Ahsoka se junta às heroínas de “Star Wars: Rebels” no trailer de sua série
A Disney+ divulgou o novo trailer da série “Star Wars: Ahsoka”, que traz Rosario Dawson (“Demolidor”) como a Jedi Ahsoka Tano e aprofunda mais a participação dos demais protagonistas. Entre eles, estão Natasha Liu Bordizzo (“The Voyeurs”) como Sabine Wren, Mary Elizabeth Winstead (“Aves de Rapina”) como Hera Syndulla e o falecido Ray Stevenson (“Vikings”) no papel do Jedi transformado em mercenário Baylan Skoll. A prévia também proporciona uma visão mais completa do personagem vilanesco de Stevenson, destacando uma das últimas atuações do ator que morreu em maio. Continuidade do universo “Star Wars” O trailer demonstra claramente que “Star Wars: Ahsoka” é uma continuação em live-action de “Star Wars: Rebels”, série animada que apresentou Hera Syndulla, Sabine Wren e o jovem usuário da Força, Ezra Bridger. A última cena de “Rebels” mostrava Hera e Sabine unindo forças com Ahsoka para uma busca galáctica por Ezra. Esta missão é referenciada no novo trailer de “Ahsoka”, onde um mural de Ezra, retratado exatamente como sua forma animada em “Rebels”, é exibido. O império contra-ataca Ahsoka Tano, que fez sua estreia live-action na 2ª temporada de “The Mandalorian”, declara que sua missão é impedir o vilão Thrawn de se tornar o “herdeiro do Império”. Diante disso, Hera Syndulla a convence a encontrar Sabine e recrutá-la para a luta que se aproxima. Juntas, as três tentarão impedir uma nova guerra nas estrelas. Seu rival, interpretado por Lars Mikkelsen, é um gênio tático que busca trazer de volta o Império. Thrawn foi introduzido no celebrado romance de 1991 de Timothy Zahn, “Herdeiro do Império”, que ajudou a reviver “Star Wars” na imaginação do público, oito anos depois do final da trilogia original – e que também virou vilão animado em “Star Wars: Rebels”. O responsável por juntar todos esses personagens é o produtor-roteirista Dave Filoni, que é o criador da personagem Ahsoka na série animada “Star Wars: Clone Wars” e também das demais heroínas em “Star Wars: Rebels”. A nova série estreia seus dois primeiros episódios em 23 de agosto.
“Elementos” lidera bilheterias do Brasil pelo terceiro fim de semana
Pelo terceiro fim de semana consecutivo, a nova animação da Disney/Pixar, “Elementos”, dominou as bilheterias brasileiras, surpreendendo com uma arrecadação de R$ 9,33 milhões, superior à semana passada. Segundo dados da Comscore, o longa conseguiu atrair um público de 439 mil pessoas, alcançando a expressiva soma total de R$ 33,7 milhões no Brasil até o momento. Em uma disputa acirrada pelo 2º lugar, a estreia de “Sobrenatural: A Porta Vermelha”, quinto filme da franquia de terror, superou “Indiana Jones e a Relíquia do Destino”. Com uma arrecadação de R$ 5,7 milhões em seu primeiro final de semana no país, o horror da Sony conquistou 269 mil espectadores, enquanto o último “Indiana Jones” ficou com R$ 4,7 milhões e público de 190 mil pessoas. O resto da bilheteria O Top 5 da bilheteria nacional continua a ser dominada por grandes franquias e blockbusters. “The Flash” e “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” mantiveram-se em destaque, vendendo 89 mil e 87 mil ingressos, respectivamente. “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” merece um destaque especial, tendo acumulado um público de 3,26 milhões de pessoas e uma renda de R$ 62,36 milhões desde sua estreia em 1 de junho. Em contraste, a estreia de “Os Aventureiros – A Origem”, novo filme de Luccas Neto, que conta com uma base de fãs considerável devido a seu canal do YouTube, levou apenas 80 mil espectadores aos cinemas, ficando em 6º lugar com uma arrecadação de R$ 1,64 milhão. A lista completa do Top 10 nacional também inclui “A Pequena Sereia”, com um público de 57,7 mil espectadores, “Transformers: O Despertar das Feras”, com 20,5 mil bilhetes vendidos, “Velozes e Furiosos 10”, com 13,7 mil ingressos, e “Que Horas eu Te Pego?” e seus 11,1 mil espectadores. No total, os dez filmes mais assistidos entre os dias 6 e 9 de julho somaram uma receita de R$ 28,36 milhões, levando 1,31 milhão de pessoas aos cinemas. Confira a seguir os trailers dos cinco filmes mais assistidos no Brasil. 1 | ELEMENTOS | 2 | SOBRENATURAL: A PORTA VERMELHA | 3 | INDIANA JONES E A RELÍQUIA DO DESTINO | 4 | THE FLASH | 5 | HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO |
Hugh Jackman ressurge como Wolverine no set de “Deadpool 3”
Hugh Jackman ressurgiu como Wolverine em uma imagem das filmagens de “Deadpool 3”. O primeiro vislumbre do herói foi compartilhado nesta segunda-feira (10/7) pelo ator Ryan Reynolds, intérprete de Deadpool, nos stories do Instagram. A publicação pegou os fãs de surpresa e ainda emocionou por mostrar os personagens caminhando lado a lado com seus trajes originais. Esta é a primeira vez que Jackman usa o famoso traje amarelo dos quadrinhos de Wolverine. “Não pisque”, brincou Reynolds. Jackman confirmou seu retorno como o herói icônico das histórias dos X-Men, após se despedir do personagem em “Logan” (2017), por conta do roteiro que aludia ao multiverso. Dirigido por Shawn Levy (“O Projeto Adam”), o filme ainda tem os detalhes sobre a história mantidos em segredo. O roteiro é escrito por Levy e Reynolds ao lado dos autores dos dois filmes anteriores, Paul Wernick e Rhett Reese, além do roteirista de quadrinhos Zeb Wells. Desde que a Disney comprou a 20th Century Fox, os fãs aguardam a inclusão dos X-Men no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês), mas até o momento a Marvel promoveu apenas uma breve aparição do Professor Xavier (Patrick Stewart) em “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”. Retorno de Ben Affleck e Jennifer Garner Diante das especulações sobre os personagens que pertenciam a Fox, surgiram rumores de que o filme concretizará diversos retornos. Ben Affleck teria sido visto no set de filmagem como Demolidor, após estrelar o filme do herói lançado em 2003. E o site The Hollywood Reporter confirmou o retorno de Jennifer Garner como Elektra, depois de interpretar a personagem em “Demolidor” (2003) e “Elektra” (2005). Embora nenhum dos longas tenha sido um sucesso de público ou crítica, ambos ganharam bastante consideração dos fãs da Marvel pela introdução dos heróis no cinema. Além disso, o filme deve contar com as participações dos integrantes originais dos X-Men, incluindo Halle Berry, Famke Janssen e James Marsden, reprisando seus papéis como Tempestade, Jean Grey e Ciclope, respectivamente. O trio tem sido citado em várias reportagens, embora a Marvel não tenha confirmado oficialmente sua participação. O elenco realmente confirmado conta com os retornos dos atores dos primeiros filmes: Karan Soni como Dopinder, Leslie Uggams como Blind Al, Morena Baccarin como Vanessa, Stefan Kapicic como Colossus, Rob Delaney como Peter, Brianna Hildebrand como Míssil Adolescente Megassônico e Shioli Kutsuna como Yukio. “Deadpool 3” estreia em 4 de março de 2024 no Brasil, um dia antes dos EUA.
