Hulu renova Solar Opposites e Crossing Swords em tempo recorde
A Hulu anunciou em tempo recorde a renovação de suas mais recentes séries animadas, “Solar Opposites” e “Crossing Swords”. O anúncio foi acompanhado por novos vídeos das duas séries, que passam a reforçar, com “Rick & Morty” e as produções tradicionais da Fox (“Uma Família da Pesada”, “Bob’s Burgers”), a intenção da plataforma de se estabelecer como um endereço para desenhos alternativos e adultos do conglomerado Disney. “Solar Opposites”, produzido com uma encomenda inicial de duas temporadas, foi renovada para seu terceiro ano, enquanto “Crossing Swords” garantiu sua 2ª temporada. As duas estrearam há pouquíssimo tempo – respectivamente, no mês passado (8/5) e na semana passada (12/6). Desenvolvida por Justin Roiland (co-criador de “Rick & Morty”), “Solar Opposites” acompanha uma família alienígena que escapou da explosão de seu mundo e vive refugiada nos subúrbios dos EUA, divididos entre achar que a Terra é horrível e impressionante. Enquanto dois deles só veem a poluição, o consumismo grosseiro e a fragilidade humana, os outros dois amam os seres humanos e toda a sua TV, junk food e coisas divertidas. O elenco de vozes destaca o próprio Roiland, Thomas Middleditch (“Silicon Valley”), Mary Mack (dubladora de “Golan the Insatiable”) e Sean Giambrone (“The Goldberg”) como os alienígenas, e vários astros famosos como coadjuvantes, entre eles Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”), Alfred Molina (“Homem-Aranha 2”), Amanda Leighton (“This Is Us”), Christina Hendricks (“Good Girls”), Echo Kellum (“Arrow”) e Jason Mantzoukas (“The Good Place”). Produção da equipe de “Frango Robô” (Robot Chicken), “Crossing Swords” acompanha Patrick, um escudeiro da Idade Média que tenta ser valoroso num reino governado por um rei tirano, e por isso é considerado a ovelha negra de sua família de vândalos. Com piadas que incluem violência, palavrões e crítica social, a animação em stop-motion é criada e escrita por John Harvatine IV e Tom Root, produtores-roteiristas de “Frango Robô”. Nicholas Hoult (o Fera de “X-Men: Fênix Negra”) é o responsável pela voz original do protagonista e o elenco de dubladores ainda inclui Adam Ray (“American Vandal”), Tara Strong (“Lemony Snicket: Desventuras em Série”), Tony Hale (“Veep”), Luke Evans (“Drácula: A História Nunca Contada”), Alanna Ubach (“Euphoria”), Adam Pally (“Sonic: O Filme”), Yvette Nicole Brown (“Community”), Maya Erskine (“PEN15”), Wendi McClendon-Covey (“The Goldbergs”), Breckin Meyer (“Franklin & Bash”), Jameela Jamil (“The Good Place”) e o criador de “Frango Robô”, Seth Green. Veja abaixo os vídeos que anunciam as renovações.
