brasil (@DisneyPlusBR) June 17, 2021

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  • Filme,  Música

    BLACKPINK vai lançar filme para marcar seu quinto aniversário

    16 de junho de 2021 /

    A girl band sul-coreana BLACKPINK vai marcar o quinto aniversário de sua formação com o lançamento de um filme, “BLACKPINK The Movie”, que será exibido nos cinemas de mais de 100 países. O longa vai mostrar vídeos de bastidores e performances ao vivo do grupo desde 2016, ano da sua estreia, até hoje. A produção deve estrear em agosto e será lançada em diversos formatos – incluindo sessões especiais em cinemas ScreenX (com três telas, provendo imersão no filme) e 4DX (com som que simula “o eco e a catarse” de um show ao vivo). Não há informações oficiais sobre o possível lançamento no Brasil. Além de “BLACKPINK The Movie”, as artistas preparam outros lançamentos em comemoração do aniversário do grupo. A inciativa ganhou o título de 4+1 Project, em referência às quatro integrantes do BLACKPINK, mas os demais detalhes ainda não foram anunciados. Vale lembrar que o BLACKPINK já teve um filme lançado pela Netflix, o documentário “Light Up The Sky”, que contou a história do fenômeno do K-pop no ano passado.

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  • Música

    Festival In-Edit Brasil disponibiliza mais de 50 documentários musicais online

    16 de junho de 2021 /

    O Festival In-Edit Brasil, dedicado a documentários musicais, começa nesta quarta (16/6) sua 13ª edição com sua programação toda online. É o segundo ano consecutivo que o evento é apresentado desta forma, devido à pandemia de coronavírus. Mais de 50 documentários serão disponibilizados ao público, que pode acessá-los no site do festival, em quatro mostras agendadas até o encerramento, no dia 27. Apenas as sessões do Panorama Mundial, com longas estrangeiros, são pagas, com ingressos a R$ 3. Já as sessões do Panorama Brasileiro, dividido em Competição Nacional, Mostra Brasil e Curtas Brasileiros são gratuitas, sujeitas a limites de visualização simultânea. Além de lançamentos do gênero, a edição deste ano presta homenagem ao cineasta D.A. Pennebaker, falecido em 2019, com uma retrospectiva especial, que inclui clássicos como “Dont Look Back”, sobre a transformação do então cantor folk Bob Dylan em roqueiro, “Monterey Pop”, sobre o famoso festival de rock de 1967, e “Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”, com a fase glam de David Bowie. A programação começa a partir das 20h, quando o público poderá assistir a “Moby Doc”, de Rob Gordon Bralver. Recém-concluído, o filme conta a história do músico Moby, dando imagens a uma autobiografia publicada por ele. A lista de músicos que são temas de documentários inclui ainda a cantora punk Poly Styrene, do X-Ray Spex (“Poly Styrene: I Am a Cliche”), a banda new wave The Go-Go’s (“The Go-Go’s”), o roqueiro glam Phil Lynott, do Thin Lizzy (“Songs for While I’m Away”), e a roqueira glam Suzi Quatro (“Suzi Q”), entre outros. Entre os brasileiros, a lista inclui filmes sobre Luiz Melodia, Jair Rodrigues, João Bosco & Aldir Blanc, Paulo César Pinheiro e duas bandas históricas do rock nacional, Made in Brazil e Secos & Molhados. A programação completa, com horários das sessões, pode ser acessada no site oficial do festival (https://br.in-edit.org/).

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  • Etc,  Filme

    Milton Moses Ginsberg (1943–2021)

