Ator de Doctor Who viverá o herói Ciborgue na série da Patrulha do Destino
A série da Patrulha do Destino terá a participação do super-herói Ciborgue, que inclusive já foi escalado. O anúncio foi feito pelo site oficial da DC Comics, que também confirmou Joivan Wade (Rigsy na série “Doctor Who”) no papel. Não foram divulgados muitos detalhes sobre a nova versão do personagem, que apareceu antes no cinema, no filme da “Liga da Justiça”. De todo modo, a sinopse divulgada dá a entender que o Ciborgue será o grande responsável por reunir a Patrulha do Destino, abordando os heróis “com uma missão que é difícil de recusar, mas com um aviso igualmente complicado de ignorar.” “Doom Patrol” (o título original) será um spin-off da também vindoura série “Titans”, sobre os Novos Titãs, que introduzirá o grupo de heróis disfuncionais. Ambas farão parte da programação original da plataforma DC Universe. A Patrulha do Destino é considerado os X-Men da DC Comics, mas o mais correto, pela ordem de lançamento, seria chamar os X-Men de Patrulha do Destino da Marvel. Criado pelos roteiristas Arnold Drake, Bob Haney e o artista Bruno Premiani, a primeira edição chegou às bancas três meses antes de Stan Lee e Jack Kirby introduzirem os X-Men em 1963. E desde sua concepção o grupo se tornou conhecido por causar mais medo e repulsa – formado por pessoas que foram mutiladas, desfiguradas ou tem poderes assustadores – que as reações positivas associadas aos super-heróis. A sinopse oficial da série diz: “Os membros da Patrulha do Destino sofreram acidentes horríveis que lhes deram habilidades sobre-humanas, mas também os deixaram marcados e desfigurados. Traumatizados e oprimidos, a equipe encontrou um propósito através do Chefe, que os reuniu para investigar os fenômenos mais estranhos existentes e proteger a Terra contra o que eles encontram”. O Chefe é o codinome de Dr. Niles Calder, um gênio confinado a uma cadeiras de rodas – como Charles Xavier. Os demais personagens são Cliff Steele, o Homem-Robô, Larry Trainor, o Homem-Negativo, e Rita Farr, a Mulher-Elástica. Ainda não há data de estreia definida.
Atriz de Orange Is the New Black será super-heroína da série da Patrulha do Destino
Os heróis da Patrulha do Destino ganharam mais um membro após a encomenda da série baseada em seus quadrinhos. Além dos personagens anteriormente anunciados, que serão introduzidos na série “Titans”, o grupo contará com Diane Guerrero (a Martiza de “Orange Is the New Black”) como Crazy Jane. Crazy Jane é uma heroína com características similares as do vilão de “Fragmentado” (2016). Ela sofre do caso mais grave já conhecido de transtorno de personalidade múltipla, possuindo 64 personalidades distintas. E cada uma delas manifesta um superpoder diferente, o que faz dela a integrante mais poderosa da Patrulha do Destino, bem como a mais instável. A personagem também é relativamente recente comparada aos demais patrulheiros. Ela foi criada em 1989, quando o escritor Grant Morrision assumiu a publicação, acrescentando influências de dadaismo, surrealismo e arte abstrata nas tramas dos super-heróis. Já o grupo original foi criado pelos roteiristas Arnold Drake, Bob Haney e o artista Bruno Premiani três meses antes de Stan Lee e Jack Kirby introduzirem os X-Men em 1963. Mas graças à popularidade atingida pela publicação da Marvel, calhou de os patrulheiros serem apelidados de “X-Men da DC Comics”. Apesar disso, desde sua concepção o grupo estabeleceu um tom que causava mais medo e repulsa – ao juntar pessoas que foram mutiladas, desfiguradas ou têm poderes assustadores – que as reações positivas associadas aos super-heróis – o que se repetiu com os mutantes da Marvel. A sinopse oficial da série segue essa premissa: “Os membros da Patrulha do Destino sofreram acidentes horríveis que lhes deram habilidades sobre-humanas, mas também os deixaram marcados e desfigurados. Traumatizados e oprimidos, a equipe encontrou um propósito através do Chefe, que os reuniu para investigar os fenômenos mais estranhos existentes e proteger a Terra contra o que eles encontram”. O Chefe é o codinome de Dr. Niles Calder, um gênio confinado a uma cadeiras de rodas – como Charles Xavier, dos X-Men. Os demais personagens são Cliff Steele, o Homem-Robô, Larry Trainor, o Homem-Negativo, e Rita Farr, a Mulher-Elástica. A série “Doom Patrol” (o título original) será um spin-off de “Titans”, atração dos Novos Titãs. As duas produções farão parte da programação original da plataforma DC Universe. Ainda não há data de estreia definida.