Barbra Streisand dá ações da Disney para filha de George Floyd
A cantora, atriz e cineasta Barbra Streisand usou de criatividade para ajudar a pequena filha – agora órfã – de George Floyd, cuja morte por policiais brancos deu início à onda de protestos antirracistas pelo mundo. Ela doou ações da Disney para Gianna Floyd, de 6 anos. O fato foi revelado pela própria Gigi “Pink” Floyd no Instagram, que postou uma foto com seu presente valiosíssimo para agradecer à cantora. “Graças à você, agora sou uma investidora da Disney”, escreveu a menina. Na bolsa de valores, as ações da Disney estão valendo cerca de US$ 115 cada (o que em reais daria mais de R$ 580 na cotação de hoje), mas não se sabe com quantas ações Gianna Floyd ganhou. De qualquer forma, as ações da Disney costumam ser as mais seguras e valiosas do mercado. Além do presente de Barbra Streisand, a menina também teve um fundo de doações aberto em seu nome, que já arrecadou mais US$ 2 milhões em depósitos feitos pelas mais diversas pessoas desde a morte do seu pai. O assassinato de George Floyd, sufocado pela polícia até morrer, mesmo já imobilizado e clamando pela vida, causou grande comoção mundial e iniciou o questionamento das instituições que perpetuam o racismo no século 21, não apenas por meio da força bruta, mas também via cultura – por meio de estátuas em praça pública de antigos escravocratas, por exemplo. Ver essa foto no Instagram Thank You @barbrastreisand for my package, I am now a Disney Stockholder thanks to you 🥰🥰🥰 Uma publicação compartilhada por GIGI FLOYD (@giannapinkfloyd_) em 13 de Jun, 2020 às 7:59 PDT
O Grande Ivan: Filme da Disney com Angelina Jolie será lançado direto em streaming
A aventura de fantasia “The One and Only Ivan” é a mais recente baixa da programação dos cinemas. A Disney anunciou nesta sexta-feira (12/6), que o longa, previsto originalmente para 13 de agosto no Brasil, estreará uma semana depois, em 21 de agosto, exclusivamente na plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus). O filme é uma adaptação do livro infantil “O Grande Ivan”, de Katherine Applegate, e conta com grande elenco. Lançado em 2012, o livro acompanha um gorila chamado Ivan, que vive em uma jaula em um shopping center, juntamente com um velha elefante doente chamado Stella e um cão vadio chamado Bob. Ivan não recorda a vida antes do shopping, mas quando Ruby, uma bebê elefanta, passa a lhes fazer companhia, ele se sensibiliza e começa a redescobrir sua vida anterior à prisão, preparando um plano para salvar a pequena Ruby de seu proprietário abusivo. Premiado com a Medalha Newberry (conferida por associações de livrarias americanas ao melhor livro infantil do ano), a obra é toda narrada pelo gorila e já vendeu mais de 1 milhão de exemplares. Mas a história é baseada num fato real. Ivan foi um gorila que realmente existiu e ficou conhecido, nos anos 1970, por assistir TV e realizar pinturas com os dedos, vivendo 27 anos numa vitrine de shopping center. A adaptação da Disney é um híbrido de animação e live-action, como “Mogli, o Menino Lobo” (2016), e tem produção de ninguém menos que Angelina Jolie (a “Malévola”), que também dubla Stella, uma das elefantas. Outras vozes famosas do elenco incluem Sam Rockwell (“Três Anúncios para um Crime”) como personagem-título, Bryan Cranston (“Breaking Bad”), Helen Mirren (“A Rainha”), Danny DeVito (“Dumbo”) e Brooklynn Prince (“Projeto Flórida”), que dá voz à pequena Ruby. A adaptação do livro foi escrita pelo roteirista Mike White (“Escola de Rock”) e a direção é assinada por Thea Sharrock (“Como Eu Era Antes de Você”). “O mundo mudou em um piscar de olhos. Pessoas de todo o mundo compartilharam experiências importantes e transformadoras de maneiras que não vemos há um século”, afirmou a diretora Thea Sharrock em comunicado sobre a mudança de mídia. “Em resposta a isso, estou muito feliz por poder compartilhar a história deliciosa e original de Katherine Applegate, ‘The One and Only Ivan’ com o mundo em agosto no Disney+ (Disney Plus), trazendo um pouco de alegria com este filme único de verdadeira amizade, inspirado em uma história verdadeira.” O anúncio reforça a tendência de lançamentos de peso em streaming, que ganhou impulso depois da Universal demonstrar o retorno financeiro de “Trolls 2” em VOD. Com o agravamento da pandemia de coronavírus, vários títulos de grande orçamento, incluindo “Artemis Fowl”, da própria Disney, deixaram de ser exibidos nos cinemas para apostar em estreias digitais.