    13 de junho de 2021 /

    Milton Moses Ginsberg, o diretor nova-iorquino que era cultuado por dois filmes independentes de décadas atrás, morreu de câncer em 23 de maio, em Manhattan, aos 85 anos. A informação foi revelada por sua esposa, Nina Ginsberg, neste domingo (13/6). Ginsberg era editor de cinema quando suas ambições o levaram a filmar “Coming Apart” em 1969. O filme em preto e branco usou uma câmera estática para, basicamente, documentar Rip Torn no papel de um psiquiatra que, por sua vez, registrava suas sessões com uma câmera escondida. Na época, a produção dividiu a crítica, mas acabou ganhando admiradores com o passar do tempo e muitos o apontam como grande influência na série “Em Terapia” (e sua versão brasileira, “Sessão de Terapia”). O cineasta assumiu uma estética marginal em 1973 com “O Lobisomem de Washington”. O filme trazia Dean Stockwell como um funcionário da Casa Branca que se transformava em lobisomem em momentos inoportunos, matando personagens baseados em figuras políticas conhecidas da época. Problemas de saúde obrigaram Ginsberg a abandonar a direção. Mas ele conseguiu se manter trabalhando com edição de filmes, entre eles dois documentários vencedores do Oscar: o longa “Down and Out in America” (1986) e o curta “The Personals” (1999). Em seus últimos anos, Ginsberg fez pequenos ensaios experimentais em curtas e vídeo.

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  • Filme

    Documentário denuncia traumas do elenco do polêmico filme “Kids”

    13 de junho de 2021 /

    Exibido neste fim de semana no Festival de Tribeca, em Nova York, o documentário “The Kids” voltou a alimentar discussões em torno do polêmico filme “Kids”, lançado em 1995. Rodado com um orçamento apertado e um elenco formado por desconhecidos e amadores, “Kids” acompanhava um grupo de adolescentes skatistas, todos menores de idade, viciados em drogas e sexualmente promíscuos. Na época, a sexualidade escandalosa gerou críticas e problemas com o conselho de classificação etária dos EUA, que aplicou uma censura elevada, NC-17, a mais alta para lançamentos comerciais nos EUA. Mesmo assim, o filme arrecadou espantosos US$ 20,4 milhões nas bilheterias, catapultando as carreiras do diretor Larry Clark, do roteirista Harmony Korine e ainda lançou as agora estrelas Rosario Dawson e Chloë Sevigny. Apesar do sucesso das duas atrizes, a maioria dos desconhecidos que Clark escolheu para desempenhar papéis importantes tiveram dificuldades para encontrar trabalho após a estreia do filme e ficaram frustrados por receberem uma ninharia enquanto o diretor e os irmãos Weinstein, que produziram o longa, tiveram um grande lucro com o lançamento. O documentário mostra como suas vidas foram afetadas pelo sucesso do filme. “Meus sentimentos sobre o filme começaram a mudar depois que o vi no cinema e vi a reação global”, disse Hamilton Harris, roteirista-produtor do documentário e um dos atores não profissionais de “Kids”, que era um skatista de verdade na época do longa original. Em entrevista à Variety, Harris declarou que “Kids”, na época considerado tão realista que poderia ser quase um documentário, era apenas sensacionalista, sem se preocupar com os aspectos positivos de sua geração, como o forte senso de comunidade que haviam criado e a intensidade de suas amizades, que durariam toda a vida. “Éramos um grupo muito unido que