The Flash: 5ª temporada terá nova vilã que era homem nos quadrinhos
A 5ª temporada de “The Flash” ganhou uma nova integrante. A atriz canadense Kiana Madeira (vista em “Dark Matter” e “Wynonna Earp”) terá participação recorrente nos próximos episódios como Spencer Young. A personagem é descrita como “uma influenciadora de redes sociais que aproveita a oportunidade de realizar seus sonhos de ser famosa quando descobre que há um novo herói em Central City”. Com o avançar da trama, porém, ela vai se tornar a vilã Spin, que nos quadrinhos da DC Comics é um homem e tem um nome civil muito diferente – Mr. Auerbach, jornalista herdeiro de um império midiático, introduzido como antagonista do Flash em 2008. A série não tem muito compromisso em seguir os quadrinhos, já que esta não é a primeira vez que os produtores operam uma mudança de sexo num dos vilões da DC. Na 3ª temporada, o supervilão Pião (The Top) apareceu como uma loirinha vivida por Ashley Rickards (série “Awkward”). Os novos episódios de “The Flash” estreiam em 9 de outubro nos Estados Unidos. No Brasil, a série é transmitida pelo canal pago Warner.
Stephen Amell dá boas vindas à Ruby Rose no Arrowverse
Stephen Amell, protagonista da série “Arrow”, foi ao Twitter desejar boas-vindas a Ruby Rose, recém-chegada ao Arrowverse como estrela da nova série da “Batwoman”. “Hey, Ruby Rose – Bem-vinda!! São personagens como a Batwoman que carregarão o nosso universo para o futuro. Te vejo em breve!”, escreveu o ator. E ela, que tinha prometido sair do Twitter para se concentrar no trabalho, voltou especialmente para agradecer. “Bastante obrigado, Stephen. Isto vai ser muito divertido”, ela respondeu. Ruby Rose vai encarnar Kate Kane, a Batwoman, num crossover previsto para ir ao ar no final do ano na CW. Nesta história, a nova heroína irá contracenar com os personagens de “Arrow”, “The Flash” e “Supergirl”. E depois, caso a audiência confirme as expectativas, ganhará sua própria série semanal, com lançamento planejado para 2019. Caroline Dries será a roteirista e showrunner do projeto. Ela tem uma longa história junto à CW, tendo trabalhado como roteirista e produtora em “The Vampire Diaries” e “Smallville”, e compartilha a mesma orientação sexual da heroína e da atriz. Para quem não acompanha quadrinhos, é interessante saber que Batwoman foi a primeira heroína de Gotham City. Kate Kane, a versão feminina de Batman, surgiu 12 anos antes de Batgirl, criada por Edmond Hamilton e Sheldon Moldoff em 1956 como possível interesse romântico do Homem-Morcego, em resposta às alegações sobre a suposta homossexualidade do herói – denunciada pelo controvertido livro “Sedução dos Inocentes”. Isto acabou se tornando irônico, devido ao posterior desenvolvimento da personagem. A fase original acabou em 1964, quando o editor Julius Schwartz resolveu cortar a maioria dos coadjuvantes supérfluos de Batman – havia até um batcão. E Batwoman só foi retornar com força em 2006, numa versão repaginada pelo evento “52”, que rebutou os quadrinhos da editora. Foi nessa volta que ela se assumiu lésbica, tornando-se a mais proeminente heroína LGBTQIA+ da editora. Apesar disso, esta opção sexual não foi facilmente assimilada pela Warner, que demorou a incorporar a personagem em seus projetos da DC Comics. Até a animação que tinha seu nome no título, “Batman: O Mistério da Mulher-Morcego”, optou por retratar a heroína com uma identidade diferente. Mas os tempos evoluem e, há dois anos, a animação “Batman: Sangue Ruim” finalmente debutou a versão atual de Kate Kane, com a voz de Yvonne Strahosky (da série “The Handmaid’s Tale”) e a mesma orientação sexual dos quadrinhos. Agora, Ruby Rose será a primeira atriz a interpretar uma versão “live action” de Batwoman. Mais que isso, será a primeira protagonista lésbica de uma série de super-heróis. O produtor Greg Berlanti, que é gay assumido, tem introduzido diversos personagens LGBTQIA+ nas séries da DC. Vale lembrar que Sarah Lance, a Canário Branco, foi a primeira a ter relacionamento com outras mulheres no Arrowverse. A personagem interpretada por Caity Lotz define-se como bissexual. Já a policial Maggie Sawyer (vivida por Floriana Lima) se estabeleceu como a primeira lésbica em “Supergirl”, ajudando a irmã da heroína a descobrir sua verdadeira sexualidade. Por sinal, Maggie e Kate Kane tem história nos quadrinhos. As duas só não casaram porque a DC vetou, o que levou à demissão dos responsáveis pelo noivado do casal em 2013. Avanços e retrocessos. Thank you so much Stephen. This is going to be so much fun. X https://t.co/LI3TCuAfzm — Ruby Rose (@RubyRose) August 10, 2018
Marvel estaria pressionando Disney a recontratar James Gunn para Guardiões da Galáxia Vol. 3
A Marvel Studios estaria fazendo lobby junto à Walt Disney Pictures para recontratar o diretor James Gunn, demitido em 20 de julho de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, quando tuítes de conteúdo ofensivo, publicados há uma década, foram resgatados de sua conta na rede social por militantes da extrema direita dos Estados Unidos. Segundo apurou o site Deadline, a conversa entre Marvel e Disney é consequência da carta aberta do elenco de “Guardiões da Galáxia”, que professou lealdade ao diretor. Na mensagem, os atores declararam repetidamente que queriam ver Gunn recontratado. O texto foi assinado por todos os protagonistas da franquia – Chris Pratt (Senhor das Estrelas), Zoe Saldana (Gamora), Dave Bautista (Drax), Bradley Cooper (Rocket), Vin Diesel (Groot), Karen Gillan (Nebula), Pom Klementieff (Mantis), Sean Gunn (Kraglin) e Michael Rooker (Yondu). Para completar, os fãs dos filmes dos “Guardiões da Galáxia” lançaram uma petição pedindo a recontratação do diretor, que já registrou mais de 374 mil assinaturas. Gunn, enquanto isso, parou de se manifestar. Ele pediu desculpas e justificou os tuítes, a href=”https://pipocamoderna.com.br/2018/07/direita-americana-resgata-piadas-ofensivas-de-james-gunn-que-se-desculpa-e-explica-o-contexto/”>contextualizando as piadas sobre pedofilia e estupro ao lembrar o tipo de filmes transgressores que fazia na época. O cineasta chegou a dizer que respeitava a decisão da Disney e estava pronto para sofrer as consequências. Ele já havia finalizado o roteiro de “Guardiões da Galáxia Vol. 3” e estava preparado para começar a pré-produção. Por conta disso, Dave Bautista, o mais inconformado do elenco, avisou que pretende pedir para ser dispensado de seu contrato e substituído na produção, caso o roteiro de Gunn não seja utilizado. O problema é que o diretor foi demitido pelo próprio presidente da Disney, Alan Horn, que classificou as mensagens denunciadas pela direita como “indefensáveis”: “As atitudes ofensivas e as declarações de James no Twitter são indefensáveis e inconsistentes com os valores do nosso estúdio e nós cortamos relações com ele”. Por outro lado, o fato de a Warner cobiçar Gunn para comandar filmes da DC Comics, como foi revelado na quinta-feira (9/8), pode estar tirando o sono do próprio Horn, e alimentando o empenho de Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, para encontrar uma solução conciliadora que resulte na recontratação do diretor.