Disney prepara musical com os hits de Lionel Richie
A Walt Disney Studios está desenvolvendo um filme musical baseado nos grandes hits da carreira de Lionel Richie. Segundo o site da revista Variety, a produção tem o nome provisório de “All Night Long”, título de uma das músicas mais famosas do cantor americano (relembre abaixo). Ainda em estágio inicial, o projeto será um filme live-action (com atores de carne e osso) e não uma animação, e deverá ser lançado nos cinemas. O próprio Richie está produzindo a adaptação de seu catálogo musical, ao lado de seu empresário, Bruce Eskowitz, e junto com os executivos da produtora Cavalry Media. O roteiro está a cargo de Pete Chiarelli, responsável pelas comédias românticas “A Proposta” (2009) e “Podres de Ricos” (2018). Imagina-se que o projeto siga o modelo de “Mamma Mia!”, feito com sucessos da banda Abba. Os representantes da Disney e de Richie não quiseram comentar a revelação da Variety. O ex-integrante do Commodores, que já vendeu mais de 100 milhões de discos em todo o mundo, tem um bom relacionamento com a Disney, graças ao seu trabalho como juiz do reality musical “American Idol”, na rede ABC. Detalhe: Richie já tem até um Oscar, conquistado em 1986 pela música “Say You Say Me”, do filme “O Sol da Meia Noite” (1985).
Criador de Percy Jackson detona adaptações da Fox
Apesar de ter cedido os direitos de “Percy Jackson” para uma série da Disney+ (Disney Plus), o autor Rick Riordan revelou odiar as adaptações cinematográficas de seus romances populares, feitas pela Fox, escrevendo que eles são como o “trabalho de uma vida passando por um moedor de carne”. Riordan fez o comentário para fãs que também compartilharam sua insatisfação com os filmes de “Percy Jackson” no Twitter. “Eu não sei, mas claramente é um erro”, escreveu Riordan depois que um fã apontou que uma cena foi alterada em relação ao filme original ao ser transmitido pela Disney+ (Disney Plus). “Eles deveriam censurar a coisa toda. Apenas duas horas de tela em branco. Outro fã reagiu ao tuíte de Riordan, escrevendo: “É refrescante que o tio Rick odeie os filmes de PJo ainda mais do que nós”. Foi quando Riordan acrescentou que os filmes são apenas “algumas horas de entretenimento” para o público, mas para ele, “é o trabalho da minha vida passando por um moedor de carne, quando implorei para que não fizessem isso”. Ao longo da conversa, Riordan admitiu que nunca viu os filmes, mas não culpa os atores por eventuais problemas. “Ainda não vi os filmes e não pretendo fazê-lo”, ele tuítou. “Eu os julgo por ter lido os roteiros, porque me preocupo mais com a história. Eu certamente não tenho nada contra os atores muito talentosos. Não é culpa deles. Lamento que tenham sido arrastados para essa bagunça”, comentou. As estrelas do filme original ainda não comentaram os tuítes de Riordan, mas Logan Lerman, que interpretou Percy Jackson no cinema, demonstrou recentemente apoiar a adaptação dos livros de Riordan numa série, após o anúncio da produção para a plataforma de streaming da Disney. Mas seu comentário também pode ser interpretado como uma crítica aos filmes. “Animado para ver isso! Espero que a adaptação consiga ser aquilo os livros merecem”, ele escreveu. A data de estréia da série ainda não foi anunciada. I don't know, but clearly it's a mistake. They should censor the entire thing. Just two hours of blank screen. https://t.co/nPq9TPg9Sd — Rick Riordan (@rickriordan) June 8, 2020 Well, to you guys, it's a couple hours entertainment. To me, it's my life's work going through a meat grinder when I pleaded with them not to do it. So yeah. But it's fine. All fine. We're gonna fix it soon . . . 😀 https://t.co/YFuk55kGJU — Rick Riordan (@rickriordan) June 8, 2020 Finally, I still have not seen the movies, and don't plan on ever doing so. I judge them from having read the scripts, because I care most about the story. I certainly have nothing against the very talented actors. Not their fault. I'm just sorry they got dragged into that mess. — Rick Riordan (@rickriordan) June 8, 2020
The Mandalorian: Diretor de Resgate vai comandar episódio da série