andava de skate”, conta Harris. “Estávamos no lugar certo na hora certa e nos tornamos parte desse filme clássico e cultuado, e tivemos que lidar com tudo que veio com isso. Você pode tirar uma pessoa do gueto, mas não pode tirar o gueto de uma pessoa, e para mim gueto se refere ao trauma mental e emocional que passamos”. Harris tentou expressar isso por mais de uma década, especialmente depois que dois de seus colegas de elenco, Justin Pierce e Harold Hunter, morreram jovens por suicídio e overdose, tentando dar sentido à notoriedade trazida por “Kids”. “Há razões pelas quais Harold usava drogas e se isso não for compreendido, não podemos apreciar a plenitude de quem ele era como ser humano”, argumentou Harris. “E Justin. Ele estava no filme ‘Mais uma Sexta-Feira em Apuros’. Ele estava indo bem. Ele estava atuando, mas então ele se matou. O que leva uma pessoa a fazer isso? Precisamos entender.” Em um ponto, ele decidiu transformar sua angústia em filme e começou a escrever um roteiro. Por meio de um amigo em comum, conseguiu entrar em contato com Eddie Martin, um documentarista que já tinha abordado o mundo do skate no filme “All This Mayhem”, em 2014. Os dois se entenderam instantaneamente e começaram a trabalhar em “The Kids”. Para Martin, a história de “Kids” deve ser encarada como um conto de advertência. Algumas pessoas fizeram fortuna, enquanto as demais foram deixadas pelo caminho para lidar com as consequências. “É complexo, especialmente quando você aborda adolescentes que realmente não têm muitas alternativas”, ponderou Martin. “Eles aproveitaram a oportunidade? Como, se muitos não tinham sequer lares. Eram fugitivos ou moravam em ambientes tóxicos. Eles confiaram muito nos profissionais de ‘Kids’ e deram tudo de si. E depois ficaram sem ninguém para ajudá-los ou lhes dar orientação para aproveitar a estreita janela de oportunidade que se abriu para eles”. A filmagem de “Kids” foi tudo menos uma experiência profissional tradicional. Menores de idade foram filmados nus e as drogas exibidas nas telas não eram cenográficas, mas produtos reais prontamente disponíveis. Para muitos, a produção poderia ser mais bem descrita como um bacanal do que um set de cinema. Sem participar dos lucros da exploração de suas imagens, o elenco também se viu estereotipado como meninos de rua amorais, o que complicou ainda mais suas chances de prosseguir na carreira, além de criar sentimentos conflitantes. “Larry Clark costumava dizer: ‘Eu digo a verdade e a verdade pode ser chocante’”, lembra Martin. “Bem, minha resposta a isso é: a verdade de quem? ‘Kids’ foi comercializado de uma forma particular que teve um impacto sobre aqueles que foram vendidos como personagens específicos. Vinte e seis anos se passaram, então você pode ver as consequências disso.” Nem Clark nem Korine concordaram em participar da produção de “The Kids”. E Martin ainda sugere que eles estariam tentando impedir o lançamento do documentário. Ele contou que houve contestações legais ao uso de imagens do filme de 1995 em seu trabalho. “Alguém tem tentado impedir o filme de um ângulo legal”, diz Martin. “Eles estão tentando impedir o lançamento, mas estamos lutando pelo uso justo do material. Eles não podem impedir esses indivíduos de contar seu lado da história, então eles estão tentando fazer isso bloqueando o uso das imagens”. Lembre abaixo o trailer de “Kids”.