“Sobrenatural 5” supera “Indiana Jones” nas bilheterias dos EUA
O terror “Sobrenatural: A Porta Vermelha” superou expectativas ao estrear em 1º lugar nas bilheterias do fim de semana nos EUA e Canadá. Com US$ 32,7 milhões, a produção superou “Indiana Jones e a Relíquia do Destino”, que caiu para o 2º lugar em sua segunda semana de exibição. Com isso, “Sobrenatural: A Porta Vermelha” tornou-se o 16º filme da produtora Blumhouse a abrir em 1º lugar nas bilheterias norte-americanas, além de representar a segunda melhor abertura de terror da Sony em todos os tempos, superada somente por “O Grito”, com US$ 39,1 milhões em 2004. A produção ainda conquistou a segunda melhor abertura doméstica da franquia, atrás apenas de “Sobrenatural: Capítulo 2” de 2013 (US$ 40,3 milhões), na época distribuído pela Universal. O lançamento também foi muito bem no exterior, arrecadando US$ 31,4 milhões para uma estreia global de US$ 64,1 milhões. Isto significa lucro em tempo recorde, já que seu orçamento foi de apenas US$ 16 milhões. As pegadinhas do marketing O mais impressionante é que o quinto “Sobrenatural” conseguiu esse sucesso apesar de críticas muito negativas (apenas 36% de aprovação no Rotten Tomatoes). Os méritos de seu desempenho são do departamento de marketing da Sony, que criou uma estratégia impactante, com várias pegadinhas para assustar pessoas nas ruas e também nas redes sociais – influenciadores americanos compartilharam vídeos de pegadinhas personalizadas em seus perfis no TikTok e Instagram, atingindo um total combinado de 90 milhões de seguidores. Indiana Jones e a última cruzada da direita Em 2º lugar, “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” despencou mais de 55% em sua segunda semana em cartaz, com uma bilheteria de US$ 26,5 milhões. Apesar disso, terminou o domingo (9/7) com um total de US$ 121,2 milhões domésticos e US$ 247,9 milhões mundiais. Embora pareçam valores elevados, são na verdade baixos para uma produção orçada em quase US$ 300 milhões – e que não conseguiu passar mais que um fim de semana no topo do ranking. O pódio da semana fechou com o sucesso-surpresa “Sound of Freedom”, que rendeu US$ 18,2 milhões em seu fim de semana de estreia. O filme de ação conservador, que foi financiado coletivamente, acompanha um justiceiro americano (o “Jesus” Jim Caviezel) que resolve enfrentar traficantes de crianças na América do Sul em meio a citações ultradireitistas de QAnon. Estreou no feriado patriótico de 4 de julho e já soma um total doméstico de US$ 40,2 milhões. Mas não tem previsão de lançamento no Brasil. A parte animada das bilheterias A animação “Elementos” manteve a 4ª posição com US$ 9,6 milhões. Mostrando recuperação, a produção da Disney/Pixar ultrapassou “The Flash” da Warner/DC em vendas de ingressos nos Estados Unidos, com uma arrecadação doméstica superior a US$ 109 milhões. Melhor ainda, o longa mostrou uma melhora significativa no exterior. Nesta semana, arrecadou US$ 30 milhões em 48 mercados, elevando seu total mundial para US$ 251,9 milhões. Embora sua estreia não tenha sido espetacular, o desempenho sólido ao longo das semanas é um bom sinal. No entanto, como seu custo de produção foi de US$ 200 milhões, ainda tem um longo caminho a percorrer para alcançar o ponto de equilíbrio financeiro. O filme que fecha o Top 5 já passou há muito. “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” arrecadou mais US$ 8 milhões em sua sexta semana em cartaz nos EUA e Canadá. Até o momento, a animação da Sony/Marvel já acumula incríveis US$ 357,6 milhões nas bilheterias domésticas e US$ 641 milhões em todo o mundo. Fracasso da semana O grande tombo da semana ficou com “Loucas em Apuros” (Joy Ride), da Lionsgate, que estreou na sexta (7/7) e não passou do 6º lugar, com uma arrecadação decepcionante de US$ 5,9 milhões. “Loucas em Apuros” é a segunda comédia sexual a estrear nos cinemas neste verão nos EUA, num aparente esforço de Hollywood para reviver o gênero que foi sucesso nos anos 1980. Produzido pelos mesmos responsáveis por “Vizinhos” e com roteiro de Adele Lim, co-roteirista de “Podres de Ricos”, o filme conta a história de quatro amigas que embarcam em uma aventura internacional única na vida. A estreia no Brasil vai acontecer em 3 de agosto. O lançamento anterior do gênero saiu-se melhor nas bilheterias. “Que Horas te Pego?”, protagonizado por Jennifer Lawrence, ainda está no Top 10 (em 7º lugar) após três semanas em cartaz, acumulando US$ 40,4 milhões na América do Norte e US$ 67 milhões em todo o mundo. Mas como a Sony gastou cerca de US$ 45 milhões em sua produção, a comédia precisará continuar rendendo para justificar esse investimento. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | SOBRENATURAL: A PORTA VERMELHA | 2 | INDIANA JONES E A RELÍQUIA DO DESTINO | 3 | SOUND OF FREEDOM 4 | ELEMENTOS 5 | HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO
Jennifer Garner vai retornar como Elektra em “Deadpool 3”