O diretor Sam Hargrave, que acaba de estrear em longa-metragem com “Resgate”, o fenômeno da Netflix estrelado por Chris Hemsworth (o “Thor”), faz parte da equipe de profissionais contratada para comandar a 2ª temporada de “The Mandalorian”. A revelação foi feita pelo próprio cineasta em entrevista ao site Collider. “Eles realmente vieram até mim”, disse o diretor. “É louco. Eu estava no meio da pós-produção de ‘Resgate’ e recebi uma ligação do meu amigo Colin Wilson, um dos produtores da série, que disse: ‘Jon Favreau e as pessoas daqui estão procurando alguém para a equipe com experiência em ação'”, contou. “O time que estava lá fez um ótimo trabalho na 1ª temporada e foi divertido. Mas eles queriam aproveitar isso e trazer uma nova perspectiva e levá-la a outro nível para a próxima temporada. Então, eu fiquei tipo: ‘Isso parece um desafio divertido'”, continuou. A 2ª temporada de “The Mandalorian” já foi gravada e encontra-se em fase avançada de pós-produção. Ainda assim, muitos detalhes tem surgido apenas a conta-gotas. A produção foi rodada sob um véu de sigilo, mas alguns cineastas adiantaram suas participações, como Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”) e Peyton Reed (“Homem-Formiga e a Vespa”). Além disso, a série contará com novos nomes em seu elenco, como Michael Biehn (astro de “O Exterminador do Futuro” e “Aliens”) e Timothy Olyphant (“Santa Clarita Diet”), que viverão personagens até aqui desconhecidos. Já outros intérpretes tiveram suas participações alinhadas a papéis estabelecidos na franquia “Star Wars”, casos de Temuera Morrison (“Aquaman”), que será Boba Fett, Katee Sackhoff (“Battlestar Galactica”) como Bo-Katan e Rosario Dawson (“Luke Cage”) na pele de Ahsoka Tano. Os novos episódios tem estreia prevista para outubro na plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus), por enquanto ainda não disponível no Brasil.
Multinacional chinesa processa Marvel pelo nome da série WandaVision
A multinacional chinesa Wanda Group resolveu processar a Marvel e a Disney pelo uso do nome “WandaVision”, escolhido para batizar uma série baseada nos personagens dos Vingadores na plataforma Disney+ (Disney Plus). A empresa, que possui a maior cadeia de cinemas do mundo — criada a partir da aquisição da gigante americana AMC Theaters, por US$ 2,6 bilhões em 2012 – , afirma ter marca registrada do nome Wanda e a utiliza em diferentes campos do entretenimento, incluindo bonecos, jogos de tabuleiro, enfeites de festa, etc. Wanda é o nome da Feiticeira Escarlate, personagem vivida por Elizabeth Olsen nos filmes da Marvel, que vai estrelar a nova atração junto com o Visão (Paul Bettany). Por enquanto, a Marvel não mudou o título e nem alterou a data de estreia da série, mesmo em meio à pandemia de coronavírus. “WandaVision” tem previsão de estreia para o fim de 2020.
Disney doa US$ 5 milhões para organizações que lutam por justiça social e igualdade racial nos EUA
A Walt Disney Company se comprometeu a doar US$ 5 milhões para organizações que visam promover a justiça social e a igualdade racial nos EUA. O anúncio acontece em meio à grande onda de manifestações que vem acontecendo no país após o assassinato de George Floyd, sufocado por policiais brancos na rua, em plena luz do dia. Parte dessa doação (US$ 2 milhões) será destinada a NAACP (National Association for the Advancement of Colored People), a mais antiga entidade dedicada ao combate do racismo, fundada em 1909. Outra parte dos recursos será direcionada a organizações indicadas por funcionários da companhia. “O assassinato de George Floyd forçou nossa nação, mais uma vez, a confrontar a longa história de injustiça que as pessoas negras sofrem nos EUA e é fundamental que permaneçamos juntos, falando e fazendo tudo o que for possível para garantir que atos de racismo e violência nunca mais sejam tolerados”, disse Bob Chapek, CEO da The Walt Disney Co., em uma mensagem postada no blog oficial da empresa. “Essa doação de US$ 5 milhões continuará apoiando os esforços de organizações sem fins lucrativos, como a NAACP, que vem trabalhando incansavelmente para garantir equidade e justiça”, disse. No post, a Disney ainda mencionou já ter doado milhões de dólares na forma de bolsas de estudo para estudantes de grupos subrepresentados, incluindo um montante de US$ 2,5 milhões para o United Negro College Fund. A Disney também usou sua programação televisiva para ajudar a promover a discussão sobre racismo e opressão nos Estados Unidos. Nesta semana, a ABC News exibiu um especial sobre os protestos em torno da morte de George Floyd chamado “America in Pain: Whats Comer Next”, o Disney Channel lançou uma campanha de conscientização para crianças e adolescentes e a rede ABC programou dois episódios antigos de “Black-ish” com o tema do racismo, sendo um deles focado na violência policial contra negros nos EUA.