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  • Filme

    Facada em Bolsonaro vai virar filme

    10 de junho de 2021 /

    O cineasta Josias Teófilo, que estreou com o documentário “O Jardim das Aflições”, sobre o guru bolsonarista Olavo de Carvalho, vai lançar um curta-metragem sobre o atentado à faca contra Jair Bolsonaro em setembro de 2018, quando o capitão reformado ainda era candidato à presidência. A trama não será uma reprise de “Os 12 Macacos”, em que um homem considerado maluco era enviado no tempo para impedir um genocida de causar o apocalipse com um vírus contagioso, apenas para falhar na tentativa de matar seu alvo. Em vez disso, trata-se de um documentário com depoimentos de Carlos e Eduardo, filhos de Bolsonaro, além do deputado Gil Diniz e do advogado Victor Metta. O curta é resultado de sobras de outro trabalho. São imagens que não entraram na versão final do próximo documentário de Teófilo, “Nem Tudo se Desfaz”, sobre a ascensão de Bolsonaro, que deve ser lançado ainda neste ano.

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  • Filme

    Globoplay lança documentário de Luciano Huck sobre a pandemia

    7 de junho de 2021 /

    A Globoplay está lançando o documentário “2021: O Ano que Não Começou”, produzido por Luciano Huck. A produção será disponibilizada junto com sua exibição no canal pago GNT na noite desta segunda (7/6), marcada para após o programa “Papo de Segunda”, que contará com a participação de Huck. O documentário aborda as transformações causadas pela pandemia, a maioria de forma dolorosa. “‘2021: O Ano Que Não Começou’ é parte do meu olhar curioso e de uma vontade legítima de escutar e aprender. Uma busca por ideias, pensamentos, reflexões e propostas que possam fazer do mundo um lugar possível, mais afetivo e eficiente. Para isso, fui em busca de referências globais do livre pensar e procurei construir pontes. O resultado foi surpreendente”, diz o apresentador no comunicado de lançamento. Entre os temas abordados, estão desigualdade, educação, racismo e antirracismo, capitalismo, política, pobreza, tecnologia e família. E entre os depoimentos registrados, estão opiniões de vários pensadores e ativistas, como Rutger Bregman, historiador e autor do best-seller “Utopia para Realistas”,Thomas Friedman, vencedor de três prêmios Pulitzer e colunista do jornal The New York Times, Thomas Piketty, economista e autor do best-seller “O Capital no século XXI”, Esther Duflo, professora do MIT e vencedora do Prêmio Nobel de Economia em 2019, Preto Zezé, presidente da Central Única das Favelas (CUFA), Silvio de Almeida, advogado, filósofo e professor universitário, Luana Genot, fundadora e diretora-executiva do ID_BR; entre outros nomes. Idealizado por Luciano Huck, “2021: O Ano Que Não Começou” tem roteiro da jornalista Giuliana Vallone e André Brandt (“Programa do Porchat”), e direção de Guilherme Melles (“Quebrando o Tabu”) e Fernando Acquarone (“Santos Dumont”). Veja o trailer abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Luciano Huck (@lucianohuck)

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  • Filme

    Documentário vai contar a história de Charlie Brown e seu criador

    5 de junho de 2021 /

    A Apple TV+ divulgou o pôster e o trailer do documentário “Who Are You, Charlie Brown?”, que homenageia o criador dos “Peanuts”, Charles M. Schulz, com depoimentos de celebridades e relatos de primeira mão sobre a criação dos personagens e do impacto dos quadrinhos originais. A prévia aborda especificamente como os desenhos de meninas atletas e amigos negros incomodaram o conservadorismo branco e masculino dos anos 1950 e 1960, além de destacar a mensagem principal das tirinhas de Charlie Brown: nunca desista. Narrado por Lupita Nyong’o (“Pantera Negra”), o filme conta com depoimentos de pessoas tão diferentes quanto Jean Schulz, a viúva do artista, a atriz Drew Barrymore (“Santa Clarita Diet”), o jovem ator Noah Schnapp (“Stranger Things”) e os diretores Paul Feig (“Missão Madrinha de Casamento”) e Kevin Smith (“O Balconista”), entre muitos outros. Escrito e dirigido por Michael Bonfiglio (“Os EUA e as Mudanças Climáticas do Planeta”), “Who Are You, Charlie Brown?” estreia em streaming no dia 25 de junho.

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  • Etc,  Filme

    Paulo Thiago (1945-2021)