A atriz Jennifer Garner vai retornar como Elektra em “Deadpool 3”. De acordo com o site The Hollywood Reporter, ela vai reprisar a personagem 20 anos depois da sua primeira aparição em “Demolidor – O Homem sem Medo” (2003), estrelado por Ben Afleck. A notícia surge em meio aos boatos de um possível retorno de Ben Affleck no papel do Demolidor. As gravações do terceiro filme de “Deadpool”, estrelado por Ryan Reynolds, também terá o aguardado retorno de Hugh Jackman ao papel de Wolverine. Segundo o site, isso faz parte da iniciativa da Marvel em incluir um multiverso no filme para a entrada dos personagens de X-Men, após a compra da 20th Century Fox pela Disney. Contata pela imprensa, a Marvel não quis comentar. A personagem interpretada por Jennifer Garner foi apresentada pela primeira vez em live-action no longa do Demolidor, dirigido por Mark Steven Johnson (“Amor em Verona). Embora a versão de Affleck como o vigilante não tenha sido um sucesso entre o público, o longa gerou um spin-off de Elektra dois anos depois, também dirigido por Johnson e estrelado por Garner. Lançado em 2005, “Elektra” não foi um sucesso de bilheteria, mas ganhou notoriedade por ser um dos primeiros filmes com uma super-heroína como protagonista. Na época, a atriz também estrelava o seriado de espionagem “Alias”, o que tornou Garner bastante conhecida pelo gênero de ação. Chegou a hora dos X-Men na Marvel Dirigido por Shawn Levy (“O Projeto Adam”), “Deadpool 3” também deve reunir os personagens que faziam parte da Fox no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês), agora que todos pertencem a Disney. Vale lembrar que a Marvel já promoveu uma aparição do Professor Xavier (Patrick Stewart) em “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, o que reforça a possibilidade do filme do Deadpool explorar o multiverso. Em paralelo aos retornos de Ben Afleck e Jennifer Garner como Demolidor e Elektra, além de Hugh Jackman como Wolverine, o filme deve contar com as participações dos integrantes originais dos X-Men, incluindo Halle Berry, Famke Janssen e James Marsden, reprisando seus papéis como Tempestade, Jean Grey e Ciclope, respectivamente. O trio tem sido citado em várias reportagens, embora a Marvel não tenha confirmado oficialmente sua participação no filme. O elenco confirmado conta com os retornos dos atores dos primeiros filmes: Karan Soni como Dopinder, Leslie Uggams como Blind Al, Morena Baccarin como Vanessa, Stefan Kapicic como Colossus, Rob Delaney como Peter, Brianna Hildebrand como Míssil Adolescente Megassônico e Shioli Kutsuna como Yukio. “Deadpool 3” estreia em 4 de março de 2024 no Brasil, um dia antes dos EUA.
Filme “A Cratera” é removido da Disney+ após apenas 50 dias
“A Cratera”, filme de ficção científica dos mesmos produtores de “Stranger Things”, foi retirado abruptamente do catálogo do Disney+ cerca de 50 dias após o seu lançamento. A decisão causou revolta entre os espectadores e reacendeu debates sobre a preservação de mídia em uma era dominada por plataformas de streaming. Produzido pela Disney com um custo estimado de US$ 53,4 milhões, o filme desapareceu sem aviso prévio da plataforma, anulando a chance de conquistar novos públicos e colocando em dúvida o modelo de produção direto para streaming. O acontecimento levantou questões sobre o destino de outros títulos da companhia que também estão sendo retirados do catálogo sem qualquer explicação. Política controversa de corte de conteúdo A remoção de “A Cratera” faz parte de uma política da Disney que já levou à exclusão de mais de duas dúzias de programas da Disney+ e da Hulu/Star+. Entre os títulos notáveis, está “Willow”, que encerrou sua temporada menos de seis meses antes de ser retirado do ar. Esta política de corte foi posta em prática após a decisão do CEO da Disney, Bob Iger, de reduzir o conteúdo de seus serviços de streaming para lidar com perdas superiores a US$ 1 bilhão. Iger planeja economizar US$ 3 bilhões até 2023 e espera que a redução do conteúdo resulte em uma economia de US$ 1,5 bilhão a US$ 1,8 bilhão. Em uma declaração recente, Iger afirmou: “Quando você faz muito conteúdo, tudo precisa ser divulgado. Você acaba gastando muito dinheiro em divulgação que não vão ter um impacto no fim das contas, exceto negativamente devido aos custos”. Preocupações com a Preservação de Mídia A nova estratégia da Disney para a curadoria de conteúdo, aliada à remoção em massa de programas de plataformas como a Max, gerou várias questões sobre a preservação de mídia. Com o declínio do lançamento físico de filmes e séries, muitos títulos podem estar condenados a desaparecer completamente. Por exemplo, “A Cratera” agora só pode ser assistido de forma ilegal. Lançado em 12 de maio, “A Cratera” contava a história de um menino que cresceu em uma colônia de mineração lunar e se aventura com seus amigos para explorar uma cratera lendária antes de ser transferido para outro planeta. Inspirado por aventuras do cinema dos anos 1980, o primeiro filme dirigido por Kyle Patrick Alvarez (das séries “13 Reasons Why” e “Homecoming”) transforma a jornada dos adolescentes pela superfície inóspita do satélite natural da Terra numa história sobre crescimento e amadurecimento. Os considerados críticos top do Rotten Tomatoes (grande imprensa) deram 100% de aprovação ao filme, fazendo comparação a clássicos juvenis produzidos por Steven Spielberg. Mas os blogueiros se dividiram e a nota média ficou com 64%, praticamente empatada com a aprovação de 63% do público. o primeiro filme dirigido por Kyle Patrick Alvarez (das séries “13 Reasons Why” e “Homecoming”) transforma a jornada dos adolescentes pela superfície inóspita do satélite natural da Terra numa história sobre crescimento e amadurecimento. Entretanto, seu lançamento aconteceu praticamente sem divulgação e boa parte dos assinantes da Disney+ sequer souberam que o filme existia, apesar do elenco incluir a popular atriz jovem Mckenna Grace (“Ghostbusters: Mais Além”). “A Cratera” agora se junta a uma lista crescente de produções desaparecidas da existência digital. Veja abaixo o trailer da produção.