Ruby Rose se emociona por virar Batwoman e revela ligação com morcegos desde criança
A atriz australiana Ruby Rose revelou-se bastante emocionada por ter sido escalada para o papel de Batwoman numa nova série da rede CW. Não apenas por viver um tipo de personagem que ela não tinha a oportunidade de ver na TV quando era pequena, mas também porque brincava com morcegos quando era criança. A confissão foi feita na noite de quarta (8/8) em sua participação no programa “Tonight Show”. Ela foi convidada para falar da estreia nos cinemas de “Megatubarão”, mas o assunto Batwoman dominou as conversas com o apresentador Jimmy Fallon. Ruby contou que recebeu a notícia de que tinha passado nos testes para o papel uma hora antes da première do longa, e que teve de segurar as lágrimas no evento. “Eu estava tão emocionada, que eu pulei todos com quem tinha que falar, porque eu iria começar a chorar se me entrevistassem, como estou quase fazendo agora.” “Mal tive tempo de pensar nisso, eu soube ontem que passei no teste para ser a Batwoman. É um divisor de águas. Eu sinto que a razão para eu me emocionar tanto é porque eu cresci vendo TV e nunca havia alguém com quem me identificar, ainda mais uma super-heroína”, relembrou, referindo-se ao fato de Batwoman ser lésbica assumida como ela. Fallon brincou que será melhor ver crianças no Halloween vestidas como Batwoman do que o papel anterior, como presidiário com o uniforme laranja de “Orange is the New Black”. “As crianças vão poder ver e se identificar, é uma ótima oportunidade”, comentou Rose. Foi então que ela revelou que sua mãe tem uma tatuagem de morcego, porque ela criava morceguinhos como se fossem de estimação. “Pois é, ela cuidava desses morcegos bebês, ajudava-os a sobreviver, mas depois eles não tinham para onde ir, porque cresceram dentro de uma casa, ficaram domésticos e cagando na casa toda”, riu ela. Rose contou que isso a inspirou a fazer suas primeiras asinhas, imitando morcegos. “A gente não tinha dinheiro, então eu fazia meus brinquedos. Uma vez, construiu umas asas de papelão, e eu dormia com elas, corria com elas, pulava de lugares altos para minha mãe me pegar. E agora eu vou ter asas que não serão de papelão!”. Confira abaixo a entrevista original, com mais detalhes.
Warner quer diretor de Guardiões da Galáxia nos filmes da DC Comics
Demitido pela Disney, James Gunn não vai ficar desempregado por muito tempo. Segundo apurou a revista The Hollywood Reporter, o diretor da franquia “Guardiões da Galáxia” tem sido sondado por vários estúdios, inclusive a Warner, que gostaria de contar com ele em adaptações dos super-herói da DC Comics. O diretor foi demitido em 20 de julho pelo presidente da Disney, Alan Horn, após campanha da extrema direita dos Estados Unidos, que denunciou antigos tuítes ofensivos do diretor com “piadas” de dez anos atrás sobre pedofilia e estupro. Horn classificou as mensagens como “indefensáveis”: “As atitudes ofensivas e as declarações de James no Twitter são indefensáveis e inconsistentes com os valores do nosso estúdio e nós cortamos relações com ele”. Mas os demais estúdios não são tão identificados com o público infantil e estariam dispostos a contratá-lo, especialmente após a manifestação coletiva de apoio do elenco de “Guardiões da Galáxia”, que publicou uma carta aberta conclamando a Disney a recontratá-lo para o terceiro filme da franquia. A revista conversou com alguns executivos e registrou comentários, sem identificar seus autores. “Eu trabalharia com ele em um piscar de olhos”, disse, por exemplo, um executivo sênior de um estúdio identificado como grande rival da Disney. Ofertas oficiais ainda não foram feitas, porque James Gunn não pode discutir com outros estúdios enquanto não terminar de negociar os detalhes de sua demissão com a Disney. Ele ainda tem direito a uma indenização, já que o estúdio quebrou seu contrato. Os tuítes denunciados foram feitos muitos anos antes de Gunn ser contratado para dirigir os filmes da Marvel, por isso sua demissão não tem justificativa legal. Além disso, há boatos de que a Marvel estaria tentando salvar o relacionamento com o diretor, pressionando a Disney a aceitar a filmagem do roteiro que Gunn escreveu para “Guardiões da Galáxia Vol. 3” e mantê-lo sob contrato para um próximo filme. A situação estaria gerando um impasse, que impede maiores definições na carreira do cineasta. “Fui avisado de que não podemos lhe oferecer nada até que a questão da Disney esteja 100% resolvida”, disse outro executivo de estúdio, registrado pelo THR. A publicação confirmou, porém, que a Warner Bros. é um dos principais interessados nos serviços do diretor, mas há também produtoras menores, vencedoras do Oscar, na lista de pretendentes ao talento do cineasta. Vale lembrar, de todo modo, que a Warner tem planos para realizar um filme da Tropa dos Lanternas Verdes, que é basicamente os Guardiões da Galáxia da DC Comics, e este projeto ainda não tem diretor encaixado. Deve demorar alguns meses até um anúncio oficial, mas James Gunn não será renegado por Hollywood, como aconteceu com Roseanne Barr também por conta de tuítes. A grande diferença entre os dois é que o caso do diretor foi instigado por ativistas de extrema direita, que reviraram sua lata de lixo até encontrar seus podres de uma década atrás, enquanto a atriz e produtora manifestou seu racismo de forma espontânea e em período recente. Um executivo chegou a comentar sobre se havia potencial polêmico numa contratação do diretor. “A maioria das pessoas acha que seus comentários eram derivados do estilo de comédia provocativa” que ele fazia na época. “Ter um senso de humor inadequado não deveria ser considerado um crime.”