    5 de junho de 2021 /

    O cineasta Paulo Thiago, um dos maiores talentos do cinema brasileiro, morreu durante a madrugada deste sábado (5/6), aos 75 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no hospital Samaritano desde o dia 7 de maio e sua morte foi causada por uma parada cardíaca após uma doença hematológica. Nascido em Aimorés, em Minas Gerais, o diretor foi morar no Rio de Janeiro ainda criança. Ele chegou a cursar economia e sociologia política na PUC, mas seus dias de universitário acabaram lhe desenvolvendo a paixão pelo cinema e o lançando numa trajetória completamente diferente de seus planos originais. Seu primeiro filme foi o documentário “A Criação Literária de João Guimarães Rosa”, lançado em 1969, que chegou a ser premiado no Festival de Santarém, em Portugal. No ano seguinte, lançou seu primeiro longa-metragem de ficção, “Os Senhores da Terra”, também reconhecido internacionalmente ao ser incluído no Festival de Karlovy Vary. Seus próximos trabalhos o consagraram de vez. “Sagarana, o Duelo” (1974) foi selecionado para a mostra competitiva do Festival de Berlim e “Soledade, a Bagaceira” (1976) foi premiado no Festival de Brasília. Ele também fez “Batalha dos Guararapes” (1978), que se tornou um dos primeiros épicos do cinema brasileiro, e “Águia na Cabeça” (1984), pioneiro ao abordar o jogo do bicho e a contravenção do Rio. Ao longo da carreira, Paulo Thiago se especializou em retratar o homem comum em luta contra adversidades maiores que suas capacidades, e essa temática teve seu auge em “Jorge, um Brasileiro” (1989), centrado num caminhoneiro com uma missão de entrega impossível, que refletia as condições da categoria. Com seus trabalhos, também participou da retomada do cinema brasileiro nos anos 1990, alcançando sucesso com “Vagas Para Moças de Fino Trato” (1993), premiado no Festival de Brasília, e “Policarpo Quaresma, Herói do Brasil” (1998), sobre um populista fanático de direita que busca o poder e hoje parece terrivelmente premonitório. O diretor dedicou duas obras consecutivas ao poeta Carlos Drummond de Andrade, o documentário “Poeta de Sete Faces” (2002) e a ficção “O Vestido” (2003), adaptação de um poema do escritor. Por sinal, essa era outra característica de sua filmografia. Depois de estrear com “A Criação Literária de João Guimarães Rosa”, ele filmou “Saragana”, de Guimarães Rosa. A alternância ainda se refletiu de forma temática em dois filmes seguidos com fundo musical, “Coisa Mais Linda: Histórias e Casos da Bossa Nova” (2005), documentário sobre a Bossa Nova, e “Orquestra dos Meninos” (2008), a história de Mozart Vieira, que ensinou música a crianças pobres de Pernambuco e, recusando-se a participar do jogo político local, sofre vingança e tem seu trabalho questionado por uma falsa acusação de abuso de alunos. “Orquestra dos Meninos” serviu como resumo da temática mais emblemática do diretor, exemplificando a luta de brasileiros para melhorar de vida e de país, sempre em luta com interesses de poderosos, fossem os coronéis de “Os Senhores da Terra” ou a manipulação política da “Batalha dos Guararapes”. O diretor ainda fez “Doidas e Santas” (2016), a rara comédia de sua carreira, e “A Última Chance” (2017), exibido no Festival do Rio e protagonizado por Marcos Pigossi, sobre a história de um ex-presidiário que se redime graças às artes marciais (ele fez um documentário sobre esse personagem real em 2013), além de “​Memórias do Grupo Opinião” (2019), que esteve na 24ª edição do festival É Tudo Verdade, apresentando a trajetória do grupo teatral carioca Opinião, marco da resistência contra a ditadura. Entre os projetos que desenvolvia, ficaram incompletos “Rabo de Foguete”, filme baseado na obra de Ferreira Gullar, e um documentário sobre o grupo musical MPB4. Mas Paulo Thiago não foi só diretor. Ele produziu filmes como “Engraçadinha” (1981), de Haroldo Marinho Barbosa, “O Bom Burguês” (1983), de Oswaldo Caldeira, “Fulaninha” (1986), de David Neves, “Beijo na Boca” (1986), de Euclydes Marinho e “Aparecida, O Milagre” (2010), de Tizuka Yamasaki. Também presidiu o Sindicato da Indústria Cinematográfica e Audiovisual do Rio de Janeiro e a Associação Brasileira de Produtores Cinematográficos, além de ter sido um dos fundadores da Associação Brasileira dos Cineastas.