Coco Lee, cantora de “Mulan”, morre após tentativa de suicídio aos 48 anos
Coco Lee, cantora e compositora chinesa, faleceu após uma tentativa de suicídio aos 48 anos. A informação foi divulgada pelas suas irmãs em uma publicação no Facebook nesta quarta-feira (5/7). A cantora estava em coma após tentar tirar a própria vida no último domingo (2/7). De acordo com suas irmãs, ela lidava com uma batalha contra a depressão há anos. “Com grande tristeza, estamos aqui para dar a notícia mais devastadora: Coco estava sofrendo de depressão há alguns anos, mas sua condição piorou drasticamente nos últimos meses”, afirmaram as irmãs Carol e Nancy. “Embora Coco tenha procurado ajuda profissional e tenha feito o possível para combater a depressão, infelizmente aquele demônio dentro dela levou a melhor”. A cantora ficou conhecida internacionalmente pela versão em mandarim da música “Reflection” do filme “Mulan”, lançado pela Disney em 1998. Ela também se tornou a primeira artista chinesa a se apresentar no Oscar, cantando a música “A Love Before Time” do longa “O Tigre e o Dragão” (2000), indicada ao Oscar de Melhor Canção Original. “2023 marca o 30º aniversário da carreira de cantora de CoCo e, nos últimos 29 anos, ela ganhou inúmeros elogios internacionais com canções entre as mais vendidas e deixou o público com uma impressão surpreendente com suas excelentes apresentações ao vivo”, homenagearam suas irmãs na publicação. “CoCo também é conhecida por ter trabalhado incansavelmente para abrir um novo mundo para cantores chineses no cenário musical internacional e ela fez de tudo para brilhar para os chineses. Estamos orgulhosos dela!”. Ela era casada com o empresário canadense Bruce Rockowitz, ex-CEO da empresa de cadeia de suprimentos Li & Fung Lee, desde 2011. Descoberta em reality show Nascida na cidade de Hong Kong em 1975, a cantora se mudou para os Estados Unidos ainda adolescente e finalizou seus estudos no Ensino Médio em território americano. Após se formar, ela voltou a sua cidade natal para visitar as irmãs e acabou se apresentando num reality chinês de competição musical, “New Talent Singing Awards”, onde acabou em 2º lugar. Com a notoriedade que ganhou no programa, ela logo foi contratada pela gravadora chinesa Capital Artists e deu início a sua carreira na música com seus primeiros álbuns em mandarim. Poucos anos depois, assinou um contrato com a Sony Music e seu álbum “Coco Lee” se tornou o disco mais vendido de 1996 no continente asiático. Mulan e participações em trilhas sonoras Ao lançar um sucesso atrás do outro, ela também teve sua música “Colors of the World” usada como abertura da Copa do Mundo de 1998. Em seguida, foi convidada pela Disney para dar voz à versão em mandarim de “Mulan” (1998), onde também interpretou a música tema “Reflection”. Com a notoriedade internacional, ela lançou seu primeiro álbum inteiramente em inglês “Just No Other Way” em 1999. No mesmo ano, sua canção “Before I Fall in Love” foi incluída na trilha sonora do filme “Noiva em Fuga” (1999), estrelado por Julia Roberts. Desde então, ela equilibrou a carreira nos Estados Unidos e na China, com músicas e álbuns virando sucessos absolutos nas vendas. Com o passar dos anos, a artista ficou conhecida pelas sua voz poderosa em apresentações ao vivo. Já em 2001, ela fez parte da trilha sonora do longa de ação “O Tigre e o Dragão” (2000), estrelado por Michelle Yeoh. A canção “A Love Before Time” foi um verdadeiro sucesso e recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Canção Original, levando Lee a se apresentar durante a cerimônia. Aparições em filmes e na televisão Em paralelo à carreira na música, ela também atuou nos longas chineses “No Tobacco” (2002), “Master of Everything” (2004) e “Para Sempre Jovem” (2015). Na televisão, também participou como jurada de diversos reality shows musicais, como a versão chinesa do programa “Ídolos”. Durante os anos, a cantora também realizou diversas parcerias musicais e participou de eventos organizados por artistas como Michael Jackson e will.i.am, do Black Eyed Peas. Ao todo, ela lançou 18 álbuns de estúdio, cantando em inglês e mandarim, durante seus 30 anos em atividade.
Diretora de “Barbie” vai filmar as Crônicas de Nárnia para a Netflix
Greta Gerwig (“Barbie” e “Adoráveis Mulheres”), vai dirigir as próximas adaptações dos livros de “As Crônicas de Nárnia” pela Netflix. De acordo com a revista The New Yorker, a diretora revelou que será responsável pela direção e roteiro de pelo menos dois longas da nova versão da franquia clássica, baseada na obra de CS Lewis. Embora a Netflix ainda não tenha feito um anúncio oficial, as especulações sobre a participação da diretora de “Barbie” (2023) já circulavam na mídia. Ainda não ficou claro quantos filmes a Netflix planeja para a adaptação, que trará um retrato inédito dos sete livros da saga que já vendeu 100 milhões de cópias ao redor do mundo. O streaming anunciou a aquisição dos direitos da história em 2018. No ano seguinte, divulgou que o roteirista Matthew Aldrich (“Viva – A Vida É uma Festa”) seria responsável por desenvolver a nova versão de “As Crônicas de Nárnia”. Os livros acompanham os irmãos Lúcia, Susana, Edmundo e Pedro, crianças inglesas que vão parar num reino encantado e se provam guerreiros capazes, ao impedirem as tentativas da Feiticeira Branca de tomar o controle de Nárnia. Diante da longa batalha, o maior aliado dos irmãos Pevensie é Aslam, o grande leão que representa a forma mais pura de bondade, coragem e altruísmo. Os temas da fábula fazem alusão ao cristianismo. Adaptações anteriores pela Disney e Fox As histórias criadas por C.S. Lewis na década de 1950 já foram transportadas para o cinema e para a TV diversas vezes, mais recentemente em três filmes: “As Crônica de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” (2005), “As Crônica de Nárnia: Príncipe Caspian” (2008) e “As Crônica de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada” (2010). Os três longas arrecadaram quase US$ 1,6 bilhão de bilheteria mundial. A Disney distribuiu os dois primeiros e a Fox lançou o terceiro, que teve a menor arrecadação. A franquia ainda foi responsável por dar notoriedade aos atores William Moseley (“Até o Limite”), Skandar Keynes (“Ferrari”), Georgie Henley (“A Diplomata”), Anna Popplewell (“A Freira 2”), Ben Barnes (“Sombra e Ossos”) e Will Poulter (“Guardiões da Galáxia Vol. 3”). Nos filmes, a Feiticeira Branca era interpretada por Tilda Swinton (“Era Uma Vez Um Gênio”), enquanto a voz de Aslam era dublada pelo ator Liam Neeson (“Assassino Sem Rastro”). Quarto filme foi cancelado pela Sony Anteriormente, um quarto filme estava em desenvolvimento pelo estúdio Tri-Star, do conglomerado Sony, mas não saiu do papel. A Mark Gordon Company, empresa do produtor Mark Gordon, aproveitou que sua companhia foi comprada pela produtora canadense eOne para suspender a produção. A ação tomada pela empresa foi de colocar o projeto no mercado visando uma nova franquia de filmes e séries em streaming. Com isso, a Netflix comprou os direitos. O longa que estava sendo desenvolvido foi escrito pelo roteirista David Magee (“As Aventuras de Pi”). Ele anunciou que tinha concluído o roteiro da adaptação de “As Crônicas de Nárnia: A Cadeira de Prata” em 2016. No ano seguinte, o cineasta Joe Johnston (“Capitão América: O Primeiro Vingador”) chegou a ser definido como diretor. Ainda não há previsão de estreia ou detalhes sobre a nova adaptação do universo de Nárnia pela Netflix.