Causa da morte de Margot Kidder foi suicídio por overdose
A morte da atriz Margot Kidder, intérprete de Lois Lane em quatro filmes de Superman (entre 1978 e 1987), foi confirmada oficialmente como suicídio. A filha da atriz, Maggie McGuane, revelou à agência Associated Press que já sabia a causa da morte no dia do falecimento e se sente aliviada por a informação vir a público, considerando que é importante discutir o assunto. “É um grande alívio que a verdade seja conhecida”, disse McGuane. “É importante ser aberto e honesto, e não ter vergonha ao lidar com isso.” Kidder foi encontrada morta em sua casa em Montana em 13 de maio. Na época, a causa da morte não foi revelada, mas a empresária da atriz, Camilla Fluxman Pines, disse que ela morreu pacificamente durante o sono. Na verdade, ela sofreu um overdose de drogas e álcool, segundo o relatório do médico legista Richard Wood. O boletim médico afirma que nenhum outro detalhe seria divulgado. A atriz de 69 anos tinha sido diagnosticada com distúrbio bipolar em 1996, e chegou a sofrer um acidente de carro que a deixou paralisada por dois anos. Sua longa carreira começou no final dos anos 1960, em diversas aparições em séries. Mas seu talento só ficou claro após o papel duplo de “Irmãs Diabólicas” (1972), primeiro suspense da carreira do diretor Brian De Palma, em que Kidder se alternou entre duas personagens, a gêmea boazinha e a gêmea psicopata. A repercussão do filme a transformou numa espécie de “scream queen” e a levou a outros lançamentos cultuados do terror, como o slasher “Noite do Terror” (1974), de Bob Clark, e o primeiro “Horror em Amityville” (1979), de Stuart Rosenberg. E esta poderia ter sido a tendência de sua filmografia, caso não tivesse sido “salva” por um super-herói voador. Ao ser escalada para formar par com Christopher Reeve em “Superman: O filme” (1978), Margot Kidder reivindicou um lugar de destaque na cultura pop. Ela não foi apenas a protagonista feminina de um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos. Ela foi destaque num elenco que tinha Marlon Brando e Gene Hackman roubando cenas. Sua atuação introduziu elementos cômicos ao papel da repórter determinada, além de dar a Lois um viés feminista, conforme ela tenta superar Clark Kent para virar a primeira jornalista a entrevistar Superman. Ao mesmo tempo, a química entre os dois personagens também aproximou a adaptação dos quadrinhos das tramas clássicas das comédias românticas, em que rivais se atraem. E, para completar, também comoveu com um arco dramático, a ponto de inspirar até música de Gilberto Gil: “Super-Homem – A Canção”, centrada no amor do herói por sua musa, tão forte que era capaz de “mudar o curso da História por causa da mulher”, numa alusão à trama. O papel de Lois Lane atingiu ainda maior desenvolvimento em “Superman II – A Aventura Continua” (1980), que foi além do que os quadrinhos ousavam mostrar na época, sugerindo sexo entre a repórter do Planeta Diário e Clark Kent/Superman. A atriz viveu Lois em mais dois filmes, até “Superman IV: Em Busca da Paz” (1987), mas eles não repetiram nem a qualidade nem o sucesso dos primeiros lançamentos. Ao mesmo tempo, sua opção por investir em comédias acabou estagnando sua carreira por falta de sucessos – mesmo contracenando com ases do humor, como Richard Pryor (“Apuros e Trapalhadas de um Herói”) e Ted Danson (“Pequeno Tesouro”). De forma inesperada para todos que a assistiram levantar voo no cinema, Kidder desapareceu no final dos anos 1980. Havia boatos de que ela se tornara uma atriz difícil de lidar. Mas a verdade é que seu comportamento resultava de uma luta, até então perdida, contra um transtorno bipolar. A situação se tornou pública de forma sensacionalista, quando ela foi descoberta morando nas ruas, como uma sem-teto, em 1996. O incidente teve uma repercussão enorme e ajudou Kidder a recuperar algo parecido com uma carreira, com participações em séries em filmes. Ela apareceu até em “Smallville”, série sobre a juventude do Superman, como homenagem dos produtores em 2004, e tornou-se porta-voz da causa das pessoas que sofrem de transtornos mentais. Seu último trabalho foi o filme B “The Neighborhood”, lançado em 2017.