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  • Filme

    Filmes online: As melhores estreias pra ver em casa

    4 de junho de 2021 /

    A programação de estreias online da semana traz vários filmes inéditos nos cinemas. Isto geralmente significa que são obras do circuito alternativo, com perfil de festival internacional. No clima do mês do orgulho LGBTQIAP+, os destaques são dois dramas de época que lidam com o “amor proibido” entre duas mulheres. Vencedor do Leão Queer do último Festival de Veneza, “Um Fascinante Novo Mundo” é ambientado na época dos pioneiros do século 19, que viajavam ao interior dos EUA com sonhos de virar fazendeiros e começar novas comunidades. Dirigido pela norueguesa Mona Fastvold (“O Sonâmbulo”), acompanha Katherine Waterston (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindenwald”), mulher de um desses fazendeiros, que se apaixona lentamente, mas fortemente, quando Vanessa Kirby (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”) se muda com seu marido para a vizinhança, acabando com sua solidão naquele fim de mundo congelante. Do diretor britânico Francis Lee (“O Reino de Deus”), “Amonite” (em inglês com um “M” a mais) se passa na mesma época e aborda fatos supostamente reais da vida da paleontóloga Mary Anning, vivida por Kate Winslet (“Mare of Easttown”). Na trama, um geólogo aristocrata preocupado com a melancolia de sua jovem esposa pede para a pioneira, mas ainda não reconhecida paleontóloga, ocupá-la com trabalho. A esposa é a geóloga Charlotte Murchison, papel de Saoirse Ronan (“Adoráveis Mulheres”). Relutante, a paupérrima Anning aceita a mulher como assistente, e entre a coleta de fósseis à beira-mar e os passeios na praia, aos poucos as duas deixam de lado as diferenças sociais para aprofundar laços, até despertarem uma paixão. As duas atrizes venceram o prêmio do Círculo das Críticas Femininas dos EUA como melhor casal do ano. A lista segue dramática e até experimental com outras opções premiadas, mas também oferece duas oportunidades para rir à toa. Entre os melhores exemplares recentes do bom humor nacional, “O Auto da Boa Mentira” é uma antologia de José Eduardo Belmonte (“Carcereiros – O Filme”) com grande elenco dedicada à obra do escritor Ariano Suassuna (“O Auto da Compadecida”), enquanto a comédia inédita “Como Hacker Seu Chefe”, de Fabrício Bittar (“Os Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro”), aproveita o isolamento da pandemia para originar o primeiro filme brasileiro do nascente gênero “screen life”, em que a trama se passa inteira nas telas de computadores. Ambos são divertidos – e o segundo é francamente inovador – , ao contrário da opção mais marketada da semana, “Carnaval”, fora da lista. Ironicamente, até este filme fraquíssimo (que não entrou no Top 10 semanal) tem um lado positivo, ao servir de lição para a turma que acha que, pra fazer sucesso, o cinema brasileiro só precisa reciclar fórmulas americanas. É que a distribuição internacional da Netflix fez a crítica americana se manifestar sobre este “Viagem das Garotas brasileiro” estrelado por “influencers” e o resultado são adjetivos que a imprensa nacional muitas vezes receia publicar – “exagerado”, “superficial”, “sem charme”, etc. Confira abaixo nossa seleção (com os trailers) das 10 melhores opções de filmes disponibilizadas em streaming nesta semana.     Um Fascinante Novo Mundo | EUA | Drama (Apple TV, Google Play, Microsoft Store, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes)     Amonite | Reino Unido | Drama (Apple TV, Looke, Microsoft Store, NOW, Sky Play, Vivo Play)     A Loucura Que Nos Une | Dinamarca | Drama (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes)     Preparativos para Ficarmos Juntos por Tempo Indefinido | Hungria | Drama (NOW)     Kala Azar | Grécia | Drama (MUBI)     A Bruxa do Amor | EUA | Comédia de Terror (Supo Mungam Plus)     Como Hacker Seu Chefe | Brasil | Comédia (Apple TV, Google Play, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes)     O Auto da Boa Mentira | Brasil | 2021 (NOW)     Inna De Yard: The Soul of Jamaica | França | Documentário (Reserva Imovision)     Pretty Guardian Sailor Moon Eternal: O Filme | Japão | Animação (Netflix)