As 10 melhores séries lançadas em junho
Com tantos lançamentos de séries em streaming, é muito fácil deixar passar títulos que não ganham tanta promoção. Por isso, toda virada de mês a gente faz um Top 10 para destacar os sucessos e as descobertas do período. Confira abaixo para ver se está em dia com as melhores séries lançadas em junho. | OS OUTROS | GLOBOPLAY O novo drama brasileiro aborda de forma contundente a escalada do ódio e intolerância entre vizinhos de um condomínio. Protagonizada por Adriana Esteves (“Medida Provisória”), Thomás Aquino (“Bacurau”), Maeve Jinkings (“Aquarius”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”), Eduardo Sterblitch (“Os Parças”) e Drica Moraes (“Sob Pressão”), a série apresenta a história de duas famílias que entram em conflito após uma briga entre seus filhos adolescentes. A história escrita por Lucas Paraizo, responsável também pelos roteiros de “Sob Pressão”, gira em torno de Cibele (Adriana Esteves), uma mãe superprotetora, e Amâncio (Thomas Aquino), um pai zeloso, cujo filho Marcinho (Antonio Haddad) é espancado por Rogério (Paulo Mendes), o filho de outro morador do condomínio, Wando (Milhem Cortaz). O enredo evolui de maneira surpreendentemente realista, transformando o espectador em um morador do condomínio Barra Diamond, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, enquanto as tensões se intensificam entre as duas famílias. A construção dessas tensões é tão crua e imersiva que a série se torna um espelho da sociedade, obrigando o espectador a se questionar: “Como eu agiria nessa situação?” Por trás das portas do condomínio, há ainda vários outros dramas se desenrolando, incluindo situações com a síndica Dona Lúcia (Drica Moraes), o porteiro Elvis (Rodrigo Garcia) e o vizinho Sérgio (Eduardo Sterblitch), um ex-policial. Essas histórias se cruzam a medida que o conflito central se desenrola e toma proporções absurdas, alimentando uma crescente sensação de tragédia iminente. Além de superenvolvente, a série também é um convite à reflexão. | JACK RYAN 4 | AMAZON PRIME VIDEO A série de ação estrelada por John Krasinski (“Um Lugar Silencioso”) chega ao fim com uma última aventura do personagem criado pelo escritor Tom Clancy. Na história, Jack Ryan é encarregado de desenterrar a corrupção da CIA como novo vice-diretor interino da agência. E ao fazê-lo, descobre uma série de operações suspeitas que expõem a convergência de um cartel de drogas com uma organização terrorista. A temporada volta a contar com o elenco de apoio tradicional, que inclui Wendell Pierce (“The Wire”), Michael Kelly (“House of Cards”), Betty Gabriel (“Corra!”) e Abbie Cornish (“Segredo Entre Amigas”), mas também traz novos rostos, principalmente Michael Peña (“Homem-Formiga”) como um aliado pouco usual de Ryan no submundo sul-americano das drogas. O título completo da atração é “Tom Clancy’s Jack Ryan”, mas ironicamente a série não é uma adaptação literal dos livros do escritor Tom Clancy, como foram os primeiros filmes do personagem nos anos 1990. As histórias acompanham o começo da carreira de Ryan na CIA em situações originais concebidas pelo primeiro showrunner, Carlton Cuse (séries “Lost”, “Bates Motel”), em parceria com o ex-marine Graham Roland (roteirista das séries “Lost” e “Fringe”). A produção é da Platinum Dunes, empresa de Michael Bay (o diretor de “Transformers”), e a realização dos seis episódios finais é comandada por Vaun Wilmott (criador de “Dominion”). | JOE PICKETT | PARAMOUNT+ O neo-western contemporâneo é baseado na obra literária de C.J. Box, que também inspirou a série “Big Sky”. A trama policial rural se passa em Wyoming, nos EUA, e acompanha um guarda florestal – vivido de forma convincente por Michael Dorman (“Patriota”) – que se encontra no meio de uma série de homicídios. Na trama, Joe Pickett, um homem modesto e de princípios inabaláveis, se muda com sua esposa Marybeth (Julianna Guill, de “The Resident”) e suas duas filhas para a pequena cidade de Saddlestring. Ao começar seu novo trabalho como guarda florestal, ele imediatamente enfrenta a resistência da comunidade quando multa o governador por pescar sem licença. O clima piora quando um caçador local aparece morto em sua propriedade, levando Joe e Marybeth a um emaranhado de mistérios e perigos. | SWIMMING WITH SHARKS | AMAZON PRIME VIDEO Kiernan Shipka, que protagonizou “O Mundo Sombrio de Sabrina”, volta às séries nessa atração baseada no filme “O Preço da Ambição” (Swimming with Sharks). Com seis episódios, a minissérie é uma versão feminina do longa de 1995, em que Frank Whaley vivia um jovem e ingênuo assistente de estúdio de Hollywood, que virava o jogo contra seu chefe produtor incrivelmente abusivo, interpretado por Kevin Spacey. Na nova versão, Shipka interpreta uma estagiária da Fountain Pictures, que parece uma ingênua recém-chegada a Hollywood, impressionada com a notória CEO do estúdio. Mas, na verdade, ela fez uma extensa pesquisa sobre sua chefe e não foi por acidente que conseguiu o estágio. À medida que sua obsessão cresce, ela demonstra ser capaz de tudo para se aproximar da produtora poderosa. O papel da chefe do estúdio é vivido pela alemã Diane Kruger (“As Agentes 355”) e o bom elenco também inclui Donald Sutherland (“Jogos Vorazes”), Thomas Dekker (“O Círculo Secreto”), Finn Jones (“Punho de Ferro”), Erica Alexander (“Raio Negro/Black Lightning”), Ross Butler (“Shazam!”) e Gerardo Celasco (“Next”). | SOU DE VIRGEM | AMAZON PRIME VIDEO A comédia surreal traz Jharrel Jerome (premiado com o Emmy por “Olhos que Condenam”) como Cootie, um adolescente negro gigante de 4 metros. A série acompanha suas experiências enquanto ele lida com restrições físicas, busca amizade e amor, e enfrenta os desafios de crescer em uma sociedade marcada pelo preconceito e pelo impacto da cultura comercial. Embora seja uma comédia, a atração criada pelo cineasta Boots Riley (“Desculpe te Incomodar”) é apresentada como parábola com questões profundas sobre identidade, justiça e sobrevivência em um mundo que nem sempre é acolhedor para pessoas negras que queiram fazer coisas grandes na vida. Aplaudida pela crítica dos EUA, tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. | EU NUNCA… 4 | NETFLIX Criada por Mindy