The Mandalorian: Jon Favreau diz que 2ª temporada não vai sofrer atrasos
A pandemia de coronavírus interrompeu as produções de filmes e séries em todo o mundo, mas o cineasta Jon Favreau, criador e produtor de “The Mandalorian”, acredita que a 2ª temporada de sua série será lançada na data prevista, durante outubro na plataforma. “Tivemos a sorte de terminar as gravações antes do bloqueio”, contou Favreau durante um painel virtual para o ATX Television Festival, moderado pelo jornalista Anthony Breznican, da revista Vanity Fair. E revelou: “Graças à evolução da Lucasfilm e da [empresa de efeitos] ILM (Industrial Light & Magic), conseguimos fazer todos os nossos efeitos visuais, editar e pós-produzir remotamente, através de sistemas que foram criados por essas empresas para nós”. Favreau também adiantou que a 2ª temporada parece realmente uma continuação do elogiado primeiro ano da série e não uma realização nova, ainda que traga novos personagens e uma nova equipe de diretores atrás das câmeras. E concluiu: “Foi realmente muito divertido e gratificante, e espero que as pessoas se divirtam tanto vendo isso quanto nós”. A produção foi rodada sob um véu de sigilo, mas alguns nomes do novo elenco já vazaram, como Michael Biehn (astro de “O Exterminador do Futuro” e “Aliens”) e Timothy Olyphant (“Santa Clarita Diet”), que viverão personagens até aqui desconhecidos. Já outros intérpretes tiveram suas participações alinhadas a papéis estabelecidos na franquia “Star Wars”, casos de Temuera Morrison (“Aquaman”), que será Boba Fett, Katee Sackhoff (“Battlestar Galactica”) como Bo-Katan e Rosario Dawson (“Luke Cage”) na pele de Ahsoka Tano. Atrás das câmeras, as novidades são os envolvimentos dos cineastas Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”) e Peyton Reed (“Homem-Formiga e a Vespa”). Assim como a Netflix e a Amazon, a Disney+ (Disney Plus) não divulga dados de audiência, mas a 1ª temporada de “The Mandalorian” causou um grande impacto na cultura pop graças ao Baby Yoda, personagem que se tornou um fenômeno de memes e vendas de produtos.
Harvey Weinstein quis mutilar Princesa Mononoke em briga que terminou com espada samurai
Antes de ser conhecido como um predador sexual condenado, o produtor Harvey Weinstein tinha outra fama negativa na indústria cinematográfica. Ele ganhou o apelido de “Harvey Mãos de Tesoura” por mutilar filmes estrangeiros para diminuir suas durações em lançamentos nos Estados Unidos. Essa mania rendeu uma briga famosa, bastante noticiada em 2013, contra o premiado diretor Bong Joon-ho (“Parasita”), que resultou no adiamento de um ano na estreia do filme “Expresso do Amanhã” nos EUA. Tentando impedir cortes, o cineasta viu seu filme ter distribuição protelada e ainda receber lançamento limitado, apesar de ser uma superprodução. Agora, Steve Alpert, ex-chefe da divisão internacional do Studio Ghibli, revelou que Weintein também ameaçou processar a produtora japonesa por causa da duração do clássico animado “Princesa Mononoke” (1997), do mestre Hayao Miyazaki. A informação veio à tona na biografia do executivo, “Sharing a House with the Never-Ending Man: 15 Years at Studio Ghibli”. Na época, Harvey Weinstein era o chefão da Miramax, produtora que negociou os direitos de distribuição do filme nos EUA. Mesmo após a desastrosa experiência com a primeira versão americana – e reeditada – de “Nausicaä do Vale do Vento”, Weinstein exigiu que “Princesa Mononoke” tivesse sua duração original de 135 minutos reduzida para 90. Após a recusa de Hayao Miyazaki, o produtor americano teria entrado em estado de cólera. “Se você não cortar a p**** do filme você nunca vai trabalhar nessa p**** de indústria de novo! Você tá me entendendo, c******? Nunca”. Mas