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  • Filme

    “Invocação do Mal 3” e mais três filmes estreiam nos cinemas

    3 de junho de 2021 /

    O terceiro “Invocação do Mal” é a principal estreia desta quinta (3/6) nos cinemas. Anunciado como o mais assustador da franquia, ele é o contrário do que promete sua campanha de marketing: o mais fraco da trilogia. Faz diferença ser o primeiro sem direção de James Wan. Em seu lugar está Michael Chaves, que fez sua estreia no universo de “Invocação do Mal” com o fraquíssimo terror “A Maldição da Chorona” (2019). “Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” se sustenta no bom desempenho de Patrick Wilson e Vera Famiga como o casal de investigadores sobrenaturais Ed e Lorraine Warren, e no fato de sua trama ser baseada numa história real: um caso de assassinato por suposta possessão demoníaca que foi levado ao tribunal dos Estados Unidos. Estruturado como um episódio de “Law & Order”, o filme assusta bem menos que os anteriores, especialmente após a série “Evil” apresentar história similar. A programação da semana se completa com mais três lançamentos. E logicamente o mais fraco ocupa mais salas. “Alice e Peter – Onde Nascem os Sonhos” volta a trazer Angelina Jolie numa história relacionada à fábulas encantadas. Na trama, a estrela de “Malévola” é casada com David Oyelowo (“Selma”) e eles são pais de três crianças. Quando uma delas morre em um acidente, os sobreviventes Peter e Alice se refugiam da depressão em suas imaginações, que os leva, respectivamente, para a Terra do Nunca e o País das Maravilhas. Mas o melodrama supera a fantasia e a moral da história passa longe de ser fabulosa. No circuito limitado, “Verão de 85” tem direção de François Ozon e, mesmo sem virar um novo cult do cineasta francês, tem 80% de aprovação dos críticos americanos do Rotten Tomatoes. A história, passada na mesma época de “Me Chame pelo Seu Nome”, acompanha um romance gay adolescente e suas consequências. Por fim, “Cine Marrocos” é a obra favorita da crítica. Documentário sobre a ocupação de um cinema abandonado no centro de São Paulo, o filme de Ricardo Calil (“Narciso em Férias”) entra em cartaz dois anos após vencer o festival É Tudo Verdade de 2019. Ótimo jornalista que virou excelente cineasta, Calil convida os atuais moradores do local – sem tetos e imigrantes – a reencenar trechos dos filmes que foram exibidos ali, décadas antes. O resultado conquistou notas máximas de várias publicações que cobriram o festival.     Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio | EUA | Terror     Alice e Peter – Onde Nascem os Sonhos | EUA | Fantasia     Verão de 85 | França | Drama     Cine Marrocos | Brasil | Documentário

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  • Série

    Sophie Turner vai estrelar série de Antonio Campos

    1 de junho de 2021 /

    A atriz Sophie Turner, que viveu Sansa Stark em “Game of Thrones”, vai estrelar uma nova série da HBO. Na verdade, da HBO Max, a plataforma de streaming do conglomerado antigamente chamado de WarnerMedia. Ela entrou no elenco de “The Staircase”, atração criminal que está sendo desenvolvida pelo cineasta Antonio Campos (“O Diabo de Cada Dia”), filho do jornalista brasileiro Lucas Mendes (“Manhattan Connection”). “The Staircase” é baseada na produção francesa “Morte na Escadaria”, uma das primeiras séries documentais sobre crimes verdadeiros a estourar na TV, em 2004. A produção original do diretor Jean-Xavier de Lestrade contava a história de Michael Peterson, um romancista policial acusado de matar sua esposa Kathleen, encontrada morta ao pé da escada de sua casa, e a batalha judicial de 16 anos que se seguiu. Anos depois do lançamento original, o diretor acrescentou três novos episódios à produção para um relançamento na Netflix em 2018. O elenco da adaptação dramática é internacional. Além da inglesa Sophie Turner, estão confirmados seu compatriota britânico Colin Firth (“Kingsman – Serviço Secreto”), a australiana Toni Collette (“Hereditário”), a francesa Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”) e as americanas Rosemarie DeWitt (“Pequenos Incêndios por Toda a Parte”) e Parker Posey (“Perdidos no Espaço”). Turner interpretará Margaret Ratliff, uma das filhas adotadas de Michael Peterson. Peterson será vivido por Firth, enquanto Collette terá o papel da esposa morta. Ao anunciar a série em março passado, Antonio Campos disse: “Este é um projeto no qual venho trabalhando de uma forma ou de outra desde 2008. Tem sido um caminho longo e sinuoso, mas valeu a pena esperar para poder encontrar parceiros como a HBO Max, a [produtora] Annapurna, minha co-showrunner Maggie Cohn e o incrível Colin Firth para dramatizar uma história tão complexa da vida real. ” Veja abaixo o trailer do documentário “Morte na Escadaria” (que também se chama “The Staircase” em inglês).