Gal Gadot compartilha apoio a menino que quis ir com tiara e mochila da Mulher-Maravilha para a escola
A atriz Gal Gadot, intérprete da Mulher-Maravilha nos cinemas, usou o Twitter para manifestar seu apoio a um garoto de 5 anos da Flórida, nos Estados Unidos, que decidiu usar uma mochila da heroína e ir com a tiara da personagem em seu primeiro dia de escola. “Acabei de ler esse artigo sobre a quebra de estereótipos de gênero escrito por Katie Alicea”, disse a atriz, linkando uma matéria do site “Romper” em que a jornalista, mãe do menino, expressava sua preocupação sobre a forma como o seu filho seria tratado na escola. “Esse é um tópico tão importante, e eu acredito tanto nele. Eu espero que Isaac possa usar sua tiara e sua mochila orgulhosamente na escola. #GarotoMaravilha”, conclui Gadot. No artigo, Katie Alicea explica que deixou o filho escolher qualquer modelo de mochila durante as compras para a volta às aulas. “Quando ele escolheu a mochila da Mulher-Maravilha, minha primeira resposta foi: ‘Você tem certeza?’. Ele disse: ‘Sim, olhei para todas elas, e adoro super-heróis. Essa é a minha favorita!'”, escreveu a jornalista. “Eu perguntei se ele tinha certeza não porque a mochila me incomodava, mas porque imaginei que Isaac enfrentaria brincadeiras de mau gosto na escola, e ele precisa fazer amigos”, continua. “A verdade é que, se eu começar a me preocupar com o que o mundo pensa, Isaac também vai, e eu não quero isso”. Gal Gadot vai voltar ao papel da heroína dos quadrinhos em “Mulher-Maravilha 1984”, que tem estreia marcada para outubro de 2019.
Filme de Arlequina pode ter definido seu vilão
O próximo longa da Arlequina, que não será exatamente um filme solo, ganhou seu vilão. Supostamente, porque a informação vem de fontes de Umberto Gonzales, repórter que se especializou em “furos geeks” e seus desmentidos, e arma sua barraquinha atual no site The Wrap. O escolhido teria sido Máscara Negra, um dos adversários que se destacou nos mais recentes quadrinhos do Batman. Criado por Doug Moench e Tom Mandrake em 1985, o Máscara Negra já foi amigo de Bruce Wayne. Antes de se tornar vilão, Roman Sionis era herdeiro de uma empresa de cosméticos de Gotham. Mas teve o rosto desfigurado por uma nova linha de produtos que pretendia lançar e quase foi à falência após a morte de seus pais. Wayne resgatou o amigo comprando sua empresa, mas ele se tornou amargurado e, usando uma máscara construída da madeira do mausoléu dos pais, assumiu a identidade vilanesca. Sua melhor história foi “Jogos de Guerra”, em que roubou planos do próprio Batman para destruir sua concorrência e se tornar o poderoso chefão do crime de Gotham, buscando matar, no processo, os integrantes da família de vigilantes do herói de Gotham. Pesada, a história de 2004 o mostrou torturando a jovem heroína Spoiler, que chegou a ser considerada morta após este encontro. Até recentemente, a produção da Warner era chamada de “Untitled Harley Quinn Girl Gang Movie” (“filme sem título da gangue feminina da Arlequina”, em tradução livre). E, segundo fontes do site The Hollywood Reporter, o projeto seria uma espécie de versão feminina do “Esquadrão Suicida”. Mas novos detalhes surgiram, como o título “Aves de Rapina”(Birds of Prey, em inglês), grupo originalmente formado por Barbara Gordon (como Oráculo e Batgirl), Caçadora e Canário Negro, mas que também já incluiu Katana (presente em “Esquadrão Suicida”), além de algumas vilãs. Segundo rumores, o time principal de “Aves de Rapina” seria formado por Canário Negro, Caçadora, Renee Montoya, Cassandra Cain e Arlequina. O detalhe é que Cassandra Cain se tornou a segunda Batgirl, após Barbara ficar paraplégica num ataque do Coringa – em “A Piada Mortal”. Já Renee Montoya é uma criação da série animada de Batman, assim como Arlequina. Ao fazer sua transição para os quadrinhos, Montoya chegou a adotar a identidade do super-herói Questão, mas no último reboot voltou a ser a parceira do detetive Harvey Bullock na GCPD (polícia de Gotham). Recentemente, o estúdio confirmou Christina Hodson (“Paixão Obsessiva”) como roteirista e a cineasta indie chinesa Cathy Yan (“Dead Pigs”) como diretora. As filmagens devem iniciar no começo de 2019, mas a data de estreia ainda não foi definida.