Miyazaki manteve sua posição e se recusou a editar o filme, que chegou aos cinemas em sua duração completa. O confronto deu origem à lenda de que a resposta de Miyazaki ao chilique de Weinstein teria sido o envio de uma espada samurai com um bilhete escrito “sem cortes” grudado na lâmina. Miyazaki, por sinal, não só continuou trabalhando “nessa p**** de indústria” como seu filme seguinte foi distribuído diretamente pela Disney. E mais: “Viagem de Chihiro” (2001) simplesmente venceu o Oscar de Melhor Animação. Já Weinstein foi condenado a 23 anos de prisão por estupro e crimes sexuais em março passado, num primeiro de muitos julgamentos sobre os abusos sexuais em série que ele cometeu contra atrizes iniciantes. O homem que se achava todo-poderoso e que recebeu mais agradecimentos que Deus nos discursos do Oscar está atualmente sob custódia na prisão Wende Correctional Facility em Erie County, no estado de Nova York.
Batman e Animais Fantásticos 3 poderão retomar filmagens em julho
Depois da Nova Zelândia, país mais bem-sucedido no combate ao coronavírus, permitir a retomada das filmagens das sequências de “Avatar”, o Reino Unido também estaria planejando liberar as atividades cinematográficas no país. Segundo o jornal The Guardian, o governo britânico aprovou o retorno das filmagens de longas como “The Batman” e “Animais Fantásticos 3”, após desenvolver um guia de segurança para prevenir a contaminação por covid-19 nos sets de produção. Mas o retorno não aconteceria de imediato. O planejamento é para julho. As diretrizes de higiene e segurança, criadas pela British Film Commission e o British Film Institute, incluem regras sobre distanciamento social, treinamento de segurança e testes consecutivos. O documento foi aprovado pelo Departamento de Cultura, Mídia e Esportes e pelo Comitê de Saúde e Segurança Pública do Reino Unido, e as produções interessadas em retomar suas filmagens precisarão seguir as determinações do guia. Segundo apurou o Guardian, a Warner pretende colocar as produções de “The Batman” e “Animais Fantásticos 3” de volta à ativa o mais rápido possível. Outros títulos que devem ser filmados no Reino Unido incluem o remake live-action de “A Pequena Sereia”, da Disney, e a 2ª temporada da série “The Witcher”, da Netflix.
Netflix, YouTube, Amazon, HBO, Warner, Disney e Marvel se juntam aos protestos contra racismo nos EUA
Os grandes estúdios e plataformas de filmes e séries de Hollywood se juntaram em apoio aos atos de protesto contra o racismo nos EUA, que explodiram na semana passada, após o assassinato gravado de George Floyd por asfixia, nas mãos de um policial branco. Netflix, Amazon, HBO, Warner, YouTube e até a Disney e suas inúmeras subdivisões fizeram questão de deixar claras suas posições. Se já tinha se tornado comum encontrar artistas-ativistas, como Jane Fonda e Joaquin Phoenix, o movimento dos estúdios é inédito. O primeiro a se posicionar foi o YouTube, na última sexta (29/5). A plataforma de vídeos do Google publicou no Twitter uma mensagem manifestando seu repúdio “contra o racismo e a violência” e anunciando uma doação de US$ 1 milhão para “enfrentar injustiças sociais”. No sábado, foi a vez da Netflix, que afirmou nas redes sociais que “ficar em silêncio é ser cúmplice”, apoiando abertamente o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), que protesta contra o assassinato de negros pela polícia branca americana. O posicionamento foi replicado pelas sucursais da plataforma em todo o mundo. A Netflix Brasil lembrou vítimas nacionais, como João Pedro e João Vitor, ambos mortos em ações policiais. Não ficou nisso. Em um ato conjunto de solidariedade, os principais concorrentes da Netflix no Brasil, o Amazon Prime Video e o