Kaling e Lang Fisher (ambos de “Projeto Mindy”), a série é uma comédia de amadurecimento que acompanha a adolescente indiana-americana Devi (Maitreyi Ramakrishnan). A jovem é uma estudante superdotada do Ensino Médio que frequentemente encara algumas situações complicadas, muitas delas envolvendo suas paixões, como Paxton Hall-Yoshida (Darren Barnet) e Ben Gross (Jaren Lewison), e conflitos com sua família imigrante. Na 4ª e última temporada, Devi vai se formar, perder a virgindade e desenvolver uma nova paixão: Ethan, personagem de Michael Cimino (“Love, Victor”), que chega logo após a saída de Paxton para a faculdade. A expectativa para o final é descobrir com quem ela decide ficar. Além disso, a derradeira leva de episódios traz um casamento surpresa. | STAR TREK: STRANGE NEW WORLDS 2 | PARAMOUNT+ A série que serve de prólogo para a franquia “Star Trek” retorna com novas aventuras espaciais e muitas curiosidades, como o primeiro encontro entre as versões jovens do Capitão Kirk e Uhura, o relacionamento romântico entre Spock e a enfermeira Chapel, e o crossover mais inusitado da franquia, com a série animada “Star Trek: Lower Decks” – via versões live-action dos personagens da animação, interpretados por seus dubladores originais. A atração acompanha as viagens especais do Capitão Pike (Anson Mount), ao lado de Spock (Ethan Peck) e da Número 1 (Rebecca Romijn) a bordo da nave Enterprise. E se originou como um spin-off, após o trio ter grande destaque na 2ª temporada de “Star Trek: Discovery”. Só que os personagens são muito mais antigos que qualquer série da franquia. Eles protagonizavam o piloto original de 1964, que foi reprovado e quase impediu o surgimento do fenômeno “Star Trek” – ou “Jornada nas Estrelas” no Brasil. Apenas Spock foi mantido quando a série foi reformulada, com Pike substituído pelo Capitão Kirk num novo piloto, finalmente aprovado em 1966. Apesar do descarte, os espectadores puderam ver uma prévia da tripulação original num episódio de flashback de duas partes que marcou época em 1966, com cenas recicladas do piloto rejeitado. Até que, em 2019, os produtores de “Star Trek: Discovery” resolveram resgatar aqueles personagens, levando os trekkers à loucura. Em pouco tempo, uma campanha tomou as redes sociais pedindo uma nova série focado nas aventuras perdidas da espaçonave Enterprise, apresentando o Capitão Pike (e não Kirk) na ponte de comando. Um detalhe curioso é que a série também introduz versões mais jovens de Uhura (personagem clássica de Nichelle Nichols na “Jornada nas Estrelas” de 1966), da enfermeira Christine Chapel (originalmente vivida por Majel Barrett Roddenberry, esposa do criador de “Star Trek”, em 1966) e do próprio Capitão Kirk (eternizado por William Shatner nos anos 1960), interpretados respectivamente por Celia Rose Gooding (da montagem da Broadway “Jagged Little Pill”), Jess Bush (“Playing for Keeps”) e Paul Wesley (“The Vampire Diaries”). Ainda há Babs Olusanmokun (“Black Mirror”) no papel do Dr. M’Benga, oficial médico que apareceu em dois episódios de “Jornada nas Estrelas”, e uma novidade curiosa: Christina Chong (“Tom & Jerry – O Filme”) como uma descendente do famoso vilão Khan entre as personagens inéditas da produção. A série foi desenvolvida por Akiva Goldsman (criador de “Titãs”), Alex Kurtzman (roteirista do reboot de “Star Trek”, de 2009) e Jenny Lumet (criadora de “Clarice”). | INVASÃO SECRETA | DISNEY+ Mais lenta que os fanboys podiam esperar, e sem os famosos super-heróis do estúdio, a nova série da Marvel chega em clima de thriller de espionagem ao streaming. A trama dá continuidade ao gancho de “Capitã Marvel” (2019), que apresentou os skrulls – alienígenas que podem mudar de forma, assumindo a aparência de qualquer pessoa. Baseado nos quadrinhos homônimos publicados em 2008, a história mostra uma facção maligna dos alienígenas que planeja se infiltrar nos governos da Terra, usando sua capacidade metamorfas para dominar o planeta sem que ninguém saiba. Diante da ameaça, Nick Fury (Samuel L. Jakcson) retorna do exílio para impedir que isso aconteça. O personagem conta com a ajuda do skrull Talos (Ben Mendelsohn) e Maria Hill (Cobie Smulders), e logo no primeiro episódio vê um importante aliado morrer em seus braços. Essa surpresa dá um tom mais sério à produção, que ainda inclui entre seus personagens o agente Everett Ross (Martin Freeman) e James “Rhodey” Rhodes (Don Cheadle), também conhecido como Máquina de Combate, além de marcar a estreia das atrizes Olivia Colman (“A Filha Perdida”) e Emilia Clarke (“Game of Thrones”) no Universo Compartilhado Marvel (MCU). Colman interpreta a agente do serviço secreto britânico Sonya Falsworth, que tem uma história de longa data com Fury, enquanto Clarke dá vida a G’iah, a filha rebelde de Talos. A atração foi escrita por Kyle Bradstreet (“Mr. Robot”) e tem direção de Thomas Bezucha, que fez sucesso durante a pandemia com o thriller “Deixe-o Partir” (estrelado por Kevin Costner). | BLACK MIRROR 6 | NETFLIX Após um hiato de quatro anos, a série antológica de sci-fi está de volta. E desta vez nem a Netflix escapa de sua abordagem ácida – no melhor episódio, uma mulher comum descobre que uma plataforma de streaming lançou um drama baseado em sua vida, estrelado pela famosa atriz Salma Hayek Pinault (“Casa Gucci”). Criada e co-dirigida por Charlie Brooker, “Black Mirror” estreou em dezembro de 2011 no Channel 4 do Reino Unido e foi adquirida pela Netflix a partir da 3ª temporada em 2016. Ao virar exclusiva do streaming, a série venceu oito Emmys, incluindo o prêmio de Melhor Filme para TV pelos episódios “San Junipero” (2017), “USS Callister” (2018) e “Bandersnatch” (2019). Em seu sexto ano, a série se reinventa ao trocar o futuro pelo passado. Três dos cinco episódios são ambientados em décadas anteriores, enquanto um quarto se desenrola no presente, mas se concentra principalmente em eventos antigos. Tem ansiedade diante da ascensão da IA (inteligência artificial), mas também personagens obcecados por fitas VHS. E, para completar, o último capítulo nem é sci-fi, mas um terror sobrenatural com direito até à aparição de um demônio. Repleto de famosos, o elenco da 6ª temporada conta com Annie Murphy (“Schitt’s Creek”),...