Ruby Rose vai estrelar a série da Batwoman
A atriz australiana Ruby Rose foi anunciada como a intérprete da próxima super-heroína televisiva da DC Comics. Ela vai interpretar Batwoman numa nova série da rede americana CW. O produtor Greg Berlanti, criador e responsável pelo chamado “Arrowverse”, queria uma atriz lésbica para interpretar a personagem, que também é lésbica nos quadrinhos. E Ruby Rose é a mais famosa lésbica assumida do cinema atual. Ex-VJ da MTV Austrália, ela estreou nas séries americanas em 2015 ao participar de uma temporada em “Orange Is the New Black”, de onde saiu para estrelar diversos blockbusters de ação consecutivos, como “Resident Evil 6: O Capítulo Final”, “xXx: Reativado”, “John Wick: Um Novo Dia Para Matar” e “Megatubarão”, que estreia nesta quinta (9/8) nos cinemas. Ela vai encarnar Kate Kane, a Batwoman, num crossover previsto para ir ao ar no final do ano na CW. Nesta história, a nova heroína irá contracenar com os personagens de “Arrow”, “The Flash” e “Supergirl”. E depois, caso a audiência confirme as expectativas, ganhará sua própria série semanal, com lançamento planejado para 2019. Caroline Dries será a roteirista e showrunner do projeto. Ela tem uma longa história junto à CW, tendo trabalhado como roteirista e produtora em “The Vampire Diaries” e “Smallville”, e compartilha a mesma orientação sexual da heroína. Para quem não acompanha quadrinhos, é interessante saber que Batwoman foi a primeira heroína de Gotham City. Kate Kane, a versão feminina de Batman, surgiu 12 anos antes de Batgirl, criada por Edmond Hamilton e Sheldon Moldoff em 1956 como possível interesse romântico do Homem-Morcego, em resposta às alegações sobre a suposta homossexualidade do herói – denunciada pelo controvertido livro “Sedução dos Inocentes”. Isto acabou se tornando irônico, devido ao posterior desenvolvimento da personagem. A fase original acabou em 1964, quando o editor Julius Schwartz resolveu cortar a maioria dos coadjuvantes supérfluos de Batman – havia até um batcão. E Batwoman só foi retornar com força em 2006, numa versão repaginada pelo evento “52”, que rebutou os quadrinhos da editora. Foi nessa volta que ela se assumiu lésbica, tornando-se a mais proeminente heroína LGBTQIA+ da editora. Apesar disso, esta opção sexual não foi facilmente assimilada pela Warner, que demorou a incorporar a personagem em seus projetos da DC Comics. Até a animação que tinha seu nome no título, “Batman: O Mistério da Mulher-Morcego”, optou por retratar a heroína com uma identidade diferente. Mas os tempos evoluem e, há dois anos, a animação “Batman: Sangue Ruim” finalmente debutou a versão atual de Kate Kane, com a voz de Yvonne Strahosky (da série “The Handmaid’s Tale”) e a mesma orientação sexual dos quadrinhos. Agora, Ruby Rose será a primeira atriz a interpretar uma versão “live action” de Batwoman. A heroína vai chegar à TV após a série “Arrow” fazer uma citação explícita a Gotham City – e Bruce Wayne – num episódio de outubro passado, e após a passagem da policial Maggie Sawyer (vivida por Floriana Lima) em “Supergirl”. Maggie e Kate Kane chegaram a noivar nos quadrinhos. As duas só não casaram porque a DC vetou, o que levou à demissão dos responsáveis pela história do casal em 2013. Avanços e retrocessos. A previsão de exibição do crossover é para dezembro nos Estados Unidos, e a aprovação da série de “Batwoman” vai depender da repercussão da história. No crossover passado, o Arrowverse introduziu o herói gay Ray, vivido por Russell Tovey (da série inglesa “Being Human”). E esse personagem ganhou uma série animada.