Globoplay, replicaram a mensagem da plataforma. “Somos aliados nessa”, escreveu a plataforma da Globo. O perfil da HBO foi além, trocando o nome do canal pela hashtag #BlackLivesMatter: “Estamos com nossos colegas, empregados, fãs, atores e criadores negros — todos afetados pela violência sem sentido”. Mensagem semelhante foi publicada pela Warner Bros. Pictures, que pertence ao mesmo grupo da HBO, a WarnerMedia. A Disney, por sua vez, compartilhou uma carta endereçada aos funcionários e assinada pelo CEO Bob Chapek, pelo presidente executivo Bob Iger e pela diretora de diversidade, Latondra Newton, em que se posicionam ao lado dos protestos. “O recente assassinato de George Floyd, bem como outros exemplos de ataques letais e assédio a cidadãos negros desarmados em nossa nação continua a motivar revolta e indignação em pessoas de todas as origens, incluindo muitos de nossos funcionários. Sentimentos de luto e raiva nos fazem confrontar a ideia de que algumas vidas são consideradas menos valiosas — e menos merecedoras de dignidade, cuidado e proteção — do que outras. Nós também percebemos que agora, mais do que nunca, é a hora de todos nós fortalecermos nosso compromisso com a diversidade e a inclusão em todos os lugares”, diz o texto. A Marvel Entertainment, que pertence à Disney, também fez questão de se pronunciar. “Nós nos posicionamos contra o racismo. Nós nos posicionamos a favor da inclusão. Nós estamos com nossos funcionários e criadores negros, e com toda a comunidade negra. Nós devemos nos unir e nos manifestar”. Foi seguida pela Hulu, plataforma de conteúdo adulto da Disney. “Nós apoiamos as vidas negras. Hoje e todos os dias. Vocês estão sendo vistos. Estão sendo ouvidos. E estamos com vocês”, escreveu o serviço de streaming no Twitter. O presidente da Paramount, Jim Gianopulos, também se pronunciou, mas por meio de um e-mail direcionado aos funcionários, que foi revelado ao público pela imprensa americana. “Em meio a esta época incrivelmente difícil, saibam que estamos aqui para vocês e que permanecemos uma comunidade e uma empresa que está comprometida com a justiça racial e social”, escreveu o executivo.
J.K. Simmons revela ter assinado contrato para aparecer em vários filmes da Marvel
O ator J.K. Simmons (“Whiplash”) revelou ter assinado contrato para reprisar o papel de J. Jonah Jameson em vários filmes do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) e não apenas na impactante cena pós-créditos de “Homem-Aranha: Longe de Casa”. A informação veio à tona durante entrevista para um podcast da revista Entertainment Weekly, quando Simmons respondeu se poderíamos esperar vê-lo em outros filmes da Marvel. “Eu não sei se usaria a palavra ‘esperar'”, disse o ator, explicando que está contratado para outros filmes, mas o estúdio não é obrigado contratualmente a incluí-lo. Ainda assim, ele revela vontade de reprisar o papel. “É ótimo ter a oportunidade, à medida que essas coisas evoluem, e ser um dos que restaram da versão anterior”. Simmons interpretou o memorável JJJ na primeira trilogia do “Homem-Aranha”, dirigida por Sam Raimi entre 2002 e 2007, e retornou ao papel do editor do Clarim Diário no mais recente filme do herói, exibido nos cinemas em 2019. A diferença é que, nos filmes de Raimi, o ator usava uma peruca para disfarçar sua calvície natural – liberada na nova versão. No último filme, o Clarim Diário também deixou de ser um jornal tradicional para virar uma espécie de telejornal, aparentemente criado como produção para o YouTube. Por curiosidade, Simmons também é o dublador oficial de J.J. Jameson em todos os desenhos da Marvel desta década, como “Ultimate Homem-Aranha”, “Hulk e Os Agentes de S.M.A.S.H.” e “Os Vingadores Unidos”.