“Indiana Jones” fatura menos que “The Flash” em estreia mundial
A última aventura de Indiana Jones não impressionou o público de cinema. A estreia de “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” faturou “apenas” US$ 60 milhões durante o fim de semana nos EUA e Canadá. Nas bilheterias internacionais, o Reino Unido liderou com US$ 8,9 milhões, seguido por França, Japão, Coreia do Sul e Alemanha. Mas o filme fracassou na China, arrecadando apenas US$ 2,3 milhões. Com isso, a bilheteria total ficou em US$ 130 milhões em todo o mundo. O valor é menor que a estreia mundial de “The Flash”, considerada um fracasso para a Warner – o filme do super-herói abriu com US$ 139 milhões globalmente. Além disso, “Indiana Jones e a Relíquia do Destino” também teve desempenho pior que outros filmes “complicados” da Luscafilm. O fiasco de “Han Solo: Uma História Star Wars” teve uma abertura doméstica de US$ 84,4 milhões. E até o mal falado filme anterior da franquia, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, estreou com US$ 100 milhões na América do Norte. Há 15 anos. Custos elevados e críticas negativas Agravando a situação, a produção teve um custo elevado de quase US$ 300 milhões, mais US$ 100 milhões em despesas de P&A (cópias e publicidade), o que dá a seu começo um indício de prejuízo financeiro de centenas de milhões de dólares, mesmo diante do feriado de 4 de julho nos Estados Unidos. Projeções do mercado indicam que o filme, dirigido por James Mangold, deverá terminar a terça-feira com um total doméstico de US$ 82 milhões. O principal problema é que o longa não recebeu recomendações positivas. O boca a boca foi prejudicado por um nota B+ no CinemaScore (pesquisa na saída dos cinemas) e críticas mornas, que lhe renderam 68% de aprovação no Rotten Tomatoes. A nota é bem mais baixa que os 77% de “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, até então considerado o mais fraco da franquia, e se encontra na média de “The Flash” (64%), considerado uma decepção pelo hype gerado por seu estúdio. Outras decepções Apesar das atenções voltadas para “Indiana Jones”, o fim de semana teve outra estreia ampla, que fracassou de forma ainda mais contundente. A animação “Ruby Marinho – Monstro Adolescente” amargou a 6ª posição, arrecadando US$ 5,2 milhões. No mercado externo, o filme abriu com US$ 7,6 milhões, o que somou US$ 12,8 milhões mundiais. Trata-se de um desempenho pífio para uma produção de orçamento de US$ 70 milhões. Pior destino teve “The Flash”, que desabou de forma acelerada em sua terceira semana em cartaz. A produção da Warner sofreu uma queda de 67% em sua arrecadação, faturando apenas US$ 5 milhões, o equivalente ao 8º lugar na América do Norte. De forma simbólica, o filme ainda não conseguiu atingir a marca de US$ 100 milhões domésticos. Em todo o mundo, soma US$ 245 milhões. O Top 5 das bilheterias dos EUA Entre as demais exibições, “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” garantiu o 2º lugar nas bilheterias norte-americanas com US$ 11,5 milhões, acumulando um total doméstico de US$ 339,9 milhões e US$ 607,3 milhões mundiais. Em 3º lugar, “Elementos” demonstrou resiliência após um início problemático, faturando US$ 11,3 milhões para um total de US$ 88,8 milhões nos EUA e US$ 186,8 milhões globais. Mas a Disney ainda precisa dobrar esse montante para pensar em equilibrar as despesas. A comédia sexual “Que Horas Eu te Pego?”, estrelada por Jennifer Lawrence, sofreu uma queda de 50% em seu segundo fim de semana, faturando US$ 7,5 milhões. Mais modesta em custos e marketing, a produção para maiores da Sony totalizou US$ 29,3 milhões domésticos e US$ 49,3 milhões globais. “Transformers: O Despertar das Feras” fecha o Top 5 com US$ 7 milhões. Após quatro fins de semana em cartaz, o longa da Paramount contabiliza US$ 381,3 milhões mundiais. Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | INDIANA JONES E A RELÍQUIA DO DESTINO | 2 | HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO 3 | ELEMENTOS 4 | QUE HORAS EU TE PEGO? | 5 | TRANSFORMERS: O DESPERTAR DAS FERAS
Evan Peters é confirmado na continuação de “Tron” com Jared Leto
O ator Evan Peters (“Dahmer: Um Canibal Americano”) vai estrelar a aguardada sequência da franquia “Tron”, produzida pela Disney. Intitulado “Tron: Ares”, o terceiro filme da série será protagonizado por Jared Leto (“Morbius”) no papel do personagem Ares. O longa será dirigido por Joachim Rønning (“Malévola: Dona do Mal”). A franquia de ficção científica começou com “Tron” (1982) e ganhou popularidade pelos efeitos especiais imersivos. A história apresenta um mundo virtual dentro de um computador, mergulhado em tecnologia e cores fluorescentes. Neste universo, os programas de computador são retratados como seres conscientes que vivem e interagem entre si. Fomentando expectativas dos fãs com o passar do tempo, a nova continuação da franquia começa a ser produzida mais de dez anos depois do lançamento de “Tron – O Legado” (2010). Embora uma sequência já estivesse em desenvolvimento, com os personagens do filme previstos para retornar, a ideia foi descartada. Diante disso, a trama de “Tron: Ares” vai trazer uma abordagem diferente dos filmes anteriores ambientados no universo virtual. Desta vez, a história aborda o surgimento de um programa consciente que atravessa o mundo humano. Vale mencionar que a produção não terá o retorno de Steven Lisberger, diretor do primeiro filme e roteirista no segundo. O roteiro é escrito por Jesse Wigutow (“O Corvo”) e Jack Thorne (“Best Interests”), enquanto as filmagens devem começar em agosto, na cidade de Vancouver, no Canadá. O legado tecnológico e cultural de Tron Lançado em 1982, o longa original apresenta o mundo virtual criado por Kevin Flynn, um designer de videogame interpretado por Jeff Bridges. Ele é transportado para dentro de sua própria criação e se une a Tron, um programa de segurança vivido por Bruce Boxleitner. O longa arrecadou apenas US$ 33 milhões nas bilheterias e foi considerado um fracasso comercial. Mas recebeu duas indicações ao Oscar por Melhor Figurino e Melhor Mixagem de Som. E acabou se tornando cultuadíssimo durante o boom do VHS. Atualmente, é considerado um filme pioneiro pelos conceitos inovadores e os efeitos especiais surpreendentes para a época. Quase 30 anos depois, a Disney lançou a continuação “Tron – O Legado”, com Garrett Hedlund (“The Tutor”) e Olivia Wilde (“Não Se Preocupe Querida”) como protagonistas. A história ainda trouxe Jeff Bridges de volta, ao lado de uma versão digitalmente rejuvenescida de Bruce Boxleitner. O longa arrecadou US$ 400 milhões de bilheteria no mundo todo e terminou com gancho para uma continuação. Além disso, destacou-se mais uma vez pelos efeitos visuais, além de ter lançado a carreira hollywoodiana do diretor Joseph Kosinski – hoje mais conhecido por “Top Gun: Maverick”.