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  • Filme

    Filmes online: “Cruella” e outras opções de cinema em casa

    28 de maio de 2021 /

    A expressão “cinema em casa” tem significado literal neste fim de semana, já que a principal estreia do circuito cinematográfico também é destaque na programação de streaming. A Disney lançou “Cruella” simultaneamente nas salas de exibição e em sua plataforma digital (por um custo adicional, além da mensalidade do serviço). A produção é a fábula mais sombria já feita pelo estúdio, superando “Malévola”, mas também apresenta um espetáculo fashion e clima roqueiro capaz de fazer muitos adultos disputarem espaço no sofá ao lado das crianças. Concebido como um prólogo de “101 Dálmatas”, o longa se passa nos anos 1970, em Londres, e apresenta Cruella, vivida por Emma Stone (“La La Land”) como uma estilista punk em ascensão (pense em Vivienne Westwood), que compete com sua antiga chefe interpretada por Emma Thompson (“MIB: Homens de Preto – Internacional”), enquanto começa a desenvolver uma fascinação por peles de animais — especialmente, é claro, de dálmatas. O detalhe é que este não é o único lançamento simultâneo. O documentário “Alvorada”, espécie de “BBB” dos últimos dias de Dilma Rousseff como presidente, também chegou ao mesmo tempo em tela grande e online, disponibilizado em diversas plataformas de VOD. Com ênfase em docs políticos, a lista ainda inclui “Libelu – Abaixo a Ditadura”, sobre movimento estudantil dos anos 1970 e 1980, que venceu o recente festival “É Tudo Verdade”, e um programa duplo do premiado bielorrusso Sergey Loznitsa, “The Trial” e “State Funeral”, que joga luz sobre as perseguições, mentiras e fanatismo do stalinismo. Há também dramatização política, via “Oslo”, que chega no sábado (29/5) na TV paga e no streaming da HBO, com o tema atualíssimo das discussões impossíveis de paz entre palestinos e israelenses. Em outro registro, a identidade israelense também é tema da comédia “Synonymes”, vencedora do Leão de Ouro do Festival de Berlim. A programação se completa com três títulos inéditos nos cinemas nacionais. Um dos últimos filmes estrelados por Johnny Depp, “Cidade de Mentiras” traz o ator investigando o assassinato dos rappers Notorious B.I.G. e Tupac Shakur. Igualmente com ligação musical, “Stardust” acompanha um jovem David Bowie na viagem aos EUA que marcou a grande reviravolta da sua carreira – divisivo, não foi aprovado pela família do cantor que proibiu suas músicas na trilha. Por fim, a maior descoberta da programação. Lançado em 2015 e até então inédito no Brasil, “Black – Amor em Tempos de Ódio” marcou a estreia de Bilall Fallah e Adil El Arbi, dois jovens cineastas belgas de famílias marroquinas que hoje formam uma das duplas mais requisitadas de Hollywood. A história de gangues violentas foi premiada no Festival de Toronto e no circuito europeu, ganhou elogios da crítica e rendeu o convite para os dois gravarem o piloto de “Snowfall” e a sequência “Bad Boys para Sempre”, que se tornou o maior sucesso do cinema americano em 2020. Com esses cartões de visita, foram cortejados pela Marvel, gravaram a vindoura série “Ms. Marvel” e agora estão ligados à DC, onde começam a trabalhar no filme de “Batgirl”. Mas tudo começou com o drama criminal independente abaixo. Confira abaixo os trailers das 10 melhores opções de filmes disponibilizadas em streaming nesta semana.     Cruella | EUA | Fantasia (Disney+)     Cidade de Mentiras | EUA | Crime (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes)     Black – Amor em Tempos de Ódio | EUA | Crime (Reserva Imovision)     Oslo | EUA | Drama (HBO Go)     Synonymes | França, Israel | Comédia (Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes)     Stardust | Reino Unido | Drama (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes)     The Trial | Holanda, Rússia | Documentário (MUBI)     State Funeral | Holanda, Lituânia | Documentário (MUBI)     Alvorada | Brasil | Documentário (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes)     Libelu – Abaixo a Ditadura | Brasil | Documentário (Apple TV, Google Play, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes)

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