Warner contrata roteirista para um filme de Supergirl
A Warner Bros. encomendou o roteiro de um filme da “Supergirl”, super-heroína da DC Comics que atualmente tem uma série de sucesso na rede americana CW. Segundo o site Deadline, Oren Uziel, responsável pelo fraquíssimo “O Paradoxo Cloverfield” foi contratado para desenvolver a história. O projeto está em estágio inicial de desenvolvimento, como muitas outras adaptações da DC Comics ventiladas pela mídia americana – “Batgirl”, “Tropa dos Lanternas Verdes”, “Aves de Rapina”, etc – e não tem previsão para sair do papel. Caso o filme avance, não será a primeira vez que a prima loira do Superman voará até os cinemas. Em 1984, Helen Slater estrelou “Supergirl”, considerada uma das piores adaptações de quadrinhos da editora. Por sinal, Slater faz parte do elenco recorrente da série “Supergirl”, como mãe adotiva de Kara Danvers, a identidade civil da super-heroína. O filme não terá nenhuma relação com a série, mas mesmo assim a produção sofrerá inevitáveis comparações. Afinal, será muito difícil para a Warner encontrar uma atriz mais convincente no papel que Melissa Benoist, absolutamente perfeita como Supergirl.
Ator de Star Trek entra na 4ª temporada de Supergirl
O ator Brent Spiner, que ficou conhecido como o personagem Data na série “Star Trek: A Nova Geração”, entrou na 4ª temporada de “Supergirl”. Ele terá papel recorrente como o vice-presidente dos Estados Unidos. Para quem não lembra, no mundo fictício de “Supergirl”, a candidata feminina venceu as últimas eleições. A presidente Olivia Marsdin é interpretada por Lynda Carter (a “Mulher-Maravilha” da série dos anos 1970), mas ela anda sumida da trama e, na 4ª temporada, seu více se verá obrigado a assumir papel de liderança em momentos de crise. Além da série “Star Trek: A Nova Geração” e diversos filmes da franquia, Spiner também se destacou como o Dr. Okun de “Independence Day” e sua continuação, lançada em 2016. Mais recentemente, apareceu como o vilão Sidney na série “Outcast”, do mesmo criador de “The Walking Dead”. Ele se juntará à várias novidades do quarto ano da produção, como Rhona Mitra (que estrelou as duas primeiras temporadas da série “The Last Ship”) e Robert Baker (antagonista da última temporada de “The Originals”), que viverão capangas famosos do supervilão Lex Luthor, respectivamente Mercy Graves e Otis, além da primeira super-heroína transexual da TV, Nia Nal, a Sonhadora, vivida por Nicole Maines (vista em “Royal Pains”), e o anti-herói Manchester Black, que chegou a integrar o “Esquadrão Suicida”, interpretado por David Ajala (série “Falling Water”). Para completar, o ator Jesse Rath, que fez aparições recorrentes como Brainiac 5 nos últimos episódios da 3ª temporada, foi promovido a integrante fixo do elenco, no lugar de Jeremy Jordan, que fará apenas participações recorrentes em seu papel de Winn Schott. A 4ª temporada de “Supergirl” estreia em 14 de outubro nos Estados Unidos. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.