O Urso: Estreia da 2ª temporada bate recorde de audiência nos EUA
A plataforma americana Hulu revelou que a estreia da 2ª temporada de “O Urso” bateu recorde de audiência no streaming. A série é uma co-produção da Hulu com o canal americano FX, ambos da Disney, que surpreendeu ao conquistar o público e a crítica. Os novos episódios foram lançados nos Estados Unidos na última quinta-feira (22/6) e consagraram a maior estreia de uma série da FX na Hulu. Embora a empresa não divulgue os números de audiência, a Hulu afirmou que a 2ª temporada teve um aumento de 70% no total de horas transmitidas em comparação ao primeiro ano. A estimativa foi calculada ao longo dos quatro primeiros dias de lançamento dos 10 episódios inéditos. Vale mencionar que a 1ª temporada foi a mais assistida de uma série de comédia na história da FX, segundo a Hulu. Sucesso entre o público, a nova temporada registrou uma aprovação de 100% no Rotten Tomatoes, site agregador de críticas. Ainda no início deste ano, a série foi premiada como Melhor Série Estreante no Spirit Awards (o Oscar independente) e também competiu no Globo de Ouro. 2ª temporada chega em agosto no Brasil Criada por Christopher Storer (produtor-diretor de “Ramy”), a atração acompanha um premiado chef jovem de cozinha (Jeremy Allen White, de “Shameless”), que troca a cena gastronômica de Nova York pela lanchonete decadente da família em Chicago, após herdar o negócio com a morte repentina e chocante de seu irmão. A mudança é radical e completa. Superqualificado para o lugar, ele precisa superar o luto e vencer as resistências dos funcionários para fazer mudanças, já que quase todos seus esforços para melhorar o local geram protestos e transformam a cozinha num inferno, com panelas gigantes fervendo sem parar, canos explodindo e luzes queimando nos piores momentos. O elenco também inclui Ebon Moss-Bachrach (“O Justiceiro”), Ayo Edebiri (“Dickinson”), Lionel Boyce (“Hap and Leonard”), Liza Colón-Zayas (“Em Terapia”), Edwin Lee Gibson (“Fargo”), Corey Hendrix (“The Chi”) e Abby Elliott (“Doze É Demais”). No Brasil, a série é disponibilizada pela Star+ e os novos episódios serão lançados no dia 22 de agosto.
Bilheteria de “The Flash” desaba e “Aranhaverso” retoma liderança nos EUA
Em um fim de semana de grandes ultrapassagens, “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” retornou ao 1º lugar nas bilheterias da América do Norte, arrecadando impressionantes US$ 19,3 milhões em sua quarta semana de exibição. Raramente um filme recupera o 1º lugar após cair para 3º, especialmente em meio à acirrada concorrência da temporada de blockbusters. Com isso, o “Aranhaverso” passou a acumular um total de US$ 317,1 milhões na América do Norte e US$ 560,3 milhões globalmente. Já o líder da semana passada, “The Flash”, experimentou uma queda brutal de 72% em relação a sua bilheteria de estreia na semana passada, faturando US$ 15,3 milhões e caindo para o 3º lugar. Ao todo, seu total doméstico está em US$ 87,6 milhões. Os números internacionais foram ligereiramente melhores, com o filme ganhando US$ 26,6 milhões em seu segundo final de semana em 76 mercados. Com isso, o longa da DC/Warner acumulou um total internacional de US$ 123,3 milhões e US$ 210,9 milhões mundiais. Fracasso de “The Flash” Em um anúncio digno de universo alternativo, “The Flash” foi promovido pela Warner Bros. como “um dos maiores filmes de super-heróis de todos os tempos”, mas no mundo o real está sendo rejeitado pelo público como uma bomba. Internamente, os produtores já admitem que o longa estrelado por Ezra Miller é um grande fracasso, com culpas distribuídas para todos os lados, mas principalmente para o comportamento do ator, que se envolveu em todo o tipo de confusão após as filmagens – prisão por violência, investigação por sequestro e condenação por roubo. Com isso, ele foi escondido na divulgação e o filme não pôde contar com uma campanha tradicional de lançamento. Há também a questão do timing e decisões criativas derivados da fundação do DC Studios, que pretende reiniciar o DCU (Universo DC) no cinema. Os acontecimentos de “The Flash”, que foi filmado na antiga configuração do estúdio, não terão relevância para o futuro desse universo, desestimulando o público a se envolver com o filme. A queda de 73% entre os dois fins de semana supera todos os desempenhos negativos dos outros filmes da DC lançados até agora. Até então, as maiores quedas pertenciam a “Batman vs Superman” (2016) e “O Esquadrão Suicida” (2016), que perderam cerca de 70% de seu público no segundo fim de semana de exibição. Mas esses filmes pelo menos arrecadaram mais de US$ 160 milhões em suas estreias. Outros desempenhos A animação “Elementos”, da Disney/Pixar, reagiu em seu segundo fim de semana, registrando uma queda de apenas 39% nas bilheterias, com arrecadação de US$ 18,5 milhões. Com isso, também passou à frente de “The Flash”, segurando o 2º lugar. O total doméstico do filme em 10 dias é de US$ 65,5 milhões e US$ 121,1 milhões mundiais. E o longa ainda tem muitos mercados importantes para estrear, como Espanha e Japão. “Que Horas Eu te Pego?”, a nova comédia de Jennifer Lawrence, abriu com estimados US$ 15,1 milhões em 4º lugar. No exterior, a produção da Sony começou com US$ 9,5 milhões em 48 mercados, com uma abertura global de US$ 24,6 milhões. “Transformers: O Despertar das Feras” fecha o Top 5 com US$ 11,6 milhões. Após três fins de semanas em exibição, o filme dos robôs gigantes arrecadou um total de US$ 122,9 milhões. Internacionalmente, ganhou mais US$ 218,3 milhões, o que leva o total global a US$ 341,2 milhões. Isso é uma boa notícia para a Paramount e Skydance, considerando que o filme tinha um orçamento de produção de US$ 200 milhões. “Asteroid City”, de Wes Anderson, também se saiu melhor do que o esperado em sua expansão do circuito alternativo para o circuito comercial dos EUA. O filme da Focus Features ficou em 6º lugar com estimados US$ 9 milhões, acumulando um total nacional de US$ 10,2 milhões. A quantia é recorde para o cineasta Wes Anderson, que nunca faturou esse valor num único fim de semana de exibição. A presidente de distribuição da Focus, Lisa Bunnell, celebrou em comunicado: “É fantástico ver o melhor final de semana que Wes Anderson já teve nas bilheterias para reacender o mercado de filmes especializados.” Ranking Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO 2 | ELEMENTOS 3 | THE FLASH 4 | QUE HORAS EU TE PEGO? | 5 | TRANSFORMERS: O DESPERTAR DAS FERAS












